Crescimento de financiamento de carros desacelera

Publicado por Administrador 6 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O saldo total de crédito para a compra de veículos novos alcançou em agosto a marca de R$ 197,4 bilhões, segundo a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O crescimento de 14,7% em comparação ao mesmo período em 2010 acentua, de acordo com a entidade, o ritmo de desaceleração registrado desde o início do ano.  
 
“A projeção é que esse cenário se mantenha até o fim do ano, com a estimativa de crescimento de 10% da carteira de financiamento em 2011″, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef. O saldo de crédito para aquisição de veículos continua correspondendo a 5% do PIB (Produto Interno Bruto), representando 10,5% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,1% do total destinado a pessoas físicas.

O crédito bancário brasileiro alcançou em agosto de 2011 o valor de R$ 1,889 trilhão, passando a representar 47,8% do PIB (estimado em R$ 3,953 trilhões), um crescimento de 2,8 pontos percentuais frente a agosto de 2010. A média das taxas de juros mensais praticadas pelas associadas da entidade subiu de 1,44%, em agosto de 2010, para 1,55% no mesmo período em 2011.

O saldo de inadimplência no CDC (Crédito Direto ao Consumidor) de veículos para pessoa física acima de 90 dias atingiu 4,2%, o que confirma a tendência registrada desde o início do ano de aumento de 0,2 ponto percentual a cada mês. “Embora discreto, o aumento da inadimplência contraria as expectativas do início do ano e justifica-se pelos efeitos da inflação que prejudicam a quitação de compromissos do consumidor de uma forma geral”, diz o presidente da Anef.

Os planos médios tiveram relativa estabilidade nos últimos meses. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 42 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre, já no mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.

SMABC

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Busscar: 13 meses sem salários e sem notícias da empresa

Publicado por Administrador 10 maio, 2011 (101) Comentários Imprimir

Lá se vão 13 meses sem que os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar saibam o que é salário no bolso, sem contar com os décimos terceiros de 2009 (parte) e 2010, também sem pagamento. O Sindicato conseguiu bloquear todos os bens e direitos dos acionistas e todo o grupo Busscar, garantindo assim que via Justiça, os trabalhadores recebam o que lhes é de direito.

Da parte da empresa, é só silêncio, o que mostra o desrespeito total aos trabalhadores que fizeram da empresa uma líder de mercado. Mas além da não pagar os salários atrasados, a Busscar, por meio dos seus acionistas, ainda mantém timidamente uma produção à base de pagamento de diárias para alguns trabalhadores, em detrimento de milhares que esperam por seus direitos.

O Sindicato sabe que alguns bancos apóiam essa produção com pagamento de diárias, e está juntando documentos para comprovar esses atos. Afinal, são bancos que buscam somente retirar seus créditos – dívidas da empresa – sem qualquer compromisso com os trabalhadores. E mais: essa “engenharia” também passa para trás vários outros credores, que se veem enganados.

Os processos trabalhistas continuam correndo na Justiça do Trabalho. Os individuais, movidos e já julgados mas sem o pagamento prometido junto ao Juiz, estão sendo anexados ao processo geral aberto pelo Sindicato para cobrança dos atrasados – que está em Florianópolis em segunda instância para julgamento – caso a Justiça não encontre dinheiro nas contas das empresas e acionistas, o que tem ocorrido.

Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, os trabalhadores e trabalhadoras devem ficar tranquilos em relação à proteção dos seus direitos. “O Sindicato agiu onde poderia agir, e já fez todas as manifestações possíveis na Justiça, na imprensa, em frente a Busscar, e mantém informações sobre o caso em seu site, e também na sua sede. O Ministério Público está no caso, e certamente a solução virá, ou por meio de novos sócios, ou pela Justiça, pagando o que a empresa deve. O Sindicato está trabalhando e vai continuar vigilante”, afirma Bruggmann.

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BNDES eleva juros para financiamento de ônibus e caminhões

Publicado por Administrador 5 abril, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

As taxas de juros de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a compra de ônibus e caminhões aumentaram na última sexta-feira (01/04). A partir deste mês, até o final de 2011, os juros serão de 10% ao ano, dois pontos percentuais a mais do que o índice anterior (8%). Já no BNDES Procaminhoneiro, direcionado à compra de veículos por caminhoneiros autônomos, a taxa subiu de 4,5% para 7% ao ano.

Os novos índices foram definidos após o governo federal decidir prorrogar o PSI (Programa Sustentação do Investimento), que terminaria no mês passado, até o final deste ano. O programa foi lançado em julho de 2009 como parte das medidas do governo para reduzir os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira e permitiu que as empresas do País mantivessem os planos de investimento.

De acordo com o BNDES o objetivo da elevação dos juros para financiamentos de diversos equipamentos é contribuir para a desaquecimento da economia, mantendo os investimentos.

Uma novidade do novo pacote é que foi incluído o financiamento de ônibus com tração elétrica e tração híbrida, combinando o uso da eletricidade com algum outro combustível (diesel, biodiesel, etanol etc). Os equipamentos também terão de ser acessíveis para deficientes físicos e serão comercializados com taxa de 5% ao ano.

Banco da Volks tem recorde
O Banco Volkswagen fechou o ano passado com 198.768 novos financiamentos e um crescimento de 24,5% em sua carteira de crédito, que atingiu R$ 17,5 bilhões em 2010, valor recorde. Dos novos financiamentos, 87,3% correspondem aos automóveis da Volkswagen e 12,6% aos caminhões e ônibus da marca.

De acordo a instituição financeira os resultados foram impulsionado pelo aumento das operações de CDC (Crédito Direto ao Consumidor), BNDES Finame e Floorplan. O Finame, linha para a compra de ônibus e caminhões, registrou o maior avanço entre as modalidades, com crescimento de 38,3% em comparação ao ano anterior.

Mercedes
O Banco Mercedes-Benz fechou negócio com o Grupo Binotto para o financiamento de 50 caminhões modelo Axor 3344 S para utilização inicial nas áreas de bioenergia e campo florestal. O volume do negócio, realizado por meio do BNDES Finame, foi de R$ 16 milhões.

Do ABCD Maior

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Crédito para compra da casa própria cresceu 65% em um ano

Publicado por Administrador 15 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

 Os financiamentos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para compra da casa própria atingiram R$ 4,6 milhões em janeiro, quase 62% mais do que em janeiro de 2010. Já o número de moradias financiadas aumentou 46% – de 22.894 para 33.305.

Em um ano, segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crescimento do volume de crédito contratado superou a 65%.

A Abecip projeta para este ano crescimento de 51% no volume de crédito imobiliário. A se confirmar, o total de empréstimos alcançará R$ 85 milhões. No ano passado o total chegou a R$ 56 milhões e financiou a compra de 421 mil imóveis. Foram utilizados R$ 31,8 milhões para compra de imóveis usados e R$ 24,4 milhões para imóveis novos.

PT

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Financiamento de máquinas e equipamentos bate recorde

Publicado por Administrador 8 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os financiamentos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de máquinas e equipamentos atingiram níveis recordes no acumulado de janeiro a abril de 2010, tanto em valores desembolsados quanto em número de operações, divulgou o banco, ontem, por meio de nota.

O BNDES Finame – subsidiária para financiamentos à produção e compra de máquinas e equipamentos – contribuiu com 44% do total de desembolsos realizados pelo BNDES entre janeiro e abril de 2010, os quais somaram R$ 35,7 bilhões, isto é, alta de 34% sobre o total liberado no primeiro quadrimestre de 2009.

De janeiro a abril, foram disponibilizados R$ 15,6 bilhões em créditos à aquisição de bens de capital por meio da linha BNDES Finame, o que representa expansão de 133% na comparação com os mesmos meses do ano passado (R$ 6,7 bilhões), envolvendo 67,5 mil operações. Ou seja, foram feitas mil operações por dia útil, acima da média histórica de 340 operações diárias (crescimento de 194%), no âmbito do BNDES Finame. Segundo a nota do banco, a principal razão para esses resultados é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), aprovado em junho do ano passado, com financiamento a máquinas e equipamentos com taxas de juros fixas.

O professor de administração da ESPM, Adriano Gomes, comenta que o resultado sobre o crédito para compra de máquina e equipamento é um fato positivo à medida que mostra que as empresas estão renovando seu parque industrial. “Os números apresentados pelo BNDES é reflexo da economia em ritmo de crescimento em torno de 7%”, diz.

Sobre o total dos primeiros quatro meses de 2010, as aprovações dos financiamentos atingiram R$ 38,5 bilhões (alta de 30%), os enquadramentos registram R$ 46 bilhões, e as consultas, R$ 54,4 bilhões. Segundo a nota, “os dois últimos indicadores tiveram recuo de 32% na comparação com janeiro a abril de 2009, devido unicamente ao efeito do empréstimo de R$ 25 bilhões feito a Petrobras, que deu entrada no Banco em abril do ano passado e que não se repetiu em 2010″.

No primeiro quadrimestre deste ano, o setor de infraestrutura ocupou R$ 14,1 bilhões em desembolsos do BNDES, cujo valor foi 41,3% superior em relação aos R$ 9,9 bilhões liberados no mesmo período de 2009. Segundo a nota, o crescimento foi puxado pelo segmento de transporte rodoviário (R$ 7,6 bilhões). De acordo com o Banco, foram desembolsados R$ 10,5 bilhões entre janeiro e abril em benefício à indústria, com destaque para alimentos e bebidas (R$ 3,2 bilhões), material de transporte (R$ 1,5 bilhão) e mecânica (R$ 900 milhões). No setor da agropecuária, “em fase de recuperação”, o BNDES liberou, no mesmo período, R$ 3,4 bilhões (alta de 100,6%). O setor de comércio e serviços também apresentou elevação expressiva na comparação, de 144% para R$ 7,5 bilhões de desembolsos.

O professor da ESPM, no entanto, afirma que, apesar dos números de desembolsos realizados neste ano serem positivos, o investimento no Brasil, principalmente no setor de máquinas e equipamentos, é tardio. “Dos países do BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], somos [Brasil] o menor em número de investimentos. Enquanto a China apresentou um patamar de 42% em 2009, nosso total gira em torno de 16%”, alerta Gomes.

Abril
Somente em abril, o BNDES liberou créditos totais de R$ 10,2 bilhões em financiamentos, ou seja, 28% maior do que no mesmo mês de 2009 (R$ 7,9 bilhões).

No quarto mês de 2010, as aprovações de empréstimos atingiram R$ 11,6 bilhões (alta de 26%). Segundo o banco, o bom resultado foi puxado pelos segmentos de química e petroquímica (R$ 3 bilhões aprovados) e alimento e bebida (R$ 750 milhões).

Os enquadramentos subiram 8% em abril para 13,4 bilhões. Já as consultas, caíram 62%, passando de R$ 21,6 bilhões para R$ 8,1 bilhões dentro do período comparado. “A entrada no BNDES de uma parcela do pedido de financiamento à Petrobras, pressionou o resultado.”

Em 12 meses
Nos últimos 12 meses, encerrados em abril, a nota do BNDES revela desembolsos de R$ 146,4 bilhões, valor 58% maior que o registrado em igual período do ano anterior, considerando o empréstimo à Petrobras. Sem a operação da Petrobras, os desembolsos em 12 meses, até abril, cresceram 31%. As aprovações de crédito ficaram em R$ 179 bilhões (alta de 55%), “mostrando vigor no nível de investimentos do País”. As consultas mantiveram-se estáveis em R$ 199 bilhões.

De acordo com Gomes, é possível que o número de pedidos de financiamentos reduza, isto porque a confiança do empresário apresenta índices mensais no mesmo patamar. Dados recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelaram que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve queda de 0,6 pontos em maio.

Do Valor Econômico

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Orçamento do FGTS para 2010 será de R$ 28,6 bi

Publicado por Administrador 28 outubro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O orçamento para 2010 do Fundo de Garantia do tempo de Serviço (FGTS), voltado à aplicação em programas financiados com seus recursos, será R$ 28,5 bilhões. Em reunião do Conselho Curador do FGTS, realizada nesta terça-feira, foi decidida a destinação de R$ 19 bilhões para a área de Habitação Popular, voltados ao crédito para financiamento imobiliário, sendo R$ 1 bilhão para o programa Pró-Moradia.

“Mesmo com as dificuldades (impostas pela crise econômica mundial) nós garantirmos o mesmo orçamento de 2009″, avaliou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que presidiu a reunião.

Para subsidiar a compra da casa própria o Conselho aprovou orçamento de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3 bilhões destinados ao programa ‘Minha Casa Minha Vida’, lançado este ano pelo Governo Federal. A área de saneamento básico terá R$ 4,6 bilhões e a de infraestrutura urbana terá R$ 1 bilhão.

Lupi destacou a arrecadação positiva do fundo nos últimos meses. ‘Nós tivemos a arrecadação superando os saques nos meses de agosto e setembro, isso é muito positivo para a saúde do FGTS”, destacou o ministro.

Foram aprovados também na reunião a alocação de R$ 2 bilhões para a área de transporte urbano, por meio da aquisição pelo FGTS de cotas de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e debêntures. Os recursos vão ser direcionados para investimentos em infraestrutura, com a finalidade de melhoria do sistema de transporte coletivo urbano nas principais cidades brasileiras. Somente para esse fim a Caixa tem hoje uma demanda de mais de R$ 4 bilhões.

Revisão nos juros
- Outra decisão importante dos conselheiros a autorização dada à Caixa para fazer acordo com trabalhadores que buscam na Justiça aplicar a taxa de juros garantida pela Lei 5.958, de dezembro de 1973, com taxas progressivas que variavam de 3% a 6%.

O trabalhador interessado poderá fazer um acordo com a Caixa, que vai capitalizar os valores com base na taxa progressiva, retroativa a Lei 5705, de 1966. Na resolução foi aprovado o pagamento de R$ 380 reais para contas com tempo de vínculo até 10 anos; R$ 860 para contas entre 11 e 20 anos; R$ 10 mil para contas entre 21 a 30 anos; R$ 12,2 mil para contas entre 31 e 40 anos; e R$ 17,8 mil para contas com mais de 40 anos de permanência.

“É importante destacar que o trabalhador precisa ter sido contratado até 22 de setembro de 1971 e ter permanecido no emprego. Optando pelo FGTS ele vai receber retroativo”, destaca o secretário-executivo do FGTS, Paulo Furtado.

Atualmente, pelo menos 41 mil trabalhadores obtiveram êxito na Justiça; pelo menos 63 mil esperam decisão judicial. Para evitar gastos judiciais e abreviar o tempo de espera, o Conselho optou por aprovar uma resolução que autoriza a Caixa a fazer acordos com os trabalhadores alcançados pela medida.

O trabalhador interessado e que tiver direito ao recebimento poderá dirigir-se a uma agência da Caixa para fazer o acordo. “Essa medida do Conselho, em consonância com o Estatuto do Idoso, é boa para o trabalhador – que não precisará esperar para receber seu dinheiro – e boa para o FGTS, que evitará o pagamento de milhares de custas judiciais”, explicou o ministro.

O orçamento para 2010 do Fundo de Garantia do tempo de Serviço (FGTS), voltado à aplicação em programas financiados com seus recursos, será R$ 28,5 bilhões. Em reunião do Conselho Curador do FGTS, realizada nesta terça-feira, foi decidida a destinação de R$ 19 bilhões para a área de Habitação Popular, voltados ao crédito para financiamento imobiliário, sendo R$ 1 bilhão para o programa Pró-Moradia.

“Mesmo com as dificuldades (impostas pela crise econômica mundial) nós garantirmos o mesmo orçamento de 2009″, avaliou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que presidiu a reunião.

Para subsidiar a compra da casa própria o Conselho aprovou orçamento de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3 bilhões destinados ao programa ‘Minha Casa Minha Vida’, lançado este ano pelo Governo Federal. A área de saneamento básico terá R$ 4,6 bilhões e a de infraestrutura urbana terá R$ 1 bilhão.

Lupi destacou a arrecadação positiva do fundo nos últimos meses. ‘Nós tivemos a arrecadação superando os saques nos meses de agosto e setembro, isso é muito positivo para a saúde do FGTS”, destacou o ministro.

Foram aprovados também na reunião a alocação de R$ 2 bilhões para a área de transporte urbano, por meio da aquisição pelo FGTS de cotas de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e debêntures. Os recursos vão ser direcionados para investimentos em infraestrutura, com a finalidade de melhoria do sistema de transporte coletivo urbano nas principais cidades brasileiras. Somente para esse fim a Caixa tem hoje uma demanda de mais de R$ 4 bilhões.

Revisão nos juros - Outra decisão importante dos conselheiros a autorização dada à Caixa para fazer acordo com trabalhadores que buscam na Justiça aplicar a taxa de juros garantida pela Lei 5.958, de dezembro de 1973, com taxas progressivas que variavam de 3% a 6%.

O trabalhador interessado poderá fazer um acordo com a Caixa, que vai capitalizar os valores com base na taxa progressiva, retroativa a Lei 5705, de 1966. Na resolução foi aprovado o pagamento de R$ 380 reais para contas com tempo de vínculo até 10 anos; R$ 860 para contas entre 11 e 20 anos; R$ 10 mil para contas entre 21 a 30 anos; R$ 12,2 mil para contas entre 31 e 40 anos; e R$ 17,8 mil para contas com mais de 40 anos de permanência.

“É importante destacar que o trabalhador precisa ter sido contratado até 22 de setembro de 1971 e ter permanecido no emprego. Optando pelo FGTS ele vai receber retroativo”, destaca o secretário-executivo do FGTS, Paulo Furtado.

Atualmente, pelo menos 41 mil trabalhadores obtiveram êxito na Justiça; pelo menos 63 mil esperam decisão judicial. Para evitar gastos judiciais e abreviar o tempo de espera, o Conselho optou por aprovar uma resolução que autoriza a Caixa a fazer acordos com os trabalhadores alcançados pela medida.

O trabalhador interessado e que tiver direito ao recebimento poderá dirigir-se a uma agência da Caixa para fazer o acordo. “Essa medida do Conselho, em consonância com o Estatuto do Idoso, é boa para o trabalhador – que não precisará esperar para receber seu dinheiro – e boa para o FGTS, que evitará o pagamento de milhares de custas judiciais”, explicou o ministro.

Fonte: MTE

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