Salário médio de admissão tem aumento real de 3,04%

Publicado por Administrador 20 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O salário médio de admissão do trabalhador brasileiro teve um aumento real (descontada a inflação) de 3,04% no primeiro semestre de 2011, passando de R$ 874,14 em 2010 para R$ 900,70 este ano. Esse resultado é oriundo do aumento de 3,88% no salário médio de admissão dos homens e 1,93% no das mulheres. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta terça-feira (19).

“Eu acho que o grande fator positivo da economia brasileira é o ganho real do salário. Quando a gente verifica que a base dessa pirâmide está tendo aumento maior que a inflação, podemos ver também que ela está comprando para garantir melhores condições de vida. Essa base da pirâmide precisa comprar de tudo um pouquinho. Então o Brasil vive uma relação diferenciada. Na Europa, por exemplo, praticamente todo mundo já tem tudo o que precisa. No Brasil, tem tudo para você fazer e as pessoas ainda precisam comprar muitas coisas para melhorar de vida. Então, esse ganho real de salário alimenta a economia interna”, enfatiza o ministro Carlos Lupi.

Entre as regiões, o maior crescimento foi registrado no Sul, com ganho real de 4,36%. O salário médio de admissão no período nessa região passou de R$ 817,97 no primeiro semestre de 2010 para R$ 853,62 este ano. Em seguida vem o Sudeste, com aumento real de 3,01%, o Centro-Oeste, com 2,39%, e o Nordeste, com 2,38%. O Norte teve o menor crescimento real, com 1,87, com os salários de admissão passando de R$ 790,16 nos seis primeiros meses de 2010 para R$ 804,90 em 2011.

Em relação às Unidades de Federação, 23 apresentaram elevação se comparado ao mesmo período de 2010. Os estados que obtiveram os maiores aumentos reais foram Paraná (+6,55%), Pernambuco (+5,27%), Amapá (+4,12%) e Santa Catarina (+3,88%). Em contrapartida, os estados que apontaram redução real dos salários de admissão foram o Sergipe ( -3.64%),  Piauí (-2,97%), Roraima (-1,36%)  e Tocantins (-0,60%).

Por grau de escolaridade, o maior aumento real do salário médio de admissão no primeiro semestre deste ano, comparado a 2010, foi no Ensino Superior Completo, com crescimento de 3,84%. O valor médio na hora da admissão desses profissionais passou de R$ 2.253,80 entre janeiro e junho de 2010 para R$ 2.340,33 em 2011. Logo após, vem os profissionais até o 5º ano incompleto do Ensino Fundamental, com 3,82%, do 6º ao 9º ano incompleto do Ensino Fundamental, com 3,68%, e até o 5º completo do Ensino Fundamental, com 3,40%.  O menor aumento foi registrado entre os profissionais com Ensino Médio Incompleto, que ficou em 1,74%.

MTE

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Absurdo: BC incentiva trabalhador a pedir menos reajuste salarial

Publicado por Administrador 7 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira (05/07), no Senado, que os “participantes” de negociações salariais no segundo semestre deveriam “olhar mais para frente do que para trás”. Para ele, o retrovisor seria um mau conselheiro para trabalhadores e empresários a respeito de uma inflação que já está “claramente” em queda.

O raciocício tenta desestimular trabalhadores de lutar por reajustes polpudos nas negociações que vão se acumular até o fim do ano. Como mostrou em seu último relatório trimestral de inflação, o BC acredita que salário seria hoje um elemento inflacionário no Brasil. “Um risco muito importante” para os preços, nas palavras do documento.

Os trabalhadores rejeitam, contudo, as teses do BC. E prometem defender com força a idéia de que todos devem exigir ganhos reais de salário, durante manifestações que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) vão promover em todo o país nesta quarta-feira (06/07).

“É um absurdo o BC voltar com esse velho mito, que nós achávamos que tinha ficado para trás com a crise de 2008, de que salário é inflacionário”, diz o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos.

A sugestão de Tombini de que os participantes “olhem mais para frente” nas negociações salariais, Artur rebate argumentando que o BC deveria levar em conta que trabalhadores e empresas entram em negociações salariais em condições distintas. “O BC ignora que as negociações salariais se dão em torno exatamente da inflação passada e que as empresas não têm data-base para reajustar preços, fazem isso o ano inteiro”, afirma.

Ele diz ainda que os trabalhadores vão cobrar aumentos compatíveis com os lucros empresariais. Nas negociações, os sindicatos estarão municiados de dados que mostram que os lucros e os dividendos distribuídos pelas empresas são elevados e em nível recorde. “Bancos, empresas de serviço, comércio, todo mundo está ganhando dinheiro. A indústria tem problemas pontuais, mas não estamos vivendo um momento de redução da atividade. E nós, trabalhadores, queremos uma parte destes ganhos”, afirma Artur.

A CUT também reclama do diagnóstico do BC que cada vez mais tem apontado o setor de serviços como um grande vilão da inflação. Quanto mais ênfase houver na inflação dos “serviços” (despesas pessoais, gastos com alimentação, moradia, saúde, educação), maior o suposto caráter inflacionário dos salários.

No recente relatório de inflação, o BC diz que os preços no setor de serviços têm subido porque os trabalhadores do ramo estão ganhando mais e porque, com a ascensão de uma nova classe média, o gasto com “serviços” aumentou, e demanda alta sempre anima o fornecedor a tentar lucrar mais.

“Nós não estamos com inflação de demanda, o consumo está caindo. O que há é especulação com as commodities no exterior, e é impossível controlar a inflação de commodities aqui dentro com juro alto”, diz Artur Henrique.

Da Carta Maior

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Aumentos reais de salário não vão gerar inflação

Publicado por Administrador 4 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os patrões e setores do governo federal estão tentando assustar a população, dizendo que é melhor os trabalhadores não terem aumento real de salário agora para não fazer a inflação estourar.

Mentira deles.

Eles querem nos assustar e impedir que a gente ganhe um salário melhor para que eles aumentem suas taxas de lucro.

Eles querem tudo para eles.

E nós não podemos concordar com isso. As categorias que estão em campanha salarial neste semestre vão lutar para ter aumentos salariais acima da inflação.

Salário não causa inflação.

O que causa inflação é a alta taxa de lucro das empresas. O que causa inflação é a especulação financeira. O que causa inflação é a falta de controle sobre as tarifas de água, luz, passagens de ônibus e outras tarifas públicas. O que causa inflação é a concentração do mercado na mão de umas poucas empresas, que aumentam preços à vontade.

Os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, apesar das recentes mudanças positivas no Brasil, ainda precisam e merecem melhorar seus salários. Nós é que construímos a riqueza do Brasil, com o suor de cada dia, e por isso temos o direito de querer uma parte dessa riqueza.

Não é justo só os patrões e os bancos ficarem com tudo.

Queremos distribuir renda.

CUT

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Prévia da inflação oficial diminui para 0,23% em junho

Publicado por Administrador 21 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, diminuiu para 0,23% em junho. A taxa representa menos da metade do índice registrado em maio (0,70%). Com esse resultado, a inflação acumulada no segundo trimestre de 2011 ficou em 1,71%, acima da taxa de 1,30%, registrada no mesmo período de 2010. No acumulado do ano, a inflação registra alta de 4,10%, também superior aos 3,35% do primeiro semestre do ano passado.

Os dados divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os reajustes nas tarifas dos ônibus urbanos (1,30%) e das tarifas aéreas (12,8%) foram os principais impactos do mês. Ainda assim, o grupo transportes foi o que mais contribuiu para a forte desaceleração do IPCA-15.  Segundo o IBGE, esse comportamento é explicado pela gasolina, que ficou 3,43% mais barata, seguida pelo etanol, que passou a custar 16,53% menos em junho. Juntos, os preços dos combustíveis tiveram queda de 4,56% e um impacto de -0,23 ponto percentual no IPCA-15 do mês.

Os alimentos também colaboraram para a desaceleração do resultado, ao passarem de 0,54% em maio para 0,11% em junho. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão o arroz (-2,02%), as frutas (-4,08%), os peixes (-5,14%) e a batata-inglesa (-13,03%).

Entre os produtos não alimentícios, a variação passou de 0,75% em maio para 0,27% em junho. Os destaques foram os itens cujos preços são controlados ou monitorados, como energia elétrica (de 1,14% para 0,46%), taxa de água e esgoto (de 1,64% para 1,16%), os remédios (de 2,77% em maio para 0,53% em junho) e os salários dos empregados domésticos (de 1,14% para 0,33%).

O grupo que apresentou o resultado mais alto foi vestuário (de 1,30% em maio para 1,28% em junho), com destaque para as roupas infantis (de 1,59% para 1,84%).

Para o cálculo do IPCA-15 de junho, os preços foram coletados entre os dias 14 de maio e 13 de junho e comparados aos preços vigentes de 13 de abril a 13 de maio. O indicador leva em conta os gastos das famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e residentes nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Da Ag. Brasil

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Inflação do Carro cai em maio

Publicado por Administrador 9 junho, 2011 (1) Comentário Imprimir

Ficou mais barato andar de carro em maio. Pela primeira vez neste ano a Inflação do Carro da Agência AutoInforme registrou queda nos preços dos serviços e produtos usados pelo motorista para fazer a manutenção e rodar como carro.

Houve uma “deflação” de 0,75% no mês, causada principalmente pela redução do preço do álcool na bomba. O preço do combustível caiu 9,06% em trinta dias.

No acumulado do ano o álcool continua com uma alta de 13,30%. Houve outras quedas de preço que contribuíram para a deflação no mês. O alinhamento de direção ficou 5,22% mais barato e o preço da pastilha de freio caiu 2,42%.

Na lista dos itens que mais subiram, destaque para o estacionamento mensal, + 4,83% no mês (+17,37% do ano). O jogo de velas teve alta de 3,89% e a gasolina subiu 2,77%.

O custo do uso e manutenção do carro em maio foi de R$ 991,43. O cálculo inclui todas as peças de reposição, serviços, impostos, seguros e combustíveis.

SMABC

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Prévia da inflação oficial fica em 0,70% em maio

Publicado por Administrador 20 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), diminuiu para 0,70% em maio, depois de registrar alta de 0,77% um mês antes. De acordo com dados divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumula alta de 3,86% no ano. Já nos últimos 12 meses, a elevação acumulada chega a 6,51%, superando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para a inflação em 2011 (6,5%). O centro da meta é 4,5%, com variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em maio de 2010, o IPCA-15 chegou a 0,63%.

De acordo com o levantamento do IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelos alimentos e bebidas, cuja taxa passou de 0,79% para 0,54%, e pelos transportes (de 1,45% em abril para 0,93% em maio).
No caso dos alimentos, a redução foi puxada pelos produtos in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio. O tomate, por exemplo, ficou 9,18% mais barato no mês. As  frutas (-2,90%) e as hortaliças (-1,51%) também pesaram menos no bolso do consumidor. Já a taxa referente às refeições fora de casa diminuiu de 0,91% em abril para 0,47% em maio. Também ficaram mais baratos os lanches consumidos fora de casa (de 0,54% para – 0,63%).

O documento aponta que, por outro lado, o consumidor passou a pagar mais por outros itens, como a batata-inglesa (de 10,05% para 24,22%), o feijão-carioca (de 5,99% para 7,27%), o leite pasteurizado (de 1,58% para 3,82%) e o café moído (2,10% para 3,02%).

No grupo transporte, a redução na taxa foi influenciada pelo preço do litro do etanol, que ficou praticamente estável em maio (0,01%), depois de ter subido 16,40% em abril. Já a gasolina, ficou ainda mais cara, com alta de 5,30%. Um mês antes, a elevação havia sido de 4,28%. O produto foi responsável por um impacto de 0,21 ponto percentual, o maior do mês, representando 30% do IPCA-15.

Os produtos não alimentícios tiveram elevação de 0,75%, praticamente repetindo o resultado de abril (0,76%). A alta em itens como remédios, que tiveram reajuste médio de 4,77% em 31 de maio, energia elétrica (1,14%), além de água e esgoto (1,64%), impediram que houvesse redução da taxa desse grupo.

Regionalmente, Goiânia registrou o maior índice (1,07%), puxado pela alta na taxa de água e esgoto (2,49%), reajustada em 5,93% em 1º de maio, além da gasolina (6,71%). O menor resultado foi observado em Belém (0,36%), onde os remédios apresentaram variação de 0,68%, a mais baixa de todas as regiões pesquisadas.

Para calcular o IPCA-15 de maio, foram coletados preços no período de 13 de abril a 13 de maio e comparados aos vigentes entre 16 de março e 12 de abril.

De acordo com o IBGE, o indicador refere-se às famílias com rendimento de até 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba e do Rio de Janeiro, além das cidades de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está apenas no período de coleta dos preços.

Agência Brasil

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Alimentos voltam a pressionar a inflação semanal, indica FGV

Publicado por Administrador 16 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 1,09%, na segunda prévia de maio. Essa taxa foi 0,04 ponto percentual maior do que a apurada na primeira prévia (1,05%). A principal elevação foi constatada no grupo alimentação que passou de 1,26% para 1,52%.

De um total de 21 gêneros alimentícios pesquisados, 14 ficaram mais caros, entre eles, as hortaliças e os legumes (de 5,77% para 7,89%); as frutas (de 0,12% para 0,33%); os laticínios (de 2,72% para 2,84%), e a comida pronta e congelados (de 1,05% para 1,26%).

Também pesou mais no orçamento doméstico as despesas com habitação (de 0,63% para 0,76%), com reflexos das taxas de água e esgoto residencial (de 1,29% para 2,27%), e a tarifa de eletricidade residencial (de 1,31% para 1,63%).

Os cinco grupos restantes registraram alta, mas com taxas menores do que as obtidas no último levantamento. Embora o grupo de transportes ainda apresente índice elevado com 1,56% ante 1,94%, no período da apuração, entre os dias 7 e 15 de maio, houve expressa redução no ritmo de correção do álcool combustível (de 5,63% para 0,09%).

Em vestuário, a taxa atingiu 1,38% ante 1,60% sob a influência dos calçados (de 0,6¨% para 0,34%); em despesas diversas 0,61% ante 0,76%, com destaque para os cigarros (de 2,21% para 1,54%); em educação, leitura e recreação, o IPC-S passou de 0,35% para 0,26% com perda na velocidade de reajuste dos hotéis (de 1,32% para 0,83%) e em saúde e cuidados pessoais, a taxa aumentou de 1,06% para 1,04% com leve redução da pressão dos medicamentos (de 2,91% para 2,73%).

Os itens que mais ajudaram a elevar o IPC-S foram: a batata-inglesa (de 32,03% para 32,64%); a gasolina (de 6,01% para 5,12%); a tarifa de energia elétrica residencial (de 1,31% para 1,63%), o leite longa vida (de 4,53% para 4,68%) e a taxa de água e esgoto residencial (de 1,29% para 2,27%).

Agência Brasil

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FMI elogia regime de metas de inflação no Brasil

Publicado por Administrador 12 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Nicolas Eyzaguirre, elogiou o regime de metas de inflação brasileiro. Ele classificou o sistema  como uma bem sucedida estratégia da economia brasileira para atingir a estabilidade econômica. Eyzaguirre participa do 13º Seminário sobre Metas de Inflação, promovido hoje no Rio de Janeiro pelo Banco Central (BC).

Durante o evento, Eyzaguirre comentou que as economias que adotam o sistema de metas de inflação normalmente angariam um espectro de tempo maior para absorver choques. Porém, ele fez uma ressalva: mesmo com regime de metas e com política fiscal eficiente, é preciso que as autoridades brasileiras fiquem atentas à evolução dos mercados de crédito, para que este não possa conduzir a “surpresas desagradáveis” no cenário macroeconômico. Isso porque a iniciativa privada, na avaliação de Eyzaguirre, pode conduzir a ambientes de excessiva concessão de crédito, que podem gerar demandas expressivas no mercado.

Apesar disso, o diretor foi taxativo ao classificar o Brasil como “um exemplo” entre os emergentes, de como os países podem avançar nas áreas de política fiscal, com seus superávits primários; e com sua política de metas de inflação. Ele lembrou que, em 2001, os mercados internacionais viam a economia brasileira com cautela, e estavam “nervosos” devido à perspectiva cada vez mais premente, naquela época, de ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. “Mas muito aconteceu desde então. Todos estão apaixonados pelo Brasil agora. Mas amor demais também não é muito bom”, avaliou.

O diretor ressaltou ainda alguns temas aos quais o Brasil deve ficar atento no cenário econômico internacional. Ele comentou que os preços dos metais devem seguir em alta, mas que os preços dos alimentos podem desacelerar nos próximos meses. De uma maneira geral, porém, os preços das commodities (matérias-primas) devem permanecer elevados nos próximos meses, na opinião dele. Eyzaguirre alertou principalmente para o comportamento de preços do petróleo, que ultrapassou a cotação de US$ 100 o barril e pode continuar acima deste patamar nos próximos meses – embora hoje, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o petróleo esteja cotado abaixo disso, com a onda de queda das commodities vista nos mercados internacionais.

CNMCUT

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Economista recomenda uso de redes sociais na luta contra a inflação

Publicado por Administrador 10 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Na guerra contra a inflação, a população deve lançar mão de armas como as redes sociais na internet, para divulgar os locais onde podem ser encontrados os melhores preços de bens e serviços, e denunciar abusos. A recomendação é da economista Cornélia Nogueira, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Cornélia discorda da avaliação da equipe econômica do governo, segundo a qual o pior já passou e a tendência agora é de queda nos preços. “Tenho a impressão que a coisa não está tão tranquila, não. No ano passado, nesta época, a inflação estava muito baixa. Neste ano, não vai ser fácil chegar aos patamares de maio e junho passados.” Para a economista, a curva no gráfico, que mostra a tendência nas taxas de inflação anualizada, ainda demorará um pouco mais para cair. Ela acredita que os combustíveis, considerados os vilões do momento, poderão ajudar a reduzir os índices de inflação, mas ressaltou que, por enquanto, os preços estão altos demais.

A população deve se proteger e pechinchar, o mais que puder, na hora de contratar qualquer tipo de serviço, aconselha. “É importante não aceitar o primeiro preço que é dado, pechinchar e questionar o porquê do aumento. Isso deve ser feito no cabeleireiro, na manicure e em vários lugares, sem ter vergonha de questionar.”

Para Cornélia, o trabalhador que almoça fora de casa , por exemplo, pode encontrar saídas como trocar de restaurante. Alimentação fora do domicílio foi um item que aumentou muito nos últimos 12 meses, com 13,4% ante uma inflação de quase a metade. Só este ano, lembrou a economista, esse item já aumentou 4,83% ante uma inflação de 3,44%. No caso da alimentação, pode-se trocar o restaurante habitual por outro com preços mais em conta. “Se eles [restaurantes] perdem freguesia, automaticamente diminuem o ritmo de aumento, pelo menos.”

No caso de compra de bens, porém, Cornélia diz que os consumidores encontram mais dificuldade, principalmente nas redes de supermercados e lojas de departamentos. “Lá, não existem descontos e não há com quem reclamar, a não ser com o bispo, não é?”, ironizou.

Recorrer às redes sociais na internet passa, então, a ser importante, porque elas servem para denunciar abusos de preço e até alguns artifícios, como redução no volume dentro de uma mesma embalagem de produto para induzir o consumidor a “pagar mais por menos”, o que, na prática, também é inflacionar, destaca a economista. “As pessoas podem usar as redes sociais na internet para denunciar abusos de preço, mudanças nas embalagens, sugerir marcas e produtos alternativos com preços menores.”

Por meio das redes sociais, os consumidores também podem indicar para outros consumidores as localidades que têm preços justos, bem como aqueles que têm preços abusivos, acrescenta Cornélia..

Sobre a manutenção do poder de compra dos salários, ela alerta que os trabalhadores precisam ser razoáveis na hora de tentar recompor o que foi perdido com a inflação. “Que seja palatável pelo menos. A inflação, para o assalariado, é uma coisa ruim, mas é preferível não ter tantos aumentos, com o salário indexado, e sim menos inflação.” Aumentar salário acima da inflação neste momento poderia significar mais consumo, devido à elevação do poder aquisitivo, e, no caso do funcionalismo, mais gastos públicos.

Cornélia Nogueira lembra que, na época da inflação alta, a população não tinha noção de valores e ficava impossibilitada de fazer qualquer tipo de planejamento de suas necessidades de consumo, de acordo com seus rendimentos e com o orçamento elaborado mensalmente. “No meio do caminho, as coisas aumentavam, a escola mandava um bilhetinho para o cidadão pagar mais não sei quanto. Tudo aumentava. Ninguém tinha noção de valor, do que era caro ou barato.” Até pesquisar preços era muito difícil, pois as mudanças eram rápidas até em um mesmo estabelecimento, lembra.

A economista do Dieese concorda com a decisão do governo, que estuda uma forma de reduzir a indexação da economia. “Os serviços estão indexados e a parte do salário, não. É uma bola de neve. Um indexa, o outro indexa. E isso aumenta tudo.”

Rede Brasil Atual

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Donas de casa ensinam como conter surto inflacionário

Publicado por Administrador 10 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A pressão inflacionária que vem atingindo os preços de diversos artigos, como verduras e legumes, frutas, carnes, leite e combustíveis, tem preocupado a população e o governo, até porque os últimos registros mostram que a inflação já ultrapassou o teto da meta, que é 6,5%. Mas o Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais acredita que os consumidores também devem ajudar o governo no combate à escalada de preços. Para a presidente da entidade, Lúcia Pacífico, o momento exige cuidado e cautela por parte de todos para evitar a volta dos índices de inflação na casa dos dois dígitos, como os registrados na década de 80.

“Realmente, houve, agora, uma subida significativa no que diz respeito aos chamados gêneros essenciais, que são alimentação, higiene e limpeza. A gente detecta isso muito facilmente, principalmente quem faz compras por semana ou mensalmente. A gente anda muito preocupado”, afirmou Lúcia.

Ela lembra que o mais importante é ter bom-senso e dá dicas simples, como voltar ao velho hábito de usar a lista de compras antes de ir ao supermercado, feira ou sacolão. Outra prática importante, no momento, aconselha a presidente do Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, nada mais é do que substituir os produtos que tiveram alta significativa por outros similares.

“No caso dos produtos de limpeza, por exemplo, a dona de casa pode procurar por marcas que tenham o mesmo princípio ativo, pois são sempre os mesmos em todas as marcas. O que muda é a embalagem, mais bonita e mais sofisticada”. No caso dos hortifrutigranjeiros, a saída é substituir os produtos que estão caros, por questões sazonais, por outros em melhores condições de oferta.

Ela pede ainda que as famílias se contenham diante do consumo desenfreado até passar “o surto inflacionário” que tem preocupado não só o governo brasileiro, mas os governantes de todo o mundo. “Os economistas dizem que vai passar, mas, entre o vai passar e a realidade, é melhor a gente se prevenir. É preciso segurar, segurar mesmo até passar esta fase”, alertou. Outro conselho é que as pessoas evitem empréstimos bancários e os crediários nas lojas, principalmente, se puderem adiar a compra de bens.

“É importante a mobilização de todos: governo, iniciativa privada, donas de casa, para que a inflação não volte, uma vez que ela é altamente danosa para todos. Os efeitos de uma inflação, nós já vivemos isso na década de 80, são altamente nocivos para os orçamentos domésticos. Isso não significa trazer expectativas negativas. Sem terrorismo”, observou Lúcia.

O Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais existe desde 1983 e está presente em 25 cidades do estado com milhares de associados. A entidade realiza semanalmente pesquisa de preços e qualidade de produtos, além de campanhas de esclarecimento, reuniões com associações comunitárias e prestação de atendimento jurídico referente aos direitos do consumidor.

“Nós também fazemos palestras em associações, faculdades e escolas de nível fundamental e médio para que as pessoas tenham consciência crítica, porque isso não depende só de governo e dos empresários. O combate à inflação vai depender, neste momento, de todos os segmentos”, disse Lúcia.

Agência Brasil

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