ProUni: convocados os bolsistas para o segundo semestre
O Ministério da Educação já divulgou os nomes dos estudantes contemplados com bolsas em instituições particulares do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre deste ano. Os candidatos podem realizar a consulta pela internet na página do programa. Foram ofertadas 92 mil vagas – 46.970 com benefÃcio de 100% da mensalidade e 45.137 de 50% do valor – mas o balanço de quantas foram preenchidas por candidados ainda não foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).
As bolsas do Prouni são destinadas a estudantes de escolas públicas ou que tenham sido bolsistas em instituições particulares que tenham prestado o Exame Nacional do Ensino Médio. Para conseguir o benefÃcio integral, o candidato deve comprovar renda de até um salário mÃnimo e meio (R$ 817) por pessoa da famÃlia. Para pagar a metade da mensalidade, a pessoa pode ter renda de até (R$ 1.634) por morador de uma casa. Nos dois casos é preciso ser a primeira graduação do candidato. A exceção são os cursos destinados a formação de professores, em que não há restrição.
Os selecionados deverão se matricular e confirmar as informações sobre renda até o dia 6 de julho nas instituições de ensino. Para preencher as vagas, serão realizadas outras duas chamadas: em 12 de julho e em 25 de julho.
Quem não for pré-selecionado em uma das três chamadas do ProUni pode participar de lista de espera. O candidato deverá manifestar o interesse por meio do site do programa no perÃodo de 6 a 8 de agosto. A lista de espera estará disponÃvel para consulta pelas instituições de ensino superior a partir de 11 de agosto.
Do Último Segundo
ProUni: inscrições abertas esta semana
Começam hoje e se estendem até sábado à meia noite as inscrições dos estudantes interessados em disputar uma das bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre.
Serão oferecidas pelo menos 60 mil bolsas, cerca de 40 mil integrais, com custeio de 100%, e outras 20 mil parciais, com o governo federal arcando com 50% dos custos.
Para se inscrever é preciso que o estudante tenha cursado todo o ensino médio em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista. Além disso, o aluno deve ter nota superior a 400 na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), sem ter zerarado na redação. A nota do Enem será usada para o preenchimento das vagas.
As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar per capita de até um salário mÃnimo e meio (R$ 765,00) e as parciais são para candidatos com renda familiar per capita até três salários mÃnimos (R$ 1.530,00).
Os candidatos podem escolher três opções de instituições de ensino, cursos ou turnos. As inscrições serão somente pela internet no endereço eletrônico: www.mec.gov.br.
ProUni já registra mais de 265 mil inscrições
Até as 18h de domingo, 7, o Ministério da Educação registrou mais de 265 mil inscrições no Programa Universidade para Todos (ProUni), que este ano oferece 165 mil bolsas integrais e parciais a estudantes de baixa renda em instituições particulares de educação superior, em todo o pais. O MEC registrou, neste segundo dia de inscrições, um novo recorde — foram 128.277 no primeiro dia.
No ano passado, foram distribuÃdas 160 mil bolsas integrais e parciais em 1,4 mil instituições de ensino. A expectativa para este ano é a de se superar a procura de 2009 — 600 mil inscrições. Desde a criação em 2005, o ProUni já atendeu 600 mil estudantes.
Para conseguir uma bolsa do ProUni, o candidato deve ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, obtido a nota mÃnima de 400 pontos e comprovar renda familiar per capita máxima de três salários mÃnimos para bolsas parciais e um salário mÃnimo e meio para bolsas integrais.
As inscrições só podem ser feitas pela internet, na página eletrônica do ProUni, até as 23h59 (de BrasÃlia) de quarta-feira, dia 10.
Fonte: MEC
Fies: nova lei define juros mais baixos para financiamento
A taxa de juros do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) caiu de 6,5% para 3,5% ao ano para o saldo devedor dos contratos antigos, a partir da publicação da Lei nº 12.202, nesta sexta-feira, 15, pelo Diário Oficial da União (Seção 1, página 3). Para os novos contratos, essa redução já estava em vigor desde agosto de 2009, quando foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O prazo para quitação da dÃvida, que era de duas vezes o perÃodo financiado do curso, agora é de três. Um estudante que tenha financiado um curso com duração de quatro anos, por exemplo, terá 12 anos para quitar a dÃvida.
Outra inovação é a possibilidade de os formandos em cursos de medicina e de licenciaturas abaterem 1% da dÃvida a cada mês trabalhado, caso optem por atuar como professores da rede pública de educação básica ou como médicos no programa Saúde da FamÃlia.
A possibilidade de pagamento com trabalho vale para jornada de no mÃnimo 20 horas semanais para os professores e em especialidades e regiões definidas como prioritárias pelo Ministério da Saúde, no caso dos médicos. O estudante que já estiver em efetivo exercÃcio na rede pública de educação básica ao ingressar no curso de licenciatura terá direito ao abatimento da dÃvida desde o inÃcio do curso.
Os formandos em medicina que optarem por ingressar em programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e em especialidades definidas pelo Ministério da Saúde como prioritárias terão o perÃodo de carência estendido por todo o perÃodo de duração da residência. Anteriormente, a carência era de 18 meses após a conclusão do curso.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passa a ser o agente operador do Fies. O financiamento pode ser requerido a qualquer momento pelo estudante interessado por meio de sistema eletrônico gerenciado pelo órgão.
A adesão das instituições de educação superior ao Fies e o perÃodo de inscrição dos estudantes terão inÃcio com a publicação de portaria do Ministério da Educação para regulamentação do processo. A Lei nº 12.202/2010 altera dispositivos da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fies.
Fonte: MEC
ProUni faz taxa de alunos com emprego subir a 80%
Alunos recém-formados por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como sua vida melhoraram após iniciar o curso. Essas são conclusões de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados. Uma das principais bandeiras do governo Lula usadas na campanha da reeleição em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em janeiro deste ano.
O levantamento, feito por telefone no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram estar saindo da universidade com emprego garantido. Esse Ãndice era de 56% antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que sua renda melhorou muito.
Diferenças
Há, no entanto, diferenças significativas entre as regiões pesquisadas. No Norte e Centro-Oeste – onde é registrada a menor oferta de cursos superiores no PaÃs – 36% informaram que sua renda aumentou muito. Já no Sul, 69% afirmaram que houve melhoria, mas apenas 23% disseram ter registrado um aumento significativo.
Criado em 2004, o ProUni selecionou sua primeira turma de beneficiados no ano seguinte. Estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública e com renda familiar per capita de até 3 salários mÃnimos podem concorrer a bolsas integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As instituições filantrópicas concedem as bolsas para cumprir a exigência legal, já que elas têm isenção de impostos. As outras instituições particulares têm abatimento de alguns impostos federais em troca das bolsas.
A cada semestre são oferecidas entre 100 mil e 150 mil bolsas integrais e parciais. Atualmente, o programa atende cerca de 450 mil alunos. No inÃcio deste ano, cerca de 156 mil jovens formaram o primeiro grupo graduado totalmente dentro do ProUni.
Fonte: CNM/CUT
Mulheres com terceiro grau se destacam no mercado
O saldo positivo no número de empregos no mercado de trabalho brasileiro em fevereiro foi garantido boa parte pelas mulheres, que conquistaram 50 mil vagas a mais que os homens. Enquanto entre eles houve perda de 20.942 vagas, entre elas o saldo foi positivo em 30.124 empregos.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2008 foram criados no Brasil novos 1,4 milhão de empregos, sendo 54,3% para homens e 45,7% para mulheres. No recorte levando em conta escolaridade superior, percebe-se vantagem para as mulheres. Dos 177 mil postos abertos para profissionais com terceiro grau completo, 51,2% foram ocupados por elas, e 48,8% por eles.
Em fevereiro de 2009, mês com marca positiva na geração de empregos, as mulheres largaram na frente dos homens rumo à superação da crise. Em fevereiro o saldo positivo de 9.182 vagas foi garantido pelas mulheres com nÃvel superior completo, que somaram 30.110 novos empregos, puxando a média feminina geral para 30.124.
Enquanto os homens com terceiro grau somaram 12.641 vagas, sem conseguir evitar o saldo negativo de 20.942 vagas. O saldo feminino para esta escolaridade foi positivo para faixas etárias entre 18 e 64 anos, enquanto para homens foi positiva apenas entre 18 e 24 anos.
Fonte: MTE