Trabalhadoras continuam ganhando 40% menos que os homens
Apesar de a economia do Brasil crescer em ritmo acelerado, com os índices de desemprego nos menores níveis da história e a renda dos trabalhadores apontando para cima, a riqueza não está sendo igualmente dividida entre homens e mulheres. Aliás, as diferenças pioraram no último ano, de acordo com o relatório Gender Gap (Diferenças de Gênero) de 2010 divulgado ontem pelo World Economic Forum (WEF). No ranking geral de 134 nações pesquisadas, o país obteve a pontuação 0,6655 e ficou em 85° lugar, quatro degraus abaixo da classificação do ano passado, quando estava na 81ª colocação. A posição do Brasil foi ocupada por Angola, que estava na 106ª posição na última pesquisa.
O estudo é realizado anualmente pela entidade sediada em Genebra, na Suíça, e classifica as desigualdades entre homens e mulheres. Foram considerados quatro pilares comparativos: educação, saúde, mercado de trabalho e participação na política. Quanto mais próximo de 1,0 na pontuação geral, menor a diferença entre gêneros nesses quatro itens de avaliação. A pontuação mais alta foi a da Islândia (0,8496) e a mais baixa, do Iêmen (0,4603).
Conquistar um lugar abaixo da média deixou o Brasil bem atrás de economias pequenas e ainda pouco desenvolvidas, como o Lesoto, que subiu da 10ª para a 8ª posição, superando até os Estados Unidos, a maior do planeta. No país africano, que tem um Produto Interno Bruto (PIB) — soma de tudo o que é produzido em um ano — de US$ 1,6 bilhão e uma população de 2,05 milhões de pessoas, a riqueza está dividida de forma mais igualitária entre os trabalhadores, assim como o acesso à educação e à saúde. Lá, as mulheres ganham apenas 27% a menos que os homens. Já no Brasil, essa diferença sobe para 40%, ou seja, a renda per capita média anual para uma trabalhadora gira em torno de US$ 7,19 mil enquanto a do trabalhador feminino é de US$ 12 mil. O país, entretanto, registra uma boa classificação em relação à educação (63° lugar) e está entre os primeiros em relação ao acesso à saúde.
Congresso
“O Brasil apresentou uma piora em termos globais, perdendo algumas posições devido ao aumento da desigualdade no ambiente de trabalho, pois poucas mulheres ocupam cargos de chefia. Além disso, a participação feminina na política continua muito baixa e coloca o país entre os últimos desse ranking, pois apenas 10% dos cargos no Parlamento são ocupados por indivíduos do sexo feminino”, disse ao Correio Saadia Zahidi, diretora do WEF e coautora do estudo. Ela lembrou que o tamanho do país não influencia o equilíbrio entre os homens e as mulheres na pesquisa e nem sempre crescimento acelerado implica em melhoria das desigualdades.
Aliás, os vizinhos da América do Sul, como Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Peru e até o Paraguai, estão mais bem posicionados que o Brasil na classificação geral. Comparando com a Argentina, por exemplo, Saadia lembrou que aquele país, além de ter uma mulher na presidência, Cristina Kirchner, ainda tem um percentual bem maior de mulheres no Congresso (63%). Mas as argentinas ganham praticamente a metade da renda dos homens, o que mostra que ainda há desigualdades no país vizinho.
Destaque
Entre os Bric (bloco das economias emergentes de crescimento acelerado e integrado por Brasil, Rússia, China e Índia), o país só está melhor que a Índia. A mulher indiana ganha o equivalente a 32% da renda do homem. Já a China está entre os primeiros quando se fala em educação, principalmente universitária, mas tem uma grande desigualdade na questão da saúde, pois a taxa de natalidade feminina é muito baixa. Já diferença da média salarial das chinesas vem caindo ano a ano e, hoje em dia, equivale a 68% da renda dos chineses.
Os primeiros do ranking mundial do WEF não mudaram: Islândia, Noruega e Finlândia mantiveram suas respectivas posições. O mesmo aconteceu com os lanternas da lista: Chade e Iemen. Mas um dos destaques foram os Estados Unidos, que saltaram da 31ª posição para a 19° do ranking mundial, ficando pela primeira vez entre os 20 primeiros. O país não possui desigualdade entre homens e mulheres quando se fala de educação e, por isso, está entre os primeiros do ranking nesse quesito. A diferença salarial, inclusive, é bem baixa entre os gêneros. Lá as mulheres ganham 13% a menos que os homens.
Correio Brazilense
Após 10 dias, chega ao fim a Marcha Mundial das Mulheres
“Boa tarde, Osasco. Estamos aqui para dizer que se a mídia não mostra porque estamos em marcha desde o dia 8, viemos falar para vocês que o feminismo é a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres”.
Foi assim que as cerca de três mil manifestantes anunciaram a chegada ao centro do município da grande São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira (18). A cidade foi a última pela qual passou a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), antes de terminar na praça Charles Miller, diante do estádio do Pacaembu, com um grande ato político.
Por dez dias, companheiras de diversas etnias e de todos os estados do País percorreram mais de 100 km no Estado paulista passando por Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia e Perus.
Com o tema “Seguiremos em marcha até que sejamos todas livres”, a mobilização construída por entidades como a CUT, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), celebrou os 10 anos da Marcha e debateu os eixos que compõem a ação: autonomia econômica das mulheres, o acesso a bens comuns e serviços públicos, a paz e a desmilitarização e o fim da violência contra as mulheres.
Por que não vai pilotar fogão?
Um sol forte recebeu a imensa onda lilás organizada em duas gigantescas filas indianas. Pelas vias principais de Osasco, elas entregavam panfletos explicando a origem e a motivação da passeata e tratavam de cada bandeira de luta. “O machismo é a causa da violência contra nós. Queremos políticas públicas para coibir essa prática e o fim da impunidade”, afirmou Sônia Coelho, militante da MMM, que em sua intervenção também defendeu a legalização da prática do aborto “como último recurso daquela mulher que não pode ou não deseja ter um filho em determinado momento da vida.”
Munidas de bandeiras, cartazes, cabos de vassoura transformados em baquetas e latas e tambores fazendo as vezes de instrumentos musicais, elas encerraram a primeira parte do trajeto na estação Comandante Sampaio, rumo à Barra Funda, de onde partiriam para o Pacaembu.
Uma composição exclusivamente destinada às marchantes aguardava enquanto passavam pelas catracas. Antes de prosseguir a viagem, a maquinista Andréia Melo contou o preconceito que enfrenta quase que diariamente no exercício da profissão. “Já ouvi diversas vezes passageiros dizendo “por que não vai pilotar fogão?”, ainda mais quando há atraso, isso quando não falam “tinha que ser mulher” ao ver que sou eu a maquinista”, explica ela, responsável por transportar uma média de 10 mil pessoas diariamente.
Por volta das 16h30, as manifestantes, separadas por estados nos vagões, partiram rumo à última parada.
Sem comida não há revolução
Pouco antes das 17h, de mãos dadas elas subiram as escadas da estação Barra Funda. Nesse trecho, companheiras que não puderam fazer parte da caminhada se uniram à batalha e outras ganharam visibilidade.
A chegada à praça Charles Miller foi emocionante. Muitas se abraçavam e a sempre citada comissão de cozinha pode cantar o grito de guerra: “comida é o coração, sem comida não há revolução”.
Direto do Rio Grande do Norte, a assistente social Cláudia Lopes coordenou uma equipe de voluntárias composta por 80 mulheres fixas e outras 20 que se revezavam na preparação dos alimentos. A cada café da manhã, almoço e jantar, a correria era imensa para preparar duas mil refeições. “Volto para casa com a sensação de tarefa cumprida”, comentou.
Os números da manifestação deixam clara a grandiosidade da passeata: além das 100 mulheres que cozinharam, outras 200 cuidaram da limpeza, inclusive nos alojamentos, e mais 60 eram responsáveis por oferecer todo o suporte necessário. Foram consumidas cinco toneladas e meia de legumes, seis toneladas de carne, duas toneladas de arroz, uma tonelada de feijão e 200 quilos de farinha de mandioca. Na estrada, foram 50 mil copos de água e no alojamento, 200 mil litros.
A luta agora é na base
Nos discursos em cima do carro de som, as lideranças apontavam que a próxima missão será difundir tudo que aprenderam nos locais onde viviam.
“O ideal de que seguiremos em marcha até todas sejamos livres deve virar realidade em nossas vidas e reverberar nos espaços onde vivemos”, lembrou Bernadete Monteiro, da executiva nacional da Marcha Mundial de Mulheres.
“Nossos temas não são das mulheres apenas, mas de todos que querem construir uma sociedade livre e com justiça social”, disse Etelvina Maccioli, representando o MST e a Via Campesina.
Em nome das indígenas das tribos Macuxi, Cariri, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá e Baré, presentes na marcha, Iranilde Olga Barbosa, destacou a importância da jornada no embate diário. “São nas nossas bases, onde somos violentas e onde a população indígena vê seus direitos serem desrespeitados, que o combate recomeça. Em 2005, quando participei da 2ª ação internacional, conseguimos fortalecer a luta e espero que o mesmo aconteça agora.”
Enquanto não houver igualdade, a marcha continua
Secretária de Meio Ambiente da CUT e também representante da Contag, Carmen Foro, ressaltou que o movimento feminista sai fortalecido. “Deixamos nossas casas e nossos afazeres porque acreditamos que podemos mudar o mundo. Vamos seguir em marcha até que tenhamos o fim da violência, a reforma agrária para fortalecer a agricultura familiar, a divisão sexual do trabalho, salário justo e para que todas tenham direito a decidir sobre o próprio corpo. Cada uma de nós voltará para o lugar onde vive e construirá um feminismo mais forte.”
A Secretária da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva, afirmou que a mudança exige unidade. “Nesses 10 dias mostramos que somos capazes não apenas de organizar as mulheres, mas também a classe trabalhadora e promover a transformação do mundo para um modelo feminista e socialista. Porém, sozinhas não vamos chegar a lutar algum e por isso a CUT compõe desde o início a Marcha Mundial de Mulheres. Acreditamos em um outro modelo de desenvolvimento mais justo, solidário e igualitário.”
A seguir, a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Sônia Auxiliadora, lembrou da relação dos movimentos sociais com o poder público paulista. “Foi muito importante a luta ter passado pelas cidades de um Estado marcado pelo neoliberalismo, pelo capitalismo e pela falta de diálogo. Vivemos numa sociedade muito diversificada e ao mesmo tempo, extremamente desigual. Por isso, a CUT tem lutado para que o lugar da mulher não seja atrás de um fogão, mas sim na política e no movimento sindical.”
Coordenadora nacional da MMM, Nalu Farias, mostrou a satisfação com a comemoração no ano do centenário da declaração do Dia Internacional da Mulher. “Estamos muito orgulhosas porque celebramos de forma digna os 100 anos do 8 de março e resgatamos o passado de nossas antepassadas socialistas. Nos 10 anos da marcha, quisemos construir um campo de movimento das mulheres onde coubessem todas e consolidamos esse desejo, além de exercer uma visão crítica ao modelo opressor do racismo, do patriarcado, do machismo, da homofobia, da lesbofobia e do desrespeito ao meio ambiente”, afirmou.
Por fim, da mesma forma que Rosane, ela também enalteceu a necessidade de aproximar todos os defensores da liberdade no mundo. “Neste 18 de março, mais 50 países estão encerrando esse movimento internacional e uma de nossas bandeiras é a defesa da soberania dos povos. A verdadeira integração regional entre Caribe e a América Latina só acontecerá quando houver a soberania da mulher. Enquanto existir uma única oprimida, violentada ou explorada, seguiremos em marcha.”
Da CNM/CUT e CUT
Dia Internacional da Igualdade de Gênero
Há 100 anos, durante a 2.ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional da mulher. A escolha do 8 de março ainda gera polêmica. Os registros históricos indicam que seria uma homenagem à iniciativa de operárias russas que nessa data realizaram uma greve contra a fome, a guerra e o czarismo. Porém, durante décadas a história de que a referência seria a morte, em 1857, de 100 tecelãs norte-americanas em greve pela redução da jornada de trabalho, vítimas de um incêndio criminoso, serviu como referência.
Seja qual for a motivação, a realidade é que mesmo após um século, a pauta de reivindicação das trabalhadoras ainda inclui direitos básicos. Mesmo com avanços nos últimos anos como a ampliação da licença maternidade para seis meses e o combate à violência doméstica por meio da criação da Lei Maria da Penha, ainda há discrepâncias especialmente em relação aos salários entre homens e mulheres. “O Brasil já ratificou a Convenção 100 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) – que trata de remuneração igual para trabalho de igual valor -, mas após a aprovação cada nação deve se adequar ao que dispõe a norma”, explica Rosane Silva, Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.
Como forma de contribuir para colocar a convenção em prática, a CUT iniciou um estudo nacional sobre as disparidades salariais entre os gêneros e até o final de 2010 apresentará o resultado, já com uma proposta de lei própria para o País.
Marcha Mundial de Mulheres – Além de defender a equidade salarial nas comemorações do 8 de março, a CUT também levará a bandeira para a terceira ação internacional que a Marcha Mundial de Mulheres promoverá.
A mobilização ocorrerá em todos os continentes e no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março. Com o tema “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, a entidade feminista que conta com a participação da Central iniciará uma caminhada a partir de Campinas, no interior paulista, e seguirá até São Paulo defendendo bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização, autonomia econômica e o fim da violência contra as mulheres.
A CUT reivindica ainda a ratificação da Convenção 156 da OIT (Organização Internacional do Trabalho)- atualmente aguardando votação na Câmara dos Deputados -, que determina a igualdade de tratamento e oportunidades para os trabalhadores dos dois sexos com responsabilidades familiares e a ampliação irrestrita das licenças maternidade e paternidade. “Apesar de 30% das famílias serem chefiadas por mulheres, o salário das trabalhadoras é considerado pelos patrões como uma ajuda no orçamento doméstico. Queremos que homens e mulheres tenham direito a se dedicar durante seis meses aos filhos recém-nascidos como forma de dividir as responsabilidades e também de acabar com o discurso de empregadores que justificam a não contratação de nossas companheiras devido ao período de licença”, explicou.
Como já há uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) no Congresso para ampliar a licença maternidade, a Central irá apresentar uma emenda que extenda a paternidade para os seis meses seguintes após o retorno da mulher ao mercado de trabalho.
Segundo destaca pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada em março de 2009, o rendimento médio por hora de trabalho das mulheres casadas com filhos é de R$ 5,89, contra R$ 6,91 daquelas sem filhos. A taxa de desemprego das que não possuem filhos (13,1%) também é menor do que a das que possuem (15,6%), comprovando a preferência dos empregadores por aquelas que não tenham de realizar a chamada dupla jornada.
Confira abaixo a programação nos estados
Ceará – Quixadá
De 1 a 8 de março, 100 anos de lutas pelos Direitos das Mulheres – Mulheres de Quixadá, Presentes
1 a 5 de março
Emissão de CPF – 1ª via para as mulheres a partir de 16anos de idade, sem cobrança da taxa – durante o expediente da Caixa – 10h às 15h Caixa Econômica Federal
1 a 5 de março
Saúde no Centenário do 8 de Março
Mobilização Popular em Saúde / NUPREV
1 a 8 de março
SDS no Centenário do 8 de Março
1 de março
Audiência Pública – Criação de um Órgão Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres – FORTALEZA
2 de março
Visita institucional a Maternidade Jesus, Maria e José
Visita institucional a Mississipi
Planejamento do Programa de Radio
3 de março
Participação no Programa de Radio do Distrito Educacional Campo Velho, Rádio FM Central
Cortejo Teatral na Feira dos Animais
4 de março
Audiência Pública – Assédio Moral nos locais de trabalho – Câmara Municipal de Quixadá
5 de março
Roda de Conversa com as mulheres de Ibicuitinga
Roda de Conversa no Distrito Educacional Campo Velho
Roda de Conversa com as(os) alunas(os) da Escola Cesar Cals e escola Benigno Bezerra
6 de março
Roda de Conversa no Distrito Educacional de Tapuiará
Sessão de Cinema – Cine Clube Mestre Adolfo
7 de março
Passeio Ciclístico
Panfletagem no Cedro
8 de março
Alvorada do Centenário com bateria de fogos
Momento de Acolhida dando visibilidade a data nos Locais de Trabalho
Feira Cultura e Social – Praça José Linhares da Páscoa (Pça da Catedral) – 8h às 12h
Programação
- Exposição de Trabalhos das Escolas
- Comercialização dos Grupos Produtivos
- Serviços de Saúde da Mulher
- Serviço de Proteção e Promoção para as Mulheres
- Painel
- Emissão de CPF
Pintando no Centenário do 8 de março
Emissão de CPF – 1ª via para as mulheres a partir de 16anos de idade, sem cobrança da taxa -Caixa Econômica Federal
Noite do Centenário – Praça José de Barros, a partir das 19h
Programação
- Abertura da Exposição de Fotografia ao som da Banda de Musica
- Apresentações Culturais
- Premiação do Torneio Esportivo Feminino
- Ato Político
- Vozes Femininas
10 de março
Roda de Conversa no Centro de Referência Especializado da Assistência Social
12 de março
Roda de Conversa na Escola Gonzaga Mota
Semana da Mulher da Escola Gonzaga Mota – Coisas de Mulheres
De 08 a 12/03
13 de março
Roda de Conversa na Escola Martins Rodrigues
Semana da Mulher da Escola Martins Rodrigues – Do Luto a Luta
De 08 a 13/03
Doação de Sangue no HEMOCE – As Mulheres de Quixadá doam o Sangue por Uma Quixadá Melhor
Roda de Conversa na Mississipi
Semana da Mulher da Fabrica de Calçado Mississipi Sheila e outras companheiras da organização
Distrito Federal
Dia 03/03, 16h
Ciranda de Mulheres na Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios. Atividade organizada pela Secretaria de Mulheres da CUT/DF, SINPRO/DF e Marcha Mundial das Mulheres;
Dias 05 e 06/03, de 8 às 18h
Curso de Oratória Sindical para Mulheres. Atividade organizada pela CUT/DF com participação dos Sindicatos Filiados. Inscrições prévias.
Informações pelo site www.cutdf.org.br . Local: Auditório da CUT/DF;
De 8 a 18/03
Participação na III Ação da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo.
Delegação do DF organizada pela Marcha Mundial das Mulheres com apoio da CUT/DF. Participação de representantes dos Sindicatos CUTistas;
Dia 20/03, das 9h às 18h
Encontro Regional de Mulheres Trabalhadoras para discutir a Participação Política das Mulheres e a Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2010. Local: SINPRO/DF.
Espírito Santo
Dia 5 de março
O Sintraconst realizará em auditório da entidade uma atividade para homenagear as mulheres da construção. Serão palestrantes, Ivone Vila Nova e Viviane Galvão Guedes.
Paraíba
Dia 1 de março, às 18h
Tema: Igualdade de Oportunidade na Vida no Trabalho e no Movimento Sindical
Palestrantes: Cícera Isabel (secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PB) e Eurides Ferreira de Almeida (Sintesp)
Local: Sindicato dos Comerciários
(Av. General Osório, 199, Centro)
Dia 2 de março, às 18h
Tema: Assédio Moral
Palestrante: Joseane da Silva Guedes (Sindicato dos Bancários)
Local: Sindicato dos Comerciários
Dia 3 de março, às 18h
Tema: Violência Contra a Mulher
Palestrante: Walquíria Alencar (Centro da Mulher 8 de Março)
Local: Sindicato dos Comerciários
Dia 4 de março, às 18h
Tema: Políticas Públicas para as Mulheres: avanços para as trabalhadoras
Palestrantes: Rosane Silva (Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional), Douracy Vieira dos Santos (gerente do Programa Estadual de Políticas para Mulheres) e Nésia Gomes Toné (coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de João Pessoa)
Local: SINTTEL
(Rua Rodrigues de Aquino, 290, Centro)
Dia 5 de março
Baile “Tirando as Máscaras”, com Banda R2
Local: Sindicato dos Bancários
(Av. Beira Rio, 3100, Tambauzinho)
Dia 8 de março
9h00 – Manifestação na Praça dos Três Poderes
16h00 – Entrega da Carta das Mulheres à OAB, Ministério Público Federal e Tribunal de Justiça
Dia 11 de março
Sessão Especial (propositura da vereadora Sandra Marrocos)
Câmara Municipal de João Pessoa
Roraima
Dia Internacional da Mulher com atividades organizadas por CUT-RR e Venezuela
Dia Internacional da Mullher, marcha sem fronteira, 7 e 8 de março
Santa Elena de Uairén – San Sabana – Venezuela
Dia 7 – Encontro Sem Fronteiras da Mulher
Local: Parque Serial
Manhã
8h – Abertura
Atividade cultural com apresentações artítistica de Brasil e Venezuela
9h – Relato das experências pessoais sobre a violencia doméstica por mulheres do Brasil e da Venezuela
10h30 – Intervalo
11h – Fórum sobre tráfico de mulheres, homens e crianças e direitos humanos
Tarde
12h30 – Almoço
14h – Economia solidária e desenvolvimento sustentável a partir da mulher
Exposição de organismos de financiamento e microeconomía ou economía alternativa e solidária; intercâmbio de experiências
Entrega de Proyectos a la Alcaldía y otros organismos de financiamiento
15h30 – Intervalo
Mesa de trabalho e debate para construção coletiva de carta pública do evento
Unificação de criterios e recolhimento de assinaturas para integrar o conteúdo da carta
17h – Evento cultural
Dia 8 – Marcha sem frontera
Lugar de saída – La Frente a Duty Free
Lugar de chegada – Praça Bolívar
8h – Saída da Marcha
10h – Chegada a Praça Bolívar
Intalação de sessão da Câmara
Discurso das oradora da Ordem (Brasil – Venezuela)
Tributo a Ordem Dia Internacional da Mulher em memoria a Reilna Rodríguez, Fundador da Rede de Mulheres no Município
Evento cultural
Despedida
São Paulo
Dia 1 de março, às 14h
Auditório da CUT (Rua Caetano Pinto, 575 – Brás – São Paulo)
Painel Desigualdade de gênero e aula inaugural do Curso de Promotoras Legais Populares, com Luana Simões Pinheiro (assessora da Subsecretaria de Planejamento e representante da Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire)
Mais informações: (11) 2108 9169 – e-mail: semt@cutsp.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Dia 7 de março, às 9h
Encontro da Mulher Comerciária de Osasco e Região
Local: Secor Clube
Endereço: Rua Laura Josefa dos Santos nº 400 Parque Jandaia / Cid.Carapicuíba (próximo ao heliporto, saída do Rodoanel).
Haverá também um torneio de futebol feminino
Mais informações:
ANA MARIA
DIRETORA SECOR
COORDENADORA CUT OSASCO E REGIÃO
(11) 3685-0355 – (11) 3682-0266 – (11) 9573-1657
Dia 8 de março, às 10h30
Ato em celebração ao Dia Internacional da Mulher
“100 anos de 8 de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos”
Ainda há por que lutar!
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo
Mais informações para a imprensa:
SOF – (11) 3819-3876 (das 09h00 às 18h00)
Dia 13 de março, às 10h
Palestra Violência, Assédio Moral e Saúde da Mulher
Sede do Sindicato dos Vidreiros de São Paulo
Mais informações:
Marilza Tenório (Secretaria Jurídica – Sindicato dos Vidreiros/SP)
e-mail: juridicovidreiros@terra.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Fone: (11) 3228-3088 (11) 8070-0758
Da CUT
“Milk e as muitas vozes da igualdade”
“Meu nome é Milk e quero recrutá-los para a luta pela igualdade”. Com essa frase, que virou sua marca registrada, Harvey Milk iniciava suas falas, ou melhor, gritos, com um megafone vermelho nos atos políticos.
Baseado em roteiro que reflete a história real de Harvey Milk, ativista dos direitos gays nos anos 70 e primeiro homossexual a ser eleito para um cargo público na California, o diretor de cinema Gus Van Sant fez o belo filme “Milk – a voz da igualdade”, protagonizado pelo ator Sean Penn.
E por que, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher – data que nos faz lembrar mulheres brilhantes e lutadoras – decidi tratar do tema da igualdade entre homens e mulheres citando a trajetória política de um homem? Porque ele defendeu um princípio fundamental do cotidiano das pessoas, seja mulher ou homem, que atuam por uma sociedade justa: o direito de ser diferente.
Ser diferente no vestir, no falar, no amar, no pensar, no gênero, na aparência e no que mais lhe convier, sem que isso seja usado para alegar que essa pessoa é incompetente na atuação profissional ou na vida pessoal.
O perverso caminho da discriminação irradia diversas formas de violência, que doem tanto quanto uma covarde pancada. A exclusão no momento da contratação para um emprego ou até mesmo na escolha de quem vai ser hora da vez na demissão, por seu sexo, orientação sexual, idade, raça, origem, ou outra característica pessoal, deixa fortes marcas e prejuízos, não só individuais, mas também econômicos e sociais na humanidade. Basta olharmos para o mundo do trabalho. Nesta área as mulheres têm muito o quê dizer ou até mesmo gritar no megafone.
O enfrentamento (com mobilização, organização, políticas públicas, leis e propostas) contra a discriminação e pela igualdade diz respeito ao conjunto da sociedade, não somente a quem é diretamente afetado/a, pois tal qual erva daninha ela se amplia. Hoje poderei ser a discriminada da vez, amanhã pode ser você, que neste momento lê este artigo.
É bem interessante no filme observar o entrelaçamento dos movimentos. O sindicato dos caminhoneiros transportadores não conseguia fechar a negociação com os empregadores de uma determinada marca de cerveja; então, o movimento gay, em solidariedade, decide boicotar o consumo dessa cerveja nos bares de São Francisco. A cervejaria toma um grande prejuízo. Por conta da pressão unificada, o sindicato consegue fechar um bom acordo coletivo com a empresa.
O filme aborda delicadamente o tênue limite entre a paixão e a saturação que assombra as relações amorosas homossexuais ou heterossexuais. Quem é militante sabe muito bem disso. Em uma cena hilária o namorado de Milk, saturado da militância política (dele próprio) e do parceiro, logo após a “companheirada” ir embora da casa deles ao fim de uma exaustiva reunião diz: “Se você der uma palavra que seja sobre política eu juro que furo seus olhos com esse garfo!”. Milk responde assustado: “Não, eu só ia dizer que o jantar está ótimo!”.
Vale destacar que, quando Milk candidata-se pela terceira vez a supervisor distrital- eleição feita por meio da votação direta da população regional- faz a opção de trazer uma mulher (Ana) para a coordenação de sua campanha. No início a equipe torce o nariz, mas rapidamente integra-se com ela, que demonstra muita sagacidade, articulando amplo apoio para a candidatura em setores nunca antes cogitados como aliados. Além disso, a campanha mantém firmemente a luta pela aprovação de uma lei visando proteger os homossexuais da discriminação no emprego, mas passa a abordar também temas como proteção aos idosos, segurança e limpeza das ruas, ganhando a aprovação do conjunto da comunidade. Fruto de tudo isso, Milk é eleito.
Essa meta – o combate à discriminação – precisa ser abraçada na vida e no trabalho, pois não são questões indissociáveis. A vida acontece “lá fora”, mas a repercussão real, dura e crua é para nós da classe trabalhadora, principalmente “dentro” do local de trabalho onde a cara da opressão, exclusão e diferenciação de direitos acontece.
É nesse sentido – articular conquistas na vida privada e no espaço profissional para as mulheres – que a nossa Central retoma, com muito vigor e em aliança com os movimentos sociais a Campanha – Cidadania: igualdade de oportunidades, na vida, no trabalho e no movimento sindical.
Milk, infelizmente foi assassinado por um adversário político conservador. O Dia 8 de março nasce da luta e da morte de mulheres que foram incendiadas dentro de uma fábrica nos Estados Unidos. Mas a mensagem de Milk e destas mulheres pulsa forte.
Nós mulheres e homens do novo milênio precisamos, e estamos tentando, ir além. Temas como casamento gay, igualdade salarial, ampliação da licença maternidade e paternidade, descriminalização do aborto, prevenção e punição à violência contra a mulher e quotas raciais e de gênero para avançar rumo à equidade no acesso aos espaços públicos, são alguns dos temas contemporâneos bem significativos da nossa intenção e ação.
Então. . . meu nome é CUT e gostaria de lhes recrutar para a luta pela igualdade!
Escrito por Denise Motta Dau é secretária Nacional de Organização da CUT
Igualdade entre homens e mulheres reduziria a pobreza
A pesquisa do Dieese divulgada na quarta-feira (4) mostra que a mulher continua recebendo salário menor que o homem mesmo na mesma função justifica a escolha da equiparação salarial como uma das bandeiras dos movimentos feministas neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Neste ano, a CUT relançou a Campanha por igualdade de oportunidades na vida, no trabalho e no movimento sindical.
As diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho vão além da desigualdade salarial. “As mulheres são maioria no trabalho informal e entre a população desempregada, e continuam sendo as maiores vítimas de assédio moral e das doenças do trabalho”, afirmou Maria da Graça Sousa, secretária estadual sobre a mulher trabalhadora da CUT do Distrito Federal.
Para ela, essa desigualdade é uma das causas da pobreza na América Latina. “Se homens e mulheres tivessem seus salários equiparados, a proporção de pobres no Brasil cairia 20%”, comentou. Maria da Graça afirma que as chances iguais de emprego entre os dois sexos só vai acontecer com a superação da cultura machista que define o lar como único espaço feminino, coagindo as mulheres a assumir papel de mãe e de dona de casa.
Diferença salarial aumentou
Pesquisa do Dieese realizada na região metropolitana de São Paulo mostra que, no ano passado, aumentou a diferença de renda média entre mulheres e homens no mercado de trabalho. De acordo com o estudo, a renda média das mulheres equivale a 76% da renda do homem.
Em comparação com o ano anterior a diferença entre homens e mulheres aumentou 0,9%. Já a taxa de desemprego feminina e masculina caiu pelo quinto ano consecutivo. Entre as mulheres a taxa passou de 17,8% para 16,5%, enquanto para os homens a queda foi de 12,3% para 10,7%.
Fonte: CUT