O torneiro mecânico e o economista

Publicado por Administrador 3 novembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Celso Furtado, o mais influente e renomado economista brasileiro, lançou em 2002 a segunda edição do ensaio Em busca de um novo modelo, reflexões sobre a crise contemporânea. Naquele momento, suas angústias quanto aos problemas da miséria no Brasil ainda prevaleciam. Até então, seu esforço em apresentar alternativas não havia obtido êxito junto à ação governamental.

No ensaio, o economista apresentava três pontos a serem atacados para acabar com o problema da miséria no Brasil: a fome, a habitação e a educação. Para Celso Furtado, a fome poderia ser aliviada garantindo à população uma cesta básica de alimentos, tarefa que não era das mais difíceis, visto que no Brasil não havia ou não há problemas de escassez de comida.

Na habitação, citou países europeus que criaram políticas de financiamento à construção. Por fim, o que chamou de amplo programa social de combate à miséria e à pobreza, teria como elemento fundamental o investimento na formação de pessoas, ou seja, o fortalecimento da educação.

Resultado
Celso Furtado faleceu em novembro de 2004. Não teve a oportunidade de assistir aos resultados dos programas sociais implantados pelo governo Lula, tais como o Bolsa Família, com 13 milhões de famílias atendidas; o Minha Casa Minha Vida, com investimentos de R$ 34 bilhões e 1 milhão de moradias em 2010; o Pró-Uni, que conta com 705 mil bolsistas em universidades privadas e a criação de 14 novas universidades públicas.

A aposta do economista era que a eliminação da pobreza seria o principal instrumento pelo qual se desatariam os nós que amarram o Brasil ao subdesenvolvimento.

Hoje, com a retirada de 28 milhões de brasileiros da linha da pobreza e com o atual ciclo de crescimento da economia baseado em seu mercado interno, é possível concluir que a teoria do velho mestre encontrou no torneiro mecânico um caminho para sua realização, inaugurando uma nova etapa na história do Brasil

Subseção Dieese do Sindicato

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Educação é a melhor maneira de combater a pobreza, diz Unesco

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, afirmou que a educação é a melhor maneira de combater a pobreza. O assunto é tema da Conferência Mundial sobre Cuidados e Educação Infantil, em Moscou, na Rússia, onde estão reunidos representantes de 65 países. A ideia é fazer um balanço das ações em curso e definir o que deve ser feito para avançar até 2015.

Irina afirmou que a meta é fixar a atenção nos cuidados na primeira infância, principalmente para as crianças mais pobres. De acordo com a Unesco, a primeira infância vai do nascimento até os 8 anos de idade. É nessa fase da vida em que há o desenvolvimento do cérebro, segundo especialistas.

Até quinta-feira (29), os representantes dos 65 países participam de uma série de discussões sobre políticas de desenvolvimento, custos e financiamento, legislação, experiências regionais, qualidade e capacidade de resposta, exclusão e marginalização, além de monitoramento e avaliação.

“A educação é a melhor garantia para combater a pobreza. Não há espaço melhor para definir o desenvolvimento de uma pessoa do que os primeiros anos de vida de uma criança”, afirmou a diretora-geral da Unesco. “Esse é provavelmente um dos fatos menos divulgados na arena de decisão política e desenvolvimento.”

As informações são da Unesco. Irina alertou que os programas de educação destinados às crianças até 8 anos poderiam reduzir vários problemas futuros. Segundo ela, uma das principais preocupações é com as crianças ciganas, pois mais da metade delas está fora das escolas.

A diretora-geral disse que também há baixos percentuais de crianças matriculadas em várias regiões do mundo. Como exemplo, ela citou que, na África, apenas 15% das crianças estão na primeira etapa do ensino. Nos países árabes, o percentual sobe para 19%. Na Ásia Central, há 28% de crianças com menos de 8 anos em salas de aula e na Ásia o percentual é de 36%.

Agência Brasil

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Brasil pode acabar com a miséria em 2016, diz Ipea

Publicado por Administrador 13 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre pobreza e miséria. O levantamento apresentado hoje (13) no Rio de Janeiro alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.

Segundo o levantamento baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), entre 1995 e 2008 saíram da condição de pobreza absoluta 12,8 milhões de pessoas enquanto 13,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).

O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais. Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%. Na outra ponta da lista, Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.

Em relação à pobreza absoluta, entre os estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.

Da Ag Brasil

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