Brasil é 3º país preferido para investimentos, diz ONU
À frente dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil é o terceiro destino favorito de multinacionais que planejam realizar investimentos até 2012. Os dados foram anunciados nesta segunda-feira, 6, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) a partir de uma pesquisa feita anualmente com 236 empresas multinacionais e 116 agências de promoção de investimentos pelo mundo. Segundo o levantamento, empresas multinacionais apostam em uma alta importante no fluxo de investimentos no mundo nos próximos dois anos, em mais um sinal de que o mercado estaria retomando confiança depois da crise. Mas a crise deixou seu legado. Para as multinacionais, nove dos 15 países preferidos nos próximos dois anos para investir estão nas regiões emergentes.
Pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito há dez anos, o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) está entre os cinco locais preferidos do setor privado para investir. O interesse de multinacionais por investimentos no setor de commodities e o crescimento do mercado doméstico brasileiro é o que estaria colocando o País em uma posição de destaque.
Com base em uma expectativa de crescimento econômico mundial de 3% em 2010 e de 3,2% em 2011, a ONU estima que o volume de fluxo de investimentos pode chegar a US$ 1,5 trilhão em 2011, passando para algo entre US$ 1,6 trilhão e US$ 2 trilhões em 2012. Em 2010, o volume deve ser de US$ 1,2 trilhão. Depois de dois anos de queda, grande parte da expansão deve ser atribuída a uma alta no número de fusões e aquisições. Já o investimento em novas plantas e nova produção ainda deve ser limitado. Diante da crise mundial, a taxa de investimento caiu 50%.
Das 236 empresas multinacionais que participaram do levantamento, mais de cem apontaram a China como uma prioridade em seus investimentos. Pequim, portanto, foi de longe o local preferido pelas empresas para investir nos próximos dois anos. Em segundo lugar vem a Índia, com pouco mais de 70 empresas indicando o país como o destino preferido. O Brasil vem então na terceira colocação, uma posição acima da classificação que havia obtido em 2009 e com 70 empresas indicando o País como sua prioridade. O Brasil, assim, supera os Estados Unidos, que aparecem pela primeira vez na quarta posição. Em 2009, o País recebeu US$ 25,9 bilhões em investimentos diretos. Nos primeiros sete meses do ano, o Banco Central calcula que o Brasil já tenha recebido US$ 14,7 bilhões em investimentos.
A lista dos cinco primeiros colocados na avaliação das multinacionais é completada pela Rússia, outro membro dos BRIC, mas com menos de 40 multinacionais colocando a nação como prioridade. Pelo levantamento, a classificação ainda conta com o México na sexta colocação, seguido pelo Reino Unido, Vietnã, Indonésia e Alemanha.
O grande interesse de multinacionais nos emergentes é o setor primário e de commodities. Segundo a Unctad, o setor de mineração e outros de exploração de recursos naturais conseguiram manter os mesmos níveis de investimentos dos últimos anos, apesar da crise. Já o setor automotivo, de produtos químicos e eletrônicos sofrem com uma produção acima da capacidade de consumo hoje dos mercados ricos. O resultado foi um corte importante nos investimentos.
Mas os países emergentes também aparecem cada vez mais como origem de investimentos. Entre os 20 investidores mais promissores em 2010, quase metade era de países em desenvolvimento. O primeiro lugar ainda é dos Estados Unidos. Mas a China já vem na segunda colocação, com a Índia na sexta posição e os russos no nono lugar.
Crise Busscar: empresa chega ao quarto mês sem pagar salários
A crise da Busscar continua forte e viva na vida dos cerca de três mil colaboradores que chegam ao quarto mês sem ver sequer a cor dos salários que a empresa lhes deve, mais o décimo-terceiro salário de 2009, totalizando então cinco salários em atraso. A Justiça do Trabalho, por iniciativa do Sindicato dos Mecânicos, determinou o pagamento dos salários atrasados de abril e maio, mais o décimo-terceiro de 2009, e a empresa confirmou que pagará esses meses em justificativa ao Juiz do caso. O Sindicato, mais uma vez, contribuiu liberando o terreno que a Busscar negocia com o banco Bic para conseguir cerca de R$1o a 11 milhões. Agora falta a empresa finalizar a negociação financeira, junta aos R$ 7,5 milhões presos junto à Justiça Federal para fazer essa quitação.
A diretoria do Sindicato está todos os dias pressionando a empresa para que a situação se resolva nessa questão, e também na solução final que passa pela troca da gestão, venda do controle acionário ou que os credores assumam o comando, viabilizando assim a retomada da produção, pagamento dos salários atrasados, mantendo empregos, renda e arrecadação de impostos para Joinville, Santa Catarina e o país. Existem interessados, investidores fortes que tentam falar com os acionistas, que andam fechados e sequer aparecem. Apenas a consultoria contratada pela família Nielson – a Virtus – teria a liberação para negociar a empresa.
Para o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, o Sindicato fez, faz e fará tudo o que tiver ao alcance para proteger os direitos dos trabalhadores, mas a empresa tem de ser responsável e fazer no mínimo a parte dela. “O Sindicato está atento a tudo, e por estar tão perto e atento entrou com as ações que possibilitaram que os trabalhadores possam receber pelo menos parte do que a empresa lhes deve. Os bens estão todos ainda bloqueados também por ação junto à Justiça que o Sindicato fez para garantir as verbas trabalhistas, diante de um quadro tão pesado como esse. Agora a empresa tem de ser responsável, ética e correta com seus trabalhadores. A sociedade joinvilense aguarda isso com ansiedade”, declara Bruggmann.
O Sindicato informa aos que ingressaram no PDV proposto pela empresa no início do ano que eles tem direito a receber somente o décimo-terceiro de 2009 nesta ação que o Juiz determinou pagamento dos salários de abril e maio e mais o décimo de 2009, já que na época eles ainda eram funcionários. Como se desligaram pelo PDV, não terão direito aos pagamentos de abril e maio. Como a empresa quebrou o contrato com os participantes do PDV, é preciso que esses trabalhadores procurem o departamento jurídico do Sindicato para ingressar com ação para cobrar seus direitos na totalidade. Os interessados ainda nas rescisões indiretas podem também buscar o apoio do jurídico. O Sindicato aguarda agora que a empresa cumpra a decisão judicial e pague esses atrasados.
Crise Busscar: empresa está totalmente paralisada
Com quatro meses de salários atrasados, sem o décimo-terceiro de 2009, faltando comida em casa, com o iminente corte de água e luz nas suas casas, sem a carteira de trabalho liberada para ter a dignidade de receber e buscar novos empregos e trabalho, e com as dívidas aumentando a cada dia, os trabalhadores da Busscar Ônibus estão contando os dias para o fim do prazo dado pela Justiça do Trabalho para que a empresa pague alguns dos atrasados.
Na semana passada cerca de 500 trabalhadores assinaram procurações para o encaminhamento das rescisões indiretas. No dia da assembleia geral eram aproximadamente 1,3 mil que aprovaram a saída. O departamento jurídico do Sindicato, após o mutirão realizado para atender o que foi decidido em assembleia, mantém uma tarde – todas as terças-feiras a partir das 14 horas na sede central – para atender aos interessados que ainda entendem ser essa a sua melhor decisão.
A empresa está totalmente paralisada. A Justiça do Trabalho determinou no dia 9 de julho que a Busscar pague salários atrasados e décimo-terceiro de 2009 em até 15 dias, e esse prazo vence dia 24 (sábado) e deve valer então a segunda-feira como data final. A Justiça bloqueou também todos os bens móveis e imóveis das empresas do Grupo e dos acionistas para garantia de pagamento dos direitos dos trabalhadores. Caso a empresa não pague os salários no prazo estipulado, a Justiça deve determinar arresto de bens para leilão, e a partir da venda, o pagamento dos atrasados.
Intransigência e descaso
Diante de todo esse quadro caótico que envolve pessoas e suas famílias – seres humanos que precisam se alimentar e viver dignamente – a diretoria da empresa e seus acionistas não se manifestam. Não dizem se vão pagar os atrasados, se vão disponibilizar alimentação aos seus trabalhadores, se vão abrir o capital e deixar novos acionistas tocarem a empresa, enfim, estão tratando a mais de 10 mil pessoas, aproximadamente, com um descaso que agride a consciência de quem teme a Deus.
Diante dessa intransigência e descaso, os trabalhadores buscam no Sindicato sua guarida, e o Sindicato tem mantido sua postura e lado que é o dos trabalhadores e seus direitos. Desde o início a entidade se posicionou claramente, e tem até os últimos dias buscado saídas, mas a Busscar não abre qualquer possibilidade de acordo. Querem tudo,mas não abrem mão de nada. Preferem deixar seus trabalhadores presos ao liberá-los para uma nova vida. Dessa forma forçam a que entrem na Justiça para se verem livres do pesadelo.
O Sindicato, mais uma vez, procurou os remanescentes de cargos de confiança que ainda estão na empresa para ouvir algum sinal, mas nada de concreto veio. Insistem em não liberar os trabalhadores, em não abrir para novos sócios, e assim arruinam não só a marca Busscar, mas também endividam ainda mais a empresa, e seus trabalhadores que ainda acreditam na retomada. Afinal, a cada dia aumentam as dívidas com os trabalhadores, fornecedores, bancos e tudo o mais. Que administração racional faria isso?
Segundo o presidente do Sindicato, João Bruggmann, os trabalhadores comentam diariamente na sede central sobre todo o apoio que deram a empresa, e que agora queriam o retorno, mas o que recebem é o desrespeito à sua dignidade.
“O Sindicato está ao lado dos trabalhadores, e espera as decisões finais da Justiça. Tentamos de todas as formas negociar com os acionistas, buscamos saídas para novos acionistas lá no BNDES e bancos credores, buscamos resguardar os direitos dos trabalhadores com as ações, e ainda assim insistimos com acordo, mas a intransigência, a falta de solidariedade, de Deus no coração, impede essa gente de ver o sofrimento dos trabalhadores. Mas nós não vamos parar, ainda acreditamos na solução que atenda a retomada da produção e manutenção dos empregos e renda”, declarou Bruggmann.
Crise Busscar: processos de rescisões indiretas iniciam
A decisão tomada por cerca de 1,3 mil trabalhadores e trabalhadoras da Busscar na assembleia geral realizada dia 7 de julho em frente à empresa já iniciou. O atendimento aos interessados em entrar com o processo na Justiça pedindo a rescisão indireta começou nesta segunda-feira (12/7) no Centro Esportivo e Recreativo do Sindicato localizado na rua Rui Barbosa, 495 – bairro Costa e Silva.
O Sindicato montou uma estrutura em mutirão para atender os trabalhadores de forma ágil e rápida. Somente ontem cerca de 140 trabalhadores deram entrada nos documentos do processo. Hoje, até o momento, já foram atendidas mais 70 pessoas que buscam se libertar da empresa que lhes deve três salários (abril, maio e junho), décimo terceiro de 2009 e já se encaminha para o quarto salário em atraso que é o deste mês de julho, sem falar do FGTS e demais direitos em atrasados. Como cerca de 100 trabalhadores já haviam dado entrada anteriormente, já são 310 trabalhadores com a documentação entregue para a rescisão indireta.
A empresa tem ligado para os trabalhadores pedindo que aguardem mais 10 dias, um pouco mais de “paciência” para que então entrem com o processo. Por isso o Sindicato verifica que o número ainda é menor do que o esperado. “O Sindicato espera é que a Busscar pague seus trabalhadores e volte a produzir, e os caminhos para isso estão dados, mas falta boa vontade por parte dos acionistas. A direção do Sindicato cumpre seu papel de defensor dos direitos dos trabalhadores, deliberando democraticamente via assembleia geral. Faltam 10 dias para a empresa cumprir a sentença que a Justiça determinou” avisa o presidente João Bruggmann.
Na semana passada a Justiça do Trabalho deu duas vitórias aos trabalhadores da Busscar com a determinação do pagamento dos salários atrasados de abril e maio, mais o décimo-terceiro de 2009 – o que neste caso inclui os que aderiram ao PDV – em até 15 dias, e também o bloqueio de todos os bens das empresas do grupo e acionistas para que se garantam os recursos para pagamento de salários atrasados.
Enquanto a Busscar não decide pela abertura de capital e retomada da produção para manter empregos e renda em Joinville (SC), as empresas concorrentes estão vindo buscar a experiência dos trabalhadores que estão saindo da empresa. Caio/Induscar e o Grupo Mascarello estão cadastrando e buscando os profissionais nas mais diversas áreas.
O Grupo Mascarello inclusive estará no Centro Esportivo e Recreativo na próxima sexta-feira (16/7) com recrutamento para as vagas de Modelista
Gabariteiro, Montador de Acabamento, Eletricista Automotiva, Mecânico Automotivo, Montador de Componentes, Soldador nível III, Projetista
Processista, Programador de PCP. Os interessados podem acessar o site da empresa – www.grupomascarello.com.br.
Já a Caio/Induscar oferece vagas de Soldadores, Pintores, Operadores de Máquinas, Montadores, Modeladores, Eletricistas, serralheiros; Engenheiros, Desenhistas Mecânicos, Projetistas, Project Leader, Técnicos e Analistas de Processos, Assistente de Produção, profissionais com experiência em CKD, profissionais de logística, de manutenção industrial; Supervisores, Chefes de Produção, e de Áreas Técnicas. Os interessados podem se cadastrar via site da empresa – www.caio.com.br - que ainda não decidiu montar equipe para contratar em Joinville.
O Sindicato continua trabalhando para que os companheiros que estão sofrendo com a situação da Busscar possam retomar suas vidas de forma digna, apoiando com a campanha de alimentos, garantindo recursos com os bens da empresa para pagamento dos atrasados, oferecendo o departamento jurídico para encaminhamento das ações devidas, e também pressionando pelo fim da novela com a retomada da produção.
Crise Busscar: trabalhadores aprovam solução das rescisões indiretas
Os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar atenderam o chamado do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região e compareceram em massa na manha desta quarta-feira – 7 de julho – em frente à fábrica para decidir o seu futuro.
Cerca de 1,3 mil pessoas ocuparam a rua em frente à empresa para ouvir as informações que o Sindicato tinha sobre as últimas horas de negociações com os acionistas.
O presidente João Bruggmann explicou detalhadamente todos os passos tomados pelo Sindicato na defesa dos direitos dos trabalhadores, as implicações da falta de interesse dos acionistas da empresa em abrir o capital, a negativa de liberação dos funcionários informada na tarde de terça-feira (6/7), e o pedido de mais “paciência” aos trabalhadores.
“Não há mais como pedir paciência a quem não vê o seu salário a três meses! Que a diretoria ou seus representantes venham aqui olho no olho com os trabalhadores e peçam mais paciência. A discussão conosco é democrática, eles que venham aqui no caminhão de som pedir essa paciência. O que os trabalhadores querem e precisam urgentemente é dos salários”, cobrou Bruggmann diante dos aplausos da multidão.
A assembleia iniciou as 9 horas, e durante mais de duas horas trabalhadores puderam usar o microfone para contar suas histórias de dificuldades diante da falta de pagamento dos salários. Muitos cobraram a presença do presidente da empresa para que falasse das promessas. Nenhum diretor ou representante apareceu, apenas enviaram mais um comunicado por escrito que foi lido e rebatido pelo Sindicato.
Em seguida foram feitos os encaminhamentos para a votação. A primeira alternativa seria a aprovação de processos para a rescisão indireta via Justiça do Trabalho, saída que faz com que o trabalhador possa ter sua saída da empresa homologada sem que perca seus direitos ao FGTS, verbas rescisórias e acesso ao seguro-desemprego, podendo também buscar nova vaga de trabalho livremente. A segunda opção era a entrada com um pedido de falência por parte dos trabalhadores com o apoio do Sindicato. Esse caminho seria o mais traumático e demorado pois a via utilizada seria a Justiça Comum, e os processos que foram movidos pelo Sindicato pedindo a indisponibilidade dos bens do grupo e a ação para pagamento dos salários atrasados em até 48 horas seriam paralisados.
Após as explicações e discursos inflamados por parte de trabalhadores e sindicalistas, o presidente João Bruggmann colocou as propostas em votação com presença de três trabalhadores para acompanhar a legitimidade da votação. Por quase unanimidade a proposta das rescisões indiretas foi aprovada diante de poucos votos dados a saída pelo pedido de falência.
Diante disso o Sindicato informou que a partir de segunda-feira – 12 de julho – a partir das 8 até as 18 horas uma equipe de atendimento do Sindicato com a presença do setor jurídico estará recebendo os trabalhadores na Recreativa do Sindicato localizada na rua Rui Barbosa, 495 – próximo a Busscar – para a entrega de documentos necessários e assinatura da procuração que o Sindicato possa dar entrada com os processos na Justiça do Trabalho. Diante da corrida dos trabalhadores pela lista de documentos e da aprovação da medida por mais de mil dos presentes, a previsão é de muito trabalho e entrada recorde de processos para o juiz na semana que vem.
“Os trabalhadores mereciam mais respeito por parte dos acionistas da Busscar. Eles apoiaram passeatas, ida a Brasília, idéias sem força para acontecer, e agora são ignorados. A empresa chegou a dizer que quem quisesse sair que pedisse a conta, porque eles não liberariam ninguém. Esse é o respeito que sobrou para quem gerou lucros durante anos para eles. Mas agora penso que a melhor saída foi tomada. Os trabalhadores vão entrar com ações em massa para a rescisão indireta, e a Justiça terá de se manifestar com rapidez para liberá-los, e também para que possam sacar seu FGTS existente e demais direitos. Ao mesmo tempo nossas ações pedindo os bens do grupo econômico para pagamento dos direitos está para ter decisão, juntamente com a ação de pagamento de salários em 48 horas. Tudo isso junto dará ao trabalhador a tranqüilidade que a empresa não lhe deu, e quebra a corrente que os prendia a um processo que só visa o interesse dos acionistas. Ninguém vive só de paciência”, afirmou o presidente João Bruggmann.
O Sindicato vai atender em processo de mutirão na sede recreativa durante toda a semana que vem. O telefone para que os trabalhadores tirem suas duvidas é o (47) 3027.1183. A lista de documentos que os trabalhadores devem levar a partir das 8 horas de segunda-feira na Recreativa do Sindicato é a seguinte:
- Folhas de pagamento do ano de 2010 (todas as que possuir);
- Folha de pagamento de novembro, dezembro/2009 e do décimo terceiro/ 2009 (se possuir);
- Extrato analítico do FGTS – pegar na Caixa Econômica com a Carteira de trabalho em mãos;
- Documentos Pessoais;
- Carteira de trabalho;
Crise Busscar: Assembleia decide nesta quarta-feira (7/7) o futuro dos trabalhadores
Amanhã é o dia decisivo para os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar Ônibus. O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região convocou assembleia geral para as 9 horas em frente à fábrica para decidir o rumo e o futuro dos trabalhadores caso a empresa não pague os salários atrasados e do PDV, libere os trabalhadores para que encaminhem seguro-desemprego e FGTS, ou ainda abra mão do controle acionário para novos investidores.
Na semana passada o Sindicato realizou assembleia com cerca de 500 trabalhadores que, indignados, não aceitaram mais um pedido de paciência por parte dos acionistas que sequer estavam presentes na empresa para ouvir o apelo dos trabalhadores e sindicalistas. A empresa se limitou a mandar um comunicado dizendo nada. Agora a decisão será dos trabalhadores.
Agora já chega a três meses de salários atrasados, entrando no quarto mês seguido, mais sete meses do décimo-terceiro salário de 2009, além dos demitidos no PDV, FGTS e muitas outras dívidas. Segundo informações que o Sindicato apurou a empresa deve cerca de R$ 800 milhões para trabalhadores, bancos, INSS, FGTS, terceirizados, fornecedores e até para os ex-acionistas. Estes esperam receber R$ 250 milhões, mas a questão tamb~em está parada na Justiça.
Segundo o presidente João Bruggmann, que nas últimas horas e dias têm se desdobrado em reuniões buscando acabar com o sofrimento dos milhares de trabalhadores, chegou a hora dos acionistas da Busscar retribuírem aos trabalhadores o que eles deram à empresa até o momento.
“Nós nem precisamos pedir falência porque a empresa está falida, está parada. Os acionistas que comandam a empresa precisam dar aos trabalhadores pelo menos esse respeito, de liberar as carteiras para que possam tocar suas vidas. É uma retribuição mínima aos trabalhadores que ajudaram no que puderam realizando passeatas, ida a Brasília, não recebem salários! A barriga não tem paciência, as contas não tem paciência. Em nome de todos os trabalhadores da Busscar nós pedimos: liberem quem quer sair, dêem essa saída a quem já deu tanto à empresa”, afirmou Bruggmann.
Até o momento a Justiça do Trabalho não deu sentença sobre a ação cautelar que pede a indisponibilidade dos bens do grupo econômico que comanda a Busscar – impede a venda dos bens para que garanta os direitos dos trabalhadores – e também da ação dos salários atrasados, em que pode ser decretado o pagamento em até 48 horas dos salários atrasados, o que pode viabilizar a médio prazo o recebimento dos salários.
“Nós, o Sindicato e os trabalhadores, nunca quisemos a falência da empresa. Temos ao longo de meses tentado ajudar, sugerindo saídas, mas não há receptividade, só teimosia, rumos errados, e os trabalhadores ficaram sem seus direitos, sem o salário sagrado no final do mês. Ainda temos esperança de que novos sócios possam assumir e reiniciar a produção, colocar a Busscar novamente no mercado. Mas para isso é preciso grandeza de espírito em favor da coletividade. Que Deus ilumine as cabeças desses dirigentes nessa hora tão difícil”, explica o presidente João Bruggmann.
Os diretores do Sindicato ainda trabalham por uma solução e resposta por parte da Busscar até a manhã de amanhã na assembleia geral. E também fazem contatos com a Justiça do Trabalho.
Crise Busscar: suspensão de contrato de trabalho é sugerida
A cada dia que a crise sem fim da Busscar avança, sugestões de toda ordem aparecem sem no entanto apontar para o fim da agonia que deixa três mil famílias em situação quase desesperadora. Agora a tese da suspensão do contrato de trabalho de trabalhadores da empresa está sendo cogitada como forma de amenizar o sofrimento de pais e mães de família com o pagamento de uma bolsa pelo período em que o contrato estiver suspenso, em valores que variam de R$ 510 a R$ 880,00.
O trabalhador que aderir ao programa terá que frequentar curso de formação ofertado pela empresa com frequência mínima de 75%. É importante ressaltar aos trabalhadores que durante a suspensão do contrato de trabalho, os direitos relativos ao FGTS e outros também ficam suspensos, e que ao final do programa, caso a empresa feche ou os trabalhadores sejam liberados ou demitidos, não terão direito ao seguro-desemprego, já que essa proposta está atrelada a esses recursos que vem do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Para o Sindicato dos Mecânicos, essa medida é apenas paliativa e não atende aos anseios dos trabalhadores que precisam sim é dos salários em dia e a retomada da produção para manter seus empregos e um futuro na empresa.
“Seria vantagem se a empresa pagasse em dia, e não existisse produção a ser efetuada como aconteceu no caso da Renault. No caso da Busscar os trabalhadores estão sem salários a quase três meses, sem direitos, e ainda podem ficar sem o seguro-desemprego em caso de encerramento das atividades, algo que estamos lutando o tempo todo para que não aconteça, mas que não depende do Sindicato, depende exclusivamente dos acionistas”, destaca o presidente João Bruggmann.
A diretoria do Sindicato entende também que é preciso que a empresa finalmente apresente uma proposta robusta e verdadeira de reestruturação para que a marca Busscar se mantenha, a empresa produza e gere empregos, salários e lucros para todos. “Essa proposta não muda a vida dos trabalhadores, no máximo atende demanda imediata de aluguel, luz, água atrasada, mas que depois sem uma solução definitiva, pode ser pior sem o seguro desemprego. Os trabalhadores precisam refletir muito”, alerta João Bruggmann.
Assim que a empresa apresentar a documentação o Sindicato vai realizar uma assembleia geral de esclarecimento para que aí sim as pessoas decidam se aderem ou não ao plano. Não haverá votação, e quem entender aderir à proposta a fará por escrito. Um documento será produzido com os nomes dos trabalhadores e será protocolado no Ministério do Trabalho, que fiscalizará a realização dos cursos e presença em aulas.
Decisão esta semana
A falta de decisão dos acionistas, a intransigência e até falta de solidariedade para com milhares de trabalhadores que deram o seu melhor durante anos para que a Busscar estivesse no auge – e não são eles que colocaram a empresa em crise – e que hoje passam por seríssimas dificuldades financeiras a ponto de o Sindicato promover campanha para arrecadar alimentos, é inadmissível.
Para o Sindicato, não há mais tempo para nada. “Os acionistas têm de ter a coragem de definir se querem a empresa aberta, funcionando e gerando renda, impostos e movimentando a economia, ou se a querem fechada para Joinville, Santa Catarina e o país. Não há mais como aguentar com três salários atrasados, 90 dias sem receber, e sete meses sem ver a cor do décimo de 2009. Chegou a hora de decidir”, afirma o presidente do Sindicato João Bruggmann.
No final de semana o jornal O Estado de São Paulo – Estadão – publicou matéria especial sobre a crise da empresa mostrando o que essa falta de decisão implica para milhares de pessoas. A reportagem mostra que esse é um caso único no segmento que mais cresce e produz atualmente no país, em um momento de plena economia em alta. A Busscar é a única na contramão da história.
Busscar: Sindicato vai ao BNDES pressionar credores por solução
Após alguns meses de desencontros nos objetivos em relação à Busscar e sua crise – o Sindicato quer salvar os empregos, direitos, a empresa e marca, e alguns trabalhadores queriam salvar os acionistas – agora parece que os objetivos passaram a ser únicos: salvar empregos e o futuro da empresa geradora dos empregos e renda para Joinville e o Brasil.
O Sindicato dos Mecânicos está onde sempre esteve, ao lado dos trabalhadores da Busscar e de seus direitos trabalhistas desde a primeira crise em 2003/2004. Neste novo momento de crise a diretoria continua trabalhando duro, de forma séria e transparente, para uma solução inteligente. Ontem (segunda-feira, 7/6) o presidente João Bruggmann participou da reunião em Brasília com o assessor do Chefe de Gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, junto com grupo de trabalhadores da Busscar.
Após ouvir sobre o andamento das negociações entre BNDES, bancos credores e empresa, que avançou muito segundo a assessoria de Gilberto Carvalho, João Bruggmann cobrou ainda mais agilidade por parte do Governo Federal e BNDES para a definição final sobre a gestão futura da empresa e o aporte de recursos urgentes.
“Agora não basta que venham recursos para salários atrasados, mas também para fazer a empresa funcionar e produzir. Os bancos credores, que já levaram mais de R$ 250 milhões em juros durante esses anos todos têm de dizer o que querem, definir a nova diretriz e aportar dinheiro novo. Há milhares de famílias em situação de desesperança, sem dinheiro para a comida, pagar água e luz”, cobrou Bruggmann.
Hoje no BRDE e Badesc; amanhã no BNDES
Na tarde de hoje, terça-feira (8/6), o Presidente do Sindicato seguiu para Florianópolis para uma reunião com o BRDE e o Badesc, dois bancos que talvez possam ser intermediários dos recursos financeiros do contrato entre o BNDES e a Guatemala. Amanhã, quarta-feira (9/6), João Bruggmann representa o Sindicato em reunião com os credores da Busscar, BNDES e acionistas da empresa no BNDES, na sede do banco no Rio de Janeiro.
“Nesta semana ainda temos de ter a solução para a Busscar, os bancos credores tem de chegar e dizer se assumem, ou indicam quem assume. Além deles, a Mercedes também pode ser uma parceira nessa nova fase administrativa da Busscar. Mas isso tem de ser rápido, se não podemos ter uma notícia triste para Joinville”, alerta Bruggmann.
Na segunda-feira, 7, venceu o prazo de pagamento da folha de maio, totalizando agora três salários atrasados (décimo terceiro, abril e maio) além das parcelas rescisórias do PDV para quase mil funcionários que vai também para a terceira parcela sem quitação, o que já se trata de quebra do contrato assinado entre a empresa e os demitidos voluntariamente.
Rescisões indiretas e moratória na água e luz aos trabalhadores
Na manhã de hoje vários trabalhadores da Busscar se dirigiram ao Sindicato buscando informações sobre a crise, salários atrasados e a posição da entidade. O presidente João Bruggmann e diretores atenderam e continuaram atendendo a todos dando detalhes dos acontecimentos dos últimos dias. Vários estão pedindo até a rescisão indireta, um grande número é verdade, o que também é prejudicial para a retomada da produção caso se chegue a uma saída para mais essa crise.
“Pelo que tenho ouvido nas últimas horas, o atual presidente da empresa já deixou caminho aberto para as mudanças de gestão e administração, os trabalhadores que ainda não tinham entendido o objetivo correto que defende o Sindicato, agora entendem e estão empenhados, o que falta agora é os credores chegarem a um denominador comum. Estamos trabalhando nisso com firmeza”, declarou Bruggmann.
O Sindicato também apóia um pedido que surgiu dos trabalhadores da Busscar neste momento difícil, que pede para que a Prefeitura de Joinville e também a Celesc que evitem o corte da luz e da água dos trabalhadores da empresa enquanto durar o problema de não pagamento de salários, evitando assim o aumento dos transtornos que as famílias de mais de 3 mil trabalhadores estão passando. “Entendemos que é possível uma ação neste sentido, de solidariedade por parte de duas empresas públicas”, diz o secretário geral Evangelista dos Santos.
Amanhã o presidente João Bruggmann deverá trazer novas notícias diretas do BNDES e informará aos trabalhadores da Busscar por meio do site.
Crise da Busscar: Sindicato não reconhece comissão “chapa branca”
A diretoria da empresa Busscar Ônibus insiste em buscar culpados para mais esta grave crise financeira que a está levando, nessas atuais condições, à falência. Depois do BNDES, do IPI, do Sindicato, do Prefeito, todos culpados segundo a empresa tenta fazer crer, agora os responsáveis pela situação parece que deverão ser a senadora Ideli Salvatti, o deputado Claudio Vignatti e também o presidente Lula. Pelo menos é isso que se traduz da carta entregue aos parlamentares por parte de uma “representação dos trabalhadores da Busscar Ônibus”, cuja existência o Sindicato não reconhece. Para a diretoria do Sindicato, essa é uma comissão “chapa branca”, ou seja, para defender a empresa e não os trabalhadores.
A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região alerta aos trabalhadores e trabalhadoras da Busscar que o único representante legal, jurídica e moralmente falando, é o Sindicato. Essa “representação” foi formada para ser o escudo dos acionistas da empresa diante da imprensa, e para enrolar os trabalhadores diante da falta de pagamento dos salários em dia, do décimo-terceiro atrasado há meio ano, do não pagamento das rescisões dos companheiros que aderiram ao PDV proposto pela empresa, sem aprovação do Sindicato, não depósito do FGTS, e por aí afora. Semana passada a dita “representação” dos trabalhadores não deixou outros colegas se manifestar em reunião dentro da empresa, somente eles podiam falar. Essa é a “comissão” que diz representar os trabalhadores?
“Seria cômico se não fosse ridículo a forma como usam esses trabalhadores para manobrar os demais trabalhadores, tentando fazer crer que são mais importantes e que representam a categoria. Vamos reiterar aos companheiros e companheiras: essa representação ou comissão, como queiram, não existe perante a lei, não tem poder jurídico algum, e vários deles ocupam cargos de chefia e bem próximos da direção geral, dos acionistas, ou seja, defendem o quê, ou quem?” questiona o presidente João Bruggmann.
A carta que não defende os trabalhadores
No sábado (8/5), essa “representação” entregou uma carta aos parlamentares Ideli e Vignatti. Nesta carta, em nenhum momento cita o atraso da folha de pagamento de abril, e de inúmeras folhas de pagamento anteriores; não cita o não pagamento do décimo-terceiro salário desde dezembro de 2009 e que sequer data tem para ser quitado; não cita a falta de depósitos do FGTS que já chega a cerca de R$ 25 milhões; não diz em nenhum momento que o BNDES já entregou R$ 30 milhões para a recuperação da empresa em 2004 com apoio deste Sindicato; não cita que a empresa nunca deixou garantias físicas, bens, para os débitos trabalhistas com seus trabalhadores; ou seja, em nenhum momento defende os trabalhadores!
Pelo contrário: a carta joga no colo de terceiros a solução para uma gestão ruim que vêm fracassando gradativamente ao longo de pelo menos 10 anos, não cobra posicionamento dos acionistas – ou alguém não sabe que a empresa é de capital fechado, de três donos apenas – Claudio, Fabio e Rosita Nielson – e que eles têm de colocar recursos próprios para que a Busscar reaja. A diretoria do Sindicato entende, e a sociedade também, que uma empresa privada é de responsabilidade dos seus donos, dos acionistas. Se eles não possuem recursos para salvar a Busscar, que busquem parceiros com recursos financeiros.
“O Sindicato dos Mecânicos não é administrador da empresa, mas tem compromisso e responsabilidade com os trabalhadores e trabalhadoras e seus direitos que não estão sendo respeitados pela empresa. Não podemos aceitar que os companheiros sejam tratados como joguetes, enganados. Nós falamos a verdade, já oferecemos nossas soluções, saídas. E não vamos compactuar com essa busca por culpados. Queremos e vamos continuar cobrando soluções dos acionistas, que paguem salários, FGTS, décimo-terceiro e coloquem a empresa para funcionar. Ou então deixem que outros administrem”, dispara o presidente João Bruggmann.
Alertas aos trabalhadores
Por fim a diretoria do Sindicato alerta para mais algumas questões. Primeiro à senadora Ideli Salvatti e ao deputado Claudio Vignatti: que o representante legal dos trabalhadores da categoria, e nisso se inclui da Busscar, é o Sindicato dos Mecânicos. E mais, que essa carta colocando a faca no pescoço deles e do presidente Lula, portanto, a verdade é que a empresa e algumas das suas chefias quer culpar alguém pela situação de quase falência.
Segundo, aos trabalhadores da Busscar e da categoria: o único representante legal, moral e juridicamente perante a lei é o Sindicato dos Mecânicos. Essa “representação”, ou “comissão” de trabalhadores da Busscar é apenas um grupo, quase todos, que ganharam cargos de chefia já na crise de 2003/2004, e que agora estão colocados para se fazer passar de representantes dos seus direitos. Não são, e não serão. “O Sindicato tentou, pediu, cobrou a implantação da comissão de fábrica, eleita, com estatuto e estabilidade para quem dela participasse, mas a empresa não aceitou. Não aceitou porque só quer pessoas que diga sim, digam amém ao que a diretoria, seus três acionistas, querem. Portanto, não existe comissão de fábrica legalizada. O Sindicato é o seu porto seguro, sempre”, destaca o presidente João Bruggmann aos trabalhadores da Busscar e da categoria mecânica.
Finalmente em terceiro lugar: O Sindicato dos Mecânicos vai continuar a trabalhar em defesa dos direitos dos trabalhadores da Busscar, pelo pagamento dos salários em dia – de abril não foi pago até agora – do décimo terceiro atrasado desde dezembro de 2009, das rescisões dos demitidos no PDV que também estão atrasadas, do FGTS, e para resguardar todos os direitos com garantias reais. Não existem outros culpados pela situação da empresa, existem três acionistas que devem assumir definitivamente suas responsabilidade jurídicas, morais e legais, mesmo que para isso seja preciso abrir mão de ações, patrimônio e orgulho, em favor de milhares de famílias joinvilenses.
“Já lutamos em 2003/2004 pelos empregos dos companheiros da Busscar, avalizamos a vinda dos R$ 30 milhões do BNDES liberados politicamente com a força do presidente Lula, já que a empresa não tinha condições técnicas para receber o financiamento. Agora desde o início de 2009 tentamos saídas, mas a empresa se fecha, cometendo erros após erros, colocando em risco milhares de empregos. Afinal, se a empresa realmente fechar, quem vai pagar os salários atrasados, rescisões atrasadas, FGTS atrasado, INSS? O grupo que se autodenomina “representantes dos trabalhadores”? Representar uma categoria é coisa séria, de alta responsabilidade, e é isso que o Sindicato dos Mecânicos faz e não deu procuração para ninguém fazer, especialmente na Busscar”, finaliza o presidente João Bruggmann.
Crise da Busscar: Empresa tenta reaproximação com Sindicato
Ainda sem solução para a grave crise em que está mergulhada a Busscar Ônibus, através do seu Diretor Claudio Nielson, tenta agora uma reaproximação com o Sindicato dos Mecânicos. Em contato telefônico com o presidente João Bruggmann, o diretor informou que estão tentando marcar audiência em Brasília e que gostariam que o Sindicato acompanhasse a comitiva, caso a agenda seja marcada.
O contato tenta corrigir o equívoco provocado pela Busscar no tratamento com o Sindicato que representa os trabalhadores, ignorando o apelo para reuniões produtivas e diretas para que se definisse uma saída para a crise. O descaso com o Sindicato e seus trabalhadores resultou no cancelamento da reunião que teria a presença dos representantes do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, já que a empresa entende não ser importante e necessária a participação de entidades tão importantes na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Para o presidente João Bruggmann, se houver a audiência e tiver objetivo definido, o Sindicato deve sim participar. “Nós temos a nossa opinião sobre essa crise, e ela se mantém igual. É preciso mudança na gestão da empresa, mas não é só da diretoria não, é preciso que seja geral em todos os níveis, além da participação dos trabalhadores, e todas as outras sugestões que demos. Não nos negaremos nunca a defender os trabalhadores e seus empregos, mas dentro de uma solução definitiva”, explicou Bruggmann.
Convênios liberados
A empresa, ou seus representantes, tem tentado jogar os trabalhadores contra o Sindicato no caso do bloqueio dos convênios, medida que foi tomada diante da apropriação indébita da Busscar dos valores correspondentes aos gastos feitos pelos trabalhadores, descontados na folha de pagamento, mas não repassados ao Sindicato, que é quem paga todos os fornecedores de farmácias, supermercados e muito mais.
“Os convênios via Sindicato foi a única coisa que restou para os trabalhadores da Busscar, que já cortou Unimed, farmácia e outros benefícios. Mas a empresa se apropriou do dinheiro dos trabalhadores que foi descontado na folha de pagamento e não repassou a nós para que honrássemos os compromissos. Por isso foi feito o bloqueio, para evitar novos gastos que inviabilizam a administração do Sindicato e pressionar a empresa a efetuar o pagamento. Agora que foi feito, está tudo normalizado. Esperamos que a Busscar pague em dia e não se aproprie mais do dinheiro dos trabalhadores”, detalha o presidente João Bruggmann.
Emails desrespeitosos
Outra atitude infantil e que pode acarretar processos judiciais são os emails desrespeitosos e com acusações falsas que estão sendo postados no site do Sindicato, certamente com orientação de alguns puxa-sacos que ajudam a afundar a Busscar na crise.
A maioria deles ataca pessoalmente o presidente João Bruggmann, e em outros o Sindicato, todos levianamente e com base em emails falsos facilmente obtidos na rede mundial de computadores. Esses emails e mensagens são todos rastreados pelo IP – endereço da máquina onde foram postados – e tem origem, quase todos eles, de dentro da empresa. Todas as medidas cabíveis para o caso serão tomadas nos próximos dias.
“Nosso papel é de defesa dos direitos dos trabalhadores. Não fosse a pressão do Sindicato com carro de som, entrevistas e outras ações, ninguém destes que nos atacam teriam recebido seus salários. Nada veio de graça, tudo depende da luta que travamos pelos empregos da Busscar, pelos direitos. E vamos continuar assim, mesmo que alguns teimem em defender o que é indefensável, a má-gestão que levou a empresa ao atual estágio”, dispara João Bruggmann.