Governo quer elevar investimento em inovação
Com o retorno de alguns de seus maiores defensores ao governo, o foco na inovação volta a ganhar força e deve ser o destaque da segunda versão da PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), a ser divulgada em abril.
A chamada PDP2 terá como uma de suas principais metas a elevação do gasto em pesquisa e desenvolvimento para algo entre 0,9% a 1% do PIB (Produto Interno Bruto, ou a soma das riquezas de um país) até 2014. Em valores atuais, algo em torno de R$ 37 bilhões. Hoje o porcentual é de apenas 0,5%.
A primeira PDP foi criada em 2008. Apesar de ter entre seus objetivos incentivos à inovação, o programa acabou mais voltado aos segmentos mais competitivos da indústria, em boa parte setores tradicionais ligados a recursos naturais.
A formulação da PDP2, no entanto, está sendo fortemente influenciada pela visão, dentro do governo, de que é preciso inovar em toda a base industrial para enfrentar a concorrência dos outros países nos mercados interno e externo.
O presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Glauco Arbix, é um dos representantes do grupo em defesa da inovação, que voltou ao governo com a posse da presidente Dilma Roussef.
- Não é todo investimento que gera inovação, mas, para aumentar a taxa de investimentos em geral, tem de inovar.
Ele integra um time ligado aos ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), que ganhou força neste início do governo Dilma e está dividindo a definição da estratégia industrial do País com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho.
Da Agência Estado
Governo investirá bilhões até 2014 para saúde das mulheres
A mobilização do governo entorno da melhora da qualidade aos serviços de prevenção, de diagnósticos e de tratamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero marcou a entrevista da presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21), ao programa ‘Café com a Presidenta’, transmitido pela Rádio Nacional.
A presidenta informou que amanhã (22), lançará em Manaus (AM) série de ações que permita o tratamento da doença. O país terá uma rede de saúde para as mulheres, com investimento de R$ 4,5 bilhões.
“Eu não me canso de repetir: sei, por experiência própria, que o câncer tem maior chance de cura quando é tratado no início. E é para isso que o meu governo está trabalhando. Queremos que toda mulher tenha oportunidade de se cuidar, fazendo a prevenção bem feita. E se a doença, mesmo assim aparecer, queremos que toda mulher possa fazer o melhor tratamento possível, no tempo certo e com qualidade.”
O apresentador do programa, Luciano Seixas, indagou sobre o que seria feito, na prática, por exemplo, para aumentar o controle do câncer do colo do útero.
“Primeiro, nós vamos garantir exames preventivos e de boa qualidade para todas as mulheres entre 25 e 59 anos. São as mulheres dessa idade as que mais precisam. Uma das coisas que vamos fazer é incentivar os laboratórios a trabalharem dentro dos padrões internacionais de qualidade. Eles vão receber orientação e o dinheiro para isso. Um exame bem feito já é meio caminho andado. Outra coisa: vão ser implantados 20 novos centros especializados no diagnóstico e no tratamento da fase inicial do câncer do colo do útero nos estados do Norte e do Nordeste. Os hospitais vão ampliar e também vão instalar serviço para tratamento de câncer – radioterapia e quimioterapia, por exemplo. Dessa forma, as mulheres vão ter mais acesso ao tratamento e, Luciano, mais perto de casa.”
A presidenta informou também que a mesma mobilização se dará para a questão do câncer de mama. A ideia é que “os hospitais ofereçam tratamento para todo tipo de câncer, mas o de mama é um dos principais porque, como eu disse, é o mais comum nas brasileiras, e daí o nosso esforço”. E seguiu: “olha, no controle do câncer de mama, a grande prioridade é a prevenção. Para isso, temos que resolver o problema dos equipamentos de mamografia.”
“A situação hoje é a seguinte: o Brasil tem mais de quatro mil mamógrafos, metade deles na rede pública. É uma quantidade mais que suficiente para garantir que as mulheres entre 40 e 69 anos façam os seus exames no prazo certo. Tem um problema que eu tenho o compromisso de resolver: é que muitos desses equipamentos estão parados, com baixa produção ou até encaixotados. Então, a minha primeira orientação foi para que o Ministério da Saúde fizesse uma vistoria em todos os equipamentos de mamografia. O Ministério está organizando uma força-tarefa junto com os estados e os municípios para assegurar que todos os mamógrafos estejam em perfeito funcionamento. É essa a condição para que as mulheres tenham acesso ao exame. Queremos todos os mamógrafos funcionando o mais rapidamente possível.”
No programa, a presidenta Dilma Rousseff que “uma das providências do governo será a instalação de novos 50 centros para confirmação do diagnóstico com biópsia, quando necessário”. Segundo ela, os centros começam a ser montados nos estados onde há menos oferta desse tipo de serviço especializado. “E vamos criar 32 novos serviços especializados para radioterapia e quimioterapia, e atualizar os equipamentos de 48 serviços em todo o Brasil”, afirmou.
“É como eu disse: vamos investir na prevenção, no diagnóstico e no tratamento do câncer do colo do útero e do câncer de mama. Você, que está nos ouvindo, saiba que até 2014 teremos uma rede de saúde mais preparada e mais completa, capaz de dar um atendimento de boa qualidade às mulheres. E, para chegar lá, o governo vai investir R$ 4,5 bilhões.”
PT NACIONAL
PIB brasileiro deve crescer 4,5% este ano
A economia brasileira deve crescer 4,5% este ano, na avaliação de analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC). Essa é a mesma projeção do boletim Focus divulgado na semana passada. Para 2012, também foi mantida a estimativa (4,5%) de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país.
A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, caiu de 5% para 4,41% e segue em 5%, em 2012.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,20% para 39,23%, em 2011, e de 38% para 37,87%, no próximo ano.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 caiu de R$ 1,72 para R$ 1,70. Para o fim de 2012, a projeção segue em R$ 1,80. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 10,03 bilhões para US$ 11,45 bilhões, neste ano, e diminuiu de US$ 7,35 bilhões para US$ 7,10 bilhões, em 2012.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) a estimativa foi alterada de US$ 67,49 bilhões para US$ 67,54 bilhões, em 2011, e de US$ 69,30 bilhões para US$ 70 bilhões, no próximo ano.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 40 bilhões para US$ 42 bilhões, neste ano, e de US$ 42,37 bilhões para US$ 42,69 bilhões, em 2012.
Da Agência Brasil
Caixa vai investir R$ 70 bilhões no setor de petróleo e gás até 2014
A Caixa Econômica Federal vai investir R$ 70 bilhões, entre 2011 e 2014, no setor de petróleo e gás. Em 2010, primeiro ano em que o banco direcionou recursos ao setor, foram destinados R$ 3 bilhões. Para o próximo ano, o valor deve ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (7) pelo superintendente regional da Caixa no Rio, Edalmo Porto Rangel, durante o 4º Fórum de Óleo e Gás do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).
A maior parte do dinheiro será usada para financiar empresas fornecedoras da cadeia produtiva, além de permitir a construção de infraestrutura habitacional para os trabalhadores de estaleiros e indústrias petrolíferas. Rangel citou o exemplo do Porto de Suape, em Pernambuco, onde serão construídas 1,2 mil casas.
Ele adiantou que, a fim de aumentar a proximidade com o setor, 20 agências da Caixa serão inauguradas no próximo ano em municípios que abrigam instalações ligadas à exploração de petróleo e gás.
O superintendente disse que esse novo nicho de mercado não compete com a missão original do banco, de atendimento ao varejo e financiamento habitacional. “A Caixa tem como missão facilitar e fomentar o processo produtivo brasileiro. Cada empresa que se viabiliza e que aumenta sua capacidade de investimento está gerando emprego, com isso, essa pessoa vai comprar a casa própria, é tudo muito interligado. Queremos o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento social.”
Agência Brasil
Mercedes-Benz: futuro desafiador para Brasil.
A Mercedes-Benz apresentou uma visão positiva com relação às perspectivas do mercado brasileiro de veículos pesados, baseada na estabilidade do mercado interno, impulsionada pelo crescimento contínuo da economia, agronegócio e investimentos na infraestrutura em preparação aos eventos Copa do Mundo e Olimpíadas.
Coube ao diretor de comunicação corporativa, Mário Laffitte, expor os planos da empresa para o mercado interno e situá-lo no cenário mundial a partir dos desafios que esperam pelo Brasil além de 2011 no Congresso AutoData – Perspectivas 2011 na terça-feira, 19.
“Projetamos fechar 2010 com um mercado de 160 mil caminhões e manter este patamar no ano que vem, com algumas variáveis, como a manutenção do PSI e talvez a pré-compra de produtos para Euro 5, que entra em vigor em 2012. Para o segmento de ônibus a expectativa é de 30 mil unidades, o mesmo volume para 2011.”
Os planos da empresa para manter o ritmo do mercado interno incluem sua reorganização no parque nacional de produção, anunciado anteriormente, com a retomada das atividades de sua fábrica de Juiz de Fora, MG. A planta manterá no local as linhas para a produção dos modelos Actros e Acelo.
“A unidade tem capacidade para até 50 mil caminhões. As projeções ficam em 15 mil unidades em 2011 para os dois modelos.”
Laffitte revela que para continuar no ritmo, o País precisa superar vários desafios ligados à gestão interna a partir de tendências globais.
“Há necessidade do Brasil aumentar os investimentos relacionados a PIB, que hoje estão em 17%, muito abaixo dos outros países do Bric, cuja média é de 40%, assim criaremos um ambiente atrativo para mantermos a competitividade global, além de melhorar a política do câmbio.”
Outro ponto para aumentar a competitividade brasileira é a escala de cooperação a partir de fusões globais.
“A tendência mundial é de fusões entre fabricantes e fornecedores para o desenvolvimento de sistemas integrados de soluções tecnológicas para toda a cadeia, desde a concepção do projeto até logística, o Brasil precisa acompanhar esta lógica.”
Exigências ambientais também foram apontadas pela Mercedes-Benz como um dos grandes desafios para a empresa no País, pois pressionam a área de tecnologia.
“É natural começarmos a pensar no Euro 6, mas é necessário pensar em soluções adequadas para o Brasil, em termos de regulamentação e níveis de emissões.”
Da Agência Autodata
PAC 2 investirá R$ 136,6 bilhões em geração de energia, diz Lula
Ao inaugurar ontem(19), simultaneamente, seis usinas hidrelétricas em Goiás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) investirá R$ 136,6 bilhões apenas em projetos de geração de energia.
De acordo com o presidente, a previsão é de que os recursos investidos no PAC 2 sejam usados na construção de 44 usinas hidrelétricas convencionais e dez no modelo plataforma. “Apenas em usinas hidrelétricas serão investidos R$ 116 bilhões na construção de dez usinas de modelo plataforma e mais 44 hidrelétricas convencionais, 12 delas no estado de Goiás”, disse Lula, acrescentando que, entre 2007 e 2010, os investimentos públicos e privados no setor elétrico chegaram a R$ 48,6 bilhões.
No município goiano de Catalão, a 300 quilômetros de Brasília, Lula inaugurou as usinas hidrelétricas Serra do Facão, Barra dos Coqueiros, Caçu, Foz do Rio Claro, Salto e Salto do Rio Verdinho. Segundo o Ministério de Minas e Energia, as novas usinas terão, ao todo, 645 megawatts (MW) de potência instalada, o suficiente para suprir a demanda de energia para cerca de 1 milhão de habitantes.
Os seis empreendimentos receberam, juntos, investimentos de aproximadamente R$ 2,9 bilhões. A energia assegurada ao sistema elétrico pelas seis usinas será de 445,6 MW médios.
Lula ressaltou que nos últimos anos o país recuperou a capacidade de investimentos no setor e modernizou o marco regulatório. “Na transmissão, estão previstos [no PAC 2] investimentos de R$ 37,4 bilhões para a construção de 36 mil quilômetros de redes para grandes interligações e reforços regionais. O PAC 2 prevê também uma novidade no quesito preservação ambiental com instalação de aquecimento solar para o banho em residência. Serão R$ 1,1 bilhão e a iniciativa poderá beneficiar 260 mil famílias de baixa renda”, discursou Lula.
Da Agência Brasil
Brasil é 3º país preferido para investimentos, diz ONU
À frente dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil é o terceiro destino favorito de multinacionais que planejam realizar investimentos até 2012. Os dados foram anunciados nesta segunda-feira, 6, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) a partir de uma pesquisa feita anualmente com 236 empresas multinacionais e 116 agências de promoção de investimentos pelo mundo. Segundo o levantamento, empresas multinacionais apostam em uma alta importante no fluxo de investimentos no mundo nos próximos dois anos, em mais um sinal de que o mercado estaria retomando confiança depois da crise. Mas a crise deixou seu legado. Para as multinacionais, nove dos 15 países preferidos nos próximos dois anos para investir estão nas regiões emergentes.
Pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito há dez anos, o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) está entre os cinco locais preferidos do setor privado para investir. O interesse de multinacionais por investimentos no setor de commodities e o crescimento do mercado doméstico brasileiro é o que estaria colocando o País em uma posição de destaque.
Com base em uma expectativa de crescimento econômico mundial de 3% em 2010 e de 3,2% em 2011, a ONU estima que o volume de fluxo de investimentos pode chegar a US$ 1,5 trilhão em 2011, passando para algo entre US$ 1,6 trilhão e US$ 2 trilhões em 2012. Em 2010, o volume deve ser de US$ 1,2 trilhão. Depois de dois anos de queda, grande parte da expansão deve ser atribuída a uma alta no número de fusões e aquisições. Já o investimento em novas plantas e nova produção ainda deve ser limitado. Diante da crise mundial, a taxa de investimento caiu 50%.
Das 236 empresas multinacionais que participaram do levantamento, mais de cem apontaram a China como uma prioridade em seus investimentos. Pequim, portanto, foi de longe o local preferido pelas empresas para investir nos próximos dois anos. Em segundo lugar vem a Índia, com pouco mais de 70 empresas indicando o país como o destino preferido. O Brasil vem então na terceira colocação, uma posição acima da classificação que havia obtido em 2009 e com 70 empresas indicando o País como sua prioridade. O Brasil, assim, supera os Estados Unidos, que aparecem pela primeira vez na quarta posição. Em 2009, o País recebeu US$ 25,9 bilhões em investimentos diretos. Nos primeiros sete meses do ano, o Banco Central calcula que o Brasil já tenha recebido US$ 14,7 bilhões em investimentos.
A lista dos cinco primeiros colocados na avaliação das multinacionais é completada pela Rússia, outro membro dos BRIC, mas com menos de 40 multinacionais colocando a nação como prioridade. Pelo levantamento, a classificação ainda conta com o México na sexta colocação, seguido pelo Reino Unido, Vietnã, Indonésia e Alemanha.
O grande interesse de multinacionais nos emergentes é o setor primário e de commodities. Segundo a Unctad, o setor de mineração e outros de exploração de recursos naturais conseguiram manter os mesmos níveis de investimentos dos últimos anos, apesar da crise. Já o setor automotivo, de produtos químicos e eletrônicos sofrem com uma produção acima da capacidade de consumo hoje dos mercados ricos. O resultado foi um corte importante nos investimentos.
Mas os países emergentes também aparecem cada vez mais como origem de investimentos. Entre os 20 investidores mais promissores em 2010, quase metade era de países em desenvolvimento. O primeiro lugar ainda é dos Estados Unidos. Mas a China já vem na segunda colocação, com a Índia na sexta posição e os russos no nono lugar.
Confiança da indústria na economia aumenta pelo terceiro mês
O setor industrial demonstrou, pelo terceiro mês seguido, que está mais otimista em relação ao crescimento da economia brasileira. Segundo apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), na Sondagem da Indústria de Transformação, o Índice de Confiança da Indústria aumentou de 76,2 pontos, em fevereiro, para 77,9 pontos, em março, uma variação de 2,2%.
Essa pontuação, conforme a metodologia da pesquisa, reflete as expectativas de 1.066 representantes de empresas, que têm faturamento total em torno de R$ 540 bilhões, com participação de 23,1% nas exportações.
Apesar de essa evolução ser pequena, na avaliação técnica do Ibre/FGV, indica um quadro bem mais favorável do que no mês passado, porque, em fevereiro, parte da melhora do desempenho estava concentrada na recuperação do segmento da indústria automobilística. O resultado ainda está entre os mais baixos verificados desde fevereiro de 2007. Até setembro do ano passado, a média de pontuação ficou acima dos 100 pontos.
A pesquisa indica ainda variações favoráveis em outros dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA), com 79,5 pontos, ante 77,8, e o Índice de Expectativas (IE), que passou de 74,6 pontos para 76,3.
A proporção de empresas com expectativa otimista sobre o aumento das vendas cresceu de 4% para 11%, enquanto a parcela com percepção de que haverá queda subiu de 36% para 40%,1%.
Fonte: Ag. Brasil