Indústria alemã de autopeças está de olho no Brasil

Publicado por Administrador 12 abril, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Após perder para o Brasil a posição de quarto maior mercado de veículos do mundo no ano passado, a Alemanha busca novas oportunidades no mercado oponente. A VDA, entidade que reúne as empresas da indústria automotiva alemã, estará presente na Automec 2011, Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, que terá início na terça-feira, 12, em São Paulo, visando ganhar espaço e representatividade no mercado nacional de reposição.

Em entrevista exclusiva à AutoData o diretor da VDA, Klaus Bräunig, justificou o interesse na mostra: “O crescimento do Brasil é muito importante para a Alemanha: não só é o quarto maior mercado do mundo, mas mantém um crescimento estável também no mercado de reposição”.

Bräunig acredita que empresas brasileiras e alemãs podem unir-se em parcerias e joint ventures em busca de inovação – para ele a única característica a tornar empresas competitivas.

“As empresas precisam investir em treinamento e novas tecnologias para competir neste mercado, porque muitos concorrentes estão chegando.”

As empresas alemãs que vêm para a Automec mostrarão novas tecnologias para automóveis relacionadas principalmente a redução de emissões e segurança. Bräunig adianta que as peças alemãs mostrarão o aumento da complexidade dos sistemas “e que os veículos estão menos mecânicos e mais mecatrônicos”.

Fonte: Autodata

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Milhares protestam contra trabalho precário em Portugal

Publicado por Administrador 15 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Dezenas de milhares de pessoas responderam neste sábado (12), no coração de Lisboa, ao apelo para uma manifestação histórica de jovens congregados na denominada “geração à rasca”, em defesa de “uma mudança qualitativa do país” que ponha termo à “falta de perspectivas”. Contra a precariedade e a falta de oportunidades de trabalho, o movimento estendeu-se a várias cidades e juntou manifestantes de diferentes idades.

Um protesto “apartidário, laico e pacífico” pelo reforço da “democracia participativa no país”. Foi assim que os impulsionadores do movimento da “geração à rasca” descreveram a manifestação deste sábado. O repto aparecia numa carta aberta endereçada a cidadãos e organizações da sociedade civil do país. A resposta foi dada em uníssono por centenas de milhares de pessoas. Jovens e menos jovens. De todas as condições sociais. De todas as coordenadas ideológicas, desde nacionalistas a defensores dos direitos dos homossexuais e anarquistas.

Em Lisboa, reivindicam os organizadores, estiveram entre 200 a 300 mil pessoas. Começaram por descer a Avenida da Liberdade, munidos de palavras de ordem e música. Entre os muitos cartazes, erguia-se um com a frase “juventude exige mais direitos e outra política”. Ouviu-se a Tourada, na voz de Fernando Tordo. Ouviu-se uma recriação de A Formiga no Carreiro, de Zeca Afonso. Mas também os sons dos Homens da Luta, liderados pelo humorista Gel. Ao início da noite, um mar de manifestantes enchia a Praça do Rossio. Circulavam as ideias, propostas e críticas colocadas por muitos no papel. Três dos organizadores, Alexandre Carvalho, Paula Gil e João Labrincha, reproduziram um manifesto.

“Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida”, proclamou o movimento, em nome da “geração com o maior nível de formação na história do país”: “Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas”.

Protestos em várias cidades

Os números da ação de protesto, que foram anunciados na capital, levaram a multidão a gritar “a rua é nossa”. A meio da manifestação da “geração à rasca”, o comando de Lisboa da PSP evitava avançar com qualquer balanço da mobilização, remetendo uma eventual divulgação de dados para a Direção Nacional.

No Porto, perto de 80 mil pessoas terão respondido ao repto, segundo um cálculo que teve por base o espaço da Avenida dos Aliados, onde a circulação de trânsito esteve cortada a partir das 17h. Ali, uma jovem de 25 anos cantaria a Desfolhada, canção interpretada por Simone de Oliveira no Festival da Canção de 1969. Ecoaram, também, palavras de abril: “O povo unido jamais será vencido”.

Em Lisboa e no Porto, qualquer menção ao governo ou ao nome do primeiro-ministro, José Sócrates, dava lugar a vaias. O quadro repetiu-se em Braga, onde milhares de pessoas de todas as idades preencheram a Praça da República. Naquela cidade minhota, o presidente da República e o líder do PSD foram igualmente visados: três jovens com máscaras de José Sócrates, Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho distribuíram balões aos manifestantes, pedindo que os fizessem rebentar ao mesmo tempo.

Em Coimbra, a mobilização terá sido menos expressiva. Mesmo assim, o protesto não ficou sem voz. Castelo Branco, Viseu, Faro e Ponta Delgada foram outras das cidades cujas ruas serviram de palco à “geração à rasca”.

Apoio político da esquerda

Acabaram por ser escassos os políticos que marcaram presença no protesto deste sábado em Lisboa. E estiveram quase sempre discretos, misturados entre a multidão ou mesmo nas margens da marcha. A esquerda parlamentar esteve representada pelos deputados Catarina Martins, José Guilherme Gusmão e Rita Calvário, do BE (Bloco de Esquerda), e Rita Rato, João Oliveira, Miguel Tiago e Bruno Dias, do PCP (Partido Comunista Português).

A comunista Rita Rato sustenta que a precariedade “é uma chaga social que atinge atualmente milhares de trabalhadores, mais de um milhão e meio e sobretudo jovens”: “A precariedade tem de ter um combate pela sua erradicação, tal como se lutou contra o trabalho infantil. A precariedade do emprego, a precariedade da vida”.

Além dos deputados do Bloco de Esquerda e do PCP, estiveram nas ruas os ex-candidatos presidenciais José Manuel Coelho e Garcia Pereira, dirigentes da Juventude Social Democrata e membros da CGTP-IN.

Fonte: RTP

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Especulação, clima e tensão política internacional pressionam preços dos alimentos, diz FAO

Publicado por Administrador 11 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A notícia de que os preços mundiais de alimentos chegaram em fevereiro ao nível mais alto desde 1990 reforça a expectativa sobre que medidas poderão ser tomadas para evitar que a fome e a pobreza em escala planetária acabem aumentando. A agência da Organização das Nações Unidas para a alimentação (FAO) alerta que clima, aumento da demanda, uso de grãos para fabricar biocombustíveis e encarecimento do petróleo são os principais fatores para explicar o quadro atual.

Desde 2008, a FAO aponta elevação de preços. Naquele ano, o índice que reúne 55 produtos cresceu 25%, chegando pela primeira vez à marca dos 200 pontos na escala desenvolvida para o indicador. Na comparação com o começo da década, a inflação alimentar havia mais que dobrado. Desde então, após uma leve queda, o índice chegou em fevereiro a 236 pontos, o que levou a agência a lançar um novo alerta de que os países precisam, individual e coletivamente, tomar iniciativas para frear pressões inflacionárias.

“Há um problema estrutural, que é a oferta de alimentos, que está baixa em relação a uma demanda superaquecida por melhoria de vida e de renda nos países asiáticos, nos países latino-americanos e nos emergentes”, afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em fevereiro. A preocupação recai especialmente sobre as populações pobres dos países emergentes e com as nações menos desenvolvidas. A Bolívia, dependente da importação de diversos produtos, passou a sofrer desabastecimento de açúcar e elevação de outros itens básicos da alimentação.

Alimento ou lucro?
A especulação financeira foi colocada no centro das apreensões da FAO. “É urgente introduzir novas medidas de transparência e de regulamentação para fazer frente à especulação nos mercados futuros de produtos agrícolas”, anotou Jacques Diouf, diretor da entidade, em artigo recente.

O problema tem início na década de 1990, quando as commodities agrícolas passaram a receber atenção de investidores do mercado financeiro. Commodities são produtos básicos cuja cotação é regulada internacionalmente por meio de negociação em bolsas de valores, como soja e café, por exemplo. Como em outras transações financeiras, esses produtos passaram a estar sujeitos a humores de investidores globais.

“O tipo de comportamento de ´manada´ dos investidores e a velocidade e magnitude das decisões de investimento nos mercados financeiros podem provocar pressões repentinas sobre a demanda de bens primários, inclusive em nível global”, adverte a FAO em seu relatório anual. Em linhas gerais, os preços dos alimentos têm ficado tão voláteis quanto o humor dos investidores, num fenômeno que a agência classifica como “financeirização” do setor.

Geopolítica
Um bom exemplo foi dado recentemente. Com as movimentações políticas nos países árabes, os homens do mercado financeiro apressaram-se para vender seus papéis, derrubando a cotação dos preços de grãos no mundo todo. “Algumas poucas empresas têm um tal nível no comércio internacional de commodities agrícolas que podem, sim, fazer um aumento artificial de preços”, avaliou recentemente o ministro da Agricultura.

Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), considera que a apreensão dos investidores com os fatos no mundo árabe já passou, o que permitirá a retomada das cotações tidas como normais. “Como as commodities já vinham em alta, o que se fez ao sinal das incertezas foi liquidar os contratos. Os investidores aproveitam os ganhos e entram em outros mercados.”

Ao mesmo tempo, o mundo árabe é rico em petróleo, e aí a tensão tem outro aspecto. A possibilidade de interrupção na produção petrolífera provoca um movimento de alta nos preços de combustíveis, o que por sua vez impacta nos custos da indústria de alimentos.

Clima
O clima é um dos fator conectado ao preço da alimentação, já que instabilidades provocam perdas de safras. Ainda é cedo para dizer qual impacto o aquecimento global terá sobre a cadeia produtiva, mas fenômenos pontuais nos últimos anos têm chamado atenção. Em 2007 e 2008, uma seca em países produtores, como Argentina e Austrália, além do leste europeu e de parte da Ásia, foi um dos fatores centrais.

Em 2011, novamente a baixa pluviosidade é apontada como uma das culpadas. Começou na Ásia, forçando a elevação dos preços do trigo. “Foi uma quebra violenta de safra. Então, os países tomam a decisão de não exportar. Como o trigo é utilizado para consumo animal, na falta dele passam a utilizar soja e milho, que também acabam pressionados”, resume Paulo Magno, analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura.

O Brasil, que importa trigo para consumo interno, acaba pagando mais caro pelo produto, o que provoca pressão por aumentos do próprio e de seus derivados, como farinha, pão e massas. De todo modo, a inflação provocada por alimentos parece ter passado seu pior momento.

Da Rede Brasil Atual

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Jornal inglês diz que Dilma Rousseff é uma líder extraordinária

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O jornal ingllês The Independent destacou neste domingo (26)  que o Brasil se prepara para eleger no próximo final de semana a “mulher mais poderosa do mundo” e “uma líder extraordinária”.
 
O jornal também afirma que candidata tem sofrido ataques em uma “campanha impiedosa de degradação patrocinada pela mídia brasileira”.
Leia abaixo o texto traduzido para o português:

A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza

. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.

ABC

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Após seis anos, Mercosul e União Europeia retomam negociações

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Mercosul e a União Europeia retomaram as negociações para um acordo de comércio, informou nesta terça-feira (27) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Segundo ele, as tratativas estavam paradas desde 2006.

“O Mercosul já fez concessões. Vamos lá nos próximos dias para ver o que a União Europeia vai fazer”, disse ele, acrescentando que o processo acontece em paralelo com as negociações da rodada de comércio de Doha.

Miguel Jorge afirmou, porém, que as negociações com a União Europeia estão em “estágio inicial”. “Fizemos concessões na área de industrial e esperamos concessões na área agrícola. É preciso fazer um acordo, mas estamos no começo das discussões. Não esperamos fazer um acordo no curto prazo. É difícil sair ainda em 2010″, afirmou ele.

Investimentos
Miguel Jorge se reuniu nesta terça-feira, em Brasília, com ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, para tratar de investimentos alemães no Brasil. Segundo ele, há interesse de empresas alemãs em investir em infraestrutura no país, o que incluiria os projetos para a Copa de 2014, para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, além de outros setores, como defesa.

Segundo o ministro brasileiro, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) vai ser o ponto de contato entre as empresas alemãs e brasileiras. “Ela fará os contatos necessários para saber quais são os interesses das empresas alemãs e as oportunidades que existem no Brasil.  Tomamos decisões para operacionalizar os contatos entre as empresas, não só para Copa e Olimpíadas, mas para os outros projetos”, disse ele.

De acordo com o ministro alemão, Rainer Brüderle, os temas de transporte são importantes. “Há decisoes importantes que vão ter de ser tomadas, como sobre o trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo. E aí levanta-se a questão se é melhor usar um trem de limitação mais magnética, ou um sistema roda trilho. Ainda estamos trocando impressões”, disse ele.

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