Empresa abastecerá entidades por conta de danos ao consumidor

Publicado por Administrador 11 novembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir
Quatro entidades filantrópicas da Comarca de Porto União receberão doação mensal de papel higiênico e guardanapos. Os produtos serão entregues durante dois anos pela empresa Abbaspel Indústria e Comércio de Papéis Ltda, conforme termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado perante o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
 
Segundo o Promotor de Justiça Rodrigo Kurth Quadro, da Promotoria de Justiça com atuação na Defesa do Consumidor da Comarca de Porto União, o TAC foi proposto à empresa como maneira de compensar os danos causados aos consumidores ao produzir papéis higiênicos e guardanapos fora das normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
 
Além de doar os produtos às entidades, a empresa se comprometeu à adequar a produção às normas técnicas, em especial respeitar o tamanho mínimo de largura e comprimento. Caso não cumpra o estabelecido no TAC, a empresa fica sujeita a multa de R$ 2 mil por infração cometida, que será revertida ao Fundo para o Fundo para a Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), além de ficar sujeita a ações judiciais cabíveis.
 
Entidades beneficiadas:
  • Abrigo de Menores de Porto União
  • Lar de Idosos de Irineópolis
  • Projeto Crer no Ser
  • Fundação Hermon

Fonte: MP/SC

Categorias : Notícias Tags : , , , ,
 

MPF aciona cervejarias e pede indenização de R$ 2,75 bilhões

Publicado por Administrador 28 outubro, 2008 (1) Comentário Imprimir

O Ministério Público Federal em São José dos Campos (SP) ajuizou ação civil pública contra as empresas de cervejaria Ambev, Schincariol e Femsa com pedido de indenização pelo aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp. A ação foi proposta na Justiça Federal de São José, mas o pedido de indenização abrange os danos causados em todo o Brasil.

A ação é baseada em mais de um ano de apurações realizadas pelo MPF por meio de inquérito civil público, ao qual foi juntado pesquisas e textos científicos nacionais e estrangeiros. É o caso, por exemplo, de pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com jovens de 12 a 13 anos de São Bernardo do Campo, que concluiu que a maioria dos adolescentes presta atenção nos comerciais, muitos se identificam com eles e acreditam ser verdade o que diz a publicidade.

O procurador da República Fernando Lacerda Dias, responsável pela ação, apurou que as três empresas, que respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional, investem maciçamente em publicidade (quase um bilhão de reais só em 2007), para aumentar a venda de seus produtos e, conseqüentemente, seus lucros.

“Essas ações agressivas de publicidade refletem diretamente no aumento do consumo de álcool pela sociedade e na precocidade do consumo. Os jovens começam a beber cada vez mais e mais cedo”, afirmou Dias.

Segundo a ação, os danos individuais e coletivos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas (aumento de mortes violentas e de homicídios, de problemas de saúde em geral, de dependência química, de acidentes de trânsito, de problemas profissionais, de violência urbana e doméstica, etc.) aumentam em razão do maciço investimento em publicidade. Daí surge a necessidade de indenização, avalia o MPF.

O pedido de indenização pelo crescimento dos danos causados pelo consumo de bebida alcoólica é estimado na ação em cerca de 2,8 bilhões de reais e foi calculado com base em danos mensuráveis (gastos federais no âmbito do SUS e despesas previdenciárias, em razão de doenças ou lesões diretamente relacionadas com o consumo de álcool) e incomensuráveis, no caso os danos individuais e sociais que não podem ser quantificados.

Além do valor de indenização proposto, o MPF também pede, para efeitos de cálculo da indenização, que sejam computados os danos que aconteçam enquanto a ação tramitar na Justiça, bem como, após o término do processo, sejam as empresas condenadas a investir em prevenção e tratamento dos malefícios decorrentes do consumo de álcool o mesmo valor que vierem a investir em publicidade, de qualquer gênero, de cerveja e chopp.

“A ação vem complementar os esforços do MPF em reduzir os efeitos maléficos produzidos pelo consumo de bebidas alcoólicas”, disse Dias. Em julho, o MPF em Curitiba ajuizou ação civil pública para restringir a veiculação das propagandas de cerveja e demais bebidas alcoólicas com teor acima de 0,5 grau nas emissoras de rádio e televisão.

Risco – O MPF considera que a publicidade é usada consciente e deliberadamente pelas empresas Ambev, Schincariol e Femsa como importante instrumento para alavancar o consumo de álcool, em especial, entre os jovens.

“O objetivo desta ação é demonstrar que o aumento dos danos à saúde pública e individual do consumidor, como decorrência da decisão em investir maciçamente em publicidade, é perfeitamente evitável e diretamente relacionada à conduta das empresas-rés, daí seguindo-se o dever de indenizar”, ressaltou o procurador na ação.

De acordo com reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em maio de 2007, a indústria de cervejas no Brasil fatura mais de 20 bilhões de reais por ano e gasta mais de 700 milhões de reais em publicidade.

Gastos do SUS – O Sistema Único de Saúde (SUS) gastou, entre 2002 e 2006, aproximadamente 37 milhões de reais com tratamento de dependentes de álcool e outras drogas em unidades extra-hospitalares, como os Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPSas). Além disso, outros R$ 4.317.251,59 foram gastos em procedimentos hospitalares de internações relacionadas ao uso de álcool e outras drogas no mesmo período.

Dados do Movimento Propaganda Sem Bebida, liderado pela Uniade de Pesquisa em álcool e drogas, da Unifesp e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostram que o consumo de álcool é responsável por mais de 10% de doenças e mortes no país, provoca 60% dos acidentes de trânsito, leva 65% dos estudantes de 1º e 2º grau à ingestão precoce, entre outros problemas.

Fonte: PGR/Ministério Público Federal

Categorias : Notícias Tags : , , , ,
 

“Rubéola pode causar danos irreversíveis” diz médico

Publicado por Administrador 11 setembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Em entrevista à Agência Saúde, do Ministério da Saúde, Paulo Nader, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), disse que o grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto, na chamada Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Ela pode trazer danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
O médico lembra que, mesmo quem já tomou a vacina, deve se vacinar novamente. “Esta nova dose irá garantir uma maior proteção”, resume. Outra observação importante é com relação ao público masculino: “É com a vacinação dos homens que se diminuirá também a chance de as mulheres que não forem vacinadas adquirirem a doença na gestação”, diz Nader.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Como o senhor analisa a importância desta Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 9 de agosto sob o ponto de vista das crianças?
PAULO NADER - A campanha de vacinação contra a rubéola é de extrema importância para as crianças brasileiras. Enquanto presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), eu tenho a certeza de que haverá uma redução drástica no número de crianças que nascerão com rubéola congênita, contribuindo para uma queda, principalmente nas seqüelas desta doença.
 
AGÊNCIA SAÚDE – O número de mortes por rubéola é relativamente pequeno. Entre 1990 e 2006, foram registrados 19 óbitos no país por causa da doença. Mas a rubéola deixa outras vítimas pelo caminho: a infecção durante a gravidez que causa a Síndrome de Rubéola Congênita (SRC), responsável por danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
NADER - Os dados de mortalidade registrados por rubéola congênita realmente são pequenos. Porém, muitos casos de abortamento podem estar ocorrendo por infecções de gestantes não protegidas. Nossa preocupação maior é com as conseqüências da rubéola congênita. Muitos dos casos de surdez irreversíveis são em conseqüência das infecções congênitas por rubéola. Os custos com essas crianças na área da educação e socialização são altíssimos. Em alguns casos, a surdez pode ocorrer anos após (na idade adulta). Já nos casos de cegueira por catarata congênita, há a necessidade de intervenção precoce especializada. As lesões de retina também ocorrem, levando a danos permanentes. Em muitos casos, a cegueira é irreversível. Nos casos de cardiopatia congênita, os danos só poderão ser corrigidos cirurgicamente, com risco alto de mortalidade. Além disso, várias crianças apresentam dano neurológico por encefalite, em 20% dos casos. Essas lesões levam a retardo mental e paralisia cerebral. Ao evitarmos a doença por meio da vacinação, reduziremos drasticamente os números de crianças seqüeladas, melhorando a qualidade de vida da população.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Quais são os perigos para a saúde de quem contrai o vírus da rubéola?
NADER - Nas crianças, a doença pode causar febre, aumento dos gânglios, dor articular e raramente encefalite. O grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto. É quando ocorre a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), com danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Por que mesmo quem já foi vacinado deve tomar a vacina novamente?
NADER - Esta nova dose irá garantir uma maior proteção.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Embora a campanha seja focada na população de 12 a 39 anos, quais podem ser as reações adversas (efeitos colaterais) para as crianças ao tomarem a vacina, já a que a mesma está incluída no calendário da vacinação?
NADER – Normalmente, não existem efeitos colaterais maiores nas crianças vacinadas contra rubéola. Algumas podem apresentar um pouco de febre. Outras manifestações são realmente muito raras.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Existe alguma relação entre o uso da vacina e a possibilidade de causar infertilidade?
NADER - Não existe nenhum registro na literatura médica mostrando que o uso da vacina da rubéola cause infertilidade. Essa informação não procede.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Por que é considerada importante a participação do público masculino na campanha? Como sensibilizar os homens a se vacinarem?
NADER - A vacinação dos homens irá aumentar ainda mais a chance de ser eliminada a rubéola no nosso país. Não só a congênita, mas também a adquirida em crianças e adultos. A vacinação dos homens também diminui a chance das mulheres que não forem vacinadas de adquirirem a doença na gestação.
 
AGÊNCIA SAÚDE – Mulheres grávidas podem tomar a vacina? Se ela tomar e só depois descobrir que está grávida, o que fazer?
NADER - A vacina da rubéola é contra-indicada na gestação por ser feita com vírus atenuado. No entanto, se ela for vacinada acidentalmente, o Sistema de Vigilância Epidemiológica orienta essas mães e promove um controle durante a gestação. Nestes casos, o Posto de Saúde sabe como encaminhar estas gestantes.

Fonte: Ministério da Saúde

Categorias : Notícias Tags : , ,
 
Rua Luiz Niemeyer, 184 - Centro • Joinville / Santa Catarina
CEP: 89201-060 • Cx Postal: 716
Fones: (47) 3027-1183 • E-mail: sindicato@sindmecanicos.org.br