Embraer: conheça os absurdos praticados na empresa

Publicado por Administrador 11 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A diretoria atual da Embraer ganharia um prêmio no quesito intransigência se tal prêmio existisse.  Após demitirem 4,2 mil trabalhadores sem informarem o presidente da República e o Legislativo, os trabalhadores e seus representantes foram tratados sem o devido respeito.

Passados dois meses das demissões, a empresa anunciou um lucro de R$ 38,3 milhões no primeiro trimestre do ano. O lucro só não foi maior porque as verbas rescisórias dos milhares de demitidos chegaram perto da casa dos R$ 100 milhões.

Já o teto para bonificação dos seus executivos, diretores e membros do Conselho de Administração, algo próximo a 30 pessoas, não chega a R$ 50 milhões como está previsto na Bovespa. Mas as informações dão conta de que o valor das bonificações dados pela empresa gira em torno de R$ 40 milhões.

Sem as demissões, a Embraer somaria estes R$ 100 milhões aos lucros, totalizando R$ 138,3 milhões. Caso diminuísse um pouco esta bonificação teríamos um lucro maior do que R$ 150 milhões.

É por isso que as entidades sindicais filiadas à CUT continuam lutando contra absurdos, como os praticados pela Embraer ao demitir sumariamente 4,2 mil companheiros e reafirmamos que a preservação do emprego deve ser garantida por meio da legislação e ações sindicais.

Se o bom senso prevalecesse e o presidente Lula fosse ouvido, as unidades da Embraer não estariam com vários setores fazendo horas extras de sábado a domingo. Isso significa que as demissões foram precipitadas e, logo mais, haverá novas contratações na empresa. E o pior, com salários menores.

Como se não bastasse todo este problema, a diretoria da Embraer depende agora de um financiamento do BNDES que pode chegar à assustadora soma de mais de R$ 25 bilhões para financiar novos projetos militares, rearmamento das Forças Armadas e venda de aeronaves civis. Apesar de todos os erros, a diretoria da Embraer continua se orgulhando do que fez e do que deixou de fazer.

Fonte: CNM/CUT

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Embraer: comissão convoca audiência para discutir demissões

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza nesta quarta-feira (25) audiência pública sobre as demissões ocorridas na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) no mês passado. O debate foi proposto pela deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e pelo líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP).

A Embraer demitiu 4.270 trabalhadores em 19 de fevereiro. As demissões foram suspensas temporariamente por decisão judicial, mas depois foram mantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), com sede em Campinas (SP), em 18 de março.

Entretanto, o TRT considerou os cortes abusivos e determinou pagamento de indenização de dois avisos prévios (dois salários mensais, até o limite total de R$ 7 mil), a título de indenização, e a manutenção do plano de saúde dos funcionários demitidos por 12 meses.

A deputada Manuela D’Ávila disse que foi procurada pela diretoria da Embraer para que também fosse realizada uma reunião fechada, somente com os parlamentares, pois existem informações sigilosas que não poderiam ser tornadas públicas.

Foram convidados o ministro do Trabalho, Carlos Lupi; o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Adilson Santos; o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique da Silva; o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Wagner Gomes; e o secretário-executivo da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Luiz Carlos Pratas.

Fonte: Câmara dos Deputados

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CUT repudia demissões na Embraer

Publicado por Administrador 27 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Demissões são resultado de incompetência administrativa e oportunismo, diz Artur Henrique, Presidente da CUT. Após o inesperado anúncio de que a Embraer havia demitido 4.270 trabalhadores, o presidente da CUT, esteve em audiência com o presidente Lula e ambos debateram formas de pressionar a empresa a reverter o processo.

Em entrevista à imprensa, logo após a audiência, Artur relatou a indignação do presidente, anunciou que a CUT fará mobilizações e que o governo vai convocar a presidência da empresa e cobrar explicações. Na sexta, o presidente Artur emitiu a seguinte nota:

Na avaliação da CUT, a demissão de 4,2 mil trabalhadores da Embraer, em São José dos Campos, é obra de incompetência administrativa e amadorismo gerencial.

Trata-se também de oportunismo. A empresa tem recebido ao longo dos anos aportes do BNDES, cujo patrimônio é em grande parte composto por recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. A empresa quebrou recordes no ano passado, quando vendeu 204 aparelhos contra os 195 que ela mesma estimava, num crescimento de 20% se comparado ao de 2007. Em recente lista que inclui multinacionais, figura como a 16ª maior receita entre as indústrias em atuação no território nacional e como o 15º maior lucro líquido.

Um dia antes de anunciar as demissões, um alto executivo da empresa, em entrevista ao jornal Gazeta Mercantil, afirmou que a Embraer via na crise “uma grande oportunidade” e que apostava em seu crescimento na América Latina.

Diante de tais fatos, é ou não é oportunismo demitir 4,2 mil trabalhadores sem nenhuma tentativa prévia de encontrar solução mais ousada e responsável, sem considerar os altos lucros que teve em períodos anteriores, sem negociar com ninguém e sem considerar que demissões vão na direção contrária ao enfrentamento da crise, já que enfraquecem o mercado interno?

A CUT, junto com seus sindicatos, vai realizar mobilizações, ações políticas e jurídicas para pressionar a Embraer a reverter esse processo bárbaro de demissões que não considerou as famílias de seus trabalhadores e trabalhadores, a cidade que acolheu a empresa ou o país que tanto a ajudou.

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