Um quinto das empresas consome R$ 300 mil com burocracia

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa Ibope realizada com 211 empresas em dez grandes cidades do País, encomendada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e divulgada hoje, apontou que 20% das companhias gastam pelo menos R$ 300 mil por ano com rotinas burocráticas, considerando despesas com funcionários, profissionais terceirizados e emissão de documentos. De acordo com o estudo, feito de 28 de abril a 17 de maio, 36% dos entrevistados apontaram que os lucros seriam superiores a pelo menos 6%, se todas as rotinas exigidas pelo poder público fossem removidas – desses 36%, 23 pontos porcentuais falam que seriam maiores que 10%.

Na avaliação dos empresários, entre os elementos que poderiam ser adotados pelo governo para diminuir os entraves burocráticos, estão o aumento da eficiência da gestão de administração, banimento de redundâncias, pena a infratores de maneira rápida e eficaz para acabar com a corrupção e políticas unificadas definidas pela União e adotadas por Estados e municípios. Um outro fator importante, segundo os dirigentes de companhias, é a recriação do Ministério da Desburocratização, que indica que os entrevistados têm pouca confiança que a atual estrutura do Estado reduzirá as barreiras de processos que prejudicam as atividades comerciais.

Conforme o levantamento, 78% dos entrevistados apontam que, entre os entraves burocráticos, há o tempo exigido para cumprimento de tais obrigações junto ao poder público. Para 77% das empresas, outra dificuldade é a necessidade de emissão de diferentes certidões e documentos. Para 63% das companhias, os custos caudados pela burocracia também são obstáculos. Na apreciação de 91% dos entrevistados, existem conflitos burocráticos que atrapalham o ambiente de negócios.

A sondagem também questionou quais são as exigências burocráticas que mais emperram a concretização de negócios: 43% enunciaram as documentais, como, por exemplo, as que devem ser obtidas na Junta Comercial ou relativas a alteração de contrato social. Na análise de 39%, merecem destaque os pedidos oficiais relacionados a regras de contabilização de operações e, para 10%, há requisições em transações imobiliárias que envolvem, por exemplo, cartórios (como certidões e atestados).

Estorvos

De acordo com a pesquisa Ibope/Amcham, 67% apontaram que os estorvos burocráticos que prejudicam os negócios das empresas estão vinculados, na maior parte das vezes, a normas e exigências federais, 20% aos Estados e 7%, às prefeituras. Para 77% das empresas ouvidas, por outro lado, o excesso de procedimentos burocráticos poderia ser diminuído com a unificação de tais processos entre as esferas federal, estadual e municipal.

No julgamento das empresas entrevistadas, há impactos sérios nos negócios provocados pela burocracia que requerem a contratação de advogados, contadores e despachantes para se desvencilharem de tais entraves. Segundo 57% dos entrevistados, impacta muito a necessidade de contratação de tais profissionais a fim de atender às exigências regulatórias requeridas e as atualizações.

No conceito de 46% das empresas abordadas, são elevados os efeitos provocados para o emprego desses segmentos de profissionais ou técnicos. Como alternativa para reduzir os processos burocráticos, 89% das empresas entrevistadas investem em tecnologia a fim de tornar ágil a execução de tais tarefas. Na opinião de 58% das empresas, são excessivos o controle e a fiscalização do governo sobre as companhias em relação às exigências burocráticas, enquanto 21% acham que as solicitações oficiais são insuficientes.

Por outro lado, para aqueles que acreditam que o controle do governo é exagerado, 77% creem que tais regras draconianas são usadas como instrumento de poder. De acordo com 35% das empresas entrevistadas em São Paulo, Campinas (SP), Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Ribeirão Preto (SP), Uberlândia (MG) e Goiânia, são dedicados pelo menos 26% do corpo de funcionários delas para lidar, diariamente, com rotinas burocráticas.

Funcionários

Das empresas ouvidas, 29% apontaram que dedicam pelo menos 11 funcionários em tais funções – do total de 29%, 10 pontos porcentuais empenham pelo menos 31 colaboradores nessas tarefas. De acordo com a Amcham, o estudo e as propostas serão direcionados aos candidatos a presidente para que sirvam como subsídios aos programas de governo e possam auxiliar a administração na tarefa de redução da burocracia, caso sejam eleitos.

Do Estadão

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Governo encaminha projeto de lei para punir empresas corruptoras

Publicado por Administrador 8 fevereiro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente Lula encaminha nesta segunda-feira (8/2) ao Congresso Nacional projeto de lei que responsabiliza administrativa e civilmente empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública nacional e internacional. A cerimônia de assinatura da mensagem com o envio do PL ao Congresso ocorre às 19 hras no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Pela proposta, as novas punições vão da multa de 1% a 30% do faturamento bruto da pessoa jurídica, impedimento de que ela receba benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades dela ou até a extinção da empresa. Na legislação atual, a principal sanção aplicável às pessoas jurídicas é a declaração de inidoneidade, que proíbe a empresa de participar de licitação e manter contratos com a administração pública.

A agenda de trabalho do presidente Lula também prevê audiência com o presidente do Conselho Editorial e vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, e, às 10h30, Lula comanda reunião de coordenação. Ao meio dia, recebe o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e à tarde, o presidente recebe os ministros Alfredo Nascimento (Transportes), Paulo Bernardo (Planejamento) e Hélio Costa (Comunicações).

Fonte: PT Nacional

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Participação nos lucros revela receita das empresas

Publicado por Administrador 18 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Mesmo com as queixas sobre queda na demanda, em decorrência da crise econômica mundial, empresas de todos os setores instaladas na região, pagam volumosas quantias a título de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) aos trabalhadores.

“A crise econômica virou desculpa para tudo, tem muitas empresas se aproveitando do momento para demitir profissionais e readequar o quadro de funcionários, mesmo sem necessidade. A verdade é que, apesar de reduzido, o ritmo da economia ainda dá sinais positivos”, destacou o economista Ricardo Bonatto.

Exemplo dos bons resultados, algumas vezes ‘camuflados´´ pelas empresas, foi o valor da primeira parcela de PLR pago aos funcionários da Volkswagen: R$ 3.500. O valor, 15% maior do que o ano passado, mostra que os negócios não andam tão mal. “A PLR é um bom medidor de receita”, destacou Bonatto.

Na Scania, em São Bernardo, 2.900 trabalhadores receberam R$ 9.522,73 referentes a PLR no ano passado. Os valores a serem pagos neste ano, no caso das montadoras – com exceção da Volks -, ainda estão sendo negociadas com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Químicos
– Os químicos, representados pelo Sindicato dos Químicos do ABC – cerca de 40.000 – recebem PLR. A categoria tem assegurado, em acordo, o pagamento mínimo de R$ 550 dividido em duas parcelas iguais, sendo metade até dia 31 de junho e a outra 30 de março.

No setor farmacêutico
– com cerca de 5.000 trabalhadores na região -, a base de cálculo é diferente. Para empresas com até 100 empregados, o valor mínimo é de R$ 800. Para estabelecimentos com mais de 100 empregados, o benefício mínimo é de R$ 930.

História
– O coordenador técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos), Airton Castilho Mello, destacou a importância do benefício. “A participação dos trabalhadores nos lucros ou nos resultados das empresas é um item presente na Constituição brasileira desde 1946, mas, fora algumas poucas experiências, só começou a ser negociada a partir de 1994″, explicou.

A PLR ganhou força em meados dos anos 90, em função da política de combate à inflação brasileira, baseada no aprofundamento da abertura da economia e no barateamento das importações. Essas medidas trouxeram impactos sobre as empresas, forçando-as a reduzir os custos e aumentar a produtividade. “O setor industrial foi o primeiro, mas o comércio e os serviços, também estão submetidos à lógica do aumento da competitividade”, lembrou o técnico.

Do Diário do Grande ABC

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Empresas de SP inovam o dobro que as de outros estados, diz Ipea

Publicado por Administrador 11 novembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Ter sede no Estado de São Paulo significa para uma empresa 2,423 vezes mais chance de conseguir criar produtos muito inovadores. Essa é uma das constatações do estudo do Ipea sobre inovações a partir de dados da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec). Os pesquisadores do Ipea Luís Fernando Tironi e Bruno Cruz afirmam que “esse resultado pode indicar uma forte presença de externalidades locais ligadas à inovação, ou seja, o fato de localizar-se em São Paulo significaria maior acesso a serviços, menor custo para se obter informação sobre novas tecnologias, entre outros.”
 
Além disso, apenas 148 empresas nacionais praticaram inovações radicais (inovaram em produto ou processo novo para mercado mundial), o que corresponde a 0,18% das firmas abrangidas pela Pintec. No entanto, indício da importância da inovação, essas empresas respondem por 15,53% do valor líquido de vendas e por 3,42% de todo o pessoal ocupado.
 
O trabalho chama a atenção para a distinção entre inovação incremental e radical. No tratamento empírico dos dados da Pintec, a inovação incremental é aquela cujo produto ou processo objeto da inovação, é novo apenas para empresa ou se trata de um aprimoramento de um já existente. Já na inovação radical o produto ou processo é novo para mercado nacional ou para o mercado mundial.
 
Ao considerar apenas a inovação em produto, o estudo constata que as empresas com principal mercado de atuação nacional têm aproximadamente 2,3 vezes mais chances de inovar radicalmente que as empresas voltadas para o mercado regional, ou estadual. Já as empresas cujo principal mercado de atuação é o exterior apresentam em torno de 3,6 vezes mais chances de fazer uma inovação radical que uma empresa voltada para o mercado regional ou estadual.
 
O trabalho aponta ainda que as empresas que desenvolvem o produto em cooperação com outras empresas do grupo têm 5,4 vezes mais chances de gerar uma inovação radical que as empresas que desenvolvem o produto sozinhas. Empresas envolvidas em arranjos cooperativos com outras organizações ou institutos para o desenvolvimento de inovações têm duas vezes mais chances de gerar inovação radical. A localização também impacta os resultados. Por isso as firmas com sede do laboratório de pesquisa localizado em São Paulo são mais inovadoras.

Do Ipea

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