Governo libera 18 montadoras de aumento no IPI
O governo divulgou nesta terça-feira a lista das montadoras que ficarão livres do aumento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até o final do ano.
A formalização ocorreu após o prazo de 45 dias, prorrogado por igual período, para que as empresas comprovassem conteúdo mínimo regional de 65% nos veículos.
A portaria publicada no “Diário Oficial da União” traz 18 nomes. As fabricantes, segundo análise do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), atendem os requisitos da nova alíquota do imposto anunciada no ano passado.
A medida vale para veículos com conteúdo nacional mínimo de 65% e para aqueles produzidos nos países que têm acordos comerciais com o Brasil, como o México e os membros do Mercosul. Ou seja, mesmo marcas com fábrica no país, como Ford e GM, terão de pagar alíquota maior para os veículos importados de outros países que não alcançarem o índice.
A produção dessas empresas cumpre ainda, na avaliação do governo, as regras de investimento de 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento, além de cumprir pelo menos seis de 11 etapas de produção dentro do Brasil.
Com o aumento do IPI, as marcas não enquadradas nos critérios de exceção passam a ter alíquota de até 55%. Antes, o imposto variava entre 7% e 25%.
Segundo a portaria, entretanto, as companhias habilitadas estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos.
A mudança do imposto foi publicada pelo governo em 15 de setembro, com efeito imediato. Porém, depois de 45 dias, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou o prazo inconstitucional e garantiu prazo de 90 dias para adaptação das montadoras.
A nova alíquota para os carros importados passou a valer em 16 de dezembro, mas como a maior parte das montadoras tinha estoques, os preços mais altos aos consumidores foram postergados para o início deste ano.
Veja as montadoras beneficiadas
Agrale
Hyundai
Fiat
Ford
GM
Honda
Iveco
MAN
Mitsubishi
Mercedes-Benz
Nissan
Peugeot Citroën
Renault
Scania
Toyota
Volkswagen
Volvo
International Indústria Automotiva da América do Sul
Da Folha Online
Férias coletivas nas montadoras preocupam os trabalhadores
Com o pátio abarrotado, a produção de veículos na fábrica da Ford, em Camaçari, vai parar por quase um mês. A partir da próxima segunda-feira, os cerca de 11 mil funcionários do complexo entrarão em férias coletivas e só retornarão ao trabalho em 10 de outubro. Com isso, cerca de 30 mil carros (Fiesta e Eco Sport) deixarão de ser produzidos no estado. A montadora não é a única a recorrer ao expediente, que amedronta os operários.
A categoria está apreensiva com a possibilidade de que as férias coletivas antecipem medidas mais drásticas de contenção da folha de pagamento, ou seja, demissões em massa. A Ford confirmou a suspensão da atividade na fábrica baiana. Numa nota breve, enviada pela assessoria de imprensa, a empresa alegou que a medida foi tomada “a fim de ajustar os estoques à demanda do mercado”, um lugar comum das montadoras em tais períodos.
Na semana passada, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, já havia demonstrado preocupação em relação aos estoques de veículos nas concessionárias em todo o país. Em agosto, eles já representavam 40 dias de venda, enquanto o normal seria entre 21 e 22 dias.
“Depois desse limite, a saúde financeira da concessionária pode ser afetada devido ao custo elevado de se manter os estoques”. Quem perde mais é a classe trabalhadora, já que os operários não dispõem de estabilidade no emprego e podem ser dispensados sem justa causa.
Volks e Fiat
A Volkswagen aproveitou feriados locais e da Independência, nesta quarta, para suspender a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Jamil D?Ávila, a montadora tem cerca de dez mil carros no pátio, quando o normal é um volume de quatro mil a cinco mil unidades.
Enquanto isso, na Fiat, parte dos trabalhadores da fábrica de Betim (MG) vai emendar o feriado da Independência e voltar ao trabalho na próxima quinta-feira. Segundo a montadora italiana, a parada se deve “a ajuste de mix” de produtos em estoque e manutenção da fábrica. A empresa não soube precisar o número de funcionários envolvidos. No mês passado, a empresa paralisou toda a produção da fábrica da Argentina pelo mesmo período.
Taubaté
Além de Camaçari, a Ford anunciou férias coletivas de dez dias a 1,3 mil dos 1,6 mil funcionários da fábrica de motores de Taubaté (São Paulo, a 130 quilômetros da capital). As paradas ocorrerão em datas distintas, começando no próximo dia 19.
Em São Bernardo, no ABC, a produção de caminhões para entre os 8 e 16 deste mês. A produção de carros será interrompida de 5 a 9 deste mês e a de estamparia, da mesma forma que Camaçari, não funcionará da próxima segunda até 7 de outubro.
Na General Motors, 300 funcionários voltaram ontem de 15 dias de férias pontuais na fábrica de São José dos Campos, a 94 quilômetros da capita. Neste período, a unidade fabril deixou de produzir 1,5 mil veículos.
Os ajustes na produção são feitos após forte ritmo de produção no primeiro semestre, quando as montadoras chegaram a abrir turnos extras para dar conta da demanda por veículos do Brasil.
Estoques em alta
Os estoques de veículos subiram. No fim de julho, havia 367,1 mil unidades nos pátios das revendas e das fábricas, suficientes para 36 dias de vendas. No mês anterior, havia 341,9 mil carros parados, equivalentes a 33 dias de vendas. Na ocasião, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, disse que 35 dias de estoques seria considerado crítico, pois começa a pesar significativamente nos custos das empresas.
Ontem, porém, ele afirmou ver os números com normalidade. “Para quem já viu 60 dias de estoque em 2009 é uma maravilha”, disse. Em junho, a Fiat chegou a dar férias coletivas de uma semana para parte dos seus funcionários para baixar estoques.
Nos sete meses deste ano, a indústria automobilística vendeu 2,043 milhões de veículos, 8,6% a mais que em igual período de 2010. Já a produção somou 2,017 milhões de unidades, alta de 4,3% ante o ano anterior. A diferença foi coberta pelas importações, que cresceram 35,8% no período, para 457,3 mil veículos. A maior parte é de carros trazidos pelas próprias montadoras da Argentina e do México, países para os quais elas também exportam.
Recorde
A Anfavea projeta vendas recorde para este ano, de 3,7 milhões de veículos, uma alta de 5% em relação a 2010, o que significa uma desaceleração no ritmo de crescimento nos próximos meses. “Existe uma conjuntura internacional desfavorável que não sabemos ainda as consequências, por isso nossa aposta é de que o mercado brasileiro vai crescer no mínimo 5% este ano”, disse Belini.
Os resultados de vendas no mês passado, de 306,2 mil veículos, e da produção, de 307,2 mil unidades, foram os melhores da história para meses de julho. O setor encerrou o mês com 143,7 mil empregados, o maior contingente em 25 anos.
As exportações somaram 46,5 mil unidades e, no ano, acumulam 296,4 mil veículos, alta de 5,3% ante 2010. Belini ressaltou que a balança comercial do setor já contabiliza déficit de 160,9 mil veículos, um dos argumentos usados pela Anfavea para pedir ao governo medidas de proteção à indústria nacional.
Estímulo fiscal
“O plano de competitividade anunciado pelo governo é extremamente oportuno porque o Brasil precisa recuperar a capacidade de se desenvolver do ponto de vista manufatureiro”, disse Belini. Com isso, disse, o País poderá atrair novos investimentos.
Além da redução do IPI, as montadoras serão beneficiadas, dentro do Plano Brasil Maior, com a prorrogação até o fim de 2012 da desoneração de impostos para caminhões e comerciais leves (antes prevista para terminar em dezembro), pela prorrogação dos programas Finame e PSI e pelo Reintegra, que prevê a compensação de até 3% do faturamento com exportações.
Observatório Social
Bons lucros tornam o Brasil atraente para montadoras
Com custos até 60% mais altos na produção de automóveis em comparação à China e 20% maiores em relação ao México, o Brasil continua atraindo montadoras que ainda não estão no País e novas fábricas de marcas já instaladas. Há 13 projetos em construção ou em análises só de fabricantes de veículos. O número é bem maior quando somadas novas fábricas de autopeças. O mercado interno em crescimento contínuo desde 2004, com projeção de chegar a 6 milhões de veículos em menos de dez anos e bons lucros obtidos nas operações locais fazem do País atraente polo para o setor automobilístico mundial.
Apesar das reclamações contínuas do chamado “custo Brasil” – que tira a competitividade do produto nacional na exportação -,a Fiat e a Toyota estão construindo novas fábricas em Pernambuco e São Paulo. A japonesa Nissan confirmou unidade de US$ 600 milhões e 4 mil empregos, ainda sem local definido. Renault, PSA Peugeot Citroën e General Motors estudam novas filiais. No grupo de empresas que estão chegando está a coreana Hyundai, a japonesa Suzuki e as chinesas Chery e Lifan – esta em parceria com o brasileiro Effa, em um projeto de US$ 100 milhões. Entre os que ainda estudam fábricas estão BMW, Paccar/DAF e EBX, de Eike Batista.
O País já abriga 19 montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Juntas, elas mantêm 24 fábricas, sem contar as de componentes. A maioria está ampliando capacidade produtiva. A GM constrói unidade de motores em Santa Catarina e a Mitsubishi ao lado de sua linha de montagem em Goiás.
No segmento de autopeças, há pelo menos 15 multinacionais que vão abrir a primeira subsidiária em terras brasileiras. “O custo para produzir no Brasil é maior, mas o lucro obtido também é superior do que em outros países”, diz Fernando Trujillo, consultor de mercado da CSM WorldWide. Ele ressalta, contudo, que esse quadro está mudando. “Com a chegada de carros importados a preços competitivos as empresas estão reduzindo margens de lucro para enfrentar a concorrência.”
Exemplo comentado nos últimos dias é o do Honda City, fabricado em Sumaré (SP) e vendido por R$ 55 mil. A montadora exporta o modelo para o México, onde é revendido por R$ 26 mil. Segundo representantes do setor, além do real valorizado, o Brasil tem custo de venda diferente. Impostos, frete, manutenção de lojas, mão de obra e vários outros itens são mais caros.
Alegam ainda que quase tudo é mais caro no País: roupas, perfume, cosméticos e eletrônicos. O Big Mac, feito pela rede McDonald’s com os mesmos ingredientes em todos os países, custa US$ 1,95 na China, US$ 2,50 no México, US$ 3,73 nos EUA, US$ 2,82 na Coreia e US$ 4,91 no Brasil, mostra o Índice Big Mac, parâmetro internacional de preços.
Para Wim van Acker, sócio da consultoria americana Hunter Group, o lucro que as montadoras obtêm é um chamativo mas, em sua opinião, “mais atrativo ainda é o crescimento esperado para o mercado brasileiro”. “Todos os grandes grupos querem garantir presença nos mercados emergentes como o Brasil, que está entre os que mais crescem, assim como China, Índia e Rússia, os países do Bric”, confirma Michael Hanley, responsável global pela área automotiva da Ernst & Young.
O interesse também ocorre dentro do próprio bloco. “Como os mercados têm características similares, é mais fácil para um grupo chinês ou indiano vir para o Brasil do que para países como Alemanha e França”, diz Hanley. Em 2004, os brasileiros compraram 1,57 milhão de carros, número que saltou para 3,5 milhões em 2010, fazendo do País o quarto maior em vendas mundiais. Este ano deve ficar perto de 3,7 milhões. Para 2020, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) projeta 6 milhões de unidades, mas teme que fatia importante seja de importados. Hoje, 20% do que é vendido no Brasil vêm de fora.
Inovação será eixo de estímulo industrial, diz ministro Pimentel
O governo vai lançar na segunda quinzena de julho um programa para estimular o setor industrial brasileiro. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o programa terá como eixo principal o estímulo à inovação para o aumento da competitividade da indústria nacional. “O eixo principal do programa é a inovação. O Brasil dificilmente conseguirá vencer a competição na área industrial com a China sem investir nisso”, afirmou Pimentel.
De acordo com ele, esse programa poderá fazer com que o Brasil deixe de ter as commodities como principal produto de exportação e passe a vender produtos industrializados para o exterior. Atualmente cerca de 50% da pauta de exportações brasileiras são de mercadorias básicas. “Precisamos trocar a lógica das commodities. Nós temos uma certa tradição histórica de ser exportador de commodities. O Brasil sempre será um grande produtor de recursos naturais, mas nós podemos equilibrar mais. Ter uma pauta de exportação de produtos industrializados mais volumosa”, afirmou o ministro.
O ministro informou ainda que esse programa de incentivo à indústria deve contemplar um conjunto de medidas nas áreas fiscal e tributária. Entre as medidas que devem estar incluídas no plano estão as desonerações da folha de pagamento, zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pago na compra de bens de capital e a recuperação imediata do PIS/Cofins pagos por quem adquire máquinas.
Jornal do Comércio
Montadoras abrem mais de 4.000 vagas
Com os anúncios de ampliação da produção e implementação de terceiro turno em algumas fábricas, as montadoras devem abrir entre 4.200 e 4.400 vagas ainda neste ano em quatro Estados do país: São Paulo, Bahia, Goiás e Paraná.
Nesse número estão consideradas as vagas já anunciadas –caso da GM, que contratará 1.500 pessoas para trabalhar no terceiro turno da fábrica de São Caetano do Sul– e as que ainda estão em fase final de negociação, como a Mercedes-Benz.
A fabricante de caminhões e ônibus deve ampliar a capacidade da unidade de São Bernardo do Campo de 65 mil caminhões para 80 mil até o fim do ano. Para isso, negocia a admissão de 400 a 600 pessoas com representantes dos trabalhadores.
A Ford também admite neste ano cerca de cem novos profissionais. A maior parte deles (69) para a área de engenharia, concentrada principalmente na unidade de Camaçari (BA). A fábrica já opera em três turnos, em seis dias da semana, emprega 3.600 funcionários e desenvolve o novo carro global da marca, o EcoSport.
Emprego em alta
O nível de emprego no setor já aumentou 9,1% em fevereiro deste ano sobre igual mês de 2010. São 139.548 empregados –o maior número desde outubro de 1990, quando eram 140.565.
“A tendência de alta de emprego no setor deve se manter”, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT).
Em Taubaté, foram efetivados 1.200 profissionais da Volks nos últimos 12 meses. “Estamos negociando agora as contratações para a nova fábrica de pintura, que entra em operação em 2012″, afirma Isaac do Carmo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
Além de contratar mais, as empresas também investem mais em qualificação e treinamento de mão de obra neste ano. São entre 20% e 30% mais recursos aplicados para suprir a carência na formação profissional dos recém-contratados.
Na Volkswagen, são 20% a mais sobre o total destinado a treinamento em 2010, ano em que já os recursos aplicados já haviam aumentado 36% sobre 2009.
Na Mercedes-Benz, são 33% a mais em treinamento de mão de obra do valor que a montadora havia destinado há três anos.
Em Falta
Marcos Alves, diretor de RH da empresa, afirma que entre os profissionais em falta no mercado hoje estão soldadores, funileiros, pintores (de acabamento de veículos) e operadores de comando numérico.
Na GM, a lista inclui ainda eletricista eletrônico e mecânico eletrônico, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (Força Sindical). “Esses são profissionais disputados a tapa no mercado porque [a função] exige formação muito específica e experiência”, diz Aparecido da Silva, presidente da entidade.
No ABC paulista, o sindicato dos metalúrgicos arrematou por R$ 1,3 milhão um prédio em São Bernardo em que construirá um centro de educação profissional para investir em qualificação dos trabalhadores da região.
A escola deverá funcionar em convênio com o Senai e universidades da região, com recursos da entidade e de empresas do setor.
MERCADO EM CRESCIMENTO
20 a 30% é o aumento dos investimentos em qualificação e treinamento que as montadoras devem fazer em 2011 ante 2010, 139,5 mil trabalhadores diretos estão empregados hoje.
Profissões em falta
- soldador
- pintor
- eletricista eletrônico
- mecânico eletrônico
- ferramenteiro
- engenheiros
- operador de comando numérico
FEM/CUT
Montadoras investem em carros compactos de luxo no Brasil
O segmento de carros premium se “popularizam” no Brasil. Marcas de luxo lançam versões de entrada, mais baratas que as disponíveis no país, para ampliar o público-alvo, principalmente entre consumidores que estão ascendendo de classe social. A próxima novidade nessa categoria é a chegada, em maio, do Mini One, compacto da BMW que vai custar R$ 70 mil, R$ 10 mil a menos que o Cooper 1.6, o mais barato à venda hoje.
“É uma popularização, no bom sentido, mas sem perder o apelo de carro premium”, diz o diretor da Mini no Brasil, Martin Fritsches. Considerado um clássico da indústria automobilística, o Mini, fabricado na Inglaterra, começou a ser importado pela BMW há dois anos. Vendeu, até agora, 3,3 mil unidades, número inicialmente projetado para ser atingido em quatro anos.
Só no primeiro trimestre foram vendidas 556 unidades, o dobro na comparação com igual período de 2010. Em várias ocasiões, a BMW recorreu à matriz alemã para desviar produtos de outros países, como Dubai, para atender à demanda local. Fritsches espera vendas de 400 modelos One, de um total de 2,5 mil unidades do Mini previstas para este ano. O One tem motor de 98 cavalos de potência, enquanto o do Cooper é de 120, e tem menos opcionais. O mais caro da linha é o Countryman, que custa R$ 145,7 mil.
A Mercedes-Benz, dona da marca Smart, fabricante do único minicarro à venda no Brasil, oferece versão mais despojada por R$ 49,9 mil, chamada de Coupé MHD. Os demais modelos custam de R$ 61,2 mil a R$ 99,9 mil. Em dois anos, foram vendidas 2.784 unidades do carrinho, sendo 250 neste ano. No segmento dos pequenos luxuosos, o Volkswagen New Beetle, que custa entre R$ 61 mil e R$ 75 mil, vendeu 4.176 unidades em 2009 e 2010. No primeiro trimestre, foram 196 unidades, ante 427 no mesmo período de 2010.
Da Agência Estado
Montadoras de caminhão vão estocar Euro 3 para 2012
Representantes das fabricantes de veículos comerciais garantiram nesta segunda-feira 14 que o Proconve 7, equivalente à Euro 5, entrará, sim, em vigor a partir do primeiro dia de janeiro de 2012, tal qual prevê a legislação. Entretanto, acreditam também que estoque considerável de unidades Euro 3 estará à disposição do consumidor na mesma data. “É uma corrida que será vencida pela empresa mais capitalizada para suportar a geração de grande volume de estoque”, disse o diretor de operações da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim, durante painel no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2011.
O diretor de vendas de veículos comerciais da Mercedes-Benz, Gilson Mansur, por sua vez, acrescenta que aquela montadora que tiver o maior estoque de unidades Euro 3 à venda no início de 2012 será largamente beneficiada no ranking de vendas do primeiro trimestre. O diretor de vendas e marketing da Iveco, Alcides Cavalcanti, e o diretor de vendas e marketing da MAN Latin América, Ricardo Arouche, também participantes do painel, concordaram que a mudança de produção para o padrão Euro 5 ocorrerá impreterivelmente em janeiro.
Os executivos, entretanto, demonstraram preocupação com a elevação de custos que, não necessariamente, será repassada integralmente aos clientes, “a depender do cenário” na avaliação de Cavalcanti. Para Mansur o mercado mais competitivo, com mais concorrentes, deve dificultar o repasse de preços. A solução, para Alouche, é explicar aos frotistas as vantagens dos Euro 5. “Precisamos repassar preços.”
Para os executivos, a Petrobras garantirá a distribuição do combustível. Alouche: “O grande desafio é entregar no Interior do Brasil, mas as empresas distribuidoras estão dizendo que o farão e não há porquê questionar”.
A opinião dos executivos mostrou-se variada com relação às projeções de vendas em 2011: foram de crescimento de 2% a 15%, sendo a mais conservadora a da Mercedes-Benz e a mais otimista a da Ford Caminhões.
CNMCUT
Brasil vira foco de montadoras dos Estados Unidos e Europa
País já é o 3º mercado da Ford, General Motors, Renault e Volkswagen. Há dois anos, a Fiat do Brasil ultrapassou a matriz e é a que mais vende
O Brasil já foi considerado uma “aventura” por multinacionais do setor automobilístico. Hoje, é o terceiro mercado mais importante para quatro grandes grupos – Ford, General Motors, Renault e Volkswagen – e o que mais vende carros da Fiat.
Com venda recorde de 3,5 milhões de veículos novos em 2010, o país confirmou o inédito posto de quarto maior mercado mundial. Com isso, as filiais das montadoras ampliaram as contribuições aos negócios globais, ajudando a amenizar resultados negativos das empresas mães nos Estados Unidos e na Europa.
Há dois anos, a Fiat do Brasil ultrapassou a matriz italiana e é a que mais vende carros da marca no mundo. Nesse período, ampliou sua participação nos negócios globais de 30,5% para 35%.
A Fiat vendeu cerca de 690 automóveis em sua terra natal em 2010 e 760,5 mil no Brasil. O grupo tem fábricas em oito países, entre os quais Polônia – terceiro maior consumidor – e Índia.
Em dezembro passado, a Fiat anunciou a construção de uma fábrica no Brasil em Pernambuco que consumirá investimentos de R$ 3 bilhões e será capaz de produzir 200 mil veículos por ano.
CNMCUT
Ford planeja novo automóvel popular no Brasil
“O Brasil é o centro do mundo.” É com essas palavras que o presidente mundial da Ford, Alan Mulally, iniciou a conversa com o Brasil Econômico em Detroit, berço da indústria automotiva mundial. Para o comandante da segunda maior montadora americana, o mercado brasileiro é fundamental para atingir os planos de resultados positivos em 2011.
“Digo sempre que o Brasil é o centro do mundo porque é um dos mercados que mais cresce. Com os programas de incentivo adotados pelo governo Lula, as vendas foram estimuladas e o país conseguiu sair mais rápido da crise mundial. Por isso é um mercado muito importante para a Ford”, disse Mulally.
Mas o que falta para a Ford realmente deslanchar no país e aumentar suas vendas é um carro realmente popular. O presidente da subsidiária brasileira, Marcos de Oliveira, disse que hoje a montadora tem um modelo que não concorre 100% neste nicho de mercado.
“O Novo Ka, nosso modelo mais barato, ainda não compete com carros de outras marcas porque é considerado um veículo mais jovem e não voltado para a família brasileira. Mas essa foi a opção feita pela companhia lá atrás. Hoje, pensamos que devemos ter um modelo que concorra plenamente neste segmento”, afirma.
No país, a Ford é a quarta maior montadora, atrás de Fiat, Volkswagen e General Motors, e tem uma participação de 10,5% das vendas de veículos. A meta da montadora é chegar a 350 mil unidades comercializadas neste ano.
“O novo popular da Ford ainda é um estudo e isso é um desafio para os nossos engenheiros”, acrescentou Oliveira. O executivo não informou onde o modelo será produzido, mas disse que há possibilidades de ser levado à fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
“Ainda não temos planos fechados, mas se isso se concretizar, São Bernardo é uma grande candidata a levar esse projeto”, afirmou o executivo. Na unidade do ABC, a Ford produz caminhões, o Novo Ka e a picape Courrier.
A fábrica, a mais antiga da montadora no país, trabalha em um único turno de produção e, por isso, tem espaço para mais uma linha de montagem.
“Temos capacidade ociosa em São Bernardo do Campo diferentemente de Camaçari, na Bahia, que trabalha em três turnos de produção e está perto do limite”, afirmou Oliveira.
Discípulo
O presidente da Ford no Brasil e na América do Sul segue corretamente a cartilha do seu chefe, Alan Mulally.
Oliveira acrescentou que as vendas na região são fundamentais para que a montadora consiga atingir as metas financeiras de seu plano de recuperação, o One Ford.
“O bom desempenho da Ford no Brasil e também na América do Sul, será um dos fatores que levará a Ford novamente ao lucro financeiro”, disse Oliveira.
Desde que assumiu a montadora em 2006, depois de ter recuperado a também americana Boeing, Mulally implantou uma meta de redução de custos operacionais e aumento dos ganhos financeiros na montadora.
“O One Ford é uma filosofia de trabalho que vai proporcionar uma Ford realmente global, com mais sinergias entre as fábricas pelo mundo e com isso menos custos operacionais. A primeira coisa que fizemos foi priorizar a marca Ford em todos os mercados em que atuamos”, disse.
Antes do plano, a montadora contava com sete marcas e 97 modelos, ele conta. Hoje, com somente quatro marcas, a montadora tem em seu catálogo 20 veículos.
“Pode imaginar a redução de complexidade e como isso impacta em nossos custos? E nem por isso deixamos de ter uma família completa de carros no mundo”, afirmou o executivo.
Segundo ele, somente com a adoção do plano de recuperação, a Ford conseguiu uma redução nos custos operacionais em US$ 12 bilhões.
Mulally diz acreditar que com o plano, já neste ano, a Ford apresentará crescimento nos resultados financeiros ficando muito próximo do lucro.
“Crescemos agora e em 2011 chegaremos ao azul. E é uma perspectiva conservadora.” O executivo acrescentou que no segundo trimestre deste ano a montadora teve lucro operacional pelo quinto trimestre consecutivo. “O One Ford já coloca a empresa em rota lucrativa.”
Fonte: Brasil Econômico
Caio/Induscar leva trabalhadores selecionados para Botucatú
A encarroçadora de ônibus Caio/Induscar de Botucatú, interior de São Paulo, está embarcando cerca de 40 trabalhadores selecionados em processo seletivo realizado há alguns dias em Joinville, para a sua sede visando conhecer a cidade e a empresa. O ônibus com os profissionais recrutados sai da frente do Sindicato dos Mecânicos na manhã desta quarta-feira – 11 de agosto. O retorno está previsto para sexta-feira após o almoço.
Os trabalhadores selecionados são engenheiros, técnicos, projetistas e profissionais de outras áreas, especialistas no setor, todos disponíveis no mercado desde a crise que abateu a Busscar Ônibus. “A saída desses talentos e profissionais aqui de Joinville é uma perda para a inteligência que faz da cidade a referência que é em todas as áreas. Infelizmente a Busscar chegou a essa crise sem fim por falta de sensibilidade dos acionistas, e quem perde com isso é Joinville e Santa Catarina”, lamentou o presidente do Sindicato, João Bruggmann.
Peugeot encerra produção do 607
A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (26) o fim da vida para o 607. O sedã deixa as linhas de produção após 11 anos de mercado, pois será substituído pelo recém-anunciado 508. Este chegará também para suceder o 407, que perde as versões a gasolina.
Em nota, a gigante francesa informou que o 607 deixou de ser produzido nesta semana. Nos próximos meses, apenas unidades em estoque serão comercializadas. Elas devem cobrir a demanda até a chegada do sucessor. O 607 foi bem-aceito na Europadesde 1999, sendo escolhido para carro oficial de vários órgãos. Ele também levava o presidente da França. No entanto, com o passar dos anos, as linhas cansaram, perdendo mercado.
Já o 407 teve a produção das versões a gasolina finalizada. A partir de agora, apenas o modelo a diesel será produzido até a chegada do 508. No Brasil chegam apenas os modelos 2.0 (sedã) e 3.0 V6 (SW), ambos a gasolina. Eles devem deixar de ser importados em semanas.
Fonte: Auto Diário