Classes C, D e E avançam nas universidades federais

Publicado por Administrador 3 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Cerca de 43% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E. O percentual de alunos de baixa renda é maior nas instituições de ensino das regiões Norte (69%) e Nordeste (52%) e menor no Sul (33%). É o que mostra pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que será lançada hoje (3), sobre o perfil dos estudantes das universidades federais.

Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.

Segundo o presidente da Andifes, João Luiz Martins, as políticas afirmativas e a expansão das vagas nas federais mudaram consideravelmente o perfil do estudante. A associação avalia que se não houvesse as políticas afirmativas, o atendimento aos alunos de baixa renda nessas instituições teria diminuído no período.

Martins destaca que se forem considerados os estudantes com renda familiar até cinco salários mínimos (R$ 2.550), o percentual nesse grupo chega a 67%. Esse é o público que deveria ser atendido – em menor ou maior grau – por políticas de assistência estudantil. A entidade defende um aumento dos recursos para garantir a permanência do aluno de baixa renda na universidade. “Em uma família com renda até cinco salários mínimos, com três ou quatro dependentes, a fixação do estudante  na universidade é um problema sério”, diz Martins, que é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

O estudo identifica que 2,5% dos alunos moram em residência estudantil. Cerca de 15% são beneficiários de programas que custeiam total ou parcialmente a alimentação e um em cada dez recebe bolsa de permanência.

Vânia Silva, 26 anos, ex-aluna do curso de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), contou, ao longo de toda a graduação, com bolsas e outros tipos de auxílio. No primeiro semestre, a ajuda era de R$ 130, insuficiente para os gastos com alimentação, transporte e materiais. Ela participou de projetos de pesquisa e extensão na universidade para aumentar o benefício e conseguiu moradia na Casa do Estudante. Mas  viu colegas desistirem do curso porque não tinham condições de se manter.

“Para quem quer ter um bom desempenho acadêmico, o auxílio é muito pequeno. Esse dinheiro eu deveria gastar em livros ou em viagens para participar de encontros de pesquisadores, mas usava para custear minhas necessidades básicas”, conta. Hoje, ela é aluna de pós-graduação e a bolsa que recebe continua sendo insuficiente para os objetivos que pretende alcançar. “Já tive trabalhos inscritos até em congressos internacionais, mas com essa verba não dá para bancar uma viagem”, diz.

Os reitores destacam que a inclusão dos estudantes das famílias mais pobres não é a mesma em todos os cursos. Áreas mais concorridas como medicina, direito e as engenharias ainda recebem poucos alunos com esse perfil. Cerca de 12% das matrículas nas federais são trancadas pelos alunos e, para a associação, a evasão está relacionada em grande parte à questão financeira.

“Em outras parte do mundo, a preocupação do reitor é com a qualidade do ensino e com a pesquisa. Mas aqui, além de se preocupar com um bom ensino, ele também tem que se preocupar com a questão social”, compara Álvaro Prata, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Para 2012, a Andifes reivindicou ao Ministério da Educação (MEC) que dobre os recursos destinados à assistência estudantil. A previsão é que a verba seja ampliada dos atuais R$ 413 milhões para R$ 520 milhões, segundo a entidade. “Com a política de cotas e a expansão da UnB para as cidades satélites, houve um aumento muito grande da necessidade de políticas de assistência estudantil. Mas isso é secundário para o governo e a própria administração da universidade. Muitas vezes, eles acham que têm que trabalhar para ter mais sala de aula e laboratório, mas não há o restaurante universitário”, observa a representante do Diretório Central dos Estudantes da UnB, Mel Gallo.

Agência Brasil

Categorias : Notícias Tags : , , ,
 

Estudantes de baixa renda não precisarão mais de fiador para o Fies

Publicado por Administrador 20 outubro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não terá mais a exigência de fiador para alunos de baixa renda ou de cursos de licenciatura. A medida, que será anunciada nesta quarta-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, passa a valer imediatamente para os próximos contratos firmados.

O Fies financia a mensalidade de alunos que não podem pagar pela formação em cursos superiores de instituições privadas. A figura do fiador será substituída pelo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). Esse fundo será mantido pelo Tesouro Nacional e pelas instituições de ensino que quiserem aderir ao projeto. Elas terão que repassar para o FGEDUC parte do que recebem do Ministério da Educação pelos alunos matriculados no Fies.

O estudante deverá optar pela modalidade sem fiador no momento em que se inscrever para participar do programa, o que é feito pelo SisFies. O benefício só vai valer para aqueles que cursarem licenciaturas ou tiverem renda familiar de até um salário mínimo e meio per capita. Também podem pedir dispensa do fiador os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalide.

Outra mudança é a renegociação do prazo de pagamento dos contratos antigos. Quem aderiu ao Fies antes de 14 de janeiro de 2010 poderá estender o período de pagamento da dívida para até três vezes o período de utilização do financiamento, mais doze meses. Um estudantes de um curso com duração de quatro anos, por exemplo, poderá pagar a dívida em até 13 anos, contados a partir da formatura. Essa medida já está sendo aplicada para todos os contratos firmados a partir de 2010.

Os estudantes interessados na renegociação podem fazer uma simulação a partir de um sistema que estará disponível a partir de hoje no SISFies, por onde também deve solicitar a revisão. Em seguida, interessado deve procurar a agência onde contratou o financiamento para apresentar a documentação necessária e formalizar a renegociação. O benefício poderá ser solicitado por estudantes que tenham prestação superior a R$ 100 mensais.

Desde abril deste ano, não há mais um período de inscrições para o Fies. O estudante pode aderir ao programa a qualquer momento e pedir reembolso das parcelas já pagas naquele semestre. Outra mudança foi a redução dos juros de 6,5% para 3,5% ao ano e o aumento do prazo de amortização. Com essas medidas, cresceu o número de contratos: foram 58 mil de janeiro a setembro de 2010, contra 32 mil firmados em 2009.

Rede Brasil Atual

Categorias : Notícias Tags : , , ,
 

Brasil tem quase 5 milhões de estudantes universitários

Publicado por Administrador 3 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O número de universitários aumentou 4,3% em 2007, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Censo da Educação Superior, divulgados hoje (2) pelo Ministério da Educação, um total de 4.880.381 alunos fazia cursos de graduação presenciais em uma das 2.281 instituições de ensino superior (IES) do Brasil.

Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, o total de alunos está bastante longe da meta estabelecida pelo governo. Até 2011, o Brasil pretende ter 30% da população com curso superior. Os números atuais correspondem a menos de 12%. “Muitas pessoas não vão para universidade porque sequer elas não terminam o ensino médio. Mais de 60% das pessoas que terminam o ensino médio não ingressam na universidade”, contabiliza o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes.

Segundo ele, “estamos muito longe da média dos países desenvolvidos. A idéia de que muita gente vai para a faculdade no Brasil não é correta quando comparada internacionalmente”, diz citando a universalização de 70% nos Estados Unidos e de 40% na média dos países desenvolvidos.

A maior parte dos estudantes brasileiros do ensino superior está nas universidades (pouco mais de 54% ou 2.644.187 alunos). As faculdades matriculam cerca de 32% (1.555.256) e os centros universitários 14%, aproximadamente (680.938). Mais de 92% das faculdades e 96,7% dos centros universitários são privados. Entre as universidades, há um equilíbrio: 52,5% são públicas e 47,5% são privadas.

A diferença entre os três níveis de IES está, por exemplo, no grau de autonomia para criação e funcionamento de cursos e na exigência de titulação. Além de mais autonomia, as universidades devem manter atividades de ensino, pesquisa e extensão.

O número de vagas ofertadas em relação ao ano anterior foi de 194 mil vagas a mais que 2006. No ano passado, haviam 1.341.987 vagas ociosas, cerca de 98% delas nas instituições privadas.

Segundo Fernandes, do Inep, os cursos de ensino à distância e da chamada “educação tecnológica” (com cursos de duração menor, até 2 anos) são os que mais crescem. Entre 2002 e 2007, o número de cursos a distância cresceu quase 9 vezes (408 cursos), atingindo 369.766 matriculas. No ensino tecnológico, o total de matrículas era de 347.856 em 3.702 cursos (quase 6 vezes acima do verificado em 2002).

No período, o número de cursos presenciais aumentou 61% (chegando a 23.488 cursos). No total, a maior procura por cursos presenciais estava entre Administração (798 mil matrículas); Direito (613 mil matrículas) e Pedagogia (335 mil matrículas).

De acordo com o Inep, o número de funções docentes em 2007 era de 334.688. Mais de 218 mil lecionavam em IES privadas e mais de 115 mil em instituições públicas. A relação de aluno/função docente é de 15,4 alunos por função docente (11,4 alunos nas IES públicas e 17,5 nas IES privadas).  Função docente contabiliza os professores que lecionam em mais de uma instituição e podem ter múltipla contagem.

Mais de 120 mil funções docentes têm mestrado; 99 mil, especialização; 76 mil, doutorado; e 38 mil, apenas graduação. Diferente do que acontece nos níveis básicos do ensino, há mais professores do que professoras: 184 mil homens em funções docentes contra 150 mil mulheres na mesma atividade.

Fonte: Ag. Brasil

Categorias : Notícias Tags : , , , , ,
 

Política de Cotas e ProUni aumentam número de estudantes negros

Publicado por Administrador 11 novembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O sistema de cotas sociais e raciais para ingresso nas universidades públicas e escolas técnicas não é regulamentado por nenhuma lei específica. As escolas, no entanto, têm plena autonomia para adotar esta política. Em 2003, a Universidade de Brasília e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro foram pioneiras na implantação de cotas raciais em seus vestibulares. E atualmente cerca de 60 instituições em todo País já implantaram diferentes modalidades de cotas.

“Acredito que com a formação de jovens pelo sistema de cotas e pelo ProUni, teremos condições de ter um debate massificado no que se refere às relações de trabalho. Evidentemente, um jovem que se forma engenheiro, advogado ou médico vai ingressar no mercado e não vai aceitar uma diferenciação salarial pelo fato de ser negro”, afirmou o ministro da Secretaria Especial de Políticas Públicas da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos.
  
ProUni – Em relação ao ProUni, o número de bolsistas declarados “pardos” e “negros” representam 45,39% do total. O Programa tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Criado pelo governo federal em 2004 e institucionalizado em 13 de janeiro de 2005, oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que fazem adesão ao Programa.
  
De acordo com a Seppir, a adoção de políticas desta natureza beneficia a sociedade brasileira como um todo, uma vez que cria igualdade de condições para todos os indivíduos. Estas ações também fortalecem os instrumentos para a extinção das práticas discriminatórias e propicia às pessoas o exercício pleno de seus direitos fundamentais. A Secretaria defende que a política de cotas seja adotada em caráter provisório, até que a participação dos negros na educação superior seja proporcional ao peso da população negra.

PNUD - Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) de 2008 mostra que os negros no Brasil estão em desvantagem em relação aos brancos em itens como violência, renda, educação, saúde, emprego, habitação e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Em relação ao ensino superior, a proporção de brancos com curso universitário passou de 1,8% em 1960 (3% dos homens, 0,49% das mulheres) para 11,8% em 2000 (11,6% dos homens e 12% das mulheres). O percentual entre os negros subiu de 0,13% (0,21% dos homens e 0,04% das mulheres) para 2,9% (2,7% dos homens e 3,1% das mulheres) no mesmo período.
Cotistas e não-cotistas têm desempenho semelhante

Estudo realizado junto às instituições de ensino superior do Estado do Rio de Janeiro, que adotaram o sistema de cotas, demonstra que o coeficiente de rendimento médio dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos demais alunos. Quanto à evasão escolar, o mesmo levantamento demonstra que as taxas de evasão são semelhantes. Relatório da Assessoria de

Diversidade e Apoio aos Cotistas (Adac), da Universidade de Brasília (UnB), também mostra que o desempenho acadêmico dos estudantes da instituição que entraram pelo sistema de cotas para negros é semelhante ao do sistema universal.
  
De acordo com o relatório, média dos cotistas da UnB é de 2,1 para as notas, em uma escala de 0 a 5. O número de trancamentos é de 0,3 e reprovações são duas por período. A nota média dos não-cotistas é de 2,3. Eles trancam em média uma disciplina ao longo do curso e 3,5 são reprovados por período. Deve-se considerar que o número de estudantes universalistas é muito maior que o de cotistas. “Não há separação entre os jovens cotistas e os não-cotistas. As relações são as melhores possíveis. Além disso, o rendimento desses jovens cotistas tem sido comprovadamente superior à média da universidade”, afirmou o ministro.

Do Em Questão

Categorias : Notícias Tags : , , , ,
 
Rua Luiz Niemeyer, 184 - Centro • Joinville / Santa Catarina
CEP: 89201-060 • Cx Postal: 716
Fones: (47) 3027-1183 • E-mail: sindicato@sindmecanicos.org.br