Pela 16ª vez seguida analistas elevam projeção do PIB

Publicado por Administrador 6 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia foi elevada pela 16ª semana seguida. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos no país – este ano passou de 7,13% para 7,2%. Há quatro semanas, a projeção era de 6,6%. Para 2011, foi mantida a expectativa de crescimento do PIB de 4,5%. As informações constam do boletim Focus, sondagem semanal do Banco Central (BC) feita com base em projeções de analistas para os principais indicadores da economia. O estudo foi divulgado na manhã de segunda-feira (5).

A expectativa do mercado para o crescimento da produção industrial este ano se manteve praticamente estável, passando de 11,94% para 11,91%. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida em 5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 41% em 2010 e 39,5% em 2011. A cotação do dólar, para os analistas, deve fechar o ano em R$ 1,80 e, no ano que vem, em R$ 1,90.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 15,36 bilhões para US$ 15,72 bilhões este ano e de US$ 7 bilhões para US$ 7,83 bilhões em 2011. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e de contratação de serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi alterada de US$ 47,78 para US$ 47 bilhões este ano. Para 2011, a projeção de déficit passou de US$ 58 bilhões para US$ 57 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permaneceu em US$ 35 bilhões este ano e em US$ 40 bilhões em 2011.

Política monetária
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) estão divididos quanto à duração do período de elevação da taxa básica de juros, Selic. A mediana das estimativas para a Selic de dezembro está em 12,13% ao ano, o que indica que parte dos analistas espera por manutenção da taxa básica esperada para outubro (12% ao ano) enquanto outros projetam mais uma elevação, de 0,25 ponto percentual, no último mês do ano.

A divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, na semana passada, pode ter mudado o entendimento de alguns analistas. A expectativa predominante era de que o ciclo de aumento da Selic terminasse em outubro. Para a reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a Selic, a expectativa é de elevação dos atuais 10,25% ao ano para 11% ao ano. A reunião está marcada para os dias 20 e 21. Na avaliação dos analistas, o ciclo do aperto monetário continua em setembro, com outra elevação de 0,75 ponto percentual, e também em outubro, quando a Selic deve subir para 12%. O Copom se reúne oito vezes no ano.

Com Rede Brasil Atual

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Mercado espera crescimento de 7,13% e inflação a 5,5% em 2010

Publicado por Administrador 29 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O mercado financeiro segue otimista com relação à economia brasileira neste ano. Segundo relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), os analistas entrevistados esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 7,13% em 2010, alta comparada à previsão observada no documento anterior, 7,06%. Para 2011, a projeção se mantém a 5% de expansão há 17 semanas.

Por outro lado, houve uma queda na perspectiva para a inflação, passando de 5,61% para 5,5%, um ponto percentual acima da meta prevista para 2010 (4,5%). Para o próximo ano, os consultados aguardam alta de 4,80% do principal índice que me de a inflação, o IPCA (mesmo patamar há 11 semanas).

Queda também ocorreu na expectativa para o IGP-DI, ao passar de 9,09% para 9,05%. Também caiu o prognóstico para o IPC-Fipe, mas de forma bem menor (de 5,30% para 5,29%). Já o IGP-M apresentou ligeira alta na previsão alcançando 4,08%, ante 4,07%, verificada no último Focus. Com relação a 2011, as estimativas não foram alteradas. Tanto o IGP-DI (há oito semanas), quanto o IGP-M (há cinco semanas) estão na casa dos 5%, e o IPC-Fipe é previsto para fechar em 4,50% (há 23 semanas).

Sem muitas alterações sobre as expectativas para os índices inflacionários, a perspectiva para a taxa básica de juros (Selic) permanece a 12% ao ano para fechar 2010, e a 11,75% (há duas semanas) para 2011. As projeções para o câmbio deste ano estão estabelecidas em R$ 1,80 conforme os 14 últimos relatórios, porém sofreu alteração para 2011, passando de R$ 1,89 para R$ 1,90.

Segundo os especialistas entrevistados pelo BC, a dívida líquida do setor público deve terminar em 41% do PIB, enquanto no próximo ano deve ser de 39,50%, queda com relação ao registrado no documento anterior (39,70% do PIB).

O mercado projeta que a produção industrial deve apontar crescimento de 11,94% em 2010, ante 11,32% observado no último Focus, e expansão de 5% em 2011 (mesmo patamar há 17 semanas). Com relação à conta corrente, os consultados revisaram suas expectativas de déficit de US$ 47,57 bilhões para recuo de US$ 47,78 bilhões, em 2010. Para 2011, houve ligeira queda, ao passar de déficits de US$ 57,99 bilhões a US$ 58 bilhões. A balança comercial é esperada a encerrar este ano em US$ 15,10 bilhões, ante US$ 15,36 bilhões conforme previsão anterior, e 2011 em US$ 7 bilhões, alta comparada à estimativa passada de US$ 6 bilhões.

O relatório Focus do Banco Central mostra que o mercado elevou sua projeção para o crescimento econômico em 2010 de 7,06% na semana passada para 7,13% ontem.

Do Portal Gestão Sindical

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Analistas reduzem para 4,32% projeção da inflação este ano

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,37% para 4,32% neste ano, segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em estimativas de analistas de mercado para os principais indicadores da economia. Para 2010, a expectativa permanece em 4,30%.

O IPCA é o índice escolhido pelo governo para a meta de inflação, que tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A meta é válida para este ano e 2010.

O BC usa a taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação e assim perseguir a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Em 2009, a Selic teve queda de 5 pontos percentuais e atualmente está em 8,75% ao ano. Os analistas não esperam mais cortes nos juros básicos neste ano. Em 2010, no entanto, a expectativa é que a Selic suba e encerre o período em 9,25% ao ano.

A projeção para o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) neste ano foi ajustada de 4,11% para 4,12%.

Os analistas de mercado esperam maior deflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano. As estimativas de queda desses dois índices passaram de 0,31% para 0,57% e de 0,63% para 0,73%, respectivamente.

Em 2010, a expectativa é de alta de 4,5% para o IPC-Fipe, IGP-DI e IGP-M.

A projeção para os preços administrados caiu de 4,25% para 4,20% em 2009 e permaneceu em 3,5% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros).

Fonte: Ag. Brasil

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