“Crescimento e inflação em 2010″

Publicado por Administrador 13 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir
A discreta queda do PIB no ano passado interrompeu o segundo maior ciclo de crescimento econômico brasileiro em mais de um século. Desde 1992, quando o PIB caiu 0,5%, foram 16 anos de altas ininterruptas. Esta queda do produto, diferentemente da ocorrida em 1992, que decorreu da crise política que o País atravessava com o impeachment do presidente Collor, é efeito de uma crise internacional, a mais grave dos últimos 80 anos.

Mas o desempenho da economia brasileira em 2009 deve ser analisado no contexto da recessão mundial que caracterizou o ano passado. Com exceção de alguns países em que a crise passou longe, destaque para China e Índia, a colocação do Brasil no ranking internacional do crescimento foi razoável. A economia dos EUA recuou 2,4%, o Reino Unido amargou um tombo de 4,9%, a Alemanha, de 5% e o Japão, de 5,1%. O PIB do México, economia extremamente ligada à dos EUA, encolheu 6,5%. Entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), a Rússia, por sua excessiva dependência das exportações de petróleo, recuou 7,9%.

Apesar de um contexto econômico global em que as dificuldades econômicas se resolvem muito lentamente e de forma não linear, o Brasil deve registrar um crescimento elevado neste ano. No primeiro trimestre a retomada foi forte. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), sem ajuste sazonal, alcançou 83,1% em fevereiro, 6,1 p.p. acima do patamar observado no mesmo mês do ano passado.

Este indicador, após oito meses de contínua elevação, tinha ficado estável em janeiro, após oito meses de contínua elevação, o que revela que a recuperação tem sido vigorosa, mas não explosiva. Além disso, o crescimento do investimento no quarto trimestre do ano passado foi de 6,6%, bem acima da elevação do consumo. A retomada da indústria, setor mais afetado pela crise na totalidade do ano passado tem sido bastante vigorosa, com crescimento de 4% no último trimestre em relação ao terceiro trimestre.

A retomada do crescimento trouxe de volta o debate sobre a inflação, com implicações no comportamento dos juros básicos da economia. Na reunião de março o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, mas ficou dividido, em uma votação com cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa em 0,5 p.p. No entanto, segundo a ata da reunião a projeção oficial para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no cenário de referência se encontra acima do valor central de 4,50% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A partir de um cenário de referência, para 2010 a expectativa do BC para a inflação do ano que vem se elevou em relação à reunião de janeiro, estando acima centro da meta, o que é praticamente uma sinalização dos membros do Comitê de Política Monetária de que a taxa Selic irá aumentar na próxima reunião, em abril.

* Escrito por José Álvaro Cardoso, Economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina

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Aumenta projeção de crescimento da economia neste ano

Publicado por Administrador 28 outubro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os analistas do mercado financeiro aumentaram pela quarta vez consecutiva a estimativa para o crescimento da economia neste ano. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 2009, passou de 0,12% para 0,18%. Há quatro semanas, a previsão era de estabilidade. Para 2010, a estimativa foi mantida em 4,80%.

Em relação à produção industrial neste ano, os analistas mantiveram a estimativa de queda de  7,56%. Para 2010, a projeção de crescimento foi alterada de 6,08% para 6,50%. Segundo o boletim Focus, os analistas ajustaram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,90% para 43,95% neste ano e de 41,50% para 41,90% em 2010.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi mantida em R$ 1,70. Para 2010, a previsão também não foi alterada (R$ 1,75). A previsão para o superavit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano subiu de US$ 25,65 bilhões para 25,85 bilhões. Já para 2010, os analistas reduziram a estimativa de US$ 16,5 bilhões para US$ 16 bilhões.

Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$ 16,4 bilhões para US$ 16,8 bilhões. Para 2010, foi alterada a projeção de US$ 30 bilhões para US$ 31 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões. Para o próximo ano, a projeção foi ajustada de US$ 32 bilhões para US$ 33 bilhões.

Fonte: Ag. Brasil

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Lula acredita em 5% de crescimento com geração de empregos

Publicado por Administrador 19 outubro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Ao comentar os resultados do Cadastro Geral do Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (19) que está otimista com a geração de empregos em 2010. Ele voltou a defender um crescimento de 5% da economia para o próximo ano.

“Acho que isso pode voltar a gerar empregos de forma extraordinária e eu acho que o Brasil está preparado para crescer, para gerar mais empregos e distribuição de renda e é isso que todos nós queremos”, disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.

Em setembro, o País gerou 252.617 empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged. O índice representa crescimento de 0,77% em relação ao resultado de agosto, quando foram criados 242.126 postos de trabalho. Esse foi o oitavo mês consecutivo com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.

Fontes: Sindicato do ABC e Ag. Brasil

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“Bola prá frente”

Publicado por Administrador 21 setembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os indicadores mais recentes (emprego, crescimento do Produto Interno Bruto, investimentos externos, comércio) permitem prever crescimento positivo da economia brasileira em 2009. Neste contexto, merece destaque a retomada do crescimento industrial, fundamental na recuperação da economia, e que se tornou mais vigoroso a partir de julho.

O comportamento do mercado formal de trabalho em Santa Catarina no mês de agosto é exemplo do que ocorre na economia neste momento. Foram gerados quase 12.000 novos empregos, o melhor resultado deste outubro de 2008, com franca recuperação em todos os setores, com exceção da indústria extrativa mineral, que apresentou pequena queda.

Mas a sustentação deste processo depende da retomada dos investimentos, que são os últimos a retornar em uma crise como a atual, muito caracterizada pelo abalo da confiança dos chamados agentes econômicos. As empresas em um primeiro momento usaram os seus estoques. Com o esgotamento destes elas retomaram a produção, utilizando a capacidade industrial que estava ociosa.

O investimento deve retornar quando o uso da capacidade instalada atingir níveis mais elevados – era de 86% antes do início da crise – o que possivelmente só irá ocorrer no início de 2010. O retorno do investimento é fundamental para garantir a oferta futura de bens, em um contexto onde a massa de salários continua expandindo, apesar dos percalços (além da retomada do emprego, em janeiro o salário mínimo será reajustado em quase 10%).

O investimento é fundamental, dentre outras razões, para a manutenção da estabilidade da inflação baixa, que é tão importante para os resultados das negociações coletivas – no primeiro semestre deste ano, apesar da crise, aumentou o número de categorias que obtiveram ganhos reais, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Os indicadores mais recentes, especialmente os de mercado de trabalho, coloca o processo de negociação entre capital e trabalho em uma perspectiva diversa daquela enfrentada entre outubro de 2008 e meados de 2009. A crise não prejudicou os resultados das negociações, aos poucos o mercado volta a gerar empregos de forma mais vigorosa, e a economia já ingressou em um ciclo de maior crescimento, inclusive pela aproximação das festas de final de ano.

Os acordos para a redução da jornada e de salários, realizados na indústria no primeiro trimestre do ano, vêm sendo finalizados em função da retomada da produção industrial e as expectativas, de uma forma geral, desanuviaram com os recentes resultados do PIB. A melhoria dos indicadores econômicos é fundamental para toda a sociedade. Mas o se o crescimento econômico é condição necessária para a melhoria de vida da população, ele é insuficiente.

A qualidade do emprego precisa melhorar muito. Os salários, por exemplo, são extremamente baixos: cerca de 80% dos empregos gerados no Brasil não superam 2 salários mínimos. Além disso, a rotatividade do trabalho é imensa, o que prejudica a elevação salarial e a própria qualidade do trabalho. A experiência recente nos mostra que o mercado, por si só, não resolve os problemas da sociedade. Há muito que fazer, é hora de avançar nas conquistas da sociedade.

*Escrito por José Álvaro de Lima Cardoso, economista e supervisor técnico do DIEESE em SC.

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CNI: vendas reais da indústria crescem 3,2% em julho

Publicado por Administrador 9 setembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

As vendas reais da indústria de transformação cresceram 3,2% em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com ajuste sazonal, o faturamento real da indústria foi 0,4% maior na comparação de julho ante junho. Em relação a julho de 2008, as vendas tiveram queda de 9,2%. Os dados da CNI revelam ainda que no período de janeiro a julho deste ano, o faturamento teve queda de 8,2% ante igual período de 2008.

A utilização da capacidade instalada subiu em julho para 80,5%, de 79,7% em junho. Em julho de 2008, esse porcentual era de 83,8%. Pelo critério dessazonalizado, a utilização da capacidade instalada atingiu 79,9% em julho, ante 79,4% em junho e 83,2% em julho de 2008.

As horas trabalhadas na indústria subiram 2,8% em julho ante junho, de acordo com a CNI. Pelo critério dessazonalizado, as horas trabalhadas cresceram 0,1% na mesma base de comparação. Em relação a julho de 2008, as horas trabalhadas tiveram queda de 9,5% em julho deste ano. No acumulado de 2009 até julho, as horas trabalhadas recuaram 8,6% ante igual período do ano passado.

O emprego na indústria subiu 0,2% em julho ante junho, interrompendo oito meses seguidos de queda. Pelo critério dessazonalizado, o emprego na indústria ficou estável em julho ante mês anterior. Em relação a julho de 2008, o nível de emprego na indústria caiu 5% em julho de 2009. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o emprego caiu 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A massa salarial real subiu 3,7% em julho ante junho, mas caiu 1,3% na comparação com julho de 2008. De janeiro a julho de 2009, a massa salarial caiu 1,6% ante igual período de 2008.

Fonte: CNM/CUT

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Ministros: crescimento do país deve ficar acima da média mundial

Publicado por Administrador 13 julho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram dados confortáveis sobre o desempenho da economia brasileira para 2010, durante as exposições que fizeram na reunião ministerial na Granja do Torto, coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, as previsões de crescimento da economia brasileira para 2010, com base em dados mais pessimistas, indicam um crescimento entre 2,5% e 3,5%. Já as estimativas de analistas norte-americanos, assinalou ele, projetam crescimento até 5%.

 

Segundo Múcio, os ministros também falaram sobre a expectativa de crescimento para 2009, que devem ficar acima da média mundial. “Isso é uma coisa que nos conforta”, disse. “E mostra que estamos enfrentando a crise com previsão de terminar este ano com saldo positivo, com previsão de geração de novos postos de trabalho, com a economia voltando a dar sinais de reaquecimento e a indústria voltando a contratar e com novas empresas surgindo.”

Ainda de acordo com Múcio, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez um balanço do crescimento das exportações do setor. Stephanes disse que alguns mercados, como o asiático, voltaram a ser grandes compradores dos produtros agrícolas brasileiros.

Fonte: Ag. Brasil

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IPEA acredita em crescimento econômico em 2009

Publicado por Administrador 13 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

 presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, não acredita na possibilidade de que o país feche 2009 em recessão, apesar da queda brusca no Produto Interno Bruto (PIB), no último trimestre do ano passado e da crise financeira internacional.

Para o economista, há um grupo do instituto trabalhando nas projeções para este ano e deverá ter uma posição mais precisa até o fim do mês quanto às projeções para 2009.

“Nós continuamos trabalhando com a perspectiva de crescimento. Agora, o tamanho deste crescimento é que nós não temos ainda uma condição de avaliar. O diferencial brasileiro é exatamente este: que a discussão se dê em torno exatamente do tamanho do crescimento e não sobre a possibilidade de recessão como no resto do mundo”, disse.

Para o presidente do Ipea, a situação vivida pela economia brasileira neste primeiro trimestre do ano diferencia em muito do que ocorreu no último trimestre do ano passado, “que não apenas sofreu os efeitos da crise, mas também do ajuste dos estoques por parte das empresas e do impacto tardio da elevação dos juros no primeiro semestre do ano passado”.

Segundo Pochmann, embora neste início do ano ainda haja o efeito da crise, há também reações em termos de política econômica para fazer com que a crise não se manifeste de forma intensa na economia do país.

O economista avaliou positivamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic).

Para o presidente do Ipea, o comportamento dos juros, seguindo a trajetória de queda, tende a evitar uma piora nas expectativas da economia em geral, “porque nos permite compreender que há uma convergência das ações governamentais para evitar o agravamento da crise no Brasil”.

As declarações do presidente do Ipea foram dadas à Agência Brasil a durante a divulgação dos dados de março do Sensor Econômico , no Rio de Janeiro, pelo instituto. O indicador, lançado em fevereiro deste ano pelo Ipea, revela que o setor produtivo se mantém apreensivo quanto à expectativa socioeconômica do país para 2009. 

Fonte: Ag. Brasil

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