Ford planeja novo automóvel popular no Brasil
“O Brasil é o centro do mundo.” É com essas palavras que o presidente mundial da Ford, Alan Mulally, iniciou a conversa com o Brasil Econômico em Detroit, berço da indústria automotiva mundial. Para o comandante da segunda maior montadora americana, o mercado brasileiro é fundamental para atingir os planos de resultados positivos em 2011.
“Digo sempre que o Brasil é o centro do mundo porque é um dos mercados que mais cresce. Com os programas de incentivo adotados pelo governo Lula, as vendas foram estimuladas e o país conseguiu sair mais rápido da crise mundial. Por isso é um mercado muito importante para a Ford”, disse Mulally.
Mas o que falta para a Ford realmente deslanchar no país e aumentar suas vendas é um carro realmente popular. O presidente da subsidiária brasileira, Marcos de Oliveira, disse que hoje a montadora tem um modelo que não concorre 100% neste nicho de mercado.
“O Novo Ka, nosso modelo mais barato, ainda não compete com carros de outras marcas porque é considerado um veículo mais jovem e não voltado para a família brasileira. Mas essa foi a opção feita pela companhia lá atrás. Hoje, pensamos que devemos ter um modelo que concorra plenamente neste segmento”, afirma.
No país, a Ford é a quarta maior montadora, atrás de Fiat, Volkswagen e General Motors, e tem uma participação de 10,5% das vendas de veículos. A meta da montadora é chegar a 350 mil unidades comercializadas neste ano.
“O novo popular da Ford ainda é um estudo e isso é um desafio para os nossos engenheiros”, acrescentou Oliveira. O executivo não informou onde o modelo será produzido, mas disse que há possibilidades de ser levado à fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
“Ainda não temos planos fechados, mas se isso se concretizar, São Bernardo é uma grande candidata a levar esse projeto”, afirmou o executivo. Na unidade do ABC, a Ford produz caminhões, o Novo Ka e a picape Courrier.
A fábrica, a mais antiga da montadora no país, trabalha em um único turno de produção e, por isso, tem espaço para mais uma linha de montagem.
“Temos capacidade ociosa em São Bernardo do Campo diferentemente de Camaçari, na Bahia, que trabalha em três turnos de produção e está perto do limite”, afirmou Oliveira.
Discípulo
O presidente da Ford no Brasil e na América do Sul segue corretamente a cartilha do seu chefe, Alan Mulally.
Oliveira acrescentou que as vendas na região são fundamentais para que a montadora consiga atingir as metas financeiras de seu plano de recuperação, o One Ford.
“O bom desempenho da Ford no Brasil e também na América do Sul, será um dos fatores que levará a Ford novamente ao lucro financeiro”, disse Oliveira.
Desde que assumiu a montadora em 2006, depois de ter recuperado a também americana Boeing, Mulally implantou uma meta de redução de custos operacionais e aumento dos ganhos financeiros na montadora.
“O One Ford é uma filosofia de trabalho que vai proporcionar uma Ford realmente global, com mais sinergias entre as fábricas pelo mundo e com isso menos custos operacionais. A primeira coisa que fizemos foi priorizar a marca Ford em todos os mercados em que atuamos”, disse.
Antes do plano, a montadora contava com sete marcas e 97 modelos, ele conta. Hoje, com somente quatro marcas, a montadora tem em seu catálogo 20 veículos.
“Pode imaginar a redução de complexidade e como isso impacta em nossos custos? E nem por isso deixamos de ter uma família completa de carros no mundo”, afirmou o executivo.
Segundo ele, somente com a adoção do plano de recuperação, a Ford conseguiu uma redução nos custos operacionais em US$ 12 bilhões.
Mulally diz acreditar que com o plano, já neste ano, a Ford apresentará crescimento nos resultados financeiros ficando muito próximo do lucro.
“Crescemos agora e em 2011 chegaremos ao azul. E é uma perspectiva conservadora.” O executivo acrescentou que no segundo trimestre deste ano a montadora teve lucro operacional pelo quinto trimestre consecutivo. “O One Ford já coloca a empresa em rota lucrativa.”
Fonte: Brasil Econômico
Caio/Induscar leva trabalhadores selecionados para Botucatú
A encarroçadora de ônibus Caio/Induscar de Botucatú, interior de São Paulo, está embarcando cerca de 40 trabalhadores selecionados em processo seletivo realizado há alguns dias em Joinville, para a sua sede visando conhecer a cidade e a empresa. O ônibus com os profissionais recrutados sai da frente do Sindicato dos Mecânicos na manhã desta quarta-feira – 11 de agosto. O retorno está previsto para sexta-feira após o almoço.
Os trabalhadores selecionados são engenheiros, técnicos, projetistas e profissionais de outras áreas, especialistas no setor, todos disponíveis no mercado desde a crise que abateu a Busscar Ônibus. “A saída desses talentos e profissionais aqui de Joinville é uma perda para a inteligência que faz da cidade a referência que é em todas as áreas. Infelizmente a Busscar chegou a essa crise sem fim por falta de sensibilidade dos acionistas, e quem perde com isso é Joinville e Santa Catarina”, lamentou o presidente do Sindicato, João Bruggmann.
Peugeot encerra produção do 607
A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (26) o fim da vida para o 607. O sedã deixa as linhas de produção após 11 anos de mercado, pois será substituído pelo recém-anunciado 508. Este chegará também para suceder o 407, que perde as versões a gasolina.
Em nota, a gigante francesa informou que o 607 deixou de ser produzido nesta semana. Nos próximos meses, apenas unidades em estoque serão comercializadas. Elas devem cobrir a demanda até a chegada do sucessor. O 607 foi bem-aceito na Europadesde 1999, sendo escolhido para carro oficial de vários órgãos. Ele também levava o presidente da França. No entanto, com o passar dos anos, as linhas cansaram, perdendo mercado.
Já o 407 teve a produção das versões a gasolina finalizada. A partir de agora, apenas o modelo a diesel será produzido até a chegada do 508. No Brasil chegam apenas os modelos 2.0 (sedã) e 3.0 V6 (SW), ambos a gasolina. Eles devem deixar de ser importados em semanas.
Fonte: Auto Diário
Recalls de veículos dobra no primeiro semestre de 2010
O número de recalls de carros no mundo chegou a 10,2 milhões no primeiro semestre deste ano, o dobro em relação ao mesmo período de 2009. Se o ritmo de convocações se mantiver, até dezembro esse número pode atingir 20 milhões de unidades – o maior desde 2004, quando foram convocados mais de 30 milhões de veículos.
O estudo foi feito pelo jornal americano “Detroit News” com base em dados da Administração Nacional para a Segurança nas Estradas dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) e aponta a montadora japonesa Toyota como a recordista em recalls, com mais de 4,63 milhões de veículos.
Para especialistas, o número exagerado de recalls nos últimos meses pode comprometer a marca das montadoras a longo prazo. “Não é a toa que montadoras antes marginalizadas estão ganhando mercado”, disse José Roberto Martins, da consultoria de marcas GlobalBrands. “É o caso da Hyundai, que percebeu que os líderes de mercado estavam com problema e começou a mostrar que pode fazer bons produtos”. Para Martins, fabricantes como a Hyundai podem alcançar a Toyota e a GM na liderança do mercado se o problema de recalls persistir.
Nos primeiros seis meses deste ano foram convocados 10,2 milhões de veículos, o dobro do número registrado no mesmo período de 2009. De acordo com o “Detroit News”, o aumento é resultado da ação do governo americano, que tem pressionado as montadoras a reagir mais rapidamente às reclamações dos consumidores.
“A indústria viu o que aconteceu com a Toyota e chegou à conclusão de que é melhor fazer recalls mais cedo e com mais frequência”, disse ao jornal americano Nicole Nason, que já foi presidente da NHTSA.
Ao todo, foram feitas mais de 300 campanhas de recalls no primeiro semestre de 2010. A Toyota foi responsável por 12 que, juntas, somaram 4,63 milhões de veículos. Em segundo lugar na lista de convocações está a americana General Motors, com 2,9 milhões de veículos – número superior ao total de recalls realizados em 2009. A terceira colocada é outra japonesa, a Honda, que teve 1,1 milhão de veículos convocados. Em seguida vem a americana Chrysler (960 mil) e a japonesa Nissan (780 mil).
Má fase
Quase três anos depois de ultrapassar e GM e se tornar a maior montadora do mundo, a Toyota entrou numa fase difícil. Desde o final de 2009 a fabricante japonesa já pediu o recall de mais de 8,5 milhões de veículos. O problema mais grave é no acelerador do carro, que fica travado e faz com que motoristas acelerem acima dos 160 km/h. O problema nos carros da Toyota chegou ao Brasil e a Justiça de Minas Gerais mandou suspender temporariamente as vendas do Corolla, um dos carros mais vendidos da marca.
As primeiras notícias de problemas nos carros da Toyota surgiram em 2004, mas só recentemente descobriu-se que a empresa fez de tudo para limitar um recall e, assim, evitar prejuízo de US$ 100 milhões. A reação equivocada da montadora em relação aos defeitos nos automóveis foi sentida no mercado financeiro. Em fevereiro, o valor de mercado da Toyota chegou a US$ 115 bilhões – queda de 30% em relação a janeiro de 2008. Procurada pela reportagem do iG, a Toyota não quis se pronunciar.
Com IG SP
Novo Uno se torna maior trunfo da Fiat para se distanciar da Volks
O dia 29 de junho de 2008 desperta memórias distintas para as duas maiores montadoras do país. Na Volkswagen, atual vicelíder de mercado, a data lembra um momento festivo: o lançamento da quinta geração do Gol, seu modelo mais vendido desde 1980. Para a Fiat, na dianteira do setor desde 2004, o dia 30 de junho traz um gosto amargo. Sem contar com nenhum grande trunfo, os executivos da operação brasileira da Fiat tiveram de assistir ao que parecia ser a maior tacada da Volkswagen na gestão do alemão Thomas Schmall, presidente da companhia havia pouco menos de dois anos. Os meses seguintes provaram que, de fato, a Fiat tinha o que temer. No último trimestre daquele ano, a Volks assumiu a primeira posição em vendas de automóveis no Brasil. O mesmo ocorreu em oito dos 12 meses de 2009, e entre março e maio deste ano. Enquanto a Volks avançava, a Fiat centrava- se no que viria a ser o maior lançamento de sua história de 34 anos no Brasil.
Apresentado oficialmente no dia 4 de maio, o novo Uno é resultado de 99 protótipos e 426 carros-teste, um investimento total de 1,2 bilhão de reais – o maior já realizado pela empresa italiana. Mal chegou às concessionárias, o novo Uno já responde por 45% das vendas totais do modelo (que inclui o Uno Mille, que continua a ser fabricado). A cada dia, saem da fábrica em Betim, na Grande Belo Horizonte, cerca de 800 carros, o dobro do previsto inicialmente pela Fiat. De quebra, o Uno se tornou o segundo modelo mais vendido do país, atrás do Gol – vale dizer que de janeiro a maio o Gol vendeu 70% mais que o Uno, mas na primeira quinzena de junho a diferença caiu para 20%. Nesse mesmo período, a distância entre Fiat e Volks aumentou 0,4 ponto percentual. Pode parecer pouco em números absolutos, mas, no disputado mercado automotivo, isso representa uma diferença de 60 000 veículos ao ano. “Com o novo Uno, recompusemos nossas forças para nos distanciar ainda mais da concorrência”, diz Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da montadora italiana.
O clima dentro da Fiat é de festa – e também de alívio. Os executivos da empresa vinham ensaiando a substituição do Mille desde 1996, quando foi lançado o Palio, mas uma sequência de contratempos adiou os planos. Os principais dizem respeito às vendas dos modelos Linea, Stilo e Punto, lançados de 2002 para cá. Segundo pessoas próximas à montadora, o desempenho desses carros no mercado é cerca de 20% inferior ao planejado pela montadora, afetando sua rentabilidade. (Oficialmente, a Fiat nega que as vendas estejam aquém do previsto.) Por se tratar de um modelo antigo, com investimento já amortizado, o Mille havia se convertido numa importante fonte de caixa para a empresa, mesmo com uma redução real de preço de 15% na última década. Nesse cenário, qualquer intervenção no modelo tornava-se uma operação extremamente delicada e arriscada. “Não podíamos cometer nenhum erro”, diz Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat. “Um escorregão poderia nos custar a liderança.”
Mesmo guardando inegáveis semelhanças com o Fiat Panda, modelo equivalente ao novo Uno vendido na Europa, o carro desenvolvido no Brasil conta com algumas peculiaridades – a começar pela concepção do projeto. Ao contrário do que geralmente ocorre nas montadoras, que levam para suas instalações grupos de consumidores para avaliar protótipos na fase final dos trabalhos, os executivos da Fiat brasileira destacaram uma equipe de 30 designers e engenheiros para conversar com potenciais clientes logo no início do projeto, de modo a entender suas necessidades e criar um carro quase sob medida para o mercado local. Entre março e maio de 2007, a montadora despachou os pesquisadores para abordar quase 350 pessoas, em locais como bares, universidades e exposições. “Trata-se de um processo semelhante ao realizado pela indústria de eletrônicos”, diz Dutra. “No fim, descobrimos que havia um enorme mercado para um carro que fosse divertido e robusto ao mesmo tempo, com porta-malas maior que o do Panda e voltado para o público jovem.”
A aceitação de outro carrinho da Fiat, o 500, também ajudou no desenho do novo carro (desde que começou a ser importado, em outubro de 2009, o 500 já vendeu mais de 1 200 unidades, o dobro do estimado pela Fiat). Do 500, a montadora tomou emprestado conceitos como adesivos para personalização das laterais e kits de modificação dos painéis, além das cores vibrantes. “Nosso maior desafio com o Uno é manter o frescor do lançamento no longo prazo”, diz Dutra. “Já estudamos a introdução de novas cores e aces sórios para o ano que vem.”
O sucesso do novo Uno nesses primeiros dois meses de lançamento pode ser creditado, em boa medida, à cautela da Fiat durante a crise financeira internacional em 2008. Na certeza de que o Brasil seria atingido pela turbulência ao longo do ano seguinte, a montadora italiana decidiu adiar o projeto de renovação do Uno por mais de seis meses, atrasando seu lançamento, inicialmente previsto para o final de 2009. A demora gerou uma enxurrada de especulações acerca do novo carro até que, no início de abril, as primeiras imagens vazaram para a imprensa. O burburinho gerado pela expectativa da chegada do automóvel, porém, teve um efeito colateral: queda de quase 30% nas vendas mensais do Palio, num momento em que o mercado como um todo sofria uma retração de 22%. Boa parte dos consumidores preferiu esperar a chegada do novo modelo em vez de comprar os que a Fiat já tinha à disposição.
Ao lançar um carro popular de cores e formas ousadas num mercado conservador como o brasileiro, a Fiat optou por assumir um risco. Aqui, ao contrário do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, ainda se dá enorme valor aos veículos usados, sobretudo na troca por um carro novo – após três anos, um automóvel chega a manter até 60% de seu valor original, o dobro do registrado em mercados maduros. Nos anos 90, a GM percorreu um caminho semelhante ao introduzir o Corsa, um carrinho europeu de formas arredondadas e cores vibrantes como o amarelo-gema (algo que lhe rendeu o singelo apelido de Kinder Ovo). O modelo ficou entre os mais vendidos durante quase dez anos e, quando foi finalmente reestilizado para ganhar um ar mais sisudo, em 2002, caiu para a quinta posição, onde se mantém até hoje. Um engano que a Fiat, definitivamente, não poderá cometer.
Da CNM/CUT
Governo só prorroga IPI menor com garantia de empregos
Está praticamente definida a prorrogação por três meses da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos. Prevista inicialmente para acabar em 31 de março, após vigorar desde meados de dezembro, o corte de tributo só não será estendido até junho se a situação econômica se deteriorar muito, causando perdas muito maiores do que as estimadas até agora pela equipe econômica. Desta vez, porém, o governo estuda pedir uma contrapartida – mesmo que não no papel – de manutenção de empregos pelas montadoras.
Não faria sentido adotar essa medida sem pedir algo em troca ao setor privado, afirmou uma fonte da equipe econômica. A alíquota para os automóveis de mil cilindradas foi zerada em dezembro (era de 7%) e para os de mil a 2000 cilindradas caiu à metade, de 13% para 6,5% (gasolina) e de 11% para 5,5% (álcool/flex).
O Executivo, porém, não quer confirmar oficialmente a prorrogação. Teme que o consumidor relaxe na procura do carro novo, afetando as vendas de março e diluindo o impacto positivo sobre a produção ao longo dos próximos meses. Ontem, este zelo acabou provocando um choque de informações.
Enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao qual cabe a política de desoneração de impostos, afirmou que ainda não havia decisão, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, divulgou nota dizendo que não haverá prorrogação da desoneração. A notícia de que o martelo já foi batido nos bastidores foi publicada ontem pela “Folha de S.Paulo”.
Guido Mantega: “Não existe decisão em relação ao IPI”
No início da tarde, Mantega falou:
- Não existe nenhuma decisão em relação ao IPI. E portanto está mantida a isenção até o dia 31 de março. Portanto, se você quiser comprar seu carro, não perca a oportunidade.
Desde janeiro, quando ficou evidente que a medida, baixada em dezembro, surtiria efeito, o Ministério da Fazenda trabalha com a possibilidade de esticar a desoneração – embora não esteja ainda definida a abrangência da medida (além dos carros leves, houve queda do IPI para picapes de mil a 2.000 cilindradas). Nas últimas semanas, os técnicos têm avaliado os impactos fiscais da medida.
No primeiro mês do ano, as vendas de automóveis novos cresceram 5,1% sobre dezembro, para 158.255 unidades. Sobre janeiro de 2008, as vendas tiveram queda de 6,7%. Em fevereiro, segundo a Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos (Fenabrave), a recuperação continuou. Houve alta de 0,85% sobre janeiro e uma recuperação também sobre fevereiro de 2008, com um aumento de 0,15%.
Quando a desoneração do IPI foi anunciada, em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de Mantega a falta de contrapartida. As centrais sindicais também pedem vinculação do benefício ao emprego.
Fonte: Sindicato do ABC