ThyssenKrupp aposta no potencial do Brasil e EUA
A empresa alemã de siderurgia e engenharia ThyssenKrupp afirmou que ainda está convencida sobre o potencial de suas novas usinas no Brasil e nos EUA, apesar de a construção das fábricas ter sido muito mais cara do que o originalmente planejado. “Nós estamos convencidos de que o mercado americano oferece perspectivas promissoras para nossos produtos de aço plano premium”, declarou o executivo-chefe, Heinrich Hiesinger, aos acionistas da empresa durante a reunião anual geral realizada hoje.
No entanto, Hiesinger não respondeu diretamente a recentes relatos da imprensa que especularam que as unidades da ThyssenKrupp no Brasil e nos EUA poderiam ser vendidas. O executivo disse que a companhia está trabalhando duro para finalizar as fábricas e acrescentou que os custos das novas unidades terão de ser “otimizados”.
Hiesinger também reiterou que os resultados da ThyssenKrupp no primeiro trimestre fiscal de 2012 – que terminou em 30 de setembro – ficaram consideravelmente abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. O desempenho fraco foi devido principalmente à queda nos volumes de vendas e nos ganhos em sua divisão de aço na Europa, que tem sofrido com a pequena demanda em razão do ambiente econômico incerto.
Um sólido desempenho na divisão de tecnologias – que fabrica produtos como elevadores e embarcações – foi contrabalançado pela redução dos lucros na unidade de aço europeia e pelas contínuas perdas na unidade de aço das Américas. As informações são da Dow Jones.
Da CNM/CUT
País cria 2,3 milhões de empregos formais no ano
O Brasil gerou 2.320.753 postos de trabalho com registro em carteira entre os meses de janeiro a novembro deste ano, equivalentes a expansão de 6,46% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010. O resultado – que incorpora as informações declaradas fora do prazo (série ajustada) – foi o segundo melhor na série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o período, sendo menor apenas do que em 2010, quando foram abertos 2.918.549 novos postos. Somente em novembro deste ano, foram criados 42.735 empregos formais, alta de 0,11% em relação ao estoque de empregos celetistas do mês anterior.
“É importante ressaltar que o resultado dos meses de janeiro a novembro de 2011, considerando a série ajustada, foi bastante favorável ao atingir a criação de mais de 2,3 milhões de empregos, o segundo melhor desempenho da série histórica para o período. Porém, os dados do CAGED, no mês de novembro, ao apontar a criação de 42.735 postos de trabalho, mostram que o emprego formal continua crescendo, confirmando, porém, uma diminuição de dinamismo que já vinha sendo sinalizada nos últimos meses. Esse comportamento pode ser justificado, em parte, pela presença de fatores sazonais, como também, conjunturais, em razão da repercussão dos efeitos da crise internacional“, explica o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto dos Santos Pinto.
Nesse período, a expansão do emprego foi influenciada pelo desempenho positivo em quatro setores de atividade econômica, sendo destaque o Comércio, com 107.920 postos e alta de 1,30%, a maior taxa de crescimento entre os setores e o terceiro maior saldo para o mês na série do Caged; e Serviços, com 53.999 postos e crescimento de 0,36%. Já a Administração Pública contribuiu com 250 postos (+0,03%) e Extrativa Mineral com 129 postos (+0,06%).
Na contramão, tiveram desempenho negativo os setores da Indústria de Transformação, com retração de 54.306 postos (-0,65%) devido a fatores conjuntural e sazonal; Agricultura, com -42.297 postos (-2,55%), devido a fatores sazonais; Construção Civil, com -22.789 postos (-0,82%), resultado influenciado por fatores sazonais (climáticos) e conjunturais; e Serviços Industriais de Utilidade Pública, com perdas de 171 postos de trabalho (-0,04%).
No recorte geográfico, houve elevação do emprego em vinte e uma Unidades da Federação, com três delas apresentando recordes, uma registrando o segundo melhor saldo e duas apontando o terceiro melhor desempenho para o mês. Os destaques, em números absolutos, couberam aos estados do Rio de Janeiro, com 24.867 postos (+0,70%), o segundo melhor desempenho para o mês; Rio Grande do Sul, com 12.875 postos (+0,52%); Santa Catarina, 12.089 postos (+0,66%); Minas Gerais, 5.825 postos (0,14%) e; Paraná, com 5.663 vagas (0,22%).
Já os estados que apresentaram desempenhos recordes foram: Pará, com 4.226 postos (+0,62%); Amapá, 496 postos (+0,76%) e Roraima, com 451 postos ou +1,13%. Influenciados por fatores sazonais e conjunturais, dentre os estados que tiveram desempenho negativo estão: São Paulo (-29.145 postos ou -0,24%); Goiás (-10.466 postos ou -0,96%) e Mato Grosso (-5.791 postos ou -1,02%).
O Caged também mostra expansão do emprego em quatro das cinco grandes regiões: Sul, com 30.627 postos; Nordeste, com 20.089 postos; Norte, com 4.870 postos e Sudeste, com 3.261 empregos. Devido a motivos sazonais e conjunturais, o Centro-Oeste foi a única região a apresentar redução no nível de emprego, equivalente a 16.112 postos (-0,57%).
Caged - Em doze meses, a geração de empregos atingiu 1.900.571 postos de trabalho, correspondendo ao aumento de 5,23%. No período de janeiro de 2003 a novembro de 2011, tomando como referência os dados da RAIS (que abrange Celetistas e Servidores Públicos Federais, Estaduais e Municipais) e do Caged, foram gerados 17.705.195 empregos formais.
MTE
OIT: jovens podem ser os mais afetados por falta de trabalho
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) adverte sobre a possibilidade de surgir no mundo uma geração de jovens trabalhadores frustrados por uma mistura de desemprego, inatividade e trabalho precário. Esta é a conclusão do relatório “Atualizações das Tendências Mundiais do Emprego Juvenil 2011″, divulgado na quarta-feira (19), na sede da entidade, em Genebra (Suíça).
O estudo aponta um total de 75,1 milhões de jovens desempregados em 2010. Isso representa uma taxa mundial de desemprego juvenil de 12,7%. Para 2011, a previsão é de uma queda de 0,1% na taxa, chegando à marca de 74,6 milhões.
Mas essa leve queda nas expectativas em 2011 é atribuída à saída de jovens do mercado de trabalho e não à criação de novos empregos.
A Europa é a principal região afetada, segundo a OIT. Desde 2008 até 2010, o desemprego juvenil cresceu 4,6%. No Oriente Médio e no Norte da África, apesar dos avanços na educação, em média, um a cada quatro jovens está sem emprego. As taxas de desemprego da Ásia Meridional (9,9%) e da África Subsaariana (12,5%), vistas fora do contexto, podem ser interpretadas como positivas. Mas a ONU ressalta que boa parte dos empregados trabalha por necessidade e não por opção. As condições precárias e a baixa inserção no mercado formal na região também são destacados no relatório.
O estudo lembra que a Primavera Árabe e outros movimentos de contestação em 2011 seriam um espelho da indignação e falta de oportunidades no mercado de trabalho. “Essas novas estatísticas refletem a frustração e a ira que estão sentindo milhões de jovens no mundo”, disse o diretor-executivo do Setor de Emprego da OIT, José Manuel Salazar-Xirinachs.
Possíveis ações para reverter o quadro foram apontadas. Entre elas, estão desenvolver uma estratégia integral de crescimento e criação de empregos que priorize os jovens; melhorar a qualidade dos empregos com fortalecimento das normas do trabalho; investir em educação e formação de qualidade; levar adiante políticas financeiras e macroeconômicas que removam os obstáculos para a recuperação econômica.
Da Rede Brasil Atual
Um milhão e meio de empregos em 6 meses
O Brasil gerou em junho 215.393 postos com carteira de trabalho assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Entre janeiro e junho foram gerados 1.414.660 empregos celetistas, terceiro melhor resultado para o período na série de saldos semestrais. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (19) pelo Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.
O resultado do mês representa crescimento de 0,58% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada e é o segundo melhor na série histórica para o mês, atrás de junho de 2008 (309.442).
“Temos um quadro muito positivo e continuamos com uma expansão muito forte no Brasil. Acredito que o Brasil está tomando as medidas certas para manter a estabilidade econômica, mas temos que continuar atentos. Nós temos hoje alguns países, chamados países ricos, em crise. Isso numa economia globalizada acaba mexendo com toda a estrutura econômica mundial e o Brasil tem que estar atento a esse processo e a cada mês observando isso e tomando medidas adequadas. Não tem que ter uma regra fixa, mas uma regra adaptada a cada momento da economia. Os dados da economia brasileira na área do emprego, que na minha modesta opinião é o melhor medidor de a quanto anda a economia, é o melhor possível. O Brasil teve um mês de junho de 2011 melhor que o de 2010, isso é uma prova inequívoca que continua crescendo a empregabilidade no nosso país”, destacou Lupi.
Clique aqui para conferir os dados completos.
O número de admissões e desligamentos em junho foram recordes para o período, com 1.781.817 trabalhadores admitidos e 1.566.424 desligados. O bom desempenho registrado em junho originou-se da expansão de todos os setores de atividade econômica, com a Extrativa Mineral registrando saldo recorde com a geração de 1.752 postos de trabalho.
Em termos absolutos, os principais resultados foram registrados na Agricultura, com geração de 75.227 postos e crescimento de 4,60%, a maior taxa de crescimento entre os setores. Os setores de Serviços e Construção Civil foram responsáveis pela criação de 53.543 e 30.531 novos empregos celetistas, respectivamente.
Entre as regiões, o melhor desempenho foi apresentado no Sudeste, com a abertura de 124.292 empregos formais, seguido do Nordeste, com 39.953, segundo maior saldo, Centro-Oeste, com 23.163, segundo melhor resultado e maior taxa de crescimento do mês, com 0,84%. A região Norte também registrou o segundo melhor saldo do mês, com a geração de 11.922 novos empregos. Entre as Unidades de Federação, cinco tiveram saldos recordes em junho: Rio de Janeiro, com 19.756 postos, Bahia, com 11.767, Mato Grosso, com 9.832, Acre, com 939, e Amapá, com 652.
Semestre – O resultado do semestre (1.414.660 empregos celetistas) é o terceiro melhor para o período na série de saldos semestrais, superado apenas pelos registrados em 2010, quando foram gerados 1.634.357 postos de trabalho e 2008, com 1.445.734. O crescimento no período de janeiro a junho, em relação ao estoque de dezembro de 2010, foi de 3,94%.
“Tivemos um bom primeiro semestre, mas aposto em um segundo semestre melhor. O segundo semestre de 2010 teve efeito forte do processo eleitoral, com limitações para contratações. Ao contrário do que a maioria espera para o segundo semestre desse ano, eu como otimista que sou, acho que vai ser melhor que o primeiro. Muitos processos vão se deslanchar. Hoje eu vejo muita substituição de investimento, que está mais restrito ao capital nacional, pelo investimento do capital internacional. Muitas multinacionais investindo no Brasil, muitas empresas apostando numa lucratividade maior nas suas filiais brasileiras, muitas empresas crescendo. Por causa desses motivos acredito em um crescimento melhor no segundo semestre”, enfatiza Lupi.
Entre as Unidades de Federação, três registraram saldo recorde para o período: Rio de Janeiro (99.175 postos), Amazonas (28.520 postos) e Mato Grosso do Sul (26.984 postos). O Rio Grande do Sul (90.278 postos), Goiás (75.604 postos), e a Bahia (60.472 postos) registraram o segundo melhor resultado para os seis primeiros meses do ano.
O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas (BA, CE, MG, PA, PE, PR, RJ, RS e SP) cresceu 3,05% no primeiro semestre, com a geração de 65.070 postos de trabalho, terceiro melhor resultado da série histórica do Caged. O Interior desses aglomerados registrou um desempenho melhor com a criação de 676.278 postos de trabalho e um crescimento de 5,24%.
O salário médio de admissão no período apresentaram um crescimento real de 3,04%, em relação ao mesmo semestre de 2010, passando de R$ 874,14 para R$ 900,70 em 2011. Segundo o recorte por gênero, o crescimento real do salário médio de ADMISSÃO obtido pelos homens foi de 3,88%, ante um aumento de 1,93% para as mulheres.
MTE
Brasil já gerou mais de 1,16 milhão de empregos este ano
O Brasil gerou mais de 1,16 milhão de empregos nos cinco primeiros meses deste ano. A informação foi dada hoje (20) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante laçamento do programa ProJovem Trabalhador no estado do Rio. Segundo o ministro, apenas em maio deste ano, foram criados mais de 200 mil postos de trabalho.
Os dados consolidados de maio deste ano do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) serão divulgados na tarde de hoje, em Brasília, pelo ministro. Os dados de 2011, de acordo com os números informados por Lupi, não conseguem, entretanto, superar o desempenho recorde do mercado de trabalho, obtido nos cinco primeiros meses de 2010, quando mais de 1,3 milhão de empregos foram gerados.
A expectativa de Lupi é que o país encerre 2011 com a geração de 3 milhões de empregos formais. “Estamos com muitos investimentos no Brasil ainda, principalmente os investimentos internacionais. Estamos com muitos preparativos para as Olimpíadas, a Copa do Mundo, muitos investimentos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], o Programa Minha Casa, Minha Vida está ampliando sua capacidade de investimento. Sou muito otimista. Devemos ter um segundo semestre melhor do que o primeiro”, disse Lupi.
Agência Brasil
Mais estrangeiros buscam emprego no Brasil, diz Ministro
O número de estrangeiros pedindo vistos de trabalho no Brasil é cada vez maior, no rastro da melhoria econômica do país, afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à margem de conferência internacional em Genebra.
“O que tem de chinês pedindo visto para trabalhar no Brasil é enorme”, disse o ministro abrindo os braços em sinal de espanto. “O Brasil está se tornando uma Meca do trabalho para os estrangeiros.”
Sem citar cifras, o ministro disse que, nos últimos três anos, houve uma total reversão, de forma que o número de estrangeiros em busca de emprego no Brasil superou o de brasileiros partindo ao exterior para trabalhar.
Os vistos de trabalho para estrangeiros aumentaram 30,5% entre 2009 e 2010 no país, atingindo 56 mil autorizações ao final do ano passado, conforme dados do Ministério do Trabalho. Também excedem aos 25.440 vistos dados em 2006, antes da crise econômica global.
Em 2010, cidadãos dos EUA, Filipinas, Reino Unido, Índia e Alemanha foram os que mais receberam vistos de trabalho. No caso dos alemães, o volume aumentou 106%, para 2.904. Quanto aos indianos, a alta foi de 44%, com 3.237 autorizações em 2010. Os americanos receberam 7.550 vistos, numa alta de 35%.
O ministro explicou que as autorizações são dadas nos casos de postos de trabalho em que nem sempre há brasileiros para ocupá-los, o que significa, em muitos casos, especializações. No médio prazo, ele avalia que a solução é mesmo melhorar a qualificação dos brasileiros.
Em todo caso, os números do ministério mostram que os pedidos indeferidos diminuíram 7,8% no ano passado. Foram 1.064 indeferidos, contra 1.154 em 2009. Os pedidos indeferidos até dezembro foram 15% a menos do que em 2007.
Outro fenômeno, segundo o ministro, é a volta de brasileiros que viviam no exterior. Somente do Japão, já voltaram 60 mil de uma comunidade de mais de 300 mil, conforme Lupi. “A moeda está forte no Brasil, o mercado está bom”, comentou.
Para ele, a economia está desacelerando, mas o volume de investimentos estrangeiros diretos mantém a demanda por trabalhadores.
Fonte: Valor
Brasil atinge 1,1 milhão de novos empregos nos primeiros cinco meses do ano
O Ministério do Trabalho informou nesta terça-feira (14) que o Brasil gerou mais de 200 mil novos postos de trabalho em maio. Com isso, o saldo total de empregos gerados neste ano atinge a marca de 1,1 milhão de novos postos de trabalho em cinco meses do governo da presidenta Dilma Rousseff. Na média, são 220 mil novos empregos criados por mês no ano de 2011.
Os dados, na avaliação dos deputados Policarpo (PT-DF) e Weliton Prado (PT-MG), refletem os esforços do governo Dilma em manter a economia brasileira no ritmo de crescimento ao qual o País encontrava-se durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Em oito anos, o governo do presidente Lula gerou mais de 15 milhões de empregos. Se já conseguimos mais de um milhão em cinco meses, é a certeza de que houve continuidade da política econômica, com desenvolvimento social e geração de emprego e renda do governo Lula”, avalia Policarpo.
A expectativa, segundo o petista, é de que o País alcance patamares ainda mais altos de geração de empregos com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Além de manter e aprofundar as políticas estruturantes do governo Lula, a presidenta Dilma vai investir pesado em qualificação da mão de obra nacional, que é uma antiga reivindicação do empresariado brasileiro”, destacou.
Para o deputado Weliton Prado, o número de empregos gerados até agora demonstra não apenas a solidez da economia brasileira, mas também o sucesso das medidas adotadas pelo governo para conter a inflação e impedir que a crise que se alastra pela Europa atinja o Brasil. “Fico muito feliz com essa notícia. É prova de que o país continua crescendo, gerando empregos e melhorando a qualidade de vida dos brasileiros. Poucos países do mundo conseguiram segurar a inflação sem intervir no ritmo de crescimento da economia, como vem ocorrendo no Brasil”, enalteceu o deputado mineiro.
Do PT
Brasil é o quarto mais otimista do mundo em relação ao emprego em 2011
O Brasil está entre os cinco países mais otimistas em relação ao emprego em 2011. O estudo International Business Report 2011 realizado pela Grant Thornton e divulgado nesta segunda-feira (6) revela que o País ocupa o 4º lugar no ranking mundial.
A pesquisa revela que o indicador brasileiro foi de +47%, perdendo apenas para a Índia (+64%), Turquia (+60%) e Vietnã (+57%). Com este indicador, o otimismo do Brasil está bem acima da média global, que é de +19. O levantamento foi realizado com mais de 11 mil empresas de 39 países.
“A economia brasileira está aquecida, porém, nesse momento, é preciso ficar atento ao rumo da política monetária: cambial, controle da inflação e taxa de juros, que começam a gerar incertezas no mercado. O otimismo para as expectativas de emprego nas empresas privadas brasileiras é elevado e tem consequências diretas nas variáveis macroeconômicas como a inflação”, afirma o responsável pelo estudo na América Latina da Grant Thornton, Javier Martínez.
Em relação aos menos otimistas, destacam-se a Irlanda (-35%), Grécia (-35%), Espanha (-16%), Itália (-3%) e a França (-1%).
Por região
Na análise por região, a América Latina se destaca, já que é a maior empregadora, com 42%, seguida dos países do Bric (Brasil, Rússia, China e Índia), com 39%, e Ásia (exceto o Japão), com 38%.
Em contrapartida, as regiões que apresentam o menor percentual de empresários contratando são a Zona do Euro (-2%) e o grupo dos países europeus Portugal, Itália, Grécia e Espanha (-21%).
Índice de emprego
Os dados indicam ainda que o índice de emprego brasileiro no primeiro trimestre de 2011 foi de +32%. Na comparação com o último trimestre do ano passado, houve uma queda de 13 pontos percentuais, já que no período o indicador foi de 55%.
“Os dados mais recentes falam de uma queda no otimismo em emprego, uma situação natural quando já há dados de desempenho dos primeiros meses do ano, como a retração da produção industrial na economia brasileira”, explica Martínez.
Em 2010, o índice de otimismo em emprego nas empresas brasileiras foi de apenas +11%, bem menor que o índice em 2009 (+53%), porém, acima da média global (-8%).
A pesquisa IBR 2010 foi feita ao final do ano 2009, período ainda afetado pela recessão econômica mundial. Países como Estados Unidos (-33%) e Reino Unido (-30%) mostraram pessimismo, mais nunca tão pronunciado como Irlanda (-58%) ou Espanha (-38%). Frente a este cenário, os dados de 2011 são muito mais positivos em todo o mundo.
Do InfoMoney
Montadoras abrem mais de 4.000 vagas
Com os anúncios de ampliação da produção e implementação de terceiro turno em algumas fábricas, as montadoras devem abrir entre 4.200 e 4.400 vagas ainda neste ano em quatro Estados do país: São Paulo, Bahia, Goiás e Paraná.
Nesse número estão consideradas as vagas já anunciadas –caso da GM, que contratará 1.500 pessoas para trabalhar no terceiro turno da fábrica de São Caetano do Sul– e as que ainda estão em fase final de negociação, como a Mercedes-Benz.
A fabricante de caminhões e ônibus deve ampliar a capacidade da unidade de São Bernardo do Campo de 65 mil caminhões para 80 mil até o fim do ano. Para isso, negocia a admissão de 400 a 600 pessoas com representantes dos trabalhadores.
A Ford também admite neste ano cerca de cem novos profissionais. A maior parte deles (69) para a área de engenharia, concentrada principalmente na unidade de Camaçari (BA). A fábrica já opera em três turnos, em seis dias da semana, emprega 3.600 funcionários e desenvolve o novo carro global da marca, o EcoSport.
Emprego em alta
O nível de emprego no setor já aumentou 9,1% em fevereiro deste ano sobre igual mês de 2010. São 139.548 empregados –o maior número desde outubro de 1990, quando eram 140.565.
“A tendência de alta de emprego no setor deve se manter”, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT).
Em Taubaté, foram efetivados 1.200 profissionais da Volks nos últimos 12 meses. “Estamos negociando agora as contratações para a nova fábrica de pintura, que entra em operação em 2012″, afirma Isaac do Carmo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
Além de contratar mais, as empresas também investem mais em qualificação e treinamento de mão de obra neste ano. São entre 20% e 30% mais recursos aplicados para suprir a carência na formação profissional dos recém-contratados.
Na Volkswagen, são 20% a mais sobre o total destinado a treinamento em 2010, ano em que já os recursos aplicados já haviam aumentado 36% sobre 2009.
Na Mercedes-Benz, são 33% a mais em treinamento de mão de obra do valor que a montadora havia destinado há três anos.
Em Falta
Marcos Alves, diretor de RH da empresa, afirma que entre os profissionais em falta no mercado hoje estão soldadores, funileiros, pintores (de acabamento de veículos) e operadores de comando numérico.
Na GM, a lista inclui ainda eletricista eletrônico e mecânico eletrônico, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (Força Sindical). “Esses são profissionais disputados a tapa no mercado porque [a função] exige formação muito específica e experiência”, diz Aparecido da Silva, presidente da entidade.
No ABC paulista, o sindicato dos metalúrgicos arrematou por R$ 1,3 milhão um prédio em São Bernardo em que construirá um centro de educação profissional para investir em qualificação dos trabalhadores da região.
A escola deverá funcionar em convênio com o Senai e universidades da região, com recursos da entidade e de empresas do setor.
MERCADO EM CRESCIMENTO
20 a 30% é o aumento dos investimentos em qualificação e treinamento que as montadoras devem fazer em 2011 ante 2010, 139,5 mil trabalhadores diretos estão empregados hoje.
Profissões em falta
- soldador
- pintor
- eletricista eletrônico
- mecânico eletrônico
- ferramenteiro
- engenheiros
- operador de comando numérico
FEM/CUT
Diálogo social e políticas econômicas ajudaram o Brasil a sair da crise, diz OIT
O diálogo social foi um dos elementos fundamentais para que o Brasil pudesse sair rapidamente da crise financeira internacional, iniciada em 2008. Além disso, as políticas sociais combinadas com políticas macroeconômicas também foram decisivas para a saída da crise. As conclusões fazem parte de um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) intitulado Estudos sobre Crescimento com Equidade – Brasil: Uma Estratégia Inovadora Alavancada pela Renda.
O estudo, divulgado hoje (22), mostra que o Brasil criou mais de 3 milhões de empregos formais nos últimos dois anos e atingiu um crescimento econômico de mais de 7% em 2010, voltando aos níveis pré-crise. Contudo, o crescimento econômico e do emprego não aumentaram no mesmo ritmo. Apesar disso, a informalidade no mercado de trabalho e a desigualdade de renda foi reduzida mesmo durante a crise.
Segundo o estudo, políticas sociais adotadas pelo governo brasileiro durante a crise foram benéficas como o aumento contínuo do salário mínimo, o aumento do valor de benefícios como o Bolsa Família e a extensão do seguro-desemprego por dois meses. Pelo lado das políticas econômicas, houve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis que pode ter contribuído para a manutenção de 50 mil a 60 mil empregos. Além disso, cerca de 25 milhões de empregos são dependentes direta ou indiretamente da produção de veículos.
Ainda em relação a medidas macroeconômicas, o governo também procurou fazer com que seus bancos públicos colocassem à disposição crédito para as empresas brasileiras num momento em que os bancos privados estavam reduzindo essa oferta. Essa política permitiu que não só as grandes empresas, mas também as médias e as pequenas tivessem acesso ao crédito.
Outras medidas adotadas pelo governo que tiveram impacto positivo no enfrentamento da crise foram a expansão do Programa de Aceleração dos Crescimento (PAC) e a criação do programa Minha Casa, Minha Vida, que tinha como meta a construção de 1 milhão de casas para famílias de baixa renda entre 2009 e 2010. Juntos, eles impulsionaram a criação de empregos em diversos setores.
Essas ações tiveram como resultado o crescimento do emprego já em fevereiro de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,2% no quarto trimestre de 2009 e, em 2010, esse crescimento foi de 7,5%, o que ultrapassa os níveis pré-crise.
O estudo aponta ainda que o Brasil precisa fortalecer e aperfeiçoar as políticas de emprego. Pelo estudo, a prorrogação do seguro-desemprego poderia ter sido estendida a mais setores afetados pela crise. Dados do estudo apontam que a cobertura efetiva do seguro-desemprego é de 7% dos trabalhadores, sendo que, na maioria dos países emergentes, essa cobertura é maior. No Chile, a cobertura efetiva chega a 20% e na China e na Turquia, a 13%.
O Brasil deve se preocupar em melhorar os regimes de manutenção de emprego. Em alguns casos, o diálogo social foi usado para reduzir o número de demissões. Entre as ações adotadas destaque para os desligamentos temporários e as férias coletivas. Contudo, durante a crise, as indústrias demitiram um grande número de trabalhadores. As empresas poderiam ter reduzido a carga de trabalho com redução de salários combinada a compensações do governo.
O relatório diz também que os programas de proteção social, como o Bolsa Família, devem ter como iniciativas futuras a integração dos beneficiários a empregos produtivos, de qualidade e decentes. Maiores investimentos em habilidades básicas e treinamento vocacional, na intermediação de mão-de-obra, maior disponibilidade de creches e de serviços de assistência infantil poderiam melhorar o acesso dos trabalhadores a novas oportunidades, existentes na fase em que o Brasil se encontra.
Entre os desafios para o Brasil nos próximos anos, segundo o relatório, estão o aumento da taxa de investimentos, a reforma do sistema tributário e uma taxa de câmbio competitiva.
Agência Brasil