Horas trabalhadas sobem em abril e massa salarial diminui

Publicado por Administrador 8 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

As horas trabalhadas na produção da indústria nacional aumentaram 1,5% entre março e abril, pelo critério dessazonalizado. Sem o ajuste sazonal, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) observou queda, de 2,7%. Em relação a abril de 2010, houve acréscimo de 0,7%. As horas trabalhadas são um indicativo da produção industrial.

Quanto à massa salarial real da indústria de transformação, foi registrada baixa de 3,5% na base mensal. No confronto anual, porém, o indicador apresentou avanço de 4,3%. De janeiro a abril de 2011, houve crescimento de 5,8%.

O nível de emprego industrial, por sua vez, encolheu 0,1% em abril, pelo critério dessazonalizado. Sem ajuste sazonal, foi verificado aumento, de 0,4%. Na comparação com abril de 2010, houve aumento de 2,8%; no ano; o indicador avançou 3,7%.

A CNI reclamou, em nota, que a alta de 1,5% nas horas trabalhadas não recupera a perda verificada en março, quando foi registrado recuo de 2,2% no indicador dessazonalizado.

Do Valor Online 

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Salários na indústria crescem mais que produção

Publicado por Administrador 22 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Com sinais de estagnação rondando desde o segundo semestre de 2010, a indústria brasileira retomou a alta da sua folha de pagamentos no início de 2011 e já começa a levantar dúvidas em relação ao efeito sobre a produtividade. Na passagem de dezembro para janeiro, o tímido avanço de 0,2% da produção industrial foi acompanhado de alta de 5,1% na massa salarial, apesar do recuo de 0,1% nas vagas.

O avanço do custo de mão de obra na indústria foi registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) depois de uma queda acumulada de 4,4% nos dois últimos meses de 2010. Na comparação com janeiro de 2010, o índice é ainda mais expressivo: 7,1%. A taxa anualizada cresceu 0,4 ponto porcentual ante dezembro, atingindo 7,3%, nível mais elevado desde maio de 2005,

Em 2010, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 91% dos trabalhadores da indústria tiveram aumento acima da inflação. Para o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério Souza, os acordos sindicais refletiram o forte ganho de produtividade (6,1%) do setor após a crise. No entanto, podem ter sido definidos com um horizonte que a produção não está confirmando.

“Não vai ser um problema se produzir e vender lá na frente”, observa Souza. “A produtividade foi alta em 2010, mas com uma base de comparação baixa. O quadro não é favorável para a indústria, que precisa avançar mais na produtividade não só para competir, mas também para manter a alta de salários.”

Fernando Sarti, professor do núcleo de economia industrial da Unicamp, pondera que a alta da folha da indústria em um mês é pouco para configurar uma tendência. Mesmo assim, diz que o desempenho da indústria em 2010 deixou espaço para a recuperação dos salários. “A atividade da indústria não está caindo. Há uma acomodação após um ano atípico. A análise sobre a produtividade é mais complexa”, advertiu. “O salário não coloca a rentabilidade em risco. Comprimi-lo seria um tiro no pé, pois reduziria o dinamismo do mercado interno que favorece a própria indústria”, afirma.

SMABC

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Recorde na produção de autos puxa demanda interna por aço

Publicado por Administrador 15 fevereiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O novo recorde esperado para a produção da indústria automobilística brasileira vai impulsionar a demanda interna por aços, contribuindo para melhorar as perspectivas para as siderúrgicas, num horizonte em que são esperados novos aumentos de custos com minério de ferro e carvão. Diante da maior demanda por aço e da expectativa de que sua importação continue em queda, já se considera a possibilidade de aumentos de preços dos produtos siderúrgicos em 2011.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera elevação de 1,1% na produção do setor, que deve somar 3,680 milhões de veículos em 2011. O crescimento projetado, entretanto, é menor do que no ano passado, quando foi produzida marca histórica de 3,64 milhões de veículos, 14,3% a mais do que em 2009.

A indústria automobilística responde por cerca de 30% das vendas do setor siderúrgico no Brasil. Já o aço responde por cerca de 50% do custo total de insumos de um veículo, segundo o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Com relação ao preço final do automóvel, equivale, em média, a 20%.

As siderúrgicas brasileiras pararam de reajustar o preço do aço para a indústria automobilística no ano passado, conforme Belini, que também é presidente da Fiat no Brasil. A interrupção das altas ocorreu quando as montadoras passaram a aumentar as importações do insumo, devido ao chamado prêmio, ou seja, diferença de preços nos mercados externo e interno.

Dados do Instituto Aço Brasil (IABr) apontam que as importações brasileiras totais de aço cresceram 154,2% em 2010, chegando ao recorde de 5,928 milhões de toneladas. A expansão foi puxada pela alta de 172,4% no volume de aços planos desembarcados, que somou 4,067 milhões de toneladas, de acordo com o IABr.

Cada montadora mantém negociações individuais com as siderúrgicas, conforme o presidente da Anfavea. Ainda hoje, de acordo com Belini, o aço importado é cerca de 40% mais caro que o nacional e, apesar disso, as siderúrgicas brasileiras não têm concedido descontos.

Segundo o setor de distribuição, responsável por aproximadamente 25% das vendas de aço no Brasil, as siderúrgicas adotaram a política de descontos em agosto de 2010, no enfrentamento da concorrência com os importados. O resultado foi a redução gradativa dos estoques. As usinas começaram a anunciar a retirada parcial dos descontos que vêm sendo aplicados aos preços do aço vendido à distribuição, conforme o presidente da Frefer, segunda maior distribuidora independente, Christiano da Cunha Freire.

Além da concorrência com as importações, a disputa por clientes na indústria automotiva pelas siderúrgicas brasileiras tem outro desafio. É que a quantidade de aço usada na produção de um carro vem diminuindo nos últimos anos e tende a continuar assim, já que o metal vem sendo substituído por alumínio e fibra de vidro, além de outros materiais menos pesados.

Um dos principais desafios do setor é tornar os veículos mais leves para, assim, reduzir seu consumo de combustível. Alguns estudos apontam que com a redução de 15% no peso de um automóvel é possível obter economia  de 10% no consumo de combustível.

Numa tentativa de reverter esse quadro desfavorável, a indústria do aço tem apostado na nanotecnologia para desenvolver um aço mais leve, mas tão resistente quanto o tradicional. A maior siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal, anunciou recentemente que, em cerca de três anos, será possível fornecer à indústria automotiva um aço tão leve quanto o alumínio a um preço competitivo. A ver.

Da Agência Estado

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Produção de veículos bate recorde em janeiro no Brasil

Publicado por Administrador 8 fevereiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A produção de veículos no Brasil bateu recorde em janeiro, atingindo o melhor desempenho para o mês com a fabricação de 261.777 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões e ultrapassando o volume contabilizado em 2008 (254,2 mil).

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (associação das montadoras), houve acréscimo de 6,4% no confronto com janeiro do ano passado, mas redução de 9,1% ante dezembro.

Já as exportações somaram 53.607 unidades, com alta de 10,7% ante janeiro e de 5,8% no confronto com dezembro.

Em vendas (244,9 mil), janeiro apresentou expansão de 14,8% na comparação com igual intervalo no ano passado. Já no confronto com dezembro, os licenciamentos tiveram queda de 35,8%.

O número de empregados nas montadoras somou 118.599 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em dezembro (117.654). Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 137.291 pessoas, também acima dos 136.124 registrados no mês anterior.

Da Folha Online

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Produção de veículos bate recorde no Brasil

Publicado por Administrador 8 novembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Nos 10 primeiros meses do ano, foram produzidos mais de 3 milhões de unidades

A fabricação de veículos nos 10 primeiros meses de 2010 bateu recorde, com a produção de mais de 3 milhões de unidades. A maior marca para o período era de 2,922 milhões, registrada em 2008. Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) nesta segunda-feira (08/11).

No informe da Anfavea, o Brasil produziu de janeiro a outubro 3,043 milhões de veículos. Só no mês de outubro foram  321.814 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, o melhor resultado para o mês, com alta de 5,5% ante setembro e aumento de 1,5% no confronto com igual intervalo em 2009.

Empregos -  Em outubro, foram computados 116.673 trabalhadores no setor automotivo, cerca de mil a mais do que em setembro. As vendas de veículos aumentaram 8% nos 10 primeiros meses ao ano, na comparação com mesmo período de 2009.

Exportações – O País também teve bom desempenho nas vedas para o exterior. as exportações tiveram acréscimo de 74,8% no acumulado do ano, totalizando 649.302 veículos. Considerando apenas outubro, as vendas para o mercado externo (78.072) tiveram expansão de 6,8% na comparação com o mês passado e alta de 61,1% em relação a igual intervalo em 2009.

Do site ABCDMAIOR

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Produção de aço no Brasil aumenta 7,8% em agosto

Publicado por Administrador 21 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A produção de aço bruto do Brasil cresceu 7,8% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado, para 2,886 milhões de toneladas, informou hoje (21) a Associação Mundial de Aço (WSA, na sigla em inglês).

Em relação a julho, quando a indústria brasileira produziu 2,95 milhões de toneladas de aço bruto, houve queda de 2,2%.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as siderúrgicas no Brasil produziram 22,119 milhões de toneladas, salto de 40,5% sobre o fraco desempenho de igual período de 2009, quando o setor ainda estava impactado pela queda na demanda ocasionada pela crise financeira internacional.

Apesar disso, o setor ainda está abaixo dos níveis históricos de 2008, quando o volume produzido de janeiro a agosto foi de 23,832 milhões de toneladas, de acordo com os números da WSA.

“A produção de aço bruto mundial de agosto ficou quase no mesmo nível de agosto de 2008, antes da crise econômica se fazer sentir. Entretanto, enquanto China, Turquia e Irã mostraram aumento de produção em agosto sobre o mesmo mês de 2008, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Brasil e Japão ainda não se recuperaram para níveis pré-crise”, afirmou a WSA em comunicado.

Procurado, o Instituto Aço Brasil (IABr) informou que os números referentes ao desempenho das siderúrgicas no país – incluindo vendas, exportações e importações, além de produção – estão sendo finalizados e devem ser divulgados pela entidade ainda esta semana.

No mundo, a indústria siderúrgica nos 66 países acompanhados pela WSA teve uma produção em agosto de 112,871 milhões de toneladas de aço, um incremento de 4,2% sobre agosto de 2009 e 0,1% abaixo do mesmo mês de 2008.

Nos oito meses, houve produção de 931,984 milhões de toneladas, expansão de 21,9% na comparação com o mesmo período de 2009 e 0,2% acima do verificado em 2008.

A China, maior país produtor e consumidor de aço do mundo, teve produção de 51,636 milhões de toneladas em agosto, queda de 1,1% sobre o mesmo período de 2009, em meio a pressões do governo para fechamento de usinas obsoletas e com baixa eficiência no consumo de energia.

Como comparação, a capacidade anual de produção de aço do Brasil é de 42,1 milhões de toneladas.

Em termos de utilização da capacidade instalada global, a taxa de agosto seguiu trajetória de queda iniciada em abril, recuando de 74,4% em julho para 73,1% no mês passado.

ABC

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Produção mundial de aço sobe 18% em junho

Publicado por Administrador 20 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A produção global de aço bruto subiu 18% em junho ante o mesmo mês do ano passado, para 119 milhões de toneladas. Nos primeiros seis meses do ano, a produção totalizou 706 milhões de toneladas 27,9% a mais que no primeiro semestre de 2009. Os dados foram divulgados hoje pela World Steel Association.

“Todas as regiões tiveram aumento na produção de aço bruto durante o primeiro semestre de 2010, comparado ao primeiro semestre de 2009″, informou a associação, cujos membros produzem cerca de 85% do aço no mundo. “Apesar da produção do primeiro semestre de 2010 ter sido 7,2% superior à do primeiro semestre de 2007, pouco antes da crise econômica global, a maior parte da produção mundial não se recuperou para os níveis pré-crise.”

O Brasil produziu 2,9 milhões de toneladas de aço em junho, 47% acima de junho de 2009. Os Estados Unidos produziram 7,2 milhões de toneladas de aço em junho, alta de 65% ante junho de 2009. A produção de aço bruto na União Europeia, nos Estados Unidos e nos Canadá ainda está 15% abaixo dos níveis de 2007, mas a Ásia e o Oriente Médio mostraram crescimento em relação à produção de 2007, de acordo com a associação.

A produção de aço bruto da China cresceu 9% em junho ante junho de 2009, para o total de 53,8 milhões de toneladas. O Japão produziu 9,4 milhões de toneladas de aço bruto em junho, 35,9% a mais que em junho de 2009. Já a Coreia do Sul produziu 4,8 milhões de toneladas em junho, 22% acima do registrado em junho de 2009.

Na União Europeia, a produção de aço bruto da Alemanha foi de 3 9 milhões de toneladas em junho (alta de 53%). A Itália produziu 2,3 milhões de toneladas em junho (alta de 33%), enquanto a França produziu 1,5 milhão de toneladas (alta de 31%). A capacidade total de utilização foi de 80,6% em junho, abaixo dos 82% registrados em maio. As informações são da Dow Jones.
 
Fonte: Agência Estado

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Bens de capital lideram retomada de investimentos industriais, diz FGV

Publicado por Administrador 6 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O setor de bens de capital é o que mais se recuperou do baque causado pela crise econômica na indústria brasileira no ano passado. Em torno de 41% das indústrias do setor pretendem expandir a capacidade produtiva este ano, enquanto o percentual chegava a apenas 20% em 2009, de acordo com a Sondagem de Investimentos da Indústria, realizada pela Fundação Getúlio Vargas.

O setor bateu recorde entre as empresas que não têm programa de investimento, com o percentual mais baixo da série histórica, iniciada em 1998. As indústrias de bens de capital que não vão investir somam apenas 7%. O recorde anterior, registrado em 2008, era de 14%.

“A recuperação do setor de bens de capital consolida totalmente a recuperação da indústria brasileira, não só em termos de produção, mas de retorno ao investimento. Isso mostra que todas as fases estão recuperadas”, disse o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre- FGV), Aloísio Campelo.

Outro recorde foi registrado pelo setor de bens duráveis de consumo. Muito voltados para o mercado interno, com a produção de eletrodomésticos de linha branca, dos bens duráveis que desejam expandir a capacidade produtiva chegam a 56% do total, enquanto no ano passado somavam apenas 36%. “Ainda estamos influenciados pela aceleração bem mais forte dos segmentos voltados ao mercado interno, que puxam os investimentos em expansão da capacidade produtiva”, disse Campelo.

Os não duráveis também tiveram grande avanço, passando de 23% para 40%. E as indústrias voltadas para os bens intermediários que desejam ampliar a capacidade produtiva passaram de 19% para 39%.

Entre os setores de uso, o de materiais de transporte – que inclui tanto montadoras como autopeças – foi o de maior percentual entre as empresas que estimam investir prioritariamente em expansão de capacidade produtiva. No setor, 96% das empresas planejam investir, sendo que 60% são para expansão da capacidade. Este é o segundo maior percentual, atrás apenas do registrado em 2008, quando foi de 68%.

Outro setor de destaque em expansão de capacidade produtiva foi o de materiais elétricos e telecomunicações, que inclui eletrodomésticos, eletroeletrônicos, televisores e celulares, registrou 39% das empresas buscando expansão da capacidade produtiva.

Fonte: Valor

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Crise Busscar: suspensão de contrato de trabalho é sugerida

Publicado por Administrador 29 junho, 2010 (16) Comentários Imprimir

A cada dia que a crise sem fim da Busscar avança, sugestões de toda ordem aparecem sem no entanto apontar para o fim da agonia que deixa três mil famílias em situação quase desesperadora. Agora a tese da suspensão do contrato de trabalho de trabalhadores da empresa está sendo cogitada como forma de amenizar o sofrimento de pais e mães de família com o pagamento de uma bolsa pelo período em que o contrato estiver suspenso, em valores que variam de R$ 510 a R$ 880,00.

O trabalhador que aderir ao programa terá que frequentar curso de formação ofertado pela empresa com frequência mínima de 75%. É importante ressaltar aos trabalhadores que durante a suspensão do contrato de trabalho, os direitos relativos ao FGTS e outros também ficam suspensos, e que ao final do programa, caso a empresa feche ou os trabalhadores sejam liberados ou demitidos, não terão direito ao seguro-desemprego, já que essa proposta está atrelada a esses recursos que vem do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Para o Sindicato dos Mecânicos, essa medida é apenas paliativa e não atende aos anseios dos trabalhadores que precisam sim é dos salários em dia e a retomada da produção para manter seus empregos e um futuro na empresa.

“Seria vantagem se a empresa pagasse em dia, e não existisse produção a ser efetuada como aconteceu no caso da Renault. No caso da Busscar os trabalhadores estão sem salários a quase três meses, sem direitos, e ainda podem ficar sem o seguro-desemprego em caso de encerramento das atividades, algo que estamos lutando o tempo todo para que não aconteça, mas que não depende do Sindicato, depende exclusivamente dos acionistas”, destaca o presidente João Bruggmann.

A diretoria do Sindicato entende também que é preciso que a empresa finalmente apresente uma proposta robusta e verdadeira de reestruturação para que a marca Busscar se mantenha, a empresa produza e gere empregos, salários e lucros para todos. “Essa proposta não muda a vida dos trabalhadores, no máximo atende demanda imediata de aluguel, luz, água atrasada, mas que depois sem uma solução definitiva, pode ser pior sem o seguro desemprego. Os trabalhadores  precisam refletir muito”, alerta João Bruggmann.

Assim que a empresa apresentar a documentação o Sindicato vai realizar uma assembleia geral de esclarecimento para que aí sim as pessoas decidam se aderem ou não ao plano. Não haverá votação, e quem entender aderir à proposta a fará por escrito. Um documento será produzido com os nomes dos trabalhadores e será protocolado no Ministério do Trabalho, que fiscalizará a realização dos cursos e presença em aulas.

Decisão esta semana
A falta de decisão dos acionistas, a intransigência e até falta de solidariedade para com milhares de trabalhadores que deram o seu melhor durante anos para que a Busscar estivesse no auge – e não são eles que colocaram a empresa em crise – e que hoje passam por seríssimas dificuldades financeiras a ponto de o Sindicato promover campanha para arrecadar alimentos, é inadmissível.

Para o Sindicato, não há mais tempo para nada. “Os acionistas têm de ter a coragem de definir se querem a empresa aberta, funcionando e gerando renda, impostos e movimentando a economia, ou se a querem fechada para Joinville, Santa Catarina e o país. Não há mais como aguentar com três salários atrasados, 90 dias sem receber, e sete meses sem ver a cor do décimo de 2009. Chegou a hora de decidir”, afirma o presidente do Sindicato João Bruggmann.

No final de semana o jornal O Estado de São Paulo – Estadão – publicou matéria especial sobre a crise da empresa mostrando o que essa falta de decisão implica para milhares de pessoas. A reportagem mostra que esse é um caso único no segmento que mais cresce e produz atualmente no país, em um momento de plena economia em alta. A Busscar é a única na contramão da história.

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Produção mundial de aço aumenta 29,1% em maio

Publicado por Administrador 22 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A produção mundial de aço bruto em maio cresceu 29,1% sobre o mesmo mês do ano passado, para 124,184 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira a Associação Mundial de Aço.

O volume produzido de janeiro a maio avançou 29,8% na comparação com os cinco primeiros meses de 2009, para 586,059 milhões de toneladas.

A produção da China, maior produtor e consumidor do metal no mundo, subiu 20,7% no mês passado, para 56,143 milhões de toneladas.

Já a produção brasileira, segundo a associação, somou 2,856 milhões de toneladas em maio, ante 2,707 milhões de toneladas em abril e 1,894 milhão de toneladas um ano antes.

Da Reuters (Pratima Desai)

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