Manifesto por um Brasil com Juros Baixos: Mais empregos e Maior Produção
O Brasil é um caso único na história econômica de prática de taxa de juros reais de dois dígitos por 16 anos seguidos, de 1991 a 2006. Por conta disso, enquanto a economia mundial crescia 4,5% e os emergentes entre 7% e 8% ao ano, nosso crescimento era, em média, de 3%.
No final de 2008, com a crise econômica que se abateu sobre o mundo, os países centrais logo reduziram as taxas de juros para próximo de zero; o Brasil, que estava no início de um processo de aumento de juros após ter atingido o mínimo de 11,25%, agiu na contramão do mundo e manteve a taxa em 13,75% a.a. O BC só reduziu a taxa em janeiro, quatro meses depois da crise se abater sobre o mundo, trazendo uma contração na produção industrial brasileira de mais de 20%.
Um país como o Brasil, com urgente necessidade de crescer e se desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir enormes volumes de capital na forma de renda improdutiva. Capitais especulativos afluem ao nosso sistema financeiro buscando rentabilidade que nenhum outro país oferece. Cerca de 36% do Orçamento Geral da União são destinados ao pagamento de encargos da dívida, recursos estes que poderiam atender as enormes carências de infraestrutura, saúde, transporte, telecomunicações, educação, saneamento etc.
Os altos juros não consomem apenas recursos públicos; pelo contrário, espalham para toda a economia o alto custo do crédito, fomentando o comportamento rentista e improdutivo, corroendo o poder de compra das famílias e drenando recursos do setor produtivo.
A crise de 2008/9 não passou. Europa, Estados Unidos e Japão são testemunhas de que ainda não se encontrou sequer um caminho de consenso que faça a atividade econômica retornar ao curso normal. Mesmo a China, responsável pelo crescimento da economia mundial nos últimos anos, está reduzindo seu ritmo de atividade. Com o cenário internacional precário e incerto, a redução dos preços das commodities e uma projeção de crescimento do PIB em torno de 3,5%, não há porque temer a inflação. Além disso, com o aumento das metas fiscais, o governo sinaliza para um déficit nominal zero, alterando as expectativas futuras dos agentes econômicos, abrindo mais uma oportunidade de redução das taxas de juros.
Dado o quadro de incertezas que nos cerca, passou da hora de caminharmos para taxas de juros mais próximas ao padrão internacional. Menor taxa de juros implica em menor entrada de capitais especulativos, câmbio mais realista e competitivo, redução do custo de oportunidade do capital, maior equilíbrio das contas públicas e maior renda para as famílias.
O COPOM, em sua última reunião, em 31 de agosto, iniciou um processo de redução da taxa de juros SELIC. Acreditamos que reduções adicionais dos juros darão ao país a oportunidade de iniciar um movimento de combate a crise, apoiado na maior competitividade de nossas exportações e no dinamismo de nosso mercado interno.
Assim, a redução da taxa básica de juros aliada a uma política industrial ativa e realista são fundamentais para preservarmos postos de trabalho e continuarmos a crescer com mais emprego e renda.
E é na defesa da redução dos juros que lançamos este Movimento por um Brasil com Juros Baixos, que, articulando trabalhadores, empresários e intelectuais, tem o firme propósito de contribuir com o governo e com outros setores da sociedade na defesa de um Brasil com maior crescimento e oportunidades para a sua população.
Assinam este Manifesto todos os interessados, que autorizam a publicação de sua adesão e esperam que este Movimento seja levado ao conhecimento das autoridades competentes.
SMABC
Carro zero fica 0,47% mais barato. É a maior queda no ano
O Preço de Verdade do caro zero, isto é, o preço realmente praticado no mercado, teve a maior queda do ano em agosto. Na média, o carro zero ficou 0,47% mais barato no mês, conforme índice AutoInforme/Molicar, que cota e analisa os preços de todos os carros e comerciais leves vendidos no mercado interno, importados e fabricados no Brasil.
A maior queda até então tinha ocorrido em junho, quando o carro zero ficou 0,19% mais barato. No período janeiro a agosto, no entanto, a queda é menor, 021%, porque até o mês passado o acumulado era positivo (veja gráfico).
Duas chinesas, Lifan e Hafei, foram as marcas que mais subiram de preço em agosto. A primeira teve alta de 2,23% e a segunda 1,54%. Na outra ponta da tabela está a Maserati, que apresentou uma queda histórica: os carros da marca tiveram uma redução de nada menos que 11,38% no mês.
Explica-se: a fábrica deu um bônus de R$ 130 mil na versão Quatroporte GTS, que caiu de R$ 780 mil para R$ 650 mil, o que reduziu a média de preços da marca. Mas esse tipo de distorção não influencia na média geral do índice AutoInforme/Molicar, uma vez que a média é ponderada: considera o volume de vendas de cada marca e modelo e as vendas da Maserati não passam de três ou quatro unidades por mês.
Da Auto Informe
Juros para empréstimo pessoal têm a maior taxa desde 2009
A taxa média de juros para empréstimos pessoais teve alta acumulada de 0,33 ponto percentual nos primeiros cinco meses do ano e chegou a 5,6% em maio. Segundo o Procon de São Paulo, responsável pelo levantamento, a taxa é a maior desde 2009, quando o percentual atingiu 5,74%.
O órgão destacou que o aumento dos juros dessa modalidade neste ano já foi três vezes superior ao 0,10 ponto percentual verificado de janeiro a dezembro de 2010. Somente de abril para maio deste ano, o reajuste foi de 0,11 ponto percentual. Os reajustes foram promovidos por quatro das sete instituições pesquisadas.
A alta do cheque especial, registrada em 0,35 ponto percentual nos últimos cinco meses, também já ultrapassou o valor acumulado de 0,34 ponto percentual verificado ao longo do ano passado. A taxa média ficou em 9,47% no mês em maio, contra os 9,35% cobrados em abril. Os aumentos ocorreram em cinco bancos.
Segundo o Procon, o crescimento dos juros de pessoa física e do cheque especial está diretamente relacionado aos reajustes da taxa básica (Selic) promovidos pelo Banco Central para conter a inflação. “O momento não é oportuno para realizar financiamentos ou solicitar empréstimos pessoais”, ressaltou o órgão.
O Procon recomenda que os consumidores façam uma avaliação antes de contraírem empréstimos: se necessitam do financiamento, se as condições – prazos e taxas – são as melhores possíveis e se possuem capacidade de honrar o pagamento das prestações até a quitação da dívida.
O levantamento realizado no dia 4 deste mês envolveu as seguintes instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
Rede Brasil Atual
Dilma: governo não desmobilizará esforço para controlar inflação
Mesmo com aumento da Selic, presidente ressalta que o combate a alta dos preços prossegue
Em meio a crescentes pressões inflacionárias e após mais uma alta do juro básico da economia pelo Banco Central, a presidente Dilma Rousseff ressaltou nesta segunda-feira que o governo seguirá atuando para combater a alta dos preços.
“Estamos imensamente preocupados com a inflação e não há hipótese de o governo desmobilizar esforços para controlar a inflação”, disse Dilma a jornalistas antes de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Palácio do Planalto.
Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 12 por cento ao ano, quando parte do mercado esperava uma atuação mais agressiva do BC com uma alta de 0,5 ponto.
Nesta manhã, relatório Focus do BC junto a instituições financeiras mostrou uma piora na previsão da inflação deste ano. A projeção agora é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegue a 6,34 por cento, ante 6,29 por cento da projeção de uma semana antes.
Exame
CUT critica aumento da Selic para 11,25% e defende queda dos juros
A Contraf-CUT considerou um grande equívoco a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de aumento da taxa básica de juros, a Selic. A ampliação, de 10,75% para 11,25%, foi definida nesta quarta-feira, dia 19, durante a primeira reunião do Copom em 2011.
”Esse aumento é nefasto para a economia brasileira, pois inibe o crescimento, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico e social”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
”As taxas de juros brasileiras estão entre as mais altas do mundo, o que diminui a competitividade das exportações, encarece o crédito ao consumidor e às empresas e prejudica as contas do próprio governo. Só os bancos e o mercado financeiro ganham”, analisa o dirigente sindical, que coordena o Comando Nacional dos Bancários.
”A elevação da Selic deverá aumentar ainda mais os juros dos bancos, que já foram majorados nos últimos meses”, projeta Carlos Cordeiro. “As autoridades monetárias precisam não só reduzir os juros, mas enfrentar o principal vilão do crédito, que é o alto spread bancário.”
”O Copom perdeu mais uma ótima oportunidade neste início do governo Dilma para reduzir os juros e indicar uma tendência de queda em 2011, a fim de estimular a produção, a criação de novos empregos e o combate à pobreza extrema, prometido pela presidente em seu discurso de posse”, destaca Carlos Cordeiro.
”A manutenção dessa política de juros está na contramão da política da maioria dos países do mundo, que vêm reduzindo suas taxas de juros para enfrentar os efeitos da crise financeira”, apontou.
CUT
Inadimplência cai mas bancos descartam reduzir spread
A inadimplência, desculpa utilizada pelos banqueiros nos últimos anos para manter os spreads em alta, está em queda no país já há algum tempo. Apesar disso, eles não pensam em reduzir o que ganham com a intermediação financeira. E já têm até uma nova desculpa: uma suposta alta carga tributária.
Segundo matéria do Valor Econômico, as chamadas despesas com provisão para perdas futuras, ou seja, dinheiro reservado para cobrir possíveis calotes, caiu nos dois maiores bancos privados do Brasil entre julho e setembro: 34,3% no Bradesco e 7,6% no Itaú. O jornal informa ainda que a queda deve ser ainda mais acentuada até o fim do ano.
Sem essa desculpa, os banqueiros já têm um novo discurso: “O risco de não pagamento diminuiu”, admite Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). “Porém, alguns fatores que sempre prejudicaram a redução do spread permanecem, como a elevada carga tributária.”
Enquanto buscam desculpas para não reduzir o custo da intermediação financeira, cresce a receita dos três grandes privados, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, com esse indicador: 45,4% em doze meses. Aliada à queda da inadimplência, a margem do spread subiu consideravelmente. No Bradesco, cresceu 33,7% no ano. No Itaú, avançou 17,4% e no Santander, 3%, sempre no ano.
Esfarrapada – A inadimplência não justifica os altos spreads. Levantamento recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o brasileiro é tão bom pagador quanto qualquer cidadão do mundo. No último trimestre de 2008, a relação entre empréstimos em atraso e crédito total no Brasil era de 2,9%, enquanto na Argentina era de 2,5%, no México também 2,5% e, na Venezuela, 2,3%. Os números diferem pouco em países de outras regiões do mundo, como a Rússia (2,5%), Índia, (2,3%), China (2,5%), EUA (2,3%), Japão, (1,5%), França (2,7%) e Itália (4,6%).
A equidade não permanece quando o assunto é spread. Dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também com base no FMI, mostram que o spread no Brasil encerrou 2008 em 26,6 pontos porcentuais. O segundo colocado era a Argentina, com 8,4 pontos. A Rússia registrava 6,5 pontos, a Índia, 3,8, e a China, 3,1 pontos. Nos EUA, eram 2 pontos e, no Reino Unido, 1,2 ponto.
Fonte: Ag. CUT
Mercado prevê manutenção dos juros em 8,75% ao ano
O mercado financeiro manteve a previsão de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne nesta terça e quarta-feiras (20 e 21), deve manter a taxa básica de juros da economia brasileira inalterada em 8,75% ao ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) por meio do relatório de mercado, também conhecido como focus, fruto de pesquisa com analistas do mercado financeiro.
Se confirmada a expectativa, será a segunda manutenção seguida dos juros básicos da economia brasileira, após cinco cortes consecutivos promovidos pela autoridade monetária. Mesmo assim, em 8,75% ao ano, a taxa Selic seguiria no seu menor patamar da história.
O mercado passou a prever, porém, um aumento maior do juros no próximo ano, visto que a estimativa para a taxa Selic no fim de 2010 passou de 10,25% para 10,50% ao ano. Foi a quarta semana consecutiva de aumento na projeção do mercado financeiro para a taxa de juros no fim do ano que vem.
Trajetória dos juros
A expectativa dos analistas é de que os juros sejam mantidos em 8,75% ao ano, pelo menos, até julho de 2010, quando avançariam para 9,25% ao ano. Em agosto do ano que vem, segundo a previsão do mercado, a taxa Selic subiria para 9,50% ao ano, e, em setembro, passaria para 9,75% ao ano. Já em outubro de 2010, a taxa de juros, ainda segundo os analistas do mercado financeiro, seria elevada para 10,25% ao ano e, em dezembro, para 10,50% ao ano.
A perspectiva de aumentos de juros maiores em 2010 passou a acontecer após a divulgação do relatório de inflação do terceiro trimestre pelo BC, ocorrida no fim de setembro. No documento, a autoridade monetária prevê um aumento da inflação em 2010 e 2011, impulsionado pelos gastos públicos.
Inflação
No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC calibra a taxa básica de juros para atingir metas pré-determinadas. Para 2009, 2010 e 2011, a meta central é de 4,50%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Segundo a pesquisa feita pelo BC com os economistas do mercado financeiro, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 4,29% para 4,30%. Para 2010, a expectativa do mercado para o IPCA avançou de 4,40% para 4,41% na semana passada.
PIB
O mercado financeiro melhorou, na última semana, a sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Na semana passada, passou a prever um crescimento de 0,12%, contra uma projeção anterior de um crescimento de 0,10%.
A melhora nas expectativas do mercado, que, por seis meses, acreditou em queda do PIB em 2009, acontece depois de o IBGE ter informado que o PIB do segundo trimestre deste ano cresceu 1,9% na comparação com os três primeiros meses de 2009, o que tirou a economia brasileira da chamada “recessão técnica.
Para o Produto Interrno Bruto (PIB) de 2010, a projeção do mercado financeiro permaneceu em 4,8% de crescimento. Este número é maior do que a estimativa que consta na proposta de orçamento federal para o ano que vem (de crescimento de 4,5%).
Taxa de câmbio
Na semana passada, dado que foi informado nesta segunda-feira (19), a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2009 caiu de R$ 1,76 para R$ 1,70 por dólar. Para o fim de 2010, a previsão recuou de R$ 1,80 para R$ 1,75 por dólar.
Balança comercial e investimentos diretos
Já a projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2009 caiu de US$ 25,8 bilhões para US$ 25,6 bilhões.
Em 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com forte queda de 38,2% frente ao ano de 2007, quando o resultado positivo somou US$ 40 bilhões. Para 2010, a previsão do mercado financeiro para o saldo da balança comercial recuou de US$ 17,3 bilhões para US$ 16,5 bilhões de resultado positivo.
No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado financeiro para o ingresso de 2009 ficou estável em US$ 25 bilhões na última semana. Para 2010, a projeção de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.
Fonte: G1 e Ag. Brasil
Juros do cheque especial e do crédito pessoal caem pela sexta vez consecutiva
Os juros do cheque especial e dos empréstimos pessoais registraram queda pela sexta vez consecutiva em junho, segundo levantamento da Fundação Procon-SP realizado nos dias 2 e 3 deste mês e divulgado hoje (15). Dos dez bancos pesquisados, quatro reduziram o valores cobrados no empréstimo pessoal. A taxa média mensal caiu dos 5,57% registrados em maio para 5,52% neste mês, diferença de 0,05 ponto percentual.
Em relação ao cheque especial, apenas três instituições diminuíram as taxas cobradas. O juro médio era de 8,89% ao mês em maio e em junho ficou em 8,87% ao mês, diferença de 0,02 ponto percentual. Em dezembro do ano passado, a taxa média de empréstimo pessoal era de 6,25% ao mês e a do cheque especial, 9,33% ao mês.
As dez instituições financeiras pesquisadas foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.
Fonte: Ag. Brasil
Financiamento imobiliário da CEF com juros menores
A Caixa Econômica Federal começa hoje (8) a cobrar juros menores nos empréstimos habitacionais. As taxas para os financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) estarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos de TR . Pelos cálculos da Caixa com as novas taxas as prestações devem cair em até 10,58%.
No caso dos contratos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – imóveis com valor de até R$ 500 mil – a redução chega a 1 ponto percentual. Unidades com valor de até R$ 150 mil terão taxas de 8,9% ao ano quando o pagamento for via boleto bancário; de 8,4% para débito em conta e de 8,2% para aqueles têm cesta de produtos (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). Anteriormente, os juros variavam entre 8,4% a 9,4% ao ano.
A Caixa informou que acima de R$ 150 mil e até R$ 500 mil os juros anuais são de 10,5% no caso do pagamento via boleto; de 10% ao ano, para débito em conta e de 9,5% ao ano, para cesta de produtos. Antes da redução, os juros da Caixa eram de 9,5% a 10,5% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 130 mil e R$ 200 mil e de 11,5% anuais para unidades com custo acima de R$ 200 mil até R$ 500 mil.
Fora do SFH (imóveis acima de R$ 500 mil) houve também redução nas taxas. Para o pagamento por boleto, os juros são de 11,5% ao ano; no débito em conta são de 11% e para quem tem cesta de produto, de 10,5%.
Fonte: Ag. Brasil
Analistas de mercado reduzem para 9,15% projeção da Selic em 2010
Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) esperam que taxa básica de juros, Selic, chegue a 9,15% ao ano ao final de 2010 e não mais a 9,25% ao ano, como previsto anteriormente. A informação é do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC.
Os analistas não mudaram, no entanto, as projeções para a Selic ao final deste ano e neste mês, quando ocorre reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para amanhã (9) e quarta-feira. As estimativas são de 9% ao ano e 9,5% ano ano, respectivamente. Atualmente, a taxa básica está em 10,25% ao ano.
A Selic é usada pelo Banco Central como instrumento para controlar a inflação. Quando a inflação está em alta, o BC sobe a taxa e faz o inverso quando os preços estão em baixa.
A previsão dos analistas de mercado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano também não foi alterada e permanece em 4,33%, há três semanas. Para 2010, os analistas mantêm a estimativa de 4,30%, há duas semanas. As expectativas para os dois anos estão abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4,5%. A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior de 6,5%.
Quanto aos demais índices, as projeções para este ano estão em queda. Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), os analistas alteraram a estimativa de 1,82% para 1,80%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa caiu de 1,47% para 1,46%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) deve ficar em 4,29% e não mais em 4,33%. Para 2010, as projeções dos três índices foram mantidas em 4,5%.
A expectativa para os preços administrados em 2009 foi alterada de 4,35% para 4,30% e mantida em 4% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Fonte: Ag. Brasil