Dengue: cinco estados concentram 71% dos casos

Publicado por Administrador 3 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Cinco estados brasileiros concentram alta incidência de casos de dengue nas seis primeiras semanas de 2010, revela balanço parcial do Ministério da Saúde. Rondônia, Mato Grosso do Sul, Acre, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 423,2 a 891,7 casos por 100 mil habitantes (veja tabela). O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300).

Em números absolutos, esses cinco estados registraram 77.117 notificações da doença, o equivalente a 71% dos 108.640 registros em todo o país entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro. Mais de um terço (34%) das notificações concentrou-se em cinco municípios: Campo Grande-MS (12.712 casos), Goiânia-GO (12.316), Aparecida de Goiânia-GO (3.280), Rio Branco-AC (5.056) e Porto Velho-RO (3.412). No mesmo intervalo de 2009, foram 51.873 casos no Brasil.

O balanço parcial mostra ainda uma diminuição nas mortes por dengue no país. Nas seis primeiras semanas de 2010, foram confirmadas 21 mortes, contra 31 no mesmo período de 2009. O número de óbitos pode sofrer alterações, uma vez que todas as mortes por suspeita de dengue são submetidas a investigação laboratorial.

MG, SP e DF - Minas Gerais registrou, nas primeiras seis semanas do ano, 15.626 casos de dengue. Porém, a incidência no estado (78 casos por 100 mil habitantes) é considerada baixa, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde. Em Minas, o aumento nas notificações concentrou-se em sete municípios: Belo Horizonte (2.000 casos), Montes Claros (1.840), Arcos (1.168), Uberaba (764), Carangola (756), Bom Despacho (681) e Pirapora (667).

São Paulo e Distrito Federal, por sua vez, também apresentaram aumento nas notificações. Mas a quantidade de casos é pequena, quando comparada à população de cada unidade federada. Em São Paulo, foram 2.930 casos no período (incidência de 7,1 casos por 100 mil habitantes). Destes, 70% ocorreram em quatro municípios: São José do Rio Preto(1.114 casos), Ribeirão Preto(455), Ituverava (293) e Araçatuba (231). No Distrito Federal, 1.167 casos foram confirmados (incidência de 44,8 casos por 100 mil habitantes), todos nas regiões de Vila Planalto, Itapoã e Paranoá.

ALERTA – O aumento de casos neste início de ano pode estar relacionado ao forte calor e aos altos volumes de chuvas em diversas regiões do país. Outro fator que vem contribuindo para o crescimento das notificações é a circulação do sorotipo viral DEN-1, o que motivou o Ministério da Saúde a alertar todas as unidades da federação, pois esse sorotipo, que circulou com maior intensidade na década de 90, voltou a predominar em alguns estados no final de 2009.

No Brasil, circulam os sorotipos DEN-1, DEN-2 e DEN-3. O sorotipo DEN-4 não tem registro de circulação no país até o momento. Embora os sintomas da doença sejam iguais para os três tipos de vírus, a circulação ocorre de forma heterogênea nos estados. Quando um indivíduo contrai a doença por um sorotipo, fica imunizado apenas contra ele. Posteriormente, pode ser novamente infectado por outro sorotipo. E, quando o paciente contrai a doença mais de uma vez, aumenta o risco de desenvolver formas graves de dengue.

“Há um contingente muito grande de pessoas que não estão imunizadas contra o sorotipo DEN-1, em especial crianças e adolescentes”, ressalta o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. “Ainda é cedo para avaliar, mas entre os fatores que podem influenciar o prognóstico estão o período de maior transmissão da doença no Nordeste, que começa em março, e também o sorotipo viral que circulará predominantemente na região.”

ACÕES DE COMBATE À DENGUE - Diante da situação, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, encaminhou um alerta aos governadores de todos os estados nordestinos e prefeitos das capitais. Ele recomenda a intensificação das ações para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti e a articulação com outros setores que podem ajudar no controle da doença, como limpeza urbana, saneamento e meio ambiente.

O ministro também voltou a reforçar a necessidade de aplicação dos planos de contingência locais de acordo com as Diretrizes Nacionais de Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, lançadas em julho de 2009 pelo Ministério da Saúde e Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais (CONASS) e Municipais (CONASEMS) de Saúde. Campanhas de comunicação e mobilização também precisam ser intensificadas pelos estados e municípios, para que a população realize as medidas de prevenção dentro dos domicílios.

Este apelo vem sendo feito pelo Ministério da Saúde desde 2009. Em novembro, os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revelaram que 102 municípios brasileiros estavam em estado de alerta por apresentarem larvas do mosquito da dengue em mais de 1% dos imóveis pesquisados. Outras dez cidades estavam com risco de surto, pois apresentaram focos do mosquito em pelo menos 4% dos imóveis pesquisados.

Entre as cinco cidades que concentraram mais de um terço dos casos de dengue entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro, quatro estavam em situação de alerta, segundo o LIRAa 2009: Rio Branco (3,9% dos imóveis com larvas); Porto Velho (2,6%), Goiânia (2,5%) e Aparecida de Goiânia (1,5%). Campo Grande informou ao Ministério da Saúde que apenas 0,5% dos imóveis pesquisados tinham focos do Aedes aegypti, o que configurava situação satisfatória, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A correlação entre os resultados do LIRAa e o aumento de notificações nestas cinco cidades confirma a importância do levantamento para ajudar a planejar e direcionar as ações de campo, como visitas domiciliares, aplicação de inseticidas e mobilização popular. “Os prefeitos têm um mapa confiável da infestação, o que pode evitar surtos e epidemias da doença se ele for bem utilizado”, ressalta Giovanini. O LIRAa, cuja realização não é obrigatória, é feito anualmente, desde 2004, pelas Secretarias Municipais de Saúde, antes do período de maior transmissão da dengue.

Logo após a divulgação dos resultados do LIRAa, o Ministério da Saúde intensificou o apoio aos estados que atualmente registram maior incidência de dengue. Naquele mês, eles já começavam a apresentar tendência de crescimento nas notificações. Visitas de assessoria técnica, envio de equipamentos da reserva estratégica nacional, além de remessas extras de medicamentos, inseticidas e larvicidas estão entre as ações do Ministério.

Do Ministério da Saúde

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Casos de dengue caem 28,6% no Brasil

Publicado por Administrador 6 abril, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O novo balanço parcial de casos de dengue, divulgado hoje (3/4) pelo Ministério da Saúde, aponta que nas dez primeiras semanas deste ano foram notificados 114.355 casos da doença, representando uma queda de 28,6% em relação ao mesmo período de 2008, quando 160.137 pessoas foram vítimas do mosquito Aedes aegypti. Esses dados referem-se às notificações informadas até o dia 7 de março.

Nas dez primeiras semanas, houve se redução no número de casos da doença em 19 estados e no Distrito Federal. Ocorreu aumento de notificações em sete estados: Bahia, Acre, Roraima, Amapá, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul (veja tabela). Nesses estados, há alta transmissão da doença nos municípios de Jequié (BA); Vila Velha, Serra, Nova Venécia e Vitória (ES); Belo Horizonte e Coronel Fabriciano (MG); Rio Branco (AC); Boa Vista (RR); e Macapá (AP).

Embora os dados preliminares sejam positivos, o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, Eduardo Hage, alerta que as informações devem ser avaliadas com cautela e que a mobilização deve ser intensificada nos estados e municípios com situação mais preocupante. “Há seis estados com aumento de casos, o que confirma a necessidade de intensificação das ações de controle. Mesmo nos estados e municípios onde verificamos redução, a mobilização deve ser mantida e reforçada, quando necessário”.

O boletim preliminar do Ministério da Saúde informa ainda que, até a 10ª semana de 2009, foram registrados 235 casos de Febre Hemorrágica de Dengue (FHD), com 16 óbitos. De acordo com o boletim parcial, cinco estados concentram 72% dos casos de FHD: Bahia (30%), Espírito Santo (15,8%), Mato Grosso (11,5%), Roraima (9%) e Minas Gerais (6%). Quanto aos casos de Dengue com Complicação (DCC), houve 368 notificações com sete mortes no período avaliado. Em 2008, no mesmo período, ocorreram 1.445 casos de FHD e 5.258 de DCC.

REGIÕES – Acompanhando a tendência nacional, todas as regiões também registraram queda de casos. Em ordem decrescente, os percentuais de redução foram de -45,68% no Sudeste, -35,48% no Sul, -25,09% no Norte, -12,78% no Centro-Oeste e de -4,75% no Nordeste.

O resultado positivo foi determinado pela diminuição do número de casos em 19 estados e no Distrito Federal. Os maiores percentuais de redução foram informados pelos estados do Rio Grande do Norte (92,40%), Rio de Janeiro (-90,83%), Paraíba (87,25%) e Amazonas (82,53%).

“Como ainda estamos no período de transmissão da doença em vários estados, especialmente das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e parte do Nordeste, como na Bahia, não há nenhum motivo para desmobilização. Pelo contrário, a dengue é uma doença que exige mobilização e ações de controle durante todo o ano todo”, reforça Eduardo Hage.

Com relação ao estado do Rio de Janeiro, mesmo com expressiva redução de notificações, o alerta contra a doença deve ser mantido porque há alta densidade populacional e condições climáticas muito favoráveis à multiplicação do mosquito transmissor da dengue, além do grande fluxo de turistas.

MOBILIZAÇÃO – A mobilização para evitar um agravamento do quadro de dengue em 2009 foi intensificada pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado — meses antes do início do período de maior transmissão da doença, que vai de janeiro a maio. É neste intervalo que ocorrem aproximadamente 70% das notificações.

Na ocasião, foi anunciado o aumento de recursos para estados e municípios, que elevou para R$ 1,08 bilhão a verba para o combate à doença, e a compra e distribuição aos Estados de 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados. Em parceria com o Ministério da Defesa, 2.300 militares foram colocados à disposição para o combate à dengue e atendimento a pacientes. Já a parceria com o Ministério da Educação permitiu levar informação a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, que está sendo veiculado para alunos do ensino básico.

O ministro José Gomes Temporão manteve intensa agenda com os gestores nos estados e municípios — especialmente para alertar contra uma eventual desmobilização e interrupção das ações de controle no período de transição de prefeitos e equipes após as eleições municipais. O Ministério da Saúde também lançou uma nova campanha de mídia sobre a prevenção da doença e anunciou os resultados do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) com o objetivo de lançar o alerta nacional de reforço de ações em áreas críticas, entre outras ações.

Fonte: Ministério da Saúde

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Prefeitos são chamados a reduzir dengue e mortalidade infantil

Publicado por Administrador 9 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

No “Encontro Nacional com os Novos Prefeitos e Prefeitas”, que acontece em Brasília, nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2009, os novos gestores municipais serão convocados pelo Ministério da Saúde a reduzir a mortalidade infantil e se mobilizar contra a dengue. Além disso, serão estimulados a conhecer e aderir aos programas de saúde que têm promovido uma mudança no atendimento à população. Com foco em prevenção, promoção de saúde e reorganização da rede, a Estratégia Saúde da Família, o Brasil Sorridente, o Farmácia Popular,  o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) estão promovendo uma revolução na saúde pública brasileira, menos centrada nos hospitais.

Durante o encontro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçará ainda a necessidade da mobilização nacional contra a dengue. Fortalecer estratégias que envolvam a população, como mutirões de limpeza, ações entre vizinhos, fiscalização dos cidadãos e aviso das autoridades de locais de infestação do mosquito transmissor são fundamentais para vencer a doença que teve um crescimento 42%, de janeiro a agosto de 2008.
 
Outra proposta que será apresentada aos prefeitos será o pacto da redução da mortalidade infantil. De 1990 a 2007, esses índices apresentaram queda contínua, passando de 47,1 para 19,3 mortes por mil nascidos vivos, com uma redução média de 59,7%. Para manter a tendência de queda, uma das metas em estados e municípios é a ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF).  Estudos indicam que a cada 10% de aumento na cobertura populacional pelas equipes do programa há uma redução de 4,6% na mortalidade infantil. 
 
Em 2008, o programa ganhou um desdobramento: o Saúde na Escola, que garante o acompanhamento da saúde dos alunos de escolas públicas pelos profissionais do ESF. Para atingir a meta de atender 36 milhões de estudantes até 2011, o Governo Federal também conta com o envolvimento das prefeituras e dos governos estaduais.
 
Já para o SAMU, o Ministério da Saúde levará a proposta de ampliar o serviço em todo o país. Atualmente ele está disponível para 101 milhões de brasileiros. Dentro da Política Nacional de Urgências e Emergências, o SAMU ganhou neste ano uma aliada: as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A novidade é uma forma de desafogar os pronto-socorros de todo o país. Em dezembro, o Ministério da Saúde divulgou o investimento inicial de R$ 193 milhões para a construção de 126 UPAs em vários estados.
 
Todas essas medidas fazem parte do Programa “Mais Saúde”. Com apenas um ano de execução, ele já apresenta resultados expressivos, como o aumento de 44,8% no número de cidades atendidas pelo SAMU, que passaram de 817 para 1.183. Já o número de farmácias populares cresceu 96,85%, passando de 254 para 500 unidades. O programa Saúde Bucal também apresentou avanços. Mais 10,9 milhões de pessoas passaram a contar com a cobertura das equipes do programa no Brasil. No mesmo período, houve um crescimento de 66,49% no número de laboratórios de próteses dentárias.
 
Acompanhado de perto pelo Governo, o “Mais Saúde” promove uma grande transformação na atenção à saúde, levando consciência sanitária para pacientes, profissionais de saúde e demais agentes sociais.

Fonte: Ministério da Saúde

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Temporão: “Só mobilização pode virar o jogo contra dengue”

Publicado por Administrador 21 outubro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão afirmou, nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), que “virar o jogo” contra a dengue depende da união de forças dos governos federal, estadual e municipal e da mobilização da sociedade. “Não há uma solução mágica. Nós temos que enfrentar a realidade”, disse durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue, no Rio de Janeiro.

“A mobilização coletiva é um fator determinante na virada do jogo contra a dengue”, afirmou Temporão. Para ele, a população está bem informada sobre a doença e as principais ações de combate ao mosquito transmissor. No entanto, esse conhecimento tem que ser revertido em ações, com ampla mobilização.

O ministro destacou medidas para cada cidadão como a verificação diária nos possíveis pontos de infestação dentro das casas, conversa com os vizinhos, reunião lideranças comunitárias do bairro, mutirões de limpeza e detecção de áreas potenciais de foco, com o acionamento do poder público, quando necessário.

Segundo Temporão, o momento atual, de troca dos prefeitos merece atenção. A descontinuidade dos trabalhos de prevenção à dengue, como demissão de funcionários ou fim das ações de formação profissional, podem comprometer o esforço nacional, principalmente nas áreas de risco.

“Nós não podemos correr nenhum risco por conta da mudança do gestor. Por isso, estou convocando todas as equipes de transição para incluírem o tema dengue, dentro do conjunto de prioridades das ações de saúde”, ressaltou.

Na edição deste ano, o tema das peças publicitárias é “Brasil unido contra a dengue”. A campanha será dividida em três momentos de alerta. O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo, para a mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença. E o terceiro trata dos sintomas e o que a população deve fazer quando surgirem.
Conheça o hotsite da campanha e confira mais detalhes.

Foram investidos R$ 40,3 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões para produção e R$ 36,1 milhões para a veiculação da campanha que começa hoje e segue até dezembro. 

“Todo esse trabalho, todo esse esforço é para que nós não tenhamos uma repetição do que aconteceu no RJ neste ano. A meta é a redução do número de casos e óbitos. E vamos trabalhar duramente para isso”, afirmou.
 
INVESTIMENTOS - No mês de outubro, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios.  Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investira neste ano R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade.
Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes. 
 
AÇÕES - O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma série de ações para o combate à epidemia neste ano. Confira alguns destaques:

• Distribuição para Estados de 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados.

• Acordo com as Forças Armadas para atuar como agentes de combate ao mosquito e também para atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes nas áreas de risco.

• Ações com Ministério da Educação para levar informação e mobilização a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, para alunos da educação básica.

• Portaria interministerial envolve outros 9 órgãos do governo federal, no desenvolvimento de ações contra a dengue em suas áreas de atuação. São eles: os ministérios das Cidades, da Defesa, da Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente e Turismo, Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social.

• Parcerias com mais de 24 empresas e organizações civis para medidas de prevenção, educação e combate à dengue.

• A partir de novembro, mais de 300 professores de Medicina e Enfermagem serão capacitados pelo Ministério da Saúde e agirão como multiplicadores, estendendo os conhecimentos para 31,6 mil pessoas que atuam diretamente em saúde.

• No próximo dia 27, começa o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), que fará apuração em 169 municípios prioritários de infestação do mosquito transmissor, permitindo atuar in loco em medidas preventivas.

• O Ministério da Saúde tem atuado em parceria com os estados na finalização de 13 planos de ação para enfrentamento da dengue, em regiões estratégicas.

• Municípios parceiros do Ministério da Saúde estão testando três novas estratégias de prevenção e controle da dengue, com testes de sorotipos mais rápidos, captura de mosquitos por armadilha e uso da internet no alerta da população sobre focos do mosquito.

• Sensibilização, até o momento, de 42.806 líderes comunitários por telefone e porta em porta.

• Envio de material informativo a 4.121 emissoras comunitárias, carros de som, rádio-poste.

• Portaria publicada neste mês que recomenda às secretarias estaduais e municipais que orientar, fiscalizar e punir estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.

Fonte: Ministério da Saúde

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Dengue: Ministério libera R$ 1,08 bi para combate à doença

Publicado por Administrador 14 outubro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil está unido para combater a dengue. Neste ano, o trabalho ganha o reforço de mais R$ 128 milhões, o apoio das Forças Armadas e de mais profissionais de saúde capacitados. Os estados recebem equipamentos e veículos adicionais, para melhorar a estrutura de prevenção e combate à doença. A partir do dia 20 deste mês, começa uma ampla campanha que convocará toda a população para essa missão, que é de toda a coletividade. Além disso, por meio de portaria, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomenda às secretarias estaduais e municipais que orientem, fiscalizem e punam estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.

As medidas, anunciadas nesta segunda-feira (13), em Brasília (DF), pelo ministro da Saúde confirmam a prioridade que o governo federal, os estados, os municípios e a sociedade civil conferem ao combate à dengue. “É um desafio que transcende a capacidade dos governos. Temos que envolver a população, as associações de moradores, os clubes de futebol e os empresários com ações de mobilização freqüentes”, explicou Temporão. “Nossas pesquisas mostram que a população brasileira tem informação sobre a doença e sabe o que é necessário fazer para combater os criadouros. O que precisamos é transformar essa informação em ação”, completou.

O ministro da Saúde enfatizou, ainda, a importância da continuidade das ações de prevenção à dengue pelas prefeituras, num ano de eleições. “Cerca de 60% dos prefeitos estão no final da gestão num momento precioso. As equipes de transição devem incluir na agenda a questão da dengue” recomendou. Para auxiliar na manutenção do trabalho, Temporão anunciou que a partir de janeiro, inicia um curso para os novos secretários de saúde.

Mais recursos – A estratégia prevê um aumento imediato de R$ 128 milhões no Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS), que deverá ser empregado exclusivamente em ações para prevenir e combater a doença. Com esses recursos, o governo federal garante um orçamento de R$ 740,2 milhões, em 2008, destinados para o combate à dengue. O uso do dinheiro permitirá, entre outros pontos, o enfrentamento do mosquito nos próximos meses, incluindo 2009. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade. É 30% maior que o valor repassado em 2007.

Ao todo, em 2008, são destinados mais de R$ 1,08 bilhão, que incluem, além dos R$ 740,2 milhões, o investimento de R$ 40,3 milhões em campanha publicitária, a ser veiculada em todo o país a partir da próxima semana, e R$ 13,3 milhões na compra de equipamentos e veículos para reforçar a estrutura já existente nos estados. O investimento permitiu a compra de 340 veículos (carros e motocicletas) e 300 máquinas que serão usadas por equipes de vigilância em campo.

A conta do Ministério da Saúde também inclui mais R$ 269,9 milhões gastos com a folha de pagamento de agentes de saúde lotados nos municípios que trabalham com vigilância, R$ 20 milhões com inseticidas e R$ 1,2 milhão com capacitação de recursos humanos.

Os recursos adicionais de R$ 128 milhões são destinados a municípios considerados prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença. São áreas de fronteira, turísticas, integrantes de regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes. Todas as capitais foram contempladas. O objetivo do Ministério da Saúde, acordado com estados e municípios, é potencializar a capacidade de 633 secretarias de saúde em dar respostas rápidas frente às situações de urgência. Poderão, por exemplo, contratar pessoal, definir e ampliar os modelos de atendimento, implementar ações de combate ao mosquito, entre outras.

Forças Armadas – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também fechou uma parceria com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantindo a presença das Forças Armadas onde for necessário para atuar como agentes de combate ao mosquito e como força em educação e mobilização em saúde. “Vamos treinar as tropas independente de haver necessidade de ação. Teremos uma reserva técnica mobilizável a qualquer tempo”, revelou o ministro.

Capacitação – O governo federal também investe na melhora da assistência ao paciente com a capacitação de profissionais da saúde. A meta é alcançar médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, estudantes e agentes de saúde. A partir de novembro, mais de 300 professores de Medicina e Enfermagem capacitados pelo Ministério da Saúde agirão como multiplicadores, estendendo os conhecimentos para 31,6 mil pessoas que atuam diretamente em saúde.

Mais ações:

LIRAa – O Ministério da Saúde inicia dia 27 de outubro a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa) em 169 municípios de todos os estados. O LIRAa identifica rapidamente as localidades com maiores índices de infestação pelo vetor e as áreas preferenciais, permitindo a adoção de medidas estratégicas de prevenção e combate. Os resultados do levantamento serão divulgados para todo o país no dia 19 de novembro.

Plano de ações preparatórias – Em todo o país, 13 aglomerados urbanos de 12 estados têm maior potencial de circulação do vírus tipo 2 da dengue. Ao longo de 2008, o Ministério da Saúde encaminhou aos estados um roteiro com medidas essenciais que devem ser implementadas e observadas neste ano. O objetivo dos planos é organizar as ações a serem desenvolvidas para controlar epidemias de dengue, reduzindo a incidência de casos e a letalidade.

Médicos – O Ministério da Saúde, em parceira com a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, prepara curso de atualização em dengue, via internet. O profissional que quiser fazer a avaliação receberá certificado que conta pontos na carreira.

Informação e educação – O Ministério da Saúde está promovendo, ainda, uma série de ações em parceria com o Ministério da Educação. As iniciativas envolvem veiculação em publicações como Nova Escola, Carta na Escola e Escola Pública; filmetes educativos para crianças e jovens; e divulgação de informações junto ao Portal do Professor.

O “Vila Saúde”, resultado dessa parceria, consiste em filmes educativos que serão exibidos nas escolas e TVs públicas. Os filmes são como mininovelas de um só capítulo com histórias envolventes, sintonizadas com o público e recheadas de diálogos divertidos.

Fonte: Ministério da Saúde

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