Crise Busscar: reunião produtiva com trabalhadores produz nova proposta

Publicado por Administrador 5 março, 2012 (57) Comentários Imprimir

A primeira reunião com os trabalhadores da Busscar, ainda ligados ou não à empresa, promovida pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região na manhã desta segunda-feira no auditório da entidade no centro de Joinville (SC) foi muito produtiva para a futura votação na Assembleia Geral dos Credores prevista na Lei de Recuperação Judicial.

Entre 200 e 250 trabalhadores compareceram e participaram ativamente com perguntas, denuncias e propostas para que o Sindicato os represente. Uma nova proposta foi construída, e também foi definida a data e local da grande assembleia geral dos trabalhadores que o Sindicato vai realizar para definição final do posicionamento dos trabalhadores.

Além de João Bruggmann e Evangelista dos Santos, atual e futuro presidente da entidade, participaram da mesa dos trabalhos as advogadas Luiza de Bastiani e Morghana Frohner, do departamento jurídico da entidade, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Plástico, Químicos e Artefatos de Borracha de Rio Negrinho e Região (Sintipar), Egbert José Klein, que decidiu trabalhar em conjunto com o Sindicato dos Mecanicos na decisão a ser tomada na assembleia geral dos credores prevista para maio.

A proposta que nasceu na reunião desta segunda-feira, e que deve ser ampliada nas próximas reuniões do Sindicato na próxima quarta-feira (7/3) as 15 horas e dia 17 de março (sábado) as 9 horas, sempre na sede central da entidade, é a seguinte: a Busscar deve pagar 50% dos créditos trabalhistas a vista, logo após a possível assembleia geral dos credores, e o saldo poderá ser parcelado em até 12 meses, conforme prevê a Lei de Recuperação Judicial; todo o patrimônio da empresa e acionistas continuará bloqueado e indisponível até que todo o débito com os trabalhadores seja quitado integralmente; criação de um conselho de administração com a participação dos trabalhadores e do Sindicato, com assento e voto para contribuir na nova gestão que for implementada, fiscalizando passo a passo.

Para o presidente João Bruggmann, essa é mais uma resposta à empresa, seus representantes, e alguns simpatizantes, que insistem em tentar jogar os trabalhadores e a opinião pública contra a entidade, acusando-a injustamente de não ter propostas. “O Sindicato e seus trabalhadores que estão sendo lesados há quase dois anos pela Busscar oferecem mais uma alternativa para a mudança do atual Plano, que não foi bem visto por nenhuma das classes de credores, e do jeito que está não será aprovado. Mais uma vez estamos na vanguarda, e apresentando novas alternativas para que se salve a empresa. Nas próximas reuniões vamos ampliar essa proposta com os trabalhadores, até aprovar tudo na grande assembleia geral que já marcamos por consenso para o dia 15 de abril, um domingo, as 9 horas no Centro Esportivo do Sindicato, para que todos possam participar e votar pelo seu futuro”, afirma Bruggmann.

Caso o administrador judicial resolva mudar a data da assembleia geral de credores, o Sindicato já decidiu: vai fazer a grande assembleia geral dos trabalhadores de forma permanente no mesmo local da assembleia de credores. A próxima reunião do Sindicato com os trabalhadores será na próxima quarta-feira, 7 de março, as 15 horas na sede central do Sindicato.

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Crise Busscar: Sindicato contesta matéria e desafia empresa a votar o Plano

Publicado por Administrador 23 fevereiro, 2012 (117) Comentários Imprimir

“É bonito de se ver”. É assim que começa a matéria publicada no jornal Notícias do Dia  na página 16 do dia 21 de fevereiro. O Sindicato dos Mecânicos sugere que a matéria deveria começar assim: “É bonito de se ver. A Busscar começa a pagar os salários atrasados de todos os seus trabalhadores, muitos sem receber um tostão há dois anos. Mudou a sua diretoria, e também a gestão, e tem novos investidores com potencial para dar suporte a retomada da produção. A gestão passou a ser transparente, as contas a  serem pagas em dia, com fornecedores entregando a matéria prima com felicidade por receber os atrasados, e as entregas atuais em dia. Recuperada e saneada desde o seu comando, a Busscar agora sim vive uma nova fase porque passou a trabalhar de acordo com as leis trabalhistas, dando dignidade aos seus trabalhadores, e a se utilizar as mais modernas regras de gestão, tecnologia e planejamento”.

Mas, segundo o presidente João Bruggmann, infelizmente não é assim que a matéria foi escrita, até porque esse quadro de otimismo não existe. “A matéria não condiz com a realidade da empresa. É apenas um artifício para tentar sensibilizar trabalhadores e alguns dos credores que ainda podem ser levados a votar a seu favor na futura Assembleia de Credores que está sendo preparada pela Justiça com o administrador judicial. Como é que pode uma empresa que está com a faca no peito, com um plano de recuperação que não recebeu apoio de ninguém até o momento, dizer que está em franca recuperação?”, contesta Bruggmann.

Mais 80 trabalhadores enganados
Enquanto tenta vender a ideia que está a mil por hora, e que vai contratar pessoas, milhares estão esperando receber seus salários, e até cerca de 80 trabalhadores que tinham sido “emprestados” para a Tecnofibras (TSA), foram mandados para casa porque logo seriam chamados a trabalhar novamente na Busscar. “São oitenta trabalhadores que foram enganados também, estão sem receber nada, nem as diárias, porque acreditaram que voltariam. Estão com dificuldades em pagar aluguéis, comprar alimentos. Talvez não foram chamados porque iriam tirar lugar dos poucos “seguidores” dessa gestão falimentar que afunda a empresa. Mas merecem dignidade, tem direitos garantidos por lei. E eles divulgam que estão contratando? Quem querem enganar com tantas bravatas?”, afirma o presidente João Bruggmann.

Desafio para votar o Plano enrolão já!
O presidente do Sindicato dos Mecânicos vai mais além. Desafia a empresa a votar já o Plano de Recuperação Judicial apresentado, já que a situação econômico-financeira já está a mil por hora. “Desafiamos a Busscar a por em votação já o plano. Afinal, está tudo certo! Os trabalhadores aceitariam receber já seus créditos, conforme a lei da Recuperação, sem problema nenhum. Os mais de mil trabalhadores estariam voltando todos para receber seus salários em dia, e mais, já no valor que é pago hoje como diárias porque isso já e direito adquirido. Enfim, se está tudo perfeito, vamos à votação, e não ficar tentando adiar a data de realização da assembleia de credores por não ter apoio”, dispara Bruggmann.

O Sindicato dos Mecânicos já impugnou o Plano de Recuperação apresentado – uma farsa sem qualquer base econômico-financeira, apenas um monte de intenções frágeis – e prepara as grandes reuniões com os trabalhadores da Busscar, onde serão discutidas as atuais condições, o plano, e a posição que será tomada na assembleia geral de credores. Antes disso, após essas grandes reuniões convocadas pelo Sindicato, a entidade vai realizar uma assembleia geral dos trabalhadores para a tomada de decisão.

“O Sindicato não será conivente com essa farsa em andamento. Queremos a recuperação da Busscar, mas com novos investidores e dinheiro novo, novos gestores e acionistas, que resgatem a credibilidade na empresa. Com um plano factível, verdadeiro, e que contemple os direitos dos trabalhadores. Somos contra a venda dos ativos que estão bloqueados para garantia dos direitos dos trabalhadores. Denunciamos a venda indevida de um dos bens, por ser completamente fora da lei da recuperação judicial. E vamos contestar tudo até o fim porque para nós os direitos dos trabalhadores estão em primeiro lugar”, destaca o presidente Bruggmann.

Reuniões com trabalhadores em março
As reuniões com os trabalhadores da Busscar estão marcadas para a sede central do Sindicato para os seguintes dias e horários: dia 5 de março (segunda-feira) às 9 horas; dia 7 de março (quarta-feira) às 15 horas e dia 17 de março (sábado) às 9 horas. “Após essas grandes reuniões vamos marcar a assembleia geral, por isso é importante que todos compareçam para ter pé da real situação. Nossa orientação é para que continuem a se manter informados pelo Sindicato, e em nosso site ( www.sindmecanicos.org.br)  que está divulgando direto sobre a situação e novos passos a serem tomados.

O Sindicato está atento às manobras da Busscar para, inclusive, tentar adiar a votação do Plano que ela mesmo apresentou. “Acompanhamos todos os movimentos deles, porque falta credibilidade lá dentro, e com todos os envolvidos, e também com a sociedade joinvilense. Eles querem se manter debaixo deste guarda-chuva da Recuperação Judicial o maior tempo possível”, finaliza Bruggmann.

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Banco de Devedores: para inclusão, dados devem estar corretos

Publicado por Administrador 13 fevereiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A Corregedoria do Tribunal solicitou à OAB de Santa Catarina que divulgue para os advogados a importância do fornecimento correto de dados – indicação do nome e do CPF/CNPJ da parte – quando da proposição de ações trabalhistas. Entre os motivos está a recente instituição da CNDT (Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas), documento obrigatório para empresas interessadas em participar de licitações públicas, que visa mais efetividade nas execuções das dívidas trabalhistas.

A solicitação se justifica porque, para inserção do nome do devedor no BNDT (Banco Nacional de Devedores Trabalhistas), que serve de base para emissão da CNDT, é preciso que a razão social seja igual à do banco de dados da Receita Federal. Caso contrário, o lançamento deixa de ser realizado, já que não pode haver dúvida quanto à informação.

No caso das execuções, o correto fornecimento dos dados também é importante para a continuidade da cobrança das dívidas. Para se ter uma ideia, quando é feita a descaracterização da personalidade jurídica nos casos em que a empresa não está mais em funcionamento, a citação é feita em nome dos sócios, mas se houve alguma alteração e a Justiça não foi informada, a execução fica comprometida, podendo, inclusive, ficar parada. Assim, sempre que a razão social ou o nome das partes sofrer modificações, o Judiciário deve ser comunicado.

TST
Nesse mesmo sentido, o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Oreste Dalazen, editou o Ato nº 3/12, que trata da obrigatoriedade na autuação das ações originárias de competência do TST, do número de inscrição das partes no cadastro de pessoas físicas ou jurídicas mantido pela Receita Federal. A regra passa a valer a partir de 1º de março.

As ações, que não tiverem o número de inscrição das partes no cadastro de pessoas físicas ou jurídicas, não serão aceitas pelo protocolo do TST. No caso, para as ações enviadas pelo Sistema e-Doc, a Secretaria-Geral Judiciária intimará o autor para, no prazo de 10 dias, informar o CPF/CNPJ, ou justificar a impossibilidade de fornecer o dado, sob pena de arquivamento da petição.

Do TRT da 12a. Região

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Portugal vive maior protesto dos últimos 30 anos

Publicado por Administrador 13 fevereiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Segundo a CGTP, a manifestação nacional contou com 300 mil pessoas e encheu a baixa de Lisboa durante a tarde de sábado. A central sindical vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação.

No seu primeiro discurso após tomar posse como secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos apontou baterias ao governo da troika. “De austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista, o país definha economicamente e a pobreza alastra”, declarou, acrescentando que “os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. O país precisa que lhe tirem a corda da garganta”.

Para que isso aconteça, Arménio Carlos defendeu a “renegociação da dívida em prazos, montantes e juros mas também a alteração de políticas que tenham como prioridade o crescimento económico, o emprego e a salvaguarda do interesse nacional”. O líder da CGTP aproveitou para responder a Paulo Portas, que considera que a renegociação é passar uma mensagem de caloteiro para o exterior. “Caloteiro não é aquele que exige a renegociação da dívida para criar riqueza e emprego e criar condições para pagar aquilo que se deve. Caloteiro é aquele que se submete, que aceita o que lhe é imposto, sabendo de antemão que jamais em tempo algum com estas condições irá pagar aquilo que deve”, declarou o sindicalista.

Para Francisco Louçã, esta manifestação foi “um sinal de dignidade, porque o país já percebeu uma coisa: é que o governo sussurra no ouvido dos ministros alemães que ditam a sorte de Portugal, mas não ouve as razões da maioria do povo português”. “O governo e a troika dizem-nos o seguinte: mais facilidade de demissões, dias de trabalho gratuito, perdem o subsídio de natal e de férias e no fim há mais dívida e talvez um novo empréstimo para mais dívida ainda”, acrescentou o dirigente bloquista presente no “Terreiro do Povo”.

Sobre a visita da troika prevista para a próxima semana, Arménio Carlos lembrou que o acordo “é bom para eles”, referindo-se aos milhares de milhões que o país é chamado a pagar só em juros e comissões, ao dinheiro posto à disposição da banca e aos favores feitos ao patronato, aos acionistas das empresas privatizadas e aos detentores das cadeias de distribuição. Para o líder da CGTP, “o povo português está a encher o Terreiro do Paço e a dizer ao Governo e às entidades patronais que aqui não há rendição”.

No início do discurso, Arménio Carlos referiu-se às lutas dos trabalhadores gregos, “um povo que já marcou a história pela sua heroicidade, que não abdica de lutar por aquilo que tem direito” e aos trabalhadores espanhóis, que “anunciaram uma jornada de luta para contestar as medidas que o Governo anunciou para, tal como aqui, embaratecer os despedimentos”.

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Busscar: 22 meses sem pagar salários e virando as costas para a sociedade

Publicado por Administrador 7 fevereiro, 2012 (126) Comentários Imprimir

Pois é. Agora já são 22 meses que a Busscar deixa de pagar salários aos seus trabalhadores, mais dois décimos terceiros e meio (2011/2010 e parte de 2009), sem contar férias, INSS, FGTS, rescisões contratuais, acordos na Justiça do Trabalho, e tampouco os impostos federais, estaduais e municipais. E é assim que aquela que já foi uma das maiores encarroçadoras de ônibus pensa em sair da crise com um Plano de Recuperação Judicial mirabolante, sem qualquer critério econômico e financeiro que se sustente.

Enquanto isso os diretores ainda tentam confundir os trabalhadores que tem, ou já tiveram algum vínculo com a Busscar, de que é possível sair do lodaçal em que se meteram. Mostram números que jamais existirão, por pura falta de espaço, e falta de dinheiro novo, investidores e administração nova, comprometida com o sucesso. Agora chega a notícia da possível vinda da Marcopolo e Caio Induscar, em uma união estratégica de negócios, para produzir em Joinville (SC). Se vier a acontecer, é a pá de cal no orgulho e empáfia que levaram a Busscar à bancarrota.

Para o presidente João Bruggmann, os trabalhadores devem olhar para a frente, acreditar no Sindicato e se preparar para as reuniões que a entidade está organizando, e votar firmemente pelo não diante desse plano sem pé nem cabeça que só vem adiar o fim de uma bela história que foi construída com o suor dos trabalhadores.

“Se se confirmar a vinda dessas duas grandes encarroçadoras, penso que é o fim. Quem sabe uma fusão das duas com a Busscar poderia ser uma solução. Mas diante de tanta teimosia e orgulho, acredito que não há interesse nem de um lado nem de outro. Entendemos que a vinda das duas encarroçadoras vai ser positivo para a cidade, e para os trabalhadores, caso aconteça”, comentou Bruggmann.

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Busscar: Sindicato pede impugnação do Plano de Recuperação Judicial

Publicado por Administrador 27 janeiro, 2012 (107) Comentários Imprimir

Atento aos procedimentos da Busscar e seus representantes legais com a apresentação do Plano de Recuperação Judicial, e atitudes que aumentaram o descrédito sobre a atual administração familiar da empresa mesmo nesse momento agudo que beira à falência, o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu pedir a impugnação do Plano apresentado pela empresa à Justiça Comum, com base em análise criteriosa dos números apresentados, e com base na Lei vigente.

A intenção é como sempre, proteger os direitos dos trabalhadores, e por consequência também de outros credores, haja vista o fraco e inconsistente Plano apresentado à Justiça e que tem sido tentado enfiar goela abaixo dos trabalhadores e credores em geral. São 20 objeções divididas em duas impugnações que em resumo, apresentam o seguinte:

a) Não há menção de saída da família Nielsen da administração da sociedade;

b) Plano de alcançar boas margens (24,7% em 2014) deve estar atrelado à pratica de preços do mercado. Ocorre que o plano desconsidera o fato de que o produto está desatualizado e que o market share perdido já foi ocupado por concorrentes;

c) Plano baseado em operação com a Guatemala, o qual não tem perspectiva imediata de retomada dos embarques, a curto prazo. No plano esta operação representa mais de 70% da produção de 2012;

d) Credores são novamente convidados a bancar a operação com descontos, carências e taxas de juros subsidiadas, que reduzem seu crédito para até 15% do valor de face (aplicando-se o ajuste a valor presente);

e) O plano concede tratamento diferenciado para credores de mesma classe;

f) O plano de pagamento aos credores trabalhistas em prazo superior a 1 ano, em violação ao art. 54 da Lei de Falências;

g) Não há plano para pagamento da dívida tributária, na monta de aproximadamente R$ 477 milhões, sendo que os programas de parcelamento do Governo se estendem a no máximo 60 meses, gerando um comprometimento de receita mensal superior a R$ 5 milhões;

h) A administração da sociedade ainda acredita na obtenção do crédito prêmio de IPI em relação às exportações após 1990, ainda que em descompasso com inúmeras decisões judiciais, inclusive do STF;

i) Com a aprovação do plano, a Administração ficará autorizada a vender ativos (imóveis, Tecnofibras, etc) que hoje são a garantia dos credores;

j) Mantendo o mesmo estilo de gestão do passado, a empresa não alcançará as margens planejadas, e consumirá o capital de giro eventualmente aportado ou obtido com as alienações;

k) A situação ficará pior que está atualmente, pois não mais se terá os ativos para garantia do pagamento dos débitos;

l) Na realidade, serão os mesmos atores, no mesmo cenário, realizando as mesmas ações, bancados pelos credores, que ao final, além de não receberem seus créditos, estarão sem bens passíveis de garantí-los;

Agora é aguardar o posicionamento do juiz Maurício Póvoas e do administrador judicial Rainoldo Uessler nos próximos dias. O Sindicato dos Mecânicos reafirma seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras que foram e ainda estão sendo lesados pela Busscar, e que vai lutar até que tudo se normalize, os direitos e salários sejam devidamente quitados, e se possível, a empresa volte a produzir e gerar empregos nas mãos de novos investidores e administradores, com um plano realmente viável e verdadeiro.

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Empresa chinesa se desculpa por comparar trabalhadores a animais

Publicado por Administrador 23 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A Foxconn, gigante da indústria de componentes eletrônicos, pediu desculpas pelas recentes declarações de seu presidente, Terry Gou, que comparou os trabalhadores da empresa a animais.

A declaração do presidente teria acontecido na última sexta-feira (20) durante um encontro entre os executivos da empresa, de acordo com o Want China Times, site de notícias de Taiwan.

“A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça”, afirmou Gou durante o evento. Ainda de acordo com o portal de notícias, o presidente teria dito que queria aprender com o responsável pelo Zoológico de Taipei como “animais deveriam ser tratados”. As declarações de Gou geraram uma enxurrada de críticas por meio de redes sociais, principalmente.

A empresa emitiu um comunicado no qual pediu desculpas a “quem se sente ofendido”. No entanto, a Foxconn alegou que as declarações do presidente foram retiradas de contexto pela imprensa. Terry Gou foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pelos leitores da revista norte-americana Time. O executivo planeja deslocar parte de suas operações para o Brasil, mas não especificou uma data para a nova empreitada.

Suicídio
As polêmicas que envolvem a Foxconn não se limitam apenas às declarações. No último dia 3 de novembro, cerca de 300 chineses que trabalham na empresa ameaçaram cometer suicídio coletivo caso não tivessem os salários elevados.De acordo com o jornal britânico The Sun, a empresa teria sugerido que os profissionais insatisfeitos pedissem demissão para receber o salário do mês. O acordo, entretanto, não foi cumprido e revoltou os funcionários.

A ameaça dos trabalhadores só não foi cumprida porque o prefeito da cidade de Wuhan convenceu os funcionários a não se matarem. A companhia prometeu rever as condições de seus trabalhadores, mas segundo a Sacom (Estudantes e Acadêmicos contra o mal-comportamento corporativo, na sigla em português), não cumpriu a promessa. A Foxconn fornece componentes eletrônicos para empresas como Dell, Hewlett-Packard, Microsoft, Nintendo, Sony e Motorola.

Do Opera Mundi

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Caso Busscar – Sindicato esclarece pontos em nota oficial a sociedade

Publicado por Administrador 23 janeiro, 2012 (86) Comentários Imprimir

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região, diante dos recentes fatos divulgados em relação à pretensa recuperação judicial da empresa Busscar, à liberação antecipada de um terreno – antes da assembleia geral de credores que dirá se aceita ou não o referido plano – e algumas ilações da equipe de advogados que agora representa a empresa, informa que se reuniu na manhã desta segunda-feira (20) e decidiu esclarecer sobre alguns temas e ações que vai tomar, como segue:

1 – A reunião com os advogados que representam a empresa na última sexta-feira (20) se revelou infrutífera diante da falta de diálogo e novidades em relação ao que os trabalhadores pretendem, ou seja, mudanças reais no comando, na gestão, no modo de administrar, e de novos investidores, coisas que o Sindicato já cobrava há anos. Diante da negativa de negociação, a diretoria do Sindicato se retirou da mesa por não haver mais o que conversar diante do descaso reinante, mais uma vez.

2 – Diante da proposta constante do Plano de Recuperação Judicial de até 37% dos valores que os trabalhadores tem a receber da Busscar, proposta absurda diante do atraso de 21 meses de salário, mais décimos terceiros, o Sindicato apresentou sim sua proposta: pagamento de todos os direitos dos trabalhadores, com juros e correção monetária como já está na sentença da Justiça do Trabalho. Essa é a proposta do Sindicato diante da manutenção do atual status da empresa, com manutenção de tudo o que a levou a essa fase terminal.

3 – Em nome dos trabalhadores, o Sindicato não pode concordar com uma proposta que retira direitos de quem não recebe um centavo há quase dois anos, e que além de conceder descontos, teria que aguardar mais seis meses de carência para início do pagamento. Resumindo: os trabalhadores teriam que aceitar receber com descontos o que lhes devem em um prazo que pode chegar a cinco anos! Inadmissível.

4 – Do quadro atual dos credores da Busscar, os únicos que não vêem a cor do seu dinheiro há quase dois anos são os trabalhadores. Outros credores e fornecedores já receberam partes em algum momento, alguns até ainda enviam pedidos e matérias primas para manter esse estado falimentar que desrespeita direitos básicos dos trabalhadores. Mais uma razão para a negação deste plano.

5 – Não só o Sindicato e trabalhadores estão contra esse Plano, mas outros credores, fornecedores, que darão a resposta na Assembleia Geral que ainda não tem data marcada. Esse Plano tem de mudar, e muito, mas só mudará quando mudar a administração, a gestão, os processos, e com novos investidores. Da forma que está, nada mudou e nada mudará na Busscar. Haja vista as atuais propostas, e jogo via mídia e imprensa para tumultuar e confundir os trabalhadores e a sociedade. A atual forma e comando são filmes antigos. Aliás, até o laudo da famosa Deloitte se exime de garantir o plano!

6 – Há denuncias vindas da Tecnofibras, que serão apuradas junto com o Sindicato dos Plásticos que é comandado com força e capacidade por seu presidente Reinaldo Schroeder, de que já houve até uma manobra para “engordar” a votação na assembleia com aqueles trabalhadores: parte dos salários teria sido atrasada propositalmente para que essa dívida entrasse no quadro de credores! E mais, que isso teria sido pago por fora recentemente. Se isso for confirmado, de que recuperação judicial estaremos participando? Uma fraude? Juntamente com o Sindicato dos Plásticos, o Sindicato vai investigar e interferir com os meios legais disponíveis.

7 – E ainda sobre a Tecnofibras: além dessa manobra que tem como objetivo manobrar os trabalhadores para que votem a favor, há outro ensaio em vista: a venda da empresa antes mesmo do plano ser analisado pela Assembleia Geral de Credores, assim como já foi conseguida a liberação do terreno! A Justiça não pode permitir que mais um bem que visa garantir direitos dos trabalhadores seja vendido sem que os trabalhadores sejam integralmente pagos.

8 – O Sindicato também alerta as empresa Gidion e Transtusa, que enviaram pedidos para a Busscar, que elas estão apoiando ilegalidades flagrantes da empresa que burla as leis trabalhistas pagando um “mensalinho”, diárias apenas a alguns trabalhadores que ainda estão no chão de fábrica. Não fica bem para grandes empresas como elas apoiarem tamanhas ilegalidades, em um mundo que exige cada vez mais transparência, legalidades, leis de qualidade (ISO).

9 – O Sindicato informa a todos os trabalhadores que são associados, ou que tenham ingressado com ações judiciais via departamento jurídico do Sindicato, que enviará carta a suas residências informando todos os passos já tomados, e os próximos que virão antes da famosa assembleia geral de credores, de forma correta, direta e em defesa dos seus direitos. Quem estiver com os dados incorretos no endereço, deve informar ao sindicato e buscar essas informações na sede central.

10 – O Sindicato informa, finalmente, que está organizando reuniões preparatórias com todos os trabalhadores da Busscar, ligados, desligados, em processo e os que ainda estão atuando na empresa – os trabalhos estão praticamente parados – para realizar em data a ser marcada, a Assembleia Geral dos Trabalhadores da Busscar que ainda terá pauta específica a ser construída. O Sindicato alerta também para que todos os trabalhadores não assinem quaisquer documentos, cartas e outros que a empresa enviar para suas casas, para evitar problemas jurídicos futuros com informações sem o aval do seu Sindicato.

11 – E para encerrar: o Sindicato quer que a empresa inicie o pagamento correto mensal a todos que estão ligados a ela, conforme manda a lei de recuperação judicial. Antes de exigir cortes de direitos, de pagar mensalinhos, a Busscar tem de cumprir a lei, pagar o que deve a todos os trabalhadores, os grandes responsáveis por fazer dela a marca forte que agora está nesta situação.

Então atenção aos trabalhadores e trabalhadores que tenham alguma ligação com a Busscar, fiquem atentos aqui no site e divulguem para seus companheiros sobre as atividades do Sindicato. Está em jogo os direitos e salários que lhes devem há quase dois anos, e é preciso estar informado, e não ser confundido com as informações que a empresa passa por carta, ou mesmo em matérias da imprensa.

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Busscar: Sindicato estranha liberação de bens sem recuperação aprovada!

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 (97) Comentários Imprimir

Reunida hoje (16/1) a diretoria do Sindicato dos Mecânicos avaliou a decisão judicial que liberou o terreno da Busscar Ônibus, bem este que é um dos bens bloqueados , para garantia de pagamentos dos débitos trabalhistas com milhares de trabalhadores lesados pela empresa. Segundo o presidente João Bruggmann, a diretoria “estranha” a decisão de liberar o terreno para uma recuperação que sequer foi ainda avaliada, e mais, aprovada ou não pela assembleia geral.

“O que causa preocupação e apreensão entre os trabalhadores é que está se liberando um bem que estava bloqueado para garantir o pagamentos dos salários atrasados há 21 meses! E que essa liberação abre um precedente, e isso é estranho, antes mesmo que a pretensa proposta de recuperação judicial seja analisada, debatida e aprovada ou não pela assembleia geral de credores. Afinal a recuperação já está valendo então?”, afirma o presidente Bruggmann.

A diretoria também está atenta aos fatos porque a liberação ocorreu entre um juiz e outro sem que sequer o Sindicato, autor da ação que defende os trabalhadores, ter sido citado para se manifestar sobre o pedido feito pela empresa e seus advogados. “A rapidez na liberação também estranha porque os trabalhadores estão há quase dois anos sem receber um centavo, e não tem a mesma deferência. Outra situação que avaliamos é para onde vão esses recursos? Será que vão para pagar também os trabalhadores, ou só para pagar alguns privilegiados? Vai acabar com a farra das diárias, ilegais e imorais?”, questiona o presidente e sua diretoria.

Segundo Bruggmann, o Sindicato vai se reunir com os advogados da Busscar para esclarecer também o famoso plano de recuperação judicial, e os tais descontos lineares que são propostos para todos os trabalhadores em faixas salariais, e também o uso desses recursos arrecadados da venda deste terreno, onde e como serão aplicados.

“Reiteramos que não concordamos com essa proposta de plano de recuperação. E também não concordamos com a venda de bens bloqueados em garantia de pagamentos dos salários atrasados a milhares de trabalhadores. Entendemos que os bens devem ser mantidos até que tudo seja resolvido. A saída para a Busscar é a entrada de novos acionistas, com dinheiro, mudança da administração, de processos, reconquista da confiança. Retirar as garantias para os trabalhadores não é o caminho correto, leal e legal, e certamente não será a redenção da empresa. Estamos atentos, estamos agindo para proteger os trabalhadores”, finaliza o presidente João Bruggmann.

A diretoria do Sindicato e o departamento jurídico estão reunidos permanentemente para atender à situação da Busscar, alertando mais uma vez que ainda não há plano nenhum aprovado para que a recuperação aconteça, e que vai tomar as providências cabíveis para a defesa dos trabalhadores. Mais dúvidas dos trabalhadores devem ser tiradas na sede central do Sindicato, ou pelo fone 3027.1184, ou 3027.1183.

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Busscar: 20 meses sem pagar salários e ainda pedem liberação de terreno

Publicado por Administrador 13 dezembro, 2011 (96) Comentários Imprimir

A Busscar Ônibus continua a marcar negativamente a vida de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, e também a história de bom gestores empresariais de Joinville (SC). Agora completaram-se 20 meses sem pagamento de salários, mais dois décimos-terceiros e meio sem pagamentos, mais FGTS, INSS e outros, com o agravante final da recuperação judicial que ainda não se sabe se passará pelo crivo dos credores, e com um caminho já percorrido por seus acionistas, e agora repetido por seus advogados representantes da pretensa recuperação judicial: a liberação de um terreno pelo valor de R$ 7 milhões para o quê? Uma suposta retomada da produção de meia dúzia de ônibus. Ou seja, os erros continuam.

A intenção foi levada ao conhecimento do Sindicato na semana passada, e prontamente negada diante do histórico de acordos não cumpridos, do abandono dos seus trabalhadores, e da falta de mudanças significativas para que a pretensa recuperação judicial realmente aconteça. Até o momento não se viu sinalização de novos investidores e administradores para gerir essa nova fase, mas sim a permanência dos gestores que inviabilizaram a empresa, propuseram vários acordos e não cumpriram nem mesmo em frente da Justiça do Trabalho.

Agora a empresa protocolou na Justiça Comum, onde corre o processo de recuperação judicial, o pedido de liberação do terreno para fins que são no mínimo obscuros. Para pagamento de salários atrasados, parte deles, não se ventilou nada! “O Sindicato nega a venda dos bens que foram bloqueados, e já penhorados, para garantir o pagamento dos trabalhadores. Nós não vamos ser responsabilizados por liberar bens. Dessa maneira, eles querem abrir precedentes, e ir liberando bens sem pagar o que devem aos trabalhadores, e isso não vamos aceitar. Cabe à Justiça decidir, e espero que negue o pedido em respeito aos trabalhadores, credores e sociedade”, disparou o presidente João Bruggmann.

Com autoridade de quem já esteve na mesa de negociações que salvou a empresa em 2003/2004 com dinheiro público do BNDES, Bruggmann relembra que naquele momento foram conseguidos R$ 45 milhões e o panorama era bem menos crítico que o atual. E mesmo assim a empresa, com todos esses milhões, não cumpriu com as orientações firmadas, e sucumbiu facilmente anos depois, como vemos agora. “Ou seja, com todo aquele dinheiro quebraram, e agora querem dizer que com R$ 7 milhões começam a recuperação? Isso é duvidar da nossa inteligência, e querer tumultuar o processo. Lembrando que qualquer credor pode impugnar essas atitudes, e com isso, inviabilizar a última saída que é a recuperação judicial”, destaca o presidente do Sindicato.

A apresentação do plano de recuperação judicial está prevista para o final de dezembro. Faltam poucos dias, e até agora nada de concreto, real, investidores, dinheiro para pagamento dos trabalhadores, reinício de operações e novos gestores da empresa para um novo momento, foram apresentados. Pelo contrário, as primeiras manifestações foram pedir aos trabalhadores para reduzir o que tem a receber da Busscar por tantos meses de abandono. A última foi de R$ 9 milhões em 12 meses, uma vergonha. Os trabalhadores já deram tudo o que podiam pela empresa, e o que receberam foi até agora, 20 meses sem ver salários, sonhos destruídos, perderam bens, e também a paz.

“Nosso desejo sempre foi de que a empresa se recuperasse. Tentamos várias alternativas, oferecemos várias saídas, mas todas foram ignoradas sempre. Agora era o momento de mostrarem grandeza, abrirem de vez para que novas cabeças façam a Busscar realmente sair do atoleiro, mas não repetindo os erros, a forma de tratar os trabalhadores, o Sindicato, os credores”, finaliza o presidente João Bruggmann.

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