Brasileiros escolherão entre Dilma e Serra em 31 de outubro

Publicado por Administrador 5 outubro, 2010 (1) Comentário Imprimir

Poucas horas após o fechamento das urnas, o eleitorado brasileiro já sabia que a escolha do novo presidente do país se daria apenas no segundo turno. E o clima de incerteza que antecedeu a votação deste domingo (03/10) se confirmou: Dilma Rousseff, que segundo projeções de duas semanas atrás seria eleita logo na primeira rodada, voltará a enfrentar José Serra nas urnas em 31 de outubro.

Para os especialistas da área que acompanharam os fatos recentes, o resultado não causou espanto. A candidata do PT começou a considerar publicamente um segundo turno depois do escândalo de tráfico de influência que provocou a renúncia de Erenice Guerra da pasta da Casa Civil – cargo que era ocupado por Dilma até março último.

Mas há quem veja a trajetória de Dilma Rousseff como já muito bem-sucedida. Para o cientista político Daniel Flemes, do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), ela jamais teria chances reais se Lula não tivesse trabalhado em prol de sua candidatura.

“A sucessora indicada por Lula se beneficia pelo menos em dois sentidos: primeiramente, pelo apoio direto e pessoal de Lula como presidente e como ‘pai do Brasil’. Segundo, porque ela coordenou a política de Lula nos últimos anos e, por isso, tem credibilidade quando promete continuidade”, analisa Flemes.

Em números

Com 99,99% dos votos apurados, Dilma Rousseff obteve 46,90% dos votos válidos, contra 32,61% de José Serra. Marina Silva, do Partido Verde, totalizou 19,33%, e foi cumprimentada por Dilma por seu bom desempenho na corrida presidencial – especialistas atribuem o segundo turno ao ótimo resultado conquistado por Marina.

O candidato da oposição sinalizou o interesse em obter o apoio de Marina durante seu pronunciamento na noite de domingo. Serra também parabenizou a terceira colocada e reconheceu a importância de sua contribuição para “o jogo democrático brasileiro”.

A candidata do presidente Lula entra na nova disputa ainda como favorita. Em Brasília, Dilma se disse confiante e ressaltou que seu partido está acostumado a brigar nas eleições – nas duas vezes em que venceu como presidente, Lula só conquistou o posto no segundo turno.

Os rivais Dilma e Serra, que evitaram o confronto direto ao longo da campanha presidencial, agora se veem obrigados a partir para o ataque. Walquiria Domingues Leão Rego, cientista política da Unicamp, atribui a eventual vitória da candidata do governo ao interesse pela política dos pobres. Na opinião de Daniel Flemes, Serra se aproxima mais dos interesses dos grandes empresários, principalmente da indústria. 

O eleitorado e o público especializado aguardam os próximos episódios da briga pelo voto pela presidência para ver se haverá mudança significativa das posturas marcantes até então.

Marcas de 2010

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 18,12% dos 135,8 milhões de eleitores deixaram de votar neste primeiro turno. Nas eleições presidenciais de 2006, esse índice havia sido de 16,7%. O Tribunal também informou que a votação ocorreu com tranquilidade em todo o território nacional, com poucos incidentes e sem violência.

A primeira etapa da corrida presidencial se encerra com um nível de debate político mediano, deixando de fora a candidata que mais falou sobre plano de governo durante sua campanha – Marina Silva.

Quem chegar à presidência terá inevitavelmente que lidar com o “fantasma” do presidente Lula, dono de alto índice de aprovação dentro do país. Fora dele, a comunidade internacional, ao menos por enquanto, ainda não arrisca julgar se o fato de Dilma não ter levado no primeiro turno represente uma espécie de derrota para o líder em fim de mandato.

DW.WORDL.DE

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Jornal inglês diz que Dilma Rousseff é uma líder extraordinária

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O jornal ingllês The Independent destacou neste domingo (26)  que o Brasil se prepara para eleger no próximo final de semana a “mulher mais poderosa do mundo” e “uma líder extraordinária”.
 
O jornal também afirma que candidata tem sofrido ataques em uma “campanha impiedosa de degradação patrocinada pela mídia brasileira”.
Leia abaixo o texto traduzido para o português:

A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza

. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.

ABC

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Estadão sai do armário e mostra qual seu lado, o do retrocesso

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir
Enfim, O Estado de São Paulo resolveu assumir. A família já sabia, os amigos mais próximos já sabiam e todos comentavam. Mas, o veículo da família Mesquita negava. Em editorial publicado no último domingo, dia 26, o jornal resolveu confirmar o apoio ao candidato José Serra. A atitude justifica o jornalismo tendencioso e leviano que o tablóide resolveu aprofundar às vésperas da eleição, produzindo até mesmo matérias apócrifas.

O texto mostra indignação com as palavras do presidente Lula, que acusou meios de comunicação de se comportarem como partidos. Quem acompanha esse blog sabe que isso não é verdade. A grande pérola, porém, está no seguinte parágrafo. “O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer.”

Ué, se todos tem condições de fazer, porque foi o governo de Lula e não o do presidente Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra participou e a quem busca esconder, o responsável pela geração recorde de 14 milhões de empregos e ascensão social para a classe média de 31 milhões de brasileiros? Isso tudo sem vender uma estatal sequer, incluindo a Petrobrás, considerada um dinossauro pelo governo FHC e agora a segunda maior companhia do ramo de petróleo. E ainda nem começou a exploração do pré-sal.

A postura do jornal seria louvável, não fosse a forma como ocorreu. Assumir os interesses e as afinidades com determinado setor ou candidato é correto, mas chamar um presidente da república de líder de facção é, no mínimo, desrespeitoso. Ironicamente, com a publicação do editorial o veículo mostra que, ao contrário do que defende, a liberdade aos meios de comunicação é ampla no País. Mesmo para aqueles que se portam de forma mal educada e intolerante. 

Ficam ainda algumas questões no ar: será que tal destempero se deve à iminente vitória de Dilma no primeiro turno e à conseqüente dificuldade em conseguir novos contratos como o fechado com o governo do estado de São Paulo, em maio deste ano, por mais de R$ 2 milhões, para aquisição de 5.200 assinaturas anuais do Estado a serem distribuídas nas escolas públicas?

Também é preciso que o jornal explique desde quando definiu o apoio a José Serra, como isso interferiu na cobertura das eleições até agora e, principalmente, como influenciará daqui para frente. Em maio deste ano, a presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, afirmou que os meios de comunicação “estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.” O Estado de São Paulo deu o primeiro passo e assumiu francamente a quem defende, resta saber quando a Folha e O Globo terão coragem de fazer o mesmo e sair de trás da couraça mentirosa da imparcialidade.

Manifesto pela verdadeira liberdade de expressão tem apoio de Oscar Niemeyer, Fernando Morais, Celso Bandeira de Mello e espera pelo seu

Ao contrário do manifesto dos intelectuais ligados ao PSDB,  esse, certamente, não será divulgado pelas organizações Frias, Mesquita e Marinho. Em três dias, quase três mil pessoas já demonstraram apoio à carta que destaca a postura preconceituosa dos meios de comunicação na tentativa de desqualificar o povo brasileiro pela aprovação ao governo do presidente Lula, “apresentando-a como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.”

O manifesto destaca ainda que os meios de comunicação, “desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.” Afirma ainda que “o manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.

Por fim, lembra que “a imprensa pode criticar, mas não quer ser criticado”, caracterizando como anti-democrática a postura daqueles que se travestem de paladinos de livre expressão, mas caracterizam “qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa”.

CUT

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Jornal espanhol diz que Serra pode sofrer derrota humilhante

Publicado por Administrador 21 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A edição desta segunda-feira (21) do jornal espanhol El País avalia que José Serra (PSDB) pode ser derrotado de forma “humilhante” na eleição presidencial. A publicação atribui a erros de estratégia da campanha os resultados. A repórter, Soledad Gallego-Díaz, escreve que o PSDB e José Serra, conduziram uma campanha eleitoral “suave” e “totalmente errada”.

No texto, intitulado “A surpreendente queda de José Serra”, a repórter escreve que competir com a herdeira política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT), sempre foi uma “tarefa difícil”. Contudo, Serra complicou sua situação por cometer muitos erros e passou “de grande favorito a futuro grande perdedor”.

Ela diz ainda que apesar do bom governo em São Paulo, José Serra, de 68 anos, que declarou ter passado toda sua vida esperando por este momento, poderá ter sua carreira política abreviada com a segunda derrota consecutiva em eleição para a presidência da República.

Na reta final, a campanha de Serra concentra os esforços para tentar ganhar fôlego com os escândalos que levaram à demissão da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora de Dilma no cargo.

A reportagem lista críticas à campanha de Serra que partiram de dentro do próprio PSDB. Segundo o jornal, o governador teria iniciado a disputa evitando críticas mais duras ao “presidente mais popular da história”. Ela lembra do uso da imagem de Lula nos programas eleitorais do candidato oposicionista.

O jornal afirma que o candidato do PSDB Serra é criticado por ter tentado se mostrar como “o verdadeiro herdeiro político de Lula”, em vez de utilizar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.

Da Rede Brasil Atual

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Presidente propõe ‘extirpar o DEM da política brasileira’

Publicado por Administrador 14 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Durante comício em Joinville, Lula criticou a direita e defendeu a candidatura de Ideli Salvatti ao governo de SC

O fim das oligarquias catarinenses foi o tom do discurso proferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da candidatura da ex-senadora Ideli Salvatti (PT) ao governo do Estado. “São pessoas que alimentam o ódio. Nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira”, discursou Lula em comício para cerca de 12 mil pessoas em Joinville.

Acompanhado da candidata Dilma Rousseff (PT), Lula disse que o Brasil não pode abrir mão da política administrativa atual em detrimento de uma “direita raivosa e leviana”. O presidente citou a família Bornhausen – do ex-senador e ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen -, que considera envolvida na forte oposição feita ao seu partido em Santa Catarina.

Referindo-se aos rivais na corrida presidencial, Lula voltou a afirmar que jamais na história o Estado recebeu tantos recursos quanto em seu governo. Enumerou R$ 1,2 bilhão em ajuda aos atingidos pelas enchentes de 2008, os R$ 129 milhões para obras de reconstrução das rodovias atingidas e os 348 milhões destinados para a reconstrução do Porto de Itajaí, além de recursos repassados para a construção de quase 4 mil moradias no programa Minha Casa, Minha Vida. “Eu desafio qualquer um a provar se na história de algum governo passado já repassou tantos recursos para Santa Catarina como nós fizemos. O dinheiro veio. Se ele não foi aplicado da forma como deveria, é outra história”, disse Lula.

Ele também citou São Paulo. “No meu governo São Paulo recebeu mais dinheiro do que na época que era governado por Mário Covas e tinha o FHC como presidente. Daqui a dois meses e 20 dias termina meu mandato e eu não vou perder a honra em troca de mentiras e safadezas que andam por aí.”

Lula passou o dia com uma agenda extensa em Santa Catarina. De manhã, inaugurou quatro lotes de duplicação da BR-101 Sul, além de assinar licitações para a conclusão de outros trechos. À tarde, inaugurou a primeira etapa de obras de reconstrução do Porto de Itajaí.

Estadão

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Lula promete investigar uso de recursos federais para Defesa Civil de SC

Publicado por Administrador 14 setembro, 2010 (5) Comentários Imprimir

Em comício na noite da segunda-feira (13), em Joinville (SC), o presidente Lula rebateu críticas à política nacional de Defesa Civil, feitas pelos adversários da candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, durante debate da noite de domingo (12) na Rede TV! Lula adotou um tom agressivo ao falar dos recursos federais que foram enviados para Santa Catarina, por conta das enchentes ocorridas no estado no ano passado, e disse que pedirá uma investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) sobe a aplicação do dinheiro.

“Quando houve as enchentes no Vale do Itajaí, duvido que um governo agiu com tanta rapidez para ajudar os nossos irmãos que estavam debaixo d’água (sic). Só não sei se o dinheiro foi aplicado para aquilo que nós mandamos”, disse. “Eu sei que agora tem gente dizendo que o dinheiro não veio. Vou pedir para a Controladoria-Geral da União fazer uma investigação do dinheiro federal para saber onde esse dinheiro foi parar”, prometeu.

Lula citou também a família Bornhausen, uma das mandatárias da política local, que tem o ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen como seu principal representante. “Os Bornhausen não podem vir disfarçados de cordeiro, porque nós já conhecemos os Bornhausen. Nós sabemos as histórias deles”, disse Lula. Joinville é berço político de Jorge Bornhausen, que já foi prefeito da cidade por duas vezes.

O presidente também não poupou de críticas ao ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). “Quando o Luiz Henrique foi eleito governador de Santa Catarina, eu achei que fosse pra mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira”

Convicção

O PT classificou o ato político de Joinville como o “comício da virada”. As pesquisas eleitorais indicam a senadora Ideli Salvatti em terceiro lugar na disputa pelo governo catarinense, atrás de Ângela Amin (PP) e de Raimundo Colombo (DEM) que lidera a disputa e tem o apoio do ex-governador Luiz Henrique.

Já na disputa pela Presidência, o desempenho de Dilma está melhor que o do tucano José Serra em Santa Catarina. Na última pesquisa Ibope, Dilma obteve 33% das intenções de voto na consulta espontânea, enquanto Serra obteve 29%. A candidata do PV, Marina Silva, teve 5%.

Rede Brasil Atual

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Dilma comemora pesquisa e Serra exalta experiência

Publicado por Administrador 31 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, usou seu programa de rádio desta terça-feira (31) para comemorar as pesquisas que apontam vitória da petista no primeiro turno da corrida presidencial, enquanto seu principal adversário, José Serra (PSDB), recorreu a uma metáfora futebolística para exaltar sua experiência e criticar a rival.

“O Brasil vai mudar de presidente, e o que for resolvido nessa eleição vai ter muito a ver com o futuro do País. E olha, quem vai governar é o presidente que for eleito, ninguém vai governar com ele, não”, disse Serra.

“É como um técnico de futebol que a torcida gosta e recebe uma proposta e vai para o exterior. Aí ele diz: ‘ó, eu vou indicar o meu substituto, mas não se preocupem. Vocês não conhecem ele direito, mas eu vou orientá-lo, eu vou continuar dirigindo o time de longe’”, comparou. “Não tem o menor cabimento. Quem vai escalar o time em cada jogo, quem vai fazer as substituições no meio. Não se dirige de longe, não se terceiriza, não se governa na garupa. Quem é presidente tem que comandar a Presidência, é insubstituível.”

A capanha de Dilma usou o início do tempo que tem reservado no rádio para comemorar a ascensão da candidata nas pesquisas eleitorais, mencionando levantamento do Ibope divulgado no fim de semana no qual ela aparece 24 pontos à frente de Serra com 51% das intenções de voto, o que lhe garantiria vitória já no primeiro turno.

“Cresce a certeza. É Dilma presidente para o Brasil seguir mudando”, disse um locutor enquanto ao fundo tocava uma música que dizia: “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma!”

O principal tema da propaganda da petista foi a saúde. “O governo de Lula e Dilma fez muita coisa nessa área e criou uma base sólida para continuar melhorando”, garantiu um locutor.

Numa distante terceira colocação nas pesquisas de intenção de voto, a candidata do PV, Marina Silva, usou o tempo reduzido que tem no rádio para fazer um apelo pelo segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. “Os dois candidatos que ocupam o tempo da TV quase todo fazem uma campanha de chantagem emocional, como se o povo fosse menino pronto para ser enganado”, acusou.

“Eu confio em você para a gente decidir essa eleição no segundo turno, com tempo igual para os candidatos, com debate para tratar dos problemas reais e achar soluções reais”, pediu.

Abril

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Propaganda eleitoral começa hoje no rádio e TV

Publicado por Administrador 17 agosto, 2010 (1) Comentário Imprimir

Começa hoje (17) a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Às terças-feiras, quintas e sábados serão veiculados os programas dos candidatos à Presidência e à Câmara dos Deputados e às segundas, quartas e sextas-feiras, a exibição será aos concorrentes na disputa pelos governos estaduais, do Distrito Federal, ao Senado, e às assembleias legislativas e do DF.

“Esse será o período de consolidação do voto. O horário eleitoral gratuito é a maior fonte de informação do eleitor e tem mais efeito sobre pessoas que não tem firmeza dos seus votos”, avalia o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto.

Ao todo, serão veiculados dois blocos de 50 minutos, de segunda a sábado (às 7h e às 12h no rádio e às 13h e às 20h30 na televisão – horário de Brasília), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os três principais candidatos da Presidência, a candidata Dilma Rousseff (PT) é a que tem maior tempo de exposição nos programas, com dez minutos e 38 segundos. José Serra, do PSDB, terá sete minutos e 18 segundos para expor suas propostas e Marina Silva, do Partido Verde, um minuto e 23 segundos.

Leonardo Barreto acredita que os programas eleitorais deste ano repetirão a estratégica clássica do candidato que começa na frente nas pesquisas, no caso Dilma Rousseff, de adotar uma postura de falar de si e de seu programa de governo. “Quem vem atrás não tem o que fazer a não ser tentar mostrar os aspectos negativos [de quem lidera as pesquisas] e tentar virar o jogo”, completou.

Para ele, a primeira semana de exposição na TV e as pesquisas eleitorais com o resultado da estratégia adotada pelos marqueteiros das respectivas campanhas vão consolidar essa tendência. “Se os resultados atuais se mantiverem como estão aí, não tem outra alternativa para quem está atrás [a não ser o ataque]”, acrescentou.

O professor Paulo Kramer, também cientista político da UnB, afirmou que os programas de rádio e televisão serão “a última esperança” dos candidatos que chegam atrás nas pesquisas de intenção de voto. Para ele, existe um grande contingente de eleitores que podem mudar os votos, mas não se tem a dimensão do poder dos programas como fator de consolidação dessas mudanças.

Esse processo de mudança, para ele, torna-se mais difícil nas eleições de 2010 uma vez que “a economia está bem e os eleitores satisfeitos”. Para modificar a atual tendência de votos registradas nas últimas pesquisas de diferentes institutos, Kramer ressalta que seriam necessários fatos “emoldurados em uma perspectiva nova e com credibilidade”.

Neste último caso, o professor lembrou a campanha ao governo de Goiás, em 1998, quando o então candidato do PSDB, Marconi Perillo, tinha menos de 5% das intenções de voto a maioria a favor do peemedebista Íris Rezende. O tucano contratou o ator Pedro Bismarck, para personificar o seu principal personagem Nerso da Capitinga para desqualificar Íris. “Ali foi uma moldura pesada, uma maneira cruel de emoldurar o adversário que pegou”, destacou Paulo Kramer.

Além dos programas em bloco, serão veiculadas inserções de até 60 segundos que totalizarão 30 minutos diários – seis para cada cargo. Essas inserções serão veiculadas de segunda a domingo.

Do Sindicato do ABC

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Eleitor deve apresentar título mais documento com foto para votar

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Nas eleições deste ano será a primeira vez que os eleitores serão obrigados a apresentar o título de eleitor acompanhado de um documento oficial com fotografia no momento da votação. A determinação partiu da Lei nº. 12.034/2009 (minirreforma eleitoral), que inseriu o artigo 91-A na Lei nº. 9.504/1997 (Lei das Eleições).

Também serão aceitos pela Justiça Eleitoral, juntamente com o título, qualquer documento de valor legal equivalente à carteira de identidade, como: identidade funcional, carteira de trabalho ou de habilitação com foto e certificado de reservista. Em anos anteriores, o eleitor podia votar apenas com o título de eleitor ou então com outro documento oficial.

2a via do título de eleitor pode ser retirada em qualquer cartório

Outra novidade para o pleito deste ano é que o eleitor pode retirar a 2a via do seu título em qualquer cartório eleitoral até o dia 23 de setembro. Na oportunidade, o título será reimpresso com dados idênticos ao do documento extraviado ou inutilizado.

Essa decisão da Corte Superior aconteceu em sessão administrativa, no dia 16 de junho, por proposta da Corregedoria Geral Eleitoral, com o intuito de garantir a plenitude do gozo dos direitos políticos ao eleitorado.

Desse modo, o eleitor quite com suas obrigações eleitorais que se encontrar fora de seu domicílio eleitoral poderá requerer a reimpressão de seu título, presentes as circunstâncias de extravio ou inutilização até 10 dias antes do pleito.

Do TRE/SC

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Eleitorado cresce 8,5% e chega a 135,8 milhões

Publicado por Administrador 20 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta terça-feira (20) dados consolidados sobre o eleitorado brasileiro que mostram que 135,8 milhões de eleitores estão aptos a votar nas eleições de outubro. O número é 8,5% maior que o da última eleição presidencial, de junho de 2006, quando o total de eleitores brasileiros era de 125,9 milhões. Os dados foram repassados ao TSE pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

O principal colégio eleitoral do país continua a ser o estado de São Paulo, com 22,3% do total de eleitores brasileiros –30,3 milhões de pessoas aptas a votar neste pleito–, seguido de Minas Gerais, com 14,5 milhões de eleitores (10,6% do eleitorado).

Em seguida, os estados com mais eleitores são o Rio de Janeiro (11,5 milhões de eleitores e 8,5% do eleitorado nacional), a Bahia (9,5 milhões e 7%) e o Rio Grande do Sul (8,1 milhões e 5,9%). O menor colégio eleitoral é Roraima –271,8 mil eleitores (0,2% do total).

A maioria do eleitorado brasileiro é composto de mulheres –51,8% das pessoas aptas a votar, ou 70,3 milhões de eleitoras. Os homens representam 65,2 milhões de votantes. Em 2006, o eleitorado feminino correspondia a 51,5% (64,8 milhões de votantes) e o masculino, a 48,3% (60,8 milhões).

Com 984,6 mil eleitoras (53,6% do total), o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior proporção de mulheres votantes, seguido do Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de eleitoras (53,2% do total).

Segundo o TSE, 200,3 mil eleitores devem votar no exterior. O voto para quem está fora do país vale apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, o perfil básico do eleitor brasileiro são pessoas do sexo feminino com idade entre 25 a 34 anos. A maioria dos estados tem maior percentual de mulheres eleitoras, com exceção de Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.

“O aumento do eleitoral ele se estende em todos os outros números, como sessões, pontos de votação e de mesários convocados e tudo corresponderá a esse aumento”, afirmou Janino.

O assessor da Corregedoria-Geral Eleitoral do TSE, Sérgio Cardozo, afirmou que o aumento total do eleitorado brasileiro e a predominância feminina já eram esperados pela Justiça eleitoral.

“É difícil de estabelecer circunstância determinante da movimentação do eleitorado. De acordo com o padrão vegetativo do eleitorado, de uma eleição para outra, a média de crescimento é de 4%. Não apresentou-se surpresa em relação ao aumento e ao número maior de mulheres. Não há como explicar essa tendência de maior participação feminina, talvez interesse maior das mulheres ou fator genético do eleitorado”, afirmou o assessor do TSE.

Do G1

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