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	<title>Sindicato dos Mecânicos &#187; mídia</title>
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		<title>Jornalismo: STF publica acórdãos &#8211; Fenaj prepara embargos</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Diário da Justiça do STF (Supremo Tribunal Federal) publicou nesta sexta-feira, (13/11), o acórdão do julgamento que extinguiu a obrigatoriedade da formação superior específica para o exercício do Jornalismo. A decisão do Supremo é de 17 de junho passado e deixou revoltados os jornalistas brasileiros e perplexa e apreensiva toda a sociedade. Na próxima segunda, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, reúne-se, em São Paulo, com o advogado João Roberto Pizza Fontes para discutir a possibilidade de apresentar embargos declaratórios sobre a decisão do STF.</p>
<p>Na interpretação do presidente da FENAJ o texto saiu sob encomenda dos patrões. “É um escândalo que o acórdão declare a inconstitucionalidade de um conselho ou uma ordem profissional que não estava sob julgamento”, declarou. Para ele, a regulamentação continua em vigor e a necessidade do registro também. “Em que pese as manifestações públicas de ministro Gilmar Mendes contra a profissão, vamos seguir lutando no Congresso Nacional para restabelecer a exigência do diploma”, disse Murillo.</p>
<p>Com a publicação do acórdão, a Federação vai solicitar uma audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, para discutir como serão os procedimentos de registro de jornalista que o Ministério irá adotar.</p>
<p><em>Fonte: Fenaj</em></p>
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		<title>Marcha dos Trabalhadores e o apagão da mídia</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 17:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[apagão da mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p align="justify">Em 11 de novembro de 2009, cerca de 50 mil trabalhadores atravessavam as ruas do Planalto, em Brasília, para a tradicional Marcha Nacional da&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Em 11 de novembro de 2009, cerca de 50 mil trabalhadores atravessavam as ruas do Planalto, em Brasília, para a tradicional Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Fizeram a maior das mobilizações unitárias desde 2004.</p>
<p>A Marcha é um encontro já tradicional de trabalhadores nas ruas da capital federal, que a cada ano reforça a história de lutas e conquistas da classe trabalhadora brasileira e neste ano agitou suas bandeiras vermelhas, cor de laranja, amarelas e verdes pela redução da jornada de trabalho.</p>
<p>No mesmo dia, nas televisões, rádios, jornais e revistas não se viu uma nota sobre a mobilização, sobre a luta dos trabalhadores em Brasília pelo direito de ter para si mais tempo de suas vidas. A explicação: o fato do dia foi o apagar das luzes no Brasil. A pane na transmissão elétrica deixou sem luz São Paulo e Rio de Janeiro por quatro horas e durante 15 minutos outros oito Estados.</p>
<p>Uma queda na energia em dez estados é realmente um acidente impressionante, uma notícia que chama a atenção do mundo e merece uma atenção especial da mídia, das autoridades e do conjunto da sociedade brasileira. Afinal, foi um evento que interferiu na vida de milhões de brasileiros. Porém, fica a pergunta: será que é um evento tão importante que retire do ar todos os demais fatos de nossa vida?</p>
<p>A queda da energia que ocorreu é uma falha do sistema elétrico nacional que precisa tecnicamente ser corrigido, mas o apagar da mídia sobre uma luta que diz respeito aos milhões de trabalhadores brasileiros é uma falha que precisa ser corrigida politicamente.</p>
<p><em>Fonte: Subseção Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC</em></p>
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		<title>Confecom: participação popular marca etapas estaduais</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 16:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Confecom]]></category>
		<category><![CDATA[conferência nacional de comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[<p align="justify">Organizações da sociedade civil, representantes da administração pública e de setores empresariais terão uma semana intensa de mobilização para cumprir as etapas estaduais da&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Organizações da sociedade civil, representantes da administração pública e de setores empresariais terão uma semana intensa de mobilização para cumprir as etapas estaduais da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que tem como tema &#8220;Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital&#8221;.</p>
<p>É que até o dia 15 de novembro, em pelo menos sete estados as plenárias estaduais serão realizadas para definir propostas e escolher os delegados que participarão da reunião nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Ao longo desta semana, serão realizadas reuniões plenárias em Rondônia (13), Mato Grosso do Sul (14), Tocantins (14), Minas Gerais (15), Pernambuco (15), Bahia (15) e Santa Catarina (15).</p>
<p>Paraná, Rio de Janeiro, Acre e Piauí promoveram as etapas de conferências estaduais na última semana e definiram os nomes dos 257 delegados e pelo menos 377 propostas.</p>
<p>As propostas estão contempladas nos três eixos temáticos definidos pela comissão organizadora nacional da Confecom: produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania: direitos e deveres. Entre as propostas definidas até agora estão a que cria um conselho federal de jornalistas como instrumento de aplicação do código de ética da proibição, a destinação de publicidade pública para rádios comunitárias e a proibição de veiculação de conteúdo homofóbico ou degradante à cultura GLBT nos meios de comunicação.</p>
<p>O presidente da comissão organizadora da Confecom, Marcelo Bechara, considera que as etapas estaduais promovidas até agora refletiram o esforço pela definição de uma pauta consistente. &#8220;O Paraná, por exemplo, mostrou que se preparou para a conferência estadual de forma bem estruturada. Isso se refletiu desde o número de inscrições até a programação de paineis&#8221;, disse.</p>
<p>Um dos temas que despertou muito interesse nas plenárias estaduais é o que trata dos meios para ampliação da democratização da informação em comunidades carentes. No Acre, por exemplo, houve relatos abordando a dificuldade de acesso à informação em locais ermos, como os seringais. Na conferência estadual do Piauí, também foram citados os mesmos problemas para acesso à informação em cidades do interior. O mesmo ocorreu nas comunidades populares do Rio de Janeiro. Nesses três casos, ressaltou-se o papel social das rádios comunitárias para minimizar a defasagem da informação.</p>
<p>No Acre, onde há o isolamento de comunidades rurais, surgiram propostas para minimizar o problema com a instalação de telefones públicos. No Piauí, a flexibilização das regras para constituição das rádios comunitárias foi o tema de maior destaque.</p>
<p>No Rio de Janeiro, cujas plenárias contaram com a participação de 500 representantes da sociedade civil, poder público e sociedade civil empresarial, tratou-se de definir o fim da cobrança de direitos autorais feita pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) a rádios comunitárias. Os participantes também levantaram a necessidade de universalizar a banda larga.</p>
<p>As etapas estaduais da conferência nacional são consideradas decisivas porque é onde surgem propostas para atender aos problemas mais latentes da sociedade. Além disso, em cada uma das 28 plenárias nos estados e no Distrito Federal serão escolhidos os delegados que representarão a sociedade civil &#8211; representantes dos movimentos sociais e de empresários.</p>
<p><strong>Programação das Conferências estaduais<br />
</strong>12 a 13/11 &#8211; Rondônia <br />
13 a 14/11 &#8211; Mato Grosso do Sul<br />
 13 a 15/11 &#8211; Minas Gerais, Pernambuco<br />
 14/11  &#8211; Tocantins<br />
 14 a 15/11 &#8211; Bahia, Santa Catarina<br />
 16 a 18/11 &#8211; Maranhão<br />
 17 a 19/11 &#8211; Amapá<br />
 17 a 18/11 &#8211; Amazonas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul<br />
 19 a 20/11 &#8211; Mato Grosso, Sergipe<br />
 19 a 21/11 &#8211; Alagoas<br />
 20 a 21/11 &#8211; Pará, Paraíba, Roraima, São Paulo<br />
 20 a 22/11 &#8211; Ceará, Espírito Santo, Distrito Federal e Goiás</p>
<p align="justify"><em>Fonte: </em><a href="http://www.mc.gov.br/">Ministério das Comunicações</a></p>
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		<title>&#8220;Por uma CPI do latifúndio midiático&#8221;</title>
		<link>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/11/09/por-uma-cpi-do-latifundio-midiatico/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nossa Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Em seu &#8220;O Livro dos Abraços&#8221;, Eduardo Galeano nos conta de uma tribo indígena que decepava a cabeça de seus adversários e as deixava&#8230;</span></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Em seu &#8220;O Livro dos Abraços&#8221;, Eduardo Galeano nos conta de uma tribo indígena que decepava a cabeça de seus adversários e as deixava minguar até caber na palma da mão. Para impedir qualquer surpresa desagradável, ainda costuravam sua boca.<br />
</span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><br />
Guardadas as proporções de sentido, é exatamente esta a direção do empenho dos barões da mídia quando inundam a programação das &#8220;suas&#8221; emissoras de rádio e televisão com desinformação e alienação.</p>
<p>Entre outros lixos tóxicos, despejam cotidianamente em milhões de lares doses de apatia e criminalização dos movimentos sociais, a quem tentam macular com os antivalores do oportunismo, da covardia e da violência. Com a surrada fórmula da repetição, já que instrumentalizam os meios de comunicação para contaminar e degradar o ambiente das relações pessoais, buscam apequenar cérebros, silenciar falas, deturpar conceitos&#8230;</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Felizmente, há lições que ficaram, aprendidas pelos anos de engano e manipulação, de edição de debates televisivos, de programas editorializados que interpretavam a realidade ao bel prazer do anunciante. Bem menos dócil e muito menos conformada, a população vem fazendo a sua própria leitura, ampliando a <span> </span>independência, cortando os fios que a buscavam conduzir mais para ser menos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';"></p>
<p>Compreendendo a comunicação social como direito humano, e comprometida com a sua democratização, a CUT propôs, com o respaldo das demais centrais sindicais, um projeto que dá vida à determinação constitucional do direito de antena, garantindo a abertura de um espaço que é público &#8211; mas erroneamente aproveitado de forma privada &#8211; a estas entidades.</p>
<p>Uma vez aprovado o projeto, encaminhado pelo deputado Vicentinho, teremos o espaço sindical gratuito no rádio e na televisão, nos mesmos moldes do horário eleitoral, conforme a representatividade de cada central.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Assim que manifestamos a decisão, a reação fez-se ouvir por editoriais e matérias consagradas a denunciar o desplante da &#8220;República Sindical&#8221;, havendo filas de colunistas, prenhes de mentiras e calúnias, repetindo o jargão de seus patrões.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">O que está por trás da CPI do MST senão a produção de desmemória coletiva? Ou a repetição de uma tomada aérea de pés de laranja arrancados é mais notícia do que a invasão de terras públicas pela Cutrale? E o que dizer dos milhões de litros de pesticidas lançados sobre o campo pelo agronegócio, concentrador de renda, que polui, desemprega e mata? Por que a campanha pela redução da jornada para 40 horas semanais não aparece no noticiário, nem os milhares de mutilados e lesionados pela intensidade do ritmo de trabalho, pela precarização?</p>
<p>Por que não há reportagens sobre os que enriqueceram com as privatizações/desnacionalizações durante o desgoverno FHC? Por que a cratera do metrô, que matou em São Paulo, não ganha destaque, assim como os pedágios mais caros do Brasil, que ficam no mesmo Estado, e os piores salários de policiais e professores? Para que serve a propaganda da Sabesp no Nordeste?</p>
<p>Afinal, quantas vezes você leu, viu ou ouviu que o relatório da Polícia Federal sustenta que &#8220;uma das atividades em que atua a organização criminosa, liderada por Daniel Dantas, é na compra e venda de fazendas, gado e outros negócios agropecuários&#8221;? Por que os que se dizem defensores da liberdade de imprensa e do debate se retiraram da Conferência Nacional de Comunicação e não querem debater a comunicação como política pública com participação social?</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Será por que é necessária uma CPI do latifúndio midiático?<br />
<span><em><br />
Escrito por Rosane Bertotti, secretária Nacional de Comunicação e membro da Comissão Organizadora da Confecom</em> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Centrais sindicais realizam Seminário Nacional de Comunicação em São Paulo no próximo dia 21</title>
		<link>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/10/19/centrais-sindicais-realizam-seminario-nacional-de-comunicacao-em-sao-paulo-no-proximo-dia-21/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:47:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[conferência nacional de comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>As seis centrais sindicais brasileiras (CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT realizarão na próxima quarta-feira, 21 de outubro, um Seminário Nacional&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As seis centrais sindicais brasileiras (CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT realizarão na próxima quarta-feira, 21 de outubro, um Seminário Nacional de Comunicação das Centrais Sindicais, em São Paulo.</p>
<p>Conforme as entidades, o objetivo é dar uniformidade às reivindicações do movimento sindical na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), remarcada pelo governo federal para os dias 14, 15, 16 e 17 de dezembro em Brasília. Já estão em andamento as etapas municipais e estaduais da Confecom e as centrais avaliam ser decisivo apresentar propostas comuns, que dialoguem com o conjunto dos movimentos sociais, para garantir avanços e uma efetiva democratização da comunicação.</p>
<p>O evento iniciará com uma apresentação do jornalista Altamiro Borges, autor do livro &#8220;A Ditadura da Mídia&#8221;, que contextualizará a questão do monopólio dos meios, alternativas e perspectivas de luta pela construção de um novo marco regulatório, seguida de informe sobre o andamento dos trabalhos na Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Comunicação, por Rosane Bertotti, membro titular da Comissão e secretária nacional de Comunicação da CUT. Posteriormente, um dirigente por central dará seu informe e fará sua apreciação do embate em curso, abrindo para o debate sobre avaliações e encaminhamentos.</p>
<p>Entre as propostas que serão apresentadas por Rosane Bertotti estão mudanças nos processos de concessões de rádio e TV, regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, fortalecimento do sistema público de comunicação e fomento a rádios e TVs comunitárias, estabelecimento de políticas e de mecanismos de controle público da comunicação, universalização da banda larga e inclusão digital e o estabelecimento de um horário sindical gratuito para as centrais, a exemplo do que já acontece com os partidos políticos.</p>
<p>Conforme Rosane Bertotti, é importante ressaltar que as entidades sindicais não partem do zero neste debate, tendo todas, a seu modo, acumulado inúmeras experiências no embate por direitos e conquistas da classe trabalhadora. &#8220;O Seminário contribuirá para ampliar o foco no que é principal, para garantir que esta Conferência tripartite, democrática, com respeito à representatividade e diversidade, à pluralidade de nosso país, e com efetiva participação dos movimentos sindical e social, encaminhe propostas que sejam concretizadas, particularmente no que diz respeito ao controle público sobre a comunicação&#8221;, acrescentou.<br />
Na avaliação do secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), o Seminário é relevante, pois debaterá a comunicação como instrumento de poder, hoje completamente nas mãos do capital. “Os trabalhadores estão mobilizados para garantir o acesso da população à informação, para que também possam influir e ser ouvidos”, acrescentou.</p>
<p>Para o vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), que também responde pela Comunicação da CGTB,”ninguém mais do que os trabalhadores quer a democratização de meios que são utilizados para criminalizar os movimentos sociais, a quem negam até mesmo o direito de resposta”. “As centrais estão conscientes de que esta é uma luta contra monopólios que colocam o interesse mercantil acima de tudo”, declarou.</p>
<p>O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, acredita que a classe trabalhadora, assim como toda a sociedade brasileira, tem que participar com mais clareza da comunicação institucional. “A Conferência Nacional de Comunicação é um marco, somente possível de ser viabilizado por um governo de origem social, que está permitindo que a classe trabalhadora, os excluídos, possam participar de forma democrática e ativa no debate sobre este setor fundamental”, ressaltou Patah.</p>
<p>Segundo o secretário de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Eduardo Navarro, “o Seminário das centrais é de extrema importância porque o movimento sindical estará unificando proposições dentro de uma linha de atuação comum”. “A grande mídia bombardeia os movimentos populares, criminaliza, esta semana foi o MST. Precisamos de meios de comunicação mais acessíveis à participação, com mecanismos de democratização, para que não continuem sendo absurdas ferramentas contra a sociedade”, destacou Navarro.</p>
<p>O presidente estadual da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Luiz Gonçalves (Luizinho), acredita que o Seminário do dia 21, reunindo todas as centrais, contribuirá para uma intervenção mais efetiva dos trabalhadores nos espaços da Confecom, que deve ampliar o acesso do movimento sindical aos meios de comunicação, “que hoje nos calam, a não ser que se pague a peso de ouro por um horário para sermos ouvidos numa concessão que é pública”.</p>
<p>Participarão do Seminário cerca de seis representantes por central. A conclusão das propostas deverá ser apresentada em documento à militância e à sociedade, com as bandeiras comuns reforçadas pela VI Marcha da Classe Trabalhadora, que ocorrerá no dia 11 de novembro, na capital federal. O evento acontecerá na Rua Formosa, 367, 4º andar, sede nacional da UGT. Mais informações &#8211; SECOM/CUT (11) 2108.9298.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Comissão define eixos da Conferência de Comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 19:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[conferência nacional de comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[<p align="justify">A comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, presidida pelo consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, reúne-se nesta quarta-feira para definir&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, presidida pelo consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, reúne-se nesta quarta-feira para definir os eixos temários que deverão marcar o evento, que será realizado entre 1º e 3 de dezembro.</p>
<p align="justify">O subgrupo criado para tratar do assunto apresenta aos integrantes da comissão organizadora, que reúne representantes do governo federal, de organizações empresariais e dos movimentos sociais, três eixos temáticos que marcarão os debates: &#8220;produção de conteúdo&#8221;; &#8220;meios de distribuição&#8221;; e &#8220;cidadania: direitos e deveres&#8221;.<br />
 <br />
O tema da conferência, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é &#8220;Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital&#8221;. O governo espera que ao final do encontro, que será realizado em Brasília, sejam elaboradas propostas para uma Política Nacional de Comunicação, abrindo o debate com todos segmentos da sociedade. A conferência nacional será precedida de encontros estaduais e municipais, que serão realizados entre 15 de setembro até 8 de novembro.<br />
 <br />
O regimento interno da conferência, aprovado na semana passada, prevê a participação de até 1.539 delegados. Pelas regras já definidas, as conferências estaduais e distrital que precederão o encontro de dezembro serão organizadas e coordenadas por uma comissão estadual ou distrital, observado o critério de composição e deliberação estabelecidos pela comissão organizadora da Confecom. O governo federal vai indicar 154 delegados, escolhidos entre funcionários da administração pública federal, direta ou indireta.<br />
 <br />
A comissão organizadora deve definir ainda quem serão convidados a participar como observadores da conferência nacional. A idéia é chamar personalidades nacionais e internacionais, representantes de organizações não-governamentais, de organismos internacionais para atuarem no evento, embora não tenham direito a voto.</p>
<p align="justify"><em>Fonte: Ministério das Comunicações</em></p>
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		<title>&#8220;O STF e o faroeste de uma imprensa sem lei&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Romanceada pelos filmes de bang-bang, a conquista do Oeste americano e sua intensa troca de tiros e matança de índios ficou marcada como uma&#8230;</span></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Romanceada pelos filmes de bang-bang, a conquista do Oeste americano e sua intensa troca de tiros e matança de índios ficou marcada como uma luta ferrenha de mocinhos contra bandidos, onde a estrela conferia autoridade ao xerife para pôr ordem naquela terra sem lei. Íntimo dos banqueiros e dos donos da ferrovia &#8211; o principal meio de comunicação da época &#8211; o xerife quase sempre legislava em causa própria, a favor de seus senhores.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Passados quase duzentos anos, a decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a lei de imprensa impõe ao país a mesma lógica do faroeste, conferindo carta branca aos monopólios de comunicação, que dominam quase completamente o espectro audiovisual e a formatação de idéias e informações no país. Aquela era uma lei dos tempos da ditadura militar, que tanto combatemos, e precisava ser completamente reformulada. Mas, infelizmente, o que se fez foi conferir aos meios de comunicação os mesmos poderes discricionários da época.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Revogada por sete dos 11 ministros do STF, a lei da imprensa determinava penas maiores para os crimes de calúnia e difamação do que o código penal, sendo um anteparo contra os abusos dos donos de meios de comunicação que, agora, se veem sem freios. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Como alertou o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, a ação desta mídia &#8220;pode ser destrutiva de pessoas públicas e privadas, como temos assistido neste país&#8221;.<br />
</span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><br />
Na prática, ficaram ainda mais vulneráveis os que são bombardeados cotidianamente pelos mísseis dos anti-valores políticos, ideológicos e culturais, via rádio, televisão, revista e jornal. Uniformizando o discurso, nos impõem padrões de comportamento que exacerbam a violência, o consumismo e o preconceito.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Desta forma, ao contrário de se investir no fortalecimento de uma imprensa livre, diversa e plural, a decisão do STF fomenta ainda mais os vínculos político-financeiros entre os donos dos meios e seus financiadores, ao negar o direito de resposta a quem é atacado. Uma luta &#8220;livre&#8221; entre um peso pesado e um mini-mosca, a quem é conferido o direito de apanhar e ser hospitalizado.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Agora, os pedidos de resposta &#8211; mais do que necessários diante dos reiterados abusos praticados cotidianamente por meios de comunicação que reduziram a informação a um negócio qualquer &#8211; ficarão à mercê da interpretação de juízes, à luz do parágrafo 5º da Constituição, que assegura muito genericamente o &#8220;direito de resposta, proporcional ao agravo&#8221; e indenização por eventuais danos.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Como declarou o secretário de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, existem aspectos que lidam com direitos individuais e a pessoa tem que poder buscar reparação. &#8220;Do jeito que está, cada juiz vai decidir de uma forma e isso não é bom&#8221;, afirmou.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Na mesma linha, alguns ministros defenderam a manutenção dos artigos 20, 21 e 22 da lei de imprensa, que tratam dos crimes de injúria, calúnia e difamação. &#8220;O tratamento em separado dessas figuras penais quando praticadas através da imprensa se justifica em razão da maior intensidade do dano causado à imagem da pessoa ofendida&#8221;, declararam, frisando que a fixação de normas para regular estes temas é necessária para que o Estado possa garantir tratamento igualitário entre os cidadãos.</p>
<p>O mesmo vale para a questão do enfrentamento aos preconceitos, advertiram: &#8220;suprimir pura e simplesmente as expressões a eles correspondentes equivalerá, na prática, a admitir que, doravante a proteção constitucional, a liberdade de imprensa compreende também a possibilidade de livre veiculação desses preconceitos sem qualquer possibilidade de contraponto por parte dos grupos sociais eventualmente prejudicados&#8221;. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Cabe agora ao Congresso Nacional correr atrás do prejuízo, antes que seus parlamentares e a própria instituição virem presa desta armadilha.</p>
<p></span><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Assim, ao lado da FNDC, do Intervozes, da Fenaj e de tantos parceiros dos movimentos sindical e social, estaremos mobilizados pela aprovação de uma nova lei que regulamente o setor, pondo freio a eventuais abusos. Da mesma forma, defenderemos que a I Conferência Nacional de Comunicação seja um espaço onde a sociedade debata e faça ecoar o compromisso com a construção de meios públicos e comunitários que possibilitem a disputa de hegemonia com o retrocesso, democratizando a comunicação e o país.<br />
<span style="font-size: 10pt; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><span class="small"><span style="color: #969696;"><em><br />
Escrito por Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT</em></span></span></span></span></p>
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		<title>Comunicação: Pré-Conferência Regional Sul da CUT define propostas</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Entre as importantes intervenções de sindicalistas, técnicos e intelectuais na pré-conferência Regional Sul de Comunicação, realizada entre os dias 13 e 15 de maio,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as importantes intervenções de sindicalistas, técnicos e intelectuais na pré-conferência Regional Sul de Comunicação, realizada entre os dias 13 e 15 de maio, em Florianópolis, com as presenças das CUTs Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, destacamos na edição de hoje o debate Construindo um sistema público de comunicação &#8211; o papel das políticas públicas.</p>
<p>O tema &#8220;O que está em jogo na Conferência Nacional de Comunicação&#8221; (convocada pelo presidente Lula para os dias 1, 2 e 3 de dezembro) foi problematizado pelo professor Bernardo Kucinski, doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pelo Institute of Latin American Studies da London University e o jornalista José Torves, sociólogo, mestre em comunicação pela PUC-RS, doutorando em Comunicação pela UNB e diretor da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), que sublinharam o papel da Central Única dos Trabalhadores e dos movimentos sociais na construção de propostas a serem encaminhadas unitariamente à Conferência, como referência para uma efetiva democratização da mídia.</p>
<p><strong>IDEOLOGIA </strong>- Kucinski denunciou a exacerbação ideológica dos grandes meios de comunicação, citando o caso dos &#8220;jornalões&#8221; que, ao saírem no dia seguinte às notícias, &#8220;com pelo menos oito horas de atraso&#8221;, trazem cada vez menos informação e mais interpretação. &#8220;No Brasil, o problema se agrava, pois temos uma mídia altamente concentrada, oligárquica&#8221;, assinalou Kucinski, frisando que &#8220;o golpismo é uma síndrome desta mídia, cuja poderosa articulação traz risco à democracia&#8221;.</p>
<p>Exemplificando, o professor lembrou como os grandes meios acabam reproduzindo a mesma visão de mundo, colocando-se no campo oposto ao do interesse nacional e popular: &#8220;estão todos contra o Mercosul, contra o Programa Bolsa Família e o Pré-sal, é como se tivessem um comando supremo da burguesia, o que tem um efeito muito pernicioso para a democracia&#8221;. Da mesma forma, disse, a nível local, nos pequenos municípios, a &#8220;ética da malandragem&#8221; se reproduz, convertendo-se numa cultura dominante nos meios, &#8220;o que é muito grave&#8221;.</p>
<p>Entre as iniciativas que necessitam ser implementadas, defendeu Kucinski, encontra-se a criação de um sistema de distribuição de revistas pelos Correios, que é estatal, &#8220;para combater o monopólio no terreno comercial&#8221;, um &#8220;plano agressivo de inclusão digital, utilizando os recursos do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), que nós já pagamos nas nossas tarifas de telecomunicações&#8221; e o imediato recadastramento das rádios e televisões, com o governo assegurando que se cumpra a lei, disciplinando de uma vez por todas as concessões públicas.</p>
<p>Além destas medidas, o professor ressaltou a importância da pressão popular para que haja investimento do governo na imprensa alternativa, comunitária, estatal e pública, a fim de que se possa fazer um contraponto real e eficiente &#8220;ao mimetismo do sistema dominante&#8221;.</p>
<p><strong>FINANCIAMENTO</strong> &#8211; A democratização das verbas publicitárias também foi objeto da análise de José Torves, que enfatizou a necessidade de se priorizar o financiamento de meios alternativos à mídia mercantil, para que haja investimento na diversidade e pluralidade.</p>
<p>&#8220;Precisamos consolidar nossas posições para confrontar os valores do sistema capitalista, para dar-lhe enfrentamento também na superestrutura, no ideológico. Hoje, esta é uma realidade distante, pois apenas oito famílias dominam a comunicação no país&#8221;, declarou o dirigente da Fenaj, expressando que esta concentração absurda e absoluta vai tolhendo a possibilidade da crítica.</p>
<p>Torves citou o projeto de cotas de produção regional, apresentado pela deputada Jandira Feghali, e que está engavetado na Câmara, como &#8220;uma das iniciativas a serem resgatadas&#8221; como proposta para a Conferência Nacional de Comunicação. &#8220;A diversidade tem que estar contemplada&#8221;, enfatizou.</p>
<p>Outro ponto importante na avaliação de Torves é a garantia de uma legislação de fiscalização dos grupos de comunicação, citando o caso da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicações) com suas 22 estações de TV &#8211; quando a lei permite apenas 3 &#8211; e 25 emissoras de rádio. &#8220;Sem falar na péssima qualidade da informação e da programação das emissoras do país, que não cumprem os pré-requisitos fundamentais para uma concessão pública&#8221;, acrescentou o dirigente da Fenaj.</p>
<p>Na avaliação da secretária nacional da CUT, Rosane Bertotti, os elementos trazidos pelos dois painelistas foram fundamentais para consolidarmos propostas para a Conferência Nacional de Comunicação que sejam estratégicas na disputa de hegemonia.</p>
<p>“Uma das questões centrais é que necessitamos de instrumentos próprios para dialogar com a sociedade, para que não fiquemos reféns da mídia mercantil. Para isso, precisamos fazer um grande mutirão de debate, transformando o espaço proporcionado pela Conferência em construção, em consolidação efetiva de posições do campo popular, dos que defendem a democratização dos meios de comunicação”, explicou Rosane Bertotti.</p>
<p><strong>LIVRO </strong>- Como atividade cultural da pré-Conferência, foi lançado o livro Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo (Editora Limiar, 110 páginas, 2ª edição), do assessor da CUT Nacional e editor do jornal Hora do Povo, Leonardo Wexell Severo, que aborda a manipulação dos meios de comunicação, a serviço das transnacionais e do capital financeiro contra a democracia na Bolívia e a integração latino-americana.</p>
<p>De acordo com o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, que faz o prefácio do livro, os textos foram colhidos no calor dos acontecimentos em meio aos conflitos em Tarija, La Paz e Santa Cruz de la Sierra &#8211; quando a direita tentou depor Evo Morales em 2008 -, &#8220;representando uma importante contribuição para que se possa avaliar a riqueza do processo em curso nesse país irmão, reforçando a necessidade da mobilização em solidariedade ao povo e ao governo bolivianos&#8221;.</p>
<p><strong>FILME</strong> &#8211; Na oportunidade também foi exibido o filme &#8220;Arriba los de abajo &#8211; crónica de un pueblo em lucha&#8221;, produzido pela Secretaria de Relações Internacionais da CTA (Central de Trabalhadores da Argentina). Dirigido por Mariano Vásquez e Lúcia Martin, o documentário mostra como em poucos anos de revolução democrática e cultural, &#8220;a Bolívia tem colocado abaixo os cimentos coloniais, neoliberais e imperialistas que a aprisionaram ao longo de séculos. Esta construção se concretizou no povo, nos movimentos sociais e na liderança indiscutível de Evo Morales Ayma&#8221;.</p>
<p><em>Fonte: CUT Nacional</em></p>
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		<title>Governo convoca a Conferência Nacional de Comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 16:13:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Coroando um longo processo de pressão e luta dos movimentos sindical, social e pela democratização da comunicação, o governo federal publicou nesta sexta-feira (17)&#8230;</span></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Coroando um longo processo de pressão e luta dos movimentos sindical, social e pela democratização da comunicação, o governo federal publicou nesta sexta-feira (17) o decreto que convoca oficialmente a Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), cuja etapa nacional ocorrerá de 1 a 3 de dezembro. Antecedida por etapas regionais e distritais, a Conferência terá como tema &#8220;Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital</span>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">O decreto estabelece que o Ministério das Comunicações será o órgão responsável pela coordenação do processo, tendo a colaboração direta da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Conforme informações do Ministério, nos próximos dias será publicada uma portaria que instituirá a Comissão Organizadora Nacional, instância responsável pela elaboração do regimento interno, que &#8220;disporá sobre a organização e o funcionamento da 1a CONFECOM nas suas etapas municipal, estadual, distrital e nacional&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">A reivindicação dos movimentos pela democratização é de que esta Comissão tenha necessariamente um caráter &#8220;tripartite&#8221;, com representantes do governo federal, dos empresários, do movimentos sindical, social e entidades da sociedade civil que debatem o tema. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Saudando a realização da Conferência como um &#8220;marco histórico&#8221;, a secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, acredita que &#8220;esta é uma oportunidade para a construção de políticas públicas para o setor, para a reformulação das leis que regem o sistema de comunicação em nosso país, há décadas obsoletas e cheias de brechas&#8221;. No Brasil, lembra, &#8220;o sistema de Rádio e TV é público, pertence à sociedade brasileira, porém são os interesses privados que imperam como numa terra sem lei, onde empresários reinam sozinhos e não cumprem o que determina a Constituição, inclusive no que se refere à legislação trabalhista&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Na avaliação de Rosane Bertotti, é fundamental que a CUT, a partir dos acúmulos desenvolvidos sobre o tema, aprofunde as discussões nos Estados, incorporando o debate aos Congressos Estaduais (CECUTs). &#8220;Temos que nos apropriar deste debate estratégico de forma a garantir uma Conferência ampla, democrática e com participação popular em toda a sua diversidade e pluralidade&#8221;, ressalta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">O anúncio do decreto, destaca o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, reforça a importância do 5º Encontro Nacional de Comunicação da Central, convocado para os dias 8, 9 e 10 de julho em Salvador. Como uma das principais interlocutoras dos movimentos sociais neste debate, enfatiza Artur, a CUT tem o desafio de qualificar a sua intervenção em questões estratégicas como a construção de um novo marco regulatório para rádio e TV; a discriminação e criminalização desenfreada contra os movimentos sociais; a necessidade de financiamento público e de controle social, o respeito às realidades regionais e culturais, e à diversidade &#8211; gênero, raça, etnia, idosos, pessoas com deficiência física. &#8220;Democratizar a comunicação significa colocar os meios a serviço da sociedade como um todo e não apenas de grupos econômicos<span>  </span>que, infelizmente, tem feito da concessão pública um espaço mais do que privado, mercantil, para ditar regras, omitir ou deturpar informações&#8221;, concliui. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">DECRETO DE 16 DE ABRIL DE 2009 </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Convoca a 1ª Conferência Nacional de Comunicação &#8211; CONFECOM e dá outras providências. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea &#8220;a&#8221;, da Constituição, </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">D E C R E T A: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Art. 1º Fica convocada a 1ª Conferência Nacional de Comunicação &#8211; CONFECOM, a se realizar de 1º a 3 dezembro de 2009, em Brasília, após concluídas as etapas regionais, sob a coordenação do Ministério das Comunicações, que desenvolverá os seus trabalhos com o tema: &#8220;Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Art. 2º A 1ª CONFECOM será presidida pelo Ministro de Estado das Comunicações, ou por quem este indicar, e terá a participação de delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e distrital, e de delegados representantes do poder público. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Parágrafo único. O Ministro de Estado das Comunicações contará com a colaboração direta dos Ministros de Estado Chefes da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, na coordenação dos trabalhos para a realização da Conferência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Art. 3º O Ministro de Estado das Comunicações constituirá, mediante portaria, comissão organizadora com vistas à elaboração do regimento interno da 1ª CONFECOM, composta por representantes da sociedade e do poder público. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Parágrafo único. O regimento interno de que trata o caput disporá sobre a organização e o funcionamento da 1ª CONFECOM nas suas etapas municipal, estadual, distrital e nacional, inclusive sobre o processo democrático de escolha de seus delegados, e será editado mediante portaria do Ministro de Estado das Comunicações. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Art. 4º As despesas com a realização da 1ª CONFECOM correrão por conta dos recursos orçamentários do Ministério das Comunicações. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Brasília, 16 de abril de 2009; 188º da Independência e 121º da República. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';">Hélio Costa</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fonte: CUT Nacional</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A grande mídia e o golpe de 64, por Venício A. de Lima</title>
		<link>http://www.sindmecanicos.org.br/site/blog/2009/03/13/a-grande-midia-e-o-golpe-de-64-por-venicio-a-de-lima/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 17:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>No debate contemporâneo sobre a relação entre história e memória, argumenta-se com propriedade que a história não só é construída pela ação de seres&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No debate contemporâneo sobre a relação entre história e memória, argumenta-se com propriedade que a história não só é construída pela ação de seres humanos em situações específicas como também por aqueles que escrevem sobre essas ações e dão significado a elas. Sabemos bem disso no Brasil.</p>
<p>Ao se aproximar os 45 anos do 1º de abril de 1964 e diante de tentativas recentes de revisar a história da ditadura e reconstruir o seu significado através, inclusive, da criação de um vocabulário novo, é necessário relembrar o papel &#8211; para alguns, decisivo &#8211; que a grande mídia desempenhou na preparação e sustentação do golpe militar.</p>
<p><strong>Referência clássica<br />
</strong>A participação ativa dos grandes grupos de mídia na derrubada do presidente João Goulart é fato histórico fartamente documentado. Creio que a referência clássica continua sendo a tese de doutorado de René A. Dreifuss (infelizmente, já falecido), defendida no Institute of Latin American Studies da University of Glasgow, na Escócia, em 1980 e publicada pela Editora Vozes sob o título &#8220;1964: A Conquista do Estado&#8221; (7ª. edição, 2008).</p>
<p>Através das centenas de páginas do livro de Dreifuss o leitor interessado poderá conhecer quem foram os conspiradores e reconstruir detalhadamente suas atividades, articuladas e coordenadas por duas instituições, fartamente financiadas por interesses empresariais nacionais e estrangeiros (&#8220;o bloco multinacional e associado&#8221;): o IBAD, Instituto Brasileiro de Ação Democrática e o IPES, Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais.</p>
<p>No que se refere especificamente ao papel dos grupos de mídia, sobressai a ação do GOP, Grupo de Opinião Pública ligado ao IPES e constituído por importantes jornalistas e publicitários. O capítulo VI sobre &#8220;a campanha ideológica&#8221;, traz ampla lista de livros, folhetos e panfletos publicados pelo IPES e uma relação de jornalistas e colunistas a serviço do golpe em diferentes jornais de todo o país. Além disso, Dreyfuss afirma (p. 233):</p>
<p>O IPES conseguiu estabelecer um sincronizado assalto à opinião pública. Através de seu relacionamento especial com os mais importantes jornais, rádios e televisões nacionais, como: os Diários Associados, a Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo e o Jornal da Tarde (&#8230;) que também possuía a prestigiosa Rádio Eldorado de São Paulo. Entre os demais participantes da campanha incluíam-se (&#8230;) a TV Record e a TV Paulista (&#8230;), o Correio do Povo (RS), O Globo, das Organizações Globo (&#8230;) que também detinha o controle da influente Rádio Globo de alcance nacional. (&#8230;) Outros jornais do país se puseram a serviço do IPES. (&#8230;) A Tribuna da Imprensa (Rio), as Notícias Populares (SP).</p>
<p>Vale lembrar às gerações mais novas que o poder relativo dos Diários Associados no início dos anos 60 era certamente muito maior do que o das Organizações Globo neste início de século XXI. O principal biógrafo de Assis Chateaubriand afirma que ele foi &#8220;infinitamente mais forte do que Roberto Marinho&#8221; e &#8220;construiu o maior império de comunicação que este continente já viu&#8221;.</p>
<p><strong>A visão do USIA<br />
</strong>Há outro estudo, menos conhecido, que merece ser mencionado. Trata-se de pesquisa realizada por Jonathan Lane, Ph. D. em Comunicação por Stanford, ex-funcionário da USIA, United States Information Agency no Brasil, publicado originalmente no Journalism Quarterly, (hoje Journalism &amp; Mass Communication Quarterly), em 1967, e depois no Boletim n. 11 do Departamento de Jornalismo da Bloch Editores, em 1968, (à época, editado por Muniz Sodré) sob o título &#8220;Função dos Meios de Comunicação de Massas na Crise Brasileira de 1964&#8243;.</p>
<p>Lane enfatiza a liberdade de imprensa existente no país e a pressão exercida pelo governo sobre os meios de comunicação utilizando os recursos a seu dispor (empréstimos, licenças para importação de equipamentos, publicidade, concessões de radiodifusão e &#8220;recursos de partidos comunistas&#8221;). A grande mídia, no entanto, resiste, até porque &#8220;o governo não é a única fonte de subsídio com que contam os jornais. Existem outras, interesses conservadores, econômicos e políticos que controlam bancos ou dispõem de outros capitais para influenciar os jornais&#8221; (p. 7).</p>
<p>O autor, curiosamente, não menciona o IBAD ou o IPES e conclui que as ações do governo João Goulart e da &#8220;esquerda&#8221; retratadas nos meios de comunicação provocaram um &#8220;desgaste da antiga ordem baseada na hierarquia e na disciplina&#8221; que se tornou &#8220;psicologicamente insuportável&#8221; para os chefes militares e para a elite política, levando, então, ao golpe. </p>
<p>O artigo de Lane, no entanto, traz um importante conjunto de informações para se identificar a atuação da grande mídia. Tomando como exemplo a cidade do Rio de Janeiro &#8211; &#8220;o centro de comunicações mais importante&#8221; &#8211; afirma:</p>
<p>&#8220;Apesar das armas à disposição do governo, Goulart passou um mau bocado com a maior parte da imprensa. A maioria dos proprietários e diretores dos jornais mais importantes são homens (e mulheres) de linhagem e posição social, que freqüentam os altos círculos sociais de uma sociedade razoavelmente estratificada. Suas idéias são classicamente liberais e não marxistas, e seus interesses conservadores e não revolucionários&#8221; (p. 7).</p>
<p>No que se refere aos jornais, Lane chama atenção para a existência dos &#8220;revolucionários&#8221;, de circulação reduzida, como Novos Rumos, Semanário e Classe Operária (comunistas) e Panfleto (Brizolista). O mais importante jornal de &#8220;propaganda esquerdista&#8221; era Última Hora, &#8220;porta-voz do nacionalismo-esquerdista desde o tempo de Vargas&#8221;. Já &#8220;no centro, algumas apoiando Jango, outras censurando-o, estavam os influentes Diário de Notícias e Correio da Manhã&#8221;. E continua:</p>
<p>&#8220;Enfileirados contra (Jango) razoavelmente e com razoável (sic) constância, encontravam-se O Jornal, principal órgão da grande rede de publicações dos Diários Associados; O Globo, jornal de maior circulação da cidade; e o Jornal do Brasil, jornal influente que se manteve neutro por algum tempo, porém opondo forte resistência a Goulart mais para o fim. A Tribuna da Imprensa, ligada ao principal inimigo político de Goulart, o governador Carlos Lacerda, da Guanabara (na verdade, a cidade do Rio de Janeiro), igualmente se opunha ferrenhamente a Goulart&#8221; (pp. 7-8).</p>
<p>Quanto ao rádio e à televisão, Lane explica: &#8220;Cerca de metade das estações de televisão do país são de propriedade da cadeia dos Diários Associados, que também possui muitas emissoras radiofônicas e jornais em várias cidades. (&#8230;) Os meios de comunicação dos Diários Associados, inclusive rádio e tevê, empenharam-se numa campanha coordenada contra a agitação esquerdista, embora não contra Goulart pessoalmente, nos últimos meses que antecederam ao golpe&#8221; (p. 8).</p>
<p><strong>Participação ativa<br />
</strong>A pequena descrição aqui esboçada de dois estudos que partem de perspectivas teóricas e analíticas radicalmente distintas não deixa qualquer dúvida sobre o ativo envolvimento da grande mídia na conspiração golpista de 1964.</p>
<p>A relação posterior com o regime militar, sobretudo a partir da vigência da censura prévia iniciada com o AI-5, ao final de 1968, é outra história. Recomendo os estudos de Beatriz Kushnir, &#8220;Cães de Guarda &#8211; Jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1988&#8243; (Boitempo, 2004) e de Bernardo Kucinski, &#8220;Jornalistas e Revolucionários nos tempos da imprensa alternativa&#8221; (EDUSP, 2ª. edição 2003).</p>
<p>As Organizações Globo merecem, certamente, um capítulo especial. Elio Gaspari refere-se ao &#8220;mais poderoso conglomerado de comunicações do país&#8221; como &#8220;aliado e defensor do regime&#8221; (Ditadura Escancarada, Cia. das Letras, 2004; p. 452).</p>
<p><strong>Em defesa da democracia<br />
</strong>Não são poucos os atores envolvidos no golpe de 1964 &#8211; ou seus herdeiros &#8211; que continuam vivos e ativos. A grande mídia brasileira, apesar de muitas e importantes mudanças, continua basicamente controlada pelos mesmos grupos familiares, políticos e empresariais.</p>
<p>O mundo mudou, o país mudou. Algumas instituições, no entanto, continuam presas ao seu passado. Não nos deve surpreender, portanto, que eventualmente transpareçam suas verdadeiras posições e compromissos, expressos em editoriais, notas ou, pior do que isso, disfarçados na cobertura jornalística cotidiana.</p>
<p>Tudo, é claro, sempre feito &#8220;em nome e em defesa da democracia&#8221;. Por todas essas razões, lembrar e discutir o papel da grande mídia na preparação e sustentação do golpe de 1964 é um dever de todos nós.</p>
<p><em>Fonte: Portal da CUT</em></p>
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