Crise Busscar: Sindicato convoca assembleia para quinta-feira (1/7) em frente à empresa

Publicado por Administrador 30 junho, 2010 (22) Comentários Imprimir

Após meses de agonia – no próximo dia 5 de julho completam-se três meses sem salários e sete meses sem o décimo terceiro de 2009 – os trabalhadores da Busscar decidiram realizar uma assembléia geral para cobrar uma posição definitiva dos acionistas da empresa sobre o futuro dos seus empregos, salários atrasados, décimo-terceiro atrasado, FGTS atrasado, e principalmente se a empresa vai continuar a produzir ou fecha as portas.

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região ouviu diariamente cerca de 200 trabalhadores da empresa nas duas ultimas semanas, todos buscando informações jurídicas para demissão indireta, processos judiciais para receber atrasados e outras duvidas que pairam sobre três mil trabalhadores que tem sobrevivido de bicos e ultimamente das cestas básicas doadas ao Sindicato em uma campanha de arrecadação de alimentos. Na tarde de ontem, terça-feira, o desabafo foi enorme e chegou ao apelo para a realização da assembléia geral.

Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, a situação chegou ao limite para os funcionários da Busscar. “Desde o início dessa nova crise nos alertávamos que o problema está na gestão, e que somente capital novo pode dar uma nova vida à essa empresa que gerou riqueza, renda, empregos e desenvolvimento para Joinville, Santa Catarina e o país. Nosso desejo é defender os direitos dos trabalhadores, ver os salários pagos em dia, e a empresa voltando a produzir. É isso que nós queremos, e os trabalhadores agora acordaram e querem também essa solução. Por isso estaremos na frente da fábrica junto a eles, cobrando um final para essa agonia. Eles precisam saber o que fazer das suas vidas, com Busscar ou então sem ela”, explica Bruggmann.

A assembléia geral está convocada para iniciar as 9 horas da manhã. Os próprios trabalhadores estão se encarregando de convocar os colegas, e o Sindicato conta com apoio da imprensa para a divulgação do ato.

Agenda
:

O que
:     Crise da Busscar – Assembléia Geral dos trabalhadores em frente à fábrica
Quando: quinta-feira, 1 de julho de 2010
Onde:      em frente a fábrica
Hora:       9 horas
Para:       cobrar posição definitiva sobre salários atrasados, reestruturação da empresa com reinício de produção, venda – solução final
Presenças: todos os trabalhadores da empresa ainda com vinculo empregatício e demitidos pelo PDV, mais o Sindicato da categoria

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Crise da Busscar: Bancos negam financiamento e situação é crítica

Publicado por Administrador 22 junho, 2010 (34) Comentários Imprimir

No final da última sexta-feira, 18 de junho, o Sindicato dos Mecânicos recebeu a notícia de que os bancos credores da Busscar negaram o pedido de financiamento em relação ao projeto Guatemala. As razões são o alto risco de refinanciamento e grande incerteza de retorno desses novos recursos, caso fossem liberados, e garantias incompatíveis para o montante exigido em relação à urgência que a empresa precisa. Ou seja, a crise continua e ainda mais grave.

Até o momento os trabalhadores da Busscar Ônibus amargam um atraso de 75 dias nos salários e 202 dias no décimo-terceiro de 2009. Com uma situação desta, não há condições de sobrevivência das famílias de mais de três mil trabalhadores ainda ligados à empresa. O Sindicato inclusive lançou campanha de arrecadação de alimentos para reduzir o sofrimento dessas famílias, e que precisa de apoio da comunidade.

Ontem, segunda-feira (21/6), o Sindicato participou de reunião com trabalhadores da empresa e seu diretor presidente, Claudio Nielson, num clima de desesperança que se via no ambiente. O presidente João Bruggmann apresentou mais duas sugestões para a empresa diante de todos os trabalhadores presentes: liberação dos trabalhadores com baixa em carteira para que possam receber seguro-desemprego e FGTS, e que os acionistas, donos da empresa, apresentem uma carta de intenções aos bancos credores para que entrem como acionistas e façam a empresa funcionar e retomar a produção.

“A situação dos trabalhadores e trabalhadoras é gravíssima, as pessoas passam por graves dificuldades financeiras, faltando alimentos em casa, prestações atrasadas, pensões alimentícias atrasadas e tudo o mais. Se a empresa não paga os salários e não dá solução a tudo isso, que liberem as pessoas que quiserem. O Sindicato homologa a rescisão com ressalvas. Pelo menos os trabalhadores podem ter alguma renda para colocar a vida em dia e buscar um novo rumo na vida”, declarou Bruggmann.

Na questão da carta de intenções aos credores para que entrem como acionistas em troca das dívidas e administrem uma nova fase, João Bruggmann entende ser urgente a iniciativa para que os bancos credores se posicionem se querem ou não assumir a empresa, reerguê-la para continuar a gerar empregos e renda.

“Vejo que há entraves, como já dizíamos tempos atrás sobre mudança na administração. Tecnicamente os bancos credores não admitem conceder mais recursos, faltam garantias e tudo o mais. Então que os acionistas coloquem claramente a intenção de abrir a empresa para os novos acionistas, os bancos credores e até o BNDES, e que eles digam se aceitam ou não assumir esse desafio. Nós pensamos que é a melhor saída porque pode fazer a empresa retomar a produção, manter empregos, gerar renda e deixar forte uma marca forte do Brasil. Seria bom para Joinville, Santa Catarina e o país”, destaca o presidente João Bruggmann. 

Hoje uma comitiva formada por trabalhadores da empresa, acompanhados de dois diretores do Sindicato, seguiu à Brasília para ainda tentar alguma coisa sobre créditos do IPI junto ao Governo Federal, assunto do qual o Sindicato já tem posicionamento conhecido. O Sindicato cumpre assim o que prometeu: acompanhar até o fim todos os passos da crise da Busscar, seja o fim qual for.

Além das já conhecidas ações do Sindicato para cobrar esses salários atrasados e décimo atrasado, direitos trabalhistas e outros detalhes, há também a ação na Justiça do Trabalho, ainda sem despacho do Juiz. Essa ação visa impedir a venda dos bens da empresa e acionistas para garantir, em caso de falência, o pagamento de todos os trabalhadores. O Sindicato continua à disposição dos trabalhadores e trabalhando para que essa crise tenha um final, se possível ainda feliz.

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Campanha de Alimentos para trabalhadores da Busscar precisa de apoio

Publicado por Administrador 22 junho, 2010 (2) Comentários Imprimir

Iniciada na quarta-feira (16/6) passada, a Campanha de Arrecadação de Alimentos para os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar arrecadou até agora mil cestas básicas, sendo 600 em Joinville e 400 em Rio Negrinho, neste caso todas doadas pela Prefeitura daquele município onde a empresa possui uma unidade.

Apesar das mil cestas representarem 12 mil km de alimentos, a arrecadação ainda está longe de atender aos cerca de 3 mil trabalhadores da Busscar que estão há quase 90 dias sem salários e mais de 200 dias sem o décimo-terceiro de 2009.

Até o momento o Sindicato dos Mecânicos, promotor da iniciativa junto com os trabalhadores da empresa, doou 200 cestas. A Federação dos Metalúrgicos participou com 100 cestas, o Sindicato dos Metalúrgicos entregou 50 cestas e Sindicatos de Criciúma e Blumenau em torno de 100 cestas básicas, entre outros doadores individuais e empresas que já participaram. A todos, o Sindicato e trabalhadores agradecem.

O Sindicato dos Mecânicos apela para a comunidade joinvilense e da região para que enviem cestas básicas para ajudar a essas famílias que passam por graves dificuldades. “Quem tem filhos em casa sofre muito e sabe o quanto é difícil não ter alimento para oferecer em casa. Nós fazemos mais um apelo aos comerciantes, grandes redes de supermercado, empresas, entidades sociais e quem mais quiser ser solidário com essas famílias. É só ligar que informamos como fazer para o alimento chegar até o Sindicato, que encaminha às famílias”, apela e orienta o presidente João Bruggmann.

Para mais informações ou doações é só ligar para (47) 3027.1183 e falar com as recepcionistas do Sindicato. Todos agradecem o apoio e a divulgação da iniciativa social.

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Busscar: Sindicato dedica atenção especial para solução da crise

Publicado por Administrador 15 junho, 2010 (12) Comentários Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está dedicando atenção especial à crise da Busscar há meses, e na semana passada esteve com seu Presidente João Bruggmann à frente das articulações e agendas no BRDE, Badesc, BNDES e até na CUT Nacional em busca de saídas para o pagamento dos salários atrasados, rescisões do PDV, FGTS e também a retomada da produção para garantia de empregos e renda.

Bruggmann esteve na reunião com o governador Leonel Pavan em Florianópolis na terça-feira passada (8/6), na quarta-feira (9) esteve no BNDES no Rio de Janeiro e na quinta (10) foi à São Paulo articular com a CUT Nacional em defesa dos empregos que a Busscar mantém. No BNDES, o Presidente do Sindicato participou ativamente das discussões com os 14 bancos credores, empresa e BNDES, sempre alertando para o desespero dos pais de família que ainda não receberam seus salários.

Na CUT Nacional, Bruggmann buscou alternativas para atuação junto ao Governo Federal caso as outras saídas não sejam viáveis e aprovadas. Lá ele entregou o abaixo-assinado colhido pelos trabalhadores da Busscar que contém 64 mil assinanatura, o que prova claramente a importância da sobrevivência da empresa e seus empregos para as famílias, Joinville e o Brasil.

Para Bruggmann, a saída encontrada para que a empresa retome a produção e quite salários em atraso, e os mantenha em dia, é o Projeto Guatemala no valor de R$ 180 milhões que precisa da aprovação dos bancos credores.

“Eles, os credores, pediram 10 dias para responder, e essa data expira na próxima sexta-feira (18/6) para esse caso. A empresa precisa responder algumas coisas, correr atrás também. Esperamos, e trabalhamos, para que a resposta seja positiva. Os trabalhadores precisam receber”, destaca Bruggmann. Ele ressalta ainda que essa não é a saída final, mas apenas paliativa.

“A saída final todos sabem qual é e está clara para quem participa das reuniões. Mas o Sindicato esteve, está e estará sempre ao lado dos trabalhadores até que a solução final para a crise e empregos seja encontrada e colocada para funcionar”, afirma Bruggmann, dando assim todo o apoio do Sindicato neste momento difícil.

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Crise Busscar: Sindicato acampa em frente à empresa e entra com ação cautelar

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 (7) Comentários Imprimir

A partir do não pagamento dos salários de abril e também da segunda parcela seguida das rescisões do Programa de Demissão Voluntária (PDV) proposto e bancado unicamente pela Busscar, sem contar o atraso de seis meses do décimo-terceiro salário de 2009, FGTS e tudo o mais, a diretoria do Sindicato resolveu acampar em frente à empresa buscando respostas definitivas para resolver a crise.

A medida é mais uma forma de pressionar e sensibilizar os acionistas a tomar a decisão de salvar a Busscar, salvando também seus empregos, mas pagando os salários de seus trabalhadores em dia, décimo-terceiro, FGTS, e colocando a produção a andar. O Sindicato entende que as atitudes sonhadoras em favor do IPI não são de resultado imediato. E que os pleitos junto ao BNDES não caminham por falta de garantias reais.

Diante disso, a solução mais racional é a mudança de gestão com a entrada de novos sócios, novos administradores, e com a participação dos trabalhadores em um conselho de administração. Afinal, há dinheiro público investido nesta empresa há pelo menos sete anos. Essa semana o grupo de trabalhadores conseguiu apoio de políticos e está levando os trabalhadores à Brasília para falar com o presidente Lula. O Sindicato entende a ansiedade, deseja sorte e boa viagem a quem vai, mas acredita que a solução está aqui em Joinville.

Pelo menos até sexta-feira desta semana o Sindicato manterá uma tenda e diretores para atender os trabalhadores da Busscar, tirar dúvidas, esclarecer de forma transparente o quadro atual. Na semana que vem já terá mais um salário a pagar, e a empresa sequer deu datas ainda para que isso se realize. Enquanto isso, já tem famílias com água e luz cortadas, sem crédito para comprar no mercado, alguns até com ação de despejo.

Convocando trabalhadores
O Sindicato está usando três rádios comerciais para chamar os trabalhadores da Busscar para a frente da fábrica durante esta semana para conversar e apoiar a pressão em favor dos seus salários e direitos. Comerciais de 30 segundos estão sendo disparados durante dois dias. Além disso um carro de som corre os bairros fazendo a convocação, e o boletim eletrônico chama os cadastrados para recebe-lo via site.

“Sabemos a nossa responsabilidade, e não vamos arredar dela mesmo que para alguns olhos pareça que não. Vamos defender até o fim os direitos dos trabalhadores, seus salários, FGTS, qualidade no trabalho, e também a manutenção dos empregos, mas com razão, sem paixões, religiões e política no meio. Inclusive entramos com uma ação cautelar para resguardar os direitos dos trabalhadores em caso de um final nada feliz”, ressaltou o presidente João Bruggmann.

Ação Cautelar
Preocupados com o andamento da crise da Busscar e visando resguardar os direitos de todos os trabalhadores da empresa em caso de uma situação de falência, os diretores do Sindicato decidiram entrar com uma ação cautelar junto a Justiça do Trabalho para que os bens das nove empresas e também dos acionistas não sejam vendidos, ou alienados, e assim os trabalhadores não tenham segurança de receber seus créditos.

A ação, que corre sob o número 02207-2010-030-12-00-5 na 4ª Vara do Trabalho de Joinville, teve um pedido de liminar negado, por ora, pelo Juiz do Trabalho Nivaldo Stankiewicz, que entretanto mandou notificar as empresas Busscar Ônibus S/A, Busscar Ônibus Unidade Plástico, Climabuss Ltda, Tecnofibras S/A, Nienpal Empreendimentos e Participações, Lambda Participações e Empreendimentos, Busscar Comércio Exterior, Busscar Investimentos e Empreendimentos, Tecnofibras HVR Automotiva S/A, Rosita Nielson, Claudio Roberto Nielson e Fabio Luis Nielson para que prestem esclarecimentos.

Com essa iniciativa o Sindicato garante de antemão, caso aconteça o pior – e reiteramos, não é interesse da entidade – de que os acionistas não se desfaçam de todos os patrimônios existentes em tantas empresas e que podem ser colocados em garantia para recebimento de créditos trabalhistas. Segundo a diretoria sindical, o trabalho continua em favor dos direitos, da salvação da empresa por meio de mudanças na gestão e entrada de novos sócios com recursos para viabilizar a retomada da produção.

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Crise Busscar: Sindicato não participará da passeata

Publicado por Administrador 18 maio, 2010 (8) Comentários Imprimir

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu hoje (18/5) que não vai participar institucionalmente da passeata que deverá ser realizada na manhã desta quarta-feira (19) a partir da Busscar, e que é promovida por um grupo de funcionários que se autodenominam “representantes dos trabalhadores”.

Segundo a direção, o grupo de trabalhadores determinou que não será permitida manifestação contra a direção da empresa, a favor da mudança de gestão e direção atual, e muito menos para cobrar os direitos dos trabalhadores que estão sendo atingidos neste momento como décimo-terceiro salário atrasado há seis meses, rescisões do PDV atrasadas há quase um mês, e salários de abril que ainda não foram pagos. Somente seria permitido manifestações a favor da luta do IPI e negociações com BNDES.

“Não participaremos de uma manifestação que coloca como prioridade os desejos dos patrões, da empresa e acionistas. Nossa responsabilidade exige que defendamos os trabalhadores e seus direitos. Se não podemos pedir pelos salários atrasados, rescisões atrasadas, FGTS e mudança nos rumos para que a empresa sobreviva, não há porque participarmos. Em nossa opinião, a manifestação do Procurador da Fazenda foi contundente e no mínimo diz que não se pode se prender a este fato do IPI para salvar a empresa. Os trabalhadores tem suas contas a pagar, e querem saber dos seus salários já e não um dia qualquer que a empresa sequer informa”, dispara o presidente João Bruggmann em nome da diretoria do Sindicato.

O Sindicato mantém sua decisão de cobrar a mudança do comando da Busscar, de uma guinada geral na gestão e acionistas, para que a empresa volte a respirar e produzir. “Nossa posição neste caso não muda: é preciso mudança imediata da direção, dos gestores e da gestão. Em nossa opinião, os cerca de 14 bancos credores, incluído aí o BNDES, têm de assumir a gestão já que segundo o presidente da empresa eles já detém 100% das ações. A partir daí não temos dúvidas de que não faltará recursos para reerguer a empresa e manter empregos, renda e a marca Busscar para Joinville”, explica o presidente João Bruggmann.

O Sindicato continua atento e atendendo aos trabalhadores e trabalhadoras da Busscar para garantir seus direitos, não descartando qualquer ação em defesa dos salários, FGTS e demais direitos em atraso. “Os bancos credores, que já receberam muito dinheiro em juros após todos esses anos, também devem tomar uma atitude já que encheram seus caixas com recursos vindos do suor dos trabalhadores. Agora é hora de assumir responsabilidades também. Na hora certa o Sindicato vai se manifestar, sempre na defesa dos trabalhadores”, destacou João Bruggmann.

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Busscar: Sindicato vai bloquear convênios por falta de pagamento

Publicado por Administrador 21 setembro, 2009 (4) Comentários Imprimir

A direção do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu dar um basta na falta de palavra de membros da direção da empresa Busscar Ônibus em relação ao pagamento dos gastos de convênios feitos pelos trabalhadores e trabalhadoras da empresa descontados em folha e não repassados ao Sindicato. A partir do dia 28 de setembro (próxima segunda-feira), os associados da Busscar não podem mais acessar a rede conveniada de farmácias, supermercados e muitos outros estabelecimentos por que a dívida da empresa para com o Sindicato atinge cifras altíssimas e que podem comprometer o orçamento da entidade.

Segundo o presidente João Bruggmann, a decisão é dura porque atinge também os associados, mas é necessária para pressionar a Busscar a pagar o que deve e não inviabilizar o Sindicato, já que a entidade está usando recursos próprios para pagar os convênios, quando deveria receber os valores descontados dos trabalhadores usuários em folha de pagamento e não repassados. “Isso se chama apropriação indébita, descontar do trabalhador o que ele gastou e não repassar ao Sindicato, que é o fiador da relação entre os associados e as empresas conveniadas. Vamos enviar carta explicando aos quase dois mil associados da Busscar as razões do bloqueio, para que também pressionem a empresa”, disparou Bruggmann.

O presidente critica a falta de transparência da direção e a criação de notícias fantasiosas sobre a produção de novos ônibus. “Essa situação de apropriação do dinheiro dos trabalhadores já tem cerca de quatro meses, e agora agravou ainda mais. Ainda existem mensalidades e imposto sindical em atraso, não depósito de FGTS. E a direção da empresa em vez de trabalhar para superar essas dificuldades, fica soltando notícias na imprensa falando de 1,2 mil ônibus para a Guatemala. Ora, essa história já é tão batida que já cansou. E tem mais: esses ônibus dependem ainda de empréstimo do BNDES para a Guatemala, e aí o governo de lá paga a Busscar aqui. Ou seja, quando isso vai acontecer?”, questiona João Bruggmann.

A direção informa que se a empresa pagar integralmente o que deve o bloqueio será cancelado. “Mas não adianta mais contar histórias, têm é de agir de verdade. Queremos que a empresa se recupere, mas não as custas dos trabalhadores. Vamos para a frente da empresa com o carro de som explicar as nossas razões aos companheiros e companheiras”, finalizou o Presidente.

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Estudo revela que mulheres perderam mais com a crise

Publicado por Administrador 13 julho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Um estudo da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres revelou que as mulheres perderam mais postos de trabalho do que os homens com a crise econômica mundial. Apesar disso, cresceu o número de trabalhadoras com carteira assinada. Segundo a pesquisa, o aumento da mulher no mercado formal é reflexo dos baixos salários recebidos pelo gênero feminino.

A pesquisa intitulada “A Crise Econômica Internacional e os (Possíveis) Impactos sobre a Vida das Mulheres” desmistifica ainda a ideia de que a qualidade das condições de trabalho está garantida com a criação de empregos.

A pesquisa mostrou ainda que, em setores como comércio, por exemplo, as mulheres chegaram a ocupar quase 90% das mais de 50 mil vagas criadas. No setor de serviços, o índice chegou a quase 80% dos mais de 125 mil postos de trabalho. Os setores são conhecidos pelos baixos salários e pelas jornadas extensas de horas de trabalho.

Dados como esses, serão coletados a cada dois meses pela Secretaria Especial de Políticas, por meio do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero. Os resultados embasarão políticas públicas voltadas à mulher.

Fonte: Ag. Brasil de Fato

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Selic deve cair para 11,75% em março, avaliam especialistas

Publicado por Administrador 16 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A taxa básica de juros deve cair dos atuais 12,75% para 11,75% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em março. A previsão está no boletim Focus, publicação semanal do BC elaborada com projeções de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia.

Na semana anterior, a previsão de redução da Selic era de de 0,75 ponto percentual. Os analistas também reduziram a projeção para os juros básicos ao final do ano, de 10,75% para 10,5%. Para 2010, foi mantida a expectativa de 10,5%.

A Selic é um dos instrumentos usados pelo Banco Central para controlar a inflação, que na projeção dos analistas deve fechar este ano em 4,69%, ante os 4,73% previstos na semana anterior. Para 2010, a estimativa foi mantida em 4,5%. Essas projeções referem-se à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse índice é usado pelo governo na hora de conferir a meta de inflação que, neste ano, tem como centro 4,5% e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os analistas esperam maiores cortes de juros por conta do desaquecimento da economia neste ano, um efeito da crise financeira internacional, e pela expectativa de que a inflação permanecerá sob controle, ou seja dentro da meta. Segundo os analistas, a economia brasileira deve crescer apenas 1,5% neste ano. A projeção anterior era de 1,70%.

Fonte: Ag. Brasil

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Meirelles: “Temos que tomar muito cuidado com a crise importada”

Publicado por Administrador 9 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (9), que a atual crise financeira é “grave” e de “grande profundidade e complexidade”. “A crise é séria, nos afeta, e temos que tomar muito cuidado com ela e termos ações muito firmes (…) É uma crise importada, externa”, acrescentou ele, durante o IV Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, em Brasília.

Apesar dos adjetivos utilizados para caracterizar a atual crise financeira, Henrique Meirelles avaliou, porém, que o Brasil, segundo instituições internacionais, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um dos países mais bem preparados para enfrentá-la.

“Isso não nos isenta de sentir as consequências da crise, mas o Brasil está melhor preparado do que outros países”, disse Meirelles, acrescentando que as empresas não devem se pautar por “movimentos de curto prazo” e evitar “atitudes excessivamente agressivas”, que podem acabar “exacerbando” os efeitos da crise na economia brasileira.

Crescimento forte antes da crise
O presidente do BC lembrou que o país vinha registrando um ritmo forte de crescimento econômico antes da piora da crise financeira, em meados de setembro, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 6,8% no terceiro trimestre de 2008, na comparação o mesmo período do ano anterior, enquanto a demanda interna atingia 9,3%, o consumo das famílias avançava 7,3% e os investimentos subiam 19,7%.

Todos estes indicadores, argumenta ele, proporcionam ao país melhores condições para enfrentar a crise financeira. “O PIB médio de 2004 a 2008, foi cerca de 5% ao ano. Se compararmos de 1999 a 2003, foi de 1,9%. Portanto, é um patamar não só sensivelmente superior, mas de maior consistência. Evidentemente, tudo isso, alguns podem dizer, é parte da história. Verdade. Enfrentamos os efeitos da crise internacional, mas outros países entraram na crise em posição mais fragilizada”, avaliou.

Reservas internacionais e depósitos compulsórios
O presidente do BC voltou a avaliar que as reservas internacionais brasileiras, ainda acima de US$ 200 bilhões, e o alto nível de depósitos compulsórios proporcionam mais segurança ao Brasil durante a crise. Com as reservas, o BC pôde intervir no mercado de câmbio, no volume de US$ 61 bilhões, e injetar outros R$ 99,2 bilhões no mercado com a liberação de depósitos compulsórios – que estavam retidos na autoridade monetária.

“O BC está usando as reservas [internacionais] para proteger o país. Com vendas de dólar com recompra, leilões à vista, linhas de crédito para exportações e venda de swaps cambiais. E, finalmente, um dado muito importante, o acordo de troca de moeda com o FED. Ainda não tomamos a decisão de efetivar a troca [de moedas com o FED] porque não foi necessário”, disse ele, acrescentando que a autoridade monetária pode emprestar ainda até US$ 36 bilhões das reservas para empresas com dívidas no exterior.

Fonte: G1

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