Aumento salarial dos Metalúrgicos injeta R$ 552 milhões na economia
O aumento salarial e abonos conquistados pelos Metalúrgicos do ABC na Campanha Salarial/2011 injetarão R$ 552,7 milhões na economia entre outubro deste ano e setembro de 2012. No total, os 108 mil trabalhadores da base do Sindicato receberão R$ 4,97 bilhões em salários nesse período.
Crédito: Com data-base em setembro, a categoria conquistou 10% de aumento salarial (reposição do INPC mais aumento real de 2,44%)). Para as montadoras, o acordo tem validade de dois anos, abono de R$ 2.500,00 e ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Trabalhadores de outras 51 empresas também conquistaram abono, que variou conforme a empresa.
Após a campanha o salário médio dos metalúrgicos do ABC nas montadoras saltou de R$ 4.760,00 para R$ 5.236,00 e nos demais grupos (autopeças, eletroeletrônicos, máquinas, estamparia, fundição entre outros) de R$ 2.200,00 para R$ 2.420,00.
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Câmara homenageia os 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
A Câmara realiza sessão solene, às 10h desta segunda-feira (11), em homenagem aos 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A iniciativa é do deputado Vicentinho (PT-SP). Uma das homenagens será a exposição comemorativa “Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – CUT: 50 Anos de Lutas e Conquistas”.
A mostra ficará no salão em frente ao Departamento de Taquigrafia, na entrada do corredor de acesso ao Plenário. A mostra tem como curador o deputado Vicentinho (PT-SP), que, antes de exercer mandato político-partidário, foi presidente das duas entidades.
História
O Sindicato dos Metalúrgicos surgiu na região em abril de 1959, durante o surto de desenvolvimento industrial do ABC paulista. Anos depois, destacou-se no combate à ditadura militar, na luta pela democracia, na defesa dos direitos sociais ante o ideário neoliberal e a favor da construção de um novo modelo de desenvolvimento econômico e social.
A exposição percorre vários momentos desse período, que, segundo o curador, ilustra um pedaço da história dos trabalhadores na busca incessante por liberdade e justiça, reconhecida pelas entidades sindicais e por governos em todo o mundo. Constam da exposição fotos da assembleia de fundação do sindicato, da vitoriosa campanha pelo abono de Natal (13º salário), em 1961; de passeata do movimento sindical nas ruas centrais de Santo André, do ato de 1º de maio de 1963; dos jovens metalúrgicos que se organizaram no sindicato em 1964; da plenária contra o arrocho salarial em 1967; da fala de Paulo Vidal, ex-presidente do Sindicato, aos delegados do I Congresso da Categoria, em 1968 (antes do Ato Institucional do governo militar conhecido como AI 5); do recorte de jornal que mostra a plenária durante o discurso de posse de Lula como presidente do Sindicato; dos trabalhadores da fábrica de veículos Scania com braços cruzados, movimento que marcou a nova etapa da história do sindicalismo no Brasil, em 1978; de trabalhadores em greve e máquina paradas; da famosa assembleia de Vila Euclides, em 1979, que torna Lula reconhecido como líder operário brasileiro.
Confronto
A exposição apresenta ainda imagens de participação política; do falecido cartunista Henfil, com os personagens que contribuíram para a organização dos metalúrgicos e a luta por democracia, entre eles a Graúna – “tô vendo uma esperança!”. E mostra também fotos dos helicópteros do Exército que sobrevoaram assembleia no estádio da Vila Euclides, em 1980; da intervenção do governo militar no Sindicato, em 1980; da reunião dos metalúrgicos na Igreja Matriz de São Bernardo; das manifestações em torno do Paço Municipal da cidade.
O congresso de fundação da CUT (1983), em São Bernardo, também está retratado. Há ainda episódios bem mais recentes mostrados pela exposição, entre eles o ato “Brasil cai na real”, em defesa do emprego, em 1995, a marcha a Brasília, em 1998, até a manifestação contra a crise, em 2009. A diretoria atual do Sindicato, presidido por Sérgio Nobre, insiste na verdade dita na década de 1970 por Lula: “Que ninguém mais ouse duvidar da capacidade da classe trabalhadora”.
Fonte: Sindicato do ABC