Brasil gera 305 mil empregos formais em abril, recorde para o mês
A economia brasileira criou 305.068 postos de trabalho com carteira assinada em abril, número recorde para o mês, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira.
O desempenho é o segundo maior resultado desde o início da série, em 1992. O maior número foi registrado em junho de 2008, quando o saldo de empregos gerados somou mais de 309 mil empregos.
No acumulado do ano, o número de vagas criadas é de 962.327. O número é resultado dos quatro recordes seguidos registrados desde o início do ano. Apesar do saldo recorde, o resultado de abril ficou abaixo da previsão do ministério do Trabalho, que havia indicado a criação de 340 mil postos no mês.
No final de abril, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou para 2,5 milhões a previsão de novos empregos formais a serem gerados neste ano. A projeção oficial anterior era de 2 milhões, mas o ministro já vinha afirmando que esse número seria revisado para cima diante do resultado dos primeiros meses de 2010.
Se a previsão do governo se concretizar, 2010 entrará para história com número recorde de geração de empregos formais. O ano de 2007 ainda guarda a maior marca: 1,617 milhão de vagas com carteira.
Março
Em março, os 25 subsetores de atividade econômica expandiram o nível de emprego, com recorde em 15 deles. Seis Estados brasileiros tiveram saldo negativo de vagas, segundo o governo, fruto de fatores sazonais relacionados ao campo.
São Paulo foi o Estado com maior número de novas vagas: 125.189. Entre os setores, a maior contribuição para o recorde veio de serviços, que criou 106.396 empregos formais. No total, a economia gerou 266.415 vagas em março.
Da Folha Online
FAT destina mais R$ 3,2 bi para geração de empregos
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) aprovou, na última semana, R$ 3,2 bilhões em recursos para linhas de crédito destinadas ao financiamento dos programas de geração de emprego e renda em 2010. Os recursos beneficiam micro e pequenos empreendedores nos setores de Comércio e Turismo.
Ao todo serão R$ 7,2 bilhões em recursos para os vários programas, sendo R$ 3,2 bilhões em recursos novos e 4 bilhões em reaplicações de recursos antigos. Os recursos fomentam a geração de postos de trabalho e a modernização de micros e pequenos negócios em setores produtivos, como comércio e turismo. O destaque ficou pela criação de novas linhas de crédito no âmbito do Proger Urbano direcionadas a micros e pequenos empreendedores.
Foram criadas linhas de financiamento de equipamentos para costureiras e alfaiates, onde o FAT destinou R$ 40 milhões e a implantação, ampliação e recuperação de parques industriais em municípios de pequeno porte (até 80 mil habitantes). Para o segmento foram autorizados R$ 200 milhões por meio da linha FAT-Infraestrutura. Ao setor de turismo (FAT-Giro Setorial) o fundo destinou R$ 200 milhões para capital de giro aos estabelecimentos do setor de restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas.
Foram beneficiados ainda o transporte coletivo complementar, que recebeu R$ 200 milhões para o financiamento de veículos escolares; a linha FAT Taxista (R$ 100 milhões) e a linha FAT Moto-Frete (R$ 100 milhões). Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que participou da abertura reunião e solicitou aos conselheiros a aprovação das novas linhas, os recursos têm a finalidade fomentar a geração de novos postos de trabalho.
O ministro lembrou o resultado positivo do mercado de trabalho nos dois primeiros meses do ano, com geração recorde de 390 mil postos de trabalho, enfatizando que o foco das políticas públicas no capital produtivo tem influenciado no crescimento do emprego no país. “As pequenas e micro empresas tem um potencial enorme de geração de emprego, daí a importância da política pública focada nesse segmento”, enfatizou.
Os recursos para programas de geração de emprego e renda são direcionados no combate ao desemprego, inclusão social e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Em 2009 o FAT aplicou R$ 3 bilhões no financiamento ao setor produtivo por meio dos depósitos especiais.
Investimentos da Petrobras devem gerar um milhão de empregos
Os investimentos da Petrobras no Brasil devem gerar mais de 1 milhão de novos postos de trabalho entre 2009 e 2013. Dos US$ 104,6 bilhões que a companhia pretende aplicar no período nas áreas de exploração e produção, US$ 92 bilhões vão ficar no Brasil e aquecer o mercado interno. O investimento global da empresa nos próximos cinco anos soma 174,4 bilhões de dólares.
A companhia prevê a criação de 267 mil novos postos de trabalhos diretos até 2013. Outros 777 mil postos indiretos estão relacionados à cadeia produtiva e ao chamado efeito renda, quando a renda dos trabalhadores se transforma em consumo.
As informações são do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Ele participou nesta quarta-feira (27) de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Minas e Energia da Câmara. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) foi um dos autores do requerimento para o debate.
Segundo Guilherme Estrella, o Brasil precisa “aproveitar a oportunidade” proporcionada pela descoberta do pré-sal. “A Petrobras passa por um momento importante em relação ao seu compromisso com o desenvolvimento do país. É um momento que traz uma série de oportunidades para o Brasil, e nós não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.
Durante a audiência pública, o diretor de Exploração e Produção destacou a “postura agressiva” da empresa desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 1999 e 2002, a carteira exploratória da Petrobras atingiu uma média anual de 22.737,5 quilômetros quadrados. Nos três primeiros anos de governo Lula, a média anual saltou para 32.377,3 quilômetros quadrados. “Isso nos dá a garantia e o conforto de ter uma área suficiente de exploração para os próximos 15 anos. A Petrobras vinha perdendo essa agressividade antes de 2003″, afirmou Guilherme Estrella.
O diretor da Petrobras informou que os investimentos específicos no pré-sal – que estavam previstos para 28,9 bilhões de dólares no período 2009-2013 – devem alcançar 111,4 bilhões entre 2009-2020. A produção de óleo do pré-sal deve crescer a uma taxa anual de 35,3% entre 2013 e 2020. A expectativa é de que, em 2013, sejam produzidos 219 mil barris por dia, ante 1,8 milhão previstos para 2020.
Estrella afirmou que, nas próximas décadas, as chamadas energias fósseis devem ocupar uma posição hegemônica entre as demais modalidades energéticas. “O Brasil tem uma situação privilegiada porque conta com grandes reservas de óleo e gás. A descoberta do pré-sal é uma grande oportunidade para o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico do país”, afirmou.
O deputado Luiz Alberto, que durante 20 anos foi técnico químico da Petrobras, destacou o rigor administrativo da empresa. Ele criticou os partidos de oposição que defendem a instalação de uma CPI no Senado para investigar a companhia.
“Enquanto o Senado instala uma CPI, o jornal inglês Financial Times elogia o papel da Petrobras, sua capacidade de gestão e o domínio da tecnologia de prospecção de petróleo. No campo internacional se reconhece a importância da empresa. No Brasil, de forma irresponsável, tenta-se jogar a Petrobras no centro da arena política”, afirmou.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo da Rocha, também criticou a instalação da CPI no Senado. Ele classificou a investigação como “absurda”.
Fonte: CNM/CUT
Lula quer construção civil gerando empregos no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (30) que quer que a construção civil seja “a mola propulsora” de geração de empregos no Brasil. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele disse que o pacote habitacional lançado pelo governo na semana passada irá ajudar a reduzir os efeitos da crise financeira internacional no país.
Lula se referiu ao programa Minha Casa, Minha Vida como uma estratégia “ousada” e “bem elaborada”. Ele destacou a redução do valor do seguro de vida para quem financia uma moradia e também a garantia do refinanciamento em casos de trabalhadores que percam o emprego durante o pagamento das prestações.
“Estou convencido de que esse programa vai resolver parte dos problemas habitacionais no Brasil”, disse, ao ressaltar que o pacote é voltado, sobretudo, para atender regiões metropolitanas e cidades com mais de 100 mil habitantes. “É onde está o núcleo nervoso do déficit habitacional brasileiro”, acrescentou.
Lula classificou a promessa de 1 milhão de casas construídas como “uma experiência inédita” e que será cumprida, uma vez que o programa foi “pactuado” com todos os setores envolvidos na construção de moradias no Brasil.
Fonte: Ag. Brasil