Metalúrgicos da Nilko conquistam redução de jornada em Pinhais

Publicado por Administrador 20 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (Simec) informa que os metalúrgicos do Grupo Nilko, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, conquistaram a jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem redução de salário. A redução valerá para todos e começará a vigorar a partir de 1º de outubro deste ano.

A conquista na empresa, fornecedora de produtos e serviços a montadoras de produtos de telecomunicações, informática e distribuição de energia elétrica, veio após pressão dos trabalhadores que, na sexta-feira (16), paralisaram as atividades por várias reivindicações.

Além da redução da jornada, os metalúrgicos querem vale mercado de R$ 150,00, política de cargos e salários, plano de saúde e melhoria na forma de pagamento da PLR.

Da Ag. Sindical

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ABCD tem mais de 85 mil com jornada de 40 horas

Publicado por Administrador 31 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O acordo para a redução da jornada de trabalho na Basf, em São Bernardo, elevou o volume de profissionais que trabalham 40 ou menos horas por semana no ABCD. Entre as principais categorias da Região há mais de 85 mil trabalhadores que cumprem a jornada. De acordo com especialistas do ABCD, a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), que reduz de 44 para 40 o limite de horas semanais trabalhadas, trará benefícios para trabalhadores e empresários do País.

A coordenadora do curso de ciências sociais da Universidade Metodista, Luci Praun, é uma das que defendem a iniciativa. “A jornada no Brasil é uma das mais altas do mundo e ainda temos muitas pessoas fora do mercado de trabalho. Isso deve possibilitar a abertura de novas vagas no mercado formal”, afirmou.

Para a socióloga, jornadas de trabalho maiores que 40 horas fazem os trabalhadores ficarem sobrecarregados. “Essa redução não representará grande impacto no bolso do setor empresarial”, indicou.

O principal efeito do esforço excessivo causado pelas elevadas jornadas de trabalho no País aparece na saúde dos próprios trabalhadores. O médico do trabalho do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Theo de Oliveira, afirma que ao longo dos últimos 15 anos os casos de estresse aumentaram. “Suspeitamos que a redução da jornada foi compensada com o aumento das horas extras”. Oliveira se baseia na última redução de jornada de trabalho, em 1988, quando houve redução de 48 horas semanais para 44.

Por isso, Oliveira alerta que nem toda redução de jornada representa melhoria na saúde do trabalhador. “Não adianta diminuir a jornada se continuar com o mesmo volume de trabalho, senão os problemas de saúde serão piores do que os atuais”, afirmou.

Para evitar a situação, as empresas precisam contratar mais na medida em que reduzem a jornada de trabalho. É o que acontecerá na Basf, que aprovou na última segunda-feira (24/05) a proposta de acordo de redução de jornada de 42 horas semanais para 36 horas e 27 minutos. Com o acordo, a maioria dos cerca de 1.300 trabalhadores da produção de São Bernardo trabalharão seis dias e folgarão três, o que gerará mais 100 postos de trabalho diretos e indiretos, a curto prazo.

O professor de estudos de mercados, marketing e gerente de produtos da USCS (Universidade de São Caetano do Sul), Manuel Fernandes Silva Souza, afirma que as empresas que reduzirem a jornada não terão problemas com o volume de trabalho caso contratem mais pessoas. “Se uma empresa tem 200 empregados, ela vai produzir 800 horas a menos por semana. Isto significa que a empresa terá que contratar mais 20 pessoas, isto é, 10% a mais de postos de trabalho. O impacto econômico é proporcional ao tamanho da empresa”, explicou.

Realidade – Entre as categorias com mais trabalhadores fazendo jornadas de 40 ou menos horas semanais na Região estão os metalúrgicos (35 mil), os profissionais da saúde (14 mil), os contabilistas (7.256), bancários (7 mil), entre outros.

Redução na Basf apóia PEC da jornada

O presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Lage, comemorou a decisão da Basf, no bairro Demarchi, de reduzir a jornada de trabalho de 42 para 36 horas e 27 minutos. Para o sindicalista, a iniciativa beneficia a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 231/95 que reduz a jornada de trabalho no País de 44 para 40 horas semanais e aumenta o adicional de hora extra de 50% do valor normal para 75%. A PEC tramita no Congresso há 15 anos.

“Essa redução mostra que é possível que outras empresas também assumam esse benefício. O discurso patronal de que a redução de jornada pode afetar a economia de forma negativa cai por terra e reforça que a economia está estável e o País está crescendo”, disse o dirigente sindical. Ainda não se sabe se a medida se estenderá para outras unidades da fábrica.

O objetivo do sindicato é lutar para que outras empresas também adotem a iniciativa.

“A jornada de 6 por 3 era para ser implantada em dezembro de 2008, mas aí sofremos com a crise. Agora a empresa aceitou porque pagava muita hora extra”, falou o mecânico da Basf e coordenador da comissão de fábrica, Moacir Pereira da Silva.

Da redação com ABCD Maior

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Redução da Jornada: trabalhadores aprovam acordo histórico na BASF

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os trabalhadores da BASF Demarchi, em assembléia realizada no início da tarde desta segunda-feira – 24/5 -, aprovaram proposta de acordo de redução de jornada de 42h para 36h27min.
 
Com esse acordo, a maioria dos cerca de 1.300 trabalhadores da produção de São Bernardo do Campo passam a trabalhar no sistema 6×3, o que irá gerar mais 100 postos de trabalho diretos e indiretos, em curto prazo, além das promoções que irão acontecer com a mudança.

O acordo inclui os setores Fábrica 1 e Suvinil, incluindo produção, laboratório e logística, que se juntarão com os da Resina e da Segurança Patrimonial que já conquistaram a redução de jornada.

Na avaliação do Sindicato dos Químicos do ABC e da Comissão de Fábrica, trata-se de um acordo histórico, resultado de mobilização e união dos trabalhadores.

“Hoje os trabalhadores na BASF Demarchi comemoram mais um grande vitória, uma vitória histórica de redução de jornada. O que significa uma vida com mais qualidade para todos, uma vida sem hora-extra. Significa também o justo retorno da produtividade acumulada pela empresa nos últimos anos e a geração de cem novos postos de trabalho”, comentou o diretor da CNQ-CUT, do sindicato e trabalhador na BASF Demarchi, Fábio Lins.

A assembléia terminou em clima de festa. Na mesma assembléia, os trabalhadores aprovaram o novo acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR 2010) que, se atingidas as metas, pode pagar até 3.8 salários para cada trabalhador.

Fonte: Sindicato dos Químicos do ABC

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Reduzir a Jornada para gerar mais e melhores empregos com qualidade de vida e distribuição de renda!

Publicado por Administrador 18 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os trabalhadores e trabalhadoras querem melhor apropriar-se do seu tempo para exercer a vida plena, para além do espaço do trabalho, ou melhor, que o trabalho faça parte da vida, sem que esta se submeta inteiramente a ele.

Hoje, os trabalhadores e trabalhadoras organizados na CUT se mobilizam em todos os setores de atividades em todo o País pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, exigindo a sua aprovação pelo congresso nacional da PEC 231/95 que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A aprovação desta pauta é prioridade para a classe trabalhadora.

As jornadas de trabalho, que, ao longo dos séculos, a priori deveriam ter diminuído, em vários setores foram alongadas. Junta-se a isso a intensidade e o ritmo de trabalho que tornam o exercício do trabalho, insuportável. Hoje são freqüentes as doenças causadas pelo excesso de trabalho – estresse, depressão, lesões e fatores visíveis, causados muitas vezes pelas metas inalcançáveis de produção, onde a competitividade entre os trabalhadores e trabalhadoras é fonte inesgotável do lucro das empresas.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que R$ 20,3 bilhões referentes às horas-extras podem não estar sendo pagas aos trabalhadores brasileiros anualmente, já que não são computadas pelas empresas, causando, além dos prejuízos aos que trabalham e não recebem, aos cofres públicos -, Previdência Social e FGTS que deixam de arrecadar milhões por ano com esse tipo de sonegação, sem contar o número de empregos que deixam de ser gerados, em torno de mais de 900 mil, segundo o próprio MTE.

É fundamental estabelecer o limite máximo de horas permitidas. A CUT entende que, além da redução da jornada diária para 40 horas é imprescindível limitar o número de horas extras. O uso contínuo de horas extras pelas empresas termina por inibir a geração de novos empregos, diminui o valor real do salário e afeta de forma negativa a saúde de homens e mulheres que se submetem a longas jornadas para garantir renda. Além do limite mensal, semestral e anual das horas-extras, acreditamos ser necessário o aumento de seu percentual de remuneração de 50% para 75% sobre a hora normal. A redução da jornada trará benefícios para o conjunto da sociedade. Para nós isso é uma questão de saúde e de cidadania.

Acreditamos que este é um tema que deve pautar as negociações de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com o objetivo de garantirmos avanços a partir dos locais de trabalho e assim fazer avançar a legislação para uma efetiva diminuição da jornada de trabalho no País. Uma ação não inviabiliza a outra, ao contrário, potencializa, por isso não podemos perder de vista que a jornada máxima de trabalho deve também, ser objeto de Lei, pois versa sobre a universalidade da classe trabalhadora e deve ser a base para a garantia de direitos.

Companheiros e companheiras, a nossa mobilização neste dia 18 de maio, é uma dentre muitas outras que realizaremos até que às 40 HORAS seja aprovada pelo Congresso Nacional. A redução da jornada de trabalho sem redução de salários é, para o conjunto da classe trabalhadora e para a sociedade em geral, sinônimo de distribuição de renda e melhoria na qualidade de vida!

* Escrito por Denise Motta Dau, secretária nacional de Relações de Trabalho da CUT

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CUT mobiliza por todo o Brasil atos pela redução da jornada

Publicado por Administrador 18 maio, 2010 (1) Comentário Imprimir

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos filiados realizam amanhã, 18 de maio, mobilizações e paralisações em defesa da aprovação do projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Em diferentes regiões, os trabalhadores vão organizar paralisações parciais em empresas, atrasos na entrada dos turnos matutinos e mobilizações de rua. O objetivo é enviar ao Congresso Nacional, onde o projeto aguarda votação, o aviso de que a CUT vai continuar insistindo nessa mudança constitucional.

O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, participa amanhã, a partir das 5 da manhã, de ato em frente à portaria central da Mercedes-Benz, em São Bernardo (SP). Logo depois, estará em mobilização organizada pelos trabalhadores de diversas fábricas e empresas de Diadema. Os manifestantes se concentram a partir das 7h30 em frente à TRW, no bairro de Piraporinha, antes de saírem em passeata.

Abaixo, uma primeira relação das mobilizações:

Alagoas – Ato público, às 8h, na Rua do Sol, em frente à agencia central dos correios. 

Amazonas - Panfletagem nas fábricas Brastemp, Philips, Moto Honda, CBB, Samsung, Semp Toshiba, PST, LG, Yamaha, Dafra e CCE, em Manaus. 

Bahia – Em Salvador, ato político na Praça da Piedade, a partir das 15h. 

Ceará - Caminhada da Praça da Imprensa à Assembleia Legislativa, seguida de visita aos gabinetes parlamentares. A CUT e entidades filiadas entregarão a cada deputado estadual uma carta reforçando a necessidade dos parlamentares pressionarem o Congresso Nacional pela votação. O presidente da Assembleia, deputado Domingos Filho, receberá um documento de apoio à redução da jornada. 

Distrito FederalAssembleia dos trabalhadores/as, no estacionamento do Teatro Nacional, com concentração a partir das 16 horas. Na sequência, grande panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto com material sobre a redução da jornada. 

Espírito Santo – A CUT organizará uma grande panfletagem no centro de Vitória, a partir das 9h. 

Mato Grosso – Distribuição de cartilha da redução da jornada, a partir das 16h, na Praça da Ipiranga, centro de Cuiabá. 

Minas Gerais – Mobilização conjunta com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), marcada para as 14 horas, no pátio da Assembleia Legislativa. 

Paraíba – A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) realiza nesta terça-feira, às 15h, mobilização na Lagoa, no Centro de João Pessoa. Às 16h, os manifestantes fazem panfletagem na rodoviária da capital. Faz parte da mobilização a entrega de um documento aos deputados federais da Paraíba, cobrando a aprovação da PEC.

Paraná - A CUT promoverá uma grande panfletagem na Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba, entre 17h e 19h.

Rio Grande do Sul – Diversas cidades vão se mobilizar. Confira a programação:

ATO GERAL 
6h- ato em frente ao aeroporto 
10h – saída em caminhada do Laçador 
13h – encerramento das atividades do dia com ato político em frente à Federasul 

Porto Alegre 
5h30 – concentração no Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre e deslocamento para três fábricas. Responsável: Lírio, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de POA: (51) 9808.7716 

Canoas
6h – concentração no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e deslocamento para duas empresas metalúrgicas. Responsável: Nelsinho, presidente do Sindicato de Canoas: (51) 8443.8002 

Cachoeirinha
6h30 – concentração na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos de POA e deslocamento para uma empresa metalúrgica. Responsável: Machado: (51) 9802.1325 

Santa Rosa 
6h – concentração na empresa ALIBEM Comercial de Alimentos. Responsável: Giselda, Paulo Schitidt: (55) 9603.8058 

Santo Cristo 
Paralisação dos servidores públicos municipais. Responsável: Vilson Weber, presidente do Sindicato dos Municipários: (55) 9614.6667 

Horizontina
7h- concentração na empresa CHG. Responsável: Ramos, do Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina: (55) 9983.4028 

São Leopoldo
6h – Concentração no Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e deslocamento para uma empresa metalúrgica. Responsável: Jorge, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo: (51) 9712.8552 

Em Pelotas haverá uma caminhada até o Centro das Indústrias e Comércio, onde será realizado um ato público. As cidades de Passo Fundo e Erechim ainda estão definindo a programação das atividades. Os trabalhadores de Santa Maria participarão das atividades em Porto Alegre.

Rio de Janeiro - Ato na Central do Brasil, a partir das 16 horas

Rondônia – Passeata com panfletagem a partir das 9h, no centro de Porto Velho. 

São Paulo 

Capital – o Sindicato dos Químicos realiza ato nas empresas Muriel do Brasil (Zona Leste), Globalpack (Zona Oeste), Cosmed (Região de Taboão) e Avon (Santo Amaro), a partir das 5h30 da manhã. Já o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, estarão nas ruas do centro da capital fazendo panfletagens e debates com a sociedade. 

ABC – Em São Bernardo, a partir das 5h, assembléia no pátio da Mercedes-Benz. A partir das 7h30, concentração e passeata a partir da sede da TRW (avenida Fagundes de Oliveira, 1.680, Vila São José), Diadema. Participam da mobilização metalúrgicos e químicos.

Pindamonhangaba - A partir das 9h, na praça Monsenhor Marcondes, sindicatos se unem para conscientização da sociedade sobre a importância da redução da jornada.

Vale do Paraíba – a subsede da CUT/SP organiza panfletagem e assembleia em duas empresas do setor de autopeças de Taubaté; panfletagem e assembléia na Votarantim Celulose, de Jacareí, além de panfletagem na Basf, de Guaratinguetá. 

Sorocaba – a subsede da CUT fará panfletagem nos terminais urbanos de ônibus e no Centro Comercial de Sorocaba. Em seguida todos os dirigentes da região participam de debate sobre a importância da redução.

Campinas – haverá concentração na Praça Rui Barbosa, na região central, às 10h, onde será debatida a importância da redução da jornada e do dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Guarulhos – o Sindicato dos Vidreiros realiza assembleia na empresa Termo Glass, que está com 70% de seus trabalhadores (as) em greve, após a demissão de 93 profissionais. O objetivo é realizar o debate sobre a redução da jornada na empresa, que hoje é de 42,5 horas semanais. 

Da CUT Nacional

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18 maio é dia de paralisações e mobilizações

Publicado por Administrador 11 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A CUT organiza para 18 de maio, o Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações. A atividade representa a retomada da pressão da Central sobre a Câmara dos Deputados, especialmente sobre o seu presidente, o deputado Michel Temer, para que o tema da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário seja recolocado na pauta de votação no Congresso Nacional.

Neste dia, trabalhadores/as de todas as regiões do Brasil vão atrasar a entrada de turnos, paralisar parcial ou integralmente as empresas e fazer mobilizações de rua. Comprovado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), a redução da jornada trará vários benefícios para classe trabalhadora, sendo o dado mais significativo, a capacidade de gerar mais de 2 milhões de novos postos de trabalho.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, apesar da redução da jornada abranger o conjunto da classe trabalhadora, esta proposição será muito mais significativa para as mulheres. “A maior parcela de trabalhadores inseridos no mercado informal são mulheres. Este mercado é caracterizado muitas vezes pela precarização e com a criação de mais de 2 milhões de empregos, as mulheres terão um grande espaço de conquista de novos de empregos.”

Além da capacidade de gerar novos postos de trabalho, a redução da jornada também possibilitará aos trabalhadores/as qualificarem-se educacional e profissionalmente, dando-lhes mais tempo para ficar com a família, para o lazer e para o que mais for possível, consolidando melhoras na qualidade de vida para todos.

Neste debate, segundo relata Rosane, está inserida a luta pela ratificação da Convenção 156, que trata da igualdade de oportunidades e direitos para homens e mulheres. A ratificação da 156 é uma luta histórica da CUT, já que estabelecerá a divisão de responsabilidades familiares e, consequentemente, possibilitará às mulheres mais tempo para dedicar-se à qualificação e ao descanso.

“Na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, devemos relacionar a defesa de ações como a redução da jornada com medidas que promovam a  equidade como a ratificação da 156 e neste sentido, é preciso a elaboração de políticas públicas que garantam a igualdade efetiva de oportunidade e de tratamento”, destaca Rosane. Atualmente a Convenção 156 tramita na Câmara dos Deputados.

Da CUT Nacional

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Sindicatos negociam e conseguem reduzir jornada de trabalho

Publicado por Administrador 5 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Sindicatos de categorias mais organizadas de trabalhadores estão conquistando acordos de redução da jornada sem cortes nos salários, enquanto a proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada legal, das atuais 44 horas para 40 horas semanais, permanece parada no Congresso, sem previsão de data para ser votada. O movimento pela redução da jornada cresce ano a ano e virou a principal bandeira de luta das centrais sindicais em 2010. Segundo cálculos do professor José Pastore, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade São Paulo (FEA-USP), em seis anos o número de trabalhadores que trabalham até 40 horas subiu de 28,6% para 31,97% do total.

Só este ano, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região fechou acordos com 22 empresas, que beneficiam mais de 5,5 mil trabalhadores. “Estamos buscando acordos que atendem tanto os trabalhadores quanto as empresas e mostram que a redução da jornada é possível”, afirma o presidente do sindicato, Miguel Torres.

Outras categorias

No mês passado, o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Estado de São Paulo e o sindicato das empresas chegaram a um acordo para renovação da convenção coletiva da categoria. Além de reajuste linear de 6% nos salários, o acordo prevê redução da jornada para 40 horas a partir de janeiro do próximo ano. Existem hoje 80 mil profissionais dessa área no Estado. “A redução da jornada é a nossa principal vitória”, diz o presidente do sindicato, Antonio Neto, também presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Os trabalhadores químicos nas indústrias farmacêuticas de São Paulo cumprem jornada de 40 horas desde setembro de 2009. A conquista, obtida na convenção coletiva em 2008, beneficiou 80 mil químicos associados a sindicatos da Força e da CUT. A luta pela jornada de 40 horas é uma bandeira das centrais há quase duas décadas. Acordos têm garantido jornada reduzida às categorias com poder de mobilização. Entre as grandes empresas, como as montadoras, a jornada de 40 horas já é praxe. “80% da nossa categoria têm jornada entre 40 e 42 horas”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.

Fonte: Agência Estado

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Para mais de 20% dos trabalhadores, jornada passa de 48 horas semanais

Publicado por Administrador 29 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Cerca de 22% da força de trabalho em todo o mundo trabalham mais de 48 por semana, segundo levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na semana passada. Esse percentual corresponde a 614,2 milhões de pessoas cuja jornada ultrapassa oito horas diárias, seis dias por semana.

Entre os países que constaram do levantamento da OIT, as jornadas extensas são mais comuns no Peru, onde 50,9% das pessoas trabalham mais de 48 horas por semana. No Brasil, essa porcentagem é bem menor, de 19,1%. A menor “fatia” foi registrada na Federação Russa, de 3,2%.

A OIT aponta que a diferença entre os países industrializados e os países em desenvolvimento, em termos de horas trabalhadas, ainda é considerável. “Não há indícios de que os países em desenvolvimento estejam “alcançando” os países industrializados”, diz a organização.

Gênero e idade, segundo a pesquisa, parecem ser fatores importantes para determinar a duração do trabalho. “Os homens tendem a executar jornadas mais longas, enquanto que as mais curtas são geralmente desempenhadas pelas mulheres. O tempo que a mulher dedica à família e às responsabilidades domésticas restringe sua disponibilidade para o trabalho remunerado”, diz o estudo.

Em relação à idade, percebeu-se que os jovens e as pessoas em idade de aposentar-se trabalham menos horas. “Isto reflete com freqüência, as insuficientes oportunidades de trabalho para os grupos mencionados anteriormente”, diz a OIT.

Do G1

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Momento de crescimento é propício para redução da jornada

Publicado por Administrador 29 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Em parceria com a CUT e as demais centrais sindicais, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) iniciou na manhã desta terça-feira (23), em São Paulo, a 4ª Jornada Nacional de Debates. A atividade passará pelos 26 estados e pelo Distrito Federal até o dia 8 de abril.

Com o tema “Negociações Coletivas em 2010: Recuperação Salarial e Redução da Jornada”, o ciclo reunirá lideranças para debater os resultados positivos das campanhas salariais realizadas no ano passado e as perspectivas para 2010. Neste contexto, o Dieese insere também as discussões sobre a redução da jornada, mostrando com estudos, argumentos e números os benefícios da medida e a importância da luta unificada da classe trabalhadora para inserir novos avanços nas negociações.

Na primeira parte, o coordenador de Relações Sindicais da Dieese, José Silvestre de Oliveira, fez uma análise do estudo elaborado pela entidade com o balanço das negociações salariais ao longo de 2009. Se levado em consideração os reajustes salariais acumulados em duas datas-base (2008 e 2009), observa-se que das 692 negociações analisadas, cerca de 84% obtiveram aumento real na comparação com a inflação do biênio. Vale ressaltar que estes aumentos salariais foram conquistados num cenário onde o Brasil não apresentou crescimento econômico, com o Produto Interno Bruto (PIB) ficando em -0,2%.

“Estas conquistas foram fruto da mobilização das centrais, ao exigir e apoiar as iniciativas governamentais de caráter anticíclico como fator importante para a rápida recuperação da economia nacional, em grande parte respaldada pelo crescimento do consumo interno”, exalta Silvestre.

Além da potencialidade do mercado interno, o coordenador do Dieese destacou a política de valorização do salário mínimo, conquistado graças à pressão da CUT e das demais centrais. “O comportamento do salário mínimo nacional tornou-se um aliado não só na elevação dos pisos salariais, mas também no reajustamento dos salários mais baixos, provocando um efeito cascata sobre as faixas salariais mais próximas do novo salário mínimo”.

A secretária de Relações do Trabalho da CUT, Denise Motta Dau, presente ao evento, ressaltou a luta da Central contra o processo arbítrário de flexibilização dos direitos trabalhistas. “No momento em que se falava em demissão, redução de salários, a CUT foi protagonista na proteção dos direitos dos trabalhadores e o resultado mostrou que estávamos certos”.

Na última parte de sua apresentação, Silvestre mostrou o cenário atual da carga horária no Brasil e os benefícios da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais com adicional de 75% sobre as horas extras. Ele lembra que, com a redução da jornada, serão criados 2,5 milhões de empregos. Apenas a eliminação das horas extras poderia gerar 1,2 milhões de empregos.

“A jornada no Brasil é uma das maiores do mundo, agravada pelo volume elevado de horas extras. Temos que aproveitar este cenário de crescimento, positivo, propicio à redução da jornada, e continuar pressionando os parlamentares. Mostrar para deputados e senadores que este projeto não envolve só o viés econômico, mas também um caráter social, com o trabalhador tendo mais tempo para qualificação, estudo, lazer, família.”

Denise defendeu que as entidades representativas dos trabalhadores procurem formas de fazer avançar temas que dependem da ação dos parlamentares, como a redução da jornada. “É muito importante que cada categoria paute em suas campanhas salariais a questão da redução da jornada, criando uma conjuntura favorável à conquista nacional.”

Expectativa para 2010

“As estimativas atuais apontam para um ano de crescimento econômico com a expansão do nível de emprego. Se as expectativas favoráveis que os indicadores econômicos vêm revelando se confirmarem, é razoável supor um cenário ainda mais positivo para a negociação coletiva de salários.” Foi com estas palavras que Silvestre deu o panorama para 2010.

Para a secretária de relações do trabalho da CUT, este é um momento em que se deve lutar para ampliar direitos e conquistas. Ela ressalta que este crescimento apontado pelo coordenador do Dieese deve ser atrelado ao desenvolvimento social. “É preciso reivindicar melhores condições de trabalho, fim da terceirização, lutar por cláusulas que envolvam outros benefícios como saúde, segurança.”

Denise lembrou ainda que a luta pelos avanços sociais é uma das reivindicações compostas na Plataforma da Classe Trabalhadora, que será entregue a todos os candidatos à presidência no dia 1° de julho.

Fonte: CUT

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Centrais Sindicais preparam a Marcha dos Catarinenses

Publicado por Administrador 17 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Conforme deliberação da Direção Estadual, a Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) reuniu-se, no último dia 1º de março, com as demais centrais sindicais, com intuito de pautar a Marcha dos Catarinenses, como atividade unificada do dia 28 de abril – Dia Internacional em Memória as Vítimas de Acidente de Trabalho e 7 de abril – Dia Mundial da Saúde.

A proposta foi aceita pelas demais centrais e estamos encaminhando a organização da marcha, juntamente com a participação de representantes das demais centrais sindicais e dos movimentos sociais.

A Marcha dos Catarinenses tem como proposta de eixos: a saúde dos trabalhadores, a redução da jornada de trabalho, o piso nacional dos trabalhadores da educação, piso estadual de salário, a reforma agrária, o repúdio a corrupção e criminalização dos movimentos sociais/sindicais e à terceirização dos serviços públicos.

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