Ibope: Dilma amplia para 11 pontos a vantagem sobre Serra
A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem e poderia ganhar a eleição para presidente da República já no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata petista tem 51% das intenções de votos válidos.
Na simulação de primeiro turno, Dilma recebeu 43% das intenções de voto e está 11 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 32%. Já a candidata Marina Silva (PV) continuou com 8% da preferência do eleitorado.
As intenções de voto em Dilma subiram 4 pontos percentuais em relação à última pesquisa Ibope, divulgada no início de agosto, enquanto José Serra perdeu 2 pontos. Naquele levantamento, Dilma tinha 39% das intenções de voto e Serra, 34%.
Num eventual segundo turno, Dilma venceria a eleição com 48% dos votos dos eleitores contra 37% de Serra. O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Do PT Nacional e Ag. de Noticias
Eleitor tem até 23 de setembro para pedir 2a via do título
Para votar em 3 de outubro, o eleitor que perdeu ou teve o título extraviado têm até o dia 23 de setembro para pedir uma segunda via do documento, em qualquer cartório eleitoral do país.
Com o objetivo de garantir o direito do voto de todos os cidadãos, em junho deste ano o Tribunal Superior Eleitoral autorizou a reimpressão até esta data, mesmo daqueles eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral.
Só podem pedir a reimpressão os eleitores que já tinham ou pediram o título até 5 de maio deste ano, data em que foi fechado o cadastro eleitoral de 2010.
Dois documentos
Na mesma sessão em que o TSE decidiu estender o prazo para pedido de reimpressão do título, o tribunal reiterou a obrigatoriedade da apresentação do título e de um documento oficial com foto para votar nas próximas eleições.
Como documento oficial serão aceitos a carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidade funcional), carteira de trabalho ou de habilitação com foto e certificado de reservista. Já as certidões de nascimento ou casamento não serão admitidas como prova de identidade.
Estão aptos a votar nessas eleições 135.804.433 brasileiros.
No JN, Dilma Rousseff (PT) mostra por que foi escolhida por Lula
A candidata Dilma Rousseff estreou, nesta segunda-feira (9), a rodada de entrevistas com os principais candidatos presidencias na bancada do principal telejornal da Globo, o Jornal Nacional, e se saiu muito bem. Confiante, elegante e bem treinada para dialogar com as câmeras e os entrevistadores.
Em recente entrevista à revista IstoÉ, o presidente Luis Inácio Lula da Silva disse que quando conheceu Dilma percebeu que estava diante de um “animal político não trabalhado”. Era um elogio. Hoje, após ver a performance da ministra na entrevista do Jornal Nacional, Lula certamente deve estar convencido de que agora está diante de uma “fera política trabalhada” e preparada para encarar o desafio de disputar e vencer a corrida presidencial.
O casal global Willian Bonner e Fátima Bernardes, no papel de entrevistadores, passaram menos segurança do que a entrevistada. Bonner chegou a ser grosseiro com Dilma em alguns momentos. Mesmo assim, a ex-ministra não perdeu a tranquilidade, nem deixou-se pegar em eventuais saias justas como a que Bonner tentou criar ao citar o apoio de “aliados incômodos” como Collor, Renan Calheiros e Jader Barbalho à candidatura petista.
Apesar de demorar um pouco para entrar propriamente no tema, Dilma conseguiu deixar claro que “a ampla aliança” que o presidente Lula construiu foi o que permitiu que se aprovassem medidas que possibilitaram o sucesso de seu governo.
“O PT percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente na capacidade de construir uma aliança ampla”, disse Dilma. A candidata ainda frisou que foram alianças onde os aliados é que se submetiam às diretrizes do governo e não o contrário.
O release do JN sobre a série de entrevistas já avisava que as sabatinas iriam abordar “pontos polêmicos de cada candidatura”. E Dilma pareceu preparada para encará-los. Mas apenas a pergunta sobre os aliados tratou de tema realmente polêmico, as demais serviram de gancho para Dilma expor as muitas realizações do governo Lula.
Ela respondeu a perguntas dos entrevistadores durante 12 minutos. A primeira pergunta feita por Bonner à candidata foi quase um presente para Dilma mostrar que, para além de sua “falta de experiência em eleições”, ela tem muita experiência administrativa acumulada.
A candidata mencionou todas funções públicas importantes que ocupou desde a Secretaria de Planejamento da prefeitura de Porto Alegre, até a chefia da Casa Civil da Presidência da República. “Eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente [para governar o país].
Mais do que isso, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas do governo brasileiro”, garantiu. E aproveitou para reafirmar sua ótima relação com o presidente Lula. “Fui o braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil em um país diferente, que cresce, que distribui renda”, afirmou.
Dilma também marcou um golaço ao comparar sua fama de “durona” com uma mãe que busca ser firme com os filhos para que eles não se desviem. Apesar de ter sido neste momento que Bonner perdeu a compostura com a ex-ministra – a ponto de Fátima Bernardes ter que intervir na discussão – Dilma terminou sua fala sobre este tema passando a mensagem de pessoa “firme” que controla com rédias curtas os subordinados para que as coisas possam efetivamente acontecer. “Tem uma hora que você tem que cobrar resultado”, afirmou.
E aproveitou a pergunta para atacar seu principal adversário, José Serra (PSDB). “Você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete”, numa referência às várias manifestações sindicais que foram duramente reprimidas pelo polícia paulista durante a gestão de Serra como governador de São Paulo.
Para além do destempero, Willian Bonner ainda mostrou desinformação quando tentou menosprezar o crescimento econômico do Brasil. Contrariando todos os indicadores que mostram que o Brasil está vivendo um de seus melhores momentos na economia, Bonner questionou Dilma sobre o porquê que o Brasil não cresce como os outros países emergentes e alguns países vizinhos.
O resultado da pergunta mal elaborada foi ter de ouvir de Dilma a reafirmação de que o Brasil está crescendo sim e que só não cresceu antes pois teve que arrumar a casa depois de pegar um país destruído economicamente pelo governo anterior.
No final, Dilma disse que pretende “dar continuidade ao governo do presidente Lula”. “Mas não é repetir, é avançar. Eu acredito que é a hora e a vez do Brasil”.
Repercussão
A repercussão mais imediata da entrevista ocorreu no Twitter, onde ficou clara a percepção de que a ex-ministra foi bem e que a nota negativa ficou para o casal de entrevistadores.
“Willian, Fátima, deixem a mulher responder e melhorem o nível das perguntas”; “O que foi essa entrevista da Dilma? Sério que a Globo não tem ninguém mais preparado que o casal Bonner pra fazer uma entrevista?”; “O q foi esse ataque à Dilma no JN? Bonner não deixava ela falar nada. Fora q não teve uma pergunta de verdade, só acusações.”, foram algumas das postagens feitas por internautas logo após a entrevista.
Até o blogueiro Ricardo Noblat, alinhado com a oposição, teve que reconhecer: “Dilma não foi mal” disse, e depois explicou: “Foram 8 perguntas. Dilma enrolou ao responder a 5. Mas fez isso com talento. Dominou a cena. Pareceu + à vontade q os entrevistadores”.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, também gostou do desempenho da candidata. “Excelente participacao da Dilma no JN. Firme, sem perder a calma, nem cair nas provocacoes. Quem dizia que ela nao aguenta pressao?”, disse o dirigente petista em seu perfil no Twitter.
O único escorregão da candidata foi ter confundido Baixada Santista com Baixada Fluminense. Mas depois ela se corrigiu. Porém, a correção não bastou para que muitos twitteiros pegassem no pé da candidata por causa disso, numa atitude típica de internautas, sem maiores consequências para a avaliação positiva da entrevista. Os termos “Willian Bonner”, “Fátima Bernardes”, “Dilma Rousseff” e “Baixada Santista” rapidamente ocuparam o “Top Trending Brasil” do Twitter.
De Agência DIAP
Serra diz não ter propostas para geração de empregos
José Serra (PSDB), candidato à Presidência da República, afirmou não ter respostas prontas sobre políticas para geração de empregos. Durante o evento “Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil”, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o tucano prometeu reduzir a carga tributária e fez críticas ao sistema eleitoral.
Questionado por uma participante sobre a solução para o desemprego, o candidato não ofereceu saídas. “Se você me perguntar uma fórmula para isso, agora, não tenho, sinceramente. O que tenho é disposição para enfrentar”, declarou. Ele mencionou estratégias de treinamento técnico e qualificação como opções, mas recusou-se a entrar em detalhes.
Além de Serra, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Marina Silva (PV) participaram do encontro. Dilma Rousseff (PT) declinou o convite e passou o dia no Rio de Janeiro, em campanha.
Apesar de o tema estar relacionado aos empresários, Serra dedicou-se a discutir o sistema eleitoral e a distribuição do horário eleitoral gratuito. Ele proôs que o voto distrital misto seja aplicado nas cidades onde possa haver segundo turno – as que contam com mais de 200 mil eleitores. Serra voltou a criticar o loteamento político de cargos no governo e reiterou a necessidade de se “estatizar órgãos governamentais”.
O tucano prometeu facilitar a abertura e fechamento de empresas e defendeu a adoção de programa análogo à Nota Fiscal Paulista, em nível federal, para combater a sonegação de impostos. Serra considera que a carga, atualmente estimada em 35% do Produto Interno Bruto (PIB), é ainda mais alta “para quem paga”. “A carga tributária é excessiva, e nesse sentido está uma diferença enorme entre mim e a Dilma. Ela diz que a carga tributária não é tão alta, porque compara com a Noruega, a Suécia. Mas temos de comparar com países em desenvolvimento”, criticou.
Sem apontar quando e como, Serra prometeu fazer esforços para garantir que a carga tributária cresça a um ritmo inferior ao da economia. “A gente tem de segurar os impostos quando a economia está crescendo”, calculou. Ele também criticou o fato de haver impostos sobre obras de saneamento básico, o que cria uma dificuldade a mais para ações no setor.
Da Rede Brasil Atual (Suzana Vier e Anselmo Massad)
Dilma abre vantagem de 5 pontos sobre Serra, diz Ibope
A candidata do PT, Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com cinco pontos à frente de José Serra (PSDB), aponta nova pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira (30) pela TV Globo.
De acordo com o levantamento, Dilma tem 39% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 34%. Marina Silva alcança 7%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Na pesquisa anterior do Ibope, Dilma e Serra estavam empatados com 36% e Marina tinha 8%. O Ibope desta sexta-feira confirma tendência apontada pelo instituto Vox Populi e divulgada na semana passada. Pelo Vox, Dilma aparecia com oito pontos de vantagem sobre Serra. A petista tinha 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparecia com 33% e Marina com 8%.
O Datafolha do último sábado (1), no entanto, mostrou empate técnico em que Serra aparecia com 37% das intenções de voto contra 36% de Dilma. Marina tinha 10%. Em um eventual segundo turno, o Ibope divulgado nesta noite indica vitória de Dilma com 46%, enquanto Serra surge com 40%. Ela cresceu seis pontos e ele caiu três em relação ao levantamento anterior.
Para o levantamento, o Ibope fez 2.506 entrevistas em 174 cidades entre os dias 26 a 29 de julho.
Fonte: Brasil Econômico
Vox Populi: Dilma abre 8 pontos sobre Serra no 1º e no 2º turnos
A pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi, contratada e divulgada sexta-feira (23) pela Band e pelo Portal IG, mostra mais uma vez a liderança da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Dessa vez, a petista tem 8 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado, José Serra (PSDB).
O levantamento aponta Dilma com 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano. Marina Silva, candidata do PV, tem 8%. Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina.
O Vox Populi aponta ainda que os demais candidatos somam 1% da intenção de votos. Os votos brancos e nulos chegam a 4%. E 13% dos entrevistados disseram que ainda estão indecisos.
Esse foi o primeiro levantamento desde a oficialização das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto ouviu 3 mil eleitores nesta semana, e a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
Voto espontâneo
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista para escolher o candidato preferido, Dilma também lidera. A petista tem 28%, contra 21% do candidato do PSDB e 5% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem estar concorrendo, tem 4% das intenções de voto.
A rejeição do candidato tucano também é a maior entre os concorrentes: 24%. A de Dilma é a menor e ficou em 17%.
Segundo turno
Numa possível disputa entre Dilma e o candidato tucano no segundo turno, a candidata do PT também venceria segundo o levantamento. Dilma teria 46% das intenções de voto e Serra apenas 38%.
A candidata que representa a continuidade do governo Lula tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde abre 30 pontos de vantagem em relação ao concorrente da oposição (54% a 24%). O tucano só leva vantagem na região Sul, onde a pesquisa aponta uma vantagem de 4 pontos em relação à Dilma (39% a 35%).
Na região Sudeste, onde se concentra o maior eleitorado do país, há um empate técnico. O tucano tem 36% da intenção de votos, e Dilma está com 34%.
A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, o tucano 32% e a verde 9%. Dilma também é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.
Da Fecesc
Presidenciáveis irão debater propostas para a Amazônia
A Amazônia será o tema principal de uma série de debates com os candidatos à Presidência da República que um grupo de empresas e organizações não governamentais promove. O candidato do P-SOL, Plínio Arruda Sampaio, será o primeiro a apresentar as suas ideias amanhã (13) às 16h, em Belém.
Os três principais candidatos da disputa presidencial já confirmaram participação. Marina Silva (PV) será ouvida em agosto. José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), em setembro.
A intenção dos organizadores do Fórum Amazônia Sustentável é conhecer as propostas dos presidenciáveis para o desenvolvimento do maior bioma do país, onde vivem 23 milhões de brasileiros. Entre os temas, estão questões como o combate ao desmatamento, estratégias de desenvolvimentismo sustentável para as populações tradicionais da região e o papel da floresta na política nacional de mudanças climáticas.
Os debates serão mediados pelo pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo. Cada candidato terá duas horas para expôr o que considera os principais desafios da Amazônia, apresentar suas propostas para o desenvolvimento da região, responder a perguntas da plateia e fazer considerações finais.
Da Ag. Brasil
Começa hoje (6) a campanha eleitoral nas ruas e na internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza, a partir de hoje (6), a propaganda eleitoral na internet e nas ruas. Todos os cidadãos podem participar da campanha na internet, mas devem se identificar corretamente e dar direito de resposta caso algum candidato, partido ou coligação se sinta atingido.
Os candidatos poderão enviar e-mails para endereços cadastrados gratuitamente, mas caso o destinatário solicite seu descadastramento da lista de endereços, deve ser atendido no prazo máximo de 48 horas. Na internet, está proibido qualquer tipo de propaganda paga. É proibida, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas e oficiais.
Será permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material e bandeiras em vias públicas, que podem ser colocados a partir das seis horas da manhã e retirados antes das 22 h, sempre tomando cuidado para não dificultar a passagem dos pedestres. Estão proibidas pichações, inscrições a tinta, colagem de cartazes, colocação de placas, estandartes, faixas e assemelhados em bens públicos como postes, viadutos, passarelas e pontes, inclusive, em árvores e jardins públicos ou tapumes de obras ou prédios públicos.
A propaganda também está proibida nos bens de uso comum como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, igrejas, ginásios e estádios, mesmo que sejam de propriedade privada.
Comícios e shows
A realização de comícios com aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico, passeatas, carreatas e reuniões públicas é permitida entre 8h e meia-noite. O uso de alto-falantes deve respeitar o horário das 8h às 22h e manter distância de, no mínimo, 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e teatros, que estejam funcionando. É proibida a realização de showmícios ou evento semelhante para a promoção de candidato, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral.
Rádio, TV e mídia impressa
As emissoras de rádio e televisão estão impedidas de veicular propaganda política, inclusive paga, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato ou partidos. A propaganda em rádio e TV é restrita ao horário gratuito que começa dia 17 de agosto. A imprensa escrita pode emitir opinião favorável a candidato. No entanto, a matéria não pode ser paga.
Está vedada a distribuição de brindes, como por exemplo, camisetas, chaveiros, bonés, canetas, ou quaisquer outros bens ou serviços. Os outdoors continuam proibidos.
Do PT Nacional
Oficializada candidata, Dilma diz que vai continuar Brasil de Lula
A ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff foi oficializada neste domingo (13), em votação simbólica, como candidata do partido à Presidência da República. A convenção nacional do PT começou por volta de 10h e contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, José Alencar, presidentes de partidos, deputados e senadores. O vice de Dilma, o deputado Michel Temer, do PMDB, também estava na convenção.
A ex-ministra da Casa Civil disse que vai dar continuidade ao governo do presidente Lula, mas o fará com “alma e coração de mulher”. “Não é por acaso que depois desse grande homem o Brasil possa ser governado por uma mulher, uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará o Brasil de Lula com alma e coração de mulher”, disse.
“O presidente Lula mudou o Brasil e o Brasil, por essa mudança, quer seguir mudando. A continuidade que o Brasil deseja é a continuidade da mudança. O que queremos é seguir mudando para melhor, com mais crescimento e inclusão social”, afirmou.
Não é por acaso que depois desse grande homem o Brasil possa ser governado por uma mulher, uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará o Brasil de Lula com alma e coração de mulher”.
A candidata petista afirmou ainda que se eleita vai manter a estabilidade econômica e reduzir a carga dos impostos. Ela prometeu desonerar investimentos para possibilitar um maior crescimento da economia.
“Para o Brasil seguir mudando é preciso continuar a estabilidade e aprovar a reforma tributária. Nosso sistema tributário é caótico. Vamos investir para informatizar tributos, diminuir alíquota dos impostos e ampliar a base de arrecadação”, disse. “Vamos aprofundar ainda a desoneração dos investimentos porque ele melhora o crescimento econômico.”
A candidata do PT defendeu um governo de união e afirmou que vai trabalhar para “todos” se for eleita. Ela também afirmou que vai estimular, durante a campanha, o debate de ideias. “Governaremos para todos. Sei como buscar união de forças e não desunião estéril. Sei como estimular o debate político sério e não o envenenamento”, afirmou.
Educação - Dilma prometeu, caso eleita, levar educação de qualidade a todos os brasileiros. Segundo ela, o caminho para ampliar o acesso à educação é investir no salário dos professores, expandir a rede de escolas técnicas e centros de excelência. A candidata prometeua construção de seis mil creches, se for eleita.
“Vamos dar sequência à transformação educacional em curso no Brasil, da creche à pós-graduação. É preciso formar jovens preparados para a tecnologia do conhecimento. Se eleita presidente, vou liderar sem descanso processo de levar educação de qualidade a todos os brasileiros e brasileiras”, disse.
Para o Brasil seguir mudando é preciso continuar a estabilidade e aprovar a reforma tributária. Nosso sistema tributário é caótico. Vamos investir para informatizar tributos, diminuir alíquota dos impostos e ampliar a base de arrecadação”.
Política externa
Dilma sinalizou no discurso que vai manter a mesma política externa do presidente Lula. Segundo a candidata, é preciso fortificar a relação com os países da América Latina e África. Ela também defendeu a não proliferacao de armas. “Seguiremos defendendo de forma intransigente essa paz mundial, a convivência harmônica dos povos e não à guerra”, disse.
“Vamos ampliar a presença do Brasil no cenário internacional. Vamos lutar pelo desarmamento e valorização dos espaços multilaterais. Vamos seguir estreitando relações com nossos vizinhos da América Latina, sem querer ter qualquer espécie de imperialismo”, afirmou. “Precisamos manter nosso olhar especial para a África, continente que contribuiu para a nossa formação, nossa cultura, nossa língua.”
Dilma discursou por cerca de 50 minutos, durante os quais a plateia escutou sem muitas manifestações. “Assim como os operários depois de Lula, quero vencer para que todas as meninas possam dizer: Quero ser presidente do Brasil”, disse, ao final se sua fala.
Em discurso, Lula fez elogios a Dilma. “Vou passar o bastão. Vai haver um vazio naquela cédula e para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula. Que Deus te abençoe, dê força, cabeça fria. E saiba que você tem um companheiro”, disse Lula.
Lula se disse realizado. “Eu sou um homem feliz, realmente realizado, porque tenho uma companheira que suportou todas as agonias da vida. Tenho um vice-presidente que eu acho que é o melhor vice-presidente do mundo. Espero que a sintonia entre você e Temer seja igual.”
Jogo rasteiro
Em seu discurso, o presidente pediu ainda uma “campanha de alto nível” e criticou o que chamou de “jogo rasteiro” dos adversários. Ele também criticou as denúncias de que a campanha de Dilma teria elaborado um dossiê contra o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.
“Serão três meses de muito trabalho, muita alegria, muita tensão e nós esperamos que nossos adversários estejam dispostos a fazer campanha de nível elevado e que não façam jogo rasteiro inventando dossiê todo dia”, afirmou.
A partir da convenção partidária, o pleiteante passa do status de pré-candidato para candidato da legenda. A candidatura se confirma somente após o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o prazo para todas as legendas enviarem o pedido de registro é 5 de julho.
Cerca de duas mil pessoas lotaram o auditório do Centro de Convenções Unique Palace, em Brasília. Os militantes celebraram a oficialização da candidatura com gritos e aplausos. A maioria deles carregava bandeirinhas do Brasil, que foram distribuídas pela organização da campanha.
Fonte: G1
Pesquisa Ibope mostra Dilma na ponta com 37%, empatada com Serra
Pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada no sábado (5) aponta Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) empatados. Os dois têm 37% das preferências e Marina Silva (PV), 9%.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades do país entre os últimos dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma e Serra podem ter entre 35% e 39% das preferências e Marina, entre 7% e 11%. Nove por cento dos entrevistados disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato. Os indecisos somam 8%. Foi a primeira pesquisa feita pelo Ibope realizada depois da exibição de propagandas políticas do PT e do DEM.
No último levantamento do Ibope, em abril, José Serra tinha 40% das intenções de voto, Dilma Rousseff, 32%, e Marina Silva, 9%. Dilma foi a única candidata que apresentou crescimento.
Em fevereiro deste ano, a diferença entre os dois primeiros colocados na disputa era de 13 pontos percentuais (Serra tinha 41% e Dilma, 28%). Em março, caiu para cinco pontos (38% e 33%, respectivamente). E, em abril, voltou a subir e chegou a oito pontos (40% e 32%). Nesse mesmo período, Marina teve 10%, 8% e 9% das intenções de voto nos estudos feitos pelo Ibope.
Fonte: G1