Petrobras investirá US$224 bilhões até 2015

Publicado por Administrador 2 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Com o governo Dilma Rousseff, a Petrobras dá continuidade ao cronograma de  investimentos iniciados em 2003 com o governo do PT e aliados e vai investir US$ 224 bilhões entre este ano e 2015,  constituindo o  “maior plano de negócios do mundo”. A informação foi dada pelo presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, em entrevista publicada na edição do jornal Valor Econômico da sexta-feira, 29.  “Esse plano é mais do que o governo americano teve de orçamento em dez anos para levar o homem à lua, mais do que os aliados investiram durante a Segunda Guerra Mundial”, afirmou  o executivo.
O Plano de Negócios 2011-2015 prevê a aplicação de 95% dos investimentos [US$ 213,5 bilhões] nas atividades desenvolvidas no Brasil e 5% (US$ 11,2 bilhões) nas atividades do exterior, contemplando um total de 688 projetos. Em relação ao total dos investimentos, 57% se refere a projetos já autorizados para execução e implementação. Para efeito de comparação, o governo do PSDB e DEM (ex-PFL), no segundo mandato de FHC (1999-2002), assegurou à Petrobras investimentos de apenas US$ 31,2 bilhões. O governo FHC também privatizou parte da empresa, oferecendo cerca de um terço das ações da estatal em bolsas de valores no exterior.
Com 688 projetos acima de US$ 25 milhões com maturidades diferentes, o plano mantém o horizonte mais longo até 2020. Muitos dos projetos serão cimentados apenas no fim da década, incluindo o início da produção em grande escala no pré-sal, quando a companhia planeja pular dos atuais 2,1 milhões de barris de petróleo/dia para quase 5 milhões de barris/dia em 2020, dos quais 2 milhões de barris serão do pré-sal. 

Com informações do PT na Câmara

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Presidente da Petrobras diz que preço da gasolina pode aumentar

Publicado por Administrador 26 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse em entrevista ao Jornal da Globo, nesta segunda-feira (25), que a capacidade de produção de gasolina chegou ao limite no país, e que, com tanta demanda, o preço pode aumentar.

Gabriellli afirmou que, com o aumento da venda de carros flex e a diminuição da produção de alcool, a solução, por enquanto, é importar gasolina. A capacidade de refino da Petrobrás, segundo ele, atingiu o limite. Entre os projetos da empresa está a construção de mais quatro refinarias, que começam a entrar em operação a partir do ano que vem.

“Chegamos a uma situação bastante diferenciada em 2010 e 2011, que é o aumento acelerado da demanda de gasolina. Com a crise do etanol e com a venda de carros flexiveis, flexfuel, que podem usar a gasolina e o etanol, houve um aumento grande da demanda de gasolina. Tivemos aumento de 19% da demanda de gasolina em 2010, que fez com que nossa capacidade de produção de gasolina chegasse ao limite. Nós estamos praticamente no limite das nossas refinarias hoje existentes para a produção de gasolina”, afirmou Gabrielli.

O presidente da Petrobras admite ainda que, com tanta demanda, pode aumentar o preço da gasolina, que está congelada desde 2009.

“Enquanto isso vamos trazer importação. Não tem dúvida. Nao vai faltar gasolina no Brasil. Nós provavelmente vamos precisar ajustar o preço doméstico. É um processo que depende essencialmente do comportamento do mercado internacional”, afirmou.

Plano de investimento
Gabrielli falou também sobre o plano de investimento da companhia. Segundo fontes do mercado, foram três tentativas de a empresa aprovar o plano de investimento, na última sexta-feira (22). Essa indecisão, que durou meses, ajudou a deixar os investidores inseguros e as ações da Petrobras continuaram caindo: cairam 14 % este ano e 34 % desde 2010.

O presidente da Petrobras diz que as ações da empresa já dão sinais de recuperação, e nega que houvesse uma expectativa de investimentos maiores.

No plano, pela primeira vez, a Petrobras pretende vender ativos ou participações acionárias em empresas para gerar um caixa de US$ 13,6 bilhões para o pagamento de dívidas.

“Temos três tipos de atuação basicamente. Uma primeira que é a busca de parceiros para atividades de exploração e produção no Brasil e no exterior. A segunda é buscar sócios para empresas que nós somos sócios, e, portanto, podermos ampliar a participação de outros sócios, reduzindo nossa participação nessas empresas. E o terceiro, como já disse, é a melhoria da gestão do nosso caixa.Nós podemos substituir padrões de garantia por recursos que não sejam monetários; podemos substituir tipos de titulos que temos aplicados, que são titulos de longo prazo por titulos que têm vencimento mais curto e sobra mais recurso no caixa para financiar o investimento”.

Do G1

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Indústria nacional quer reter no país os ganhos do petróleo

Publicado por Administrador 15 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Enquanto os estados e a União brigam pelos royalties do petróleo, as indústrias e a Petrobras atuam de forma mais pragmática. Tratam de lutar pelo conteúdo nacional nos investimentos a serem feitos pela estatal e pelos grupos privados – nacionais e estrangeiros, na próxima década. Incluindo-se o pré-sal, a Petrobras pretende aplicar US$ 220 bilhões até 2014. Mas grupos privados, nacionais e estrangeiros, também farão maciças inversões. Estima-se que só o pré-sal exigirá 97 plataformas de produção, 510 barcos de apoio e 49 navios.

Os estaleiros já estão duplicando sua capacidade anual de processamento de aço, hoje em 600 mil toneladas. As indústrias de base, como a do aço e os produtores de equipamentos e peças se defrontarão com uma demanda que corresponde, a grosso modo, ao dobro do que é movimentado anualmente pelo mercado de eletrodomésticos. Mas há ameaças, como a distorção cambial, o Custo Brasil em geral e os subsídios de grandes nações e de emergentes como a China.

Nesse cenário, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), tendo à frente Ariovaldo Rocha, e a Fundação ARO vão realizar, dia 5 de agosto, no J.W. Marriot, na Zona Sul carioca, o I Fórum Conteúdo Local. Já estão confirmados no evento o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o titular de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine e altos dirigentes do BNDES e Petrobras.

O conteúdo local é mais do que uma exigência da política do Governo Federal e dos contratos de concessão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É o caminho para tornar os ganhos que serão obtidos com o pré-sal em desenvolvimento efetivo, com incentivo à melhoria da produção, maior qualificação dos trabalhadores e produção de tecnologia nacional. Este caminho já vem sendo trilhado por muitas empresas, mas não sem percalços.

Alguns questionam a capacidade do empresariado nacional; outros acham que o caminho é simplesmente buscar o melhor preço, no exterior; outros, ainda, enxergam obstáculos e divergências artificiais. Petróleo é riqueza, mas precisa ser bem trabalhado. Países como Noruega e Inglaterra usaram esse produto básico para se consolidar como líderes em indústria e tecnologia. Outros, como Holanda e Venezuela, se extasiaram com o lucro fácil e deixaram escorrer pelas mãos os benefícios caídos do céu – ou tirados da terra e da água. O Brasil quer seguir o caminho certo e esse Fórum pretende ser um importante passo rumo a lucros econômicos e sociais.

Monitor Mercantil

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Petrobras quer trazer estaleiro chinês para o Brasil

Publicado por Administrador 20 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A Petrobras quer trazer o estaleiro chinês Cosco para o Brasil. De olho no projeto de construção de novas sondas de perfuração no país, o diretor de Engenharia da petroleira, Renato Duque, está na China, visitado as instalações e reunindo-se com executivos do estaleiro.

A missão estrangeira, que incluiu acompanhamento à obra da P-XX e também visita de inspeção a outros estaleiros asiáticos que constroem unidades para a Petrobras, tem o objetivo de convencer o Cosco a investir no Brasil, a exemplo de Jurong, Fels e outros grandes grupos estrangeiros já presentes no país.

O interesse da Petrobras por trazer o Cosco é pertinente. Depois de anos tido como estaleiro de segundo escalão, utilizado apenas por empresa de médio e pequeno portes, o Cosco figura hoje entre os grandes, com competitividade técnica e econômica. “A participação do Cosco no processo de construção de unidades no Brasil é importante, pois asseguraria maior competitividade ao negócio”, avalia uma fonte da estatal.

Energia Hoje

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Petrobras a 3ª maior empresa do mundo em energia

Publicado por Administrador 25 janeiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A Petrobras avançou mais uma posição e passou do quarto para o terceiro lugar no ranking PFC Energy 50 – consultoria de energia com atuação junto a empresas e governos de todo o mundo.

Divulgado na segunda (24), a publicação lista as maiores empresas de energia do mundo em valor de mercado. Segundo publicação, a Petrobras completou dezembro de 2010 com US$ 228,9 bilhões, à frente de gigantes como a Shell e a Chevron, que ficaram, respectivamente, na quarta e quinta posição.
 
As informações foram divulgadas pela própria Petrobras que ressalta, ainda, o fato de a consultoria PFC Energy ter destacado a constante ascensão da Petrobras, que passou de 27º lugar, na primeira edição do ranking em 1999, para a terceira colocação em pouco mais de uma década.

Segundo a consultoria, o valor de mercado da companhia, que era de US$ 13,5 bilhões naquele ano, cresceu a uma taxa composta de 27% ao ano. Ainda de acordo com a PFC Energy, o recuo no preço das ações da Petrobras em 2010 foi compensado pela capitalização de US$ 67 bilhões, diz a nota da estatal.

A PFC Energy publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa e tem como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

Rede Brasil Atual

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Pré-sal é bilhete premiado e Petrobras vai cuidar dele, diz Dilma

Publicado por Administrador 26 outubro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

 

A candidata Dilma Rousseff, defendeu o novo modelo de exploração do petróleo na camada pré-sal, que muda a lógica de exploração dando ao Estado o controle das reservas. Já o candidato tucano preferiu atacar o novo modelo.

“Você ficou caladinho quando tentaram mudar o nome da Petrobras. O senhor não tem coragem de mostrar sua posição. O senhor está no partido errado, porque seu partido vota contra a lei que garante que a Petrobras será a exploradora do pré-sal”, disse Dilma.

Ela informou aos eleitores que, quando o Brasil tinha apenas reservas de petróleo de baixa qualidade, era viável o modelo vigente na época dos tucanos, em que empresas de fora do país assumiam o risco de exploração. No pré-sal, isso muda porque o risco de um dos poços estar vazio é pequeno e quem tem a tecnologia para extrair o petróleo é a Petrobras.

“Nós não éramos um país com petróleo de alta qualidade. Um dia a Petrobras descobriu uma reserva. Quando descobriu que tinha bilhete premiado e não podia passa para empresas estrangeiras mudamos o modelo e dissemos que o petróleo passou a ser do povo brasileiro”, explicou.

Segundo ela, “a partir daí nós criamos um plano para que a riqueza do pré-sal sirva para a saúde, a educação, para erradicar a pobreza, investir em ciência e tecnologia, dar acesso a cultura e cuidar do meio ambiente”.

Ontem (25), mais um aliado de Serra, dessa vez o deputado Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB), disse à Folha de S. Paulo que o governo não estava adotando o modelo correto e que a Petrobras não devia investir em refinarias. Serra preferiu rejeitar o aliado.

ProUni

Dilma questionou o adversário para saber se ele pedirá ao seu principal aliado, o DEM, para que retire a Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o Programa Universidade para Todos (Prouni). Mas ele não respondeu e preferiu dizer que o DEM não questiona o programa.

O DEM, aliado de José Serra, ingressou em 2004 com a ação no Supremo. Ou seja, o DEM é contra que os jovens de baixa renda tenham acesso ao Ensino Superior. Até agora, mais de 700 mil estudantes em todo Brasil já se beneficiaram do Prouni. Sem ele, todos não teriam acesso à universidade.

PT

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Capitalização da Petrobras levará Governo Central a ter superávit recorde

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Governo Central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) obterá em setembro o maior superávit primário (economia para honrar compromissos financeiros) da história em consequência da capitalização da Petrobras, informou nesta terça (28) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

O maior resultado primário registrado até agora foi de R$ 16,7 bilhões, em abril de 2008. Arno Agustin, que divulgou hoje o resultado fiscal do Governo Central, não informou os valores estimados.

“Infelizmente, nos últimos dias estamos em uma situação difícil de um diálogo que só tem uma parte. Nós não podemos falar sobre capitalização da Petrobras. Poderemos assim que houver a liquidação (amanhã)”, disse.

O secretário informou ainda que a previsão de um resultado recorde para o superávit primário em setembro é em comparação com qualquer mês e não apenas com meses de setembro.

Este ano, o Governo Central conseguiu até agosto superávit acumulado de R$ 29,4 bilhões, R$ 11, 3 bilhões a mais do que a meta estabelecida para o período. Amanhã, o Banco Central divulgará o resultado de todo o setor público.

Brasil Atual

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Petrobras reforça segurança para evitar acidentes como o do Golfo do México

Publicado por Administrador 22 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A consciência de que o melhor tratamento a ser dado para vazamentos como o corrido em um bloco exploratório da British Petroleum (BP), na parte americana do Golfo do México, é evitar que eles ocorram. A afirmação foi feita pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, durante a apresentação do Plano de Negócios 2010-2014, que prevê investimentos de US$ 224 bilhões nos próximos cinco anos – média de US$ 44,8 bilhões por ano no período.

Ciente desta realidade, Gabrielli informou que, a partir do vazamento de petróleo nas águas do Golfo, a estatal promoveu a revisão de todos os procedimentos preventivos adotados, a análise de todos os equipamentos e reforçou os mecanismos de acompanhamento dos procedimentos operacionais adotados.

Segundo Gabrielli, o acidente no Golfo do México é um acontecimento “trágico e lamentável” e que precisa ser estudado de forma detalhada para que se aprenda com ele.

“Mas o fato é que os dados já conhecidos indicam que foram realizados alguns procedimentos com padrões não adequados para aquela atividade na região”.
Gabrielli disse que o acidente no Golfo já ensina de forma clara que a prevenção é a principal iniciativa para evitá-lo.

“É por isso que entendemos que nossos procedimentos e nossa disciplina operacional precisam ser reforçados, e que nós precisamos dar ainda maior ênfase do que já damos aos cumprimento dos procedimentos prévios sobre cada atividade”.

O executivo entende que o acidente, nas proporções em que ele ocorreu, é um problema muito mais grave do que a resposta de curto prazo que seria necessária para esse tipo de situação.

“O melhor tratamento para o acidente é evitar que ele ocorra e eles podem ser evitados se trabalharmos preventivamente nas causas deles. Acreditamos que os nossos procedimentos e a nossa disciplina operacional a ele ligado podem evitá-los. Temos confiança de que o que estamos fazendo é o mais seguro que pode existir”.

Da Petrobras

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Movimentos Sociais na luta para que o petróleo seja nosso

Publicado por Administrador 17 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os movimentos sociais estão se articulando para uma nova batalha no Congresso Nacional, em defesa do projeto de lei construído pelos trabalhadores para garantir que todo o petróleo e gás do país seja controlado pelo Estado, em benefício do povo brasileiro.

Após a disputa travada na Câmara dos Deputados Federais, onde as propostas dos movimentos sociais foram debatidas na Comissão Especial que analisou o projeto do Executivo para o novo modelo de exploração do pré-sal, os trabalhadores agora enfrentam uma nova luta no Senado. 

O projeto dos movimentos sociais (PLS 531/09) entrou em tramitação na Casa antes dos projetos do governo e, portanto, deve dar um novo impulso à campanha nacional por uma nova lei que garanta que o petróleo seja de fato do povo brasileiro e a Petrobrás uma empresa 100% estatal e pública. O PLS 531/09 se encontra na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e tem como relator o senador Delcídio do Amaral (PT/MS). 

Plenária no Rio
Os movimentos sociais do Rio de Janeiro participam nesta sexta-feira, 12, da plenária estadual da Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”. Um dos principais pontos de pauta será a organização da luta para garantir a votação no Senado do projeto assinado pelos trabalhadores. 

Comitê em Santa Catarina
A regional da CUT em Florianópolis criou um comitê em Santa Catarina para ampliar a campanha “O petróleo tem que ser nosso”. Os integrantes do Comitê têm como meta coletar 50 mil assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular em defesa do monopólio estatal do petróleo e gás, através da Petrobrás 100% pública. 

Ato dia 22 no Rio
Várias entidades, inclusive a FUP, estão organizando uma grande manifestação, no próximo dia 22, no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro. O ato será em defesa do monopólio estatal do petróleo, tendo a Petrobrás como empresa 100% estatal e pública, como prevê o projeto de lei dos movimentos sociais. O ato também tem por objetivo barrar a continuação dos leilões de petróleo e gás.

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Pré-Sal: Plenário começa a discutir marco-legal nesta terça (10/11)

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os quatro projetos de lei que regulamentam a exploração do petróleo na camada pré-sal são o destaque da pauta das sessões extraordinárias do Plenário desta semana. A discussão das propostas deve começar amanhã, em cumprimento ao acordo feito com o Executivo para a retirada da urgência constitucional dessas matérias.

Dois dos projetos já foram aprovados pelas respectivas comissões especiais. O PL 5940/09 cria o Fundo Social com recursos da exploração do petróleo. De acordo com o substitutivo do relator Antonio Palocci (PT-SP), todos os recursos da União relativos a royalties e à participação especial por grande volume de produção dos blocos do pré-sal já licitados serão direcionados ao novo fundo.

O objetivo dessa reserva é fazer uma poupança de longo prazo para financiar projetos e programas de desenvolvimento social e regional nas áreas de educação, saúde pública, ciência e tecnologia, enfrentamento das mudanças climáticas e cultura.

Quarentena na Petro-Sal
O segundo projeto de lei já aprovado em comissão especial é o PL 5939/09, que cria a Petro-Sal para gerir os contratos de exploração e de comercialização do petróleo e do gás natural encontrados na camada pré-sal.

Uma das novidades do relatório do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG) é a quarentena de quatro meses para os dirigentes da empresa que se desligarem dela. Durante esse período, eles não poderão atuar no mercado de petróleo e gás e vão receber os mesmos salários dos cargos que ocupavam. Os integrantes dos conselhos Fiscal e de Administração da Petro-Sal terão mandato de quatro anos, permitida uma recondução.

Royalties menores
O projeto (PL 5938/09) que institui o regime de partilha para a exploração do pré-sal ainda não foi votado na comissão especial devido à polêmica sobre a nova divisão dos royalties proposta pelo relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O relator e líder do PMDB propõe o aumento da alíquota total de royalties a serem pagos pelas empresas, de 10% para 15%, mas diminui os percentuais dos maiores estados produtores.

A nova distribuição privilegia todos os estados e municípios da federação, que passariam a ficar com 44%, ao invés dos 7,5% que recebem hoje. A mudança foi muito criticada pelos parlamentares dos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo, que podem ver suas fatias reduzidas dos atuais 22,5% para 18%.

Saques do FGTS
Também com votação adiada na comissão especial, o PL 5941/09 prevê o repasse de 5 bilhões de barris de petróleo à Petrobras, com pagamento em títulos emitidos pela União. Essa capitalização reforçará o caixa da empresa para ela realizar investimentos necessários à exploração do pré-sal.

Conforme o substitutivo apresentado pelo deputado João Maia (PR-RN), a subscrição de novas cotas da empresa pelos acionistas minoritários não poderá ser feita por meio de saques das contas do FGTS. Os trabalhadores que já são cotistas da empresa poderão participar do aumento de capital apenas com recursos próprios.

Fonte: Câmara dos Deputados

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