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	<title>Sindicato dos Mecânicos &#187; metalúrgicas</title>
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		<title>A luta das metalúrgicas para a licença maternidade de 180 dias</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 14:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[180 dias]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Após o lançamento da campanha Dá Licença, Queremos 180, no 2º Congresso da Mulher Metalúrgica do ABC, em 2010, a Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo incorporou a reivindicação à pauta da campanha salarial daquele ano. O objetivo era garantir o benefício para todas as trabalhadoras da base.</p>
<p>No entanto, na campanha do ano passado não conseguimos fechar acordo em todos os grupos patronais. Enfrentamos muita resistência por parte das montadoras, que alegavam não ser o momento de discutir cláusulas sociais, que já haviam sido aprovadas em 2009 e têm dois anos de validade.</p>
<p>Com os acordos individuais e a conquista nas convenções coletivas do Grupos 3 (autopeças, parafusos e forjaria) e fundição, a ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias se tornou realidade para um terço da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.</p>
<p>Durante o intervalo entre as campanhas de 2010 e 2011, nós, metalúrgicas da Região, continuamos com a luta e o debate em duas frentes: insistimos na discussão com as empresas e também no Congresso Nacional para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que torna lei a licença maternidade de seis meses. Outra medida fundamental foi realização do encontro anual das metalúrgicas do ABCD, neste ano, quando lançamos uma campanha de coleta de assinaturas na base como forma de acelerar as discussões tanto no âmbito patronal quanto no legislativo.</p>
<p>A pressão da base pelos 180 dias é sempre muito forte. A direção do sindicato e a Comissão de Mulheres são cobrados diariamente nos locais de trabalho, pois o debate sobre a importância da ampliação da licença está bastante amadurecido.</p>
<p>Também é resultado do trabalho da Comissão de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que realizou mobilização em toda a base, informando o conceito e a importância da reivindicação do aumento da licença maternidade, por meio de panfleto que esclarecia a classe trabalhadora quanto a todos os benefícios, não somente para a trabalhadora, mas principalmente para a criança e toda a família.</p>
<p>Estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam o quanto é fundamental as crianças serem amamentadas por 180 dias. O aleitamento materno reduz os índices de doenças respiratórias e diarréia, entre outras. Para as mães, diminui o índice de câncer no colo do útero e de mama. Com mães e filhos mais saudáveis, também cai o absenteísmo nas empresas.</p>
<p>Ancoradas em todos esses argumentos, muita luta e mais de um ano de debates conseguimos incluir a ampliação da licença na convenção coletiva das montadoras na campanha salarial deste ano. Também conseguimos incluir o debate nos Grupos 2, 8, 10, Estamparia, que aprovaram a orientação para que as empresas ampliem a licença. Essa é uma grande conquista da classe trabalhadora, mas, em especial, das mulheres metalúrgicas, que em nenhum momento deixaram de trabalhar pela conquista dos 180 dias.</p>
<p> Parabéns a todos os trabalhadores e trabalhadoras da base por mais essa vitória.</p>
<p>CUT</p>
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		<title>Artigo: Um 8 de março para entrar na história</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 14:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mecânicas]]></category>
		<category><![CDATA[metalúrgicas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Este é um 8 de Março para entrar na História. Afinal, nunca reunimos tantas e tamanhas condições políticas, econômicas e ideológicas para enfrentar –&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um 8 de Março para entrar na História. Afinal, nunca reunimos tantas e tamanhas condições políticas, econômicas e ideológicas para enfrentar – e derrotar &#8211; a chaga da discriminação e do preconceito ainda existentes contra a mulher.</p>
<p>O simples fato dos setores populares terem uma candidata como Dilma Rousseff à Presidência da República é prova de que o país está evoluindo rápida e positivamente no reconhecimento da capacidade desta parcela majoritária da sociedade, que durante longo tempo foi colocada de lado por sucessivos governos.</p>
<p>Somos 51% da população brasileira. Somos avós, mães, filhas, companheiras e não podemos continuar sendo tratadas como minoria pelos setores reacionários, como seres inferiores, ou mero estereótipo de beleza com funcionalidade para campanhas publicitárias. Somos, acima de tudo, parceiras, braço amigo, ventre que gera vida e esperança, futuro, perspectivas&#8230;  </p>
<p>Por isso, particularmente às sindicalistas, cabe a importante responsabilidade de manter no alto a bandeira da luta pela igualdade de direitos, pelas cotas raciais, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Cabe a responsabilidade da condução da luta por políticas públicas, que se concretizam com campanhas vitoriosas como a da licença-maternidade de seis meses e o início dos debates sobre a importância da participação masculina no cuidado com os filhos e o ambiente familiar, no compartilhamento de tarefas, sejam elas domésticas ou no cuidado com os filhos. Cabe a responsabilidade de lutar por creche, por salário igual para trabalho igual, por ambientes sadios, livres do assédio moral e sexual.</p>
<p>Naturalmente, há ainda um longo caminho para construirmos uma sociedade efetivamente justa, livre dos anti-valores impostos pela desigualdade. Esta estrada será pavimentada com a ampliação das conquistas femininas a partir da participação consciente e ativa das mulheres nas entidades sociais, nos sindicatos, partidos, associações de bairro e em todos os espaços democráticos.</p>
<p>O que importa é abrir e ampliar os caminhos, para o bem e a felicidade de todos!</p>
<p><em>* Escrito por Cida Trajano é presidenta da CNTV (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Vestuário)</em></p>
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