Inflação: analistas elevam para 6,28% a estimativa oficial para 2011

Publicado por Administrador 22 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A projeção de analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, oscilou de 6,26% para 6,28%. Para 2012, a estimativa caiu pela terceira semana seguida, de 5,23% para 5,20%. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base em estimativas do mercado financeiros para os principais indicadores da economia.

As projeções para 2011 e o próximo ano estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso o principal instrumento é a taxa básica de juros, a Selic. Na avaliação dos analistas, essa taxa, atualmente em 12,50% ao ano, deve encerrar 2011 e 2012 no atual patamar.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que deve ficar em 5,60%, este ano, contra os 5,62% previstos anteriormente. Para 2012, a projeção continua em 4,86%. A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) permanece em 5,44%, neste ano. Para 2012, a projeção oscilou de 5% para 5,01%.

No caso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 5,50%, este ano, e em 5,01%, em 2012. A estimativa dos analistas para os preços administrados continua em 5,30% em 2011 e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo.

Fonte: Ag. Brasil

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Um quinto das empresas consome R$ 300 mil com burocracia

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa Ibope realizada com 211 empresas em dez grandes cidades do País, encomendada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e divulgada hoje, apontou que 20% das companhias gastam pelo menos R$ 300 mil por ano com rotinas burocráticas, considerando despesas com funcionários, profissionais terceirizados e emissão de documentos. De acordo com o estudo, feito de 28 de abril a 17 de maio, 36% dos entrevistados apontaram que os lucros seriam superiores a pelo menos 6%, se todas as rotinas exigidas pelo poder público fossem removidas – desses 36%, 23 pontos porcentuais falam que seriam maiores que 10%.

Na avaliação dos empresários, entre os elementos que poderiam ser adotados pelo governo para diminuir os entraves burocráticos, estão o aumento da eficiência da gestão de administração, banimento de redundâncias, pena a infratores de maneira rápida e eficaz para acabar com a corrupção e políticas unificadas definidas pela União e adotadas por Estados e municípios. Um outro fator importante, segundo os dirigentes de companhias, é a recriação do Ministério da Desburocratização, que indica que os entrevistados têm pouca confiança que a atual estrutura do Estado reduzirá as barreiras de processos que prejudicam as atividades comerciais.

Conforme o levantamento, 78% dos entrevistados apontam que, entre os entraves burocráticos, há o tempo exigido para cumprimento de tais obrigações junto ao poder público. Para 77% das empresas, outra dificuldade é a necessidade de emissão de diferentes certidões e documentos. Para 63% das companhias, os custos caudados pela burocracia também são obstáculos. Na apreciação de 91% dos entrevistados, existem conflitos burocráticos que atrapalham o ambiente de negócios.

A sondagem também questionou quais são as exigências burocráticas que mais emperram a concretização de negócios: 43% enunciaram as documentais, como, por exemplo, as que devem ser obtidas na Junta Comercial ou relativas a alteração de contrato social. Na análise de 39%, merecem destaque os pedidos oficiais relacionados a regras de contabilização de operações e, para 10%, há requisições em transações imobiliárias que envolvem, por exemplo, cartórios (como certidões e atestados).

Estorvos

De acordo com a pesquisa Ibope/Amcham, 67% apontaram que os estorvos burocráticos que prejudicam os negócios das empresas estão vinculados, na maior parte das vezes, a normas e exigências federais, 20% aos Estados e 7%, às prefeituras. Para 77% das empresas ouvidas, por outro lado, o excesso de procedimentos burocráticos poderia ser diminuído com a unificação de tais processos entre as esferas federal, estadual e municipal.

No julgamento das empresas entrevistadas, há impactos sérios nos negócios provocados pela burocracia que requerem a contratação de advogados, contadores e despachantes para se desvencilharem de tais entraves. Segundo 57% dos entrevistados, impacta muito a necessidade de contratação de tais profissionais a fim de atender às exigências regulatórias requeridas e as atualizações.

No conceito de 46% das empresas abordadas, são elevados os efeitos provocados para o emprego desses segmentos de profissionais ou técnicos. Como alternativa para reduzir os processos burocráticos, 89% das empresas entrevistadas investem em tecnologia a fim de tornar ágil a execução de tais tarefas. Na opinião de 58% das empresas, são excessivos o controle e a fiscalização do governo sobre as companhias em relação às exigências burocráticas, enquanto 21% acham que as solicitações oficiais são insuficientes.

Por outro lado, para aqueles que acreditam que o controle do governo é exagerado, 77% creem que tais regras draconianas são usadas como instrumento de poder. De acordo com 35% das empresas entrevistadas em São Paulo, Campinas (SP), Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Ribeirão Preto (SP), Uberlândia (MG) e Goiânia, são dedicados pelo menos 26% do corpo de funcionários delas para lidar, diariamente, com rotinas burocráticas.

Funcionários

Das empresas ouvidas, 29% apontaram que dedicam pelo menos 11 funcionários em tais funções – do total de 29%, 10 pontos porcentuais empenham pelo menos 31 colaboradores nessas tarefas. De acordo com a Amcham, o estudo e as propostas serão direcionados aos candidatos a presidente para que sirvam como subsídios aos programas de governo e possam auxiliar a administração na tarefa de redução da burocracia, caso sejam eleitos.

Do Estadão

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