Produção industrial volta a cair em junho, mostra IBGE
A produção industrial brasileira caiu 1,6% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Em maio, a indústria havia tido um crescimento de 1,1%. O dado faz parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a junho de 2010, no entanto, a produção industrial aumentou 0,9%. No primeiro semestre deste ano, o crescimento chegou a 1,7% em relação ao mesmo período de 2010 e, no acumulado dos últimos 12 meses, a 3,7%.
Vinte dos 27 setores pesquisados pelo IBGE tiveram redução na produção de maio para junho. Os principais impactos negativos em junho vieram de setores como refino de petróleo e produção de álcool (-8,9%), produtos de metal (-10,9%), veículos automotores (-1,4%) e alimentos (-1,2%).
Entre as sete atividades que tiveram crescimento na produção, o principal destaque ficou com o setor de edição e impressão, que teve aumento de 5,9% de um mês para o outro.
G1
Desemprego tem a menor taxa para junho na série histórica
A taxa de desocupação calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas ficou em 6,2% em junho, na menor taxa para o mês desde o início da série histórica, em 2002. Durante todo o semestre, a taxa permaneceu relativamente estável, variando entre 6,1% e 6,5%. Na comparação com junho de 2010 (7,0%), houve recuo de 0,8 ponto percentual.
Segundo o instituto, ainda em relação a igual mês do ano passado, as seis regiões pesquisadas têm 172 mil desempregados a menos (queda de 10,4%) e 512 mil ocupados a mais (crescimento de 2,3%). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também ficou estável no mês e aumentou 6,2% sobre 2010, com acréscimo de 634 mil empregos formais. O número de ocupados foi estimado em 22,390 milhões e o de desocupados, em 1,476 milhão.
O rendimento médio real habitual dos ocupados, estimado em R$ 1.578,50, também teve o valor mais alto para junho desde 2002. O IBGE apurou alta de 0,5% na comparação mensal e de 4% sobre junho do ano passado. A massa de rendimento real (R$ 35,6 milhões) cresceu 6,2% na comparação anual.
De acordo com o instituto, a taxa de desocupação não teve variações consideradas significativas nas regiões metropolitanas de maio para junho. Mas ante junho de 2010, o desemprego caiu 2,5 pontos percentuais em Recife (para 6,1%), 1,8 ponto em Salvador (para 10,2%) e 0,8% ponto em São Paulo (6,6%). As taxas foram de 5,1% em Belo Horizonte e de 5,3% no Rio de Janeiro (menos 0,5 ponto percentual em ambas as regiões) e de 4,8% em Porto Alegre (estável, com 0,1 ponto a mais ante junho do ano passado).
Ainda na comparação anual, o rendimento médio cresceu em cinco regiões. A exceção foi Recife, com declínio de 0,4%.
Rede Brasil Atual
Produção industrial brasileira volta a crescer em maio
A produção da indústria brasileira aumentou 1,3% em maio na comparação com o mês anterior, quando a taxa havia ficado em -1,2%. Em relação ao mesmo período de 2010, houve expansão de 2,7%, revertendo dois meses seguidos de taxas negativas na mesma base de comparação.
De acordo com dados divulgados hoje (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano o índice acumula alta de 1,8% e nos últimos 12 meses, de 4,5%.
A alta observada na passagem de um mês para outro atingiu 19 dos 27 ramos da pesquisa, com destaque para alimentos (3,9%), produtos de metal (12,8%) e veículos automotores (3,5%). Já as principais pressões negativas foram exercidas pela indústria farmacêutica (-12,1%), metalurgia básica (-1,9%) e pelas bebidas (-2,2%)
Em relação a maio do ano passado, também houve expansão em 19 das 27 atividades, principalmente veículos automotores (6%) e refino de petróleo e produção de álcool (8%).
O IBGE informou que revisou o dado relativo a abril na comparação com março. Em vez da queda de 2,1% divulgada anteriormente, houve retração de 1,2%.
Agência Brasil
Economia brasileira cresce 1,3% no primeiro trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país, cresceu 1,3% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior, informou hoje (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O maior destaque, de acordo com o IBGE, foi a agropecuária, que registrou aumento de 3,3% no volume do valor adicionado. Em seguida, aparecem a indústria, com expansão de 2,2%, e os serviços, com elevação de 1,1%.
Em relação ao primeiro trimestre de 2010, o PIB registrou aumento de 4,2%. Nessa base de comparação, os serviços foram a atividade econômica com maior expansão (4%). A indústria cresceu 3,5% e a agropecuária, 3,1%.
O IBGE informou também que revisou o dado relativo ao quarto trimestre de 2010 em relação aos três meses anteriores. O dado previamente divulgado apontava uma expansão de 0,7%, mas na verdade o crescimento ficou em 0,8%.
Agência Brasil
Produção de máquinas recua 2,9%
A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) recuou 2,9% em abril ante março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a abril de 2010, houve leve alta de 0,1%. No acumulado de 2011, a produção de bens de capital cresceu 6,2% e, nos 12 meses encerrados em abril, avançou 13,7%.
De acordo com os dados do IBGE, a produção industrial, de forma geral, recuou 2,1% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Já o crescimento de março ante fevereiro foi revisto de 0,5% para 1,1%. O índice de média móvel trimestral da indústria, conforme os dados do instituto, fechou o mês de abril em alta de 0,3%, ante o aumento de 0,9% registrado no trimestre encerrado em março.
Recuo acentuado
O recuo de 2,1% na produção industrial em abril ante março foi o mais acentuado desde dezembro de 2008, quando o índice registrou queda de 12,2%, segundo o IBGE. “É preciso lembrar que dezembro de 2008 era o auge da crise (econômica mundial)”, disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Machado.
Entre março e abril, 13 dos 27 ramos pesquisados registraram redução na produção, com destaque para a perda verificada em máquinas e equipamentos, de 5,4% em abril, após quatro meses de crescimento – período no qual acumulou expansão de 4,9%. Outras influências negativas relevantes foram verificadas em produtos de metal (baixa de 9,3%), veículos automotores (queda de 2,8%), alimentos (recuo de 2,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (baixa de 7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (queda de 1,4%).
Entre as atividades que apresentaram alta da produção aparecem a farmacêutica (3,3%), a de indústrias extrativas (2,5%), a de fumo (20,6%), a metalurgia básica (1,4%), a de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (6,6%) e a de outros produtos químicos (1,1%).
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com março, houve taxas negativas em todos os segmentos, sendo que bens de consumo duráveis (baixa de 10,1%) teve a queda mais acentuada, o que eliminou o avanço de 4,5% registrado em março. O setor de bens de capital, que recuou 2,9%, mostrou redução acima da média da indústria, após avançar 7,7% nos últimos três meses. Os segmentos produtores de bens de consumo semi e não duráveis (baixa de 1,5%) e de bens intermediários (queda de 0,6%) também apontaram índices negativos.
SMABC
Assalariado brasileiro tem mais proteção social do que o americano, revela estudo
Ao colocar lado a lado os dois maiores mercados de trabalho das Américas, um estudo inédito feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) revela que o assalariado brasileiro tem mais proteção social do que o dos Estados Unidos e que o perfil de geração de empregos nos EUA foi pior que o brasileiro ao longo da década passada, antes da crise de 2008. Mais surpresas: enquanto em terras tupiniquins a recuperação gerou emprego e repôs perdas salariais, nos EUA os salários permaneceram estagnados.
Intitulado “Os sentidos da precariedades em dois mercados nacionais e trabalho: Brasil e Estados Unidos – uma comparação”, o ensaio, assinado pelos economistas Claudio Dedecca, professor da Unicamp, e Wilson Menezes, docente da UFBA, atenta para o fato de que boa parte das novas oportunidades no país americano está concentrada em grandes redes de supermercado ou de fast food. Os salários pagos neste setor, caracterizado por uma jornada de trabalho superior a 44 horas por semana, são muito baixos. Os trabalhadores não têm direito a férias, ao atendimento de saúde, e à previdência. Nos EUA, as férias pagas não são obrigatórias.
Como mostra o quadro abaixo – elaborado com a referência de indicadores do Fraser Institute e presente no estudo -, o mercado de trabalho brasileiro é mais intenso na regulação da jornada de trabalho, ao impor determinações quanto ao descanso semanal remunerado, hora extra e férias, por exemplo.
- A gente desconfiava que o mercado de trabalho dos EUA teria um perfil desfavorável em termos de grau de proteção social. Mas não ao ponto que se apresentou. E olha que pegamos o melhor indicador possível, que é o acesso à previdência – afirma Claudio Dedecca, acrescentando que o resultado não indica que o Brasil está “no melhor dos mundos”: – Não estamos dizendo que estamos no céu azul. Reconhecemos todas as nossas dificuldades. Mas o estudo aponta simplesmente que referência americana não nos cabe.
Quadro com as instituições de regulação e proteção do contrato e das relações de trabalho Brasil-EUA
Em 29 páginas, o documento analisa um universo de 116 milhões de assalariados do setor privado dos Estados Unidos e 55 milhões do Brasil – com e sem acesso à Previdência – e leva em considerações dados oficiais dos países, de 2009. O universo estudado representa cerca de 70% do número total de trabalhadores dos países.
O ensaio está sendo avaliado pela Comunidade Europeia e faz parte de um projeto de pesquisa amplo, que envolve pesquisadores brasileiros, americanos, ingleses e franceses. Como parâmetros, foram usados o grau de proteção do contrato de trabalho, o perfil do emprego (de baixa ou alta remuneração) e o nível de desigualdade da massa de salários. Orientações da ONU balizaram a análise comparativa.
Perspectivas mais favoráveis ao Brasil
Ao confrontar os mercados, o ensaio surpreende ao projetar perspectivas mais favoráveis para uma redução da precariedade dos contratos de trabalho aqui no Brasil ao longo da década, do que nos EUA. No Brasil, o número de empregados do setor privado com proteção previdenciária chega a 68,17%; enquanto dos EUA este percentual é de apenas 39,8%.
A gente desconfiava que o mercado de trabalho dos EUA teria um perfil desfavorável em termos de grau de proteção social. Mas não ao ponto que se apresentou
A situação de progressiva deterioração do trabalho dos EUA também saltou aos olhos dos economistas. Um dos motivos apontados no trabalho para o grau de depreciação foi o fato de o governo americano ter abandonado o salário mínimo como política de equiparação salarial:
- Há três formas de o empregado receber aumento de salário: a barganha individual, a negociação coletiva e o salário mínimo, que é a proteção dada pela política pública. Os EUA abandonaram o salário mínimo – diz Dedecca. – O grau de sindicalização do setor privado nos Estados Unidos é de apenas 8%, enquanto no Brasil é de 24%. Também contribui para a má colocação do país americano o fato de os EUA ter sido o país que menos ratificou convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
´Temor de brasileirização do mercado de trabalho desenvolvido não faz sentido´
Para Dedecca, o trabalho tem a importância de derrubar alguns mitos. Um deles é a defesa de que a menor intervenção do Estado no mercado de trabalho americano seria um fator de garantia de menor precarização das relações. O outro é a visão de que os Estados Unidos ainda são um país atrativo no que se refere à boa remuneração de empregos de baixa ou média qualificação.
O mercado dos EUA, de fato, já foi bastante atrativo para os brasileiros, pelos melhores salários. Hoje, e diversos estudos comprovam isso, só o é para a parcela de alta qualificação
- O mercado dos EUA, de fato, já foi bastante atrativo para os brasileiros, pelos melhores salários. Hoje, e diversos estudos comprovam isso, só o é para a parcela de alta qualificação. O perfil mudou. Os salários mais baixos do setor privado lá giram em torno dos US$ 600 / US$ 700. Não é muito diferente do salário-médio do trabalhador brasileiro – acrescenta Dedecca. – Outro ponto importante: existe hoje um temor nos países desenvolvidos de que possa estar havendo uma “brasileirização” do mercado de trabalho desenvolvido. Que seria uma estrutura produtiva desenvolvida, de baixa qualificação e altamente informal. Ocorre que já estamos superando esta fase. O temor não faz sentido.
Objetivo é fazer comparações Norte-Sul
O ensaio joga luz sobre a necessidade de o Brasil superar problemas históricos, a despeito das melhorias dos últimos anos.
- Se por um lado reconhecemos a vantagem no Brasil na proteção social em relação aos EUA, temos um conjunto de desafios importantes, como reduzir a discrepância de ganhos entre negros e brancos, entre gêneros e entre regiões – ressalta o economista e professor da Unicamp.
O próximo desafio de Dedecca e Wilson Menezes é colocar o mercado de trabalho do México na comparação com Brasil e Estados Unidos.
- O trabalho todo foi montado com objetivo de fazer comparações Norte-Sul. Temos algumas dificuldades. A França, por exemplo, não disponibiliza dos dados, como o nosso IBGE.
Do O Globo
Prévia da inflação oficial fica em 0,70% em maio
A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), diminuiu para 0,70% em maio, depois de registrar alta de 0,77% um mês antes. De acordo com dados divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumula alta de 3,86% no ano. Já nos últimos 12 meses, a elevação acumulada chega a 6,51%, superando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para a inflação em 2011 (6,5%). O centro da meta é 4,5%, com variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Em maio de 2010, o IPCA-15 chegou a 0,63%.
De acordo com o levantamento do IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelos alimentos e bebidas, cuja taxa passou de 0,79% para 0,54%, e pelos transportes (de 1,45% em abril para 0,93% em maio).
No caso dos alimentos, a redução foi puxada pelos produtos in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio. O tomate, por exemplo, ficou 9,18% mais barato no mês. As frutas (-2,90%) e as hortaliças (-1,51%) também pesaram menos no bolso do consumidor. Já a taxa referente às refeições fora de casa diminuiu de 0,91% em abril para 0,47% em maio. Também ficaram mais baratos os lanches consumidos fora de casa (de 0,54% para – 0,63%).
O documento aponta que, por outro lado, o consumidor passou a pagar mais por outros itens, como a batata-inglesa (de 10,05% para 24,22%), o feijão-carioca (de 5,99% para 7,27%), o leite pasteurizado (de 1,58% para 3,82%) e o café moído (2,10% para 3,02%).
No grupo transporte, a redução na taxa foi influenciada pelo preço do litro do etanol, que ficou praticamente estável em maio (0,01%), depois de ter subido 16,40% em abril. Já a gasolina, ficou ainda mais cara, com alta de 5,30%. Um mês antes, a elevação havia sido de 4,28%. O produto foi responsável por um impacto de 0,21 ponto percentual, o maior do mês, representando 30% do IPCA-15.
Os produtos não alimentícios tiveram elevação de 0,75%, praticamente repetindo o resultado de abril (0,76%). A alta em itens como remédios, que tiveram reajuste médio de 4,77% em 31 de maio, energia elétrica (1,14%), além de água e esgoto (1,64%), impediram que houvesse redução da taxa desse grupo.
Regionalmente, Goiânia registrou o maior índice (1,07%), puxado pela alta na taxa de água e esgoto (2,49%), reajustada em 5,93% em 1º de maio, além da gasolina (6,71%). O menor resultado foi observado em Belém (0,36%), onde os remédios apresentaram variação de 0,68%, a mais baixa de todas as regiões pesquisadas.
Para calcular o IPCA-15 de maio, foram coletados preços no período de 13 de abril a 13 de maio e comparados aos vigentes entre 16 de março e 12 de abril.
De acordo com o IBGE, o indicador refere-se às famílias com rendimento de até 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba e do Rio de Janeiro, além das cidades de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está apenas no período de coleta dos preços.
Agência Brasil
Produção industrial aumenta em 7 de 14 regiões
O IBGE verificou um aumento da produção industrial em sete dos 14 locais pesquisados, entre os meses de fevereiro e março.
Os maiores incrementos foram registrados na Bahia (7%), região Nordeste (6,2%) e Ceará (2%). Mas no acumulado deste ano, são as unidades regionais Espírito Santo (11,3%), Paraná (4,8%) e Minas Gerais (4,5%) que apresentam as maiores taxas de crescimento.
O Estado com mais importante parque fabril do país, São Paulo, apresentou crescimento de 1,6% em sua produção industrial no mês de março, e de 3,8% no acumulado deste ano.
Na ponta inversa, os Estados que registraram os maiores decréscimos em sua produção industrial foram Amazonas (queda de 8,9%), Pará (4,6%) e Rio de Janeiro (3,8%).
Bahia (recuo de 9,2%), Ceará (7,3%) e região Nordeste (6,2%) apresentaram as maiores taxas de contração no período trimestral.
Considerando a produção total do país, a taxa média de crescimento foi de 0,5% no mês e de 2,3% no trimestre.
Da Folha Online
Produção industrial cresce 0,5% em março, aponta IBGE
A produção industrial do país registrou crescimento de 0,5% em março, em relação ao mês anterior, quando a alta havia sido de 1,9%, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, foi verificado recuo de 2,1%, primeiro resultado negativo desde outubro de 2009. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 6,8% e, no ano, aumento de 2,3%.
De acordo com a pesquisa, dos 27 setores pesquisados pelo IBGEx, 13 registraram expansão frente ao mês anterior.
Um dos destaques positivos foi o setor de material eletrônico e equipamentos de comunicações, com alta de 10,1%. O setor eliminou a perda de 3,1% registrada no mês anterior. Outros destaques foram máquinas e equipamentos (1,8%), calçados e artigos de couro (9,2%), outros equipamentos de transporte (3,6%), produtos de metal (2,5%) e máquinas e aparelhos e materiais elétricos (2,9%).
A principal pressão negativa ficou com o setor de alimentos, com recuo de 3,9%, seguido por equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros, com queda de 9,2%. Outras quedas foram registradas nas indústrias extrativas (-1,9%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-6%) e bebidas (-2,8%).
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com fevereiro, os setores produtores de bens de consumo duráveis e de bens de capital registraram as taxas mais elevadas, de 4,1% e 3,4%, respectivamente. Esses segmentos atingiram o patamar mais elevado desde o início da série histórica.
A produção de bens de consumo semi e não duráveis também cresceu (1%), mas o setor de bens intermediários apontou o único resultado negativo de março, de 0,2%, após crescer 1,3% em fevereiro.
“Em 2011, a magnitude de crescimento foi maior por causa das isenções fiscais”, disse André Luiz Macedo, gerente da coordenação de indústria do IBGE. De acordo com Macedo, com o resultado de março, a indústria está operando no patamar mais alto da série histórica.
“O setor de veículos automotores teve alta de 0,5% em março deste ano, na comparação com o mês anterior, e de 0,3% na comparação com março de 2010. Como houve crescimeno 5,9% em fevereiro, na comparação com janeiro, em março pode ter havido uma acomodação”, explicou, ao analisar se a diminuição do crescimento da indústria automobilística teria a ver com a restrição de créditos do governo.
Sobre 2010
O recuo de 2,1% frente a março de 2010 interrompeu 16 meses seguidos de taxas positivas, disse o IBGE. “Vale destacar que março desse ano teve dois dias úteis a menos do que em 2010″, ressalta o instituto, em nota.
“O índice foi pressionado pela queda na produção em todas as categorias de uso, 17 das 27 atividades, 40 dos 76 subsetores e 53% dos 755 produtos pesquisados”, diz o IBGE.
Entre os setores, as maiores influências negativas sobre a taxa global vieram de outros produtos químicos (-8,6%), edição e impressão (-12,9%), têxtil (-15,7%), bebidas (-9,7%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-14,8%) e alimentos (-2,1%).
Acumulado do ano
No acumulado nos três primeiros meses de 2011, o crescimento de 2,3% frente a igual período do ano anterior foi sustentado pelos resultados positivos em todas as categorias de uso e em 18 das 27 atividades investigadas, disse o IBGE.
“Entre os setores, a fabricação de veículos automotores, com acréscimo de 10%, foi a maior pressão positiva, impulsionado pela expansão de 83% dos produtos pesquisados, com destaque para automóveis, caminhões, veículos para transporte de mercadorias e caminhão-trator”, diz o instituto.
Do G1
Produção industrial cresce 2,3% no primeiro trimestre
A produção industrial brasileira diminuiu 2,1% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, informou hoje (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse tipo de comparação, é a primeira queda desde outubro de 2009.
Em relação a fevereiro deste ano, a produção cresceu 0,5%. No primeiro trimestre, a expansão chega a 2,3% e, nos últimos 12 meses encerrados em março, a 6,8%.
O IBGE lembra que março de 2011 teve dois dias úteis a menos do que em 2010. Segundo o instituto, a redução da atividade industrial reflete queda da produção em todas as categorias de uso, 17 das 27 atividades, 40 dos 76 subsetores e 53% dos 755 produtos pesquisados pelo instituto.
Entre os produtos que registraram as maiores influências negativas sobre o indicador estão herbicidas, tintas e vernizes para construção; livros de vários gêneros e jornais; e tecidos de algodão e roupas de banho de algodão. O setor de produtos químicos, por exemplo, registrou queda de 8,6%, o de edição e impressão, de 12,9%, e o têxtil, de 15,7%.
Contribuíram positivamente para o indicador o setor de refino de petróleo e produção de álcool (13,8%), metalurgia básica (2,6%), equipamentos médicos e hospitalares, ópticos e outros (14%), além de outros equipamentos de transporte (5,7%).
Em relação às categorias de uso, na comparação com março de 2010, houve queda na produção de bens de consumo duráveis (-5,2%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-3,7%). Perdas menos acentuadas foram constatadas entre os bens intermediários (-0,45) e bens de capital (-0,1%).
Agência Brasil