Documentário relembra perseguição política a John Lennon

Publicado por Administrador 5 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Realizado em 2006, “Os EUA X John Lennon”, documentário de David Leaf e John Scheinfeld, demorou quatro anos para entrar em cartaz no Brasil. Acabou chegando numa boa hora, quando se completam 30 anos do assassinato do ex-Beatle, em Nova York. O filme estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Num tempo em que a celebridade mais fácil decorre de uma superexposição da intimidade, é uma boa oportunidade rever o perfil de um astro de rock que se tornou famoso não só pela qualidade de suas canções e declarações bombásticas — como “somos mais famosos do que Jesus Cristo”, que ele passou metade da vida explicando — mas especialmente por um engajamento político intenso.

Este engajamento é justamente o centro do documentário, que foca a perseguição movida pelo então presidente dos EUA, Richard Nixon, e o chefe do FBI, Edgar Hoover, que mandaram espionar Lennon e fizeram de tudo para deportá-lo do país, em meados dos anos 1970.

Arquivo

Como não poderia deixar de ser, o documentário faz um uso intensivo de material de arquivo — e há uma enorme fartura de imagens de Lennon, entrevistado hábil e bom de mídia, além de combatente em prol das causas que ele entendia como progressistas. O que lhe valeu o ódio de Nixon e Hoover foi justamente sua luta contra a guerra do Vietnã.

Por onde ia, Lennon atraía atenção. Suas músicas, como “Give peace a chance”, viravam hinos na boca de milhares de ativistas em passeatas de protestos pacifistas por todo mundo — inclusive na porta da Casa Branca.

Fora isso, o músico inglês havia decidido morar em Nova York com sua mulher, a japonesa Yoko Ono, ao lado de quem assumiu mais esta persona pública. O governo norte- americano achou que a saída mais simples era expulsar os indesejáveis do país.

Além do mais, não gostaram nada quando um concerto organizado por Lennon conseguiu tirar da cadeia um ativista, John Sinclair, condenado a dez anos de prisão por ter passado dois cigarros de maconha. Esse poder de comoção, mais a amizade com ativistas radicais, como Abbie Hoffman, Jerry Rubin e os Panteras Negras, fizeram o resto, ativando o espírito anti-Lennon da administração Nixon.

Deportação

O filme reconstitui não só a defesa de Lennon num processo de deportação — que recorreu a um advogado experiente, Leon Wildes, que, curiosamente, pegou uma causa que achava perdida — como a sua época.

Amigos como os Panteras Negras Ângela Davis e Bobby Seale, além do escritor Gore Vidal e do apresentador de TV Walter Cronkite, entre outros, são entrevistados, fazendo um balanço daqueles tempos de alta temperatura política.

Embora visivelmente caminhe ao lado de Lennon, o filme não o endeusa, nem santifica. Faz uma ótima crônica de uma época com muitas diferenças, mas também muitas semelhanças com a atual, e oferece material sólido para reflexão.

Fonte: Reuters

Categorias : Notícia Destaque Tags : , ,
 

Brasil aumenta imposto de importação de produtos norte-americanos

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A lista de produtos e serviços que será usada pelo Brasil como forma de retaliar os EUA por subsídios ilegais dados aos produtores americanos de algodão foi liberada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A relação dos produtos está no Diário Oficial da União e inclui arenque, um tipo de peixe, peras, cerejas e batatas, além de trigo e automóveis.

Também foram incluídas na lista gomas de mascar sem açúcar, águas-de-colônia, xampus e pasta de dente. O maior peso, no entanto, poderá mesmo ser na importação do trigo, cuja tarifa, embora passe de 10% para 30%, e em tese poderia afetar a população de menor poder aquisitivo.

Mas a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Lytha Spíndola, descarta esse problema porque o Brasil conta hoje com mercados alternativos para a compra de trigo.

“Esse assunto foi estudado com o Ministério da Agricultura e examinada a necessidade de importação do Brasil. Nós temos uma produção interna, que aumentou e temos fornecedores como a Argentina, o Uruguai e o Canadá, além de outros mercados”, disse.

O valor total da retaliação chega a US$ 591 milhões. Outros US$ 238 milhões serão aplicados nos setores de propriedade intelectual e serviços, mas a decisão sobre a forma de adotar essas medidas deve ser definida até o dia 23 de março.

A retaliação tem prazo de 30 dias para ser aplicada e as novas alíquotas do Imposto de Importação para as mercadorias escolhidas pela Camex têm vigência de um ano.

No ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o governo brasileiro a retaliar os Estados Unidos em até US$ 829 milhões depois de uma ação do Brasil contra subsídios proibidos pelas regras da organização, mas concedidos pelos Estados Unidos a seus produtores de algodão.

No início de fevereiro, a lista já havia sido aprovada, mas precisava de ajustes técnicos. Inicialmente, o valor da lista chega a US$ 560 milhões. O restante será usado à retaliação em serviços e propriedade intelectual, que poderá ser usada se o Brasil julgar necessário.

O diretor do Departamento de Economia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carlos Márcio Cozendey, explicou que o governo resolveu incluir outros setores, além do agrícola, para despertar interesse de industriais norte-americanos que não se beneficiam do algodão, de modo a pressionar o Congresso daquele país.

“O industrial americano vai se perguntar porque está sendo retaliado, perdendo mercado no Brasil para defender uma política do setor de algodão que prejudica vários países em desenvolvimento e os da África?”, disse.

O governo brasileiro espera o cumprimento do governo americano das medidas. O prazo de 30 dias também indica que o diálogo não está fechado, segundo Cozendey. Por isso, ele espera que no ano que vem não seja necessário a criação de uma nova lista de bens e serviços para manter a retaliação.

Da Ag. Brasil

Categorias : Notícias Tags : , , ,
 

Brasil retaliará EUA em US$ 800 mi no caso do algodão

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O Ministério das Relações Exteriores estimou hoje que a retaliação do Brasil aos Estados Unidos por conta dos subsídios ao algodão pode chegar a US$ 800 milhões anuais. Nessa conta, de acordo com o Itamaraty, foram consideradas as condenações da Organização Mundial do Comércio (OMC) aos subsídios proibidos e aos acionáveis concedidos pelos EUA aos produtores americanos de algodão.

“O valor de US$ 800 milhões é um montante estimado, possível. A decisão é importantíssima não só para o Brasil, mas para todos os países em desenvolvimento produtores de algodão”, afirmou o subsecretário geral de assuntos econômicos e tecnológicos do Itamaraty, embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça.

Ao comentar a decisão anunciada hoje em Genebra, o embaixador lembrou que um documento de quase 300 páginas trata da punição aplicada pela OMC aos EUA. Até o teto de US$ 460 milhões, a retaliação deverá ser aplicada ao comércio de bens. A partir desse valor, poderá atingir o comércio de serviços e propriedade intelectual.

A partir desse documento, o cálculo final da sanção e a forma de sua aplicação serão discutidos pelo governo brasileiro. “O direito de retaliar está dado. Agora, faremos trabalhos técnicos e, posteriormente, informaremos nossa posição ao órgão de solução de controvérsia da OMC”, explicou o coordenador-geral de Contenciosos do Itamaraty, conselheiro Luciano Mazza de Andrade.

Mazza de Andrade explicou que os subsídios acionáveis são concedidos no mercado interno aos produtores. Nesse caso, a OMC estabeleceu a condenação fixa de US$ 147 milhões por ano. No caso dos subsídios proibidos, que tratam de créditos à exportação, a punição será atualizada anualmente com base no valor subsidiado nos últimos anos.

Tendo como referência o ano de 2006, a punição também seria de US$ 147 milhões. “O Brasil vai avaliar o montante que será retaliado. Com base em dados de 2008 e 2009, chegamos ao valor aproximado US$ 640 milhões”, completou o coordenador-geral de Contenciosos do Itamaraty. Somadas as punições, o valor da retaliação chega a US$ 800 milhões.

Questionado sobre o fato de a Representação dos EUA para o Comércio (USTR) ter comemorado o fato de o valor da retaliação ter sido muito inferior ao que o Brasil havia pleiteado originalmente, de US$ 4 bilhões, o embaixador Carneiro de Mendonça insistiu que essa reação dá uma razão a mais para que Washington cumpra a decisão da OMC e elimine os subsídios.

Ao contrário de outros casos, o Itamaraty não se mostrou prontamente aberto a negociar com os EUA a não-aplicação da retaliação. Mas advertiu que espera o fim dessas subvenções. Esse seria o único meio de o setor algodoeiro ser beneficiado pelo resultado do contencioso.

Fonte: Ag. Estado

Categorias : Notícias Tags : , , , , ,
 

Crise: EUA vão comprar US$ 250 bi em ações de bancos

Publicado por Administrador 14 outubro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, divulgou hoje (14) os primeiros detalhes de um plano no valor de US$ 250 bilhões para capitalizar os grandes bancos do país. Em uma iniciativa semelhante à adotada por países europeus, os Estados Unidos vão comprar ativos de bancos, além de garantir empréstimos entre instituições financeiras. Em entrevista coletiva à imprensa, Bush admitiu que a crise mundial já atinge diretamente a vida dos norte-americanos.

“São ações inteligentes. Esse novo capital vai ajudar os bancos a fazer empréstimos e a compensar as perdas durante a crise”, disse o presidente norte-americano, que chegou a comentar as reuniões do G7 (grupo formado pelas sete maiores economias do mundo) e do G20 (grupo que inclui os países emergente, inclusive o Brasil), realizadas no último fim de semana, na tentativa de acalmar as bolsas internacionais.

Ele anunciou que um fundo vai garantir as dívidas dos bancos. Segundo Bush, as instituições financeiras não têm conseguido dinheiro emprestado e a medida vai facilitar a vida dos norte-americanos. Outra estratégia será expandir os seguros o que, de acordo com o presidente, dará “paz de espírito” à população.

A compra de papéis de curto prazo, também divulgada pelo governo norte-americano, abre caminho, de acordo com Bush, para que mais empregos sejam criados no país. Ele destacou que o objetivo do pacote não é tomar o mercado, mas preservá-lo.

“Estamos tentando dominar essa crise. O povo americano pode ter confiança. O plano é ousado, flexível e foi lançado para atacar a raiz do problema”.

O pronunciamento de Bush foi feito minutos antes da abertura das bolsas norte-americanas. Os recursos virão do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso no início deste mês. Segundo Bush, a previsão é de que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, divulguem mais detalhes do plano em entrevista coletiva ainda hoje.

Fonte: Ag. Brasil

Categorias : Notícia Destaque Tags : , , , ,
 
Rua Luiz Niemeyer, 184 - Centro • Joinville / Santa Catarina
CEP: 89201-060 • Cx Postal: 716
Fones: (47) 3027-1183 • E-mail: sindicato@sindmecanicos.org.br