Paulão Cayres é eleito presidente da CNM/CUT
Os cerca de 500 delegados e delegadas participantes do 8º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT elegeram o metalúrgico do ABC e atual coordenador-geral do SUR/CSE na Ford, Paulo Cayres, para a presidência da CNM/CUT, para o triênio 2011-2014. O Sindicato dos Mecânicos participou mais uma vez com seus delegados, confirmando a chapa.
A eleição da nova diretoria da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, composta por quase 40 companheiros que concorreram em chapa única, aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), no encerramento do 8º Congresso Nacional da CNM/CUT, realizado no Hotel Caesar Park, em Guarulhos-SP.
Durante o discurso de defesa da chapa, o vice-presidente da CNM/CUT, Claudir Nespolo elogiou os nomes indicados para a nova direção. “Tenho certeza que o companheiro Paulo Cayres e todos os membros da direção vão honrar a história desta Confederação, por onde já passaram nomes como Ferreirinha, Marco Maia e Carlos Grana.”
O evento, que teve início na quarta-feira (27), reuniu metalúrgicos de sindicatos e federações filiadas à CNM/CUT em todo o país, que representam cerca de 1 milhão de trabalhadores dos setores automotivo, eletroeletrônico, bens de capital, siderúrgico, naval e aeroespacial.
Despedida
O deputado estadual e agora ex-presidente da CNM/CUT, Carlos Grana (PT-SP), fez seu discurso de despedida afirmando que os metalúrgicos e metalúrgicas do Brasil saem deste Congresso mais fortalecidos para a luta.
Grana agradeceu a todos os companheiros e companheiras que conviveram com ele no movimento sindical. “Somos uma geração vitoriosa, porque ajudamos a mudar o Brasil. Fomos e somos leais aos princípios que nortearam a criação e fundação da CUT”, ressaltou.
Ao aconselhar os companheiros que assumem o novo mandato, o deputado afirmou a importância de servir à categoria nacionalmente. “Ser dirigente da CNM/CUT não é apenas representar o seu sindicato, mas sim ter a responsabilidade de representar todos os metalúrgicos da CUT no Brasil”, lembrando que este foi “um dos Congressos mais maravilhosos realizados pela classe trabalhadora brasileira.”
Ao terminar, Carlos Grana brincou com o fato deixar a presidência da Confederação. “Não fiquem animados. Mesmo estando na Assembleia, vocês ainda vão ter que me aturar muitas vezes. Estarei sempre presente, colocando meu mandato de deputado estadual à disposição da categoria. Apenas estamos no parlamento, mas somos metalúrgicos até o final dos dias”, completou.
Novo presidente
Em seu primeiro discurso como presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, agradeceu a todos pela confiança ao elegê-lo. “É um prazer imensurável suceder companheiros como Carlos Grana, Guiba e Fernando Lopes, que já presidiram e fizeram história nesta Confederação”.
Paulão, como é conhecido pelos companheiros, afirmou que a CNM/CUT passa por um novo estágio, em que pode contribuir com sindicato de países que necessitam de apoio por meio de programas de solidariedade.
Ele emocionou a todos aos fazer uma analogia entre o pai de família Paulo Cayres e a atuação como dirigente sindical. “As pessoas que mais amo na vida são meus filhos. Sou capaz de matar ou morrer por eles. E essa mesma disposição eu vou colocar também na CNM/CUT, que é parte da minha alma.”
Ele finalizou seu discurso ressaltado a importância da categoria para o Brasil durante os oito anos de mandato do ex-presidente Lula. “Todos nós tivemos uma participação importante para a transformação social que o país viveu.”
Plano de Lutas
Antes, os cerca de 500 delegados e delegadas do 8º Congresso aprovaram o plano de lutas da categoria, que vai pautar as ações da nova direção da CNM/CUT para o próximo período. Entre os destaques surgidos a partir das 123 propostas de resolução formuladas por sete grupos temáticos que se reuniram na tarde de quinta-feira (28) e aprovadas em plenário pouco antes da eleição da nova direção, está a que trata do apoio da CNM/CUT e de todos os sindicatos e federações da base ao Projeto de Lei formulado pelos Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, Sorocaba, Taubaté e Salto, de regulamentação dos Comitês Sindicais de Empresa, que será encaminhado à Câmara dos Deputados. Apenas uma proposta foi rejeitada.
Também foi aprovada a criação das secretarias de Igualdade Racial e da Juventude.
Solidariedade Internacional
Outro ponto importante foi a criação de um Fundo mantido pela CNM/CUT, que tem por objetivo fomentar a solidariedade aos metalúrgicos de países pobres em desenvolvimento, apoiando projetos de cooperação em organização, formação e ação sindical.
As campanhas pela aprovação do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, redução da jornada de trabalho para 40h semanais e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, entre outras, continuam na pautas de luta da Confederação.
Participação de Marco Maia
Quem também teve uma rápida participação no Congresso, na noite de quinta-feira, foi o presidente da Câmara dos Deputados e ex-secretário-geral da CNM/CUT, Marco Maia, que fez um breve discurso para o plenário. Ele abordou principalmente as pautas de interesse da classe trabalhadora que tramitam na Câmara Federal.
Na próxima semana, a Confederação divulga a lista completa com os nomes que compõem a nova direção da CNM/CUT.
Da CNM/CUT
Dilma Rousseff envia mensagem aos haitianos pela tragédia
A presidente da República, Dilma Rousseff divulgou nesta quarta-feira, dia 12, uma nota em apoio aos haitianos. Nesta data, completa-se um ano que o País sofreu um trágico terremoto que provocou a morte de cerca de 250 mil pessoas. Leia abaixo na íntegra:
“O terremoto que devastou o Haiti, ceifando centenas de milhares de vidas, completa hoje exatamente um ano. Quero me associar aos que participam, em todo o mundo, de cerimônias rememorativas dessa imensa tragédia que se abateu sobre aquele povo irmão. Esse é um momento de reflexão, de lembrarmos as vítimas, e de conclamarmos a comunidade internacional para um renovado esforço em prol da recuperação do país, que ainda vive uma situação de extrema gravidade.
Quero também enaltecer o trabalho dos nossos soldados que participaram da Missão das Nações Unidas (MINUSTAH), lutando incansavelmente para a estabilização e colaborando para a recuperação da infraestrutura do país. Lembro, e presto uma homenagem aos 18 militares brasileiros, à médica e humanista Zilda Arns e ao Representante Adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa, que estavam em missão de solidariedade e lamentavelmente perderam a vida durante o terremoto.
Reafirmo nossa determinação de ajudar na reconstrução desse país, cujo povo não se rende diante das adversidades e tem dado provas de grande coragem e vontade de viver. O Brasil e a MINUSTAH vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão”.
Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil.
Cerimônia de diplomação de Dilma Rousseff
Na tarde desta sexta aconteceu a cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e de seu vice, Michel Temer. Cerca de 250 pessoas, entre familiares e autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, compareceram ao edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília (DF).
Os ministros do TSE foram as primeiras autoridades a ocupar seus lugares no plenário. Logo depois, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, abriu a sessão solene. Em seguida, entraram a presidente eleita Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, conduzidos pelos ministros Arnaldo Versiani e Cármen Lúcia.
Após receber o diploma de posse, a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse, em breve discurso: “Honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos é o que me anima e estimula ao trabalho dos próximos anos”. Ela salientou que “a lisura, a eficiência e a confiabilidade da nossa Justiça Eleitoral já são reconhecidas em todo o mundo”.
Em nome dos ministros que integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Ricardo Lewandowski desejou aos diplomados Dilma Rousseff e Michel Temer, presidente e vice-presidente da República, “sucesso e felicidade” no desempenho da função para a qual foram eleitos.
Entre as autoridades que acompanham a solenidade estavam os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, do Senado Federal, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do Superior Tribunal de Justiça, Ari pargendler, do Superior Tribunal Militar, Carlos Alberto Marques Soares, do Tribunal Superior do Trabalho, Milton Moura França, da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, e do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, Luis Mariosi, além do advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, e do ministro da Justiça, Nelson Jobim. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE
Leia o discurso de Dilma:
“Exmo Sr. Ricardo Lewandowsky, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Ministros membros do TSE.
Vice-presidente eleito Michel Temer.
Exmo Sr. José Sarney, presidente do Congresso Nacional.
Autoridades e Lideranças aqui presentes.
Amigos e amigas jornalistas.
Senhoras e Senhores,
É uma grande emoção receber este diploma da Corte responsável pelo processo eleitoral brasileiro.
A lisura, a eficiência e a confiabilidade da nossa Justiça Eleitoral já são reconhecidas em todo o mundo. O uso da tecnologia a serviço do sagrado direito do voto é uma inovação verde e amarela que desperta crescente interesse das democracias.
As eleições constituem o momento mais rico do processo democrático. Elas propiciam o debate das grandes questões nacionais e o debate de um projeto para o futuro do país, permitindo o julgamento soberano do eleitor.
Este julgamento, que já levou importantes estadistas e diferentes lideranças ao posto mais alto da República, experimentou nos últimos anos a esperança e a ousadia ao levar um trabalhador à Presidência da República. Quanto orgulho temos os brasileiros e as brasileiras de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de tão extraordinário avanço social e econômico.
E foi esse mesmo sentimento de mudança e avanço que fez o povo eleger agora uma mulher presidenta. Para além de minha pessoa, esse fato demonstra a crescente maturidade da nossa democracia. Esse fato rompe com preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e também de orgulho às mulheres brasileiras. Esse povo sofrido é um povo também de elevada auto-estima, de enorme disposição de trabalho, cheio de esperança de um futuro que já começou a chegar.
Recebo este diploma com alegria e humildade e uma enorme disposição de empenhar todo meu esforço para retribuir a confiança recebida nas urnas. Honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos é o que me anima e estimula ao trabalho nos próximos anos.
Quero dedicar todo meu carinho e empenho aos desejos mais justos e destacados das famílias brasileiras: à educação das crianças e jovens, à segurança das nossas comunidades e à saúde de todos os brasileiros.
Cuidarei da estabilidade econômica e do investimento, tão necessários ao crescimento e ao emprego. Defenderei sempre a liberdade de manifestação, de imprensa e de culto. Mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir diretamente e concretamente na vida de cada trabalhador, de cada trabalhadora, de cada empresário, de cada família e de todas as regiões desse imenso e generoso nosso país.
Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder um governante da estatura do Presidente Lula. Sei dos imensos desafios que nosso futuro comporta. Mas se pensarmos o que cada um de nós pode e podemos fazer pelo Brasil vamos descobrir uma força infinita, que a cada momento se alimenta e se renova: a força da União, de nosso país, de nossa Nação, de nossa sociedade para avançar. União para crescer. União para encontrar novos e melhores caminhos.
Nesse momento em que recebo o diploma mais alto da democracia quero reparti-lo com cada brasileiro e em especial com cada brasileira para dizer que, pelo Brasil, conto com todos e todas e que todos e todas podem contar comigo.
Muito obrigada.”
Na tarde desta sexta aconteceu a cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e de seu vice, Michel Temer. Cerca de 250 pessoas, entre familiares e autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, compareceram ao edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília (DF).
Os ministros do TSE foram as primeiras autoridades a ocupar seus lugares no plenário. Logo depois, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, abriu a sessão solene. Em seguida, entraram a presidente eleita Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, conduzidos pelos ministros Arnaldo Versiani e Cármen Lúcia.
Após receber o diploma de posse, a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse, em breve discurso: “Honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos é o que me anima e estimula ao trabalho dos próximos anos”. Ela salientou que “a lisura, a eficiência e a confiabilidade da nossa Justiça Eleitoral já são reconhecidas em todo o mundo”.
Em nome dos ministros que integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Ricardo Lewandowski desejou aos diplomados Dilma Rousseff e Michel Temer, presidente e vice-presidente da República, “sucesso e felicidade” no desempenho da função para a qual foram eleitos.
Entre as autoridades que acompanham a solenidade estavam os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, do Senado Federal, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do Superior Tribunal de Justiça, Ari pargendler, do Superior Tribunal Militar, Carlos Alberto Marques Soares, do Tribunal Superior do Trabalho, Milton Moura França, da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, e do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, Luis Mariosi, além do advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, e do ministro da Justiça, Nelson Jobim. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE
Leia o discurso de Dilma:
“Exmo Sr. Ricardo Lewandowsky, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Ministros membros do TSE.
Vice-presidente eleito Michel Temer.
Exmo Sr. José Sarney, presidente do Congresso Nacional.
Autoridades e Lideranças aqui presentes.
Amigos e amigas jornalistas.
Senhoras e Senhores,
É uma grande emoção receber este diploma da Corte responsável pelo processo eleitoral brasileiro.
A lisura, a eficiência e a confiabilidade da nossa Justiça Eleitoral já são reconhecidas em todo o mundo. O uso da tecnologia a serviço do sagrado direito do voto é uma inovação verde e amarela que desperta crescente interesse das democracias.
As eleições constituem o momento mais rico do processo democrático. Elas propiciam o debate das grandes questões nacionais e o debate de um projeto para o futuro do país, permitindo o julgamento soberano do eleitor.
Este julgamento, que já levou importantes estadistas e diferentes lideranças ao posto mais alto da República, experimentou nos últimos anos a esperança e a ousadia ao levar um trabalhador à Presidência da República. Quanto orgulho temos os brasileiros e as brasileiras de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de tão extraordinário avanço social e econômico.
E foi esse mesmo sentimento de mudança e avanço que fez o povo eleger agora uma mulher presidenta. Para além de minha pessoa, esse fato demonstra a crescente maturidade da nossa democracia. Esse fato rompe com preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e também de orgulho às mulheres brasileiras. Esse povo sofrido é um povo também de elevada auto-estima, de enorme disposição de trabalho, cheio de esperança de um futuro que já começou a chegar.
Recebo este diploma com alegria e humildade e uma enorme disposição de empenhar todo meu esforço para retribuir a confiança recebida nas urnas. Honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos é o que me anima e estimula ao trabalho nos próximos anos.
Quero dedicar todo meu carinho e empenho aos desejos mais justos e destacados das famílias brasileiras: à educação das crianças e jovens, à segurança das nossas comunidades e à saúde de todos os brasileiros.
Cuidarei da estabilidade econômica e do investimento, tão necessários ao crescimento e ao emprego. Defenderei sempre a liberdade de manifestação, de imprensa e de culto. Mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir diretamente e concretamente na vida de cada trabalhador, de cada trabalhadora, de cada empresário, de cada família e de todas as regiões desse imenso e generoso nosso país.
Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder um governante da estatura do Presidente Lula. Sei dos imensos desafios que nosso futuro comporta. Mas se pensarmos o que cada um de nós pode e podemos fazer pelo Brasil vamos descobrir uma força infinita, que a cada momento se alimenta e se renova: a força da União, de nosso país, de nossa Nação, de nossa sociedade para avançar. União para crescer. União para encontrar novos e melhores caminhos.
Nesse momento em que recebo o diploma mais alto da democracia quero reparti-lo com cada brasileiro e em especial com cada brasileira para dizer que, pelo Brasil, conto com todos e todas e que todos e todas podem contar comigo.
Muito obrigada.”
Conjur
Dilma é eleita a 1ª mulher presidente do Brasil
Dilma Rousseff (PT) está eleita presidente do Brasil. A informação foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 20h14. Após 39 homens, ela será a primeira mulher a ocupar o cargo em toda a história brasileira.
Com 99,99% das urnas apuradas, ela alcança 55,7 milhões de votos, ou 56,1% do total. José Serra (PSDB), candidato da oposição, soma 43,7 milhões milhões de votos (43,9%). Faltam ser apurados 20 mil sufrágios.
Apesar de alcançar um percentual menor do que o de seu principal cabo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma é eleita com um número de votos superior ao alcançado em 2002. O crescimento do eleitorado explica o fato. Ela também supera em números absolutos e em percentuais as duas eleições de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994 e 1998.
Com a confirmação, Dilma Rousseff torna-se a primeira mulher eleita para ocupar a Presidência do Brasil. Ela deve assumir o cargo em 1º de janeiro. A campanha foi marcada por fortes ataques entre os candidatos, com pronunciado papel para os veículos da velha mídia – jornais e revistas de maior tiragem e as principais redes privadas de televisão. Houve ainda um volume intenso de boatos circulando.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) declarou à Rede Brasil Atual em Brasília que prevê relação mais fácil de Dilma com Congresso Nacional, comparado com o que ocorreu nos dois mandatos de Lula. Ex-líder do governo Lula na Câmara, Fontana acredita que no começo do mandato será possível aprovar reformas política e tributária.
Para enfrentar os desafios da gestão, ela deve ter maioria no Congresso Nacional, já que partidos aliados conquistaram maioria simples das cadeiras. Isso não significa, porém, que partidos como o PMDB permitirão uma vida tranquila para a futura presidente, já que se trata de uma legenda heterogênea.
Rede Brasil Atual
Brasileiros escolherão entre Dilma e Serra em 31 de outubro
Poucas horas após o fechamento das urnas, o eleitorado brasileiro já sabia que a escolha do novo presidente do país se daria apenas no segundo turno. E o clima de incerteza que antecedeu a votação deste domingo (03/10) se confirmou: Dilma Rousseff, que segundo projeções de duas semanas atrás seria eleita logo na primeira rodada, voltará a enfrentar José Serra nas urnas em 31 de outubro.
Para os especialistas da área que acompanharam os fatos recentes, o resultado não causou espanto. A candidata do PT começou a considerar publicamente um segundo turno depois do escândalo de tráfico de influência que provocou a renúncia de Erenice Guerra da pasta da Casa Civil – cargo que era ocupado por Dilma até março último.
Mas há quem veja a trajetória de Dilma Rousseff como já muito bem-sucedida. Para o cientista político Daniel Flemes, do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), ela jamais teria chances reais se Lula não tivesse trabalhado em prol de sua candidatura.
“A sucessora indicada por Lula se beneficia pelo menos em dois sentidos: primeiramente, pelo apoio direto e pessoal de Lula como presidente e como ‘pai do Brasil’. Segundo, porque ela coordenou a política de Lula nos últimos anos e, por isso, tem credibilidade quando promete continuidade”, analisa Flemes.
Em números
Com 99,99% dos votos apurados, Dilma Rousseff obteve 46,90% dos votos válidos, contra 32,61% de José Serra. Marina Silva, do Partido Verde, totalizou 19,33%, e foi cumprimentada por Dilma por seu bom desempenho na corrida presidencial – especialistas atribuem o segundo turno ao ótimo resultado conquistado por Marina.
O candidato da oposição sinalizou o interesse em obter o apoio de Marina durante seu pronunciamento na noite de domingo. Serra também parabenizou a terceira colocada e reconheceu a importância de sua contribuição para “o jogo democrático brasileiro”.
A candidata do presidente Lula entra na nova disputa ainda como favorita. Em Brasília, Dilma se disse confiante e ressaltou que seu partido está acostumado a brigar nas eleições – nas duas vezes em que venceu como presidente, Lula só conquistou o posto no segundo turno.
Os rivais Dilma e Serra, que evitaram o confronto direto ao longo da campanha presidencial, agora se veem obrigados a partir para o ataque. Walquiria Domingues Leão Rego, cientista política da Unicamp, atribui a eventual vitória da candidata do governo ao interesse pela política dos pobres. Na opinião de Daniel Flemes, Serra se aproxima mais dos interesses dos grandes empresários, principalmente da indústria.
O eleitorado e o público especializado aguardam os próximos episódios da briga pelo voto pela presidência para ver se haverá mudança significativa das posturas marcantes até então.
Marcas de 2010
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 18,12% dos 135,8 milhões de eleitores deixaram de votar neste primeiro turno. Nas eleições presidenciais de 2006, esse índice havia sido de 16,7%. O Tribunal também informou que a votação ocorreu com tranquilidade em todo o território nacional, com poucos incidentes e sem violência.
A primeira etapa da corrida presidencial se encerra com um nível de debate político mediano, deixando de fora a candidata que mais falou sobre plano de governo durante sua campanha – Marina Silva.
Quem chegar à presidência terá inevitavelmente que lidar com o “fantasma” do presidente Lula, dono de alto índice de aprovação dentro do país. Fora dele, a comunidade internacional, ao menos por enquanto, ainda não arrisca julgar se o fato de Dilma não ter levado no primeiro turno represente uma espécie de derrota para o líder em fim de mandato.
DW.WORDL.DE
Lula critica postura da grande imprensa
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou tucanos e a postura de alguns veículos da imprensa durante comício realizado na tarde deste sábado, em Campinas, no interior paulista. Lula disse que “mandou embora” o FMI, que estava certo quando chamou de “marolinha” os efeitos da crise econômica mundial sobre o Brasil, que os tucanos não sabem ouvir e que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha.
O presidente chamou as críticas recentes dos adversários e as reportagens sobre condutas suspeitas em seu governo de intolerância, ódio e mentira. “Existe uma revista que não lembro o nome dela. Ela destila ódio e mentira. Outra vez não vamos derrotar nossos adversários tucanos, vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político”, afirmou Lula.
“Se o dono do jornal lesse seu jornal ou o dono da revista lesse sua revista eles ficariam com vergonha do que estão escrevendo exatamente nesse momento”, afirmou. “Eles não se conformam que o pobre não aceita mais o tal do formador de opinião pública. Que o pobre está conseguindo enxergar com seus olhos, pensar com a sua cabeça, pensar com a própria consciência, andar com as suas pernas e falar pelas suas próprias bocas, não precisa do tal do formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos.”
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, encabeçou as críticas à imprensa e ao PSDB durante discurso no comício no Largo do Rosário. Segundo ele, os adversários passaram oito anos “esculhambando o governo” e chamando o Bolsa Família de Bolsa Esmola, e agora se deparam com a “triste realidade de governo aprovado por mais de 80%”.
Sem citar as denúncias de irregularidades na Casa Civil, Dutra classificou o episódio de “articulação de uma farsa”. “De repente, o cabra que foi condenado por receptação e coação de testemunhas, só porque abre a boca para falar mal do governo e da Dilma, recebe as manchetes dos jornais”, afirmou. Segundo Dutra, “os que acusam Lula de governar em cima de palanques têm saudades do tempo em que os presidentes governavam em cima dos tanques”.
Dilma fez um apelo às mulheres e usou a imagem do governo Lula durante seu discurso. “Estou aqui porque hoje estamos a 15 dias do dia 3 de outubro. E no dia 3 de outubro o que nós vamos fazer? Vamos ter de decidir, colocar nosso voto lá na urna, para decidir o rumo do Brasil, disse. “Se eu errar vão dizer: olha aí, uma mulher não sabe governar. E eu tenho certeza que eu vou honrar as milhões de mulheres brasileiras que saem de casa e constroem esse País”, lembrando que as mulheres são maioria na população brasileira.
Agência do Estado
Lula vira ‘escudo’ de Dilma na TV para evitar que caso do sigilo a prejudique
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o papel de escudo para tentar evitar que os ataques feitos pelo candidato do PSDB, José Serra, a Dilma Rousseff contaminem a campanha, especialmente em São Paulo, e reduzam as chances de a candidata petista vencer o pleito no primeiro turno.
A reação rápida do presidente ao caso da violação e acessos de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB é fruto de motivação própria, ainda que tenha sido discutida com a coordenação da campanha de Dilma. Partiu de Lula a decisão de gravar a inserção eleitoral em que compara os ataques de Serra à petista a um “filme que o Brasil já cansou de ver”.
“Um candidato dispara nas pesquisas e aí começam as acusações sem provas. Dilma está sofrendo agora o que eu já sofri no passado”, diz Lula no comercial de televisão veiculado ontem. Também afirma que “o brasileiro está mais maduro e não vai se deixar enganar”, e que sabe “que Dilma é honesta e competente”.
Rede nacional. O presidente que neste ano decidiu não fazer o pronunciamento oficial em cadeia de rádio e TV em comemoração ao Sete de Setembro, ocupou ontem à noite mais de 20% do horário eleitoral de Dilma – foram 2 minutos e 15 segundos do total de 10minutos e 38segundos. “Não é fácil construir uma nação forte, justa e independente. Isso só pode ser feito por homens e mulheres livres, e não por aqueles que só pensam em destruir”, disse, classificando de “baixaria” a campanha de Serra.
” Nossa candidata Dilma tem feito uma campanha elevada, discutindo propostas, mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil”, disse. “Infelizmente, nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo o que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos, resolveu partir para ataques pessoais e para a baixaria.”
Para Lula, “os brasileiros saberão repelir” esse tipo de campanha. “Pensam que o povo se deixa enganar. Eles é que estão enganados: o povo brasileiro saberá separar o joio do trigo”, afirmou. “Tentar atingir com calúnias uma mulher da qualidade de Dilma é praticar um crime contra o Brasil, em especial contra a mulher brasileira. Peço equilíbrio a esses que caluniam Dilma movidos pelo desespero, pelo preconceito contra a mulher e também contra mim.”
Dirigentes petistas avaliavam que era melhor aguardar possíveis efeitos negativos da ofensiva de Serra, ainda não captados nas pesquisas qualitativas nem nos trackings diários do partido. Outra parte da direção concordava com o contra-ataque liderado por Lula.
Petistas acreditam que há chance remota de o episódio da violação dos sigilos prejudicar o desempenho eleitoral de Dilma, mas isso ficaria restrito a São Paulo e entre eleitores de renda mais alta. O PSDB aposta no contrário: que o caso os levará ao segundo turno.
Em São Paulo, na pesquisa Ibope feita de 31 de agosto a 2 de setembro, Dilma tem 42% das intenções de voto, ante 34% de Serra. Entre o eleitorado com mais de 5 salários mínimos a diferença é estreita: 42% para a petista e 39% ao tucano.
Cronologia. A reação de Lula ficou evidente a partir de sábado, no comício de Guarulhos, quando tocou no tema da quebra dos sigilos. Ficou também clara a estratégia petista de blindar Dilma. O presidente acusou Serra de ser desleal por dar tratamento eleitoral ao fato. Na propaganda eleitoral, o tucano traçou estratégia em que responsabiliza indiretamente Dilma pelas violações.
No comício, sem a presença de Dilma, que alegou a necessidade de acompanhar a filha num exame pré-natal, Lula acusou Serra de fazer “jogo rasteiro”, expondo “a família como vítima”. Referia-se a acessos do sigilo fiscal da filha de Serra, Verônica. Lula minimizou o episódio: “Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora?”
Na segunda-feira, em Valparaíso (GO), desta vez ao lado de Dilma, Lula reiterou que o adversário “resolveu baixar o nível” com “ataques pessoais”. “Todo dia é uma mentira. Todo dia é uma invenção. Todo dia é uma provocação”, disparou o presidente. / COLABORARAM IVAN FÁVERO, CAROL PIRES E FELIPE RECONDO
Reação
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
“Quem tomou a quantidade de chicotadas nas costas que nós tomamos a vida inteira, quem sofreu o que essa moça sofreu na pele quando foi presa, não ia depois de madurar baixar o nível da política nacional”
“Deixa ele ficar cada vez mais nervoso. E você cada vez crescendo mais nas pesquisas”
“Todo dia é uma mentira. Todo dia é uma invenção. Todo dia
é uma provocação”
Lula transformou Brasil em protagonista global
Graças ao presidente Lula, o Brasil tornou-se um protagonista na política global, por exemplo, em questões como as alterações climáticas e a política nuclear iraniana, observa o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).
Em seu Balanço Anual das Relações Internacionais, publicado nesta terça-feira (07/09), o centro de estudos britânico dedica um capítulo ao “ano de Lula”, que coincide com o final de seus dois mandatos. Segundo o IISS, Lula conseguiu “afirmar vigorosamente” o país na cena internacional, promovendo uma evolução contínua nos últimos anos.
“Parecia que estava por todo o lado”, lê-se, com referência à atribuição da organização dos Jogos Olímpicos de 2016 ao Rio de Janeiro, à outorgação do título de dirigente do ano no Fórum Internacional de Davos e aos elogios da revista Time.
“O Brasil usou a crescente força da sua economia para angariar reconhecimento como potência global emergente”, afirma o balanço. Seu papel na afirmação dos países emergentes, cooperando com a Rússia, a Índia e a China, é reconhecida, da mesma forma como os resultados dos programas sociais brasileiros.
“Sob a sua liderança, o país posicionou-se como um árbitro à margem, capaz de mediar conflitos internacionais de forma justa e com bons princípios, embora com efeitos mistos”, conclui o IISS. Porém, considera “controversa” tanto a intervenção do presidente na mudança de regime em Honduras quanto sua relutância em apoiar as sanções contra o Irã por causa de sua política nuclear.
O instituto também fez observações às eleições presidenciais de outubro, em que se espera que os principais candidatos mantenham a política externa de Lula, ou seja, o apoio à União de Nações Sul-Americanas e às relações com os outros países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
No entanto, enquanto os analistas do IISS esperam que Dilma Rousseff mantenha as alianças de Lula, preveem que José Serra seja mais crítico com a Venezuela e o Irã.
Crise levou a câmbio geopolítico
Em linhas gerais, o informe anual concluiu que a crise financeira de 2008 provocou uma mudança das potências políticas e econômicas, abrindo espaço para países fora do eixo “ocidental” que reforçaram sua confiança quanto ao lugar que devem ocupar na comunidade internacional.
“Enquanto muitos países ocidentais procuram lidar com a sensação de haver perdido poder econômico, outros do G20 e várias potências em diferentes regiões começaram a adotar posturas mais independentes com relação a sua política internacional”, apontam os peritos. Eles lembram ainda que a potencialização do individualismo na política externa é consequência do aumento da autoconfiança e também de um “sentimento de independência financeira”.
No entanto, o IISS adverte que as novas constelações geopolíticas não são fáceis de manejar através de instituições regionais ou globais. Segundo o think tank, diversos projetos estratégicos estão sendo afetados, depois que muitos países passaram a adotar suas próprias medidas para fazer frente aos desafios da segurança global e regional. Isso, concluem os peritos, aumenta os riscos de um “protecionismo estratégico”.
Dw.world.de
“Chegou a hora da verdade e da política”, afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula voltou a defender nesta quinta-feira (5), durante seminário sobre a crise internacional no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o fortalecimento do Estado, a regulamentação do sistema financeiro e os investimentos sociais como ferramentas para a recuperação econômica dos países.
“Chegou a hora da verdade e da política. Não tem contemporização (…).Agora é hora da gente aproveitar a crise e fazer o que não tivemos coragem de fazer nos últimos 20 anos”, afirmou, lembrando que o manifesto comunista de Karl Max e Engels, publicado em 1848, já dava a receita para saída de crises como esta.
Ele aproveitou para defender a política social do governo e disse que programas como o bolsa família e Luz para Todos, entre outros, contribuíram para o aumento, no mercado interno, do poder aquisitivo das classes mais pobres da população.
“Os especialistas que vieram para participar do seminário, gastando seu dinheiro, devem agora gastar um tempo para conhecer os programas sociais do governo”, disse o presidente.
Estado Forte
A uma platéia formada por empresários, ministros e economistas do exterior convidados pelo governo, Lula disse que a teoria do Estado mínimo e do Estado como estorvo ao desenvolvimento não se confirmou.
“Eu estou convencido de que a saída para esta crise só acontecerá se os governantes do mundo assumirem o papel de governantes de seus países”, disse.
“Houve, nas últimas duas décadas, quase uma apatia. As pessoas eram eleitas sob a égide de que o Estado não valia nada e tudo seria feito pelo mercado. Era preciso diminuir e enxugar o Estado, porque o Estado atrapalhava o crescimento”, completou.
O presidente criticou o receituário neoliberal de gestões anteriores e que, mesmo após o fracasso dessa visão, ainda é defendido como saída por setores da oposição e da mídia.
“Muitos chegaram até falar em choque de gestão. Mas aqui no Brasil, no nosso governo, nunca falamos em choque de gestão. E ainda assim, a dívida líquida do setor público caiu de 57% para 36% do PIB”, afirmou Lula.
Empregos
Dirigindo-se aos empresários, Lula disse que não era para eles pedirem ao governo incentivo para a redução de salário para os trabalhadores. “Não me peçam para que os trabalhadores paguem outra vez com o arrocho de salário. A gente não pode diminuir salário”, ressaltou.
Lula não divulgou novas medidas, mas garantiu que a meta do governo brasileiro é manter o crescimento da economia em meio à turbulência da crise financeira internacional.
Ele ainda disse que instituições federais de crédito do País aumentaram os volumes para o financiamento. Dados apresentados pelo presidente mostram que a Caixa Econômica Federal, nos dois primeiros meses deste ano, disponibilizou um total de crédito de R$ 1,9 bilhão e, no mesmo período do ano passado, o valor foi de cerca de R$ 1 bilhão.
Lula ressaltou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em seu governo, voltou a ser um banco direcionado para o desenvolvimento. Para 2009, de acordo com ele, o banco de fomento disponibilizará R$ 100 bilhões para garantir o crédito para o capital de giro das empresas que estão fazendo investimentos em infraestrutura.
Protecionismo
Lula ainda voltou a criticar o protecionismo e pediu mais uma vez maior empenho de dirigentes de outros países para restabelecer o crédito no mercado internacional. Em discurso que durou cerca de 40 minutos, o presidente também pediu mudanças no sistema financeiro internacional.
“Devemos ter bem claro que não podemos passar do vale tudo do mercado financeiro para o vale tudo do protecionismo, para evitar uma crise pior que a da Segunda Guerra”, disse.
Em seguida Lula atacou , sem citar nomes, empresas que fizeram apostas no mercado especulativo. “Lamentavelmente muitos quiseram ganhar mais do que deveriam ganhar e aplicaram no derivativo e quebraram a cara. Não produziram uma única folha de papel. Temos de aprender esta lição”.
Fonte: Portal do PT
Presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo é preso pela PF
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (9) o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Frederico Guilherme Pimentel, em uma operação que investiga supostos crimes contra a administração pública e a administração da Justiça no tribunal. Outros dois desembargadores, um juiz, uma servidora do TJ e dois advogados foram presos. Eles não tiveram os nomes divulgados porque a investigação está sob segredo de Justiça.
Também foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A ação foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os presos serão transferidos para Brasília. A assessoria do Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que, por volta de 7h30, o vice-presidente do TJ, desembargador Álvaro Bourguignon, foi acionado pelo STJ para acompanhar a ação da Polícia Federal no prédio do tribunal. Segundo a assessoria, naquele momento, foram feitas apreensões no prédio do TJ, mas ninguém foi preso no local. Depois da informação de que o presidente do tribunal havia sido preso, o G1 procurou novamente a assessoria, mas ainda não conseguiu contato.
Durante as buscas, um membro do Ministério Público Estadual foi preso em flagrante por posse de arma de fogo. Em nota, o STJ informa que, durante a investigação, surgiram evidências de nepotismo no Tribunal de Justiça capixaba, “expediente que teria servido como elemento facilitador das ações delituosas dos investigados que, assim, poderia contar com a colaboração de parentes e afins empregados em cargos estratégicos”.
A PF informou que as investigações tiveram início na Operação Titanic, realizada em abril deste ano contra um esquema de importação subfaturada de veículos de luxo no cais do porto em Vila Velha.
Fonte: G1