Busscar 2: trabalho por pagamento diário é ilegal e imoral
Uma empresa que não respeita seus trabalhadores e trabalhadoras, atrasando o pagamento de salários há 10 meses, mais décimo-terceiro salário de 2010 e parte do décimo de 2009. Que promete cumprir acordos, e não cumpre nenhum. Que desconta da folha de seus trabalhadores o dinheiro de INSS, IR, benefÃcios do Sindicato, e não paga o Governo nem Sindicato. E que agora elege poucos para ganhar R$ 80,00 por dia, enquanto deixa milhares a passar necessidades.
Que respeito devem trabalhadores e trabalhadoras à essa empresa e acionistas que burlam a lei, não cumprem com seus deveres, e ainda enrolam seus trabalhadores, convidando poucos a ganhar R$ 80,00 por dia, ilegal e imoralmente, deixando milhares sem salários? Essas são perguntas que o Sindicato faz aos trabalhadores e a sociedade joinvilense, que vê essas barbaridades acontecendo em pleno século 21.
“Essa empresa retrocede no tempo em que o mundo era terra sem lei, que eles podiam fazer tudo, explorando o trabalhador a troco de miseros centavos. Nós já avisamos a eles que não façam mais essa enganação de convidar alguns poucos para trabalhar a troco de R$ 80,00 por dia, alguns poucos privilegiados, chefias ligadas ao patrão, enquanto muitos não recebem. Os trabalhadores que aceitam isso estão sendo cumplices de uma administração falida”, dispara o presidente João Bruggmann.
O presidente faz esse desabafo em relação a atitude da Busscar em chamar por telefone alguns trabalhadores para finalizar alguns ônibus que estão no pátio da empresa, e esses aceitam e comparecem, ajudando a manter a atual situação de desrespeito, descaso, com milhares de famÃlias. “Nós não concordamos com isso, e ficamos entristecidos com esses que aceitam. Aceitando, ajudam a empresa a continuar enrolando a todos e não percebem! Eles tem de ser mais solidários, não aceitar o convite, e assim eles tem de dar uma decisão final nisso, pagando, vendendo, mas não deixando tudo como está”, destaca João Bruggmann.
Para o Sindicato, esses trabalhadores que aceitam ir trabalhar por diária ajudam a enganar os demais, não são solidários com seus companheiros, e deixam a empresa em situação cômoda, já que ainda consegue entregar os onibus que devem a seus clientes, enquanto não pagam salários atrasados, e mais, ajudam a ter dinheiro para pagar recurso na justiça no valor de R$ 240 mil, para não cumprir com suas obrigações.
“Será que os trabalhadores que aceitam esse pagamento diário acreditam que seus chefes ganham o mesmo que eles? Será que não sabem que eles ganham 70% dos salários para ficar lá todos os dias, chamando os trabalhadores para as diárias? Esses companheiros tem de recusar a oferta e ser solidários com os companheiros que não recebem há meses. Só assim, com ninguém para produzir, é que a coisa vai andar, na pressão”, afirma o presidente João Bruggmann.
O Sindicato está denunciando em todas as esferas de fiscalização, inclusive citando os clientes que se beneficiam dessa enganação, e estuda colocar um posto de informações em frente à empresa para denunciar todas as ações em andamento.
Busscar:Venda da TSA deve ser anunciada esta semana
A diretoria do Sindicato dos Mêcanicos e a comissão provisória dos trabalhadores se reune nesta quinta -feira as 15 horas com a diretoria da Busscar para saber sobre a proposta escolhida para a venda TSA, antiga Tecnofibras.A esperança é de que a proposta seja viável e atenda aos interesses dos trabalhadores e pela retomada da produção,que é o que deseja e trabalha o Sindicato desde que a crise iniciou.
O pagamento da segunda parcela do décimo terceiro de 2009 está um pouco atrasado devido a burocracia de documentos exigidos pelo banco Bic,em relação ao terreno cedido para alienação.Como há problemas jurÃdicos especÃficos houve uma demora a mais que o esperado, mas segundo informa o presidente do Sindicato, João Bruggmann,o banco deve liberar os recursos em alguns dias,podendo ser ainda essa semana.”Conversei ontem o representante do banco e ele garantiu que o acordo firmado será cumprido, faltando apenas regularizar essa documentação que deve ser finalizada essa semana”, assinala Bruggmann.
O Sindicato reafirma o seu compromisso em conseguir que a atual situação dos salários atrasados seja regularizada o mais breve possÃvel, situação que só começou a surgir a partir da reabertura de diálogo entre a empresa, Sindicato e trabalhadores ocorrida a quase dois meses.Hoje, com a entrada de partes dos recursos do banco Bic os 25 onibus que estavam parados no pátio já estão sendo finalizados,o que mostra que é possÃvel um saÃda para a crise, mesmo lenta e gradual.
Para o presidente João Bruggmann,o momento é muito mais favorável do que foi há alguns meses.”Acreditamos que a venda da TSA será concretizada com as bases que sindicato, trabalhadores e justiça do trabalho esperam para que o salários atrasados sejam pagos e a partir daà a produção seja retomada lentamente com salários em dia.Ao final do dia deveremos ter novas notÃcias”, finalizou o presidente.
Busscar: sai hoje pagamento de metade do décimo-terceiro de 2009
Atenção trabalhadores e trabalhadoras da Busscar: O Sindicato dos Mecânicos informa a todos que finalmente o dinheiro da negociação com o Banco Bic saiu, e hoje ainda já estará disponÃvel em qualquer agência do Itaú a metade do décimo-terceiro salário de 2009, conforme o Sindicato vinha negociando junto à empresa com a comissão de trabalhadores provisória. Somente os trabalhadores que aderiram ao PDV não terão esses valores depositados, pois a empresa alega ter colocado tudo no parcelamento, e que isso será discutido judicialmente ou de outra forma logo mais adiante.
Todos os trabalhadores receberão via ordem de pagamento. Para isso precisam se dirigir até uma agência do Banco Itaú mais próxima, apresentar documentos com foto – carteira de identidade, carteira de trabalho – mais o CPF ao caixa e sacar o seu dinheiro. Somente o titular, trabalhador da Busscar, é que poderá sacar no caixa. A próxima parcela, a outra metade do décimo de 2009, deve sair no prazo previsto anteriormente, ou seja, por volta do dia 11 de outubro.
Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, a notÃcia é boa para quem está há tanto tempo sem ver o seu dinheiro devido, mesmo sendo ainda pouco diante do que a Busscar deve. “Aconteceu o que falamos, que o Sindicato estava negociando e o dinheiro sairia agora, com outro diálogo que abrimos com uma comissão de trabalhadores provisória eleita há quase três semanas. Sabemos que ainda é pouco, mas é a metade do décimo terceiro que ninguém mais acreditava receber. Estamos trabalhando para que ainda em outubro tenhamos mais boas notÃcias”, informa Bruggmann.
Mais dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 47 – 3027.1183 com as recepcionistas do Sindicato.
Busscar: Sindicato vai ao BNDES pressionar credores por solução
Após alguns meses de desencontros nos objetivos em relação à Busscar e sua crise – o Sindicato quer salvar os empregos, direitos, a empresa e marca, e alguns trabalhadores queriam salvar os acionistas – agora parece que os objetivos passaram a ser únicos: salvar empregos e o futuro da empresa geradora dos empregos e renda para Joinville e o Brasil.
O Sindicato dos Mecânicos está onde sempre esteve, ao lado dos trabalhadores da Busscar e de seus direitos trabalhistas desde a primeira crise em 2003/2004. Neste novo momento de crise a diretoria continua trabalhando duro, de forma séria e transparente, para uma solução inteligente. Ontem (segunda-feira, 7/6) o presidente João Bruggmann participou da reunião em BrasÃlia com o assessor do Chefe de Gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, junto com grupo de trabalhadores da Busscar.
Após ouvir sobre o andamento das negociações entre BNDES, bancos credores e empresa, que avançou muito segundo a assessoria de Gilberto Carvalho, João Bruggmann cobrou ainda mais agilidade por parte do Governo Federal e BNDES para a definição final sobre a gestão futura da empresa e o aporte de recursos urgentes.
“Agora não basta que venham recursos para salários atrasados, mas também para fazer a empresa funcionar e produzir. Os bancos credores, que já levaram mais de R$ 250 milhões em juros durante esses anos todos têm de dizer o que querem, definir a nova diretriz e aportar dinheiro novo. Há milhares de famÃlias em situação de desesperança, sem dinheiro para a comida, pagar água e luz”, cobrou Bruggmann.
Hoje no BRDE e Badesc; amanhã no BNDES
Na tarde de hoje, terça-feira (8/6), o Presidente do Sindicato seguiu para Florianópolis para uma reunião com o BRDE e o Badesc, dois bancos que talvez possam ser intermediários dos recursos financeiros do contrato entre o BNDES e a Guatemala. Amanhã, quarta-feira (9/6), João Bruggmann representa o Sindicato em reunião com os credores da Busscar, BNDES e acionistas da empresa no BNDES, na sede do banco no Rio de Janeiro.
“Nesta semana ainda temos de ter a solução para a Busscar, os bancos credores tem de chegar e dizer se assumem, ou indicam quem assume. Além deles, a Mercedes também pode ser uma parceira nessa nova fase administrativa da Busscar. Mas isso tem de ser rápido, se não podemos ter uma notÃcia triste para Joinville”, alerta Bruggmann.Â
Na segunda-feira, 7, venceu o prazo de pagamento da folha de maio, totalizando agora três salários atrasados (décimo terceiro, abril e maio) além das parcelas rescisórias do PDV para quase mil funcionários que vai também para a terceira parcela sem quitação, o que já se trata de quebra do contrato assinado entre a empresa e os demitidos voluntariamente.
Rescisões indiretas e moratória na água e luz aos trabalhadores
Na manhã de hoje vários trabalhadores da Busscar se dirigiram ao Sindicato buscando informações sobre a crise, salários atrasados e a posição da entidade. O presidente João Bruggmann e diretores atenderam e continuaram atendendo a todos dando detalhes dos acontecimentos dos últimos dias. Vários estão pedindo até a rescisão indireta, um grande número é verdade, o que também é prejudicial para a retomada da produção caso se chegue a uma saÃda para mais essa crise.
“Pelo que tenho ouvido nas últimas horas, o atual presidente da empresa já deixou caminho aberto para as mudanças de gestão e administração, os trabalhadores que ainda não tinham entendido o objetivo correto que defende o Sindicato, agora entendem e estão empenhados, o que falta agora é os credores chegarem a um denominador comum. Estamos trabalhando nisso com firmeza”, declarou Bruggmann.
O Sindicato também apóia um pedido que surgiu dos trabalhadores da Busscar neste momento difÃcil, que pede para que a Prefeitura de Joinville e também a Celesc que evitem o corte da luz e da água dos trabalhadores da empresa enquanto durar o problema de não pagamento de salários, evitando assim o aumento dos transtornos que as famÃlias de mais de 3 mil trabalhadores estão passando. “Entendemos que é possÃvel uma ação neste sentido, de solidariedade por parte de duas empresas públicas”, diz o secretário geral Evangelista dos Santos.
Amanhã o presidente João Bruggmann deverá trazer novas notÃcias diretas do BNDES e informará aos trabalhadores da Busscar por meio do site.
Busscar: BNDES diz o que Sindicato cobrava, mudança na gestão e recomeço
Mais uma semana inicia sem que os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar recebam seus salários atrasados, sim existem pelo menos dois salários atrasados – de abril e décimo terceiro de 2009 – e os demitidos pelo PDV recebam suas parcelas.
Na semana passada trabalhadores foram à BrasÃlia tentar audiência com o Presidente, e ouviram do presidente do BNDES a receita que o Sindicato dos Mecânicos já oferecia aqui mesmo em Joinville: a mudança da gestão e direção, reestruturação financeira e administrativa e abertura para novos sócios para que dinheiro novo apareça e dê nova vida à Busscar, e assim, à manutenção dos empregos dos companheiros e companheiras.
“Para nós o caminho da verdade é o pagamento dos salários e direitos em dia, no bolso do trabalhador”, afirmou o presidente João Bruggmann em conversas com trabalhadores da empresa. Bruggmann também esteve em BrasÃlia no dia 26 de maio para participar de reunião com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, convocada à s pressas um dia antes no final da tarde. Junto com ele foram os dirigentes sindicais de base Marcos Joriatti e Nivaldo Senna, ambos da Busscar.
Transparência é fundamental
O Sindicato dos Mecânicos sempre manteve postura racional diante de cada fato que agravou a situação da empresa. A diretoria reiterou inúmeras vezes a sua prioridade principal, a manutenção dos direitos dos trabalhadores em dia, salários em dia, FGTS em dia, enfim, as responsabilidades da empresa com seus colaboradores que a trouxeram viva até aqui.
“Nunca vendemos, e não venderemos, ilusões aos trabalhadores como foi o caso do IPI e de que o BNDES não queria dar dinheiro para salvar empregos. O BNDES dá sim, mas diante de mudanças estruturais, da direção. E isso não é só o BNDES que quer, mas todos os credores e fornecedores, como consta de várias reportagens publicadas na imprensa”, explica Bruggmann.
Sociedade quer mudança para manter empregos
Não há quem seja contrário à sobrevivência da Busscar em Joinville. Mas há uma quase unanimidade de que a mudança da diretoria, entrada de novos sócios com capital para fazer girar o negócio e o retorno da credibilidade é o primeiro passo para sua recuperação.Â
Qquem deve capitanear esse novo momento deverá ser o BNDES, e os novos sócios poderiam ser os próprios bancos credores, como o Sindicato já sugeriu, haja vista que recolheram muitos juros sobre os empréstimos, e nada mais justo e viável que venham agora a assumir o problema.
Nas matérias publicadas no Jornal A NotÃcia e NotÃcias do Dia, empresários, fornecedores e até entidades empresariais respeitadas como Acij e Ajorpeme tem a mesma visão, mesmo que as coloquem de forma comedida. Enquanto a formação e convocação da Comissão formada por Sindicato, trabalhadores, bancos e outros não for iniciada, o Sindicato vai continuar cobrando os salários atrasados, direitos fundamentais para que os trabalhadores da Busscar retomem sua dignidade.
Para a diretoria, o Sindicato vai sempre estar pronto a atender os trabalhadores na luta pelos seus direitos, em qualquer momento. Estará aberto a tudo o que for necessário para defender os direitos dos trabalhadores de forma serena e responsável.
“Enquanto as ilusões campeiam por ai, existem milhares de trabalhadores que estão sem luz e água, que foram cortados. Que não tem comida para por na mesa e tem de se humilhar e pedir porque seus salários ainda não foram pagos. Existe uma situação serÃssima, grave socialmente falando, que precisa de solução urgente. Vamos continuar cobrando uma solução definitiva para a Busscar, mas que o que ela deve seja pago urgentemente! São pais de famÃlias que não tem como manter suas casas”, critica o presidente João Bruggmann.
Crise Busscar: Sindicato acampa em frente à empresa e entra com ação cautelar
A partir do não pagamento dos salários de abril e também da segunda parcela seguida das rescisões do Programa de Demissão Voluntária (PDV) proposto e bancado unicamente pela Busscar, sem contar o atraso de seis meses do décimo-terceiro salário de 2009, FGTS e tudo o mais, a diretoria do Sindicato resolveu acampar em frente à empresa buscando respostas definitivas para resolver a crise.
A medida é mais uma forma de pressionar e sensibilizar os acionistas a tomar a decisão de salvar a Busscar, salvando também seus empregos, mas pagando os salários de seus trabalhadores em dia, décimo-terceiro, FGTS, e colocando a produção a andar. O Sindicato entende que as atitudes sonhadoras em favor do IPI não são de resultado imediato. E que os pleitos junto ao BNDES não caminham por falta de garantias reais.
Diante disso, a solução mais racional é a mudança de gestão com a entrada de novos sócios, novos administradores, e com a participação dos trabalhadores em um conselho de administração. Afinal, há dinheiro público investido nesta empresa há pelo menos sete anos. Essa semana o grupo de trabalhadores conseguiu apoio de polÃticos e está levando os trabalhadores à BrasÃlia para falar com o presidente Lula. O Sindicato entende a ansiedade, deseja sorte e boa viagem a quem vai, mas acredita que a solução está aqui em Joinville.
Pelo menos até sexta-feira desta semana o Sindicato manterá uma tenda e diretores para atender os trabalhadores da Busscar, tirar dúvidas, esclarecer de forma transparente o quadro atual. Na semana que vem já terá mais um salário a pagar, e a empresa sequer deu datas ainda para que isso se realize. Enquanto isso, já tem famÃlias com água e luz cortadas, sem crédito para comprar no mercado, alguns até com ação de despejo.
Convocando trabalhadores
O Sindicato está usando três rádios comerciais para chamar os trabalhadores da Busscar para a frente da fábrica durante esta semana para conversar e apoiar a pressão em favor dos seus salários e direitos. Comerciais de 30 segundos estão sendo disparados durante dois dias. Além disso um carro de som corre os bairros fazendo a convocação, e o boletim eletrônico chama os cadastrados para recebe-lo via site.
“Sabemos a nossa responsabilidade, e não vamos arredar dela mesmo que para alguns olhos pareça que não. Vamos defender até o fim os direitos dos trabalhadores, seus salários, FGTS, qualidade no trabalho, e também a manutenção dos empregos, mas com razão, sem paixões, religiões e polÃtica no meio. Inclusive entramos com uma ação cautelar para resguardar os direitos dos trabalhadores em caso de um final nada feliz”, ressaltou o presidente João Bruggmann.
Ação Cautelar
Preocupados com o andamento da crise da Busscar e visando resguardar os direitos de todos os trabalhadores da empresa em caso de uma situação de falência, os diretores do Sindicato decidiram entrar com uma ação cautelar junto a Justiça do Trabalho para que os bens das nove empresas e também dos acionistas não sejam vendidos, ou alienados, e assim os trabalhadores não tenham segurança de receber seus créditos.
A ação, que corre sob o número 02207-2010-030-12-00-5 na 4ª Vara do Trabalho de Joinville, teve um pedido de liminar negado, por ora, pelo Juiz do Trabalho Nivaldo Stankiewicz, que entretanto mandou notificar as empresas Busscar Ônibus S/A, Busscar Ônibus Unidade Plástico, Climabuss Ltda, Tecnofibras S/A, Nienpal Empreendimentos e Participações, Lambda Participações e Empreendimentos, Busscar Comércio Exterior, Busscar Investimentos e Empreendimentos, Tecnofibras HVR Automotiva S/A, Rosita Nielson, Claudio Roberto Nielson e Fabio Luis Nielson para que prestem esclarecimentos.
Com essa iniciativa o Sindicato garante de antemão, caso aconteça o pior – e reiteramos, não é interesse da entidade – de que os acionistas não se desfaçam de todos os patrimônios existentes em tantas empresas e que podem ser colocados em garantia para recebimento de créditos trabalhistas. Segundo a diretoria sindical, o trabalho continua em favor dos direitos, da salvação da empresa por meio de mudanças na gestão e entrada de novos sócios com recursos para viabilizar a retomada da produção.
Crise da Busscar: Empresa tenta reaproximação com Sindicato
Ainda sem solução para a grave crise em que está mergulhada a Busscar Ônibus, através do seu Diretor Claudio Nielson, tenta agora uma reaproximação com o Sindicato dos Mecânicos. Em contato telefônico com o presidente João Bruggmann, o diretor informou que estão tentando marcar audiência em BrasÃlia e que gostariam que o Sindicato acompanhasse a comitiva, caso a agenda seja marcada.
O contato tenta corrigir o equÃvoco provocado pela Busscar no tratamento com o Sindicato que representa os trabalhadores, ignorando o apelo para reuniões produtivas e diretas para que se definisse uma saÃda para a crise. O descaso com o Sindicato e seus trabalhadores resultou no cancelamento da reunião que teria a presença dos representantes do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, já que a empresa entende não ser importante e necessária a participação de entidades tão importantes na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Para o presidente João Bruggmann, se houver a audiência e tiver objetivo definido, o Sindicato deve sim participar. “Nós temos a nossa opinião sobre essa crise, e ela se mantém igual. É preciso mudança na gestão da empresa, mas não é só da diretoria não, é preciso que seja geral em todos os nÃveis, além da participação dos trabalhadores, e todas as outras sugestões que demos. Não nos negaremos nunca a defender os trabalhadores e seus empregos, mas dentro de uma solução definitiva”, explicou Bruggmann.
Convênios liberados
A empresa, ou seus representantes, tem tentado jogar os trabalhadores contra o Sindicato no caso do bloqueio dos convênios, medida que foi tomada diante da apropriação indébita da Busscar dos valores correspondentes aos gastos feitos pelos trabalhadores, descontados na folha de pagamento, mas não repassados ao Sindicato, que é quem paga todos os fornecedores de farmácias, supermercados e muito mais.
“Os convênios via Sindicato foi a única coisa que restou para os trabalhadores da Busscar, que já cortou Unimed, farmácia e outros benefÃcios. Mas a empresa se apropriou do dinheiro dos trabalhadores que foi descontado na folha de pagamento e não repassou a nós para que honrássemos os compromissos. Por isso foi feito o bloqueio, para evitar novos gastos que inviabilizam a administração do Sindicato e pressionar a empresa a efetuar o pagamento. Agora que foi feito, está tudo normalizado. Esperamos que a Busscar pague em dia e não se aproprie mais do dinheiro dos trabalhadores”, detalha o presidente João Bruggmann.
Emails desrespeitosos
Outra atitude infantil e que pode acarretar processos judiciais são os emails desrespeitosos e com acusações falsas que estão sendo postados no site do Sindicato, certamente com orientação de alguns puxa-sacos que ajudam a afundar a Busscar na crise.
A maioria deles ataca pessoalmente o presidente João Bruggmann, e em outros o Sindicato, todos levianamente e com base em emails falsos facilmente obtidos na rede mundial de computadores. Esses emails e mensagens são todos rastreados pelo IP – endereço da máquina onde foram postados – e tem origem, quase todos eles, de dentro da empresa. Todas as medidas cabÃveis para o caso serão tomadas nos próximos dias.
“Nosso papel é de defesa dos direitos dos trabalhadores. Não fosse a pressão do Sindicato com carro de som, entrevistas e outras ações, ninguém destes que nos atacam teriam recebido seus salários. Nada veio de graça, tudo depende da luta que travamos pelos empregos da Busscar, pelos direitos. E vamos continuar assim, mesmo que alguns teimem em defender o que é indefensável, a má-gestão que levou a empresa ao atual estágio”, dispara João Bruggmann.
Busscar: processo de homogação de rescisões inicia
Após uma semana de reuniões com os interessados em ingressar no programa de demissão voluntária proposto pela Busscar, o número de demissionários chegou a 1.138, sendo que quase 990 são da unidade de Joinville, portanto da responsabilidade e fiscalização do Sindicato dos Mecânicos.
Na manhã desta segunda-feira (1/2) iniciou o processo de homologação das rescisões com ressalva, decisão tomada pela diretoria do Sindicato para que os trabalhadores não fossem ainda mais prejudicados. “Assim os trabalhadores podem dar entrada para receber seu FGTS e encaminhar o seguro-desemprego, e não perdem os seus direitos”, explicou o presidente João Bruggmann.
Sem o aval do Sindicato
A diretoria do Sindicato esclarece que o programa de demissões voluntárias foi proposto pela empresa, mas não tem a participação do Sindicato, já que não houve assembléia geral para decidir a proposta, que parcela as rescisões entre cinco até 18 parcelas.
“Cada trabalhador decidiu, sem qualquer indicação do Sindicato, se queria ficar ou sair. Nós nos propusemos a explicar aos trabalhadores durante toda a semana passada como seria o procedimento para a rescisão e retirada do FGTS e o seguro desemprego. E estamos com o nosso jurÃdico à disposição para quem desejar”, afirma Bruggmann.
Força-tarefa na Recreativa
Assim como no caso das reuniões para explicar aos trabalhadores da Busscar como seriam feitas as rescisões, também os procedimentos de homologações estão sendo realizados na sede recreativa do Sindicato, localizada na rua Rui Barbosa, a poucos metros da sede da empresa.
Há uma força-tarefa de funcionários do Sindicato fazendo as homologações, e quatro funcionários da Caixa Econômica Federal encaminhando toda a documentação do FGTS e seguro-desemprego no mesmo momento, agilizando assim a vida daqueles trabalhadores que optaram em sair da Busscar voluntariamente.
“O tempo para decidir se queria ou não sair se encerrou na sexta-feira (29/1). Agora estamos atendendo tudo na sede recreativa, e esperamos acabar com todas as homologações esta semana ainda. O pessoal está com dedicação total”, destaca João Bruggmann.
Mais informações sobre esses procedimentos podem ser conseguidos via Sindicato pelo telefone (47) 3027.1183.
Mecânicos criticam aumento na tarifa do transporte coletivo
Um novo governo chegou à maior cidade de Santa Catarina com toda a força popular que estava represada há anos. As promessas de um novo jeito de governar para todos e todas, com mudanças profundas na gestão, não aumentando tarifa de água, nem do transporte coletivo, transparência de atos e tudo o mais, convenceram a população que o melhor candidato era Carlito Merss (PT), e ele venceu as eleições.
Passados quase seis meses de governo, a decepção tem sido sua maior marca: aumentou tarifas de água e ônibus, a cidade parou, e somente a troca de farpas entre ex-governistas e atuais governistas movimentam as páginas de jornais. O Sindicato dos Mecânicos fez até editorial elogiando a chegada do novo Prefeito, mas não pode deixar de se posicionar quando os erros e as quebras de promessas acontecem. Foi assim com o ex-prefeito Marco Tebaldi (PSDB), que aumentava tudo acima da inflação. “Conosco nunca teve refresco. Passou da conta, denúncia”, comenta o presidente do Sindicato, João Bruggmann.
Para ele, com o aumento da água e do transporte coletivo, o governo municipal faz exatamente o que os outros governos faziam: transferiam a conta para o povo trabalhador. Nem mais, nem menos. Exatamente igual. E com o mesmo discurso. Segundo Bruggmann, as desculpas de planilhas confusas, falta de aumento do governo anterior e outras escapadas menores, não eximem o atual governo de cumprir promessas de campanha.
“Não podemos mais conviver com a quebra da palavra empenhada, do fio do bigode. O povo não aguenta mais. Neste caso, o Prefeito deveria ter criado um grupo de estudos para fazer uma planilha nova, do governo, e não usar a das empresas! Está tudo privatizado na Prefeitura?”, questiona o Presidente, que representa cerca de 20 mil trabalhadores da categoria que já estão penalizados com os aumentos.
Para Bruggmann, as negociações coletivas para aumento de salários são durÃssimas, e as conquistas logo são levadas por aumentos de tarifas públicas acima da inflação. “Os trabalhadores lutam muito para garantir aumentos reais. Nós vivemos isso na pele ano após ano nas mesas de negociações. Por isso o Sindicato dos Mecânicos repudia o aumento e pede ações práticas e transparentes do novo governo para uma nova fase no transporte coletivo de Joinville. Seja com nova planilha, nova licitação já. O que não pode é rasgar compromissos”, afirmou o Presidente.