


<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sindicato dos Mecânicos &#187; lei de imprensa</title>
	<atom:link href="http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/tag/lei-de-imprensa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog</link>
	<description>Sindicato</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 17:19:38 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>&#8220;O STF e o faroeste de uma imprensa sem lei&#8221;</title>
		<link>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/05/18/o-stf-e-o-faroeste-de-uma-imprensa-sem-lei/</link>
		<comments>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/05/18/o-stf-e-o-faroeste-de-uma-imprensa-sem-lei/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nossa Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[lei de imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/?p=2621</guid>
		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Romanceada pelos filmes de bang-bang, a conquista do Oeste americano e sua intensa troca de tiros e matança de índios ficou marcada como uma&#8230;</span></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Romanceada pelos filmes de bang-bang, a conquista do Oeste americano e sua intensa troca de tiros e matança de índios ficou marcada como uma luta ferrenha de mocinhos contra bandidos, onde a estrela conferia autoridade ao xerife para pôr ordem naquela terra sem lei. Íntimo dos banqueiros e dos donos da ferrovia &#8211; o principal meio de comunicação da época &#8211; o xerife quase sempre legislava em causa própria, a favor de seus senhores.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Passados quase duzentos anos, a decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a lei de imprensa impõe ao país a mesma lógica do faroeste, conferindo carta branca aos monopólios de comunicação, que dominam quase completamente o espectro audiovisual e a formatação de idéias e informações no país. Aquela era uma lei dos tempos da ditadura militar, que tanto combatemos, e precisava ser completamente reformulada. Mas, infelizmente, o que se fez foi conferir aos meios de comunicação os mesmos poderes discricionários da época.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Revogada por sete dos 11 ministros do STF, a lei da imprensa determinava penas maiores para os crimes de calúnia e difamação do que o código penal, sendo um anteparo contra os abusos dos donos de meios de comunicação que, agora, se veem sem freios. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Como alertou o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, a ação desta mídia &#8220;pode ser destrutiva de pessoas públicas e privadas, como temos assistido neste país&#8221;.<br />
</span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><br />
Na prática, ficaram ainda mais vulneráveis os que são bombardeados cotidianamente pelos mísseis dos anti-valores políticos, ideológicos e culturais, via rádio, televisão, revista e jornal. Uniformizando o discurso, nos impõem padrões de comportamento que exacerbam a violência, o consumismo e o preconceito.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Desta forma, ao contrário de se investir no fortalecimento de uma imprensa livre, diversa e plural, a decisão do STF fomenta ainda mais os vínculos político-financeiros entre os donos dos meios e seus financiadores, ao negar o direito de resposta a quem é atacado. Uma luta &#8220;livre&#8221; entre um peso pesado e um mini-mosca, a quem é conferido o direito de apanhar e ser hospitalizado.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Agora, os pedidos de resposta &#8211; mais do que necessários diante dos reiterados abusos praticados cotidianamente por meios de comunicação que reduziram a informação a um negócio qualquer &#8211; ficarão à mercê da interpretação de juízes, à luz do parágrafo 5º da Constituição, que assegura muito genericamente o &#8220;direito de resposta, proporcional ao agravo&#8221; e indenização por eventuais danos.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Como declarou o secretário de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, existem aspectos que lidam com direitos individuais e a pessoa tem que poder buscar reparação. &#8220;Do jeito que está, cada juiz vai decidir de uma forma e isso não é bom&#8221;, afirmou.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Na mesma linha, alguns ministros defenderam a manutenção dos artigos 20, 21 e 22 da lei de imprensa, que tratam dos crimes de injúria, calúnia e difamação. &#8220;O tratamento em separado dessas figuras penais quando praticadas através da imprensa se justifica em razão da maior intensidade do dano causado à imagem da pessoa ofendida&#8221;, declararam, frisando que a fixação de normas para regular estes temas é necessária para que o Estado possa garantir tratamento igualitário entre os cidadãos.</p>
<p>O mesmo vale para a questão do enfrentamento aos preconceitos, advertiram: &#8220;suprimir pura e simplesmente as expressões a eles correspondentes equivalerá, na prática, a admitir que, doravante a proteção constitucional, a liberdade de imprensa compreende também a possibilidade de livre veiculação desses preconceitos sem qualquer possibilidade de contraponto por parte dos grupos sociais eventualmente prejudicados&#8221;. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Cabe agora ao Congresso Nacional correr atrás do prejuízo, antes que seus parlamentares e a própria instituição virem presa desta armadilha.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Assim, ao lado da FNDC, do Intervozes, da Fenaj e de tantos parceiros dos movimentos sindical e social, estaremos mobilizados pela aprovação de uma nova lei que regulamente o setor, pondo freio a eventuais abusos. Da mesma forma, defenderemos que a I Conferência Nacional de Comunicação seja um espaço onde a sociedade debata e faça ecoar o compromisso com a construção de meios públicos e comunitários que possibilitem a disputa de hegemonia com o retrocesso, democratizando a comunicação e o país.<br />
<span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><span class="small"><span style="color: #969696;"><em><br />
Escrito por Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT</em></span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/05/18/o-stf-e-o-faroeste-de-uma-imprensa-sem-lei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

