Ibope: Dilma amplia para 11 pontos a vantagem sobre Serra

Publicado por Administrador 17 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem e poderia ganhar a eleição para presidente da República já no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata petista tem 51% das intenções de votos válidos.

Na simulação de primeiro turno, Dilma recebeu 43% das intenções de voto e está 11 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 32%. Já a candidata Marina Silva (PV) continuou com 8% da preferência do eleitorado.

As intenções de voto em Dilma subiram 4 pontos percentuais em relação à última pesquisa Ibope, divulgada no início de agosto, enquanto José Serra perdeu 2 pontos. Naquele levantamento, Dilma tinha 39% das intenções de voto e Serra, 34%.

Num eventual segundo turno, Dilma venceria a eleição com 48% dos votos dos eleitores contra 37% de Serra. O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Do PT Nacional e Ag. de Noticias

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Alerta: IBGE não enviará e-mails pedindo informações para o Censo

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não enviará e-mails ou correspondências com pedidos de informações para as residências que serão recenseadas, alertou nesta segunda-feira (2) o chefe da instituição no Paraná, Sinval Dias dos Santos.

“A pesquisa só é feita [de maneira] presencial, pelo recenseador devidamente credenciado ou por meio da internet. Neste caso, o morador recebe uma senha para acessar o site do IBGE e fazer a transmissão dos dados”, explicou.

Segundo ele, se os recenseadores forem a um domicílio várias vezes e não encontrarem ninguém, deixarão um aviso com o telefone do IBGE para contato e agendamento do local e horário para nova visita.

De acordo com Santos, é importante que as pessoas recebam bem os recenseadores e deem respostas corretas aos questionamentos feitos. “Por exemplo, quando a pessoa informa o tempo para percorrer o trajeto entre a casa e o trabalho estará ajudando a resolver o problema dos congestionamentos, uma característica dos grandes centros urbanos”, destacou. “[O censo] é a mais completa radiografia que um município pode ter.”

No Paraná , o Censo Demográfico Brasileiro 2010 envolve o trabalho de 11.162 recenseadores do IBGE, que visitarão 3,8 milhões de residências até o dia 31 de outubro. O censo começou no domingo (1º) em todo o país.

Da Agência Brasil

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Brasil precisa avançar na formação de pesquisadores das ciências do mar

Publicado por Administrador 27 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A falta de pesquisadores em ciências do mar é um dos entraves para o desenvolvimento dos estudos nessa área no país, avaliam os participantes da 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal.

Dados mostram que o número de pesquisadores dedicados às ciências do mar é reduzido em comparação a outros segmentos. De 1968 a 2008, 6.725 estudantes graduaram-se em cursos de ciências do mar, sendo 38,5% engenheiros de pesca e 33% oceanógrafos, de acordo com informações publicadas pela SBPC. Atualmente, o país dispõe de 38 cursos de graduação específicos para atividades no mar, porém 25 deles surgiram há menos de dez anos. Na pós-graduação, há 29 mestrados e 21 doutorados.

Para o oceanógrafo e professor da Universidade Federal do Ceará, Carlos Schettini, a carreira tem poucos atrativos de trabalho – o que afasta os universitários. “É preciso tornar a carreira acadêmica interessante. Dinheiro tem, o problema é que não tem gente”, disse.

O coordenador da reunião da SBPC, Aldo Malavasi, aponta o alto custo do trabalho de campo nos mares como outro obstáculo – e cita os gastos para compra e manutenção de um barco. “Nesses trabalhos, é necessário usar meios mais complexos e caros, como barcos. O deslocamento e a pesquisa de animais marinhos são mais complicados em comparação à uma excursão terrestre, onde você tem uma rede hoteleira, por exemplo”, disse à Agência Brasil.

A comunidade científica espera um aumento no número de cursos e interessados no tema por conta da exploração do petróleo na camada pré-sal e das discussões sobre os efeitos das mudanças climáticas nos mares e oceanos.

Os pesquisadores cobram também a criação de um instituto governamental para a coleta e análise de dados a respeito do ambiente marinho.

Na abertura da reunião da SBPC, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, liberou R$ 30 milhões para a implantação de dois centros focados nas ciências do mar. Os recursos serão aplicados por meio de editais de propostas a serem lançados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Da Ag. Brasil

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Brasileiros valorizam bem-estar do próximo e estabilidade social

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa inédita do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) descobriu que o bem-estar do próximo e da humanidade e a estabilidade social são os valores mais importantes para os brasileiros. Os resultados, divulgados hoje (25), mostram que, pelo menos no discurso, o “jeitinho brasileiro” pode estar perdendo espaço para características como a honestidade e a lealdade. Mas a grande surpresa do levantamento foi a estabilidade social, apontada como o terceiro valor mais importante, à frente da autonomia e do êxito pessoal.

“É um elemento novo. Em levantamentos semelhantes, [a estabilidade social] costumava aparecer em sétimo lugar”, compara o economista e coordenador do relatório, Flávio Comim.

A justificativa para a estabilidade social ser um valor importante para os brasileiros pode estar na estabilidade econômica – que já permite o planejamento material, deixando para trás a preocupação com a inflação. Também pode ser explicada por um fator negativo: a falta de credibilidade em algumas instituições e o medo de que elas falhem.

De acordo com a pesquisa, as mulheres e os mais velhos são os mais que mais prezam valores como o bem-estar do outro, a tradição e a segurança. Do lado oposto, estão os homens jovens, que dão mais importância a valores como o poder, a realização e o prazer.

O levantamento, que ouviu 4 mil brasileiros em mais de 300 municípios, também traça perfis de valores de acordo com a inserção no mercado de trabalho, filhos e a escolaridade. Quem trabalha tende a valorizar mais a abertura a mudanças, relacionada à independência, à liberdade e à ambição. “Pessoas com filhos ficam mais conservadoras, dão menos importância a valores de autopromoção”, acrescenta Comin.

Um dado revela que a educação das mães influencia a escolha de valores importantes para os filhos. Quanto maior a escolaridade da mãe, mais autônomo e aberto a mudanças é o filho.

A pesquisa também avaliou quais os valores mais importante para os brasileiros de acordo com a região em que vivem. Os que vivem no Sudeste e no Centro-Oeste são os mais preocupados com o bem-estar da natureza, o chamado universalismo. No Nordeste, a segurança, a determinação e a conformidade são os valores mais admirados. No Sul, a realização é o valor principal.

O chamado Perfil dos Valores Brasileiros (PVB) fará parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009/2010, que deve ser lançado em agosto pelo Pnud. Pela primeira vez, os valores dos brasileiros serão considerados na sugestão de políticas públicas de desenvolvimento para o país.

Da Ag. Brasil

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Pobres já gastam 5% a mais que ricos no Brasil

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários mínimos (R$ 1.860) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 4.650).

Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. “O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste”, diz.

Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.

Além disso, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu fôlego este ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.

Fonte: O Estado S.Paulo

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Pesquisa vai identificar fatores que levam os jovens ao crime

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir
Este ano, o Ministério da Justiça vai contar com um valioso instrumento para a efetivação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O projeto “Prevenção da Violência Entre Adolescentes e Jovens no Brasil: Estratégias de Atuação” vai identificar os fatores que levam essa parcela da população à violência letal – seja como vítima ou como agressora – e propor medidas de prevenção. Até o final de 2009, a pesquisa vai apresentar os primeiros resultados.

O estudo será desenvolvido em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No contexto atual, em que há escassez de pesquisas nesta área, o projeto vai mostrar onde estão as falhas e apontar soluções. “Procuramos identificar em que momento o Estado parou de assistir o jovem e não foi eficiente para impedir o ingresso desse jovem na trajetória da criminalidade”, explica Reinaldo Chaves Gomes, Coordenador de Políticas de Juventude / Pronasci-MJ.
 
Participarão do projeto adolescentes e jovens de 14 estados atendidos pelo Pronasci (AC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MG, PA, PE, PB, RJ, RS e SP). Cerca de 100 localidades em 33 municípios fornecerão conteúdo para a investigação. A pesquisa vai analisar pessoas com os seguintes perfis: idade entre 18 e 24 anos, presos ou reclusos; e de 12 a 21 anos – que cumprem medidas sócio-educativas de internação.

O estudo será realizado em três fases, desenvolvidas em paralelo: a pesquisa quanti-qualitativa, com a aplicação de entrevistas e a análise de grupos focais; a sistematização nacional de práticas de prevenção adotadas nas três esferas governamentais (municipal, estadual e federal), bem como em ONGs, igrejas, associações e outras entidades; e a capacitação de gestores para a prevenção, por meio de oficinas. Estão em andamento o planejamento e a sistematização da pesquisa.

Violência que gera violência – No Brasil, os jovens são alvos e também agentes dos atos de violência. Apesar de representarem 35% da população total do País, a faixa entre 18 e 29 anos de idade forma cerca de 54% da população carcerária. Como perfil, as vítimas da violência no país são, em sua maioria, do sexo masculino, residentes na periferia dos grandes centros urbanos, afro-descendentes. Também possuem baixo grau de escolaridade.

Fonte: Portal do Governo Brasileiro
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Amazônia: Projeto avalia impacto do desmatamento no clima

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O vapor d’água gerado na Amazônia e transportado pelas massas de ar tem impacto decisivo sobre o clima nas demais regiões do Brasil, principalmente sobre o ciclo de chuvas no Sul e no Sudeste. Essa é uma das constações do Projeto Rios Voadores, coordenado há dois anos pelo engenheiro e ambientalista Gérard Moss, com patrocínio de R$ 3,45 milhões do Programa Petrobras Ambiental e parceria da Agência Nacional de Águas (ANA).

O estudo revela a existência de uma forte recirculação de água entre a superfície e a atmosfera, causada pela transpiração das plantas que compõem a floresta, o que contribui para os altos níveis de precipitação na Amazônia, que chegam a ultrapassar 2.400 mm/ano.

Por isso, de acordo com Moss, a destruição da floresta provoca alterações, ainda difíceis de quantificar. “Uma árvore de grande porte coloca cerca de 300 litros de água por dia na atmosfera. Isso não atinge somente a Amazônia, mas todas as outras regiões para onde a água é transportada pelos ventos. Tivemos no Brasil cerca de 600 mil quilômetros de terras desmatadas nos últimos 30 anos. Ainda não sabemos mensurar com precisão qual o impacto sobre o clima”, afirmou.

Segundo o pesquisador, apesar da Amazônia Legal representar, em média, 10% da população e do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (soma de todas as riquezas produzidas pelo do país), recebe pouco investimento em tecnologia.

“É justamente lá que deveria haver muito mais investimento. O clima de São Paulo não tem impacto sobre a Amazônia, mas a Região Amazônica faz toda a diferença para o restante do Brasil e até mesmo para outros países”, argumentou Moss.

As informações recolhidas pela equipe do pesquisador permitirão mostrar até que ponto o desmatamento da região amazônica pode afetar o clima brasileiro e como essa degradação pode alterar o ciclo hidrológico, que se refere à distribuição e circulação da água na natureza. O objetivo é compreender melhor as causas, tanto das grandes tempestades, quanto dos extensos períodos de seca.

“O objetivo do estudo é entender melhor o trajeto percorrido por esses verdadeiros rios voadores, que viajam sobre nossas cabeças e podem ter volume maior que a vazão de todos os rios do Centro-Oeste, Sudeste e Sul”, diz Gérard, que já fez 12 viagens sobrevoando o Brasil em um avião monomotor recolheu cerca de 500 amostras de vapor d’água em diferentes camadas atmosféricas.

As amostras, são recolhidas em um coletor externo instalado no avião que capta o ar ambiente e o direciona a um tubo de vidro, onde é resfriado em gelo seco (-80ºC), para condensar a umidade em uma gota dentro do tubo. As amostras são analisadas no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), em Piracicaba (SP) e com base nas propriedades dessa gota d’água são definidos origem, dinâmica e deslocamento da água carregada pela massa de ar.

A coordenação científica do Projeto Rios Voadores é de Enéas Salati, agrônomo e ex-professor da Universidade de São Paulo. Estudos realizados por ele há 30 anos revelaram que 44% do fluxo de vapor d’água que penetra na região amazônica vindo do Oceano Atlântico condicionam o clima da América do Sul e atingem as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

As pesquisas são usadas até hoje como base para o conhecimento hidrológico da região e foram fundamentais para a elaboração do Projeto Rios Voadores, que é um desdobramento do Projeto Brasil das Águas, selecionado pelo Programa Petrobras Ambiental em 2003.

Fonte: Amazonia.org.br

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Agressões são responsáveis por 87% das violências em saúde

Publicado por Administrador 6 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Dados do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), do Ministério da Saúde, de 35 municípios em 27 estados brasileiros mostram que, em 2006, foram realizados um total de 46.531 atendimentos de violências e acidentes em serviços de urgência e emergência nessas cidades. Desses, 89,6% (41.677) foram devido a acidentes (sobretudo de trânsito e quedas) e 10,4% (4.854) a casos de violência. Com o Viva, foi possível traçar um perfil da violência e acidentes nos serviços de urgências e emergências nesse conjunto de municípios.

O baixo percentual de violência comparado a acidentes não significa que o país tenha pouca violência doméstica e maus tratos contra crianças, adolescentes e idosos. “Na verdade, isso ocorre porque essa violência muitas vezes é velada, nem chegam ao pronto-socorro, são atendidas no ambulatório de especialidade ou em um centro de referência de violência. Muitas das vítimas nem chegam a procurar algum serviço de saúde”, explica a coordenadora da Área de Prevenção de Violências, do Ministério da Saúde, Marta Silva.

Para uma violência sexual chegar ao serviço de urgência, geralmente, foi uma violência muito grave, como um estupro. O mesmo ocorre com as violências físicas que, quando chegam ao serviço de saúde, geralmente, é porque houve grave lesão corporal. “Quando se fala em violência, é importante sempre relacioná-la a uma intencionalidade”, completa Marta. 

Em relação à violência, o principal motivo de atendimento na urgência foram as agressões (4.223 atendimentos – ou 87%) e, em segundo lugar, as tentativas de suicídio (421 – ou 8,7%) e, por último, os maus tratos (210 – 4,3%). Os maus tratos caracterizam-se por uma forma de violência de repetição, podendo manifestar-se por meio de várias formas, como a violência física, sexual, psicológica, negligência e abandono.

AGRESSÕES
– O principal tipo de violência identificada na Viva foi a agressão física, seguido pela agressão por armas branca e de fogo. Os homens foram mais freqüentemente atingidos entre os casos de agressão, que inclui as tentativas de homicídio – representando 78% dos atendimentos. Quanto às tentativas de suicídio, homens são responsáveis por 44,7% dos atendimentos e mulheres, 55,3%. Porém, quando se compara o número de mortos por suicídio por sexo, a população masculina morre mais que a feminina. 

As mulheres são atendidas nas emergências primeiramente pelas agressões (948), seguido pelas tentativas de suicídio (233) e pelos maus tratos (138). Os atendimentos em emergência por tentativas de suicídio foram, principalmente, por envenenamento.

Dos atendimentos, o(a) provável autor(a) de agressão foi uma pessoa totalmente desconhecida da vítima (42,9%) e, depois, pessoa presente em seu meio de convívio social (39,3%), como colega de trabalho, amigo ou vizinho. Os maus tratos foram, na maioria das vezes, praticados por familiares, incluindo os pais, companheiros(as), filhos(as), padastros/madastras, dentre outros, com 72% dos atendimentos. “Esse fato é gravíssimo e mostra a triste realidade da violência doméstica em nosso país”.

A IMPORTÂNCIA DOS DADOS –
O estudo das urgências, como foi feito nesta edição do Saúde Brasil 2007, é estratégico, pois tenta identificar violências que estão mascaradas em “acidentes” como queimaduras, quedas, ou quaisquer frutos de maus tratos ou negligências. Isso porque muitos acidentes passam como tal, mas é preciso fazer uma investigação mais aprofundada, verificando a existência ou não de um ato intencional, pois pode ser na realidade uma violência.

O projeto Viva mostra que o perfil das violências e de acidentes que chegam às urgências difere dos levantamentos de mortalidade e morbidade hospitalar e traz um retrato do perfil das vítimas, do(a) provável autor(a) da agressão e dos meios utilizados mostrando uma outra face do fenômeno das violências no país.

A importância desse levantamento se dá, sobretudo, por sua amplitude, pois ele na de internação. “O grande público que chega à urgência, retorna para casa após realizar o procedimento de emergência, ou seja, muitas vezes não é internado e essa informação não entraria nas estatísticas do SUS se não existisse esse levantamento”, observa a técnica.

Fonte: Ministério da Saúde

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Fiesp: pesquisa mostra confiança dos industriais

Publicado por Administrador 9 dezembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Levantamento feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com 1.205 companhias paulistas nos primeiros 20 dias de novembro mostra que 36% dos entrevistados estão confiantes na economia brasileira e outros 17% estão satisfeitos. Os pessimistas somam 29% da base consultados, mas 13% ainda estão otimistas com o cenário futuro.

Entre os maiores problemas para atividade citados pelos empresários, a carga de tributos liderou o ranking com 61% das respostas. No ano passado, esse quesito também estava no topo, mas com 69% das menções. A taxa de juros surgiu com 17%, ante 11% em 2007, e o câmbio foi a terceira variável mais lembrada, em 14% dos casos, ante 12% no ano anterior. A infra-estrutura também aparece, mas diminuiu representatividade de 7% para 5% entre as questões mais importantes para o setor.

Embora o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aponte o crédito como o problema mais preocupante do momento, o tema não foi mencionado na pesquisa. Para Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, é possível que as dificuldades com o custo do crédito tenham sido embutidas no quesito juros, cuja menção foi mais freqüente no levantamento deste ano.

As previsões de vendas também são otimistas. Embora 36% apostem em vendas constantes, outros 39% acreditam que haverá aumento das vendas e apenas 22% estão menos confiantes e projetam redução das vendas. De qualquer modo, vale notar que no ano passado a fatia de empresários paulistas que esperavam aumento das vendas era de 77% e os que previam redução somavam apenas 4% da base avaliada.

Paulo Skaf lembra que a crise afeta de forma diferente os diversos segmentos da indústria e destaca que o levantamento mostra uma fotografia do momento específico e que as coisas estão mudando com rapidez. Assim, uma pesquisa feita hoje poderia mostrar um cenário diferente, talvez pior.

Para Francini, do Depecon, o resultado do levantamento pode estar relacionado com a indústria paulista, que vem mostrando resultados melhores do que em outras regiões em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pesquisa de outubro, por exemplo, a produção industrial paulista caiu apenas 0,2% enquanto a média nacional ficou negativa em 1,7%.

Ainda que esperem vender mais, é menor o número de empresários que projetam aumento também de rentabilidade. Neste grupo encontram-se 31% dos entrevistados, enquanto 39% apostam em estabilidade Outros 29% estimam perda de rentabilidade.

Também surpreende na pesquisa a previsão de estabilidade do nível de emprego por parte de 55% dos empresários. Além disso, se 24% deles pensam em enxugar a folha de pagamentos, outros 20% têm previsão de contratação. Também neste caso vale ressalvar que um ano antes a pesquisa era bem mais promissora nesse quesito: 51% pensavam em contratar mais ao longo de 2008, 42% manteriam o nível e apenas 7% planejavam demitir.

Ainda assim, os setores menos otimistas são o de máquinas e equipamentos e o de veículos e outros equipamentos de transportes, onde a intenção de redução do nível de emprego é citada por 34% dos empresários.

Questionados sobre o momento atual paras as exportações, 50% estão com níveis estáveis de vendas externas, mas 36% disseram que houve baixa. Nesse grupo, a indústria de veículos e de minerais não metálicos lideraram a percepção negativa sobre o tema. No primeiro caso, 46% reportaram redução e, no de materiais não metálicos, 48% dos empresários informaram diminuição das vendas para fora.

Quando questionados sobre a percepção paras vendas internacionais para os próximos dois anos, 40% estimam estabilidade, 26% acham que haverá aumento e 18% estimam queda das vendas externas para o período. Outros 16% não sabem ou preferiram não responder.

Em meio à forte volatilidade do dólar, as previsões do empresariado paulista para o final de 2009 dividiram-se da seguinte maneira: 37% apostam que a moeda americana ficará na faixa de R$ 2,00; 24% estimam cotação de R$ 2,20; 15% apostam que a moeda ficará entre R$ 2,40 e R$ 2,60 e outros 16% estimam que a divisa deverá retroceder e situar-se em níveis entre R$ 1,60 e R$ 1,80.

Do Valor Online

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Salário aumenta em média 15% a cada ano de estudo, diz pesquisa

Publicado por Administrador 10 outubro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Cada ano de estudo que o brasileiro acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário de 15,07%. O mesmo movimento é observado nas chances de ocupação que, seguindo o mesmo critério, aumentam em média 3,38%. Os dados fazem parte da pesquisa Você no Mercado de Trabalho, apresentada hoje (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O estudo aponta, ainda, que esse prêmio da educação (termo utilizado pelos pesquisadores para medir os impactos nos salários e na ocupação obtidos com investimentos em educação pessoal) sofre aceleração na medida em que se somam os anos de estudo. Desta forma, o salário de uma pessoa sem qualquer grau de instrução tem um incremento de 6% quando ela passa a ter um ano de estudo. Já um brasileiro com 15 anos de estudo, que corresponde à conclusão do terceiro grau, passa a ganhar 47% a mais quando agrega ao seu currículo mais um ano (que representa o fim do primeiro ano de um curso de pós-graduação).

De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, responsável pela pesquisa, esses dados mostram que principalmente os jovens devem investir em educação contínua.

“O Brasil é um dos países do mundo que apresenta o maior retorno da educação, mas muitas pessoas de baixa escolaridade ficam presas a essa armadilha. Elas estudam um pouco mais e não têm tanto retorno. Para alcançar um trecho de altos prêmios de educação, elas precisam percorrer toda a trajetória”, afirmou.

Neri destacou que embora os prêmios de educação continuem em patamares elevados, já que uma pessoa que completou todo o ciclo de educação (18 anos) recebe em média R$ 4.454,69, o que representa um salário médio aproximadamente doze vezes maior do que o que recebe uma pessoa sem instrução (R$ 392,14), eles vêm caindo nos últimos anos. Isso, de acordo com Néri, pode ser explicado em parte pela maior oferta de pessoas com qualificação.

“De um lado, as pessoas estão indo mais para escola e isso gera mais oferta de pessoas qualificadas. De outro as empresas estão demandando mais essa mão de obra. Nos anos 60, essa disputa foi vencida pela demanda, o que implicou fortíssimo aumento da desigualdade. Já nos últimos sete anos a oferta de educação tem vencido a demanda e está gerando uma forte redução de desigualdade no mercado de trabalho nos últimos anos”, afirmou.

A pesquisa traz também uma análise específica sobre o retorno de educação para o jovem. De acordo com Marcelo Néri, em 2007 a renda dessa parcela da população cresceu duas vezes mais do que a do conjunto da população.

“O jovem viveu uma crise de desemprego e os dados mais recentes apontam que ele está sendo disputado pelas empresas. Como o jovem brasileiro fez o seu dever de casa indo pra escola nos últimos quinze anos, ele está atendendo essa maior demanda de trabalho, reflexo da recuperação do crescimento do Brasil”, destacou.

A análise regional aponta que o Nordeste tem a maior taxa de retorno de educação (17,04% por ano de estudo) e o Sul (12,43% por ano de estudo), a menor. De acordo com Néri, isso ocorre porque o Nordeste está crescendo num ritmo mais acelerado e o Sul conta com uma oferta mais abundante de pessoas qualificadas.

“Um jovem que queria investir em educação pode ir para a Região Nordeste, que é onde ele vai auferir os maiores ganhos por estar educado”, acrescentou.

Entre as profissões, os maiores salários observados no Brasil são obtidos nas profissões de juízes e desembargadores, que ganhavam em média R$ 13.956 em 2007, seguidos por diretores gerais (R$ 7.371) e médicos (7.029). No outro extremo, com as remunerações mais baixas, aparecem os trabalhadores agrícolas (R$ 141.21) e os que atuam na pecuária (R$ 141,56).

Fonte: Ag. Brasil

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