Alta do IPI garantiu investimentos em produção no Brasil

Publicado por Administrador 24 novembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (23) que a decisão do governo de aumentar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre carros importados foi bem sucedida porque as empresas que antes apenas exportavam para o país agora estão investindo para produzir no Brasil.

De acordo com Mantega, além de garantir para o Brasil investimentos que poderiam ser feitos em outros país, o aumento do IPI também garantiu empregos e evitou a “deterioração” da indústria automobilística nacional.

“Não poderíamos deixar que a nossa indústria automobilística se deteriorasse”, disse o ministro, durante audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. “Não poderíamos permitir que o aumento da demanda por carros no país fosse ocupado por veículos importados.”

Mantega afirmou que a previsão do governo é de aumento nos investimentos na produção de carros no Brasil, que devem chegar a US$ 21 bilhões entre 2011 e 2015. Entre 2007 e 2010, de informou ele, os investimentos somaram US$ 11,8 bilhões.

Do Auto Esporte

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Governo vai investir bilhões em ações para pessoas com deficiência

Publicado por Administrador 17 novembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que será lançado hoje (17), prevê investimentos federais de R$ 7,6 bilhões até 2014 para ações de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade.

Para a promoção da inclusão social, serão implantados centros de Referência para oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social. A previsão orçamentária é R$ 72,2 milhões.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a acessibilidade será um dos principais eixos do programa, com investimentos de R$ 4,1 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2 terá todas unidades já adaptadas para pessoas com deficiência. E serão criados cinco centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do país

O governo pretende investir R$ 1,8 bilhão nas ações de educação, como transporte escolar acessível e a adequação arquitetônica de escolas públicas e instituições federais de ensino superior, dotando-as de condições adequadas de acessibilidade. Além disso, até 2014 cerca de150 mil vagas em cursos federais de formação profissional e tecnológica serão destinadas a pessoas com deficiência.

Na saúde serão investidos R$ 1,4 bilhão para ampliação das ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho. Além disso, o governo pretende fortalecer as ações de reabilitação e de atendimento odontológico.

As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos do Paraná. De acordo com o Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que representa 23,91% da população brasileira.

CNMCUT

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Renault anuncia investimento de R$ 500 milhões no Brasil

Publicado por Administrador 5 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Segundo o executivo, a previsão é que a produção passe de 280 mil veículos por ano para 380 mil em 2015.

“Não tivemos dúvidas em investir no Brasil. Mesmo com a crise mundial, que pode afetar o país, não acredito que isso vai afetar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, estamos olhando para os próximos 20 anos e não para os próximos três meses,” ponderou Ghosn.

O recurso é um adicional ao plano de investimento anunciado no final de 2009, de um R$ 1 bilhão, entre os períodos de 2010 até 2013.

“O Brasil tem um enorme potencial. Hoje a relação é de 250 carros para mil habitantes. Em países da Europa essa relação passa para 500 veículos para cada mil pessoas. Estamos vendo que o Brasil vai atingir esse potencial, por isso estamos nos preparando para atender essa demanda,” concluiu.

Brasil Econômico

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Brasileiro considera carro e casa como investimento

Publicado por Administrador 4 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O baixo nível de conhecimento sobre finanças faz com que muitos brasileiros acreditem que comprar um carro, a casa própria ou até mesmo estudar para buscar um emprego melhor sejam modalidades de investimento. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa divulgada ontem pela Comissão Nacional de Educação Financeira (Conef), responsável Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef).

“Essa pesquisa mostrou um grau de desinformação bastante elevado em relação às características dos serviços financeiros oferecidos no mercado”, diz a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, que integra a Enef.

A pesquisa mostrou que o brasileiro tem uma visão estereotipada dos investimentos. Ações são diretamente relacionadas a alto risco e grandes retornos. Muitos não sabem o que são fundos ou Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Em muitos casos, os CDBs chegam a ser confundidos com títulos de capitalização. Houve até quem achasse que seguro de vida é aplicação financeira. Já a poupança não é vista como um investimento, mas como um lugar onde o dinheiro é colocado por segurança.

Apenas 40% dos entrevistados afirmaram ter conta corrente e conta poupança. Outros 27% possuem só conta corrente, 16% só poupança e 17% dos consultados não possuem conta nenhuma. Realizado em 2008, mas divulgado apenas ontem, o estudo ouviu 1.809 pessoas.

Do Valor Econômico

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Mercado avalia que Brasil continua a crescer em 2011 e 2012

Publicado por Administrador 25 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) mantiveram as projeções para o crescimento da economia – PIB (Produto Interno Bruto) – em 3,94%, neste ano, e em 4%, em 2012.

A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 3,25% para 3,24%, e em 2012, de 4,40% para 4,34%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 39,28%, em 2011, e em 38%, no próximo ano.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 continua em R$ 1,60. Para o fim de 2012, a projeção passou de R$ 1,69 para R$ 1,65. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 21 bilhões para US$ 20,90 bilhões, neste ano, e mantida em US$ 10,07 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa permanece em US$ 59,45 bilhões, em 2011, e passou de US$ 70 bilhões para US$ 69,61 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, neste ano, e passou de US$ 49,40 bilhões para US$ 50 bilhões, em 2012.

ABCMAIOR

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Começa a construção da primeira fábrica chinesa no Brasil

Publicado por Administrador 20 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A fábrica da Chery que começa a ser construída hoje (19), com o lançamento da pedra fundamental em Jacareí-SP, é a confirmação de que os chineses vão investir pesado no Brasil e que, em breve, poderão conquistar uma parcela importante do mercado.

Entre as autoridades presentes, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o governador da província chinesa de Anhui, Sr. Wang Sanyun, onde se localiza sede da Chery Automotive.

Além de ser a primeira fábrica chinesa no Brasil a Chery em Jacareí é também a primeira chinesa fora da China que terá o processo produtivo completo. A empresa tem 12 fábricas fora da China, mas todas apenas montam carros, que são enviados no formato CKD (Complete Knock-Down). A unidade brasileira será a primeira a produzir, de fato e em larga escala, os veículos da marca fora da China.

Luis Curi, presidente da Chery do Brasil, diz que a decisão de investir no Brasil se dá diante do grande potencial do mercado, que absorve três milhões de unidades por ano. Além disso, o mercado nacional é compatível com o chinês, já que ambos buscam veículos de alta qualidade, porém com preços competitivos, explicou Luis Curi.

A Chery teve uma grande aceitação no Brasil – disse o dirigente – o que vem aumentando consideravelmente as vendas. Registramos crescimento de mais de 1300% nas vendas, e a instalação de uma fábrica suprirá essa demanda, que segue em constante ascensão”.

As estimativas são de uma produção de 150 mil unidades por ano, dez vezes mais do que o fabricado pelas outras unidades da empresa fora da China.

O investimento em Jacareí será de U$400 milhões e deve gerar mais de três mil empregos diretos. A área da fábrica é de um milhão de metros quadrados, sendo que 400 mil serão usados na primeira etapa de construção. O terreno da fábrica foi doado pela prefeitura de Jacareí.

Neste momento (13h) as autoridades estão tomando a palavra e dentro de pouco tempo será iniciada a cerimônia do lançamento da pedra fundamental.

SMABC

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Brasil receberá investimentos de R$ 1,6 tri até 2014

Publicado por Administrador 30 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil receberá um total de investimentos da ordem de R$ 1,6 trilhão de 2011 a 2014, afirmou na noite de hoje o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que participa do Destaque Agência Estado Empresas 2011, relativo ao ranking de 2010, elaborado em parceria com a Economática.

O valor, de acordo com o presidente do BNDES, representa um crescimento de 62% sobre os investimentos realizados de 2006 a 2009, num montante de R$ 987 bilhões. Ainda de acordo com Coutinho, o valor previsto de investimentos para o período de 2011 a 2014 representará, na média anual do período, um crescimento de 10,2%.

Coutinho disse também que o retorno sobre o Patrimônio Líquido (PL) das empresas de capital aberto chegou a quase 15% no ano passado, depois de ter permanecido abaixo de 4% por muitos anos.

Da Agência Estado

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Futuro mapa do investimento no setor automotivo brasileiro

Publicado por Administrador 16 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Apesar da temida falta de competitividade que assombra o atual cenário, foram raros os períodos repletos de oportunidades e perspectivas de êxito como o de hoje para o setor automotivo brasileiro. Poucos foram os momentos em sua história com tantos anúncios de fábricas e interesses externos. Os novos movimentos redesenham o mapa produtivo do País, com o Nordeste e Centro-Oeste ganhando participação.

Os números são todos gigantescos. Até o momento o País recebeu garantias de pelo menos R$ 32 bilhões, quantia que será utilizada no aumento da capacidade de produção de veículos até 2015, acrescentando algo próximo de 1,3 milhão de unidades ao volume que sai hoje das fábricas. Com o crescimento o setor deverá gerar aproximadamente 154 mil novos postos de trabalho em diversas cidades, número que aumentará consideravelmente em função das vagas a serem criadas pelas autopeças.

No novo cenário automotivo o Estado de São Paulo é contemplado com quase a metade do total de investimento previsto, algo em torno de R$ 15 milhões, envolvendo não apenas novas fábricas mas também readequações nas linhas para produzir mais. O Estado poderá ganhar um fôlego extra de 450 mil unidades por ano diante dos projetos da Toyota, Hyundai, Volkswagen, Chery e Mercedes-Benz. Apesar desse crescimento São Paulo deverá perder participação no total de veículos fabricados no País ao longo dos próximos quatro anos, baixando sua fatia de 47,9% – dado da Anfavea relativo a 2010 – para algo próximo de 45%.

Um número ainda significativo, considerando que um novo Estado entra no mapa automotivo a partir da decisão da Fiat de ter fábrica em Pernambuco, iniciativa que somada aos planos de ampliação da fábrica da Ford em Camaçari, BA, fará com que o Nordeste amplie sua fatia no total de veículos produzido no Brasil dos atuais 5,7% para pouco mais de 10%. Goiás, com a ampliação de capacidade da planta da Mitsubishi e a chegada da Suzuki, dobra participação de 1,7% para 3,4%.

Interior paulista

Além de projetos de aumento de produção das fábrica existentes, São Paulo será contemplado com novas unidades industriais em cidades do interior.

A Toyota vai investir em Sorocaba e planeja expandir sua participação de mercado, hoje em torno de 3%, para 6% a 8% com o lançamento de um carro compacto em versões hatch e sedã no ano que vem. A nova fábrica trará muitas oportunidades para a região. Somente a companhia deverá criar 1,5 mil empregos, mas a ida de onze fornecedores para o perímetro fará esse número ser consideravelmente maior.

A Toyota escolheu Sorocaba por conta de sua infraestrutura, e também por ser próxima a Indaiatuba, onde se encontra a unidade que produz o Corolla. Em fase de edificação, o empreendimento consumirá US$ 600 milhões e deverá produzir 70 mil veículos por ano, a licença ambiental obtida pela empresa cita o limite de 400 mil anuais, o que mostra que a unidade começará aquém de sua capacidade produtiva máxima.

Coincidentemente, a sul-coreana Hyundai também investe US$ 600 milhões, porém na cidade de Piracicaba, para construção de sua fábrica, local onde produzirá um modelo compacto. Depois de pronta, prevista para dezembro de 2011, deverá gerar 2 mil empregos diretos e cerca de 3 mil indiretos devido a instalação de fornecedores. A empresa atraiu parceiros coreanos para a região – sete já confirmaram presença –, além de uma fabricante de escapamentos, a Faurecia.

De início, a Hyundai produzirá 150 mil unidades de seu novo modelo já em 2012, podendo chegar a 300 mil unidades por ano, a depender do crescimento da demanda. “Em 2014 pretendemos lançar um sedã e, em 2016, um SUV, ambos inéditos e desenvolvidos para o mercado brasileiro. Todos os veículos da nova planta poderão ser exportados para outros países da América Latina”, revela Waldemar Peres Jr., da relações governamentais da fabicante sul-coreana.

Também alojada no Estado, a Caterpillar investirá parte dos R$ 350 milhões reservados para sua expansão no Brasil na unidade de Piracicaba.

Com a transferência de parte da produção para a nova fábrica em Campo Largo, PR, haverá mais espaço nas instalações do interior paulista, onde a empresa segue produzindo sua linha de máquinas, além de passar a montar grupos geradores e sistemas de propulsão diesel-elétricos da Série 3500C, destinados aos setores marítimo e de petróleo.

Chinesa

Novata no País, a Chery logo passará de importadora a fabricante. “Estamos em fase de obtenção da licença ambiental e da escolha da construtora. Nossa produção começará em 2013”, conta Luís Curi, presidente da empresa no Brasil. No caso da companhia chinesa, a beneficiada será a cidade de Jacareí, que receberá investimento de US$ 400 milhões e ganhará 1,5 mil postos de trabalho, com possibilidade de dobrar até 2015. Além disso, a montadora já atraiu dois fabricantes chineses de autopeças, o que se traduz em mais vagas a serem preenchidas.

A escolha da cidade foi definida por meio de um estudo que levou em conta fatores como a proximidade com o porto de São Sebastião e com o aeroporto de Guarulhos. Além disso, o município se encontra perto dos dois maiores centros consumidores do País, São Paulo e Rio de Janeiro.

A produção inicial, de 50 mil veículos a partir de 2013, deve crescer para 80 mil em 2014 e atingir 170 mil a partir de 2015, ano em que pretende iniciar as exportações para as Américas do Sul e Central: “Nossa meta é ter 3% do mercado em 2015”.

Investindo em sua tradicional unidade, a General Motors está adotando o terceiro turno de produção em São Caetano do Sul para elevar a produção anual de 200 mil para 250 mil veículos. A medida criará 1,5 mil novos empregos e faz parte do plano de investimento de mais de R$ 5 bilhões no País para modernizar as atividades industriais da marca e renovar seu portfólio de produtos.

ABC e Taubaté

Outro montante de peso vem sendo desembolsado pela Volkswagen. A montadora dispõe de R$ 6,2 bilhões para serem utilizados até 2014 nas fábricas de São Bernardo do Campo e de Taubaté com o intuito de aumentar a capacidade de produção e ampliar seu portfólio de produtos. O pacote traz também outro benefício: a contratação de 1,3 mil funcionários, dos quais seiscentos para a unidade Anchieta. A fábrica terá a produção diária ampliada de 1,3 mil para 1,6 mil veículos, crescimento possibilitado pelas novas instalações de pintura.

Já a unidade do interior paulista receberá R$ 360 milhões para nova área de pintura, atualmente em construção. Com isso, a produção saltará de 1 mil 50 para 1,3 mil veículos por dia a partir de dezembro de 2012.

O setor contará com mais de setenta robôs, que cuidarão de 100% da pintura.

Com o investimento, a capacidade de produção da montadora chegará a 3,5 mil veículos por dia. Só no ano passado, a Volkswagen paulista produziu 853 mil 780 veículos.

Vizinha à fábrica da Volkswagen no ABC Paulista, a Mercedes-Benz ampliará a produção de sua linha tradicional de chassi e caminhões de 65 mil para 75 mil unidades por ano. A mudança, proporcionada pelo investimento de R$ 1,5 bilhão já em curso, se deve à transferência de parte da produção local para Juiz de Fora, MG. No ano passado, a produção da empresa na unidade paulista chegou a 73 mil 680 unidades.

Projeções

Segundo estudo da Roland Berger, a produção brasileira de comerciais leves, que foi de 3,4 milhões unidades no ano passado, atingirá 4,4 milhões em 2015 com possibilidade de chegar a 5,5 milhões em 2020.

As vendas internas terão salto ainda maior, passando de 3,3 milhões em 2010 para, respectivamente, 4,8 milhões e 6,8 milhões. O estudo leva em conta o desempenho positivo da economia brasileira, com aumento de emprego e de renda, e o potencial que o parque produtivo nacional terá nos próximos três anos, que poderá acrescentar de 1,3 milhão a 1,5 milhão de veículos à produção atual.

O mesmo estudo aponta expansão na produção de caminhões da ordem de 37% no período de dez anos. Com base nos números de 2010, quando saíram das fábricas brasileiras 182,7 mil veículos comerciais pesados, a expectiva é chegar a 2020 com total de 250,4 mil unidades produzidas.

CNMCUT

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Nova política industrial quer elevar taxa de investimento para 23% do PIB

Publicado por Administrador 13 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Só as indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus terão incentivos fiscais para a fabricação de telas maiores que as usadas nos tablets, computadores no estilo do Ipad, informou ao Valor o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Ele adiantou que será editada em breve uma medida provisória para evitar que fabricantes de TV usem indevidamente os benefícios da Lei de Informática. Pimentel informou também, que, na próxima semana, devem ser acertados os detalhes da nova política industrial, em reunião ministerial que poderá ter a presença da presidente Dilma Rousseff.

A nova política industrial, por enquanto chamada de Política de Desenvolvimento Competitivo (PDC) terá um novo nome, no estilo de outros programas de governo, como o Minha Casa, Minha Vida. E terá, como metas, aumentar os investimentos em capital fixo no país, dos atuais 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 23% até 2014; elevar, nesse período, o dispêndio privado com ciência e tecnologia, de 0,55% para 0,9% e reverter a tendência de perda de importância da produção industrial na economia, ampliando a parcela da indústria no PIB, de 18,3% para 19,5%.

A edição da medida provisória para atender às preocupações da Zona Franca de Manaus e a própria divulgação do regulamento com o processo produtivo básico para os beneficiários dos incentivos fiscais aos tablets fazem parte da política do governo de divulgar, antecipadamente, medidas que comporão a PDC, à medida que são definidas pelos ministérios do Desenvolvimento, da Fazenda e da Ciência e Tecnologia. As linhas gerais do plano, com o conjunto das medidas e metas, devem ser divulgadas oficialmente até o fim de julho, previu Pimentel.

Na próxima semana deve ser anunciado o novo Supersimples, com simplificação de impostos para pequenas e médias empresas. O Supersimples enquadrará como beneficiárias do sistema de tributação simplificada as empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões (hoje o teto é R$ 2,4 milhões) e excluirá desse limite as receitas com exportações, para estimular aumento nas vendas ao exterior, antes contidas pelas restrições do programa. Pimentel descarta, porém, a ampliação do programa para todas as empresas de setores inteiros, como o têxtil, que reivindica a ampliação do benefício para aumentar a escala de produção.

O PDC segundo confirmou o ministro, terá forte ênfase no incentivo a inovações e tecnologia, com o favorecimento, nas compras de governo, de firmas que investem em conteúdo e pesquisa tecnológicas no país. Como antecipou o Valor, será regulamentada a medida provisória que concede preferência a essas empresas, autorizadas a praticar preços até 25% maiores que a concorrência nas licitações para o setor público, e os órgãos de governo serão autorizados a encomendar a consórcios de empresas projetos de desenvolvimento tecnológico em setores como defesa, saúde e elaboração de programas de computador.

Entre as medidas de redução de tributos, reivindicadas pelas empresas, a principal será a desoneração da folha de pagamentos, que será um dos temas principais da reunião da próxima semana. “A medida vai sair, falta discutir o formato, os detalhes”, comentou. A desoneração virá com o fim da cobrança de contribuição à Previdência, mas o governo ainda não decidiu como compensar a perda dessa receita, o que deve ser feito provavelmente com o aumento da tributação sobre o faturamento de empresas.

Pimentel informou que também estão em discussão com o Ministério da Fazenda a possibilidade de as empresas creditarem-se imediatamente do PIS e do Cofins pago pelas máquinas adquiridas para produção (hoje o prazo para esse crédito é de até 12 meses) e a redução, de até cinco anos para 12 meses, do prazo para descontar do lucro tributável o valor com as compras de máquinas e equipamentos (depreciação acelerada).

Além disso, será assegurada a isenção de IPI sobre todos tipo de bem de capital, de máquinas e equipamentos a material de transporte e bens de informática usados na produção pelas indústrias. “São medidas que estão sendo decididas no âmbito do ministério da Fazenda”, adiantou o ministro.

Do Valor Econômico

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China deve investir US$ 8 bilhões no Brasil este ano

Publicado por Administrador 17 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse hoje (16) que o país deve receber este ano cerca de US$ 8 bilhões em investimento chinês. Com o crescimento expressivo das trocas comerciais entre os dois países, Pimentel afirmou que Brasil e China vão criar um grupo técnico para intensificar os negócios.

“Vamos precisar de muita agilidade para tomar as decisões”, afirmou Pimentel que, hoje, teve alguns encontros com o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, a quem se referiu como profundo conhecedor da economia brasileira e “disposto a resolver as questões”.

O ministro brasileiro disse que está satisfeito com o volume de exportações brasileiras para a China que, em 2010, ultrapassou os US$ 30 bilhões e deve, segundo ele, saltar para US$ 37 bilhões este ano. No entanto, explicitou sua preocupação no que se refere à concentração dos embarques. “Cerca de 80% do volume de exportações estão concentrados em apenas três produtos: minério de ferro, soja e petróleo”.

Chen Deming disse que “o Brasil tem muitos bons produtos, de boa qualidade, que o povo chinês não conhece”. Por isso, estimulou os empresários brasileiros, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a trabalhar melhor a divulgação dos produtos nacionais.

O presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, que participou do encontro com empresários chineses, disse que o Brasil precisa resolver gargalos, fazer uma reforma tributária e aumentar investimentos. “Temos que fazer nossa lição de casa, com menos burocracia e uma base educacional melhor. Precisamos diminuir os nossos custos”.

Agência Brasil

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