Carta de Salvador: Defender a soberania, combater o racismo e fortalecer o Estado
Uma assembleia aprovou neste domingo (31) os termos da Carta de Salvador, documento final do Fórum Social Mundial Temático da Bahia. O texto faz alguns adendos à Carta de Porto Alegre, aprovada no Fórum Social Mundial 10 Anos.
De acordo com a representante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Lúcia Stumpf, o documento aborda cinco principais temas, como a soberania nacional por meio da defesa do pré-sal e a oposição à presença de bases estrangeiras no continente sul-americano, sobretudo de bases norte-americanas no Panamá e em Cuba.
O texto também condena a opressão contra a população negra, as mulheres e os homossexuais e pede um Brasil mais democrático, com participação direta do povo nas decisões, além do fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento.
“Foram 15 falas, várias concordando com o conteúdo da Carta de Porto Alegre e alguns adendos, como um que reivindicou uma presença ainda mais forte da solidariedade no Haiti. Isso já estava presente na carta, mas precisa ficar mais explícito”, disse Lúcia.
Segundo ela, também ficou aprovado um calendário de lutas com assembleia em São Paulo no dia 31 de maio. No ato, os movimentos sociais devem decidir a lista de reivindicações para os candidatos à presidência da República nas eleições deste ano.
“Não é uma assembleia que pretende apoiar qualquer candidatura. Entendemos que esse não é o papel dos movimentos sociais.”
Fonte: PT Nacional
Fórum Social Mundial inicia em Porto Alegre (RS)
O Fórum Social Mundial (FSM) de 2010, comemorando seu décimo ano de existência, acontecerá de forma descentralizada em pelo menos 27 eventos regionais, nacionais e locais espalhados pelo mundo ao longo do próximo período (maiores informações no site www.fsm10.org este processo, de 25 a 29 de janeiro ocorrerá no Rio Grande do Sul o “Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre”, um evento regional que terá mais de 500 atividades descentralizadas nas cidades de Porto Alegre, Gravataí, Canoas, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e Sapiranga.
Uma das atividades centrais do Fórum Social Grande Porto Alegre será o Seminário Internacional “10 Anos Depois: Desafios e propostas para um outro mundo possível”, que contará com a participação de mais de 70 intelectuais e dirigentes sociais do mundo todo – muitos dos quais integraram o processo de criação e construção do Fórum Social Mundial (FSM) nos últimos dez anos. As atividades acontecerão na Assembléia Legislativa, na Usina do Gasômetro e nos Armazéns do Porto, sempre no período da manhã.
A CUT-RS convoca todas as suas entidades filiadas para participarem das atividades do Fórum Social Mundial e informa que a Concentração da Marcha de Abertura será no dia 25 de janeiro, a partir das 15h, no Largo Glênio Peres. No local serão distribuídas camisetas, bonés e materiais de comunicação da CUT.
No dia 26 de janeiro, a partir das 15h, abrem-se os Portões do Gigantinho, marcando a atividade com os Chefes de Estado e tem a presença confirmada do Presidente LULA.
As atividades da CUT têm caráter nacional e ocorrerão no Espaço Mundo do Trabalho nos dias 27 e 28 de janeiro, a partir das 14h, no Teatro Dante Barone. O espaço é organizado pelo conjunto das Centrais Sindicais e já está confirmada a presença de Diretores da Executiva Nacional da CUT, sindicalistas e intelectuais da América Latina nestas ações.
No dia 29 de janeiro também estaremos presentes na Assembléia dos Movimentos Sociais, local: Usina do Gasômetro, às 10h, marcando a presença da CUT nesta articulação internacional que envolve o conjunto dos movimentos.
Fonte: CUT Nacional).
Abrindo
Fórum Social Mundial recebe e Fórum Econômico homenageia Lula
O presidente Lula deverá participar do Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre, no dia 26, e, em seguida, dia 29, seguir para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. De acordo com a assessoria da Presidência da República e com os organizadores do FSM, Lula iria apenas para Porto Alegre, no dia 28, mas foi informado de que receberá uma homenagem de “personalidade do ano” em Davos, e não poderá faltar.
A organização do FSM convidou também outros presidentes latinos, como Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai) e o presidente eleito do Uruguai, José “Pepe” Mujica, para os debates do Seminário Internacional, no dia 28. Com a mudança na agenda de Lula, que recepcionaria os outros presidentes, a agenda poderá ser modificada.
Os pré-candidatos presidenciais Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV), Ciro Gomes (PSB) e Heloísa Helena (PSOL) também foram convidados pelas organizações que integram o FSM. Apenas o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, José Serra, não recebeu convite. O PSDB e seu aliado DEM nunca foram convidados para uma edição do FSM. As organizações argumentam que eles defendem o projeto neoliberal, antítese do Fórum, e se assemelham mais ao plano de Davos.
A 10ª Edição do Fórum Social Mundial em Porto Alegre será a primeira de 27 edições espalhadas pelo mundo ao longo do ano. O evento na capital gaúcha será apenas comemorativo e deverá reunir no máximo 30.000 pessoas. A última edição, em Belém (PA), reuniu 150.000 participantes. Em 2010, no entanto, o FSM será descentralizado. Em Porto Alegre, o objetivo é debater o papel do Fórum na política mundial e planejar seu futuro. A próxima edição centralizada será em Dacar, no Senegal, em janeiro de 2011.
Do G1
Fórum Social Mundial fará balanço da última década
A capital gaúcha e sete cidades da Região Metropolitana receberão, entre 25 e 29 de janeiro de 2010, o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre. Além de celebrar os 10 anos de atividades do FSM, o encontro fará um balanço deste período de lutas em defesa de um modelo de globalização alternativo ao construído nas últimas décadas.O Fórum Grande Porto Alegre será o primeiro de vários eventos programados em diversos países ao longo de 2010, quando o FSM terá, mais uma vez um formato descentralizado. Entre as atividades já definidas para o encontro no Rio Grande do Sul, está o Seminário FSM 10 Anos, promovido pelo Grupo de Apoio ao Fórum Social Mundial. A idéia é debater não só a experiência passada do Fórum, mas principalmente seu futuro.O evento está sendo organizado por entidades gaúchas com o apoio dos governos dos sete municípios onde ocorrerão as atividades (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga).Além do seminário de avaliação do FSM, que ocorrerá em Porto Alegre, também estão confirmados o Acampamento Intercontinental da Juventude, entre 18 e 28 de janeiro, em Novo Hamburgo, o I Fórum Mundial de Economia Solidária e a I Feira Mundial de Economia Solidária, de 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria.Logo após o encontro no RS, ocorrerá em Salvador, entre 29 e 31 de janeiro, o Fórum Social da Bahia. O tema central do evento, construído em conjunto com o FSM 10 Anos, será “Da Bahia a Dakar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania”.Representantes de governos e movimentos sociais da América Latina e da África participarão, em Salvador, do Fórum de Diálogos e Controvérsias, que discutirá novas políticas econômicas, sociais e ambientais.
Ainda em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro de 2010, será realizada uma grande oficina sobre o mundo do trabalho. Esse encontro debaterá o impacto da crise econômica internacional sobre o trabalho e a qualidade dos empregos e dos ambientes de trabalho hoje em dia.
Da Bahia a Dakar
“Esta passagem do FSM por Salvador será uma contribuição muito preciosa para o Fórum de Dakar, no Senegal, em 2011, pois esta foi a principal porta de entrada de africanos, vítimas da escravidão. A idéia é estabelecer um diálogo entre cidades com culturas semelhantes”, explica José Luiz Del Roio, representante do Fórum Mundial de Alternativas à Crise.
Fonte: Sindicato do ABC
Caminhada abre Fórum Social Mundial em Belém (PA)
Uma caminhada pelas ruas de Belém vai abrir o Fórum Social Mundial (FSM), que começa nesta terça-feira (27) e vai até domingo (1°) na capital paraense. Na abertura, uma cerimônia com atabaques africanos e cantos indígenas simbolizará a passagem entre a última edição centralizada do FSM em 2007, em Nairóbi (Quênia), e a atual, na Amazônia.
A organização espera reunir 100 mil pessoas na caminhada. O percurso, de cerca de quatro quilômetros, parte do cais do porto, na Baía do Guajará, e inclui algumas das avenidas mais importantes e movimentadas de Belém até a Praça do Operário. Parte das vias de acesso já está interditada e um palco foi montado no local.
Durante o trajeto, movimentos sociais e organizações da sociedade civil deverão fazer protestos e manifestações, como a apresentação de uma bandeira palestina de mais de três metros em defesa dos civis da Faixa de Gaza, em conflito com Israel. Partidos políticos, movimento sociais, entidades sindicalistas e estudantis e organizações ambientalistas também deverão levar suas bandeiras para a marcha.
A romaria dos movimentos sociais vai terminar em festa. De acordo com a organização, o palco vai receber apresentações culturais de diversas etnias indígenas do continente sul-americano. O policiamento vai ser reforçado por homens da Força Nacional de Segurança, que estão em Belém há mais de uma semana.
Até domingo, a organização do FSM espera reunir até 120 mil pessoas de 150 países. Estão previstas mais de 2,4 mil atividades nas universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (Ufra), onde o fórum será realizado.
Conheça os dez objetivos para orientar as ações do 9º Fórum Social Mundial
As diversas atividades auto-gestionadas do FSM serão realizadas em torno dos 10 objetivos a seguir, propostas das organizações, grupos de organizações e redes durantes o processo de registro para o evento. Os objetivos foram estabelecidos depois de uma ampla consulta pública de diversas organizações e entidades que participam no processo do FSM.
1 – Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito às espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;
2 – Pela Liberação do mundo do domínio do capitalismo, as multinacionais, a dominação imperialista, patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, através do cancelamento da dívida externa dos países mais desfavorecidos;
3 – Pelo acesso universal e sustentável dos bens comuns da humanidade e da natureza, pela conservação do nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, os bosques e os recursos de energias renováveis;
4 – Pela democratização e independência do conhecimento, a cultura e a comunicação e pela criação de um sistema compartido de conhecimento e habilidades através do desmantelamento dos direitos de propriedade intelectual;
5 – Pela dignidade, diversidade e garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e a eliminação de todas as formas de discriminação e de castas (discriminação baseada na descendência);
6 – Pela garantia (ao largo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos a alimentação, a saúde, a educação, à vida, ao emprego e trabalho digno, a comunicação, a segurança alimentar e à soberania;
7 – Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e os direitos dos povos, incluindo as minorias e os imigrantes;
8 – Pela construção de uma economia democrática, de emancipação, sustentável e solidária, centrada em todos os povos e baseada no comércio justo e ético;
9 – Pela construção e ampliação de estruturas e instituições políticas, econômicas e democráticas em nível local, nacional e global, com a participação do povo nas decisões e o controle dos assuntos e recursos públicos;
10 – Pela defesa do meio-ambiente (a Amazônia e os demais ecossistemas) como fonte de vida do planeta Terra e pelos primeiros povoadores do mundo que exigem seus próprios territórios, idiomas, culturas e identidades, justiça ambiental, espiritualidade e direito à vida.
Da Agência Brasil