Busscar: Sindicato espera que empresa não recorra da decisão do TRT/SC

Publicado por Administrador 14 junho, 2011 (24) Comentários Imprimir

Com julgamento do recurso da Busscar ao TRT/SC marcado para o dia 6 de julho às 13:30 horas em Florianópolis, a expectativa dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa que são sistematicamente desrespeitados e “passados para trás” pela diretoria familiar formada por Rosita Nielson, Claudio Nielson e Fabio Nielson, é pela confirmação da condenação e, assim, o encaminhamento dos leilões dos bens até que se paguem todas as dívidas trabalhistas.

Essa é também a expectativa do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região, que sempre lutou para evitar a crise alertando os trabalhadores e oferecendo várias sugestões aos acionistas para que a Busscar continuasse forte no mercado de carrocerias de ônibus que só cresce no país. “Infelizmente, nem a maioria dos trabalhadores, tampouco os acionistas ouviram o Sindicato. Hoje a situação é de falência, com 14 salários atrasados, mais metade do décimo terceiro de 2009 e todo o décimo de 2010, sem contar com FGTS, INSS, e tantos outros débitos”, denuncia o presidente João Bruggmann.

O Sindicato também prefere acreditar que a Busscar não vá recorrer de uma sentença tão clara e cristalina: quem deve tem de pagar mesmo que com seus bens e não tentar adiar o fim por meio de recursos. “Esperamos que a empresa não recorra, por que ai enterra a memória dos seus fundadores. Tenho certeza de que onde estiverem, jamais aprovariam tamanha desfaçatez com os trabalhadores, fornecedores e a cidade que é seu berço. Os trabalhadores passaram e passam dificuldades, e os acionistas devem sim vender bens para pagar o que lhes devem. É uma questão de honrar o nome”, afirma Bruggmann.

Trabalhadores já se preparam para ir ao julgamento em Florianópolis, acompanhar tudo de perto e denunciar a situação vexatória que a empresa Busscar tem protagonizado, um péssimo exemplo de empresário em pleno século 21.

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Metalúrgicos fazem greve geral no sul de Santa Catarina

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Após 10 anos da última greve, os metalúrgicos de Criciúma e mais 29 cidades do Sul de Santa Catarina pararam as atividades na segunda-feira (2). São cerca de 1.400 trabalhadores que atuam na região. O protesto desta segunda-feira fechou três empresas. Uma de Criciúma e duas de Cocal do Sul envolvendo cerca de 600 trabalhadores com adesão de 100%. A paralisação foi aprovada na segunda assembleia da categoria realizada em 30 de julho, no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e região.

Os trabalhadores reivindicam 6% de ganho real e 4,75% do INPC do período. Os empresários ligados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Máquinas (Sindimaq)  ofereceram a inflação e somente 2,56% de aumento real. Segundo o Presidente do Sindicato, Oderi Gomes, a categoria está descontente com a proposta e votou pela paralisação. “Como as empresas estão com a produção a todo vapor e falta de mão-de-obra, é hora de lutar para  garantir um melhor salário e outras vantagens”, explica.

Segundo o sindicalista, se não houver avanço nas propostas, outras metalúrgicas devem aderir à greve a partir de hoje. Elas produzem cilos, tubulação e estamparia para cerâmicas entre outros para fábricas do estado. O atual piso pago após 90 dias na empresa é de R$ 758,65.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Criciúma

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Fenaban desrespeita bancários e não faz proposta. Greve continua

Publicado por Administrador 5 outubro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Depois de dois dias de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizadas em São Paulo nesta quinta (1°) e sexta-feira (2), os bancos mais uma vez frustraram as expectativas dos trabalhadores e não apresentaram proposta. Eles insistem em reduzir a PLR, não querem conceder aumento real e se recusam a dar garantias de emprego, e se negam a valorizar os pisos salariais e a melhorar as condições de saúde, segurança e trabalho. Em razão da intransigência dos banqueiros, o Comando Nacional orienta os sindicatos a fortalecerem ainda mais o movimento a partir de segunda-feira, 5, 12º dia de greve.

“Reiteramos aos bancos que a categoria bancária não aceitará a redução da PLR, como as empresas estão propondo, e insistimos na reivindicação de três salários mais R$ 3.850. Também não aceitaremos nenhuma proposta que não contemple aumento real de salário, valorização dos pisos salariais, proteção aos postos de trabalho e mais contratações, além da implementação de políticas que melhorem as condições de trabalho, de saúde e de segurança e apontem para o fim do assédio moral”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Os bancos estão abusando e desrespeitando os bancários e a sociedade e mais uma vez mostram sua ganância e sua falta de responsabilidade social. Apesar de não terem sido afetados pela crise, apesar de continuarem apresentando a maior lucratividade de toda a economia brasileira, os banqueiros negam as reivindicações justas de seus trabalhadores, que já demonstraram sua indignação com a postura intransigente das empresas. À categoria não resta outra alternativa a não ser continuar e ampliar a greve em todo o país”, acrescenta Carlos Cordeiro.

A comissão de negociação da Fenaban informou que os presidentes dos bancos vão se reunir, provavelmente na segunda-feira, para avaliar a possibilidade de formular uma nova proposta. Após a reunião, haverá contato com o Comando Nacional para marcar uma nova rodada de negociação.

Os bancários vão continuar a greve por:

- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.

- PLR maior. Os bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário limitado a 4% do lucro líquido mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquidomais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar o total da PLR distrubuida aos bancários a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.

- Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.

- Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.

- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.

- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.

- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.

- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.

- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.

Fonte: CUT Nacional

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Greve na Vale canadense já atinge 3,6 mil trabalhadores

Publicado por Administrador 3 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

 greve dos trabalhadores de Sudbury, província que reúne oito minas de níquel da Vale-Inco, no Canadá, conta a partir desta semana com a adesão dos 3,6 mil empregados de todas as operações de níquel da companhia naquele país, que inclui a mina de Voyce´s Bay, na província de Labrador, e a refinaria de Port Colborne. A única exceção neste movimento é dos mineiros de Thompson, que fecharam acordo com a subsidiária da multinacional brasileira, informou ao Valor Wayne Fraser, diretor do 6º Distrito das províncias de Ontário e do Canadá Atlântico, do United Steel Workers (USW), sindicato que reúne os mineiros canadenses e americanos. O voto de adesão foi aprovado na última sexta-feira (31/07).

Fraser queixou-se da falta de diálogo com a Vale, da qual a Vale-Inco é subsidiária integral. A última reunião de representantes da empresa com os empregados de Sudbury aconteceu dia 5 de julho, antes do início da paralisação, que teve início em 13 de julho. Nessa data, as minas de Sudbury estavam paradas para manutenção por causa da crise econômica que derrubou os preços e a demanda do níquel. A retomada da atividade nessas minas estava marcada para acontecer no dia 27 de julho, o que até agora não sucedeu.

O sindicalista disse que foi pedido pelo USW um contato com a mineradora para nova rodada de negociações, mas até agora não houve resposta. Desde abril, segundo ele, a Vale-Inco não mudou sua proposta de um acordo que determina mudanças no fundo de pensão dos trabalhadores de algo como benefício definido para contribuição definida (modelo chileno); aumenta o gatilho de preço do níquel de 2,25 libras para 5 libras para acionar o pagamento do abono e sugere cortes no Cost of Living Allowance (COLA), que repõe perdas inflacionárias e é pago todo dia 1º de junho.

Apesar do impacto da recessão nos negócios de níquel em todo o mundo, Fraser disse que os empregados de Sudbury “não estão dispostos a fazer concessão a uma proposta que lhes tira direitos, retira bonus e introduz um novo plano de fundo de pensão bem pior do que eles têm agora, além de estarem tentando retirar benefícios por tempo de serviço”.

A Vale-Inco “lucrou nos últimos dois anos US$ 4,2 bilhões com negócios de níquel” só na província de Ontário, onde fica Sudbury, disse Fraser. “Então, não é uma empresa que está sofrendo tanto assim”. O ambiente recessivo não favorece aos trabalhadores grevistas neste momento, reconhece o dirigente sindical do USW. Mas entende que esta queda-de-braço pode durar “meses”.

Fonte: CUT Nacional

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Petroleiros de todo o país iniciam greve

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Petroleiros de todo o país entraram em greve hoje (23) para reivindicar aumento na participação de lucros e resultados (PRL) da Petrobras. No Rio de Janeiro, das 44 plataformas da Bacia de Campos, no norte fluminense, 29 aderiram à greve. Na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), não houve troca de turno à zero hora. No Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), os funcionários atrasaram por duas horas o início dos trabalhos.

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros, apesar de o lucro da estatal em 2008 ter sido superior em cerca de 60% ao de 2007, os valores propostos para o pagamento da participação de lucros e resultados aos funcionários estão abaixo do que foi pago pela empresa nos últimos quatro anos. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Petróleo no Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro), Eduardo Henrique, disse que a categoria quer uma proposta única de participação nos lucros e resultados para todos os trabalhadores do sistema Petrobras.

“Hoje a proposta avança de acordo com a faixa dos níveis, e entre o mínimo é o máximo há uma variação de duas vezes e meia. Sendo que uma parte dessa verba é destinada à remuneração de gerentes que não é divulgada. A gente tem processo na Justiça exigindo a divulgação da PRL de gerentes”.

Além disso, os petroleiros querem garantias em relação aos postos de trabalho, ao extraturno e à segurança. Eduardo Henrique disse ainda que a greve deve durar cinco dias ou poderá ser prorrogada, caso a empresa não entre em negociação. A Petrobras informou que só se pronunciará sobre a greve dos funcionários no final da tarde.

Fonte: Ag. Brasil

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Greve mobiliza 450 mil bancários no país

Publicado por Administrador 10 outubro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Os bancários de todo o país aderiram ontem (8) à greve que, em Brasília, já dura nove dias. De acordo com o sindicato da categoria, no Distrito Federal, 450 mil funcionários estão parados em todo o Brasil. Segundo o diretor da entidade em Brasília, Eduardo Araújo, as reivindicações do setor são reajuste real de 5%, a proposta da Federação Brasileira dos Bancos seria de apenas 0,35%, valorização dos pisos salariais e aumento da participação nos lucros e resultados.

No caso de Brasília, o sindicato também pede a contratação de mais pessoas para estender o horário de atendimento ao público, das 09h às 17h – atualmente os bancos ficam abertos no DF das 11h às 16h. No DF, estima-se adesão de toda a categoria, oito mil trabalhadores.

Os grevistas esperam que a Febraban apresente outra proposta nos próximos dias, pois desde o dia 24 de setembro, nenhuma negociação foi feita. Eduardo Araújo lembra que as operações simples como depósitos, saques e transferências podem ser feitas pela internet e nos terminais de atendimento eletrônicos.

O diretor do Sindicato reforça que não há previsão de retorno. “Não temos nenhuma idéia de quando iremos retornar ao trabalho. A Febraban não nos chamou para conversar de novo. Provavelmente o Banco do Brasil vai completar 200 anos este fim de semana em meio à greve”, avalia o diretor do Sindicato.

Bancários continuam em greve em São Paulo

Os bancários da cidade de São Paulo, Osasco e região entraram hoje (9) no segundo dia de greve. Segundo informações do sindicato da categoria, no primeiro dia de paralisação, 675 agências mantiveram as portas fechadas aos clientes e a adesão dos trabalhadores atingiu 22% dos 120 mil empregados. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não divulgou informações sobre o número de agências afetadas.

Os bancários reivindicam aumento real de 5% mais 7,15% a título de reposição inflacionária. Eles querem ainda a valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415,00, vale refeição de R$ 17,50 por dia e participação nos lucros e resultados composta de três salários acrescidos de um valor fixo de R$ 3.500,00.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade sindical da Febraban, informou, por meio da assessoria de imprensa, que os banqueiros esperam uma contraproposta mais “razoável” por parte dos bancários ,que somam 434 mil em 18 mil agências espalhadas pelo país. Os bancos limitaram a oferta de reajuste em 7,5%, o que já foi rejeitado pela categoria.

Diante da paralisação, conforme a assessoria da entidade patronal, os clientes poderão recorrer a 83 mil locais de atendimento como supermercados, casas lotéricas, agências dos correios, terminais de auto-atendimento, para fazer pagamentos de contas de luz, telefone e água e outros boletos bancários. Em caso da não aceitação da fatura por estar com data vencida , o usuário deve entrar em contato com o credor para emissão de novo boleto. 

Fonte: Observatório Social

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