Importação de máquinas pesadas subiu 28% até maio

Publicado por Administrador 22 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A balança comercial do setor de bens de capital sob encomenda registrou baixa de US$ 558 milhões nos primeiros cinco meses do ano. O déficit foi maior que os US$ 354 milhões verificados de janeiro a maio de 2010.

Segundo sondagem divulgada ontem pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), as importações somaram US$ 2,3 bilhões, 28% superior ao mesmo período em 2010, quando as compras de equipamentos pesados estrangeiros atingiram US$ 1,8 bilhão.

Para o vice-presidente da Abdib, Ralph Terra, o volume de maquinário importado tem crescido a uma velocidade preocupante. “Caso o país não crie condições para que a indústria local possa competir internacionalmente, a Abdib prevê um cenário de curto e longo prazo complicado para os fabricantes nacionais”, disse.

Entre os entraves relacionados à competitividade, ele aponta questões tributárias e a ausência de mão de obra qualificada na área.

Conforme a Abdib, até 2015 teriam de ser feitos no país investimentos da ordem dos R$ 922 bilhões, divididos entre os setores de energia elétrica (R$ 142 bilhões), petróleo e gás (R$ 424,5 bilhões), transporte e logística (R$ 172 bilhões), telecomunicações (R$ 98,5 bilhões) e saneamento básico (R$ 85 bilhões).

As importações vêm crescendo desde 2010, quando fecharam em alta de 29% ante 2009, segundo a analista setorial da Tendências Consultoria, Estefânia Grezzana. A perspectiva é que a demanda interna cresça 11% neste ano, impulsionada, principalmente, pelos setores de extração mineral, agricultura e construção civil.

Do Valor Econômico

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Produção de máquinas recua 2,9%

Publicado por Administrador 31 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) recuou 2,9% em abril ante março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a abril de 2010, houve leve alta de 0,1%. No acumulado de 2011, a produção de bens de capital cresceu 6,2% e, nos 12 meses encerrados em abril, avançou 13,7%.

De acordo com os dados do IBGE, a produção industrial, de forma geral, recuou 2,1% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Já o crescimento de março ante fevereiro foi revisto de 0,5% para 1,1%. O índice de média móvel trimestral da indústria, conforme os dados do instituto, fechou o mês de abril em alta de 0,3%, ante o aumento de 0,9% registrado no trimestre encerrado em março.

Recuo acentuado
O recuo de 2,1% na produção industrial em abril ante março foi o mais acentuado desde dezembro de 2008, quando o índice registrou queda de 12,2%, segundo o IBGE. “É preciso lembrar que dezembro de 2008 era o auge da crise (econômica mundial)”, disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Machado.

Entre março e abril, 13 dos 27 ramos pesquisados registraram redução na produção, com destaque para a perda verificada em máquinas e equipamentos, de 5,4% em abril, após quatro meses de crescimento – período no qual acumulou expansão de 4,9%. Outras influências negativas relevantes foram verificadas em produtos de metal (baixa de 9,3%), veículos automotores (queda de 2,8%), alimentos (recuo de 2,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (baixa de 7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (queda de 1,4%).

Entre as atividades que apresentaram alta da produção aparecem a farmacêutica (3,3%), a de indústrias extrativas (2,5%), a de fumo (20,6%), a metalurgia básica (1,4%), a de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (6,6%) e a de outros produtos químicos (1,1%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com março, houve taxas negativas em todos os segmentos, sendo que bens de consumo duráveis (baixa de 10,1%) teve a queda mais acentuada, o que eliminou o avanço de 4,5% registrado em março. O setor de bens de capital, que recuou 2,9%, mostrou redução acima da média da indústria, após avançar 7,7% nos últimos três meses. Os segmentos produtores de bens de consumo semi e não duráveis (baixa de 1,5%) e de bens intermediários (queda de 0,6%) também apontaram índices negativos.

SMABC

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Empresas alemãs vislumbram mercado de máquinas agrícolas

Publicado por Administrador 22 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Em meio a centenas de expositores de máquinas e implementos, seis empresas alemãs desfrutam de um espaço privilegiado na 12ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. A Casa da Alemanha, a primeira de origem internacional a se instalar na feira, é uma vitrina de uma das maiores fabricantes agrícolas no setor.

Financiado pelo ministério da Agricultura da Alemanha, o estande foi uma aposta do país europeu para estimular a entrada no mercado brasileiro. As taxas de importação e a ausência de incentivos do governo brasileiro a máquinas fabricadas fora do território nacional como financiamento do Mais Alimentos e do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), dificultam o ingresso de modelos alemães no país.

— No ano passado, exportamos apenas US$ 14 milhões em máquinas agrícolas para o Brasil. Isso é praticamente nada diante do nosso volume mundial — afirma Gerd Wiesendorfer, da Associação de Máquinas Agrícolas da Alemanha.

Hoje, o mercado alemão de maquinários agrícolas supre de 10% a 12% da demanda mundial. Além de demonstrar aos brasileiros o potencial do país no setor, as empresas estrangeiras procuram parceiros locais para fabricar os produtos em território nacional. Conforme o gerente adjunto de Relações Internacionais da Câmara Brasil Alemanha, Dietmar Sukop, essa seria a forma mais viável para os fabricantes entrarem no país com condições de competitividade.

— A concorrência no mercado brasileiro é muito acirrada. Por isso a ideia inicial é buscar uma parceria local que permita a aplicação da tecnologia alemã em uma unidade de produção já instalada — detalhou Sukop.

Como diferencial da tecnologia desenvolvida na Alemanha, as empresas apresentam modelos que combinam praticidade e eficiência. Entre as marcas expositoras há produtos não encontrados no Brasil, como uma colheitadeira específica para batatas — um dos principais vegetais da culinária alemã.

CNMCUT

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Cresce o emprego no setor de máquinas e equipamentos

Publicado por Administrador 22 fevereiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O setor de máquinas e equipamentos é um teve crescimento de 7,3% na taxa de emprego, além do aumento das horas pagas e na folha de pagamento, segundo levantamento do IBGE que mostrou recorde no emprego industrial.

De acordo com o Instituto, o índice teve perfil generalizado de crescimento, atingindo todos os Estados e regiões, e 13 dos 18 segmentos industriais pesquisados. Entre os setores, sobressaíram os de máquinas e equipamentos (7,3%), produtos de metal (7%) e meios de transporte (5,9%). Por outro lado, os ramos de vestuário (-2,1%) e de madeira (-5,8%) assinalaram as principais pressões negativas. O Rio de Janeiro apresentou aumento de 5,6%, a Região Nordeste cresceu 5%, as regiões Norte e Centro-Oeste 4,2%, seguidos de Rio Grande do Sul (4,0%), Santa Catarina (3,4%) e São Paulo (2,8%).

Horas pagas 
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria aumentou 4,1% em 2010. O incremento se deu em 14 dos 18 segmentos investigados. No corte setorial, as contribuições mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (9,7%), meios de transporte (8,8%) e produtos de metal (7,9%). Os ramos de vestuário (2,2%), madeira (-5,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,4%) assinalaram as principais perdas neste tipo de comparação.

Folha de pagamento
Em relação ao ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu 6,8% no fechamento de 2010, resultado mais elevado desde 2004 (9,7%). O crescimento reverteu a queda de 2,4% observada em 2009, apoiada na expansão do valor da folha de pagamento real de todos os 14 locais investigados.

O principal impacto positivo sobre o total da indústria veio de São Paulo (5%), seguido por Minas Gerais (7,6%), Rio de Janeiro (9,3%) e Rio Grande do Sul (9,1%). Em termos setoriais, ainda no índice acumulado no ano, 16 atividades aumentaram o valor da folha de pagamento real, com destaque para meios de transporte (8,3%), máquinas e equipamentos (7,6%), alimentos e bebidas (5,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,6%).

Com Usinagem Brasil

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Bens de capital lideram retomada de investimentos industriais, diz FGV

Publicado por Administrador 6 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O setor de bens de capital é o que mais se recuperou do baque causado pela crise econômica na indústria brasileira no ano passado. Em torno de 41% das indústrias do setor pretendem expandir a capacidade produtiva este ano, enquanto o percentual chegava a apenas 20% em 2009, de acordo com a Sondagem de Investimentos da Indústria, realizada pela Fundação Getúlio Vargas.

O setor bateu recorde entre as empresas que não têm programa de investimento, com o percentual mais baixo da série histórica, iniciada em 1998. As indústrias de bens de capital que não vão investir somam apenas 7%. O recorde anterior, registrado em 2008, era de 14%.

“A recuperação do setor de bens de capital consolida totalmente a recuperação da indústria brasileira, não só em termos de produção, mas de retorno ao investimento. Isso mostra que todas as fases estão recuperadas”, disse o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre- FGV), Aloísio Campelo.

Outro recorde foi registrado pelo setor de bens duráveis de consumo. Muito voltados para o mercado interno, com a produção de eletrodomésticos de linha branca, dos bens duráveis que desejam expandir a capacidade produtiva chegam a 56% do total, enquanto no ano passado somavam apenas 36%. “Ainda estamos influenciados pela aceleração bem mais forte dos segmentos voltados ao mercado interno, que puxam os investimentos em expansão da capacidade produtiva”, disse Campelo.

Os não duráveis também tiveram grande avanço, passando de 23% para 40%. E as indústrias voltadas para os bens intermediários que desejam ampliar a capacidade produtiva passaram de 19% para 39%.

Entre os setores de uso, o de materiais de transporte – que inclui tanto montadoras como autopeças – foi o de maior percentual entre as empresas que estimam investir prioritariamente em expansão de capacidade produtiva. No setor, 96% das empresas planejam investir, sendo que 60% são para expansão da capacidade. Este é o segundo maior percentual, atrás apenas do registrado em 2008, quando foi de 68%.

Outro setor de destaque em expansão de capacidade produtiva foi o de materiais elétricos e telecomunicações, que inclui eletrodomésticos, eletroeletrônicos, televisores e celulares, registrou 39% das empresas buscando expansão da capacidade produtiva.

Fonte: Valor

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Financiamento de máquinas e equipamentos bate recorde

Publicado por Administrador 8 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os financiamentos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de máquinas e equipamentos atingiram níveis recordes no acumulado de janeiro a abril de 2010, tanto em valores desembolsados quanto em número de operações, divulgou o banco, ontem, por meio de nota.

O BNDES Finame – subsidiária para financiamentos à produção e compra de máquinas e equipamentos – contribuiu com 44% do total de desembolsos realizados pelo BNDES entre janeiro e abril de 2010, os quais somaram R$ 35,7 bilhões, isto é, alta de 34% sobre o total liberado no primeiro quadrimestre de 2009.

De janeiro a abril, foram disponibilizados R$ 15,6 bilhões em créditos à aquisição de bens de capital por meio da linha BNDES Finame, o que representa expansão de 133% na comparação com os mesmos meses do ano passado (R$ 6,7 bilhões), envolvendo 67,5 mil operações. Ou seja, foram feitas mil operações por dia útil, acima da média histórica de 340 operações diárias (crescimento de 194%), no âmbito do BNDES Finame. Segundo a nota do banco, a principal razão para esses resultados é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), aprovado em junho do ano passado, com financiamento a máquinas e equipamentos com taxas de juros fixas.

O professor de administração da ESPM, Adriano Gomes, comenta que o resultado sobre o crédito para compra de máquina e equipamento é um fato positivo à medida que mostra que as empresas estão renovando seu parque industrial. “Os números apresentados pelo BNDES é reflexo da economia em ritmo de crescimento em torno de 7%”, diz.

Sobre o total dos primeiros quatro meses de 2010, as aprovações dos financiamentos atingiram R$ 38,5 bilhões (alta de 30%), os enquadramentos registram R$ 46 bilhões, e as consultas, R$ 54,4 bilhões. Segundo a nota, “os dois últimos indicadores tiveram recuo de 32% na comparação com janeiro a abril de 2009, devido unicamente ao efeito do empréstimo de R$ 25 bilhões feito a Petrobras, que deu entrada no Banco em abril do ano passado e que não se repetiu em 2010″.

No primeiro quadrimestre deste ano, o setor de infraestrutura ocupou R$ 14,1 bilhões em desembolsos do BNDES, cujo valor foi 41,3% superior em relação aos R$ 9,9 bilhões liberados no mesmo período de 2009. Segundo a nota, o crescimento foi puxado pelo segmento de transporte rodoviário (R$ 7,6 bilhões). De acordo com o Banco, foram desembolsados R$ 10,5 bilhões entre janeiro e abril em benefício à indústria, com destaque para alimentos e bebidas (R$ 3,2 bilhões), material de transporte (R$ 1,5 bilhão) e mecânica (R$ 900 milhões). No setor da agropecuária, “em fase de recuperação”, o BNDES liberou, no mesmo período, R$ 3,4 bilhões (alta de 100,6%). O setor de comércio e serviços também apresentou elevação expressiva na comparação, de 144% para R$ 7,5 bilhões de desembolsos.

O professor da ESPM, no entanto, afirma que, apesar dos números de desembolsos realizados neste ano serem positivos, o investimento no Brasil, principalmente no setor de máquinas e equipamentos, é tardio. “Dos países do BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], somos [Brasil] o menor em número de investimentos. Enquanto a China apresentou um patamar de 42% em 2009, nosso total gira em torno de 16%”, alerta Gomes.

Abril
Somente em abril, o BNDES liberou créditos totais de R$ 10,2 bilhões em financiamentos, ou seja, 28% maior do que no mesmo mês de 2009 (R$ 7,9 bilhões).

No quarto mês de 2010, as aprovações de empréstimos atingiram R$ 11,6 bilhões (alta de 26%). Segundo o banco, o bom resultado foi puxado pelos segmentos de química e petroquímica (R$ 3 bilhões aprovados) e alimento e bebida (R$ 750 milhões).

Os enquadramentos subiram 8% em abril para 13,4 bilhões. Já as consultas, caíram 62%, passando de R$ 21,6 bilhões para R$ 8,1 bilhões dentro do período comparado. “A entrada no BNDES de uma parcela do pedido de financiamento à Petrobras, pressionou o resultado.”

Em 12 meses
Nos últimos 12 meses, encerrados em abril, a nota do BNDES revela desembolsos de R$ 146,4 bilhões, valor 58% maior que o registrado em igual período do ano anterior, considerando o empréstimo à Petrobras. Sem a operação da Petrobras, os desembolsos em 12 meses, até abril, cresceram 31%. As aprovações de crédito ficaram em R$ 179 bilhões (alta de 55%), “mostrando vigor no nível de investimentos do País”. As consultas mantiveram-se estáveis em R$ 199 bilhões.

De acordo com Gomes, é possível que o número de pedidos de financiamentos reduza, isto porque a confiança do empresário apresenta índices mensais no mesmo patamar. Dados recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelaram que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve queda de 0,6 pontos em maio.

Do Valor Econômico

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Setor de máquinas quer redução de impostos por quatro meses

Publicado por Administrador 9 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Se no mês de dezembro, a indústria de máquinas e equipamentos registrou um recuo de 19,2% na produção, as perspectivas do  são de perdas ainda maiores a partir de março, caso não ocorra uma inversão na expectativa. Os empresários do setor pretendem apresentar ao governo federal e aos governos dos quatro estados com maior produção de bens de capital, (São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais) uma proposta de isenção de impostos federais e estaduais por quatro meses. Em contrapartida, as empresas que aderirem ao programa se comprometem em não demitir.

A avaliação é o diretor da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza. “Com a redução dos impostos estaduais e federais teremos condição de vender máquinas com desconto de 20%. O objetivo é fazer a roda da economia voltar a girar”, disse.

Desde setembro de 2008, quando os efeitos da crise econômica mundial começaram a ser sentidos no Brasil, a carteira de faturamento das empresas sofreu um recuo de um terço, de acordo com Pastoriza. “O faturamento em carteira caiu um terço. O setor teve que demitir para adequar a essa nova produção”, afirmou.

“Nosso setor vinha há anos em um crescimento muito forte mais de 20% ao ano, e, em outubro, atingimos o pico no número de empregos diretos com 250 mil pessoas contratadas”, informou. Já nos dois meses seguintes, novembro e dezembro, o setor fechou 8 mil postos de trabalho, 3% do total de empregados.

Fonte: Ag. Brasil

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