Idosos na força de trabalho sobem 65% em dez anos

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Censo mostra que 5,4 milhões de pessoas acima de 60 anos ainda fazem parte do mercado de trabalho, ante 3,3 milhões em 2000

Outro recorte nos dados do Censo 2010 mostra forte tendência de envelhecimento do trabalhador brasileiro na última década. A quantidade de pessoas com mais de 60 anos que está no mercado de trabalho cresceu 65% desde 2000. O número pulou de 3,3 milhões para 5,4 milhões em 2010.

O crescimento foi registrado em todas as regiões. Prova disso é que, entre os Estados que lideram o ranking, estão locais tão distantes quanto Distrito Federal (151%), Amapá (135%) e Santa Catarina (104,7%).

Traduzidos na realidade, os números indicam tanto um aumento absoluto na média de idade da população quanto a disposição dos brasileiros em trabalhar por mais tempo, mesmo depois de se aposentar. As regiões Norte e Centro-Oeste, locais de forte crescimento econômico nos últimos anos e recente formalização do mercado de trabalho, concentram a maior proporção de trabalhadores acima de 60 anos na sua força de trabalho.

Nessas duas regiões, quase 30% da população economicamente ativa tem mais de 60 anos. Já os Estados do Nordeste, com população mais jovem e baixa escolaridade nas gerações mais velhas, registram média menor que 25%. Pesa também o fato de a qualidade de vida do Brasil aumentar gradativamente, ajudando a elevar a expectativa de vida do brasileiro, hoje em 73,5 anos, segundo a última medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Motivos
São dois os principais motivos que servem de estímulo para os trabalhadores com mais de 60 anos voltarem ao mercado de trabalho: complemento da renda e satisfação pessoal.

A professora aposentada Maria Gisella Puglisi, de 73 anos, ficou 18 anos sem exercer atividade remunerada e “depois que os filhos casaram” voltou a procurar emprego. Hoje, já tem três netos. “Eu sou dada a mudanças, gosto de me manter ativa”, diz ela, que há oito anos trabalha numa unidade da Pizza Hut. “Cada dia tem uma novidade. Aqui sempre tem novidade, trabalho com muitos jovens”, enfatiza. “Eu falo sempre para eles (os jovens) serem bons profissionais, porque é muito importante. Eles estão construindo o alicerce da carreira”, diz Maria Gisella. Ela garante que o ritmo do trabalho não a assusta – são seis dias por semana, das 11 às 17 horas.

Além do salário complementar, a professora aposentada destaca os benefícios. “Além da ajuda (financeira), tem também o seguro saúde, o que acho fantástico.” Desde 2003, a empresa contrata pessoas com mais de 60 anos e essa faixa etária já responde por 10% dos 700 funcionários da rede. O trabalho inicial é no atendimento, mas há casos de profissionais que já chegaram a gerente.

A presença dos trabalhadores com mais de 60 anos no mercado também é reflexo da falta da mão de obra qualificada. Segundo o diretor de Operações da consultoria de RH Human Brasil, Fernando Montero da Costa, com o aquecimento do mercado de trabalho, as empresas estão tendo de recorrer aos profissionais mais velhos para preencher vagas de nível técnico mais alto.

“Existia no mercado uma onda dizendo que as pessoas mais jovens têm mais energia, disposição. Depois da crise econômica, houve uma mudança e passou-se a valorizar também a experiência”, diz. “Os selecionadores começaram a enxergar as pessoas mais seniores e também uma distribuição maior entre jovens e seniores nas equipes”, diz Costa.

O aquecimento do mercado de trabalho foi importante para compensar a queda no número de empregadores, como indica o último Censo. Enquanto no início da década 2,9% dos brasileiros empregavam outros trabalhadores, hoje esse porcentual caiu para 1,9%. Isso significa que houve maior concentração no tamanho das empresas.

SMABC

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Brasil não está preparado para envelhecimento da população

Publicado por Administrador 5 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil deverá chegar a 2050 com cerca de 15 milhões de idosos, dos quais 13,5 milhões com mais de 80 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o país será o sexto do mundo com o maior número de idosos. Apesar da criação de políticas voltadas para essa camada da população, como o Estatuto do Idoso, instituído em 2003, a velocidade do envelhecimento tem superado a implementação de ações para oferecer melhores condições de vida à terceira idade.

Gestão Sindical

“O processo é muito rápido, e as políticas públicas não têm acompanhado isso. Viver em uma sociedade com muito mais idosos do que crianças requer um planejamento intenso”, diz o médico geriatra Luiz Roberto Ramos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Com o envelhecimento populacional, o Brasil terá redução do número de jovens na força produtiva ativa, assinalou Ramos. “Vai aumentar o número de pessoas que terão dependência social dessa produção. Isso tem de ser planejado. O país está correndo contra o tempo.” Hoje, segundo a OMS, o Brasil tem 21 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

O envelhecimento da população tem reflexo direto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Somente as doenças crônicas não transmissíveis, que afetam principalmente idosos, provocam impacto anual de 1% no PIB, segundo estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com a Comissão para Estudo do Envelhecimento Mundial, anualmente são gastos cerca de R$ 60 bilhões com doenças da típicas da terceira idade no Brasil.

De acordo com Ramos, os problemas decorrentes da terceira idade começam a aparecer com mais intensidade depois dos 70 anos. Até lá, em torno de 80% das pessoas não têm nenhuma atividade de vida diária comprometida pela velhice. No entanto, a partir dos 80 anos, a grande maioria passa a conviver com enfermidades.

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Brasil tem milhões de pessoas em situação de extrema pobreza

Publicado por Administrador 3 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal.

Anunciada hoje (3), a linha estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70. Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

De acordo com a ministra do MDS, Tereza Campello, o valor definido é semelhante ao estipulado pelas Nações Unidas.

Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como a existência de banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos.

Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não tem nenhuma renda e 11,4 milhões tem rendimento per capita de R$ 1 a R$ 70.

SMABC

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Inflação dos idosos cresce no primeiro trimestre

Publicado por Administrador 13 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O custo de vida para os idosos ficou 2,72% mais caro no primeiro trimestre deste ano. No último trimestre de 2009, o índice acumulou 0,86%. Nos 12 meses encerrados em março, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) acumula alta de 5,33%, acima da taxa acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que foi de 5,17% no mesmo período.

Em comunicado divulgado hoje (13), a Fundação Getulio Vargas informa que o resultado foi puxado pela alta nos preços dos alimentos, com destaque para as hortaliças e legumes (de 6,39% para 21,46%); tarifas de ônibus urbanos (de 0% para 10,93%); mensalidades de TV por assinatura (de 0,66% para 3,20%); empregados domésticos (0,79% para 4,51%); e dos gastos com médico e dentista (de 0,95% para 1,33%).

Em queda aparecem itens como roupas (de 1,93% para -1,44%) e passagem aérea (de 7,83% para -23,25%), que também tem forte influência nos gastos das pessoas com mais de 60 anos de idade.

Da Ag. Brasil

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Gripe: 17,25% dos idosos se vacinaram neste sábado (25/4)

Publicado por Administrador 27 abril, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O balanço parcial do primeiro dia da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, fechado às 17h30 de sábado (25/4), informa que 3,3 milhões de pessoas compareceram aos 67 mil postos de vacinação de todo o país, que abriram excepcionalmente neste sábado, dia da mobilização nacional. Esse número representa 17,25% da população idosa, índice superior ao de 2008, quando o boletim do mesmo horário apresentava cobertura vacinal de 11,71%.

“Tivemos todos os postos funcionando e um desempenho melhor do que no ano passado”, comemora a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda.

“As pessoas que tinham resistência a procurar o posto de vacinação agora estão mais conscientes de que receber gratuitamente a vacina contra a influenza é um direito de quem tem 60 anos.”

Os estados com maior cobertura, segundo o balanço parcial, são Piauí (38,94%), Tocantins (35,26%) e Pernambuco (28,28%). As menores coberturas foram no Distrito Federal (7,37%) e no Rio de Janeiro (8,42%).

Na próxima segunda-feira (27/4), será divulgado o balanço consolidado deste sábado. Quem ainda não se vacinou tem até 8 de maio para procurar um dos postos.

META – Com o slogan “Deixe a gripe na saudade”, a 11ª edição da campanha pretende imunizar 80% da população com 60 anos ou mais – o que representa 15.542.469 de pessoas. Mesmo quem tomou a vacina no ano passado deve se imunizar este ano. “É importante porque há uma mudança no padrão dos vírus que circula no país”, explica Maria Arindelita Arruda.

Este ano, o Ministério da Saúde investiu R$ 162,2 milhões na compra de 21 milhões de doses da vacina e montagem da infra-estrutura, que conta com a participação de 241 mil pessoas. Na campanha, serão utilizados 27 mil veículos, entre terrestres, marítimos e fluviais. No site do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (http://pni.datasus.gov.br/) é possível acompanhar o “vacinômetro”, ferramenta que mostra o andamento da vacinação no país.

CENÁRIO – A vacina é um dos meios de prevenir a gripe e suas complicações, além de apresentar um impacto na diminuição das internações hospitalares e da mortalidade evitável. Estudos nacionais e internacionais demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por doenças respiratórias.

Desde o início da imunização, em 1999, tem sido constatada uma redução importante de casos de influenza entre os idosos, principalmente para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Até 2007, a meta mínima para cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) era de 70% da população alvo. Em 2008, foi ampliada para 80%.

Em números absolutos, 2008 foi o ano em que mais se vacinou idosos no país – foram imunizadas 14 milhões de pessoas, o que correspondeu a 87% de cobertura – sete pontos percentuais acima da meta de 80%. No ano anterior, em 2007, foram 13,8 milhões (86,7%); em 2006, 13,5 milhões (85,72%). O aumento da população de pessoas com 60 anos ou mais pode ser atribuído à melhoria da qualidade de vida dos idosos, que hoje têm maior expectativa de vida.

Atualmente, uma das grandes preocupações da saúde pública é o envelhecimento da população. A melhora da qualidade de vida para quem está dentro dessa faixa etária é um objetivo do Ministério da Saúde, que considera que o bem estar do grupo depende da interação entre condições física e mental, independência financeira, capacidade funcional, suporte familiar e social.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em duas décadas, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Essa mudança se deve ao processo de envelhecimento rápido da população, o que requer políticas públicas específicas que garantam um envelhecer saudável.

SERVIÇO

Quem pode se vacinar:
Toda a população de 60 anos e mais e a população indígena até 8 de maio

O que levar:
É obrigatório a apresentação do RG e recomendável levar o cartão de vacinação

Quem não pode se vacinar:
Não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora, devem consultar o médico primeiro.

Fonte: Ministério da Saúde

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Para OIT, redução de salários é precarização do emprego

Publicado por Administrador 3 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), Laís Abramo, disse que as propostas de redução da jornada de trabalho e a redução proporcional dos salários representam a piora no mercado de trabalho. Segundo ela, o risco de a América Latina e o Caribe passarem por um processo desses “é alto.”

“A OIT defende o diálogo [entre empresas e trabalhadores] para encontrar soluções para cada caso concreto. Mas, a solução não pode ser a precarizacão do trabalho. É preciso tomar cuidado para que medidas conjunturais necessárias não tenham efeito contrário. É preciso manter a capacidade de consumo para manter o mercado interno aquecido”, disse a diretora.

A diretora comenta ainda que há preocupação na OIT com o prejuízo do emprego de alguns segmentos da sociedade como negros, jovens e mulheres. Segundo dados do Panorama Laboral, divulgado pela Organização, o desemprego no Brasil, na América Latina e no Caribe é 1,6 vezes maior entre as mulheres.

Entre os jovens é 2,2 vezes maior do que entre os mais velhos. “Temos preocupação que o desemprego atinja primeiro e mais fortemente aqueles extratos da sociedade que sempre foram mais discriminados, como as mulheres e os negros”, disse.

Fonte: Sindicato do ABC

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