Retroativo de reajuste na aposentadoria começa a ser pago hoje
Os cerca de 8,8 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham mais que um salário-mínimo vão receber à partir de hoje os atrasados do reajuste de 7,72%. Neste mês eles já terão o pagamento do benefício corrigido.
O pagamento será feito de acordo com o final do benefício refere-se ao pagamento da diferença entre o índice de 6,14% concedido em janeiro e o de 7,72% que foi aprovado pelo governo no mês passado.
O valor varia de R$48,78 (para quem recebia R$515,00 em janeiro) a R$305,15 (para quem ganha o teto de R$3.416,54). A maioria, 3,5 milhões de segurados, receberá algo entre R$48,75 e R$96,21.
Com Bom Dia
Corte em ministérios compensará reajuste a aposentados, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última sexta-feira que o reajuste de 7,7% a aposentados será compensado com cortes no orçamento federal. “Só sancionei a lei porque a Fazenda e o planejamento vão fazer cortes no orçamento”, disse, durante inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), empreendimento de US$ 8,2 bilhões da alemã ThyssenKrupp e da Vale.
Lula disse que não quer dar “nenhum sinal de irresponsabilidade fiscal”. Ele não especificou onde serão feitos os cortes orçamentários, mas adiantou que há espaço para reduzir a verba de ministérios. Emendas de parlamentares também estão na mira.
“Já que eles aprovaram, então têm que pagar um pouco também do aumento que nós estamos dando. Vamos cortar dos Ministérios, porque nesse momento eu não quero dar nenhum sinal de irresponsabilidade. Eu estou deixando a Presidência e quero entregar o país mais preparado do que eu encontrei, para que este país não sofra retrocesso, como historicamente nós sofremos”, afirmou.
O presidente já tinha afirmado nesta semana que foi informado pela sua equipe econômica que o aumento do consumo dos beneficiados pelo aumento da aposentadoria seria capaz de recuperar parte da despesa do governo, por meio de impostos arrecadados pela União. Ele lembrou que proposta do governo, de 6,14%, era menor do que a aprovada pelo Senado.
“O Brasil durante muito tempo achou que pudesse dar um jeitinho em tudo, pensava que essa cultura da malandragem, que esse jeitinho, era bom para o País. Mas quando se faz negócio com outro estado, com investidores, a coisa muda”, disse hoje, durante a cerimônia, lembrando que teve de promover superávit primário para livrar o País de dificuldades com a balança de pagamentos no começo do seu primeiro mandato, em 2003. “Se eu não tivesse feito superávit primário, não teria dado prova de confiança (…). Não tínhamos dinheiro, nem para pagar as importações”, acrescentou.
Lula destacou ainda que o Brasil foi o último a entrar e primeiro país a sair da crise e o setor siderúrgico é prova disso, assim como a indústria de eletrodoméstico e automóveis, que fazem parte da mesma cadeia produtiva. “Se a ThyssenKrupp achar que eu não sou sério, não me respeitará”, disse, para a plateia composta por governantes, empresários e os milhares de trabalhadores contratados pela CSA.
Mas foi no mesmo evento, na presença do CEO da ThyssenKrupp, o alemão Ekkerhard Schulz, que Lula deu puxão de orelha nos europeus por causa da crise financeira. “Se a Europa inteira não tivesse demorado a colocar dinheiro na Grécia, não precisaria passar por isso”, afirmou. a Alemanha é um dos países criticados pela postura inflexível com países mais pobres da União Europeia.
Fonte: IG
Relator propõe reajuste unificado de 7% para aposentadorias
Os líderes partidários não chegaram a um acordo nesta terça-feira sobre o reajuste no valor das aposentadorias superiores a um salário mínimo, previsto na Medida Provisória 475/09. O relator da proposta e líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que vai propor um reajuste unificado de 7% (sem escalonamento).
O relator afirma que a expectativa é que a votação em plenário ocorra no máximo até amanhã à noite. “Chova ou faça sol, nós vamos votar nesta semana.”
Segundo Vaccarezza, o governo se mantém na defesa da sua proposta inicial (6,14%). “O Congresso continua sem se entender. Nós vamos debater e quero vencer com 7%. Se perdermos, o governo vai ver o que vai fazer”, afirmou o líder.
Vaccarezza destacou ainda que considera o reajuste de 7,7% (proposto pelas centrais sindicais) “um número cabalístico sem pé nem cabeça”. Segundo ele, a proposta de reajuste de 7% foi amplamente debatida com a área econômica, com o ministro da Fazenda e com o ministro da Previdência e é considerada viável do ponto de vista das contas públicas.
O líder do governo recuou em relação à proposta de índices escalonados, conforme o valor da aposentadoria. De acordo com essa proposta, os reajustes seriam de 7,7% para quem ganhasse até três salários mínimos e de 6,14% para quem ganhasse acima desse valor.
Pressão aumenta
A expectativa de votar a MP nesta semana aumenta a pressão sobre o deputado Cândido Vaccarezza. Os aposentados e pensionistas ligados à Força Sindical e CUT organizam um corpo-a-corpo para sensibilizar os parlamentares a favor do percentual de 7,7%.
No comando do movimento, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, acredita que a pressão de um ano eleitoral vai permitir a aprovação da aposta mais alta, que corresponde à recomposição da inflação mais 80% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Como o Congresso é contra o povo por natureza, só vota em ano eleitoral as coisas do povo, então ainda bem que tem eleição e por isso nós temos que pressionar e aproveitar o ano eleitoral para votar”, diz o parlamentar. Paulo Pereira afirma que o líder governista Cândido Vaccarezza está isolado dentro da base aliada com a manutenção da proposta de 7% de reajuste, como prevê em seu relatório.
Concordância do governo
No entanto, o líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), nega que o partido esteja isolado, e acredita que o avanço acima dos 6,14% foi feito com a concordância do próprio governo. “Existe uma preocupação numa tentativa de nos isolar na votação dessa matéria. Nós não ficaremos isolados até porque fomos nós que promovemos essa conquista, convencendo o governo e apresentando uma proposta”, diz Ferro.
Na avaliação do parlamentar, “o melhor é iniciar um processo de recuperação gradativa dos salários dentro dessa possibilidade do Estado, até porque nesse governo os aposentados não tiveram perdas.”
Assembléia Geral aprova 6% de aumento salarial em São Bento do Sul
Reunidos em assembléia geral no último sábado – 16 de maio – às 14 horas na sede do Sindicato dos Moveleiros de São Bento do Sul, os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica decidiram aceitar a contraproposta patronal apresentada à direção do Sindicato, que foi de 6%. Esse aumento salarial vale a partir de 1o. de abril, ou seja, deverá ser pago ao trabalhador, em caso de ainda não ter sido efetuado nenhum adiantamento na folha de abril. As demais cláusulas sociais não sofreram alteração, já que ainda atendem aos desejos da categoria na região do planalto norte.
Para o presidente João Bruggmann, que conduziu as negociações e comandou a assembléia geral, o resultado não foi o pretendido pelo Sindicato, mas recupera perdas com a inflação, mantendo o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. “As negociações foram difíceis até pelo momento que vive o planalto norte em sua economia já que é quase que totalmente atrelada ao dólar e setor moveleiro. O patronal de São Bento do Sul negocia duro, mas entende e trata melhor os seus trabalhadores. Penso que podemos evoluir nas próximas negociações salariais. Vamos continuar a luta”, destacou Bruggmann.
Nos próximos dias a convenção coletiva estará disponível no site do Sindicato para todos os interessados poder baixar e organizar suas questões legais.
Aposentados: Governo diz que não rem recursos para reajuste
O relator do Orçamento 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse que não há recursos para estender aos aposentados os mesmos reajustes concedidos ao salário mínimo, proposta apresentada pelo seu companheiro de partido, senador Paulo Paim (PT-AC). A proposta foi aprovada no Senado e agora aguarda apreciação da Câmara.
No entanto, Delcídio alerta que diante de uma previsão menor de crescimento da economia, como a enviada nesta semana pelo Ministério do Planejamento ao Congresso, o governo não terá como bancar essa despesa. “Não tem dinheiro. No momento em que nós estamos cortando gastos, onde é que vamos arrumar dinheiro para fazer tudo isso. É difícil”, disse.
Ao enviar os novos parâmetros que servirão de base para o Orçamento 2009, o governo, que até então defendia um crescimento de 4,5% para esse ano, reviu a estimativa para baixo e apostou numa meta de crescimento de 4%. Essa revisão implicou na necessidade de um corte de R$ 15 bilhões nos gastos a serem realizados no próximo ano.
O senador lembrou ainda que o próprio Ministério da Previdência já considerou a proposta insustentável do ponto de vista financeiro. “Pelos montantes envolvidos, o ministro da Previdência [José Pimentel] já informou que o governo não tem condições. O problema é que uma decisão sobre um projeto desse não é uma decisão que vale por um ano. Se o Congresso decidir adotar como lei esse projeto, são quinze anos que o país terá que repetir os mesmo pagamentos. Então não é uma coisa simples”, explicou o senador.
De acordo com a proposta já aprovada pelo Senado de recuperação do poder de compra do salário mínimo, o reajuste até 2011 se daria com base na inflação passada (registrada no ano anterior), mais o mesmo percentual do crescimento real da economia de dois anos antes. Desta forma, no dia 1º de fevereiro de 2009, o salário mínimo seria aumentado, além da inflação de 2008, um aumento de 5,4%, referente ao percentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007.
O senador cobrou um posicionamento do governo em relação à questão. Segundo ele, não há como considerar no Orçamento para o próximo ano recursos para garantir o aumento aos aposentados. “O governo tem que nos dizer o que ele pretende fazer porque esse é um compromisso de 15 anos, no mínimo e, portanto, eu não tenho autonomia, como relator do Orçamento da União de 2009, de definir uma despesa dessa. Não tem nenhuma condição”, disse o senador.
Fonte: Ag. Brasil