Mantega: PIB mostra que país teve uma das melhores recuperações no mundo

Publicado por Administrador 8 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país – no primeiro trimestre deste ano tem como base de comparação um ano fraco e de crise como foi 2009. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em nota divulgada hoje pela assessoria de imprensa. Segundo o ministro, que está em Frankfurt, na Alemanha, a trajetória é de um crescimento moderado. Ele afirmou que a economia do país caminha para um crescimento sustentável.

Mantega lembrou, por exemplo, que a indústria teve um desempenho negativo em 2009 e agora, em 2010, a economia brasileira deve ter crescimento de 6% a 6,5%. “Fiquei muito satisfeito com o resultado. Foi mais do que eu esperava. Eu esperava 2,5%. Ele mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo”, diz o ministro na nota.

Ele lembra que o resultado faz parte de um conjunto de medidas de políticas monetária e fiscal que ele considera bem sucedidas. Para o ministro, na comparação internacional, apenas a China teve um crescimento dessa magnitude e o resultado do PIB brasileiro mostra o vigor e o dinamismo da economia brasileira.

“Temos que destacar a qualidade do crescimento, principalmente pelo crescimento da indústria (4,2%) e da Formação Bruta de Capital Fixo (7,4%) na comparação com o quarto trimestre de 2009. O investimento está crescendo 18% em relação ao primeiro trimestre de 2009”.

Mantega destaca que o primeiro trimestre de 2010 foi o auge da retomada do crescimento e todos os estímulos estavam em vigor, como as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a redução do compulsório dos bancos e a taxa de juros, que estava em seu menor patamar.

“Ainda tivemos os estímulos dos gastos do governo. Eu também destacaria o aumento do consumo das famílias [1,5% em relação ao quarto trimestre do ano passado].”

Para o segundo trimestre, a análise do ministro é que já há dados de desaquecimento. Ele destaca porém que no ano o crescimento será alto. Isso porque quase todos os impostos que foram zerados ou reduzidos durante a crise voltaram a seus patamares anteriores, provocando queda na demanda. Além disso, ajudarão a volta do compulsório, a taxa de juros e o corte de R$10 bilhões nos gastos do governo.

“Outro fator que ajudará no desaquecimento é a crise europeia, que diminui a disponibilidade de crédito para a economia brasileira e dificulta a rolagem da dívida das empresas. Também vai dificultar os IPOs [sigla em inglês de Initial Public Offering, a abertura do capital de uma companhia no mercado acionário] e vai diminuir a abertura de capital das empresas”.

Da Ag. Brasil

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Mantega vê Brasil preparado para novo ciclo de desenvolvimento

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta segunda-feira sua avaliação de que a economia brasileira está deixando a crise de forma antecipada e previu que o Brasil deve terminar o ano com de 600 mil a 800 mil novos empregos.

Em uma exposição sobre como o país enfrentou a crise econômica global, o ministro reafirmou que a economia brasileira estava bem preparada antes do abalo global e que por esse motivo o país é um dos primeiros a exibir uma recuperação.

“O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Já estamos deixando para trás os índices negativos de crescimento”, afirmou Mantega durante abertura de um seminário econômico.

“Já estamos no limiar de um novo ciclo de desenvolvimento. Tivemos um ciclo de 2003 a 2008 e estamos preparados para outro”, disse o ministro, acrescentando que apenas 32 por cento da população brasileira sentiram os efeitos da crise.

De acordo com o ministro, a inflação este ano ficará abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5 por cento e tem margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ele também afirmou que déficit nominal no final do ano será de 2,2 ou 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Mantega disse ainda que o Brasil está entre os países que menos precisaram gastar em pacotes de estímulo econômico para sair da crise e citou o volume das reservas internacionais para exemplificar a recuperação da economia. Segundo ele, o país entrou na crise com 250 bilhões de dólares em reservas internacionais e este mês chegou a 213,7 bilhões de dólares.

O ministro também voltou a creditar a expansão do crédito por parte dos bancos públicos como fator importante para ajudar o país a sair da crise, na contramão dos bancos privados, que, segundo o ministro, “foram conservadores” na oferta de crédito. “Se não fossem os bancos públicos, a recuperação da economia brasileira teria sido muito mais demorada”, afirmou.

Fonte: Ag. Estado

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Mantega: crise não acabou, mas talvez o pior tenha passado

Publicado por Administrador 28 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A crise não acabou, mas talvez o pior tenha passado. Entre os fatores dessa melhora estão a consolidação do governo Obama nos Estados Unidos e as ações do G20 (grupo dos países em desenvolvimento), que melhoraram a confiança na economia. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo ele, os chamados ativos tóxicos (papéis sem lastro que circulavam no início da crise financeira internacional) continuam presentes. Além disso, os bancos não estão liberando crédito suficiente para mover a economia mundial, embora alguns setores já estejam recebendo recursos.

Mantega fez as afirmações em audiência conjunta  de quatro comissões do Senado, para falar sobre a crise financeira internacional e as medidas adotadas pelo governo brasileiro para minimizar os efeitos na economia.

Fonte: Ag. Brasil

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