Campanha Salarial 2011/2012 – Patronal forma comissão de negociação
Após um mês da entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores da categoria mecânica, aprovada em assembleia geral, o sindicato patronal resolve somente agora formar a sua comissão de negociação, convocando assembleia para esse objetivo.
O Sindicato dos Mecânicos já prorrogou a validade da atual convenção coletiva, já que a data-base é dia 1o. de abril, mantendo todos os efeitos enquanto a negociação não se consuma, e inicia. Enquanto isso as mobilizações em frente às fábricas estão aumentando, e serão intensificadas, para que os patrões venham imediatamente para a mesa de negociações.
“Todo ano é assim. Eles não priorizam seus trabalhadores, e depois tem de arcar com consequências, com paralisações e outras ações que temos que tomar para sensibilizá-los. Vamos pressionar todos os dias”, explica o presidente João Bruggmann. Metalúrgica Duque, Suin, são empresas que já sentiram a presença do Sindicato em frente às suas portas. Em São Bento do Sul as negociações iniciam amanhã, quarta-feira (30), com a primeira reunião com o patronal.
O que está para ser negociado
Apenas para maner atualizadas as informações aos leitores, seguem alguns detalhes: uma das maiores categorias de trabalhadores do norte catarinense reunindo cerca de 20 mil trabalhadores, os mecânicos aprovaram a pauta de reivindicação para a negociação coletiva reivindicando 12% de aumento nos salários, e a elevação do piso de R$ 685,00 para R$ 850,00, além da manutenção das clausulas sociais da atual convenção coletiva que vale até a data-base, que é 1º. de abril.
Segundo dados fornecidos pelo Dieese /SC, a inflação do período entre abril de 2010 e março deste ano deverá ficar entre 6,30 ou 6,50%.
Aumento recorde dos metalúrgicos vai injetar R$ 837,5 milhões na economia
O aumento salarial de 10,81% mais abono de R$ 2.200,00 conquistados pelos metalúrgicos da CUT nas montadoras vão injetar R$ 837,5 milhões na economia, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. Somente de abono, serão R$ 88 milhões. Os dados são da Subseção Dieese do Sindicato. “O salário tem a capacidade de ser indutor de crescimento na economia”, diz Nobre. Segundo ele, somente os sindicatos da FEM-CUT (Estado de São Paulo) serão responsáveis pela entrada de quase R$ 840 milhões na econômica do ABC, do Estado, do País.
“Não fosse nossa conquista, esse dinheiro estaria parado, rendendo para os bancos e agora vai para o bolso dos metalúrgicos, que vão consumir mais e movimentar a economia brasileira, gerando, com isso, mais empregos e desenvolvimento”, afirma Sérgio Nobre, ao justificar porque o aumento de uma categoria como a dos metalúrgicos acaba refletindo e influenciando nas demais.
NEGOCIAÇÃO E MOBILIZAÇÃO – “Foi muito importante para os trabalhadores e empresários da Região chegar a um acordo desse porte sem greve, sem conflito, na mesa de negociação. Greve não é bom para ninguém”, disse Sérgio Nobre.
Para Sérgio Nobre, a dobradinha mobilização/negociação foi fundamental na construção desse acordo recorde. Os metalúrgicos conquistaram neste domingo (19) o maior aumento salarial da história no ramo: 10,81%, sendo 9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial e R$ 2.200,00 de abono. O índice será pago integralmente na data base, 1° de setembro, e o abono quitado totalmente em 20 de outubro.
As montadoras (Ford, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen) responderam no domingo (19) positivamente à reivindicação feita pelos trabalhadores em assembleia realizada no sábado (18). Eles reivindicaram a unificação das datas de pagamento do aumento salarial e da correção da tabela (os 10,8%) e também que abano fosse pago de uma única data. Originalmente, a proposta era de pagar o 1,66% somente em agosto de 2011 e o abono parcelado em duas vezes.
“É o maior acordo da história na categoria porque a indústria automobilística também vive o melhor momento da sua história. É uma conquista que vai ficar marcada na vida dos metalúrgicos do ABC”, completa.
Também terão a mesma composição de aumento salarial (índices mais abono) os metalúrgicos de Taubaté, São Carlos e Tatuí que são representados pela FEM-CUT na mesa de negociação. A base da FEM nas montadoras é de 45 mil trabalhadores. Desse total mais de 32 mil no ABC.
ABC
Metalúrgicos fazem greve geral no sul de Santa Catarina
Após 10 anos da última greve, os metalúrgicos de Criciúma e mais 29 cidades do Sul de Santa Catarina pararam as atividades na segunda-feira (2). São cerca de 1.400 trabalhadores que atuam na região. O protesto desta segunda-feira fechou três empresas. Uma de Criciúma e duas de Cocal do Sul envolvendo cerca de 600 trabalhadores com adesão de 100%. A paralisação foi aprovada na segunda assembleia da categoria realizada em 30 de julho, no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e região.
Os trabalhadores reivindicam 6% de ganho real e 4,75% do INPC do período. Os empresários ligados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Máquinas (Sindimaq) ofereceram a inflação e somente 2,56% de aumento real. Segundo o Presidente do Sindicato, Oderi Gomes, a categoria está descontente com a proposta e votou pela paralisação. “Como as empresas estão com a produção a todo vapor e falta de mão-de-obra, é hora de lutar para garantir um melhor salário e outras vantagens”, explica.
Segundo o sindicalista, se não houver avanço nas propostas, outras metalúrgicas devem aderir à greve a partir de hoje. Elas produzem cilos, tubulação e estamparia para cerâmicas entre outros para fábricas do estado. O atual piso pago após 90 dias na empresa é de R$ 758,65.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Criciúma
Campanha mundial contra a Vale ganha impulso em vários países
A campanha do United Steelworkers (USW) – sindicato estadunidense dos trabalhadores siderúrgicos – para evitar que a Vale, gigante brasileira da mineração e siderurgia, promova a erosão das condições de trabalho e negue os direitos fundamentais dos trabalhadores em todas as suas operações pelo mundo está ganhando impulso com o apoio da Federação Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (FITIM) e da ICEM (ramo da mineração) e o site LabourStart.
Membros das duas federações sindicais mundiais estão realizando uma série de ações ao redor do mundo visando operações de negócios da Vale e os investimentos. Já o LabourStart, site especializado em notícias para o movimento sindical internacional, lançou uma carta escrita em favor da campanha e já teve mais de 2,5 mil cartas enviadas ao presidente da Vale, Roger Agnelli, em poucas horas. Alinhado à campanha, a FITIM lançou a sua página de campanha global (www.imfmetal.org/vale) com informações sobre a luta em quatro idiomas.
Os afiliados da FITIM (entre eles a CNM/CUT no Brasil) e da ICEM estão sendo convocados para apoiar a campanha global e enviar cartas para a Vale. Cerca de 3,5 mil membros do USW no Canadá estão em greve desde 13 de julho depois recusarem concessões profundas da gigante brasileira da mineração. A empresa contratou trabalhadores substitutos para continuar a produção durante a greve.
Em 26 de outubro, os trabalhadores da maior mina da Vale no Brasil cruzaram os braços em resposta à proposta da empresa na mesa de negociação. Os trabalhadores na Vale no Brasil denunciaram a negação dos direitos fundamentais do trabalho, baixos salários e as condições precárias de saúde e segurança na empresa.
Em outubro, as afiliadas da FITIM e da ICEM, com a ajuda da Federação Internacional dos Trabalhadores no Transporte, interromperam uma transferência de cobre da Vale do Canadá para a Alemanha e a Suécia. Membros do sindicato realizaram um protesto no porto de Hamburgo e, na Suécia, reuniram-se com os membros do conselho de clientes da Vale Boliden AB, proprietária da fundição de cobre Rönnskär.
A campanha global está causando muito impacto e fazendo alguns executivos da Vale ficarem de com a pulga atrás da orelha. A empresa cancelou duas vezes seu “Vale Day” na Bolsa de Nova Iorque e em Londres, respectivamente. Mais ações globais estão previstas até que uma solução seja alcançada.
Para mais informações sobre a campanha global da FITIM e ICEM em apoio aos trabalhadores da USW na Vale, acesse www.imfmetal.org/vale.
Fonte: FITIM – tradução de Valter Bittencourt
Metalúrgicos da CUT fecham melhor acordo do país
Mais de 10 mil metalúrgicos do ABC compareceram na assembleia de sábado (12) na rua do Sindicato e aprovaram proposta válida para os trabalhadores nas montadoras, garantindo a reposição da inflação de 4,44%, aumento real de 2% e abono de R$ 1.500,00.
“Em razão das difíceis negociações, optamos por fazer um bom acordo com as montadoras”, disse Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Agora, esse acordo vai servir de referência para arrancarmos acordos semelhantes nos demais grupos, onde só ofereceram reposição da inflação”, afirmou.
Manifestações
Ele lembrou que a missão dos trabalhadores dos grupos 2, 3, 8, Fundição e 10 (que tem data base em novembro) é realizar ações de pressão, como assembleias e paradas na produção. “A companheirada tem que ir para cima, pois reforça nossa posição na mesa de negociação”, destacou Sérgio Nobre.
O presidente do Sindicato comentou que esse acordo só foi possível graças à mobilização da categoria, que na semana passada promoveu uma semana de luta, com paradas diárias da produção e manifestações de rua.
Luta nos demais grupos
Amarildo de Araújo, coordenador do CSE na Mahle Metal Leve, avisou que os trabalhadores das autopeças, Fundição e grupos 2 e 8 vão lutar por um acordo digno, como o das Montadoras. “Queremos reposição, aumento real e abono e vamos lutar por isso”, garantiu.
Para Daniel Calazans, coordenador do SUR na Scania, “no início da campanha não tínhamos expectativa favorável a um bom acordo, mas nossa mobilização fez o patrão recuar. A proposta chegou num momento importante”.
Já José Roberto Nogueira, o Bigodinho, coordenador da Comissão de Fábrica na Volks, entende que “o ponto de equilíbrio foi alcançado, pois temos setores que vão bem, como o de carros, e setores que não vão bem, como o de ônibus e caminhões. Quando começamos a campanha não se falava em aumento real, que acabamos conquistando, mais o abono”, comemorou
O acordo
Reposição da inflação de 4,44% e aumento real de 2%, num total de 6,53%, a partir de 1º de setembro.
Abono de R$ 1.500,00 a ser pago em 25 de setembro. Os trabalhadores afastados que trabalharam mais de 120 dias entre 1º de janeiro e 31 de dezembro também vão receber o abono.
Os aprendizes que estão na parte teórica vão receber R$ 500,00 e os que estão na parte prática vão receber R$ 1.000,00. O piso passa para R$ 1,275,00. Para os salários acima de R$ 7 mil será aplicada parcela fixa de R$ 457,10, mais o abono de R$ 1.500,00.
O acordo nas montadoras
6,53% de reajuste total, composto por:
4,44% de reposição da inflação
2% de aumento real
Acima de R$ 7.000,00, fixo de R$ 457,10
Mais R$ 1.500,00 de abono para todos
As propostas já rejeitadas nos demais grupos
Grupo 3 – autopeças, forjarias e parafusos
- 4,4% da inflação
- 1% de real
Grupo 2 – máquinas e eletroeletrônicos
- 4,4% da inflação
- 0 de aumento real
Fundição
- 4,4% de inflação
- 0 de aumento real
Grupo 8 – laminação e trefilação, refrigeração, condutores elétricos, material ferroviário e rodoviário, artefatos de metais, balanças, esquadrias e de construções metálicas.
- Inflação parcelada: 3,8% em setembro e 0,68 para ser aplicada em outubro e R$ 200,00 de abono para dezembro
Grupo 10 – lâmpadas e aparelhos elétricos e de iluminação, equipamentos médicos, odontológicos e hospitalares, móveis metálicos, mecânica, tratamento de superfície, estamparia, material bélico, rolhas metálicas e reparação de veículos.
Fonte: CUT Nacional
Artur Henrique é reeleito presidente da CUT Nacional
O eletricitário de Campinas (Sinergia-CUT), Artur Henrique da Silva Santos foi reeleito presidente da CUT Nacional na tarde de sexta-feira (7), último dia do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). A nova Direção Nacional foi aprovada por unanimidade pelos cerca de 2,5 mil delegados e delegadas de 16 ramos profissionais filiados à Central de todo o País, que participaram, desde o dia 3 de agosto, do CONCUT.
Na composição da Direção, o ramo metalúrgico foi representado pelos dirigentes, José Lopez Feijóo (eleito vice-presidente da CUT Nacional – metalúrgico do ABC); Quintino Severo (secretaria-geral – metalúrgico do Rio Grando do Sul) e Shakespeare Martins de Jesus (diretor executivo – metalúrgico de Minas Gerais).
No seu discurso de posse, Feijóo pediu uma salva de palmas para todos os delegados e delegadas que participaram do CONCUT e elogiou a CUT, mencionando que se hoje ela é a quinta maior central sindical do mundo é fruto da classe trabalhadora brasileira que é guerreira e construtora desta magnitude.
Sobre os grandes desafios da Central para o próximo período, o novo vice-presidente da CUT salientou a importância de construir um novo modelo de organização sindical, que garanta a liberdade de organização no local de trabalho e o fim do imposto sindical (ratificação da Convenção 87 da OIT). Também disse que é fundamental intensificar a luta pela disputa de hegemonia nos meios de comunicação.
Emocionado, Feijóo frisou que “a luta não continua, “a luta é contínua” e ao invés de vamos à luta, “nós sempre estamos em luta”.
O recém reeleito presidente da CUT, Artur Henrique, elogiou a unidade na eleição da nova Direção Nacional, que culminou na Chapa Única, e destacou que é relevante que esta unidade também continue nas ações sindicais desencadeadas pelas Confederações, Federações e nos sindicatos de base. “É importante esta unidade para que estejamos sempre preparados para enfrentar os desafios da conjuntura”.
Artur ressaltou que o “novo time” da CUT Nacional tem como tarefa e responsabilidade intensificar as lutas pela valorização do Salário Mínimo; o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho semanal de 44h para 40 horas, sem redução no salário.
O presidente também conclamou a todos os dirigentes a participarem em peso do Ato Nacional em Defesa dos Serviços públicos, que acontecerá no dia 14 de agosto, em Brasília.
DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – GESTÃO 2009/2012
Executiva
Presidente
Artur Henrique – Urbanitário SP
Vice-Presidente
José Lopez Feijóo – Metalúrgico SP
Secretário-geral
Quintino Severo – Metalúrgico RS
Secretário de Adm. e Finanças
Vagner Freitas – Bancário SP
Secretária de Comunicação
Rosane Bertotti - Rural SC
Secretário de Rel. Internacionais
João Antonio Felicio – Eucação SP
Secretária de Relações do Trabalho
Denise Motta Dau – Seguridade Social SP
Secretário de Formação
José Celestino (Tino) – Educação MG
Secretário de Organização e Política Sindical
Jacy Afonso de Melo - Bancário DF
Secretária da Mulher Trabalhadora
Rosane da Silva – Vestuário RS
Secretário de Políticas Sociais
Expedito Solaney – Bancário PE
Secretário da Saúde do Trabalhador
Manoel Messias – Comunicação PE
Secretária da Juventude
Rosana Sousa de Deus - Químico SP
Secretária de Meio Ambiente
Carmen H. F.Foro – Rural PA
Secretária de Combate ao Racismo
Maria Julia Nogueira - Seguridade Social MA
Diretores(as) Executivos
Julio Turra – Educação SP
Elisângela dos Santos Araújo - Rural BA
Adeilson Ribeiro Telles - Educação RJ
Rogério Pantoja - Urbanitário AP
Dary Beck Filho - Químico RS
Junéia Martins Batista – Municipais SP
Valeir Ertle - Comércio e Serviços SC
Ap. Donizeti da Silva - Químico SP
Jasseir Alves Fernandes - Rural ES
Antonio Lisboa Amâncio do Vale - Educação DF
Pedro Armengol – Administração Pública DF
Shakespeare Martins de Jesus - Metalúrgico MG
Conselho Fiscal
Titulares
Waldir Mauricio - Construção Civil
Joice Belmira da Silva – CNTV RS
Maria Josana - Fetraf
Suplentes
Marlene Ruza - Transporte SP
Sergio Irineu Bolzan - Alimentação MS
Rubens Graciano - SINTAPI
Fonte: CNM/CUT
Trabalhadores param por 24 horas para defender empregos
Os trabalhadores na Mahle, autopeças de São Bernardo, paralisaram a produção nesta sexta-feira (6) em protesto de 24 horas contra possíveis demissões. Isto porque, o segundo o Comitê Sindical, a multinacional demitiu 300 metalúrgicos nesta manhã em sua unidade de Mogi Guaçu e rapidamente correu a notícia de que 180 demissões seriam feitas à tarde na fábrica de São Bernardo.
“Procuramos a fábrica para esclarecer essa notícia e saber de suas intenções e não fomos recebidos”, disse Amarildo Sesário de Araújo, diretor do Sindicato. “Por isso, desencadeamos o protesto e aprovamos aviso de grave como ação preventiva”, completou.
São cerca de 1.200 metalúrgicos na planta. De tarde o Sindicato fará nova assembléia com o pessoal do segundo turno e a orientação será para os trabalhadores retornarem para suas casas. O mesmo irá ocorrer com o turno da noite.
Fonte: Sindicato do ABC
Metalúrgicos protestam contra banqueiros nesta terça (4/11)
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC participam nesta terça-feira (4), a partir das 10h, em frente ao Banco Real da Avenida Paulista (onde está instalado o escritório do presidente da Febraban, Fábio Barboza), da manifestação contra os banqueiros (leia aqui). O protesto vai exigir que os bancos parem de especular por conta da crise internacional e usem a ajuda que receberam do governo federal para liberar crédito ao consumidor.
O governo federal adotou medidas para que os grandes bancos, que bateram recordes históricos de lucro este ano, comprassem carteiras de instituições menores. O objetivo era garantir crédito e consumo interno aquecidos. O que fizeram os bancos e banqueiros? Usaram a ajuda estatal para especular.
Do total de R$ 30 bilhões, em compulsório, que o Banco Central colocou à disposição dos grandes bancos, somente R$ 5 bilhões foram usados para adquirir carteiras de bancos menores - a maioria financiamento de veículos e de consignado – até sexta-feira (31/10).
A manifestação desta terça-feira na Avenida Paulista vai questionar essa estratégia equivocada dos bancos, que coloca em risco o crescimento do País e, em conseqüência, a manutenção e geração de empregos.
Fonte: CNM/CUT
Metalúrgicos vencem eleições em todo o país
O ano de 2008 será lembrado para sempre entre os metalúrgicos da CUT. Diversos companheiros tiveram o reconhecimento da população pelo trabalho realizado em prol da classe trabalhadora como dirigentes sindicais e conquistaram vitórias importantes nas eleições municipais para ocupar cargos no Legislativo e Executivo.
Foram pelo menos 21 companheiros que atuam no sindicalismo de base, em entidades filiadas à Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), eleitos para ocupar vagas nas Câmaras Municipais em todo o país.
Mas o grande destaque entre os metalúrgicos eleitos em 2008 foi Luiz Marinho. Com 58,19% dos votos válidos, Marinho conquistou a prefeitura de São Bernardo do Campo ao vencer o candidato da situação, o tucano Orlando Morando, que obteve 41,81%. Durante sua militância sindical, Marinho ocupou a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e também foi presidente nacional da CUT. Antes de se tornar prefeito, o metalúrgico ocupou também os Ministérios do Trabalho e da Previdência no governo Lula.
Cidade histórica para a classe operária – São Bernardo tem 800 mil habitantes e diversos simbolismos para o PT e os trabalhadores metalúrgicos, já que foi palco das greves mais importantes da história sindical do País na década de 70, num movimento liderado pelo então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou fomentando a criação do Partido dos Trabalhadores e da CUT. O município tem orçamento de R$ 2,2 bilhões. O terceiro maior de São Paulo.
Também elegeram-se para o cargo de prefeito dois metalúrgicos do Rio Grande do Sul: Vilmar Ballin (Sapucaia do Sul) e Gilmar Rinaldi (Nova Santa Rita), que foi dirigente no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas.
Vereadores – Da atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, foi eleito o companheiro Paulo Dias, que ficou entre os dez candidatos a vereador mais votados em São Bernardo e foi eleito pelo Partido os Trabalhadores, com 4.890 votos, além dele, os ex-diretores José Ferreira e Tião Mateus também exercerão mandatos na cidade nos próximos quatro anos.
Em Diadema foram eleitos vereadores Zé Antonio e Maninho, e na cidade de Santo André os companheiros Malatesta, Jairinho e Montorinho foram eleitos. Em Mauá foi eleito para a Câmara o companheiro Marcelo Oliveira.
Na cidade de São Paulo foi eleito vereador o companheiro Alfredinho (ex-Ford) e em Suzano o companheiro Derli.
No interior do Estado elegeu-se vereador o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Izídio de Brito, além dos companheiros Ronaldo (São Carlos), Abelardo (Botucatu), Willhes Gomes (Salto) e Geraldinho (Piedade).
No Estado do Rio de Janeiro, Mirim ocupará uma cadeira na Câmara de Resende. Já em Minas Gerais, Cícero, que é dirigente no Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem foi eleito na cidade de Ibirité.
No Rio Grande do Sul, mais metalúrgicos tiveram a aprovação do povo gaúcho das urnas: Jaime Basso conquistou uma cadeira na Câmara dos Vereadores de Erechim, Nelsinho foi eleito em Canoas e Zé Rosales, que pertence à base dos metalúrgicos de Canoas, foi eleito em Nova Santa Rita.
As vitórias desses companheiros garantem representatividade para a categoria e poder de mobilização junto às empresas para as reivindicações dos trabalhadores.
Há também companheiros que obtiveram um número expressivo de votos e estão na condição de suplentes. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, Claudir Nespolo e o funcionário na Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, Profeta, são dois exemplos de metalúrgicos que podem ocupar em breve uma vaga no Legislativo.
Em Taubaté, os metalúrgicos tiveram uma boa participação. Os três candidatos a vereador pelo Partido dos Trabalhadores obtiveram juntos 2.822 votos, representando 28,5% dos votos para vereador do partido. O companheiro Baiano foi o candidato a vereador mais votado do PT de Taubaté, com 1.662 votos.
Vale lembrar que os metalúrgicos também possuem representantes na Câmara Federal, com os deputados Vicentinho (SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC e da CUT e Marco Maia (RS), que já foi dirigente na FEM/CUT-RS e na CNM/CUT.
Apoio metalúrgico em Santa Catarina – Ao lado de mais de 3 mil militantes e simpatizantes, o petista Carlito Merss, comemorou a vitória nas eleições para prefeito de Joinville. A cidade que em breve receberá a nova planta da GM no país, hoje é o maior colégio eleitoral do estado com cerca de 340 mil eleitores e teve uma participação decisiva dos metalúrgicos durante sua vitoriosa campanha.
Além da cidade catarinense, outros importantes pólos industriais do país elegeram prefeitos do PT que trabalham alinhados à luta da classe trabalhadora: Guarulhos, Osasco, São Carlos, Hortolândia e Votorantim (SP), Betim e Contagem (MG), Petrópolis (RJ), Anápolis (GO), Canoas, São Leopoldo, Viamão, Gravataí e Novo Hamburgo (RS), Vitória (ES), Camaçari (BA) e Fortaleza (CE), entre outras. As vitórias nestes importantes centros industriais foram fruto dos benefícios causados pelo aumento nos investimentos, o crescimento do emprego e a melhoria salarial, que são conquistas do governo Lula e dos sindicatos.
Fonte: Sindicato do ABC
Trabalho decente é tema central do 6º Congresso dos Metalúrgicos
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC abre oficialmente, nesta segunda-feira (15), a partir das 18h, o 6º Congresso da categoria com debate sobre Trabalho Decente, um dos 12 temas (veja todos abaixo) do certame, que será encerrado em 12 de maio de 2009. A abertura do 6º Congresso marca também o início do calendário das comemorações dos 50 anos de fundação do Sindicato.
No evento o tema Trabalho Decente será debatido pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuci, o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), Márcio Pochmann; a coordenadora de Gênero da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Brasil, Solange Sanches, e a vice-presidente da CUT e coordenadora da Confederação Nacional de Agricultura, Carmen Foro. O debate acontecerá no auditório do terceiro andar do Sindicato, será mediado pelo presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Arthur Henrique, e aberto aos trabalhadores da categoria, inclusive para perguntas.
O objetivo do debate, segundo o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, é garantir a apropriação do conceito Trabalho Decente, pela categoria, desencadear uma campanha e espaços de denúncia contra a precarização do trabalho e expandir a discussão também para o restante do País. Trabalho Decente é uma condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável, afirma o dirigente.
Ele destaca que o conceito de trabalho decente pode ser usado como parâmetro para aliar desenvolvimento social a crescimento econômico por meio da participação dos trabalhadores. Pesquisas recentes revelaram que cerca de 80% dos trabalhadores desconhecem o significado de Trabalho Decente.
O conceito
Segundo a OIT, trabalho decente é um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança, e que garanta uma vida digna a todas as pessoas que vivem do trabalho e a suas famílias. Também pode ser entendido como emprego de qualidade, seguro e saudável, que respeite os direitos fundamentais do trabalhador, garanta proteção social quando o trabalho não pode ser exercido (desemprego, doença, acidentes, entre outros) e assegure uma renda para a aposentadoria. Também engloba o direito à representação e à participação no diálogo social. Trabalho decente diz respeito à dignidade humana.
Nobre destaca que, segundo especialistas, um dos principais itens a ser observado como indicador de Trabalho Decente é o nível de liberdade de associação sindical. Não existem práticas de trabalho decente onde não existem sindicatos livres.
Os demais temas
Todos os 12 temas do Congresso serão discutidos até maio do ano que vem a partir de debates com personalidades e especialistas de cada setor. Os trabalhadores terão canais específicos para fazer suas propostas e sugestões. Os temas do 6º Congresso são: Trabalho Decente; Organização sindical; Responsabilidade social das empresas; Comunicação; Relações sindicais; Política cultural; Regionalidade; Pauta governamental; Meio ambiente; Formação; Cooperativismo; Saúde e segurança.