A classe operária perto do paraíso

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

O estacionamento dos funcionários da fábrica da Mercedes-Benz na Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, tem cerca de 3 mil vagas – e está sempre lotado. Como nos shopping centers, quem chega à Mercedes tem dificuldade para encontrar espaço.

O mesmo acontece no estacionamento da Volkswagen, perto dali. Se tudo der certo, em breve Bruna Oliveira, de 21 anos, será a próxima a disputar uma vaga no estacionamento da Mercedes. Há um ano e meio, ela trabalha na montagem de motores de ônibus e caminhões na fábrica.

Em 2012, Bruna quer um carro para facilitar o deslocamento do trabalho ao curso de engenharia de produção, que vai começar na Fundação Santo André, na cidade vizinha. Assim como Bruna, milhares de metalúrgicos melhoraram de vida nos últimos anos.

Seus reajustes salariais superam a inflação e geram ganhos financeiros que se tornaram a parte mais visível da boa fase atual. O salário médio dos metalúrgicos do ABC está em torno dos R$ 5 mil mensais – sem contar as horas extras. Operários de funções especializadas chegam a ter salários de R$ 9 mil.

Quase todos são obrigados, pelos recordes nas vendas, a fazer horas extras – e podem ganhar até R$ 800 adicionais por um único domingo de trabalho. Há ainda abonos salariais e bônus generosos, conhecidos pela sigla PLR (participação nos lucros e resultados).

No ABC, a média de remuneração variável no ano passado ficou entre R$ 10 mil e R$ 16 mil. Na fábrica da Renault, em Curitiba, Paraná, os metalúrgicos obtiveram um acordo para receber R$ 60 mil por três anos. Se não foi ao paraíso, como preconizava o título do filme do italiano Elio Petri, a classe operária brasileira está perto dele.
 
A categoria dos metalúrgicos, aquela que vem à mente de todo brasileiro que pensa num operário, passa também por uma profunda mudança. A imagem de homens semianalfabetos, com as mãos sujas de graxa, segurando faixas em greves nas portas das fábricas nada mais tem a ver com a realidade. Os metalúrgicos de hoje não apenas ganham mais, mas têm mais autonomia dentro da fábrica, têm mais colegas mulheres e estudam mais.

Em 1994, metade dos metalúrgicos não tinha completado o ensino fundamental. Hoje, mais da metade completou o ensino médio, e 18% está cursando ou terminou a faculdade, de acordo com uma pesquisa recente feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Eu e o Lula não seríamos metalúrgicos hoje”, afirma o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, de terno, no cafezinho da Câmara dos Deputados. É uma referência bem-humorada ao fato de ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terem estudado poucos anos.
 
Também não há notícia de falta de emprego no setor. Nos anos 1980, havia o temor de que a crescente automação da produção reduzisse os postos de trabalho. Apesar disso, o número de empregos para metalúrgicos tem crescido todo ano, graças à expansão da economia e à instalação de novas montadoras no país a partir do final da década de 1990.

“O metalúrgico ganha bem porque é uma categoria que exige mais qualificação que o normal”, diz o economista especializado em mercado de trabalho José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Tem um sindicalismo muito bem organizado e está ligada a produtos de alto valor agregado e exportáveis.”

Tantas particularidades conferem privilégios aos metalúrgicos. Enquanto as centrais sindicais fazem campanha no Congresso pela adoção da jornada de 40 horas semanais para todos os trabalhadores, boa parte deles já desfruta essa carga horária.

O sindicalismo metalúrgico foi o canal que levou Lula à política, e dezenas de outros colegas seus – como o deputado Paulinho e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) –, a posições de destaque na administração federal. Os metalúrgicos de hoje devem a Lula a situação que causa inveja a tantas outras categorias profissionais. Não só à distante atuação sindical de Lula, mas principalmente a sua gestão na Presidência.

O nível de emprego no setor começou a melhorar em 2003, mas o melhor da festa veio em 2008. Aos primeiros sinais de desaquecimento provocado pela crise financeira que ainda arrebata Estados Unidos e Europa, o governo federal tomou uma série de medidas para estimular a economia. Reduziu impostos e expandiu o crédito para aumentar o consumo. O prazo de financiamento para compra de carros subiu para até 72 meses.

A indústria automobilística, setor de origem de Lula, foi obviamente a mais beneficiada. A produção e as vendas de veículos bateram recordes. No ano passado foram produzidos 3,3 milhões de carros, o dobro do volume de 2003. Os metalúrgicos colhem, portanto, os frutos desse impulso estatal.

Um deles é André Luís dos Santos. Aos 28 anos, ele comprou seu primeiro apartamento em novembro. O imóvel está na planta. Serão dois quartos, em 63 metros quadrados, onde ele vai morar com a mulher e a filha daqui a 20 meses. “Ainda não tenho carro, mas consegui dar mais de 50% do valor do apartamento de entrada”, diz Santos. Ele trabalha na fabricante de motores MWM, na Zona Sul de São Paulo.

Outro que se beneficiou do impulso dos anos Lula foi José Roberto Nogueira da Silva. Com quase 27 anos de profissão, todos na Volkswagen, ele viveu as recessões das décadas de 1980 e 1990 na profissão. Não tem dúvidas de que os tempos atuais são os melhores que já viu na fábrica.

“A situação melhorou graças às medidas de crescimento no governo Lula”, diz Roberto. Há um ano, ele comprou uma casa própria maior, onde mora com a mulher e os dois filhos. Na garagem tem um carro novo, usado pela mulher. Ele prefere se deslocar em um Fusca bege 1968, bem cuidado. Diante das boas perspectivas, seu filho mais velho vai fazer um curso técnico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e, quem sabe, tentar seguir os passos do pai.

A tradição da metalurgia como profissão promissora faz com que, no ABC paulista, esteja surgindo uma segunda geração de metalúrgicos. Os filhos dos metalúrgicos dos anos 1970 e 1980 conhecem de perto as diferenças entre passado e presente. Filho de um metalúrgico, Aroaldo Oliveira da Silva, de 33 anos, está na Mercedes desde a adolescência. Veste-se com moletom e tênis, usa um BlackBerry, e a única característica que o aproxima do estereótipo do metalúrgico é a barba.

“Na minha idade, meu pai pagava aluguel, não tinha carro e o dinheiro era contado”, diz. Silva tem seu carro e acaba de comprar uma casa maior, onde mora com a noiva. “O metalúrgico hoje é de classe média e está no nível de profissionais liberais, como médicos ou advogados. O padrão de vida melhorou”, diz Silva. Ele gosta de usar um laptop em casa. Colegas seus preferem falar em iPhones, usam tablets dentro da fábrica e estão comprando TVs de LED.

O dissídio coletivo que levou os trabalhadores da Renault, em Curitiba, a conseguir um acordo de três anos para receber reajuste salarial real de 20%, abonos de R$ 5 mil e o tal PLR que vai chegar a R$ 60 mil chamou a atenção. O comércio local gostou e faz ofertas. “O trabalhador está comprando casa própria, carro”, diz Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região. “O comércio da região oferece móveis, carros e imóveis aos trabalhadores.”

Os metalúrgicos estão nessa situação porque seus empregadores também têm vantagens com isso. Do ponto de vista financeiro, as empresas estão satisfeitas com o atual modelo de pagar horas extras e participações nos lucros – ainda que gordas. Dividir os lucros é um bom negócio num país que ainda opera sob uma arcaica legislação trabalhista. Um salário maior implica, para a empresa, gastar mais com encargos sociais – leia-se, pagar mais impostos. Cada R$ 100 que o trabalhador recebe custam outros R$ 103 para a empresa. A participação nos lucros não implica pagamento de encargos sociais.

É um acordo de cooperação entre duas partes e vai direto do caixa da empresa para o bolso do trabalhador. “Para mim, é a flexibilidade mais sadia do mercado de trabalho brasileiro”, afirma o economista José Pastore. Aumentos salariais, por menores que sejam, se tornam um custo fixo. A vantagem da participação é ser transitória e proporcional ao resultado obtido: ela só é paga se – e quando – os objetivos financeiros são alcançados. Se a demanda cai e as metas não são alcançadas, não há o que pagar. O incentivo de receber parte do lucro faz com que o trabalhador se esforce mais, se preocupe com o desempenho e, no conjunto, participe mais da empresa.

O método de produção de veículos em série foi criado por Henry Ford no início do século XX. Consiste na produção especializada, na qual cada trabalhador é responsável por uma parte minúscula do produto. A sátira mais conhecida a esse sistema é o filme Tempos modernos, de Charles Chaplin, de 1936. Numa das cenas, Chaplin mostra o trabalhador que passa o dia apenas apertando parafusos, numa tarefa repetitiva e monótona. Nos anos 1980, o modelo da linha de montagem “fordista” foi aperfeiçoado com o advento do “toyotismo”.

O método estabelecido pela fabricante de carros japonesa Toyota consiste num modo de produção mais flexível, preocupado em evitar desperdícios de tempo e material. A fábrica recebe apenas as peças necessárias, na quantidade e na hora certas. Monta e distribui o produto. Não há espaço para estoques ou perdas. Os trabalhadores só usam as ferramentas específicas para cada tarefa. Até a posição delas é calculada para dinamizar o trabalho. O resultado são custos menores – e lucro maior. Numa palavra: produtividade.

Até a abertura econômica da década de 1990, “produtividade” era uma palavra que preocupava pouco as montadoras brasileiras. Elas produziam poucos modelos de veículos aqui. Ao consumidor competia pegar ou largar. O aumento da concorrência as obrigou a sair da pasmaceira. As exigências do consumidor ampliaram a oferta de modelos. O desempenho de cada um deles nas concessionárias obriga a mudanças quase diárias na produção.

Cabe ao metalúrgico de hoje aliar as exigências de fabricar diversos modelos e mudar rapidamente para atender às vendas – sem desperdícios ou erros. “O trabalhador tem de saber a sequência do veículo que está montando, qual das variantes vai executar”, diz Aroaldo da Silva, da Mercedes. “A sincronia do pit stop numa corrida de Fórmula 1 se repete na linha de montagem.”

As mudanças práticas são grandes. Antigamente, o operário apertava um parafuso. Se espanasse, era só jogar fora. Hoje há especificações para as peças. O operário tem de apertar o parafuso no torque exato para determinada parte do motor. Um eventual desperdício pode afetar as metas e prejudicar o PLR. “É uma responsabilidade tremenda”, diz André dos Santos, da MWM.

No documentário Entreatos, de João Moreira Salles, o ex-presidente Lula lembra que, no seu tempo, as fábricas tinham supervisores. Eles não participavam da produção. Eram vistos como aliados dos patrões e quase adversários dos trabalhadores. O sistema mudou. Nas linhas de produção das maiores empresas, há um planejador que passa aos operários as tarefas que precisam ser realizadas e o prazo. São formados grupos de metalúrgicos para executá-las. Em cada equipe, um dos operários exerce a função de líder. “Tem um plano de processo, mas o trabalhador tem autonomia para decidir como executar”, afirma Aroaldo da Silva.

Quase um em cada cinco metalúrgicos está na faculdade
As funções antes desempenhadas por semianalfabetos ficaram mais complexas. As máquinas dos tempos de Lula eram basicamente mecânicas, pesadas. Exigiam habilidade, mas também muita força. A tecnologia sofisticou as máquinas – a maioria delas opera por software. Os metalúrgicos precisam programá-las para o serviço. Isso exige algum conhecimento de informática.

Quando começou a trabalhar na área, há quase três décadas, José Roberto fazia um trabalho com grande componente manual no setor de tapeçaria. Ele fez curso técnico de processo de produção numa faculdade para se manter na profissão. Hoje, na ferramentaria, José Roberto opera máquinas programáveis. “Colegas que não estudaram perderam oportunidades”, diz. “A busca de conhecimento é uma necessidade e está na cabeça do metalúrgico.” Durante cinco dias por mês, José Roberto tem licença da empresa para fazer um curso de extensão em economia na Universidade de Campinas (Unicamp).

Quase um em cada cinco metalúrgicos está na faculdade ou terminou um curso universitário. A tendência para o futuro é que a formação seja cada vez mais exigida. André Luís dos Santos, que acaba de comprar seu apartamento, tem uma rotina duríssima. Ele acumula a jornada de oito horas diárias com a atividade de professor no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Santos levanta às 5 horas da manhã, pega dois ônibus e o metrô para dar aulas das 8 horas ao meio-dia. Depois vai para a fábrica, onde almoça salada e frutas em meia hora, antes de começar a trabalhar. Volta para casa perto das 23 horas. Trabalha ainda dois sábados por mês. Formado em automação industrial, neste ano incluirá nessa dura rotina a faculdade de relações sociais na Universidade de Santo Amaro (Unisa). Pensa também em entrar para o 0,1% da categoria – segundo o Dieese – que tem pós-graduação. “Não dá para ficar aqui sem estudar”, afirma Santos. “É o quesito mais cobrado nas avaliações de desempenho.”

Em novembro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realizou em São Bernardo do Campo seu sétimo congresso. Sentado numa mesa de ferro, daquelas de bar, no pavilhão onde o evento aconteceria, Aroaldo da Silva explicou seu trabalho enquanto cumprimentava os colegas que passavam. Formado em ciências sociais, ele afirma ter 650 livros em casa. É um sujeito alto, de voz calma, que expõe seus pontos de vista com a clareza de um professor, sem ser pedante.

Discorre com fluência sobre mecânica, métodos de produção, um pouco de economia e sociologia. Diz gostar de ler marxistas como o historiador inglês Eric Hobsbawm ou o escritor americano Leo Huberman. “Há mais liberdade na fábrica hoje do que em outros lugares”, afirma Silva.

Lidar com profissionais com mais anos de estudo – e, consequentemente, mais esclarecidos – mudou as relações no ramo. Sindicatos e empresas tiveram de se adaptar. Os sindicalistas hoje não se sustentam apenas com palavras de ordem e a obviedade da luta por aumentos salariais. Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre ocupa a cadeira que já foi de Lula.

Sua função exige, além de conhecer a situação macroeconômica, estar a par das particularidades de cada fábrica e ficar atento a novas tendências, como o impacto de metas ambientais na vida dos trabalhadores. “O trabalhador hoje é muito mais informado e é mais crítico”, diz Nobre. Ele guarda fotos do tempo em que, de macacão, segurava faixas em greves. Quando começou no sindicato, há mais de 20 anos, precisava ser didático para explicar as condições de negociações aos colegas. “A gente tinha de fazer desenhos, historinhas”, diz ele. Era procurado para explicar os contracheques.

“Era uma tarefa cotidiana. Hoje não é preciso ensinar mais ninguém.” Suas atribuições mudaram. Hoje, o sindicato planeja outras coisas. Estuda negociar a criação de uma cota para incentivar a contratação de mais mulheres metalúrgicas.

Os metalúrgicos não querem ficar a vida toda na fábrica. Querem estudar e seguir outras carreiras
As décadas de 1980 e 1990 foram marcadas por greves duras. As paralisações organizadas na gestão de Lula tinham objetivos salariais e também marcaram posição contra a ditadura militar. Em meio à bagunça econômica causada pela inflação e pela estagnação, a intransigência imperava. As paralisações ainda ocorrem, mas o relacionamento é melhor. Em 2011, a Mercedes-Benz alugou as instalações de um hotel para preparar a negociação com os trabalhadores.

Contratou uma consultoria para elaborar a apresentação sobre o cenário macroeconômico e o cenário para o setor automotivo. Foram tratados temas como a estrutura tributária, que faz um carro no Brasil custar mais caro que no México. A estrutura de custos foi desdobrada. “Ninguém usa tática de guerrilha nas negociações”, diz Amilton Rocha, gerente de recursos humanos da Mercedes.

“Há um alinhamento de interesses.” A função de Rocha é uma criação recente. Ele atua como mediador numa reunião de duas horas, realizada todas as quartas-feiras, entre representantes dos funcionários e da diretoria da empresa. “Se deixar os assuntos acumularem, perde-se o foco nas discussões maiores”, afirma Rocha. “Muitas vezes o pau quebra, mas não existe intransigência.”

Um dos efeitos imediatos de uma economia aquecida é a melhora no mercado de trabalho. Pressionadas pela demanda, as empresas tratam melhor os metalúrgicos hoje porque eles representam um tipo de mão de obra especializada e mais difícil de contratar. Outro efeito da economia em expansão ocorre no comportamento humano. As boas perspectivas geram nas pessoas o desejo de não apenas conservar seus ganhos, mas de ampliá-los.

Elas passam também a buscar novos horizontes pessoais e profissionais. Na prática, a boa situação atual faz com que os metalúrgicos encarem a profissão de modo diferente. Há 20 anos, a maior parte deles queria se aposentar na empresa em que trabalhava. Hoje, a maioria está na faixa dos 30 anos. Com o aumento dos anos de estudo, eles estão mais ambiciosos.

Veem a profissão como uma fase, um trampolim, um modo de pagar estudos e depois migrar para outra área no mercado de trabalho. “O trabalhador não está na empresa para ficar o resto da vida”, afirma Sérgio Butka, do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba. “Ele está mais engajado no projeto pessoal do que no projeto da empresa.”

A operária Bruna Oliveira poderia ter buscado outro emprego. Mas fez o concorrido teste para estudar na escola do Senai, atraída pelos salários nas montadoras. Agora, vai estudar engenharia para mudar. “Quero uma profissão melhor”, afirma. “Gostaria de trabalhar na área administrativa, que tem a ver com meu curso na faculdade.” Para isso, aos sábados, Bruna também estuda inglês. Com sua formação de cientista social, Aroaldo é um quadro cobiçado.

Já exerce uma função no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O futuro pode lhe reservar um cargo de dirigente. Não seria uma trajetória inovadora numa categoria tão mobilizada e com tantos dirigentes sindicais conhecidos. Provavelmente, para a profissão mudar, alguns de seus representantes precisam repetir o passado. Mas de um jeito diferente.

Época/ SMABC

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Metalúrgicos da CUT iniciam campanha salarial

Publicado por Administrador 11 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os metalúrgicos ligados à Central Única dos Trabalhadores deram início à campanha salarial deste segundo semestre. No sábado (9), uma plenária realizada na sede da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, definiu as diretrizes da mobilização deste ano.

Os trabalhadores querem reajuste salarial acima da inflação do período, ampliação da licença maternidade de 120 dias para 180 dias, redução da jornada de trabalho sem corte nos salários e valorização dos pisos na carreira. “O cenário econômico é bom, mas diferente do ano de 2010. Mas como em todos os anos, sempre conquistamos bons acordos graças ao nosso poder de organização e mobilização. Somos uma categoria referência no país e nesta campanha lutaremos para avançar no direitos sociais e manter os ganhos reais conquistados nos últimos anos”, afirmou o presidente da FEM, Valmir Marques , o Biro Biro.

Um dos focos da campanha deste ano será o reconhecimento da organização dos trabalhadores no local de trabalho por meio dos Comitês Sindicais de Empresa (CSEs). “No nosso ramo, os CSEs iniciaram em 1999 no ABC e hoje expandimos para Sorocaba, Taubaté e Salto. Queremos ampliá-los em toda a nossa base porque os Comitês têm sido  responsáveis pelo aumento do diálogo social nos locais de trabalho e pelo crescente estabelecimento de acordos e soluções de conflitos nas empresas.”

Segundo a federação, 175 companhias de sua base de atuação aceitaram essa representação sindical em caráter permanente. A CUT apresentou este ano ao governo federal uma proposta para a regulamentação dos comitês sindicais em todo o país por meio de legislação específica. “O direito dos trabalhadores de se organizarem no local de trabalho é uma grande luta e bandeira permanente para nós”, concluiu o líder sindical.

Rede Brasil Atual

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8º Baile do Trabalhador foi um grande sucesso!

Publicado por Administrador 3 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Quem foi ao Centro de Eventos Sítio Novo e participou de mais um grande Baile do Trabalhador – a oitava edição – realizado pelos sindicatos dos Mecânicos, Metalúrgicos e Têxteis no sábado, 30 de abril, se divertiu bastante com a boa música das duas bandas: Explosão Fandangueira e Corpo e Alma.

Totalmente lotado, e o congraçamento entre os trabalhadores e trabalhadoras na maior harmonia, o evento mostrou que é aprovado por todas as categorias. A festa só encerrou no fim da madrugada. Agora é avaliar os resultados, e já planejar o próximo ano, em mais um grande evento para homenagear os trabalhadores e trabalhadoras!

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8o. Baile do Trabalhador já tem data – 30 de abril – Fique atento para pegar seu ingresso!

Publicado por Administrador 6 abril, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os dançarinos e dançarinas podem começar a preparar as pernas para o 8o. Baile do Trabalhador, a grande festa dos trabalhadores que já e tradição entre os mecânicos, metalúrgicos e têxteis e seus familiares, categorias que se congraçam no Dia do Trabalhador que é comemorado dia 1 de maio. Como este ano a data cai no domingo, os Sindicatos dos Mecânicos, Metalúrgicos e Têxteis definiram que 30 de abril é mais apropriado.

O bailão será realizado novamente no Centro de Eventos Sítio Novo – Av. Santos Dumont, próximo ao Aeroporto – a partir das 22 horas. Já está confirmado que a Banda Corpo e Alma vai animar o baile, e falta confirmar a segunda banda, o que acontecerá nos próximos dias.

Os ingressos, somente para associados, começam a ser entregues nos próximos dias, já que ainda não foram impressos. A partir da confirmação da data de entrega, os associados poderão pegar os seus diretamente na recepção do Sindicato dos Mecânicos – das 8 às 18 horas – na sede central do Sindicato – rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville. Os ingressos são gratuitos e limitados. Você trabalhador e trabalhadora associado ao Sindicato, não pode perder esta grande festa que visa homenagear a força e o talento de quem move o país.

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Campanha Salarial 2011/2012 – Patronal forma comissão de negociação

Publicado por Administrador 29 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Após um mês da entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores da categoria mecânica, aprovada em assembleia geral, o sindicato patronal resolve somente agora formar a sua comissão de negociação, convocando assembleia para esse objetivo.

O Sindicato dos Mecânicos já prorrogou a validade da atual convenção coletiva, já que a data-base é dia 1o. de abril, mantendo todos os efeitos enquanto a negociação não se consuma, e inicia. Enquanto isso as mobilizações em frente às fábricas estão aumentando, e serão intensificadas, para que os patrões venham imediatamente para a mesa de negociações.

“Todo ano é assim. Eles não priorizam seus trabalhadores, e depois tem de arcar com consequências, com paralisações e outras ações que temos que tomar para sensibilizá-los. Vamos pressionar todos os dias”, explica o presidente João Bruggmann. Metalúrgica Duque, Suin, são empresas que já sentiram a presença do Sindicato em frente às suas portas. Em São Bento do Sul as negociações iniciam amanhã, quarta-feira (30), com a primeira reunião com o patronal.

O que está para ser negociado
Apenas para maner atualizadas as informações aos leitores, seguem alguns detalhes: uma das maiores categorias de trabalhadores do norte catarinense reunindo cerca de 20 mil trabalhadores, os mecânicos aprovaram a pauta de reivindicação para a negociação coletiva reivindicando 12% de aumento nos salários, e a elevação do piso de R$ 685,00 para R$ 850,00, além da manutenção das clausulas sociais da atual convenção coletiva que vale até a data-base, que é 1º. de abril.

Segundo dados fornecidos pelo Dieese /SC, a inflação do período entre abril de 2010 e março deste ano deverá ficar entre 6,30 ou 6,50%.

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Aumento recorde dos metalúrgicos vai injetar R$ 837,5 milhões na economia

Publicado por Administrador 21 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O aumento salarial de 10,81% mais abono de R$ 2.200,00 conquistados pelos metalúrgicos da CUT nas montadoras vão injetar R$ 837,5 milhões na economia, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. Somente de abono, serão R$ 88 milhões. Os dados são da Subseção Dieese do Sindicato. “O salário tem a capacidade de ser indutor de crescimento na economia”, diz Nobre. Segundo ele, somente os sindicatos da FEM-CUT (Estado de São Paulo) serão responsáveis pela entrada de quase R$ 840 milhões na econômica do ABC, do Estado, do País.

“Não fosse nossa conquista, esse dinheiro estaria parado, rendendo para os bancos e agora vai para o bolso dos metalúrgicos, que vão consumir mais e movimentar a economia brasileira, gerando, com isso, mais empregos e desenvolvimento”, afirma Sérgio Nobre, ao justificar porque o aumento de uma categoria como a dos metalúrgicos acaba refletindo e influenciando nas demais.

NEGOCIAÇÃO E MOBILIZAÇÃO – “Foi muito importante para os trabalhadores e empresários da Região chegar a um acordo desse porte sem greve, sem conflito, na mesa de negociação. Greve não é bom para ninguém”, disse Sérgio Nobre.

Para Sérgio Nobre, a dobradinha mobilização/negociação foi fundamental na construção desse acordo recorde. Os metalúrgicos conquistaram neste domingo (19) o maior aumento salarial da história no ramo: 10,81%, sendo 9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial e R$ 2.200,00 de abono. O índice será pago integralmente na data base, 1° de setembro, e o abono quitado totalmente em 20 de outubro.

As montadoras (Ford, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen) responderam no domingo (19) positivamente à reivindicação feita pelos trabalhadores em assembleia realizada no sábado (18). Eles reivindicaram a unificação das datas de pagamento do aumento salarial e da correção da tabela (os 10,8%) e também que abano fosse pago de uma única data. Originalmente, a proposta era de pagar o 1,66% somente em agosto de 2011 e o abono parcelado em duas vezes.

“É o maior acordo da história na categoria porque a indústria automobilística também vive o melhor momento da sua história. É uma conquista que vai ficar marcada na vida dos metalúrgicos do ABC”, completa.

Também terão a mesma composição de aumento salarial (índices mais abono) os metalúrgicos de Taubaté, São Carlos e Tatuí que são representados pela FEM-CUT na mesa de negociação. A base da FEM nas montadoras é de 45 mil trabalhadores. Desse total mais de 32 mil no ABC.

ABC

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Metalúrgicos fazem greve geral no sul de Santa Catarina

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Após 10 anos da última greve, os metalúrgicos de Criciúma e mais 29 cidades do Sul de Santa Catarina pararam as atividades na segunda-feira (2). São cerca de 1.400 trabalhadores que atuam na região. O protesto desta segunda-feira fechou três empresas. Uma de Criciúma e duas de Cocal do Sul envolvendo cerca de 600 trabalhadores com adesão de 100%. A paralisação foi aprovada na segunda assembleia da categoria realizada em 30 de julho, no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e região.

Os trabalhadores reivindicam 6% de ganho real e 4,75% do INPC do período. Os empresários ligados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Máquinas (Sindimaq)  ofereceram a inflação e somente 2,56% de aumento real. Segundo o Presidente do Sindicato, Oderi Gomes, a categoria está descontente com a proposta e votou pela paralisação. “Como as empresas estão com a produção a todo vapor e falta de mão-de-obra, é hora de lutar para  garantir um melhor salário e outras vantagens”, explica.

Segundo o sindicalista, se não houver avanço nas propostas, outras metalúrgicas devem aderir à greve a partir de hoje. Elas produzem cilos, tubulação e estamparia para cerâmicas entre outros para fábricas do estado. O atual piso pago após 90 dias na empresa é de R$ 758,65.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Criciúma

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Campanha mundial contra a Vale ganha impulso em vários países

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A campanha do United Steelworkers (USW) – sindicato estadunidense dos trabalhadores siderúrgicos – para evitar que a Vale, gigante brasileira da mineração e siderurgia, promova a erosão das condições de trabalho e negue os direitos fundamentais dos trabalhadores em todas as suas operações pelo mundo está ganhando impulso com o apoio da Federação Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (FITIM) e da ICEM (ramo da mineração) e o site LabourStart.

Membros das duas federações sindicais mundiais estão realizando uma série de ações ao redor do mundo visando operações de negócios da Vale e os investimentos. Já o LabourStart, site especializado em notícias para o movimento sindical internacional, lançou uma carta escrita em favor da campanha e já teve mais de 2,5 mil cartas enviadas ao presidente da Vale, Roger Agnelli, em poucas horas. Alinhado à campanha, a FITIM lançou a sua página de campanha global (www.imfmetal.org/vale) com informações sobre a luta em quatro idiomas.

Os afiliados da FITIM (entre eles a CNM/CUT no Brasil) e da ICEM estão sendo convocados para apoiar a campanha global e enviar cartas para a Vale. Cerca de 3,5 mil membros do USW no Canadá estão em greve desde 13 de julho depois recusarem concessões profundas da gigante brasileira da mineração. A empresa contratou trabalhadores substitutos para continuar a produção durante a greve.

Em 26 de outubro, os trabalhadores da maior mina da Vale no Brasil cruzaram os braços em resposta à proposta da empresa na mesa de negociação. Os trabalhadores na Vale no Brasil denunciaram a negação dos direitos fundamentais do trabalho, baixos salários e as condições precárias de saúde e segurança na empresa.

Em outubro, as afiliadas da FITIM e da ICEM, com a ajuda da Federação Internacional dos Trabalhadores no Transporte, interromperam uma transferência de cobre da Vale do Canadá para a Alemanha e a Suécia. Membros do sindicato realizaram um protesto no porto de Hamburgo e, na Suécia, reuniram-se com os membros do conselho de clientes da Vale Boliden AB, proprietária da fundição de cobre Rönnskär.

A campanha global está causando muito impacto e fazendo alguns executivos da Vale ficarem de com a pulga atrás da orelha. A empresa cancelou duas vezes seu “Vale Day” na Bolsa de Nova Iorque e em Londres, respectivamente. Mais ações globais estão previstas até que uma solução seja alcançada.

Para mais informações sobre a campanha global da FITIM e ICEM em apoio aos trabalhadores da USW na Vale, acesse www.imfmetal.org/vale.

Fonte: FITIM – tradução de Valter Bittencourt

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Metalúrgicos da CUT fecham melhor acordo do país

Publicado por Administrador 14 setembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Mais de 10 mil metalúrgicos do ABC compareceram na assembleia de sábado (12) na rua do Sindicato e aprovaram proposta válida para os trabalhadores nas montadoras, garantindo a reposição da inflação de 4,44%, aumento real de 2% e abono de R$ 1.500,00.

“Em razão das difíceis negociações, optamos por fazer um bom acordo com as montadoras”, disse Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Agora, esse acordo vai servir de referência para arrancarmos acordos semelhantes nos demais grupos, onde só ofereceram reposição da inflação”, afirmou.

Manifestações
Ele lembrou que a missão dos trabalhadores dos grupos 2, 3, 8, Fundição e 10 (que tem data base em novembro) é realizar ações de pressão, como assembleias e paradas na produção. “A companheirada tem que ir para cima, pois reforça nossa posição na mesa de negociação”, destacou Sérgio Nobre.

O presidente do Sindicato comentou que esse acordo só foi possível graças à mobilização da categoria, que na semana passada promoveu uma semana de luta, com paradas diárias da produção e manifestações de rua.

Luta nos demais grupos
Amarildo de Araújo, coordenador do CSE na Mahle Metal Leve, avisou que os trabalhadores das autopeças, Fundição e grupos 2 e 8 vão lutar por um acordo digno, como o das Montadoras. “Queremos reposição, aumento real e abono e vamos lutar por isso”, garantiu.

Para Daniel Calazans, coordenador do SUR na Scania, “no início da campanha não tínhamos expectativa favorável a um bom acordo, mas nossa mobilização fez o patrão recuar. A proposta chegou num momento importante”. 

Já José Roberto Nogueira, o Bigodinho, coordenador da Comissão de Fábrica na Volks, entende que “o ponto de equilíbrio foi alcançado, pois temos setores que vão bem, como o de carros, e setores que não vão bem, como o de ônibus e caminhões. Quando começamos a campanha não se falava em aumento real, que acabamos conquistando, mais o abono”, comemorou

O acordo
Reposição da inflação de 4,44% e aumento real de 2%, num total de 6,53%, a partir de 1º de setembro.

Abono de R$ 1.500,00 a ser pago em 25 de setembro. Os trabalhadores afastados que trabalharam mais de 120 dias entre 1º de janeiro e 31 de dezembro também vão receber o abono. 

Os aprendizes que estão na parte teórica vão receber R$ 500,00 e os que estão na parte prática vão receber R$ 1.000,00. O piso passa para R$ 1,275,00. Para os salários acima de R$ 7 mil será aplicada parcela fixa de R$ 457,10, mais o abono de R$ 1.500,00.

O acordo nas montadoras
6,53% de reajuste total, composto por:

4,44% de reposição da inflação
2% de aumento real
Acima de R$ 7.000,00, fixo de R$ 457,10
Mais R$ 1.500,00 de abono para todos

As propostas já rejeitadas nos demais grupos

Grupo 3 – autopeças, forjarias e parafusos
- 4,4% da inflação
- 1% de real

Grupo 2 – máquinas e eletroeletrônicos
- 4,4% da inflação
- 0 de aumento real

Fundição
- 4,4% de inflação
- 0 de aumento real

Grupo 8 – laminação e trefilação, refrigeração, condutores elétricos, material ferroviário e rodoviário, artefatos de metais, balanças, esquadrias e de construções metálicas.

- Inflação parcelada: 3,8% em setembro e 0,68 para ser aplicada em outubro e R$ 200,00 de abono para dezembro

Grupo 10 – lâmpadas e aparelhos elétricos e de iluminação, equipamentos médicos, odontológicos e hospitalares, móveis metálicos, mecânica, tratamento de superfície, estamparia, material bélico, rolhas metálicas e reparação de veículos.

Fonte: CUT Nacional

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Artur Henrique é reeleito presidente da CUT Nacional

Publicado por Administrador 10 agosto, 2009 (1) Comentário Imprimir

O eletricitário de Campinas (Sinergia-CUT), Artur Henrique da Silva Santos foi reeleito presidente da CUT Nacional na tarde de sexta-feira (7), último dia do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). A nova Direção Nacional foi aprovada por unanimidade pelos cerca de 2,5 mil delegados e delegadas de 16 ramos profissionais filiados à Central de todo o País, que participaram, desde o dia 3 de agosto, do CONCUT.

Na composição da Direção, o ramo metalúrgico foi representado pelos dirigentes, José Lopez Feijóo (eleito vice-presidente da CUT Nacional – metalúrgico do ABC); Quintino Severo (secretaria-geral – metalúrgico do Rio Grando do Sul) e Shakespeare Martins de Jesus (diretor executivo – metalúrgico de Minas Gerais).

No seu discurso de posse, Feijóo pediu uma salva de palmas para todos os delegados e delegadas que participaram do CONCUT e elogiou a CUT, mencionando que se hoje ela é a quinta maior central sindical do mundo é fruto da classe trabalhadora brasileira que é guerreira e construtora desta magnitude.

Sobre os grandes desafios da Central para o próximo período, o novo vice-presidente da CUT salientou a importância de construir um novo modelo de organização sindical, que garanta a liberdade de organização no local de trabalho e o fim do imposto sindical (ratificação da Convenção 87 da OIT). Também disse que é fundamental intensificar a luta pela disputa de hegemonia nos meios de comunicação.

Emocionado, Feijóo frisou que “a luta não continua, “a luta é contínua” e ao invés de vamos à luta, “nós sempre estamos em luta”.

O recém reeleito presidente da CUT, Artur Henrique, elogiou a unidade na eleição da nova Direção Nacional, que culminou na Chapa Única, e destacou que é relevante que esta unidade também continue nas ações sindicais desencadeadas pelas Confederações, Federações e nos sindicatos de base. “É importante esta unidade para que estejamos sempre preparados para enfrentar os desafios da conjuntura”.

Artur ressaltou que o “novo time” da CUT Nacional tem como tarefa e responsabilidade intensificar as lutas pela valorização do Salário Mínimo; o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho semanal de 44h para 40 horas, sem redução no salário.

O presidente também conclamou a todos os dirigentes a participarem em peso do Ato Nacional em Defesa dos Serviços públicos, que acontecerá no dia 14 de agosto, em Brasília.

DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – GESTÃO 2009/2012

Executiva

Presidente 
Artur Henrique – Urbanitário SP
 
Vice-Presidente 
José Lopez Feijóo – Metalúrgico SP
 
Secretário-geral 
Quintino Severo – Metalúrgico RS
 
Secretário de Adm. e Finanças 
Vagner Freitas – Bancário SP
 
Secretária de Comunicação 
Rosane Bertotti - Rural SC
 
Secretário de Rel. Internacionais 
João Antonio Felicio – Eucação SP
 
Secretária de Relações do Trabalho 
Denise Motta Dau – Seguridade Social SP
 
Secretário de Formação 
José Celestino (Tino) – Educação MG
 
Secretário de Organização e Política Sindical 
Jacy Afonso de Melo - Bancário DF

Secretária da Mulher Trabalhadora 
Rosane da Silva – Vestuário RS
 
Secretário de Políticas Sociais 
Expedito Solaney – Bancário PE
 
Secretário da Saúde do Trabalhador 
Manoel Messias – Comunicação PE
 
Secretária da Juventude 
Rosana Sousa de Deus - Químico SP
 
Secretária de Meio Ambiente 
Carmen H. F.Foro – Rural PA

Secretária de Combate ao Racismo 
Maria Julia Nogueira - Seguridade Social MA

Diretores(as) Executivos

Julio Turra –  Educação SP
Elisângela dos Santos Araújo - Rural BA
Adeilson Ribeiro Telles - Educação RJ
Rogério Pantoja - Urbanitário AP
Dary Beck Filho - Químico RS
Junéia Martins Batista – Municipais SP
Valeir Ertle - Comércio e Serviços SC
Ap. Donizeti da Silva - Químico SP
Jasseir  Alves Fernandes - Rural ES
Antonio Lisboa Amâncio do Vale - Educação DF
Pedro Armengol – Administração Pública DF
Shakespeare Martins de Jesus - Metalúrgico MG

Conselho Fiscal

Titulares

Waldir  Mauricio - Construção Civil
Joice Belmira da Silva – CNTV RS
Maria Josana - Fetraf 

Suplentes

Marlene Ruza - Transporte SP
Sergio Irineu Bolzan - Alimentação MS
Rubens Graciano - SINTAPI

Fonte: CNM/CUT

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