Empresas brasileiras abrem vagas de emprego apesar da crise

Publicado por Administrador 18 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Enquanto os países desenvolvidos se afundaram na crise econômica e demitiram profissionais, o mercado de trabalho brasileiro se expandiu. A pesquisa International Business Report 2011 (IBR), da consultoria Grant Thornton, revelou que 42% dos empresários brasileiros realizaram contratações nos últimos 12 meses, quase o dobro da média global, de 24%. Com o resultado do estudo, o Brasil passou da 20ª para a 8ª colocação no ranking mundial e ficou atrás apenas da Índia (67%), da Turquia (56%), do Vietnã (52%), da Argentina (47%), de Hong Kong (45%), do Chile (43%) e da Suíça (43%).

“Os gestores também estão otimistas em relação ao futuro. Dos 200 entrevistados, 50% acreditam que vão aumentar o quadro de trabalho nos próximos 12 meses”, afirmou Javier Martinez, responsável pela pesquisa na América Latina. Ele explicou que, embora no último mês o Banco Central tenha detectado retração da atividade econômica em junho, julho e agosto — somente neste último mês, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pela instituição registrou queda de 0,53% —, no fechamento do ano o resultado será positivo. O estudo ouviu dirigentes de 11 mil corporações em 39 países.

Martinez observou ainda que, a despeito das turbulências financeiras vividas nos Estados Unidos e na Europa, o Brasil está entre os países que mais avançam no cenário global. “O resultado mostrou que, enquanto os mercados emergentes cresceram, os consolidados sofreram retração. Isso é um sinal de que há uma nova ordem mundial. Então, é imprescindível estar atento ao que acontece em mercados como o Brasil, o México, a China e a Índia, que são o motor do crescimento da economia no mundo”, disse.

Pelos números da pesquisa, os países com piores resultados na criação de empregos são justamente os que estão afundados na crise da dívida da Europa. Na Irlanda, 13% dos gestores reduziram o quadro de funcionários. Na Grécia e na Espanha, 32% dos entrevistados realizaram demissões nos últimos 12 meses. A Espanha ostenta o índice de desemprego mais elevado da Europa, mais de 21%, sendo que, entre os jovens de até 25 anos, a taxa supera 40%. Nos Estados Unidos, que também sofrem graves problemas fiscais, o impacto no mercado de trabalho foi menor: 26% dos empresários contrataram.

Mundo Sindical

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Benefícios do Governo: Seguro-desemprego de 7 meses

Publicado por Administrador 6 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Governo federal quer aumentar o benefício em mais dois meses, como medida de prevenção contra a crise mundial.
O governo federal quer aumentar o prazo de segurodesemprego em até dois meses, passando o limite de parcelas do benefício de cinco meses para sete meses. A ideia faz parte de um pacote de medidas de prevenção que será colocado em prática conforme o impacto e a duração da crise mundial financeira no País. A decisão já havia sido tomada em 2009, referente à crise mundial em 2008.

Na ocasião foi sinalizado que esse prazo poderia ser ampliado para até dez meses caso a crise financeira se agravasse e muitos postos de trabalho fossem fechados. Hoje, a situação financeira mundial afeta principalmente países desenvolvidos, como os europeus e os Estados Unidos.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu um trabalho em conjunto desses países com os emergentes como o Brasil. O assunto foi debatido em reunião do Comitê Internacional Financeiro e Monetário do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ele recomendou, como forma de conter a crise, que os governos adotem políticas de estímulo fiscal que possam incentivar a atividade econômica, como aumentar o seguro- desemprego, os gastos com a infraestrutura, e facilitar o refinanciamento hipotecário, quando tiverem fôlego fiscal.

Embora destaque que o Espírito Santo está com sua economia aquecida, o gerente do Estado de Trabalho e Renda, André Luiz Varão, disse que caso a crise mundial perdure, a medida deverá ser adotada em meados do ano que vem. No entanto, especialistas explicam que somente a partir do início de 2012 é que será possível avaliar a dimensão real da crise no Brasil.

CONCESSÕES

Por mês, a média de concessões de seguro-desemprego no Estado é de 1.600 benefícios. Em 2008, no Espírito Santo, somente o comércio varejista teve a extensão de dois meses. Já para essa crise, as áreas voltadas para o comércio exterior e as indústrias também devem ser afetadas. A decisão da extensão, quantos meses e categorias é tomada com base nas informações do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalho (Codefat), do Ministério do Trabalho.

A lei número 7.998/90 diz que em “caráter excepcional”, o Codefat poderá deliberar pelo período máximo de concessão, em até dois meses, para grupos específicos de segurados.

Tribuna Online

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Brasil enfrentará crise com consumo e produção, diz Dilma

Publicado por Administrador 13 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a crise econômica internacional não deve “atemorizar” o Brasil, e que o país enfrentará as turbulências mantendo o consumo e a produção.

“Nós sabemos que a melhor forma de resistir à crise no Brasil é… continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura, plantando e colhendo, e assegurando às nossas indústrias o seu componente nacional”, disse Dilma durante evento em Araçatuba (SP).

A presidente foi ao interior paulista participar do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê, cujas primeiras embarcações devem ser entregues em 2012.

Ela assinou ainda protocolo de intenções para investimentos em obras na hidrovia Tietê-Paraná, que conecta os cinco maiores Estados produtores de grãos do país –Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. O aporte federal chega a 900 milhões de reais.

Os investimentos são parte do objetivo de “reconstruir a matriz de transporte no país”, segundo Dilma, e facilitar e baratear o escoamento da produção.

“Nós também estamos dando um passo para tornar o nosso país mais forte para enfrentar a crise internacional”, disse a presidente.

“Enquanto eles (países europeus) discutem como é que fica a crise da dívida dos seus bancos, nós estamos aqui gastando o nosso dinheiro em parcerias público-privadas, em parcerias entre o governo federal e o governo estadual para criar desenvolvimento, emprego e renda para o nosso país”.

Dilma também elogiou a relação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), numa “parceria” de “princípio republicano”.

Ainda nesta tarde, Dilma assina, ao lado de Alckmin, termo que autoriza o início da construção do trecho norte do Rodoanel, em investimento de 6,11 bilhões de reais –1,75 bilhão de reais em recursos federais.

Exame.com

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Dilma diz que inflação está sob controle e país tem plenas condições de enfrentar crise

Publicado por Administrador 7 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Em pronunciamento oficial, por meio da rede nacional de rádio e TV, a presidenta Dilma Rousseff afirmou na noite da terça-feira (6) que a inflação está controlada e que o Brasil tem plenas condições de combater os efeitos da crise econômica que atinge o mundo. É a terceira vez que a presidenta convoca a rede nacional.

“Aqui o emprego e a renda batem recordes históricos, nossas reservas internacionais estão mais sólidas do que nunca, o crédito continua crescendo e a inflação está sob controle. Os juros voltaram a baixar e estabilidade da economia esta garantida”, disse Dilma.

A presidenta enfatizou que o conceito de independência, comemorado nesta quarta-feira (7), precisa ser “renovado” para que o país possa dar resposta à crise. “Temos uma grave crise econômica que cobra respostas novas para seus problemas.”

“Amanhã é 7 de Setembro o significado não precisa ser explicado a nenhum de nós, mas necessita ser a cada dia renovado por todo o brasileiro. 189 anos atrás, quando o Brasil se libertou, o mundo passava por grandes mudanças políticas, sociais e econômicas, agora também vivemos um momento de transformação. O mundo enfrenta os desafios de uma grave crise econômica e cobra respostas novas para seus problemas. Apesar de ter a mesma raiz, a crise atual é mais complexa que aquela de 2008 da qual nós saímos muito bem”, lembrou Dilma.

A crise, de acordo com a presidenta, será uma oportunidade de ampliar o mercado interno. Segundo ela, o governo não vai permitir ataques à indústria nacional e aos empregos e a concorrência desleal de produtos estrangeiros.

“No caso da atual crise internacional nossa principal arma é ampliar e defender nosso mercado interno, que já é um dos mais vigorosos do mundo, por isso quero deixar claro que meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos. Não vai permitir que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos”.

Dilma disse ainda que é decisão de seu governo continuar investindo em infraestrutura e em programas sociais. Segundo a presidenta, a situação do Brasil diante de muitos países é privilegiada, mas ela reconhece que “estamos aquém do que podemos e necessitamos. É preciso crescer na melhoria de qualidade e ampliação do serviço público”.

Sobre as denúncias de corrupção que atingiram ministérios, ela disse que o combate à corrupção é um valor. “Um país em que com o malfeito não se acumplicia jamais, e que tem a defesa da moralidade e o combate à corrupção uma ação permanente, inquebrantável”.

Dilma disse ainda que as áreas de saúde, educação e segurança não podem ser “motivo de insônia”, mas de um motivo de “despertar de uma nação”.

“Saúde, educação e segurança tem que deixar de ser motivo de insônia dos brasileiros, para ser motivo de um novo despertar desta nação. O círculo virtuoso que precisamos implantar no nosso país é o da qualidade dos nossos serviços públicos, pois já implantamos o grande círculo virtuoso do crescimento com inclusão social e distribuição de renda”, disse a presidenta.

Agência Brasil

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Busscar: 17 meses sem pagar salários, vergonha nacional

Publicado por Administrador 6 setembro, 2011 (60) Comentários Imprimir

Mais um infeliz aniversário se comemora hoje em Joinville (SC): 0 17º mês sem pagamento de salários dos trabalhadores e trabalhadoras da Busscar Ônibus, mais o décimo terceiro de 2010 e parte do décimo de 2009, uma vergonha nacional que mancha a história dessa marca catarinense que já foi uma das líderes de mercado.

A triste data é marcada também por total falta de comunicação com os trabalhadores e trabalhadoras, com imprensa e sociedade em geral, uma insensibilidade jamais vista na maior cidade catarinense. Sem contar os recursos à Justiça para adiar os pagamentos de rescisões, salários, direitos, desde a sentença condenando a empresa a pagar o que deve, até agora com a reafirmação da sentença no TRT/SC.

Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, esse estágio mostra quem sempre esteve agindo na contra-mão da lei, atropelando direitos, e mostra também que o Sindicato sempre esteve ao lado dos trabalhadores, alertando sobre todos os erros e mentiras. ”

Sempre alertamos, tentamos evitar o pior, mas infelizmente houve mais apoios aos acionistas, que enterraram a empresa nesta situação. Mas os leilões começaram, e isso dá uma pressionada ainda maior para que algo aconteça para os trabalhadores”, explica Bruggmann.

Semana passada foi realizado o primeiro leilão, de bens em Florianópolis, que tinham avaliação de R$ 1,58 milhão. Apenas duas garagens foram vendidas pela metade do preço, e a parte maior do imóvel espera proposta de comprador pela via direta, na Justiça.

“O fato é que as coisas andaram, sinalizam que logo novos leilões serão feitos. Isso é positivo, mas não é  que os trabalhadores precisam. E a empresa é que deve explicações e dinheiro aos trabalhadores, e precisa de explicar”, dispara Bruggmann. O Sindicato continua trabalhando para resgatar os direitos dos trabalhadores da Busscar.

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Brasil e América do Sul se preparam para calote na dívida dos EUA

Publicado por Administrador 1 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil e os demais países da América do Sul começam a se preparar para um desfecho da crise da dívida norte-americana com potencial para causar estragos pela região. Se o governo Barack Obama for empurrado para o calote, o continente aposta que os especuladores em fuga dos Estados Unidos e atrás de lucros fáceis vão querer invadir a região. Neste cenário, o preço das moedas de cada país ficaria mais caro, afetando as exportações nacionais a produzindo uma avalanche de importações.

Para tentar proteger o Brasil de uma enxurrada de dólares, o governo armou-se dando amplos poderes aos ministros da Fazenda e do Planejamento e ao presidente do Banco Central (BC) para intervir no chamado “mercado de derivativos”, paraíso da especulação. A trinca, que forma o Conselho Monetário Nacional (CMN), poderá impor limites de valores e de prazos para a compra e venda de dólares e taxar os contratos em até 25%.

Já os chefes de Estado e governo da América do Sul decidiram nesta quinta-feira (28/07), no Peru, onde estiveram para a posse do novo presidente daquele país, Ollanta Humala, que seus ministros da economia vão se reunir nos dias 4 e 5 de agosto, em Lima, para discutir com se proteger dos efeitos de uma possível nova etapa na crise global. Um outro encontro acontecerá no dia 11 de agosto, em Buenos Aires, desta vez, com a presença dos presidentes dos bancos centrais.

Os atuais problemas da economia mundial foram o tema principal da reunião que as presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, tiveram nesta sexta-feira (29/07), em Brasília, durante visita oficial da argentina.

Em declaração à imprensa depois da reunião, Dilma disse que a América do Sul se diferencia de “outras partes do mundo, hoje dominadas pela recessão, pelo desemprego, pelo caos financeiro e fiscal e, sobretudo, pela imobilidade política na resolução dos desafios que têm pela frente”.

Embora a presidenta não tenha especificado, a afirmação referia-se aos EUA, onde um impasse entre Obama e seus inimigos republicanos sobre a dívida norte-americana ainda não foi superado e deixa o mundo em estado de alerta. Segundo Dilma, a Unasul precisa mesmo discutir o assunto para “coordenar respostas à crise global” e para defender-se da “excessiva liquidez”, da “avalanche de manufaturas” e da “valorização de nossas moedas”.

Cristina concordou ser fundamental blindar a região contra o “ingresso de capitais especulativos” e adotar medidas comuns que defendam o “formidável” avanço social, no mercado de trabalho e na industrialização que, na opinião dela, tem ocorrido na região nos últimos tempos. “Temos que nos adiantar porque os tempos econômicos e dos mercados muitas vezes não são os tempos da política”, afirmou Cristina, sobre as duas reuniões econômicas da Unasul marcadas para as próximas semanas.

Xerife da especulação
No Brasil, o governo já se adiantou. Na última quarta-feira (27/07), em um pacote de medidas para conter o barateamento do dólar, o governo resolveu dar-se autorização para fazer intervenções maciças no “mercado de derivativos”. Uma medida provisória (MP) transformou o CMN numa espécie de xerife da especulação, com autoridade para fixar limites e prazos e até para proibir certas cláusulas contratuais na negociação de dólares.

Até agora, a supervisão dos derivativos era repartida entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o BC. Segundo o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, ambos exercem tal controle conforme a perspectiva individual da área de jurisdição de cada um – investidores privados, no caso da CVM, e setor financeiro, no do BC. Nenhum tem uma visão mais ampla sobre os riscos mais gerais para o país (prejuízo causado a exportadores pelo dólar barato, por exemplo).

De acordo com Barbosa, esta postura do governo está em linha com as posições que o Brasil defende, desde a eclosão da crise financeira internacional em 2008, no grupo dos países mais ricos do mundo, o G-20, de mais transparência e regulação do mercado de derivativos.

Para ele, as incertezas sobre o futuro da dívida norte-americana justificam que o Brasil se prepare para o pior. “Uma situação de extrema liquideza internacional tem potencial de movimentos muito grandes e muito rápidos de capital para um lado ou outro. E, nesse momento, isso pode se refletir numa apreciação adicional do real que não é benéfica para a economia [brasileira]”, afirmou.

O mercado de derivativos tem potencial para bagunçar a economia brasileira e afetar o preço do dólar por causa do volume de negócios. Em junho, as transações com dólares atingiram US$ 376 bilhões, segundo a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O valor é nove vezes maior do que a quantia movimentada pelo comércio exterior no período (US$ 42 bilhões, entre exportações e importações).

Apesar de a equipe econômica ter agora superpoderes de intervenção no mercado de derivativos, esse poder ainda não foi exercido. O CMN teve sua reunião mensal nesta quinta-feira (28/07), mas não baixou nenhuma norma.

A única medida do pacote cambial que concretamente já está em vigor é uma nova taxação, de 1%, sobre contratos de compra e venda de dólares acima de US$ 10 milhões. Os pagamentos devem começar a ocorrer a partir de outubro (mas serão retroativos a julho). Até lá, a equipe econômica vai fazer reuniões com entidades do sistema financeiros para explicar como funcionará a nova regulação dos derivativos.

Da Carta Maior

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Busscar: julgamento do recurso no TRT/SC é nesta quarta-feira (6/7)

Publicado por Administrador 5 julho, 2011 (43) Comentários Imprimir

Mais um capítulo da triste história da Busscar Ônibus será escrito na próxima quarta-feira (6/7) a partir das 13:30 horas na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Florianópolis com o julgamento do recurso que a empresa apresentou contra a decisão da Justiça do Trabalho de Joinville, que a condenou ao pagamento dos salários atrasados – já chega agora a 15 meses sem pagamento – décimo terceiro de 2010 e parte do décimo de 2009.

Os bens do grupo econômico e dos acionistas Rosita Nielson, Claudio Nielson e Fábio Nielson estão todos bloqueados e em processo para leilão visando a quitação dos débitos trabalhistas, graças à ações do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região que não permitiram assim a dilapidação dos bens, entre eles móveis, imóveis, máquinas, equipamentos, apartamentos, e empresas como a TSA, antiga Tecnofibras.

O julgamento está na pauta do TRT, e não tem hora para entrar em discussão e votação. O departamento jurídico do Sindicato e diretores do Sindicato acompanham tudo em Florianópolis. O presidente João Bruggmann confia que a Justiça será feita, e espera que a empresa finalmente pague o que deve aos seus trabalhadores.

“Essa crise já destruiu famílias, deixou muitos com grandes dívidas. Está na hora dos acionistas encerrarem a história aceitando pagar o que devem, mesmo com bens em leilão. É uma questão de justiça, e acreditamos que ela será feita”, afirma Bruggmann. No primeiro recurso contra a decisão da Justiça do Trabalho a Busscar pagou R$ 250 mil para ter o direito de recorrer. Agora, caso seja derrotada e quiser discutir a questão em Brasília, a empresa terá de desembolsar mais de R$ 600 mil.

O julgamento será em ambiente pequeno, e sem acesso à várias pessoas como se esperava, e por isso o Sindicato decidiu não levar trabalhadores para a frente do TRT/SC. A Diretoria não quer apenas fazer imagem ou uso das pessoas para promover a entidade, e prefere trabalhar firme junto ao Judiciário, com sua equipe de advogadas que tem garantido os direitos dos trabalhadores com as ações em curso.

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Busscar: “Testas de ferro” ajudam empresa a manter produção fajuta

Publicado por Administrador 21 junho, 2011 (45) Comentários Imprimir

A história vergonhosa da Busscar Ônibus, que não paga salários aos trabalhadores há quase 15 meses, nem décimo terceiro, tampouco FGTS, INSS, fornecedores e outros, já é muito conhecida de toda a sociedade, imprensa e trabalhadores. Aliás, toda a história de luta de fundadores e tantos que deram seu talento e força de trabalho, foi sumariamente jogada no lixo da história diante de tantos atos e ações ilegais.

A data do julgamento do recurso da empresa contra a decisão da Justiça do Trabalho em Joinville (SC), também vergonhoso já que se trata de salários e rescisões não pagas e honradas, também – dia 6 de julho em Florianópolis às 13:30 horas. Mas o que é preciso que Justiça, Ministério Público, Ministério do Trabalho e os juízes do TRT/SC, imprensa, fornecedores, mercado financeiro e sociedade saibam é que há “testas de ferro” bancando a atual situação de produção – fajuta, diga-se de passagem – pagando diárias ilegais a poucos trabalhadores que ainda permanecem na empresa.

Segundo informações que o Sindicato obtém de suas fontes, existem cerca de 25 ônibus no pátio para ser entregues a algumas empresas que lá colocaram seus chassis. Até o mês de junho corrente, apenas 20 ônibus foram produzidos – antes eram 20 ou mais por dia – em 2011. E o que mais chama a atenção é que a Justiça rastreia as contas bancárias da empresa e acionistas e não encontra “dinheiro” novo para que possam bloquear e incluir no bolo para pagamento de todos os trabalhadores que são lesados há meses.

Algum banco ou financeira deve estar intermediando essas transações, e o Sindicato ainda não conseguiu pegar o fio da meada para desmascarar a operação, que nada mais é que uma espécie de “aluguel” da empresa para produzir com equipe, pátio e equipamentos da Busscar, com o agravante que não pagam ninguém. Somente bancos interessados devem estar retirando seu capital investido com essa operação, que está sendo investigada.

Para o presidente João Bruggmann, a situação dos trabalhadores que lá ainda permanecem é devida a falta de perspectivas no mercado de trabalho. “São pessoas que não veem oportunidades fora, ficaram sem rumos. O que é errado, para dizer pouco, é se utilizar de artimanhas para não pagar os trabalhadores. Isso sim deve ter outro nome”, afirma o presidente.

Segundo ele, quando a ideia de aluguel da marca e empresa para produzir foi apresentada aos acionistas, o Sindicato quase foi expulso da reunião. “Hoje é isso que se vê, mas pelo visto, para privilegiar algum banco ou financeiras que quer somente reaver o capital investido nesse poço sem fundo que é a Busscar. Nós não concordamos e estamos denunciando esse fato”, dispara Bruggmann.

Essa postura dos acionistas é atacada pelo Sindicato, já que em nenhum momento eles abriram mão das centenas de imóveis existentes Brasil afora para pagar os direitos trabalhistas e salários dos trabalhadores. Nem mesmo para ajudar a comprar cestas básicas para a alimentação dos seus funcionários que foram sumariamente abandonados, já que o apoio até na alimentação veio do Sindicato dos Mecânicos com a solidariedade de pessoas, empresas e entidades de Joinville, do estado e até de outros estados.

“É preciso que todos saibam que pedimos a liberação destes bens, como boa vontade para quitar dívidas trabalhistas, mas eles foram irredutíveis. Por isso bloqueamos todos os bens móveis, imóveis e contas, senão os trabalhadores não teriam de onde receber, via leilão que deve começar o mais breve possível após a decisão do TRT no dia 6 de julho”, destaca Bruggmann.

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Busscar 2: Sindicato convoca para grande reunião dia 19 de abril

Publicado por Administrador 12 abril, 2011 (64) Comentários Imprimir

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está convocando todos os trabalhadores e trabalhadores da Busscar Ônibus – ainda ligados, demitidos, familiares, mulher, marido, filhos – para participar de um grande ato de desagravo pelos 12 meses sem pagamento de salários por parte da empresa.

O evento acontece no dia 19 de abril – próxima terça-feira – a partir das 15 horas em frente à sede da empresa na zona norte de Joinville (SC), onde a empresa terá de se manifestar sobre essa grave situação, por determinação do Ministério Público do Trabalho, que foi chamado a agir por ação do Sindicato dos Mecânicos.

Lá o microfone estará aberto a todos e todas que queiram se manifestar, inclusive os inúmeros comentaristas do site do Sindicato que se sentem ofendidos e enganados pela empresa, trabalhadores ainda ligados, demitidos, familiares, enfim, todos estã sendo convidados a estar lá para um grande ato que promete ser acompanhado por toda a imprensa local, regional e até nacional.

“Talvez tenha até um bolo para simbolizar o infeliz aniversário por tantos meses sem dinheiro no bolso. Vamos fazer novamente a nossa parte, e esperamos que todos os indignados com essa vergonha venham participar. Todos mesmo, porque agora é mais que hora de estar ao lado do Sindicato. Muitos não estiveram conosco ano passado, quando alertávamos para a situação. Quem sabe agora apareçam e venham para o lado certo. Estaremos lá com chuva ou sol”, afirma o presidente João Bruggmann.

Anote na sua agenda para não esquecer, e lembre de levar a família junto nesse grande ato de cidadania e exemplo para que nunca mais se repita:

AGENDA

O quê: Ato de protesto em frente à Busscar Ônibus
Quando: dia 19 de abril, próxima terça-feira
Por quê: pela falta de pagamento de salários há 12 meses, rescisões, etc
Onde: rua Otto Pfuetzenreutter, bairro Costa e Silva
Hora: a partir das 15 horas
Quem participa: todos os trabalhadores demitidos, ainda ligados, familiares

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Busscar completa 12 meses sem pagar salários; MPT dá prazo para respostas

Publicado por Administrador 6 abril, 2011 (112) Comentários Imprimir

A vergonha histórica para a economia e o empresariado de Joinville (SC) completa 12 meses – um ano. A Busscar Ônibus está há um anos sem pagar salários, direitos trabalhistas, INSS, FGTS, credores, terceirizados, impostos em geral, não cumpre acordos feitos na Justiça do Trabalho, e ainda continua de portas abertas. Graças às ações do Sindicato, que bloqueou todos os bens de acionistas e do grupo econômico, os direitos dos trabalhadores estão resguardados já que ao final todos os bens serão leiloados para pagar a todos e todas, hoje enganados e desrespeitados em seus direitos elementares.

O Sindicato dos Mecânicos tem feito todo o possível para pressionar a empresa a definir seu futuro, e isso começou antes da crise estourar há quase dois anos. “Desde o início cobramos que os acionistas abrissem o capital, vendessem o controle acionário para dar novo fôlego na produção, enfim, manter a empresa viva, produzindo e gerando empregos e renda. A arrogância e a teimosia levaram uma marca tão forte para essa situação, nunca vista antes, prejudicando milhares de pessoas. Esperamos que agora o Ministério Público do Trabalho, mais um que entra na luta, aja para que isso se resolva para o bem de todos”, destaca o presidente João Bruggmann.

MPT cobra explicações em 10 dias
Os apelos do sindicato dos mecânicos de Joinville e região foram ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A Busscar Ônibus S.A. tem dez dias para dar informações sobre como deve ficar seu futuro ao MPT. A empresa, que nesta terça-feira completou um ano sem pagar salários, deverá explicar se há negociações sobre a sua compra e se existe algum cronograma.

— O objetivo da reunião com a procuradoria era solicitar apoio, intervenção, para que a empresa se explique, diga se há algum avanço nas negociações de venda. Dar informações mais palpáveis, informar quais diretrizes pretende seguir — afirmou a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

O MPT também solicitou que um representante da empresa esteja presente na assembleia que o sindicato fará em frente a Busscar no próximo dia 19, para que a fabricante de ônibus possa repassar informações diretamente aos trabalhadores.

A reunião com o promotor Guilherme Kirtschig foi marcada depois que a fabricante de carrocerias voltou a se manifestar através de uma carta durante um encontro entre sindicato, trabalhadores e ex-funcionários da empresa.

O advogado da fabricante de ônibus, Gilson Acácio, presentou a diretoria na ocasião, como procurador. Segundo Luiza, o MPT pode respeitar os sigilo das informações dadas pela Busscar.

A advogada explicou ainda que, neste momento, a empresa não passará por punições caso não cumpra o solicitado, mas que pode “requer informações e determinar consequências”. As informações desta matéria contém partes de reportagem de A Notícia. O jornal Notícias do Dia de hoje também publica matéria especial com entrevista.

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