49% da população aprova governo Dilma, diz Datafolha
Apesar de enfrentar uma crise política, que culminou com a demissão do ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, e do anunciado repique inflacionário dos últimos meses, pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra que a aprovação do governo de Dilma Rousseff continua em alta. O estudo, realizado nos 9 e 10, mostra que 49% dos entrevistados consideram a presidenta ótima ou boa. Em março passado, quando foi feito o último levantamento, o percentual era de 47%.
Segundo o instituto, porém, a imagem pessoal da presidente foi afetada, de acordo com a pesquisa. Houve ainda uma piora generalizada nas expectativas com a economia, principalmente em relação à inflação. Além disso, o levantamento revela que a maioria dos brasileiros quer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva opine nas decisões de Dilma.
A pesquisa ouviu 2.188 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Da Rede Brasil Atual
População brasileira deve atingir pico em 2030, diz Ipea
A população brasileira deve atingir seu pico em 2030, com cerca de 206,8 milhões de habitantes, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O dado foi divulgado nesta quarta-feira (13) e integra um estudo de análises sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A projeção do Ipea foi feita com base nos resultados da fecundidade apresentados pela Pnad. Em 2009, a pesquisa apontou para a manutenção do valor da taxa de fecundidade total nos níveis observados em 2007 e 2008, que estão bem abaixo dos de reposição: 1,8 filho por mulher. Espera-se portanto, para 2040, de acordo com o Instituto, um contingente menor do que em 2030: 204,7 milhões de habitantes.
Essa tendência só não se confirmará, de acordo com o Ipea, se a fecundidade voltar a crescer. Comparado à experiência europeia, o movimento de passagem de um estágio de taxas
de mortalidade e de fecundidade elevadas para um de mortalidade e fecundidade baixas
estaria acontecendo no Brasil em velocidade acelerada.
O comunicado número 64 do Ipea avalia dados sobre a demografia do país. Os resultados confirmam a tendência demográfica em curso no país desde 1970, que compreende a desaceleração no ritmo de crescimento da população e mudanças expressivas em sua estrutura etária, no sentido de seu envelhecimento.
Cai proporção de jovens
O pico populacional e posterior redução de pessoas no Brasil deve levar, segundo o Ipea, a um superenvelhecimento da população, o que significa uma alteração na proporção do contingente dos diversos grupos etários no total da população.
G1
Alerta: IBGE não enviará e-mails pedindo informações para o Censo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não enviará e-mails ou correspondências com pedidos de informações para as residências que serão recenseadas, alertou nesta segunda-feira (2) o chefe da instituição no Paraná, Sinval Dias dos Santos.
“A pesquisa só é feita [de maneira] presencial, pelo recenseador devidamente credenciado ou por meio da internet. Neste caso, o morador recebe uma senha para acessar o site do IBGE e fazer a transmissão dos dados”, explicou.
Segundo ele, se os recenseadores forem a um domicílio várias vezes e não encontrarem ninguém, deixarão um aviso com o telefone do IBGE para contato e agendamento do local e horário para nova visita.
De acordo com Santos, é importante que as pessoas recebam bem os recenseadores e deem respostas corretas aos questionamentos feitos. “Por exemplo, quando a pessoa informa o tempo para percorrer o trajeto entre a casa e o trabalho estará ajudando a resolver o problema dos congestionamentos, uma característica dos grandes centros urbanos”, destacou. “[O censo] é a mais completa radiografia que um município pode ter.”
No Paraná , o Censo Demográfico Brasileiro 2010 envolve o trabalho de 11.162 recenseadores do IBGE, que visitarão 3,8 milhões de residências até o dia 31 de outubro. O censo começou no domingo (1º) em todo o país.
Da Agência Brasil
Classe média cresce e atinge 53,8% da população, segundo a FGV
Um estudo divulgado na quarta-feira (11) pelo Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a classe média continuou a crescer no Brasil apesar da crise econômica que assolou a economia mundial no segundo semestre do ano passado.
Entre agosto e dezembro, segundo a FGV, o número de pessoas consideradas de classe média – ou classe C – subiu 3,7% no período, atingindo 53,8% da população. O estudo da FGV considera seis regiões metropolitanas – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
No método da fundação, é considerado um membro da classe C quem faz parte de uma família com renda mensal média entre R$ 1.115 e R$ 4.807. Faz parte da classe E a família com renda até R$ 804 e são classificados como classe D as que recebem entre R$ 804 e R$ 1.115.
Divisão
Ainda de acordo com o estudo, é considerado um membro da classe alta – ou AB – toda a pessoa que reside em um domicílio com renda total acima de R$ 4.807. De acordo com a instituição, este contingente de pessoas também cresceu entre agosto e dezembro do ano passado, atingindo 15,33% da população total das seis regiões metropolitanas pesquisadas.
Desta forma, a divisão de classes, segundo o método da FGV, ficaria assim nas regiões pesquisadas: 53,81 (classe C), 15,33% (classes A e B), 13,18% (classe D) e 17,68% (classe E).
Mobilidade
De acordo com o estudo, que considera o período de 2002 a 2008, a mobilidade de classe foi maior em dois momentos: em 2004 e no ano passado – nos dois casos, o crescimento do PIB foi forte. Estima-se que a expansão do PIB brasileiro em 2008 ultrapasse a marca de 5%, embora a previsão para este ano esteja mais modesta, abaixo de 2%.
Em 2008, cerca de 40% da população que pertencia à classe E havia migrado em direção às classificações C e D, na comparação com os resultados de 2007. De acordo com a pesquisa da FGV, a mobilidade da classe E no ano de 2008 foi maior antes da crise (41,5%), caindo para 39,7% depois de seu início.
Fonte: Sindicato do ABC
Seis em cada dez consumidores vão usar 13º para pagar dívidas
O décimo terceiro salário tem como destino o pagamento de dívidas para 60% dos brasileiros consultados pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A pesquisa, divulgada hoje (11), foi realizada em outubro deste ano, com 573 consumidores de todas as classes sociais.
O percentual é maior do que o verificado na pesquisa de 2007 (58%). Segundo a Anefac, como vem ocorrendo todos os anos, a maior parte dos consumidores (mais de 50%) tem dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito.
Outros 15% pretendem comprar presentes, contra 20% do ano passado. Como nos anos anteriores, os brinquedos são os produtos que mais têm atraído os recursos do décimo terceiro (73%, contra 81% em 2007). “Todos os itens de consumo apresentaram uma redução na intenção de gastos dos consumidores neste ano em relação a 2007, sendo a maior redução no item comprar ou trocar de veículo, que teve uma redução de 50% na intenção de compra”, informa comunicado da associação.
De acordo com a pesquisa, entre 2007 e 2008, aumentou de 10% para 11% o percentual de pessoas que pretendem poupar e aplicar parte do décimo terceiro para pagar despesas de começo do ano, como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), material e matrículas escolares. Outros 9% (contra 7% do ano passado) já receberam, ao longo do ano, parte ou todo décimo terceiro ou fizeram empréstimos de antecipação. Há ainda 2%, o mesmo percentual do ano passado, que pretendem poupar parte do que sobrará.
Confira as dicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade para os consumidores neste final de ano:
- Use o décimo terceiro preferencialmente no pagamento de dívidas, principalmente aquelas que embutem encargos maiores como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial, que na média atinge 10,46% ao mês (229,96% ao ano) e 7,88% ao mês (148,48% ao ano) respectivamente;
- Aproveite o décimo terceiro para regularizar igualmente outras dívidas, lembrando-se de negociar o estorno dos juros de mora embutidos nelas;
- Quitadas as dívidas, lembre-se de tentar reservar os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e despesas escolares (livros, uniformes e matrículas), além das compras de Natal (cheques pré-datados e cartão de crédito) para evitar entrar novamente no vermelho no começo do próximo ano;
- Após todas essas regularizações e sobrando alguns recursos para aqueles que eventualmente tenham contraído algum financiamento em bancos, financeiras ou comércio, o Artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor garante a retirada dos juros embutidos nesses financiamentos para as parcelas que eventualmente tiverem pagamento antecipado total ou parcialmente. Os juros devem ser retirados proporcionalmente ao período antecipado;
- Não tendo dívidas ou após a regularização daquelas existentes e sobrando algum valor, aplique em um fundo de renda fixa ou na caderneta de poupança;
- Se for fazer um financiamento, pesquise sempre as taxas de juros e demais acréscimos na medida, uma vez que existem enormes variações das condições dos financiamentos;
- Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas;
- Evite empréstimos de longo prazo que, além de representarem custos maiores, comprometem sua renda por longo período;
- Após regularizar seu cheque especial e cartão de crédito, evite entrar novamente nessas modalidades de crédito, uma vez que cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por período curto e emergencial;
- Se possível, adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista, evitando o juros. Entretanto, caso não seja possível, pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo, menor a incidência de juros).
Fonte: Ag. Brasil