Lula: Portal Brasil é o início de uma nova era na comunicação
O Portal Brasil, lançado na semana passada em Brasília, foi considerado pelo presidente Lula como sendo “o começo de uma nova era na área de Comunicação, entre o Estado brasileiro e a sociedade brasileira”. A avalição foi feita no programa semanal da rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (8/3).
“Você imagina que hoje, para que uma pessoa tenha informação do governo, às vezes ela tem que sair de casa, pegar um ônibus, ir a 500 repartições ou fazer 200 telefonemas para ter “uma” informação. Com o Portal Brasil, ela vai poder acessar o Portal Brasil e vai ter pelo menos 500 tipos de informações diferentes do Brasil”, disse o presidente.
Outro tema abordado pelo presidente Lula foi a inauguração do projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA), na última sexta-feira (5/3). De acordo com Lula, o projeto é importante não apenas para aquela região, mas para o País.
“Só no Nordeste brasileiro nós ainda temos 750 mil hectares de terras prontas para serem irrigadas; no Sudeste, nós temos 3 milhões de hectares; no Sul, nós temos 3,2 milhões de hectares; no Centro-Oeste, 4 milhões de hectares; e na região Norte do País, mais de 14 milhões de hectares. Então, você percebe que nós temos uma quantidade enorme de terra para ser irrigada”.
Fonte: Blog do Planalto
Lula: Investimentos em educação vão transformar Brasil em potência econômica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) que o Brasil está precisando de “uma cara nova” por meio de investimentos em educação. Para ele, com esse incremento financeiro no setor o país terá as mudanças necessárias para se tornar uma potência econômica.
No programa semanal Café com o Presidente, Lula lembrou a inauguração de 78 escolas técnicas na semana passada. Ele voltou a afirmar que, até o final do ano, um total de 354 unidades serão entregues – até o momento, são 141.
“Ainda é pouco diante das necessidades que o Brasil tem de investimento na educação – sobretudo no ensino médio. Eu penso que isso vai dar um avanço extraordinário na formação da nossa juventude”, disse, ao destacar a previsão de 500 mil jovens matriculados em escolas técnicas até dezembro.
Inovação tecnológica
Lula afirmou também durante o programa que que a inauguração da primeira fábrica brasileira de chips em Porto Alegre (RS) na semana passada é um “divisor” na história da inovação tecnológica do país. A produção de chips ocorre no Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), único fabricante na América Latina.
Seundo ele, o Ministério de Ciência e Tecnologia investiu R$ 400 milhões no local que, por enquanto, produz chips para o rastreamento de rebanhos bovinos. O presidente destacou ainda que, por meio da fábrica, o Brasil mostra ao mundo sua capacidade de competir internacionalmente no setor.
“A coisa mais extraordinária é que, em 60 dias, nós conseguimos trazer de volta para o Brasil praticamente 100 engenheiros para trabalhar nessa fábrica – pessoas que são altamente qualificadas e que estavam, por falta de oportunidades, trabalhando no exterior”, disse. “É isso que vai dar ao Brasil a dimensão de uma grande nação. O Ceitec é apenas o começo de uma caminhada do Brasil para um futuro muito promissor”, completou.
Agência Brasil
Lula: “Vou me cuidar, mas vou continuar cumprindo agenda”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (1º) que tem a saúde muito boa e vai continuar viajando até o fim do governo. Segundo ele, é preciso se inteirar do que está acontecendo, dando ordens e inaugurando obras.
“O presidente é o comandante, tem que estar na frente, dirigindo. Tem que gritar, cobrar, e quem estiver trabalhando comigo até 31 de dezembro de 2010 vai me ver na sua porta batendo, cobrando, porque senão as coisas não andam”, disse durante o programa semanal Café com Presidente.
Ele admitiu que o mal-estar que sentiu quando estava em Recife, na semana passada “pode talvez ter sido causado por excesso de trabalho, por conta da agenda muto pesada”. Lula reconheceu que, apesar da necessidade de reduzir a quantidade de trabalho, não pode ”afrouxar a agenda e deixar as coisas acontecerem, senão dá a impressão de que o governo acabou.”
“Eu não posso ficar em Brasília, tenho que trabalhar mesmo, mas vou me cuidar”, prometeu.
Da Agência Brasil
Governo Lula: avaliação positiva chega a 71,4%
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é positiva para 71,4% dos entrevistados pela pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e do Instituto Sensus, divulgada hoje (1º). Na comparação com o levantamento anterior, de novembro do ano passado, a alta foi de 1,4 ponto percentual. A pesquisa era positiva para 70% dos entrevistados, até então.
A avaliação negativa teve uma leve queda de 0,4 ponto percentual em relação à pesquisa anterior, passou de 6,2% na análise anterior para 5,8% na atual.
Registrou alta também a avaliação do presidente Lula, que ficou em 81,7%, contra 78,9% constatados anteriormente. A desaprovação ficou em 13,9%, contra 14,6% de novembro.
Já a avaliação da população em relação ao país é de que 54,86% acham que o Brasil está bem e a expectativa dos que acham que haja melhora nos próximos meses é de 74,10% da população.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro em cinco regiões, 24 estados, 136 municípios e dois mil entrevistados.
Fonte: Ag. Brasil
Fórum Social Mundial recebe e Fórum Econômico homenageia Lula
O presidente Lula deverá participar do Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre, no dia 26, e, em seguida, dia 29, seguir para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. De acordo com a assessoria da Presidência da República e com os organizadores do FSM, Lula iria apenas para Porto Alegre, no dia 28, mas foi informado de que receberá uma homenagem de “personalidade do ano” em Davos, e não poderá faltar.
A organização do FSM convidou também outros presidentes latinos, como Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai) e o presidente eleito do Uruguai, José “Pepe” Mujica, para os debates do Seminário Internacional, no dia 28. Com a mudança na agenda de Lula, que recepcionaria os outros presidentes, a agenda poderá ser modificada.
Os pré-candidatos presidenciais Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV), Ciro Gomes (PSB) e Heloísa Helena (PSOL) também foram convidados pelas organizações que integram o FSM. Apenas o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, José Serra, não recebeu convite. O PSDB e seu aliado DEM nunca foram convidados para uma edição do FSM. As organizações argumentam que eles defendem o projeto neoliberal, antítese do Fórum, e se assemelham mais ao plano de Davos.
A 10ª Edição do Fórum Social Mundial em Porto Alegre será a primeira de 27 edições espalhadas pelo mundo ao longo do ano. O evento na capital gaúcha será apenas comemorativo e deverá reunir no máximo 30.000 pessoas. A última edição, em Belém (PA), reuniu 150.000 participantes. Em 2010, no entanto, o FSM será descentralizado. Em Porto Alegre, o objetivo é debater o papel do Fórum na política mundial e planejar seu futuro. A próxima edição centralizada será em Dacar, no Senegal, em janeiro de 2011.
Do G1
Salário mínimo cresce 72% no Governo Lula e pode chegar a R$ 510
O salário mínimo do brasileiro pode chegar a R$ 510 no próximo ano, segundo informação que circulava na CMO (Comissão Mista de Orçamento) na semana passada, durante a aprovação do relatório preliminar do projeto de Lei Orçamentária para 2010. De acordo com o previsto na Lei Orçamentária Anual, a partir de 1º de janeiro de 2010 o salário mínimo sairá dos atuais R$ 465 para R$ 505,90.
Mas, conforme publicado pela Agência Senado, um montante de R$ 13,3 bilhões deve cobrir as chamadas emendas de relator e as despesas indicadas como prioritárias no próprio relatório preliminar, como a revisão do valor do salário mínimo e a complementação para os aposentados com benefício acima do mínimo.
O relator-geral do Orçamento, deputado federal Geraldo Magela (PT/DF), entretanto, só confirma a reserva de R$ 3,9 bilhões para a chamada Lei Kandir e a separação de R$ 1 bilhão para reforço de despesas na agricultura. ”Não vou anunciar valor para o salário mínimo, porque isso depende de acerto com o Governo”, disse Magela, após a reunião.
Até o último reajuste, ocorrido em fevereiro deste ano, o salário mínimo evoluiu cerca de 72%, desde o início do Governo Lula, beneficiando 25 milhões de trabalhadores formais e informais e 17,8 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, que recebem o piso previdenciário.
Apesar disso, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo brasileiro não é suficiente para suprir as necessidades do trabalhador, visto que, no último mês de setembro, ele deveria ser de R$ 2.065,47 – valor 4,44 vezes superior ao piso atual.
Da Agência DIAP
Achar que é fácil combater crime é “ilusão”, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quarta-feira (28), em entrevista no Rio de Janeiro, que “um bandido não é normal” e que é “ilusão” achar que é fácil enfrentar grupos criminosos.
“Nós somos seres normais, um bandido não é normal. Então achar que é fácil enfrentar uma quadrilha organizada é apenas ilusão. É difícil, é preciso investimento na inteligência. É preciso melhorar o salário”, disse.
Ao lado do governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB), ele afirmou que pediu ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para que se reúna com o peemedebista para estabelecer uma “programação de investimentos no Rio” e que o estado tem que ser tratado de forma especial por ser, segundo Lula, ”uma caixa de ressonância para o mundo inteiro”.
“O importante é que o governador tem vontade, o presidente tem vontade, o ministro tem interesse. Se a gente juntar os esforços e não ficar discutindo merreca de dinheiro a gente pode resolver esse problema com mais facilidade”, disse.
Irresponsabilidade
Antes, no discurso de inauguração de um ginásio na Vila Olímpica da Mangueira, Lula disse que o Rio de Janeiro vem sofrendo um “desmonte” desde quando deixou de ser a capital federal e que não é possível culpar o governador e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), pelos problemas atuais.
“Foram surgindo comunidades cada vez mais pobres, que antes eram de dez pessoas, depois passou para quinze, depois para duas mil, trinta mil, cinqüenta mil, e aí deixou de ser uma pequena comunidade para ser um baita de um problema social para quem governa a cidade do Rio de Janeiro. Então, seria irresponsabilidade o governo federal dizer que é um problema do Sérgio Cabral. Seria irresponsabilidade o governo federal dizer que é um problema do Eduardo Paes”, disse.
E continuou com uma metáfora. ”Não sou daqueles que só aparecem para comer na hora em que o prato está feito. Eu sou daqueles que ajudam a fazer o prato.” Ele afirmou depois que, em 2016, gostaria de ver o Rio voltando a ocupar as primeiras páginas dos jornais com notícias de medalhas para o Brasil. Em 2016, o Rio de Janeiro irá sediar os Jogos Olímpicos.
IPI e dólar
Em entrevista coletiva após o discurso, o presidente falou sobre a taxação do investimento estrangeiro na Bolsa de Valores. “Não queremos criar uma bolha no Brasil porque depois quem fica com prejuízo é a parte mais pobre”, justificou.
Questionado sobre se o governo irá ou não prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar), que termina no próximo sábado (31), o presidente desconversou.
“Não posso dizer se vai manter ou acabar. É uma avaliação do Ministério da Fazenda. Precisamos de todas as medidas necessárias para retomar crescimento. (…) O ministro [Guido Mantega] vai tomar decisão na hora certa.”
Fonte: G1
Lula acredita em 5% de crescimento com geração de empregos
Ao comentar os resultados do Cadastro Geral do Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (19) que está otimista com a geração de empregos em 2010. Ele voltou a defender um crescimento de 5% da economia para o próximo ano.
“Acho que isso pode voltar a gerar empregos de forma extraordinária e eu acho que o Brasil está preparado para crescer, para gerar mais empregos e distribuição de renda e é isso que todos nós queremos”, disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
Em setembro, o País gerou 252.617 empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged. O índice representa crescimento de 0,77% em relação ao resultado de agosto, quando foram criados 242.126 postos de trabalho. Esse foi o oitavo mês consecutivo com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Fontes: Sindicato do ABC e Ag. Brasil
Jogos Olímpicos vão gerar empregos e aumentar massa salarial
O estudo realizado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) prevê aumento gradativo do poder de compra da população. Os resultados mostram crescimento do número de postos de trabalho dos jogos, sobretudo na construção civil. Os aportes de US$ 14,4 bilhões resultariam em 120.833 pessoas contratadas direta e indiretamente ao ano, entre 2009 e 2016, e 130.970 pessoas, ao ano, entre 2017 e 2027. Para chegar a estes resultados os pesquisadores utilizaram a Equivalência Homem por um Ano (EHA), que representa a soma das horas (pagas) de trabalho (temporário e permanente) criadas para organizar e realizar os Jogos.
Impostos
Os ganhos do País com os Jogos ocorrem também na forma de arrecadação de impostos. O conjunto de investimentos geraria até 2027 uma arrecadação tributária adicional para os governos municipal, estadual e federal equivalente a 97% dos investimentos previstos para os Jogos. Em outras palavras, os investimentos na realização das Olimpíadas retornam aos cofres públicos ao longo do tempo, com a arrecadação tributária. Isso significa que o gasto público atuaria como um elemento indutor na forma de “adiantamento” e se “pagaria” em forma de impostos e taxas incidentes sobre o movimento adicional na dinâmica macroeconômica prevista.
Para o secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, coordenador do estudo, esse resultado demonstra que “não há contradição entre investir nos Jogos e investir em escolas, hospitais, postos policiais e outras necessidades da população, já que o retorno permite ao poder público realizar as Olimpíadas e atender às demandas sociais”. Ele acrescenta que “a função da política pública de investimento é exatamente alocar recursos onde existe a possibilidade de esta iniciativa gerar transformações socioeconômicas relevantes, que é o caso dos Jogos”.
Benefícios
Os efeitos positivos dos Jogos não se limitariam ao estado do Rio de Janeiro. Os impactos foram mapeados em quatro áreas geográficas: município do Rio de Janeiro; sua região metropolitana; restante do estado do Rio; e as demais regiões do Brasil.
Mais da metade da massa salarial (50,9%) e dos empregos (53,1%) gerados pelo evento esportivo beneficiaria pessoas que moram além das fronteiras do Rio, assim como parcela significativa do PIB (41,6%) e da produção (47%). Na fase de preparativos e de realização dos Jogos, 2009 a 2016, o Rio de Janeiro apresentaria ganhos mais fortes em massa salarial (52%) e emprego (53,3%) com a realização do evento. Enquanto no resto do País esses percentuais chegariam a 48% (salário) e 46,7% (emprego).
Porém, no período após as Olimpíadas, de 2017 a 2027, haverá uma maturação dos investimentos feitos. Nesta fase, a participação dos impactos no PIB (62,4%) e no Valor Bruto de Produção (59,5%) no Rio de Janeiro passa a ser maior do que no resto do Brasil (PIB 37,6% e produção 40,5%).
O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, acredita que “os investimentos previstos para a realização do evento têm potencial para promover um processo de reestruturação da economia regional, com impactos benéficos na economia de todo o País”. Em função disso, “a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro não se trata apenas de um projeto para o Rio, mas para o Brasil em geral, porque o investimento é feito no Rio, porém se irradia para todo o País”.
Fonte: Informativo Em Questão
Lula rechaça ultimato do governo golpista sobre Zelaya
“O Brasil não irá tolerar um ultimato de um governo golpista”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (27), rechaçando o prazo de dez dias dado pelo regime militar de Honduras para o Brasil definir o status do presidente constitucional hondurenho, Manuel Zelaya. Lula fez a afirmação numa entrevista coletiva em Porlamar, na Venezuela, onde participa da Cúpula América do Sul-África.
“Zelaya foi expulso do poder da maneira mais vergonhosa possível”, disse Lula. “Para mim, a solução é simples: os golpistas devem sair do palácio presidencial”, afirmou o presidente. “Se entrarem pela força, estarão cometendo um ato que rompe as normas internacionais”, advertiu.
Lula frisou que Manuel Zelaya é o presidente legítimo de Honduras. Ele reiterou também que seu status é hóspede da embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Segundo o presidente brasileiro, Zelaya deve retornar ao poder e convocar eleições presidenciais para definir seu sucessor. “Se os golpistas convocarem eleições, muito poucos países reconheceriam (os resultados)”, comentou Lula. Para ele, poucas vezes na história houve tanto consenso na postura internacional contra um governo golpista.
Passados três meses do golpe, nenhum país reconheceu o governo Roberto Micheletti, títere dos generais golpistas. Na sexta-feira passada, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU repudiou como uma “provocação” o cerco à embaixada imposto pelos golpistas.
A diplomacia brasileira passou dos bastidores para o centro da crise hondurenha, ao abrigar o presidente Zelaya, que retornou clandestinamente ao seu país, na segunda-feira passada (21), 86 dias depois de ser deposto, sequestrado e expulso por um golpe militar. Os críticos do governo Lula, inclusive internamente, veem na atitude um comportamento de risco. Os apoiadores invocam a necessidade de coerência na condenação do golpe de 28 de junho.
Também em Honduras as opiniões se dividem. A elite dominante, simpática ao golpe, passou a hostilizar o Brasil e acusá-lo de interferência. Já as camadas populares, partidárias de Zelaya, entusiasmam-se com a firmeza de Lula.
O Itamaraty informou também neste domingo (27) que não reconhece como legítimo o comunicado no qual o atual governo de Honduras teria dado um prazo de dez dias para o Brasil definir as condições da presença do presidente deposto Manuel Zelaya na embaixada brasileira localizada em Tegucigalpa. De acordo com a Agência Brasil, o Itamaraty informou que não dará qualquer resposta ao posicionamento do presidente interino Roberto Micheletti, uma vez que Brasília não reconhece como legítimo o governo instaurado após o golpe que tirou Zelaya do poder.
No comunicado lido em cadeia nacional de TV no sábado à noite, a chancelaria de Micheletti solicitou “o governo do Brasil que defina o status do senhor Zelaya dentro de um prazo de não mais de dez dias. Caso assim não ocorra, veremo-nos obrigados a tomar medidas adicionais conforme o direito internacional”, ameaçou.
Fonte: CUT Nacional