Brasileiros valorizam bem-estar do próximo e estabilidade social

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa inédita do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) descobriu que o bem-estar do próximo e da humanidade e a estabilidade social são os valores mais importantes para os brasileiros. Os resultados, divulgados hoje (25), mostram que, pelo menos no discurso, o “jeitinho brasileiro” pode estar perdendo espaço para características como a honestidade e a lealdade. Mas a grande surpresa do levantamento foi a estabilidade social, apontada como o terceiro valor mais importante, à frente da autonomia e do êxito pessoal.

“É um elemento novo. Em levantamentos semelhantes, [a estabilidade social] costumava aparecer em sétimo lugar”, compara o economista e coordenador do relatório, Flávio Comim.

A justificativa para a estabilidade social ser um valor importante para os brasileiros pode estar na estabilidade econômica – que já permite o planejamento material, deixando para trás a preocupação com a inflação. Também pode ser explicada por um fator negativo: a falta de credibilidade em algumas instituições e o medo de que elas falhem.

De acordo com a pesquisa, as mulheres e os mais velhos são os mais que mais prezam valores como o bem-estar do outro, a tradição e a segurança. Do lado oposto, estão os homens jovens, que dão mais importância a valores como o poder, a realização e o prazer.

O levantamento, que ouviu 4 mil brasileiros em mais de 300 municípios, também traça perfis de valores de acordo com a inserção no mercado de trabalho, filhos e a escolaridade. Quem trabalha tende a valorizar mais a abertura a mudanças, relacionada à independência, à liberdade e à ambição. “Pessoas com filhos ficam mais conservadoras, dão menos importância a valores de autopromoção”, acrescenta Comin.

Um dado revela que a educação das mães influencia a escolha de valores importantes para os filhos. Quanto maior a escolaridade da mãe, mais autônomo e aberto a mudanças é o filho.

A pesquisa também avaliou quais os valores mais importante para os brasileiros de acordo com a região em que vivem. Os que vivem no Sudeste e no Centro-Oeste são os mais preocupados com o bem-estar da natureza, o chamado universalismo. No Nordeste, a segurança, a determinação e a conformidade são os valores mais admirados. No Sul, a realização é o valor principal.

O chamado Perfil dos Valores Brasileiros (PVB) fará parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009/2010, que deve ser lançado em agosto pelo Pnud. Pela primeira vez, os valores dos brasileiros serão considerados na sugestão de políticas públicas de desenvolvimento para o país.

Da Ag. Brasil

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Brasil permanece em 75º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano

Publicado por Administrador 5 outubro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil permaneceu em 75º lugar no ranking do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), que inclui 182 países. Segundo o documento divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil obteve nota 0,813 – numa escala que vai de 0 a 1, em que 1 representa o desenvolvimento absoluto – e ficou entre os países com nível de desenvolvimento alto. A divisão vai de nível baixo a muito alto.

A Noruega ocupa o primeiro lugar da lista, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,91. O última posição ficou com o país africano Níger, com 0,340.

A posição brasileira se manteve estável de 2006 para 2007, ano em que os dados do relatório divulgado hoje (5) se baseiam. Entre os cinco países que se destacaram por subir três ou mais posições no período, três são sul-americanos: Colômbia, Peru e Venezuela.

Os outros dois são a China e a França, que volta a figurar na lista dos dez primeiros. O progresso desses países, segundo o relatório, está relacionado a melhorias na educação, expectativa de vida da população e nos rendimentos médios per capita.

O RDH ressalta ainda que os dados revistos desde 1980 mostram avanços no IDH dos países, que subiu em média 15%. Os progressos foram verificados principalmente em educação e saúde, mas a desigualdade de renda ainda persiste. Essas tendências devem ser analisadas mais profundamente no próximo ano, quando o relatório completará 20 anos.

A última lista divulgada pelo Pnud continha 179 países. Com o aumento para 182 e a revisão da metodologia feita pelo programa, o relatório recomenda que os dados divulgados em 2009 não sejam comparados aos de anos anteriores. Relatório divulgado no ano passado informava que o Brasil ocupava a 70ª posição no ranking. Mesmo passando para a 75ª, a sua colocação foi considerada inalterada pelo relatório em função dessas revisões.

Fonte: Ag. Brasil

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